2619: Colossal radiotelescópio da China acabou de ouvir um sinal bizarro no espaço

CIÊNCIA

Chama-se FAST e é um colossal radiotelescópio que foi criado pela China. Custou quase 200 milhões de euros e demorou mais de cinco anos para entrar em funcionamento. Este telescópio esférico tem um prato fixo de 500 metros de abertura. Situa-se na cadeia de montanhas na província Guizhou do sudoeste Chinês e é apelidado com uma verdadeira maravilha da tecnologia.

Segundo informações, o maior radiotelescópio completo da Terra detectou um sinal de rádio notoriamente estranho que irradia pelo espaço.

China ajuda a detectar intrigantes Rajadas Rápidas de Rádio

De vez em quando, os radiotelescópios na Terra detectam sinais poderosos de fontes desconhecidas. Estas Rajadas Rápidas de Rádio (em inglês FRB), são frequentemente flashes singulares, mas alguns deles têm sido observados a aparecer repetidamente em intervalos aparentemente aleatórios.

Um sinal em particular, conhecido como FRB 121102, é conhecido por aparecer várias vezes. Agora, o novo colossal radiotelescópio da China ouviu-o alto e claro.

Sinais estranhos e que se desconhece a origem

Ninguém sabe realmente o que cria os FRBs, e isso faz parte do que os torna tão excitantes para os cientistas. Pelo facto de que a maioria deles são explosões únicas, mas que outros como o FRB 121102 continuam a repetir torna o processo que os impulsiona ainda os torna mais misteriosos.

O equipamento da China está pronto para uma revisão final do projecto concluído no final deste mês. Dessa forma, os cientistas dizem que já usaram o telescópio para detectar um sinal de rádio notoriamente estranho que viaja pelo espaço.

Uma vez aprovada a revisão ao radiotelescópio, o FAST torna-se num telescópio aceite para explorar o Universo. O Fast tem sido aberto aos astrónomos chineses desde Abril de 2019. Posteriormente, após a Aceitação Nacional de Construção, ele será aberto a astrónomos de todo o mundo.

Referiu, em comunicado, Jiang Peng, engenheiro responsável do FAST.

FRB 121102 é um fenómeno detectado há pouco tempo

Pese o facto desta rajada, FRB 121102, ter sido identificada pela primeira vez em 2012 pelo Observatório Arecibo em Porto Rico, só voltou a ser detectada recentemente pelo FAST. Mais concretamente foi no dia 30 de Agosto. Posteriormente, deu-se uma repetição a 3 de Setembro, quando mais de 20 pulsos foram registados. Isso caracteriza este sinal como particularmente persistente.

Este evento particular foi especialmente significativo. Isto porque nenhum outro telescópio na Terra alguma vez detectou tantas repetições do sinal num período de tempo tão curto, Desa forma, este feito do novo telescópio da China poderá ajudar a desvendar os segredos do sinal.

Portanto, olhando para o futuro, o FAST terá as suas mãos cheias, com investigadores à espera de o poder usar na contínua procura por pulsares distantes, elementos como o hidrogénio e, é claro, Rajadas Rápidas de Rádio adicionais.

2446: Já temos uma maneira para saber se extraterrestres estão a tentar comunicar connosco

CIÊNCIA

snvv / Canva

Caso extraterrestres estejam a usar raios laser para tentar comunicar connosco, já temos uma maneira de os detectar. O VERITAS consegue captar flashes de luz de nanos-segundos.

Há muitos anos que a ciência se dedica a analisar milhares de exoplanetas para tentar perceber se poderá haver indícios de vida semelhante à Terra. Há teorias que sugerem que os extraterrestres tentam comunicar connosco, mas simplesmente ainda não percebemos como interpretar esses sinais — pelo menos até agora.

Caso os extraterrestres estejam a usar raios laser para nos enviar sinais, os cientistas já descobriram uma forma de os detectar. O Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) é um projecto que tem por objectivo a constante procura por vida inteligente no espaço e anunciou recentemente que vai começar a procurar por sinais de tecnologia extraterrestre através do Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System, mais conhecido por VERITAS.

Com este conjunto de telescópios, os cientistas vão conseguir analisar o céu à procura de flashes de luz de nanos-segundos. “Quando se trata de vida inteligente além da Terra, não sabemos onde ela existe ou como comunica”, explicou Yuri Milner, físico de partículas criador do programa Listen do SETI.

Como tal, os cientistas tentam procurar no máximo de sítios possível. “O VERITAS expande ainda mais o nosso alcance de observação”, acrescentou Yuri.

