2776: Extraterrestres podem estar a vigiar a Terra através de sondas espias

CIÊNCIA

NASA/JPL-Caltech

Os extraterrestres podem estar a vigiar a Terra através de sondas robóticas ocultas instaladas em corpos próximos do nosso planeta, alertou um físico do Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI).

De acordo com James Benford, o cientista norte-americano que avançou com esta hipótese, é possível que os alienígenas vigiem a Terra há milhões de anos através de sondas de espionagem colocadas em objectos rochosos próximos da Terra. 

O cientista argumenta que objectos co-orbitais próximos – corpos que seguem uma rota em torno do Sol semelhante à da Terra -, recentemente descobertos fornecem uma “forma ideal para observar o nosso mundo”.

“Uma sonda próxima da Terra poderia ganhar tempo enquanto a nossa civilização desenvolve tecnologias capazes de localizá-la. Se encontrada, a sonda poderia estabelecer contacto connosco em tempo real”, defendeu Benford, que publicou recentemente os resultados da sua investigação na revista científica The Astronomical Journal.

“[A sonda] pode estar a reportar [informações] ao seu centro sobre a nossa Biosfera e a civilização há eras“, considerou ainda o cientista.

De acordo com o cientista, estas sondas robóticas poderiam ou não responder a um sinal, dependendo das motivações dos alegados seres alienígenas.

Apesar de a hipótese ser remota, o cientista do SETI considera importante verificá-la: para que os cientistas encontrem evidências de tecnologia alienígena, Benford sugere que sejam utilizados telescópios ópticos e radio-eléctricos e que até se envie uma nave espacial.

“Qual a possibilidade de uma sonda espia extraterrestre estar estacionada num desses objectos co-orbitais? Muito baixa, obviamente. Mas, se a missão for barata, por que não ir verificar? Se não encontrarmos um extraterrestre, pelo menos podemos encontrar outras coisas interessantes”, sugeriu, em declarações ao portal Science Alert.

Alguns cientistas acreditam que a Lua pode o candidato ideal para o posto de espionagem extraterrestre, tendo em conta a sua proximidade constante da Terra. No entanto, outros cientistas pensam o nosso satélite natural poderia ser um local arriscado: o facto de ser tão próximo da Terra, deixaria os extraterrestres pouco ocultos.

As ideias de Benford têm por base a longa conjectura de hipóteses já elaboradas por pessoas que participam em programas SETI.

Tal como recorda o mesmo portal de Ciência, foi o radio-físico Ronald Bracewell, em meados de 1960, o primeiro a sugerir que “comunidades galácticas superiores” poderiam ter instalado sondas inter-estelares autónomas no Espaço para observar, controlar e talvez até para comunicar com outras formas de vida.

ZAP //

Por ZAP
5 Outubro, 2019

 

1482: Há uma nova ferramenta (online) para manter a vida alienígena debaixo de olho

SETI

Pela primeira vez, uma nova ferramenta na Internet permite acompanhar e actualizar todas as pesquisas de inteligência artificial não terrestre (SETI) realizadas pela comunidade científica desde 1960. 

Um pouco por todo o mundo, correm investigações que procuram vida alienígena e, por vezes, torna-se difícil acompanhar todos os avanços alcançados.

Foi com isto em mente que Jill Tarter, pioneira neste campo de investigação e co-fundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), lançou o Technosearch, uma nova ferramenta disponível na Internet que compila todas as pesquisas do SETI publicadas nas últimas seis décadas. A plataforma permite ainda que os utilizadores enviem as suas próprias investigações, mantendo o banco de dados actualizado.

“Comecei a guardar este arquivo de pesquisa quando era ainda estudante”, explica Tarter citada em comunicado. “Alguns dos artigos originais foram apresentados em conferências, ou aparecem em revistas obscuras que são de difícil acesso para os recém-chegados ao campo do SETI. Estou muito contente por termos agora uma ferramenta que pode ser utilizada por toda a comunidade e com uma metodologia para mantê-la actualizada”.

