1889: InSight captura áudio do seu primeiro sismo marciano

Esta imagem, obtida dia 19 de Março de 2019 por uma câmara do “lander” InSight da NASA, mostra a cúpula do WTS (Wind and Thermal Shield), que cobre o seu sismómetro SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure), e como fundo a superfície marciana.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O módulo InSight da NASA mediu e registou, pela primeira vez, um provável sismo marciano.

O fraco sinal sísmico, detectado pelo instrumento SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) do “lander”, foi registado no dia 6 de Abril, o 128.º dia marciano do módulo, ou sol. Este é o primeiro tremor registado que parece ter vindo de dentro do planeta, em oposição a ser provocado por forças acima da superfície, como o vento. Os cientistas ainda estão a examinar os dados para determinar a causa exacta do sinal.

“As primeiras leituras do InSight continuam a ciência que começou com as missões Apolo da NASA,” disse Bruce Banerdt, investigador principal do Insight no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “Temos estado, até agora, a recolher ruído de fundo, mas este primeiro evento oficialmente dá início a um novo campo: sismologia marciana!”

O novo evento sísmico foi pequeno demais para fornecer dados sólidos sobre o interior marciano, que é um dos principais objectivos do InSight. A superfície marciana é extremamente silenciosa, permitindo que o SEIS, o sismómetro especialmente construído do InSight, capte ruídos ténues. Em contraste, a superfície da Terra treme constantemente devido ao ruído sísmico criado pelos oceanos e pelo clima. Um evento deste tamanho ficaria perdido entre dúzias de crepitações minúsculas que ocorrem todos os dias.

“O evento do sol 128 é excitante porque o seu tamanho e maior duração encaixam no perfil de sismos detectados na superfície lunar durante as missões Apolo,” acrescentou Lori Glaze, directora da Divisão de Ciência Planetária na sede da NASA.

Os astronautas das Apolo da NASA instalaram cinco sismómetros que mediram milhares de tremores de terra enquanto operavam na Lua entre 1969 e 1977, revelando actividade sísmica no nosso satélite natural. Materiais diferentes podem alterar a velocidade das ondas sísmicas ou reflecti-las, permitindo aos cientistas usar essas ondas para aprender mais sobre o interior da Lua e modelar a sua formação. A NASA tem planos para missões tripuladas lunares até 2024, estabelecendo as bases que eventualmente permitirão a exploração humana de Marte.

O sismómetro do InSight, que o módulo colocou à superfície do planeta no dia 19 de Dezembro de 2018, permitirá aos cientistas recolher dados semelhantes sobre Marte. Ao estudarem o interior profundo de Marte, esperam aprender como outros mundos rochosos, incluindo a Terra e a Lua, se formaram.

Três outros sinais sísmicos ocorreram nos dias 14 de Março (sol 105), 10 de Abril (sol 132) e 11 de Abril (sol 133). Detectados pelos sensores mais sensíveis VBB (Very Broad Band) do SEIS, estes sinais foram ainda mais fracos do que o evento do sol 128 e de origem mais ambígua. A equipa vai continuar a estudar estes eventos para tentar determinar a sua causa.

Independentemente da sua origem, o sinal do sol 128 é um marco emocionante para a equipa.

“Há meses que esperamos por um sinal como este,” realçou Philippe Lognonné, chefe da equipa do SEIS no IPGP (Institut de Physique du Globe de Paris), França. “É tão emocionante finalmente provar que Marte ainda é sismicamente activo. Estamos ansiosos por partilhar resultados detalhados depois das nossas análises.”

A maioria das pessoas está familiarizada com terremotos na Terra, que ocorrem em falhas criadas pelo movimento das placas tectónicas. Marte e a Lua não têm placas tectónicas, mas ainda assim têm sismos – nos seus casos, provocados por um processo contínuo de arrefecimento e contracção que cria stresses. Este stress aumenta com o tempo, até que é forte o suficiente para quebrar a crosta, despoletando um sismo.