“Com o VERITAS, somos sensíveis a uma importante nova classe de sinais: pulsos óticos rápidos”, disse Andrew Siemion, director do centro investigação do SETI. Esta tecnologia já é usada pela NASA para transmitir imagens de alta definição directamente da Lua para a Terra.

O VERITAS permite ainda captar sinais a uma distância muito maior do que antes, aumentando assim a probabilidade de os cientistas captarem sinais mais fracos, que antes passariam despercebidos.

Composto por quatro telescópios com 12 metros de altura, “é impressionante como o VERITAS encaixa tão bem neste projecto”, conta David Williams, professor de física na Universidade da Califórnia, citado pela Live Science.

“Algures no cosmos, talvez vida inteligente esteja a observar as nossas luzes, conscientes do que elas significam”, disse o icónico Stephen Hawking no lançamento do programa Listen, em 2015. Esta iniciativa, que contou com um financiamento de 100 milhões de dólares, já analisou mais de mil estrelas à procura de sinais extraterrestres, mas sem o sucesso desejado.

ZAP //

Por ZAP
14 Agosto, 2019

 

2429: Inteligência Artificial para decifrar os enigmáticos sinais de rádio do Espaço

OzGrav, Swinburne University of Technology

A Inteligência Artificial (IA) pode ajudar a decifrar os enigmáticos sinais de rádio oriundos do Espaço que há anos intrigam a comunidade científica. 

Em causa estão as rajadas rápidas de rádio (Fast Radio Bursts, FRB), poderosas ondas de rádio que os especialistas acreditam que se originem a mil milhões de anos-luz da Terra. As FRB duram apenas um milésimo de segundo, sendo a sua origem um dos maiores mistérios da Astronomia desde que foram detectados pela primeira vez, em 2007.

Agora, este enigma pode estar mais perto de ser desvendado: um cientista criou um sistema automatizado que utiliza IA para revolucionar a capacidade de detectar e capturar estes sinais cósmicos em tempo real.

Wael Farah, estudante do doutoramento do Swinburne Technological Institute, na Austrália, é o responsável pela criação, sendo a primeira pessoa a descobrir as estranhas FRB em tempo real como um sistema de machine learning totalmente automatizado.

O líder do projecto, o professor Matthew Bailes, adiantou que o novo sistema “permite explorar completamente a alta resolução de tempo e frequência, bem como investigar as propriedades das FRB que antes eram impossíveis de obter”.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o sistema de Farah já identificou cinco explosões, incluindo uma das mais fortes já detectadas, bem como a mais ampla.

Farah treinou a “máquina” no Observatório de Rádio Molonglo, perto de Camberra, para reconhecer os sinais e assinaturas dos FRBs e disparar uma captura imediata dos detalhes mais precisos observados até o momento.

As explosões foram detectadas pouco depois, produzindo dados de alta qualidade que permitiram aos cientistas de Swinburne estudar a sua estrutura com maior precisão e obter pistas sobre a sua origem, precisa a Europa Press.

Farah disse que o seu interesse por estas ondas cósmicas está relacionado com o facto de estas puderem, potencialmente, ser usadas para estudar a matéria que envolve as galáxias e que, de outra forma, seria possível de ver.

“É fascinante descobrir que um sinal que viajou por metade do Universo, alcançando O nosso telescópio depois de uma viagem de alguns mil milhões de anos, exibe uma estrutura complexa, tendo picos separados por menos de um milissegundo”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
10 Agosto, 2019

 

2332: Não há explosões suficientes no Espaço que expliquem os estranhos sinais de rádio

CIÊNCIA

OzGrav, Swinburne University of Technology

Muitos dos mais brilhantes e estranhos fenómenos no espaço vêm de eventos cataclísmicos, como explosões ou colisões.

As rajadas rápidas de rádio são um dos fenómenos mais intrigantes de todo o Universo. Estes sinais cósmicos são extremamente poderosos, podendo mesmo gerar tanta energia como centenas de milhões de sóis. Apesar da sua energia, estas emissões são breves e pontuais, sendo, por isso, difícil de as detectar e estudar directamente.

Ou seja, os cientistas não conseguem “prever” a observação destes fenómenos. A menos que um radiotelescópio – com um campo de visão relativamente estreito – esteja direccionado exactamente na área exacta do céu em que essa explosão é dispara, o sinal cósmico é perdido.