Tarter desenvolveu a Technosearch em colaboração com estagiários da Research Experience for Undergraduates (REU), estudantes de pós-graduação que trabalham com o professor Jason Wright da Universidade Estadual da Pensivânia, nos Estados Unidos, e Andrew Garcia, estudante da REU em 2018 no Instituto SETI.

A Technosearch rastreia informações, incluindo dados básicos de cada observação e os seus autores, data e objectos observados e a instalação a partir da qual foi realizada. As características do telescópio utilizado são definidas, o tempo dedicado a cada objecto e o respectivo link para o artigo de investigação publicado originalmente.

Actualmente, a Technosearch conta com mais de 100 pesquisas de rádio e 38 pesquisas ópticas, totalizado cerca de 140 investigações científicas diferenciadas. No futuro, a comunidade SETI deverá colaborar para manter a Technosearch actualizada e precisa.

Desde a primeira pesquisa SETI levada a cabo por Frank Drake em 1960, astrónomos e amadores em todo o mundo têm procurado e esperam encontrar evidências de vida, especialmente vida inteligente, além do planeta Terra. Um desafio constante para os apaixonados por este tipo de investigação tem sido acompanhar as dezenas de pesquisas que já foram realizadas – a Technosearch visa colmatar esse mesmo problema.

ZAP // EuropaPress / LiveScience

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1386: O Oumuamua não transmite sinais de rádio (mas ainda pode ser alienígena)

M. Kornmesser / European Southern Observatory
Impressão de artista do primeiro asteróide interestelar:Oumuamua.

Investigadores não localizaram sinais de rádio artificiais na superfície do Oumuamua. Mas a hipótese de ser de natureza alienígena ainda não está descartada.

As observações de longo prazo do asteróide Oumuamua no momento da sua aproximação à Terra excluem a presença na sua superfície de qualquer fonte artificial de ondas de rádio ou outros sinais.

Num estudo que será publicado na revista Acta Astronautica em Fevereiro do próximo ano, os investigadores do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) explicaram que usaram o campo de antenas Allen Telescope Array (ATA) para tentar detectar transmissões de rádio artificiais do Oumuamua.

As observações foram feitas entre os dias 23 de Novembro e 5 de Dezembro de 2017, período no qual observaram o corpo celeste em busca de algum tipo de sinal. Embora estivessem à procura de emissões de energia ainda menos do que as emitidas pelos telemóveis, não houve qualquer tipo de resultado.

“Estávamos à procura de um sinal que mostrasse que este objecto incorpora alguma tecnologia de origem artificial”, explica Gerry Harp, principal autor do estudo, no artigo do SETI. “Não encontramos emissões, apesar da busca bastante minuciosa”, disse o cientista.

Contudo, segundo os astrónomos do Instituto SETI, ainda não é possível descartar definitivamente a hipótese de o objecto ter origem extraterrestre não natural.

A importância de Oumuamua reside no facto de ser o primeiro asteróide detectado que não vem do Sistema Solar. A natureza do “Mensageiro das Estrelas” está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em Outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Recentemente, investigadores da Universidade de Harvard sugeriram que milhares de objectos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

ZAP // RT; Phys

Por ZAP
7 Dezembro, 2018

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1004: Cientistas detectam 72 sinais extraterrestres vindos de uma galáxia a 3000 milhões de anos-luz

Ainda não se sabe o que causou as emissões detectadas pelos investigadores

É através destes satélites que o SETI procura sinais extraterrestres.
© BM/GAC

– É através destes satélites que o SETI procura sinais extraterrestres.
© BM/GAC

Infelizmente, quem colocou a legenda na imagem acima, não sabe e desconhece completamente o que são satélites e rádio-telescópios. Chamar a rádio-telescópios, satélites, é mesmo de ignorante! Nenhum editor de ciência no DN, para rever a legenda?

