2090: O Etna voltou a acordar. O maior vulcão da Europa entra em erupção

Orietta Scardino / EPA

O vulcão Etna, situado na região italiana da Sicília, voltou a entrar em erupção esta quinta-feira, com novas fendas abertas na sua face sudeste.

Dois fluxos de lava percorrem algumas centenas de metros no cume do vulcão activo de maior altitude na Europa. A actividade é de intensidade média e caracterizada pela ejecção de cinzas, gases e rochas.

A erupção, no entanto, não afecta as operações no Aeroporto de Catânia, maior cidade dos arredores do Etna. “Estamos no início de uma nova fase eruptiva do Etna, que pode acabar rapidamente ou durar meses”, explicou o director do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) em Catânia, Eugenio Privitera.

“Os fenómenos estão confinados ao cume do vulcão e não constituem um perigo para centros habitados e pessoas, mas é preciso controlar os fluxos de turistas na zona para sua própria segurança”, acrescentou.

Embora o Etna esteja activo há algum tempo, esta erupção foi significativa, já que foi a erupção do primeiro flanco (lateral), e não a erupção do cume, no Etna por mais de uma década. De acordo com o Programa Global de Vulcanismo da Smithsonian Institution, este paroxismo fazia parte de uma sequência vulcânica prolongada que começou em Setembro de 2013.

Apesar de ser um pouco imprevisível, o Etna está em erupção há anos. Já em Fevereiro deste ano, por exemplo, nuvens de cinzas foram vistas a subir em direcção ao céu a partir de uma série de pequenas explosões do chamado Telhado do Mediterrâneo.

Em Dezembro do ano passado, um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter atingiu a província de Catânia, na Sicília, junto ao monte Etna, fazendo pelo menos dez feridos e provocando alguns danos em edifícios. O sismo ocorreu dois dias depois de o Etna ter entrado em erupção, intensificando a actividade vulcânica na e actividade sísmica na região.

O vulcão do Monte Etna, na parte oriental da Sicília, está a escorregar lentamente para o mar. Um estudo mostrou que há um risco muito maior do que o anteriormente previsto de um colapso originar um tsunami. O Monte Etna está a deslizar para o Mediterrâneo a cerca de três a cinco centímetros por ano.

O Etna é o maior vulcão activo da Europa e um dos vulcões mais activos do mundo. É também a mais alta montanha da Sicília. A extensão total da sua base é de 1190 quilómetros quadrados, com uma circunferência de 140 quilómetros, o que o torna quase três vezes maior que o Vesúvio.

ZAP //

Por ZAP
1 Junho, 2019


1130: Colapso do Etna para o mar pode causar tsunami devastador na Europa

(CC0/PD) notiziecatania / pixabay
Catania, na Sicília, com o Etna ao fundo

O vulcão do Monte Etna, na parte oriental da Sicília, está a escorregar lentamente para o mar. Um novo estudo mostra agora que há um risco muito maior do que o anteriormente previsto de um colapso originar um tsunami.

Após ter sido comprovado que o Monte Etna está a deslizar para o Mediterrâneo, um novo estudo explica agora o motivo pelo qual este monte se desloca cerca de três a cinco centímetros por ano. O estudo foi publicado a 10 de Outubro na revista Science Advances.

Nos primeiros estudos, os cientistas apontavam como causa para o deslocamento a acumulação de pressão proveniente do magma interno do vulcão.

Contudo, uma equipa de investigação liderada pela Dr.ª Morelia Urlaub, do Centro de Investigação do Oceano GEOMAR Helmholt, estudou os movimentos do fundo do mar durante um período em que a derrapagem do vulcão acelerou.

Entre os dias 12 e 20 de maio de 2017, os investigadores registaram, em pouco mais de uma semana, locais que se distanciaram cerca de 3,9 centímetros um do outro. Este valor foi observado longe da câmara de magma, onde os efeitos de pressão seriam mais significativos de acordo com a primeira teoria avançada pelos especialistas.

Além disso, os investigadores não registaram a existência de qualquer aumento de magma, o que fez cair por terra a teoria de que o deslocamento seria causado pela acumulação de pressão do magma.

Retirada essa hipótese de cima da mesa, Urlaub e a sua equipa acreditam que a explicação para esse fenómeno se prende com a atracção gravitacional da margem continental que se afundou no mar e que está a puxar partes da montanha atrás dela.

O artigo descreve o deslizamento gravitacional como “o processo vector” que causa colapsos, estimulando mudanças no magma que induziram erupções subsequentes.

O resultado que mais se destaca neste trabalho é a percepção de que um colapso do flanco submarino do Etna é muito mais provável do que aquilo que se pensava anteriormente, isto porque as causas do deslizamento se alteraram.

Segundo os investigadores, o deslizamento gravitacional irá continuar e poderá até tornar-se mais repentino e mais forte, sendo capaz de criar um tsunami devastador.

O Etna é o maior vulcão activo da Europa e um dos vulcões mais activos do mundo. É também a mais alta montanha de Itália. A extensão total da sua base é de 1190 km², com uma circunferência de 140 km, o que o torna quase três vezes maior que o Vesúvio.

Por ZAP
11 Outubro, 2018