A detecção destes pequenos tremores exigiu uma enorme proeza de engenharia. Na Terra, os sismómetros de alta qualidade costumam estar selados em “cofres” subterrâneos a fim de os isolar das mudanças de temperatura e do clima. O instrumento do InSight possui várias barreiras engenhosas de isolamento, incluindo uma cobertura construída pelo JPL denominada WTS (Wind and Thermal Shield) para protegê-lo das mudanças extremas de temperatura e ventos fortes do planeta.

O SEIS superou as expectativas da equipa em termos de sensibilidade. O instrumento foi fornecido pela agência espacial francesa, CNES (Centre National d’Études Spatiales), enquanto estes primeiros eventos sísmicos foram identificados pela equipa “Marsquake Service”, liderada pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia.

“Estamos muito satisfeitos com esta primeira conquista e estamos ansiosos por fazer muitas medições semelhantes com o SEIS nos próximos anos,” disse Charles Yana, gerente de operações da missão SEIS no CNES.

Astronomia On-line
26 de Abril de 2019

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1878: Um “burburinho” para o homem, um sismo em Marte. NASA pode ter captado primeiro terramoto marciano

Um sismógrafo implantado em Marte, no âmbito da missão da NASA InSight, registou o que pode ser o primeiro terramoto do planeta vermelho, anunciou a agência espacial francesa CNES.

“É formidável finalmente ter um sinal de que ainda há uma actividade sísmica em Marte”, salienta o investigador do Instituto de Física da Terra de Paris, Philippe Lognonné.

“Estávamos à espera há meses pelo nosso primeiro terramoto marciano”, acrescenta o “pai” do sismógrafo francês SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) que captou o potencial terramoto e que foi instalado a 19 de Dezembro de 2018 no solo de Marte, graças a um braço robótico da sonda InSight que chegou ao planeta vermelho a 26 de Novembro.

O objectivo é, através do registo de terramotos, perceber melhor a história da formação de Marte.

Mas embora o primeiro tremor “marque o nascimento oficial de uma nova disciplina: a sismologia marciana“, este foi muito fraco para fornecer dados úteis sobre o interior do planeta, de acordo com o investigador principal da InSight, Bruce Banerdt, cientista da NASA.

De acordo com os cientistas, ainda é necessário confirmar se o terramoto foi registado dentro do planeta e se não foi o efeito do vento ou de outras fontes de ruído.

Três outros sinais, mas ainda mais fracos do que este que foi registado a 6 de Abril, foram detectados nos últimos dois meses.

A NASA constata que embora “o evento sísmico” tenha sido “demasiado pequeno” para obter “dados sólidos sobre o interior marciano”, é ainda assim “excitante porque o seu tamanho e duração mais longa encaixam no perfil dos tremores da lua detectados na superfície lunar durante as missões Apolo”, como destaca a directora da Divisão de Ciência Planetária da agência espacial norte-americana, Lori Glaze.

“A superfície marciana é extremamente tranquila”, o que permitiu ao SEIS captar “burburinhos fracos”, explica a NASA, notando que “em contraste, a superfície da Terra treme constantemente com ruídos sísmicos criados pelos oceanos e pelo clima”. “Um evento deste tamanho no Sul da Califórnia perder-se-ia entre as dúzias de pequenos estalos que ocorrem todos os dias”, acrescenta a agência espacial.

A esperança dos cientistas é que este avanço nos dados recolhidos sobre Marte ajude a resolver alguns dos grandes mistérios do planeta, nomeadamente “o que aconteceu à sua atmosfera” e “o que aconteceu à água que se pensa que, em tempos, terá estado presente de uma forma muito abundante à superfície”, como evidencia o coordenador nacional da Sociedade Planetária, Miguel Gonçalves, em declarações à TSF.

