3005: Trânsito de Mercúrio em 2019

 

No dia 11 de Novembro de 2019 ocorre um trânsito de Mercúrio que será visível em todo o território português. Veja aqui os detalhes.

Em Portugal Continental, a duração total do trânsito de Mercúrio aproxima-se das 5h com início cerca das 12h 36 min, o máximo próximo das 15h 20min e o término não será visível uma vez que o ocaso do Sol ocorre pelas 17h 27min. Nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, o fenómeno será visível por completo. Os tempos exactos podem ser consultados no nosso ficheiro sobre o Trânsito de Mercúrio em 2019.

Consulte a nossa página sobre como observar o trânsito de Mercúrio em segurança.

ATENÇÃO: a observação do Sol pode ser perigosa!Seja cuidadoso, certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar o sol e informe, ajude, quem não sabe.
A população escolar deve ter especial cuidado com a observação do sol durante o trânsito.
Consulte a nossa página com informação completa sobre este tema e técnicas seguras de observação, em colaboração com a DGS e a SPO:    OBSERVAR O SOL EM SEGURANÇA

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

 

2046: Subida do nível da água do mar ameaça 146 mil portugueses

CIÊNCIA

Ariane Rummery / ONU

– Na minha incrível ignorância, mas conhecedor das paisagens tropicais equatoriais, ao vivo e a cores, gostaria de saber, se alguém conseguir explicar-me, se a imagem acima é de alguma das zonas anunciadas (Setúbal, Faro ou Aveiro), dado que não reconheço este tipo de paisagem mas zonas referidas sendo que a imagem é de uma senhora que deve trabalhar para a ONU. Não existia nenhuma imagem de arquivo para ilustrar a notícia?

Setúbal, Faro e Aveiro são as zonas de maior risco, de acordo com as projecções até 2050. Segundo este estudo recente, cerca de 146 mil portugueses podem ficar numa situação vulnerável já nesse ano, perante uma subida média de um metro no nível da água do mar.

Cerca de 146 mil pessoas que vivem na faixa de risco em 11 concelhos e distritos de Portugal continental podem ficar uma situação vulnerável já em 2050, perante uma subida média de um metro no nível do mar, de acordo com o cenário projectado na “Cartografia de risco costeiro associado à subida do nível do mar como consequência das alterações climáticas”, elaborada por uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Segundo o Expresso, o número pode, no entanto, subir para 225 mil até 2100. A projecção é feita com base nos censos de 2011, cruzados com dados da cartografia de inundação e de vulnerabilidade física costeira num cenário extremo de maré cheia, coincidente com um período de marés vivas equinociais e uma intempérie semelhante ao “Hércules” que, em 2014, deixou um rasto de destruição em vários pontos do litoral.

Segundo os investigadores, os distritos mais afectados são Setúbal, Faro e Aveiro. Contudo, os cenários podem vir a ser ainda piores, uma vez que, recentemente, outra equipa de cientistas apontou, num artigo científico, para uma subida de dois metros do nível médio do mar, o dobro da projectada até aqui.”

Em Portugal, 14% da população vive na faixa de dois quilómetros ao longo da linha de preia-mar”, alerta Carlos Antunes, coordenador da equipa da Universidade de Lisboa, ao semanário.

O investigador acrescenta que municípios como Lisboa e Loulé já lhe pediram uma cartografia de risco minuciosa de modo a incorporarem estes dados nos respectivos PDM e orientarem o ordenamento do seu território. Projectos como este permitem aos decisores políticos, locais e nacionais, adoptarem medidas de adaptação às alterações climáticas.

“Mais do que as autoridades nacionais, cujos investimentos nos Programas da Orla Costeira só abrangem os concelhos do litoral (quando muitas das pessoas afectadas estão em zonas de rio e estuário), são os municípios que estão a agir”, afirmou Carlos Antunes.

Em 2015, Portugal criou uma Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas e o Governo deverá agora aprovar o Plano de Acção para a concretizar no Conselho de Ministros extraordinário marcado para o próximo dia 6 de Junho. O Ministério do Ambiente aprovou 180 milhões para obras de protecção de pessoas e bens face aos avanços do mar e 100 milhões para a rede hidrográfica.

“Mais de 60 municípios têm já estratégias ou estão em vias de as ter, com a grande vantagem de criar massa crítica dentro e entre municípios e permite orientar financiamentos comunitários”, afirma o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, também citado pelo Expresso.

Subida do nível das águas pode atingir 2 metros em 2100

Estimativas anteriores sugeriram que o nível das águas do mar poderia subir cerca de 98 centímetros até 2100. Agora, especialistas estão a dizer que pode ser mais do dobro.