FRBs são rajadas de milissegundos de poderosas ondas de rádio que vêm das profundezas do espaço. Já se pensou ter diversas fontes diferentes, desde fusões de estrelas de neutrões a naves espaciais alienígenas, mas nenhuma explicação está, para já, confirmada.

Os astrónomos falaram pela primeira vez da existência de misteriosos explosões rápidas de rádio (FRB) em 2007, quando foram descobertas acidentalmente enquanto se observavam os pulsares de rádio com o Telescópio Parks na Austrália.

Nos anos subsequentes, os cientistas encontraram vestígios de mais três dezenas de tais explosões, cuja comparação mostrou que poderiam ser de origem artificial, e até mesmo ser potenciais sinais de civilizações extraterrestres, por causa da periodicidade inexplicável da sua estrutura.

Todas elas tinham uma coisa em comum – a potência extremamente elevada e a distância invulgarmente longa até às suas fontes. Assim, os astrónomos assumiram inicialmente que tais rajadas surgem durante a fusão de estrelas de neutrões ou de outros objectos compactos que se transformam num buraco negro.

A maioria dos FRBs que encontramos aparecem apenas uma vez, mas três parecem repetir-se, enviando várias ondas de rádio pelo espaço. Esses três não podem vir de eventos cataclísmicos como colisões de estrelas de neutrões ou super-novas que destroem seus progenitores.

Agora, Vikram Ravi, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, calculou que o resto dos sinais provavelmente também não virá desses eventos. O cientista usou algumas das FRBs não repetitivas mais próximas para calcular um limite inferior de frequência com que ocorrem e comparou essa taxa com as taxas de eventos cataclísmicos no universo próximo.

“A taxa de FRBs parece ser maior do que a taxa de qualquer coisa que podemos realmente pensar que pode fazer uma FRB apenas uma vez”, disse Ravi, de acordo com o New Scientist. Isso significa que um único tipo de explosão ou colisão não pode contabilizar todos os FRBs.

É possível que todas as propostas de fontes cataclísmicas sejam simultaneamente corretas, mas talvez seja mais provável que a maioria – ou mesmo todas – das FRBs sejam, na verdade, repetidoras.

Dessa forma, cada fonte produz várias explosões ao longo da sua vida útil. Podemos não estar a detectar todas as explosões repetidas porque são mais lentas ou mais fracas do que as fontes repetidas.

“Não acho que podemos descartar que haja várias classes de coisas que surgem no céu da rádio”, afirmou Victoria Kaspi, da McGill University, em Montreal, Canadá. “Suspeitamos e temos alguma evidência de que existem várias classes e que fracção pertence a cada classe é desconhecida.” Como nenhum dos modelos actuais se encaixam bem, a cientista diz que também é possível que os FRBs se formam através de eventos que nunca vimos .

“Precisamos de dizer muito especificamente de que tipo de galáxias FRBs vêm e de onde vêm essas galáxias”, disse Ravi. Apenas três foram localizados até agora. “Se estamos a fazer o nosso trabalho correctamente, devemos conseguiu descobrir isso nos próximos cinco anos.”

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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1461: Detectados sinais de rádio repetidos de uma galáxia a 1,5 biliões de anos luz

Poderosos sinais de rádio intrigam os cientistas há muitos anos. Há quem diga que são a prova de que existe vida extraterrestre.

O CHIME está instalado na Colúmbia Britânica, no Canadá
© DR

Um grupo de cientistas encontrou sinais de rádio repetidos vindo de uma galáxia a 1,5 biliões de anos-luz de distância da Terra. Segundo o jornal Independent, é a segunda vez que são detectados sinais deste género.

Não se sabe o que está na origem do sinal, o que propicia várias especulações. Há teorias que apontam para uma explosão de estrelas, enquanto outras admitem que poderá ser uma transmissão de civilizações alienígenas lançada no espaço. Mas o certo é que as causas permanecem desconhecidas.

Os sinais detectados são explosões rápidas de rádio (FRBs), que consistem em impulsos rápidos e brilhantes. “Até agora, havia apenas um FRB repetido conhecido. Saber que há um outro sugere que pode haver mais por aí. E com mais repetidores e mais fontes disponíveis para estudo, somos capazes de entender esses enigmas cósmicos – de onde vêm e o que os causa”, disse Ingrid Stairs, membro do Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment (CHIME), que fez a descoberta na Colúmbia Britânica.