Miguel Gonçalves atesta que se se provar a onda sísmica, “é particularmente interessante porque, tendo actividade sísmica no seu interior, tem dinamismo interior, o que quer dizer que temos de perceber quais são os mecanismos de aquecimento no seu interior” e “como é que é feita a transição de energia entre várias camadas do interior”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
24 Abril, 2019

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1753: No ano passado, toda a Terra tremeu e ninguém reparou. A culpa foi de uma erupção submarina gigante

David Stanley / Flickr

11 de Novembro de 2018. Um estrondo ricocheteou em redor do mundo. Os humanos não sentiram, mas ficou registado nos sismógrafos. Um artigo sugere que terá sido causado pelo maior evento vulcânico no mar alguma vez registado.

Se a hipótese estiver correta e houver um movimento maciço de magma debaixo do fundo do mar, isso terá implicações para as proximidades de Mayotte e as vizinhas ilhas de Comores, na costa de África.

Mayotte já começou a afundar (cerca de 9 milímetros por mês) e a deslocar-se para leste (16 milímetros por mês) – movimentos que seriam contados com uma câmara subterrânea a ser esvaziada à medida que o magma flui.

“Acreditamos que a crise de 2018 está associada a uma erupção, apesar do facto de que não temos observações directas até agora”, escrevem os investigadores por trás do novo estudo, publicado no EarthArXiv. “Pode ser a erupção no mar com o maior volume alguma vez documentado.”

Com base nas leituras sísmicas feitas na área nos seis meses que antecederam o tremor de Novembro que se espalhou pelo mundo, a equipa sugere que mais de um quilómetro cúbico de magma foi deslocado de um ponto de erupção de cerca de 28 quilómetros abaixo da superfície.

Acredita-se que todo este magma pode não ter atingido o fundo do mar, mas sim fluído para os sedimentos circundantes, com o gás vulcânico a permanecer preso dentro do magma. Isto explicaria porque nada foi observado ainda acima da superfície.

“O evento de 2018 em Mayotte parece mostrar um volume substancial de magma a deixar uma região de armazenamento profunda que, se irrompida, tornaria esta uma das maiores erupções submarinas documentadas” disse o geólogo Samuel Mitchell, da Universidade do Hawai ao Gizmodo.

Enquanto os tremores continuam, os cientistas estão a tentar obter mais instrumentos e equipamentos para a área para ter uma ideia melhor do que realmente está a acontecer. Por enquanto, a ideia de um grande evento vulcânico encaixa bem nos dados existentes.

Ainda há muitas questões não respondidas: porque é que o evento está a acontecer no extremo leste da cadeia de ilhas Comores quando é que as novas ilhas vulcânicas da região estão a oeste? E se o magma permanece preso no subsolo, porque é que cardumes de peixes mortos aparecem na água?

Além disso, o que causou os pulsos de alta frequência que ocorreram ao lado do tremor de baixa frequência em Novembro? Ondas de magma a colidir umas com as outras enquanto uma câmara entra em colapso poderia ser uma explicação, mas até que mais dados da área se tornem disponíveis, é apenas especulação.

Especialistas estão igualmente incertos sobre o que está a causar a actividade vulcânica em primeiro lugar. O sismólogo Stephen Hicks, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, disse ao Gizmodo que os movimentos das placas tectónicas, uma região de manto super-aquecido, ou o evento em curso do Leste Africano podem ser responsáveis.

O novo trabalho ainda não foi revisto por pares e os autores por trás dele dizem que outros cenários ainda são possíveis – mas a actividade vulcânica parece encaixar-se no que se sabe até agora.

Ainda é necessária muito mais investigação dos eventos, embora os cientistas pensem que têm uma hipótese promissora. Se mais terremotos estiverem a caminho, as pessoas que vivem em Mayotte – já preocupadas – precisam de estar preparadas.

