2142: Descoberto na Sibéria um “homem pássaro” com 5.000 anos

CIÊNCIA

Novosibirsk Institute of Archeology and Ethnography

Uma equipa de arqueólogos descobriu objectos estranhos em dois túmulos da Idade do Bronze que foram escavadas na região russa de Novosibirsk, na Sibéria.

As sepulturas foram descobertas no final do ano passado no sítio arqueológico de Ust-Tartas por especialistas do Instituto de Arqueologia e Etnografia de Novosibirsk.

Ambos túmulos datam de há 5.000 anos e há um com um achado peculiar. Numa das sepulturas foi encontrado o esqueleto de um homem com uma espécie de colar, capuz ou armadura feita com dezenas de bicos e crânios de pássaros.

Os ossos dos animais estavam dispostos na parte de trás do crânio do esqueleto, em volta do pescoço “como se fosse um colar”, explicou a cientista Lilia Kobeleva, citada pela RT.

Outra versão sobre o achado sustenta que os bicos e os crânios dos pássaros faziam parte de um traje ritual. Embora as espécies de aves não tenham ainda sido identificadas, os cientistas acreditam que fossem garças. Contudo, há ainda outro aspecto estranho: os arqueólogos não sabem como é que os ossos dos animais se uniram ou formaram um peça, já que não têm furos que possam evidenciar que um fio os tenha conectado.

O “homem pássaro”, tal como foi descrito pela imprensa local, não foi a única descoberta. No outro túmulo encontrado estavam os restos mortais de duas crianças e ao seu lado havia um outro esqueleto de um homem adulto rodeado por vários objectos.

Novosibirsk Institute of Archeology and Ethnography

Entre os objectos, os cientistas destacaram uma espécie de “óculos” compostos por dois hemisférios de bronze e ligados também por bronze. Os outros artefactos eram pedras polidas em forma de meia lua, que talvez tenham sido usadas em rituais.

“Ambos os homens desempenharam certamente papéis especiais na sociedade“, disse Kobeleva, que assumiu que estas figuras terão sido em vida “uma espécie de padres”.

ZAP //

Por ZAP
9 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

1027: A mítica civilização maia já domesticava e vendia grandes felinos

CIÊNCIA

(dr) N. Sugiyama
Crânio de um puma que foi sepultado com uma jovem da civilização maia

Uma sepultura encontrada na antiga cidade maia de Copán, nas Honduras, tinha no seu interior os restos mortais de uma jovem com as pernas cruzadas. Curiosamente, a jovem não estava “sozinha” – ao seu lado foram encontrados ossos de dois veados e de um crocodilo.

No entanto, as surpresas não se ficam por aqui: de acordo com os investigadores, foi também encontrado um esqueleto completo de um puma na sepultura, aparentemente abatido como parte do ritual fúnebre.

Segundo a investigação, publicada esta quinta-feira na PLOS, os cientistas acreditam que o felino pode ter sido domesticado pela civilização antiga, explicando que o puma fazia parte de um vasto esquema de domesticação de grandes felinos.

O mesmo documento nota que todos os restos mortais encontrados estavam na sepultura desde de o ano 435 d.C – inicio da história maia.

“Os ossos de jaguares e pumas encontrados na zona maia de Cópan evidenciam a existência quer de cativeiro que de grandes redes de comércio” durante a civilização maia, disse em comunicado Nawa Sugiyama, arqueóloga da Universidade George Manson, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.

As novas descobertas vão ao encontro de pesquisa anteriores, que já davam conta que as culturas Mesoamericanas mantinham animais selvagens em cativeiro para uso posterior em rituais. Além disso, ficou também confirmado que as redes de comércio de animais na Mesoamérica antiga eram bem mais extensas do que se pensava até então.

Sepultamentos com animais exóticos

Não é incomum para os arqueólogos encontrar restos de grandes felinos e outros animais em cidades mesoamericanas. Perto de um altar em Copán, onde se faziam os sacrifícios com animais, os cientistas encontraram vestígios de grandes felinos tão compactados que acabaram por os chamar de “cozido de onça”, revela o artigo.

No entanto, estes animais revelaram detalhes além dos próprios rituais. Apesar de já ser conhecido que as populações de Copán tinham conseguido domesticar cães e perus, as novas análises realizadas aos ossos dos felinos e outros animais, revelaram que estes animais eram mantidos e criados em cativeiro.