Das 60 FRBs detectadas até agora, apenas uma delas se repetiu (seis vezes), ao que tudo indica do mesmo local. Agora, os investigadores identificaram cerca de 13 explosões no período de três semanas, pelo menos sete das quais com uma frequência de 400 MHz, mas admite-se que o aparelho tenha deixado passar algumas com uma frequência mais baixa. “Qualquer que seja a origem destas ondas de rádio, é interessante ver a amplitude de frequência que podem produzir”, afirmou Arun Naidu, da Universidade de McGill.

De acordo com os autores, que publicaram o artigo na revista Nature, a existência de dois sinais repetidos sugere que existirá uma “população substancial” de sinais repetidos, e também ajuda os cientistas a perceber o que os distingue dos sinais únicos, fornecendo mais dados sobre a sua origem.

Diário de Notícias
DN
09 Janeiro 2019 — 20:43

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1131: A Terra está a ser bombardeada com misteriosos sinais de rádio extraterrestres

pelosbriseno / Flickr
Radiotelescópios do Observatório Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA.

No deserto australiano, há um novo observatório a fazer História. Em pouco mais de um ano, o Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP) detectou 20 sinais cósmicos misteriosos conhecidos como rajadas rápidas de rádio (FRB) – o fenómeno continua a intrigar os cientistas. 

Segundo o Science Alert, estes sinais não pertencerem à famosa fonte de rádio-frequência FRB 121102, são rastos completamente novos, oriundos de novas fontes.

Com os 20 novos sinais agora detectados, o número número de rajadas rápidas (fast radio bursts ou FRB) registadas em todo o mundo quase duplicou em apenas um ano – a Terra está a ser bombardeada com luz invisível e os cientistas não sabem porquê.

Os novos sinais de rádio identificados, notam os cientistas no artigo publicado nesta semana na revista científica Nature, incluem ainda as explosões de rádio mais rápidas e mais próximas até agora detectadas.

As rajadas rápidas de rádio são um dos fenómenos mais intrigantes de todo o Universo. Estes sinais cósmicos são extremamente poderosos, podendo mesmo gerar tanta energia como centenas de milhões de sóis. Apesar da sua energia, estas emissões são breves e pontuais, sendo, por isso, difícil de as detectar e estudar directamente.

Ou seja, os cientistas não conseguem “prever” a observação destes fenómenos. A menos que um radiotelescópio – com um campo de visão relativamente estreito – esteja direccionado exactamente na área exacta do céu em que essa explosão é dispara, o sinal cósmico é perdido.

A primeira vez que os astrónomos começaram a falar sobre estas misteriosas manifestações de rádio foi em meados de 2007, quando os cientistas observaram acidentalmente pulsos de rádio através do radiotelescópio Parkes, na Austrália. Agora, com a nova investigação, o número de sinais disparou.

“Encontramos 20 rajadas rápidas de rádio num ano, quase duplicando o número de todas as emissões já detectadas em todo o mundo desde que foram descobertas em 2007″, explicou o Ryan Shannon, da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália.

Até então, só tinham sido detetadas 22 rajadas rápidas de rádio. Em apenas um ano, este observatório australiano registou quase tantos sinais como o resto do mundo em 10 anos – o ASKAP está literalmente a fazer História.

“Através da nova tecnologia do ASKAP, também provamos que as rajadas rápidas estão a chegar do outro lado do Universo, e não da nossa vizinhança galáctica”, adiantou ainda o astrofísico em comunicado.

A ASKAP está localizado no Murchison Radioastronomy Observatory (MRO) da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth da Austrália, na Austrália Ocidental, e é um precursor do futuro telescópio Square Kilometer Array (SKA). O SKA será capaz de observar um grande número de explosões de rádio rápidas, permitindo aos astrónomos estudar o Universo primitivo em detalhe.

A amostra destas ondas de rádio cósmicas disparou e, a partir daí, os cientistas podem ficar mais perto de descobrir a sua misteriosa origem – até lá, terão de ficar atentos.

Por ZAP
12 Outubro, 2018

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1004: Cientistas detectam 72 sinais extraterrestres vindos de uma galáxia a 3000 milhões de anos-luz

Ainda não se sabe o que causou as emissões detectadas pelos investigadores

É através destes satélites que o SETI procura sinais extraterrestres.
© BM/GAC

– É através destes satélites que o SETI procura sinais extraterrestres.
© BM/GAC

Infelizmente, quem colocou a legenda na imagem acima, não sabe e desconhece completamente o que são satélites e rádio-telescópios. Chamar a rádio-telescópios, satélites, é mesmo de ignorante! Nenhum editor de ciência no DN, para rever a legenda?