Um grupo de cientistas do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), dedicado à procura de vida extraterrestre, analisou 400 terabytes de dados radiofónicos provenientes de uma galáxia anã localizada a cerca de três mil milhões de anos-luz da Terra, o que lhes permitiu detectar 72 sinais extraterrestres.

De acordo com a Sky News, os sinais detectados são explosões rápidas de rádio (FRBs), que consistem em impulsos rápidos e brilhantes de causas desconhecidas, encontrados num conjunto de dados recolhidos pelo Green Bank Telescope, parte da Zona de Rádio Silenciosa dos EUA, onde são proibidos sinais de comunicações sem fios, de modo a evitar interferências com telescópios.

“A natureza do objecto que os emite é desconhecida. Existem várias teorias, incluindo que elas podem ser assinaturas da tecnologia desenvolvida por vida inteligente extraterrestre”, disse uma fonte do SETI.

Um estudante doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley, Gerry Zhang, desenvolveu o algoritmo usado para examinar os 400 terabytes de dados, no qual outro investigador já tinha identificado 21 FRBs.

“O trabalho de Gerry é entusiasmante não só porque nos ajuda a compreender o comportamento dinâmico dos sinais FRBs com mais detalhe, mas também por causa da promessa que mostra ao usar a aprendizagem de máquinas para detectar sinais perdidos por algoritmos clássicos”, disse Andrew Siemion, investigador do SETI.

Em 2017 cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, sugeriram que os sinais FRBs podiam ser o resultado de falhas de energia de transmissores poderosos construídos por civilizações alienígenas, com o objectivo de enviar gigantes barcos à vela em viagens interestelares. Uma vela leve poderia permitir grandes velocidades a naves espaciais ao utilizar uma pequena quantidade de pressão exercida pela luz.

Diário de Notícias
DN
11 Setembro 2018 — 16:16

(membro do SETI@Home desde 10 Maio 2001)

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811: “Alguém à escuta?” Uma escala para classificar os sinais extraterrestres

Cientistas propõem criação de uma espécie de escala de Richter para a busca de sinais de outras civilizações no universo. Vai de zero (falso alarme) a 10 (temos contacto).

Foto DR

O radiotelescópio de Arecibo.
Foto DR

O programa Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) que o famoso astrónomo americano Carl Sagan tanto acarinhou quando foi lançado, em 1959, já teve alguns episódios de captação de sinais misteriosos, que depois se revelaram falsos alarmes. Mas qual é a probabilidade de a rede de radiotelescópios terrestres que integram o projecto SETI poderem detectar um “Olá, estamos aqui” vindo do fundo do espaço?

Para pôr ordem nas prioridades desta busca, um grupo de astrofísicos propôs agora na revista científica International Journal of Astrobiology a criação de uma nova escala para classificar os sinais detestados: a escala Rio 2.0.

De acordo com a proposta do grupo liderado por Duncan Forgan, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, a Rio 2.0 – que é adaptada de uma escala já usada por cidadãos cientistas igualmente empenhados nesta busca, e designada escala Rio – tem um total de 10 graus, em que o zero corresponde a nada provável e o 10 seria um contacto directo.

A proposta, escrevem os seus autores, pretende três objectivos. O primeiro é “conseguir um consenso científico para a classificação de sinais potencialmente indicadores da existência de vida extraterrestre avançada”. Em segundo lugar, a equipa quer “criar um instrumento pedagógico, capaz de informar o público sobre o processo usado pelos cientistas para descodificar os sinais detectados”, e finalmente, o terceiro, é “poder calibrar as expectativas do público, quando eventuais sinais são discutidos nos media“.

A ideia geral, no fundo, é padronizar sinais e respectivas respostas da comunidade científica, e descartar mais facilmente questões técnicas na origem dos sinais captados, como um eventual problema num telescópio, ou uma frequência de rádio extemporânea proveniente de algum dispositivo terrestre nas proximidades.

“Estamos a falar de situações extraordinárias [a captação de sinais de civilizações extraterrestres] e, portanto, é preciso ter provas extraordinárias”, afirmou Duncan Forgan ao diário britânico The Guardian.