“Melhorar o conhecimento da distribuição, alinhamento e idades das características vulcânicas offshore, especialmente em torno das ilhas principais, pode levar a uma melhor compreensão do comportamento, evolução e risco relacionado desta área peculiar”.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
23 Março, 2019

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624: Terramotos ocultos sacodem a Antárctida (e nem sequer o sabemos)

John Sonntag / NASA
Foto aérea da NASA revela uma enorme fenda na plataforma de gelo Larsen C, na Antárctida

Foi uma falha sem precedentes. Do nada, em meados de 1982, um grupo de cientistas confirmou o primeiro terramoto na Antárctida – mas não seria o último. Centenas de terramotos ocultos podem estar enterrados sob o gelo da Antárctida, aponta um novo estudo.

Com o passar das décadas, os investigadores detectam mais oito eventos sísmicos na Antárctida Oriental. E aí, o inferno soltou-se: os sensores captaram 27 terramotos só em 2009, triplicando o número total de eventos sísmicos registado em apenas um ano.

Mas não foi a catástrofe planetária ou a ira divina que esteve por detrás dos tremores de terra nunca antes registados – foi apenas o método científico em acção.

“Em última análise, a falta de sismicidade registada não foi devido à falta de eventos, mas à falta de instrumentos perto o suficiente para serem capazes de os registar”, explicou a sismóloga Amanda Lough, da Universidade de Drexel, nos EUA.

Enquanto o estranho silêncio da Antárctica relativamente à actividade sísmica era alvo de inúmeras hipóteses científicas, Lough mostrou que não se tratava apenas de uma peculiaridade tectónica manter intacta a infinita paisagem branca – era apenas uma questão de falta de dados.

Em 2007, a sismóloga começou uma tarefa épica que levaria muitos anos a completar: instalar o GAMSEIS/AGAP, um conjunto de sismógrafos de banda larga na Antárctida Oriental, dando aos cientistas uma visão sem precedentes sobre a actividade sísmica da região.

Como demonstram os dados de 2009, a Antárctida sofre a sua parte de terramotos e movimentos sísmicos tal como todo o resto do planeta, mas só agora é que os cientistas conseguiram registar observações para o provar.

Não é mais uma anomalia“, explicou, observando que os resultados obtidos em 2009 levaram mesmo a equipa de pesquisa a regressar ao local, com “um pouco mais de verificação para garantir que os eventos fossem mesmo reais e que a equipa fosse capaz de os localizar com precisão“.

No novo estudo, publicado esta segunda-feira na Nature, os investigadores explicam que a Antárctida Oriental é um cratão – um grande e estável pedaço de rocha na crosta terrestre subjacente aos continentes.

Apesar de alguns cientistas terem argumentado que a actividade sísmica da Antárctida pudesse ser suprimida pelo imenso peso da camada de gelo continental, as novas pesquisas mostram que esse não é o caso.

A maioria dos 27 terramotos registados em 2009 foram resultado de fendas – regiões na crosta terrestre onde a rocha é dilacerada.

“As fendas proporcionam zonas de fraqueza que permitem que as falhas ocorram mais facilmente, e pode ser que a situação na Antárctida seja tal que a actividade sísmica esteja a ocorrer preferencialmente ao longo dessas áreas de fraqueza pré-existentes”, explicou Lough num comunicado de imprensa.

A investigadora notou ainda que as novas descobertas são baseadas em dados de apenas um ano e, por isso, é necessário que se façam mais pesquisas de forma a obter uma visão completa sobre o fenómeno.

Mas isto apenas mostra como os cientistas, sem as ferramentas certas para registar e detectar fenómenos físicos, ficam cegos – e portanto, todos nós.

E, enquanto em retrospectiva o ponto cego do leste da Antárctida parece incrível, a verdade é que ainda há muita coisa que não estamos a registar adequadamente em termos de actividade sísmica global.

“A Antárctida é o continente do qual menos recolhemos dados analíticos, mas também existem outras áreas do planeta de que temos“, disse Lough.