Um grupo de cientistas do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), dedicado à procura de vida extraterrestre, analisou 400 terabytes de dados radiofónicos provenientes de uma galáxia anã localizada a cerca de três mil milhões de anos-luz da Terra, o que lhes permitiu detectar 72 sinais extraterrestres.

De acordo com a Sky News, os sinais detectados são explosões rápidas de rádio (FRBs), que consistem em impulsos rápidos e brilhantes de causas desconhecidas, encontrados num conjunto de dados recolhidos pelo Green Bank Telescope, parte da Zona de Rádio Silenciosa dos EUA, onde são proibidos sinais de comunicações sem fios, de modo a evitar interferências com telescópios.

“A natureza do objecto que os emite é desconhecida. Existem várias teorias, incluindo que elas podem ser assinaturas da tecnologia desenvolvida por vida inteligente extraterrestre”, disse uma fonte do SETI.

Um estudante doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley, Gerry Zhang, desenvolveu o algoritmo usado para examinar os 400 terabytes de dados, no qual outro investigador já tinha identificado 21 FRBs.

“O trabalho de Gerry é entusiasmante não só porque nos ajuda a compreender o comportamento dinâmico dos sinais FRBs com mais detalhe, mas também por causa da promessa que mostra ao usar a aprendizagem de máquinas para detectar sinais perdidos por algoritmos clássicos”, disse Andrew Siemion, investigador do SETI.

Em 2017 cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, sugeriram que os sinais FRBs podiam ser o resultado de falhas de energia de transmissores poderosos construídos por civilizações alienígenas, com o objectivo de enviar gigantes barcos à vela em viagens interestelares. Uma vela leve poderia permitir grandes velocidades a naves espaciais ao utilizar uma pequena quantidade de pressão exercida pela luz.

Diário de Notícias
DN
11 Setembro 2018 — 16:16

(membro do SETI@Home desde 10 Maio 2001)

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811: “Alguém à escuta?” Uma escala para classificar os sinais extraterrestres

Cientistas propõem criação de uma espécie de escala de Richter para a busca de sinais de outras civilizações no universo. Vai de zero (falso alarme) a 10 (temos contacto).

Foto DR

O radiotelescópio de Arecibo.
Foto DR

O programa Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) que o famoso astrónomo americano Carl Sagan tanto acarinhou quando foi lançado, em 1959, já teve alguns episódios de captação de sinais misteriosos, que depois se revelaram falsos alarmes. Mas qual é a probabilidade de a rede de radiotelescópios terrestres que integram o projecto SETI poderem detectar um “Olá, estamos aqui” vindo do fundo do espaço?

Para pôr ordem nas prioridades desta busca, um grupo de astrofísicos propôs agora na revista científica International Journal of Astrobiology a criação de uma nova escala para classificar os sinais detestados: a escala Rio 2.0.

De acordo com a proposta do grupo liderado por Duncan Forgan, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, a Rio 2.0 – que é adaptada de uma escala já usada por cidadãos cientistas igualmente empenhados nesta busca, e designada escala Rio – tem um total de 10 graus, em que o zero corresponde a nada provável e o 10 seria um contacto directo.

A proposta, escrevem os seus autores, pretende três objectivos. O primeiro é “conseguir um consenso científico para a classificação de sinais potencialmente indicadores da existência de vida extraterrestre avançada”. Em segundo lugar, a equipa quer “criar um instrumento pedagógico, capaz de informar o público sobre o processo usado pelos cientistas para descodificar os sinais detectados”, e finalmente, o terceiro, é “poder calibrar as expectativas do público, quando eventuais sinais são discutidos nos media“.

A ideia geral, no fundo, é padronizar sinais e respectivas respostas da comunidade científica, e descartar mais facilmente questões técnicas na origem dos sinais captados, como um eventual problema num telescópio, ou uma frequência de rádio extemporânea proveniente de algum dispositivo terrestre nas proximidades.

“Estamos a falar de situações extraordinárias [a captação de sinais de civilizações extraterrestres] e, portanto, é preciso ter provas extraordinárias”, afirmou Duncan Forgan ao diário britânico The Guardian.

Por seu lado, a astrónoma Jill Tarter, co-autora do artigo na International Journal of Astrobiology, e co-fundadora, do Instituto SETI, nos Estados Unidos, dedicado ao estudo da astrobiologia e à escuta de sinais oriundos do espaço, compara a Rio 2.0 à escala de Richter para a classificação dos sismos.
A ideia é que seja atribuída uma classificação ao sinal e que depois se faça uma actualização, à medida que os estudos progridem.