Por seu lado, a astrónoma Jill Tarter, co-autora do artigo na International Journal of Astrobiology, e co-fundadora, do Instituto SETI, nos Estados Unidos, dedicado ao estudo da astrobiologia e à escuta de sinais oriundos do espaço, compara a Rio 2.0 à escala de Richter para a classificação dos sismos.
A ideia é que seja atribuída uma classificação ao sinal e que depois se faça uma actualização, à medida que os estudos progridem.

Uma busca de décadas

Iniciado em 1959, o programa SETI tem tido os seus altos e baixos, mas desde o primeiro dia que foi acarinhado por Carl Sagan. Ele próprio, aliás, se pôs à escuta, embora os sinais de civilizações distantes nunca se tenham feito ouvir – o silêncio dura ainda, apesar de alguns falsos alarmes que chegaram a entusiasmar os cientistas e o público.

Em 1993, o programa SETI ficou sem fundos públicos, mas acabou por ser resgatado por beneméritos e verbas privadas e ainda prossegue hoje, com maiores ou menores dificuldades, e com a participação de diferentes grupos e radiotelescópios, que anualmente reservam algum do seu tempo de observação para escutar potenciais extraterrestres. Até hoje sem sucesso, apesar dos tais alarmes falsos.

O mais recente deles ocorreu em Maio de de 2017, quando o observatório de Arecibo, em Porto Rico, captou um sinal de rádio “estranho” proveniente da estrela Ross 128, uma anã vermelha que fica a 11 anos-luz de distância da Terra.

Na altura, os cientistas pensavam que poderia haver várias explicações, como emissões de erupções da própria estrela, emissões de outro objecto no mesmo campo de visão da Ross 128, ou até um incêndio nos motores de um satélite terrestre. Em último lugar, os cientistas não descartavam a possibilidade de se tratar de uma mensagem de uma civilização extraterrestre, mas na verdade não lhe atribuíram muito crédito – e fizeram bem.

Dois meses depois, já havia solução para o mistério e, claro, não eram os extraterrestres a saudar a humanidade de muito ao longe. Tratava-se, sim, de uma transmissão de um ou de vários satélites geo-estacionários, segundo explicou a equipa do SETI sediada em Berkeley, na Universidade da Califórnia. Os sinais, afinal, só tinham surgido junto da estrela Ross 128 por uma questão de proximidade.

A busca, portanto, vai continuar, agora, certamente enriquecida com um novo instrumento que permite olhar para os sinais com uma nova objectividade: a escala Rio 2.0.

Diário de Notícias
30 JUL 2018

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325: As mensagens extraterrestres podem acabar com a vida na Terra

pelosbriseno / Flickr
Radiotelescópio do Observatório Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA.

Habitantes de outros planetas podem enviar mensagens “contaminadas” para “hackear” os meios de comunicações humanos, segundo adverte um estudo dos astrofísicos norte-americanos Michael Hippke e John Learned.

Os extraterrestres podem nem precisar de uma frota de poderosas naves de batalha interestelares para destruir o nosso planeta, adverte uma equipa de cientistas norte-americanos. Segundo Michael Hippke e John G. Learned, se a Humanidade receber uma mensagem extraterrestre, a última coisa que deve fazer é… tentar ler ou decifra-la.

O problema, notam estes cientistas, é que a Humanidade passou as últimas décadas não apenas a vasculhar os céus à procura de sinais de vida extraterrestre, como também a enviar para além do Sistema Solar mensagens de boas vindas a qualquer alien que nelas tropece.

Projectos como o SETI – Busca por Inteligência Extraterrestre, da NASA, têm como objectivo procurar vida noutros planetas através do uso de antenas e computadores avançados que analisam sinais electromagnéticos de origem extraterrestre.

Mais ainda, os astrónomos do SETI criaram também o METI, Messaging Extraterrestrial Intelligence, e em Setembro enviaram uma mensagem para o espaço, sob a forma de ondas de rádio, à espera que os ETs nos descubram – e decidam entrar em contacto.

