3347: Enigmático sinal de rádio vindo do Espaço desapareceu misteriosamente

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Raimond Spekking / Wikimedia
Westerbork Synthesis Radio Telescope (WSRT)

Um sinal de rádio intermitente vindo do Espaço desapareceu misteriosamente. Os cientistas ainda não compreendem bem o fenómeno e estão a tentar perceber o que terá acontecido.

Os estranhos sinais de rádio vindos do Espaço, conhecidos como Rajadas Rápidas de Rádio (FRB) continuam a intrigar a comunidade científica. Apesar de muito poderosos, apenas duram alguns milissegundos e por vezes são vistos de forma repetida do mesmo ponto do Espaço. No entanto, os cientistas continuam sem saber explicar a sua origem.

O primeiro exemplo de Rajadas Rápidas de Rádio repetitivas, R1, surgiram em 2012 e veio-se a descobrir que pertenciam a uma galáxia anã a três mil milhões de anos-luz de distância. O segundo exemplo de FRB, que ficou conhecido como R2, apenas foi detectado em 2018.

Recentemente, uma equipa de investigadores observou R1 e R2 durante 130 e 300 horas, respectivamente. Embora tenham detectado 30 rajadas de R1, não conseguiram qualquer sinal de R2.

Segundo o New Scientist, a explicação mais plausível é que R2 não é detectável nos comprimentos de onda observados pelo telescópio usado, o Westerbork Synthesis Radio Telescope (WSRT).

Outra explicação possível é que R2 tenha parado de enviar sinais de rádio. Ainda assim, a equipa de investigadores acredita que não seja este o caso e que simplesmente R2 não é detectável pelo WSRT ou que então não tenham sido emitidos sinais enquanto os cientistas observavam.

“Só porque você não vê nada neste momento com este telescópio não significa que não há nada para ver”, disse Jason Hessels, do Instituto Holandês de Radioastronomia.

Mas nem tudo são más notícias. Isto pode significar que R1 e R2 são muito diferentes um do outro. “Se os dois fossem parecidos, deveríamos ter visto facilmente o segundo repetidor, e não o vimos. Eles podem ser muito diferentes em quão brilhantes são, com que frequência se repetem e basicamente em outros parâmetros também”, explicou Leon Oostrum, também ele do Instituto Holandês de Radioastronomia.

Novas evidências de um estudo publicado esta segunda-feira na revista científica Nature mostram que isto pode significar também que os dois sinais vêm de galáxias diferentes.

“O principal objectivo no final é descobrir o que são estas coisas, mas, por enquanto, quanto mais informação tivermos, mais perguntas teremos”, realçou Oostrum.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2020

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3141: Misterioso sinal de rádio pode ser um novo tipo de sistema estelar

CIÊNCIA

Centre de Données astronomiques de Strasbourg / SIMBAD / DECaPS
Estrela TYC 8332-2529-1

Uma equipa de astrónomos detectaram uma emissão de rádio cuja origem é totalmente desconhecida. Os investigadores suspeitam de que o sinal tenha sido emitido por um novo tipo de sistema estelar.

Uma equipa internacional de astrónomos detectou uma emissão de rádio de um objecto localizado a, aproximadamente, 1.800 anos-luz da Terra, nas proximidades da Constelação de Ara. Para esta observação, os cientistas contaram com a ajuda do radiotelescópio MeerKAT, no deserto de Karoo, na África do Sul.

A explosão incomum é proveniente de um sistema estelar binário, ou seja, duas estrelas que orbitam entre elas, dificultando a explicação da emissão de rádio.

Os astrónomos utilizaram dados de mais de 18 anos de observações da estrela fornecidas por outros telescópios, o que contribuiu para determinar uma estrela gigante de massa aproximadamente duas vezes e meia maior do que a do Sol – TYC 8332-2529-1. Além disso, o brilho da estrela muda num período de 21 dias, o que origina as grandes manchas, semelhantes às manchas solares.

A análise também revelou que a estrela possui um campo magnético, que orbita outra estrela a cada 21 dias. Tudo indica que esta segunda estrela pode ser mais fraca do que a grande estrela – com cerca de 1,5 vezes a massa do Sol.

A explosão de rádio também poderia ter sido causada pela actividade magnética da grande estrela, tal como acontece nas explosões solares, que são mais brilhantes e energéticas.

Ainda assim, não é descartada a hipótese de um sistema estelar formado a partir de uma estrela gigante e de uma estrela semelhante ao Sol, onde a actividade magnética cede lugar às explosões, explica a Sputnik News.

“Devido ao facto de as propriedades não se encaixarem facilmente no nosso conhecimento actual das estrelas binárias, este sistema pode representar uma classe completamente nova”, afirmou Ben Stappers, um dos autores do estudo, publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, sugerindo um novo tipo de sistemas binários.

Durante os próximos quatro anos, a equipa manter-se-á atenta à fonte das emissões e à estrela gigante, de modo a solucionar este mistério.

ZAP //

Por ZAP
5 Dezembro, 2019

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