Uma busca de décadas

Iniciado em 1959, o programa SETI tem tido os seus altos e baixos, mas desde o primeiro dia que foi acarinhado por Carl Sagan. Ele próprio, aliás, se pôs à escuta, embora os sinais de civilizações distantes nunca se tenham feito ouvir – o silêncio dura ainda, apesar de alguns falsos alarmes que chegaram a entusiasmar os cientistas e o público.

Em 1993, o programa SETI ficou sem fundos públicos, mas acabou por ser resgatado por beneméritos e verbas privadas e ainda prossegue hoje, com maiores ou menores dificuldades, e com a participação de diferentes grupos e radiotelescópios, que anualmente reservam algum do seu tempo de observação para escutar potenciais extraterrestres. Até hoje sem sucesso, apesar dos tais alarmes falsos.

O mais recente deles ocorreu em Maio de de 2017, quando o observatório de Arecibo, em Porto Rico, captou um sinal de rádio “estranho” proveniente da estrela Ross 128, uma anã vermelha que fica a 11 anos-luz de distância da Terra.

Na altura, os cientistas pensavam que poderia haver várias explicações, como emissões de erupções da própria estrela, emissões de outro objecto no mesmo campo de visão da Ross 128, ou até um incêndio nos motores de um satélite terrestre. Em último lugar, os cientistas não descartavam a possibilidade de se tratar de uma mensagem de uma civilização extraterrestre, mas na verdade não lhe atribuíram muito crédito – e fizeram bem.

Dois meses depois, já havia solução para o mistério e, claro, não eram os extraterrestres a saudar a humanidade de muito ao longe. Tratava-se, sim, de uma transmissão de um ou de vários satélites geo-estacionários, segundo explicou a equipa do SETI sediada em Berkeley, na Universidade da Califórnia. Os sinais, afinal, só tinham surgido junto da estrela Ross 128 por uma questão de proximidade.

A busca, portanto, vai continuar, agora, certamente enriquecida com um novo instrumento que permite olhar para os sinais com uma nova objectividade: a escala Rio 2.0.

Diário de Notícias
30 JUL 2018

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575: Cientistas chineses descobrem possível origem dos misteriosos sinais extraterrestres

pelosbriseno / Flickr
Radiotelescópios do Observatório Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA.

Cientistas chineses encontraram uma nova explicação para as misteriosas e rápidas rajadas de rádio. Os especialistas acreditam que os “sinais extraterrestres” são originados por um tipo específico de estrela de neutrões: as “estrelas estranhas”.

Em 2001, foi detectada a primeira rajada rápida de rádio (fast radio-burst, FRB, em inglês) por um radiotelescópio na Austrália e desde então foram registados dezenas de outros casos deste fenómeno. No entanto, estes potenciais “sinais extraterrestres” sempre foram um mistério para os cientistas.

Entre as possíveis razões para este fenómeno estão a fusão de estrelas de neutrões ou a transformação de pulsares pesados em buracos negros. Contudo, nem todos os especialistas aceitam estas hipóteses.

Agora, cientistas da Universidade de Nanquim, na China, acreditam que os “sinais extraterrestres” são originados por um tipo específico de estrela de neutrões – as “estrelas estranhas”. Estes corpos celestes têm no seu núcleo uma espécie de “sopa” de quarks, constituída por três tipos de partículas, conhecida como “matéria estranha“.

Segundo a teoria destes cientistas chineses, nas estrelas forma-se uma matéria de hadrão (constituída por neutrões) que é desalojada da estrela, formando assim uma crosta na sua superfície. À medida que o tempo vai passando, essa crosta fica cada vez mais pesada e, a dado momento, despedaça-se.

Uma estrela de quarks sem crosta torna-se, durante algum tempo, numa fonte de pares de electrões e positrões, gerando um campo electromagnético e fazendo com que os electrões e os positrões acelerem até velocidades próximas da velocidade da luz. Ao acelerarem, as partículas emitem uma radiação que é detectada como uma rajada de rádio.

Depois, a crosta regenera e o ciclo repete-se de novo. a formação da nova crosta de hadrões pode levar muito tempo, o que explica o facto de os casos de rajas rápidas de rádio serem raros.

O estudo, intitulado Fast Radio Bursts do colapso de Strange Star Crusts, foi publicado no The Astrophysical Journal.

ZAP // SputnikNews / RT

Por ZAP
23 Maio, 2018

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