E isso, dizem os cientistas, pode ser um risco para a Humanidade.

De acordo com o estudo de Hippke e John G. Learned, que foi publicado este mês no repositório arXiv, os extraterrestres poderiam enviar mensagens com código malicioso e contaminar os nossos sistemas de comunicações.

Para sustentar a tese, os cientistas citam várias mensagens registadas pelo projecto SETI. Em 2017, por exemplo, o investigador Rene Haller conseguiu decifrar um fluxo de 1.902.341 bits, tendo concluído que a informação recebida era apenas uma imagem normal a preto e branco.

De acordo com Hippke e Learned, este tipo de sinais deveria ser analisado e decifrado em papel – caso em que uma mensagem extraterrestre não prejudicaria os sistemas informáticos do nosso planeta. Contudo, se se tratar de código mais complexo, não haverá forma de o decifrar recorrer a computadores.

Segundo os dois cientistas, projectos como o SETI e os computadores pessoais a ele ligados correm o risco de ser infectados por um “trojan” ou um “malware”, que poderia dar a um um “hacker” à escala planetária acesso a dados pessoais e a sistemas operativos.

Mas tentar decifrar mensagens extraterrestres não é apenas um risco para os sistemas informáticos. O próprio conteúdo da mensagem pode colocar em perigo a Humanidade. Por exemplo, dizem os cientistas a mensagem pode conter uma ameaça do género “daqui a 24 horas vamos transformar o Sol numa Supernova“, e lançar o caos na Terra.

Os cientistas argumentam ainda que seria muito difícil “descontaminar” as mensagens provenientes do espaço. Assim, “seremos confrontados com duas opções: destruir qualquer mensagem extraterrestre que nos chegue, ou assumir o risco de a ler”, concluem os investigadores.

Não bastava já termos que resolver o dilema de abrir ou não aquele email de alguém desconhecido, que nos envia em anexo “as fotos do tempo maravilhoso que passámos naquela praia nas Caraíbas”?

ZAP // Sputnik News / FirstPost

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126: Acabámos de enviar uma mensagem para o espaço à espera que os ETs nos descubram

Danielle Futselaar / METI

Astrónomos do SETI criaram o METI, Messaging Extraterrestrial Intelligence, cujo objectivo é enviar uma mensagem para o espaço, sob a forma de ondas de rádio, na esperança de que os ETs a perceba – e decidam entrar em contacto connosco.

A equipa do famoso programa SETI, Search for Extraterrestrial Intelligence, pretende enviar uma mensagem com objectivo de obter um dia uma resposta – caso uma qualquer civilização de um planeta potencialmente habitável a receba. Mas essa resposta pode demorar mais de duas décadas a chegar.

Acho que este é um resultado improvável, mas seria um resultado bem-vindo”, disse Douglas Vakoch, presidente e fundador da Messaging Extraterrestrial Intelligence.

As ondas de rádio usadas para enviar a mensagem espacial são conhecidas como Sonar Calling GJ273b. Segundo Vakoch, este é o tipo de onda que poderia ser recebida por outras vidas inteligentes que possam existir noutros planetas.

O objectivo original do SETI é estudar as ondas de rádio provenientes do espaço na expectativa de que um dia se descubra um qualquer padrão nas ondas que não possa ter sido criado por processos naturais – ou seja, uma prova de inteligência extraterrestre.

O METI quer agora fazer exactamente o contrário: enviar para o espaço sideral ondas de rádio que claramente apenas seriam produzidas tecnologicamente – para que quaisquer ETs que, tal como nós, se entretenham a analisar ondas de rádio vindas do espaço, percebam que a mensagem tem origem inteligente, e saibam que nós existimos.

A mensagem foi enviada em Outubro em direcção à estrela GJ 273, também conhecida como estrela de Luyten, uma anã vermelha na constelação do norte de Canis Minor, que fica a uma distância de 12 anos-luz da Terra.

