2501: Cientistas detectaram um buraco negro a engolir uma estrela de neutrões

Impressão de artista de um buraco negro prestes a engolir uma estrela de neutrões.
Crédito: Karl Knox, OzGrav

Cientistas dizem ter detectado, pela primeira vez, um buraco negro a engolir uma estrela de neutrões.

As estrelas de neutrões e os buracos negros são remanescentes super-densos de estrelas mortas.

Na quarta-feira, 14 de Agosto de 2019, instrumentos de ondas gravitacionais nos EUA e na Itália detectaram ondulações no espaço-tempo de um evento cataclísmico que ocorreu a 900 milhões de anos-luz da Terra.

A professora Susan Scott, membro da equipa e da Escola de Física da Universidade Nacional Australiana (ANU, “Australian National University”), disse que esta conquista completou o trio de observações da equipa presente na sua lista original, que inclui a fusão de dois buracos negros e a colisão de duas estrelas de neutrões.

“Há cerca de 900 milhões de anos, este buraco negro comeu uma estrela muito densa, conhecida como estrela de neutrões – possivelmente extinguindo a estrela instantaneamente,” disse Scott, líder do Grupo de Teoria Geral da Relatividade e Análise de Dados, da mesma instituição de ensino, e do Centro ARC de Excelência para Descoberta de Ondas Gravitacionais (OzGrav).

“O telescópio SkyMapper da ANU respondeu ao alerta de detecção e estudou toda a provável região do espaço onde o evento ocorreu, mas não encontrámos nenhuma confirmação visual.”

Os cientistas ainda estão a analisar os dados para confirmar o tamanho exacto dos dois objectos, mas as descobertas iniciais indicam uma grande probabilidade de um buraco negro ter engolido uma estrela de neutrões. Espera-se que os resultados finais sejam publicados em revistas científicas.

“Os cientistas nunca detectaram um buraco negro menor que cinco massas solares ou uma estrela de neutrões maior que 2,5 vezes a massa do nosso Sol,” acrescentou a professora Scott.

“Com base nesta experiência, estamos muito confiantes de que acabámos de detectar um buraco negro a engolir uma estrela de neutrões.

“No entanto, existe a pequena mas intrigante possibilidade de que o objecto engolido foi, ao invés, um buraco negro muito leve – muito mais leve do que qualquer outro buraco negro que conhecemos no Universo. Isso seria um prémio de consolação verdadeiramente incrível.”

A ANU é a parceira australiana do LIGO (Advanced Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), o instrumento científico mais sensível já construído e que consiste de detectores duplos nos EUA.

O Observatório Gravitacional Europeu tem um detetor de ondas gravitacionais na Itália, de nome Virgo.

Astronomia On-line
23 de Agosto de 2019

 

552: Descoberto o buraco negro mais esfomeado do Universo

M. Kornmesser / ESO

Um grupo de astrónomos da Austrália descobriu o buraco negro que cresce mais rápido no Universo (pelo menos, dos que são conhecidos até agora). O buraco negro absorve uma massa equivalente ao Sol a cada dois dias.

O buraco negro chamado QSO SMSS J215728.21-360215.1 foi detectado a 12 mil milhões de anos-luz de distância por cientistas da Universidade Nacional Australiana, ANU. O seu tamanho é o equivalente a 20 mil milhões de sóis e tem uma taxa de crescimento de cerca de 1% a cada um milhão de anos, indicou a ANU em comunicado.

“Este buraco negro cresce tão rápido que brilha milhares de vezes mais que uma galáxia inteira devido aos gases que devora diariamente, causando muito atrito e calor”, disse Christian Wolf, da Escola de Astronomia e Astrofísica da ANU.

O buraco negro existia quando o Universo, que tem aproximadamente 13,8 mil milhões de anos, tinha apenas 1,2 biliões de anos. “Não sabemos como cresceu tanto e tão rápido na primeira fase do Universo”, afirmou o cientista.

Wolf indicou que a energia emitida pelo buraco negro, também conhecida como quasar, é composta de luz ultravioleta e raios-X. “Se este monstro estivesse no centro da Via Láctea, provavelmente faria com que a vida na Terra fosse impossível devido à grande quantidade de raios-X que emana”, afirmou o astrónomo.

“Os buracos negros gigantescos e de crescimento rápido também ajudam a limpar a névoa à sua volta através da ionização dos gases, o que torna o Universo mais transparente”, acrescentou Wolf.

O buraco negro foi detectado pelo telescópio SkyMapper do Observatório de Siding Spring da ANU, situado cerca de 480 quilómetros a noroeste de Sidney, com ajuda do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia, ESA.

Os autores da descoberta consideram que os buracos negros brilham e podem se transformar em modelos para observar e estudar a formação de elementos nas primeiras galáxias do Universo.

A descoberta vai ser publicada no Publications of the Astronomical Society of Australia. Uma versão de consulta prévia foi publicada na sexta-feira no arXiv.

ZAP // Ciberia // EFE / Gizmodo

Por ZAP
17 Maio, 2018

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