A investigação revelou que pelo menos alguns dos animais não viviam na natureza, ou seja, não foram caçados, mas antes mantidos e alimentados como animais domésticos – o que significa que os primeiros mesoamericanos tiveram e comercializaram grandes felinos e outros animais muito antes do que os arqueólogos imaginavam.

Além de pumas e jaguares, veados e pássaros eram também comercializados na época em Copán, evidenciando que houve grande comércio de animais na América do Sul há mais de mil anos. Milhares de anos depois, a mítica civilização maia continua a revelar (alguns) dos seus mistérios.

Por ZAP
17 Setembro, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

875: Sepultura mais antiga que as pirâmides do Egipto encontrada na Rússia

(dr) Avtodor
Os cientistas acreditam que a sepultura date do século IV a.C

Uma equipa de arqueólogos encontrou uma sepultura antiga na proximidades da cidade de Aksay, na região russa de Rostov, na Rússia, área onde será construída uma estrada, revelou a empresa estatal Avtodor.

De acordo com os cientistas, a sepultura pode ser datada do século IV antes de Cristo podendo ser, por isso, mais antiga que as Pirâmides do Egipto – a única construção que perdura das sete maravilhas do mundo antigo.

“Há seis mil anos atrás, mil anos antes das primeiras pirâmides egípcias! Segundo os cientistas, estas são descobertas únicas, podendo ser classificadas como verdadeiras sensações científicas”, diz a mensagem da empresa.

Durante as escavações, os arqueólogos encontraram estruturas de pedra originais em forma de câmaras de catacumbas subterrâneas.

No sítio arqueológico, foram também encontradas em bom estado piras, alguns freios de cavalos e ainda algumas ferramentas em cobre – objectos que podem indicar que a sepultura pertence a pessoas de elevado estatuto social.

“Os primeiros resultados da escavação já mostram muito sobre a natureza única deste património cultural, que será estudado através da implementação de um projecto de uma empresa estatal para construir um desvio à volta da cidade de Aksay”, destacou a Avtodor.

Por ZAP
13 Agosto, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blog Eclypse

813: Romeu e Julieta? Arqueólogos encontram esqueletos “em conchinha” num túmulo com 5.000 anos

(dr) Karaganda Gov

Um casal com 5.000 anos foi encontrado sepultado lado a lado e “em conchinha”, na região de Karaganda, no Cazaquistão. Junto das ossadas do casal, os arqueólogos encontraram os esqueletos de dois cavalos a puxar uma carruagem.

Um grupo de arqueólogos descobriu as ossadas de um casal que foi enterrado há cerca de cinco mil anos, numa sepultura em Karaganda, no Cazaquistão.

Este terno casal está a ser comparado com Romeu e Julieta, isto porque as ossadas foram encontradas lado a lado, na posição fetal. Além disso, foram também encontrados alguns objectos: ele estava armado com setas e um punhal e ela tinha uma pulseira verde com pedras semi-preciosas.

De acordo com o Mirror, um deles terá cometido suicídio ou sofrido assassinato para que tivessem sido enterrados juntos. Os arqueólogos levantam ainda a hipótese de terem morrido simultaneamente e por coincidência, tendo sido elegidos, por meio de algum ritual, para serem amantes numa outra vida.

Ao lado da sepultura do casal, os arqueólogos encontraram uma outra com dois cavalos, que acreditam terem sido sacrificados para o ritual do enterro. Estes animais puxam uma carruagem da Idade do Bronze, em direcção à vida no Além, explicam os especialistas. Ao lado destas duas campas foi encontrada uma terceira sepultura vandalizada onde, mais uma vez, aparecia um casal lado a lado.

O Diário de Notícias adianta que esta não é a primeira vez que casais deste período aparecem em campas juntos, o que leva a questionar qual o motivo que fazia com que os casais da pré-história fossem sepultados “em conchinha”.

Ao Daily Mail, Igor Kukushkin, responsável pelas escavações, disse que “casais sepultados desta forma não são uma raridade na zona, mas a questão de como a segunda pessoa se juntou ao primeiro que morreu é ainda uma incógnita”.

“Terá a mulher – ou o homem – sido morta para garantir que seguia a sua metade? Eram este homem e esta mulher casados em vida? Ou homens e mulheres que não estavam relacionados eram tornados num casal porque morriam ao mesmo tempo?”, questiona.

Os arqueólogos defendem que será necessária uma investigação mais detalhada para concluir se estes casais se tratavam de marido e mulher, amantes ou simplesmente pessoas, sem qualquer tipo de relação, que faleceram ao mesmo tempo.

ZAP // RT

Por ZAP
31 Julho, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=cd336091_1533027037994]