A mensagem inclui detalhes de matemática e ciência, além de uma descrição das sondas de rádio que proporcionam o envio da mensagem. Além disso, foi também enviado um “tutorial” sobre relógios e cronogramas, para averiguar se a compreensão do tempo dos habitantes de GJ 273b é semelhante à nossa.

Segundo os astrónomos do METI, a maneira mais rápida de os alienígenas responderem à nossa mensagem é repetir a mensagem na nossa direcção com cálculos semelhantes, para provar que entenderam o recado.

Nós dizemos-lhes que 1+1=2. Os alienígenas poderiam responder a informar-nos que entendem que 10+10=20” explicou um dos membros do projecto. Contudo, devido à distância entre a Terra e o planeta GJ 273b, que orbita a estrela para onde a mensagem foi enviada, a resposta levaria pelo menos 25 anos a chegar até nós.

As ondas de rádio são justamente uma das tecnologias capazes de proporcionar uma comunicação entre a humanidade e outra civilização inteligente que, possivelmente, exista por esse espaço fora.

“É tarde demais para nos escondermos no Universo. Os extraterrestres podem estar à espera de uma indicação clara que mostre que estamos preparados para falar com eles”, disse Vakoch em Dezembro do ano passado, na altura da apresentação do projecto.

A ideia de enviar mensagens para o espaço sempre foi controversa. Stephen Hawking, por exemplo, acha que é perigoso querermos dizer um olá aos extraterrestres, e alerta para as repercussões de encontrar uma civilização alienígena – certamente muito mais antiga e avançada tecnologicamente do que a nossa.

Mas esta não é, no entanto, a primeira vez que a Humanidade envia mensagens para o espaço com o objectivo de se dar a conhecer aos nossos vizinhos extraterrestres. Em 1977, a missão Voyager, da NASA, enviou para o espaço sideral duas naves, cada uma com um disco de ouro gravado com sons, imagens e mensagens da Terra.

RED ICE / JPL-Caltech / NASA
A sonda Voyager e o famoso disco dourado que levou para o espaço informação sobre a Humanidade. Ao fundo, o astrofísico Carl Sagan, mentor da ideia.

“Noventa e oito por cento dos astrónomos da SETI, eu inclusivamente, pensam que o METI é potencialmente perigoso”, afirma Dan Werthimer, cientista do SETI na Universidade da Califórnia, em Berkeley. “É como gritar numa floresta sem saber se lá há tigres, leões, ursos ou outros animais perigosos”.

ZAP // CanalTech

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57: Humanidade está “à beira de descobrir” vida extraterrestre inteligente

O astrónomo do projecto de Procura por Vida Extraterrestre (SETI em inglês) Seth Shostak afirmou que a humanidade vai descobrir vida inteligente fora do planeta nos próximos 20 anos.

O astrónomo sénior do projecto SETI Seth Shostak está convencido que o encontro com extraterrestres ocorrerá nos próximos 20 anos. Em entrevista ao portal Futurism, o cientista revelou os detalhes aproximados do encontro com vida extraterrestre.

“Posso apostar um copo de café com qualquer pessoa que dentro de 20 anos  descobrir vida inteligente“, acrescentou Seth Shostak.

O cientista sublinhou, por outro lado, que o estabelecimento de contactos com os extraterrestres pode ser diferente do que imaginamos.

“Imaginemos que eles se encontram a 500 anos-luz: recebemos um sinal que foi enviado há 500 anos e respondemos: “Olá! Somos da Terra, como estão?”. Depois disso, vão ser precisos mais mil anos para obter a resposta, se alguma vez responderem. Por isso, não é exactamente um contacto, mas pelo menos ficamos a saber que eles existem“, comentou Shostak.

Vários cientistas mundiais participam no projecto de Procura por Vida Extraterrestre SETI. O projecto foi lançado em 1959 e é financiado pela NASA desde 1971.

ZAP // Sputnik News

Nota: Faço parte deste projecto (SETI) desde 10 de Maio de 2001

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