É uma má notícia para todos. “Tal aumento no nível global do mar pode resultar numa perda de terra de 1,79 milhão de quilómetros quadrados, incluindo regiões críticas de produção de alimentos e potencial deslocamento de até 187 milhões de pessoas”, disse Jonathan Bamber, da Universidade de Bristol, em comunicado. “Um aumento do nível do mar desta magnitude teria claramente profundas consequências para a humanidade”.

Para colocar as coisas em perspectiva, esta é uma massa equivalente a sete Califórnias ou 17 Floridas. Essa é uma população maior que o Canadá, a Alemanha e o Reino Unido – juntos. Isso colocaria em risco cidades como Nova York, Londres e Xangai.

Bamber e os colegas reuniram o trabalho de 22 investigadores, líderes no seu campo, sobre o derretimento das camadas de gelo da Gronelândia e da Antárctida. Juntas, as descobertas sugerem que, se nos mantivermos nas metas estabelecidas no Acordo de Paris e as temperaturas globais não ultrapassarem 2°C acima dos níveis pré-industriais até o final do século, o nível do mar provavelmente aumentará 26 centímetros (estimativa mediana) – mas pode subir até 81 centímetros.

Mas se falharmos no Acordo de Paris, o aquecimento provavelmente aumentará para 5°C acima dos níveis pré-industriais e podemos esperar um aumento entre 51 e 178 centímetros. Quando se adiciona a expansão térmica e as contribuições dos glaciares, esse número excede os 2 metros, dizem os autores do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

As possíveis contribuições de derretimento das camadas de gelo (ou glaciares continentais) para o aumento do nível do mar são a maior fonte de incerteza que enfrentamos actualmente.

No entanto, estudos recentes destacaram o efeito de vários feedbacks positivos (que aceleram o derretimento) e feedbacks negativos (que fazem o oposto) que podem ocorrer no derretimento geral do gelo no futuro.

Além do mais, podemos ver com os nossos próprios olhos a aceleração do derretimento glacial, que está a acontecer a um ritmo mais rápido do que o esperado. A boa notícia é que um aumento de 2 metros é improvável – mas não impossível.

ZAP // IFL Science

Por ZAP
25 Maio, 2019


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967: Países do Pacífico devem assinar acordo sobre alterações climáticas

Declaração de segurança é a peça central do 49º Fórum das Ilhas do Pacífico, que começou na última terça-feira em Nauru

© REUTERS/David Mercado

Os chefes de Estado dos países do Pacífico devem esta quarta-feira um acordo de segurança para abordar as alterações climáticas, crimes como o tráfico de drogas e a pesca ilegal.

“No mundo globalizado e dada a natureza transfronteiriça de muitos dos desafios que enfrentamos – as mudanças climáticas, a poluição marítima, a pesca insustentável, a criminalidade transnacional – as parcerias e a cooperação são vitais para a construção de um Pacífico, azul, forte e seguro”, pode ler-se na página oficial do 49º Fórum das Ilhas do Pacífico, que teve início na terça-feira em Nauru.

Os chefes de Estado desta região consideram as alterações climáticas a maior ameaça à segurança das suas nações, uma vez que as ilhas mais baixas do Pacífico correm o risco de desaparecer com o aumento do nível do mar.

A assinatura da declaração de segurança, que também aborda o cibercrime e as preocupações com a saúde, como doenças transmissíveis e pandemias, é a peça central da reunião de três dias.

Durante a manhã desta quarta-feira, grupos pesqueiros e comunitários do Pacífico assinaram um acordo com a União Europeia com vista a uma pesca mais sustentável, no valor de 35 milhões de euros. A Suécia vai também contribuir com 10 milhões de euros, ao longo de cinco anos.

As tensões com a China marcaram o primeiro dia do Fórum. O Presidente do Nauru, Baron Waqa, acusou um responsável chinês de ter desrespeitado a reunião, por querer falar interrompendo outros lideres.

Na terça-feira, o diplomata chinês Du Qiwen queria falar na reunião, mas Waqa não o deixou, o que levou à saída da delegação chinesa do sala.

“Ele insistiu e foi muito insolente, fez muito barulho e bloqueou a reunião dos líderes por muitos minutos”, disse na terça-feira o Presidente de Nauru.

“Talvez porque ele era de um grande país queria intimidar-nos”, disse Waqa.

Nauru reconhece Taiwan e não tem relações diplomáticas com a China.

Fundado em 1971, o Fórum é composta por 18 membros: Austrália, Ilhas Cook, Estados Federados da Micronésia, Fiji, Polinésia Francesa, Kiribati, Nauru, Nova Caledónia, Nova Zelândia, Niuê, Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Setembro 2018 — 10:42

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