552: Descoberto o buraco negro mais esfomeado do Universo

M. Kornmesser / ESO

Um grupo de astrónomos da Austrália descobriu o buraco negro que cresce mais rápido no Universo (pelo menos, dos que são conhecidos até agora). O buraco negro absorve uma massa equivalente ao Sol a cada dois dias.

O buraco negro chamado QSO SMSS J215728.21-360215.1 foi detectado a 12 mil milhões de anos-luz de distância por cientistas da Universidade Nacional Australiana, ANU. O seu tamanho é o equivalente a 20 mil milhões de sóis e tem uma taxa de crescimento de cerca de 1% a cada um milhão de anos, indicou a ANU em comunicado.

“Este buraco negro cresce tão rápido que brilha milhares de vezes mais que uma galáxia inteira devido aos gases que devora diariamente, causando muito atrito e calor”, disse Christian Wolf, da Escola de Astronomia e Astrofísica da ANU.

O buraco negro existia quando o Universo, que tem aproximadamente 13,8 mil milhões de anos, tinha apenas 1,2 biliões de anos. “Não sabemos como cresceu tanto e tão rápido na primeira fase do Universo”, afirmou o cientista.

Wolf indicou que a energia emitida pelo buraco negro, também conhecida como quasar, é composta de luz ultravioleta e raios-X. “Se este monstro estivesse no centro da Via Láctea, provavelmente faria com que a vida na Terra fosse impossível devido à grande quantidade de raios-X que emana”, afirmou o astrónomo.

“Os buracos negros gigantescos e de crescimento rápido também ajudam a limpar a névoa à sua volta através da ionização dos gases, o que torna o Universo mais transparente”, acrescentou Wolf.

O buraco negro foi detectado pelo telescópio SkyMapper do Observatório de Siding Spring da ANU, situado cerca de 480 quilómetros a noroeste de Sidney, com ajuda do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia, ESA.

Os autores da descoberta consideram que os buracos negros brilham e podem se transformar em modelos para observar e estudar a formação de elementos nas primeiras galáxias do Universo.

A descoberta vai ser publicada no Publications of the Astronomical Society of Australia. Uma versão de consulta prévia foi publicada na sexta-feira no arXiv.

ZAP // Ciberia // EFE / Gizmodo

Por ZAP
17 Maio, 2018

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