“O oceano cobre 71% do planeta, mas é caro e muito difícil conseguir dados de lá. Precisamos de pensar em melhorar a cobertura e depois melhorar a sua densidade”, concluiu.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
7 Junho, 2018

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178: Cientistas registaram (finalmente) o barulho da Terra

(CC0/PD) Skitterphoto / pixabay

Com a ajuda de sismógrafos no fundo do oceano, uma equipa de cientistas conseguiu registar, finalmente, o “barulho da Terra”.

A Terra expande-se e contrai-se constantemente, num movimento imperceptível. Este fenómeno tem o nome de “oscilações livres” e são registadas como uma espécie de zumbido que o mar emite, mesmo na ausência de actividade sísmica.

A primeira tentativa de capturar o “barulho da Terra” aconteceu em 1959, mas o artigo que o comprova só foi publicado em 1998.

Desde esse ano, fizeram-se muitos estudos e observações, mas os cientistas só confirmaram o sinal emitido por meio de sismógrafo em terra. Capturar o som no fundo do oceano poderia ajudar os cientistas a descobrir a verdadeira causa do som, embora seja um verdadeiro desafio.

Segundo o ScienceAlert, uma equipa de cientistas conseguiu contorná-lo e gravou, finalmente, o zumbido do planeta no fundo do oceano.

A equipa de cientistas franceses e alemães, liderada por Marta Din, cientista do Instituto de Física da Terra de Paris, estudou as vibrações do oceano em dois pontos distintos. O estudo foi publicado no Geophysical Research Letters.

Os dados foram conseguidos a uma profundidade de 4540 e 4260 metros no oceano Índico e a equipa conseguiu registar ondas sonoras permanentes com uma frequência de 2,9 e 4,5 milihertz.

Neste estudo foram apresentadas várias hipóteses que podem explicar este fenómeno. Uma hipótese de longa data é que as oscilações livres da Terra são causadas pelo constante embate das ondas no fundo do oceano. Vários cientistas já se debruçaram sobre esta teoria, havendo um conjunto de estudos que a explicam e demonstram.

Mas, uma outra teoria afirma que o barulho é afectado pela turbulência atmosférica. Esta é sustentada pelo facto de o zumbido ser mais forte no oceano Pacífico do hemisfério norte durante o inverno, e nos oceanos do sul durante o inverno do hemisfério sul. Esta teoria alia-se, assim, às tempestades de inverno.

Para encontrar o sinal do “barulho da Terra”, a equipa reuniu durante 11 meses os dados de observação de 57 estações de um sismógrafo no fundo do mar no oceano índico, a leste de Madagáscar, instalado em 2012/2013 para estudar os ventos vulcânicos.

Depois de retirarem todas as fontes de interferência de fontes já identificadas, como o caso dos sinais causados por ondas de infra-gravidade oceânica, os cientistas chegaram à conclusão que o nível do ruído era similar ao de uma estação terrestre. Ou seja, eles conseguiram ouvir, de facto, o “barulho da Terra”.

A equipa procedeu ao cruzamento do sinal capturado no fundo oceânico com os dados obtidos nas observações das estações terrestres e, com base no resultado final destas observações, determinaram que a vibração natural da Terra atinge um pico de frequências entre 2,9 e 4,5 milihertz, seja no mar ou na terra.

A sua audibilidade é 7 mil vezes menor do limiar mínimo da audição humana, que começa por volta dos 20 hertz.

Esta pesquisa demonstra que o uso de sismógrafos no fundo do oceano pode ser uma valiosa ajuda no estudo das oscilações livres permanentes da Terra. Para além de nos fornecer informações mais detalhadas, os cientistas acreditam que este advento pode ajudar a mapear o interior da Terra, que actualmente é feito com base em dados sísmicos.

Dado que o “barulho da Terra” é constante, os geólogos não precisariam de esperar pela actividade sísmica para conseguirem obter os dados necessários.

ZAP // ScienceAlert

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