4706: Mesmo a tempo do Natal: Júpiter e Saturno vão parecer um planeta duplo pela primeira vez desde a Idade Média

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Animação que mostra os planetas Júpiter e Saturno a aproximarem-se um do outro. Cada “frame” corresponde a um dia, entre 6 de Dezembro e 31 de Dezembro. O pico da conjunção ocorre na noite de 21 de Dezembro. Dia 17 a Lua passa a menos de 8º do par planetário, sendo também uma boa oportunidade para astro-fotografia.
Crédito: Miguel Montes, Starry Night Pro Plus

Logo após o pôr-do-Sol, na noite de 21 de Dezembro, Júpiter e Saturno aparecerão mais próximos no céu nocturno da Terra do que desde a Idade Média, fornecendo às pessoas de todo o mundo um espectáculo celeste para celebrar o solstício de inverno.

Os alinhamentos entre estes dois planetas são bastante raros, ocorrendo uma vez a cada mais ou menos 20 anos, mas esta conjunção é excepcionalmente rara devido à pequena distância que separa os astros. Teríamos que voltar até um pouco antes do amanhecer de 4 de Março de 1226 para ver um alinhamento ainda mais íntimo entre estes objectos visíveis no céu nocturno.

Júpiter e Saturno têm vindo a aproximar-se um do outro a partir do ponto de vista do céu da Terra desde o verão. De 16 a 25 de Dezembro, os dois estarão separados por menos do que o diâmetro de uma Lua Cheia.

Na noite da maior aproximação, 21 de Dezembro, parecerão à vista desarmada um planeta duplo, separados por apenas 1/5 do diâmetro da Lua Cheia. Para a maioria dos observadores com telescópios, naquela noite cada planeta e várias das suas maiores luas estarão visíveis no mesmo campo de visão.

Embora as melhores condições de observação sejam próximo do equador, o evento será observável em qualquer lugar da Terra, caso a meteorologia o permita. A dupla planetária aparecerá baixa no céu a oeste cerca de uma hora depois do pôr-do-Sol a cada noite.

Quanto mais para norte estiver o observador, menos tempo terá para ter um vislumbre da conjunção antes que os planetas se desloquem para trás do horizonte. Felizmente, os planetas serão brilhantes o suficiente para serem observados ao crepúsculo.

Para Faro, por exemplo, a conjunção estará apenas 13º acima do horizonte aproximadamente uma hora depois do pôr-do-Sol (pelas 18:15). Será possível observá-los caso o tempo o permita e caso tenha uma vista desimpedida do horizonte a sudoeste.

Aqueles que preferirem esperar e ver Júpiter e Saturno tão próximos um do outro novamente, mas mais altos no céu, terão que aguardar até ao dia 15 de Março de 2080. Depois dessa data, o par só fará uma aparição idêntica algum tempo depois do ano 2400.

Astronomia On-line
24 de Novembro de 2020


4704: Júpiter e Saturno vão unir-se no céu como um “planeta duplo” pela primeira vez desde a Idade Média

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Júpiter e Saturno vão “unir-se” no céu, no próximo mês de Dezembro, como um “planeta duplo” pela primeira vez desde a Idade Média.

Estes gigantes do Sistema Solar estão actualmente muito próximos quando vistos da Terra e, logo após o pôr-do-sol de 21 de Dezembro, data do solstício do Inverno, estes mundos vão praticamente “colidir”, transformando-se num ponto de luz super-brilhante.

Os dois maiores planetas do Sistema Solar, presentes no céu nocturno há meses, parecem estar agora mais próximos um do outro do que já estiveram desde a Idade Média.

Se as condições climáticas permitirem, o evento astronómico poderá ser observado à noite a partir de qualquer lugar do planeta, apesar de a visibilidade para o fenómeno ser melhor perto do equador, escreve o portal Phys.org.

“Os alinhamentos entre estes dois planetas são bastante raros, ocorrem uma vez a cada 20 ou mais anos, mas esta conjunção é excepcionalmente rara devido à proximidade dos planetas”, explicou Patrick Hartigan, astrónomo da Rice University.

“Teríamos de recuar um pouco antes do nascer do Sol a 4 de Março de 1226 para encontrar um alinhamento mais próximo entre estes dois objectos visíveis no céu nocturno”.

“Na noite de maior aproximação, a 21 de Dezembro, [estes dois planetas] vão parecer-se com um planeta duplo, separados apenas por um quinto do diâmetro da Lua cheia“.

De acordo com o especialista, os planetas voltarão a estar tão próximos a 15 de Março de 2080 e depois no ano de 2400.

ZAP //

Por ZAP
24 Novembro, 2020


4540: Viagens expresso no Sistema Solar. Nave espacial pode chegar a Titã em apenas 2 anos

CIÊNCIA/ESPAÇO/SATURNO

tombud / Pixabay

Uma equipa de cientistas está a trabalhar num propulsor de nave espacial que, segundo eles, poderia alcançar a misteriosa lua de Saturno, Titã, em menos da metade do tempo que o satélite Cassini demoraria.

Apesar de sua difícil transição para uma fonte de energia confiável, as reacções nucleares que fornecem energia ao sol têm uma ampla variedade de usos noutros campos. O mais óbvio está nas armas, onde as bombas de hidrogénio são até hoje as armas mais poderosas que já produzimos. Porém, há outro uso que é muito menos destrutivo.

De acordo com o Universe Today, o conceito de unidade de fusão, chamada unidade de fusão directa (ou DFD), está em desenvolvimento no Princeton Plasma Physics Laboratory (PPPL).

Cientistas e engenheiros, liderados por Samuel Cohen, estão a trabalhar na segunda iteração dele, conhecida como configuração reversa do campo de Princeton-2 (PFRC-2). Eventualmente, os investigadores esperam lançá-lo no Espaço para teste e, eventualmente, tornar-se o sistema de accionamento principal de espaço-naves a viajar por todo o nosso Sistema Solar.

Já existe um alvo particularmente interessante no Sistema Solar externo que é semelhante à Terra em muitos aspectos – Titã. Os seus ciclos líquidos e potencial para abrigar vida fascinaram os cientistas desde que começaram a colher dados sobre ela.

Se utilizarmos adequadamente o DFD, poderemos enviar uma sonda para a misteriosa lua de Saturno em pouco menos de dois anos, de acordo com um estudo ainda não publicado feito por uma equipa de engenheiros aeroespaciais do departamento de Física do New York City College of Technology, liderado por Roman Kezerashvili e acompanhado por Paolo Aime e Marco Gajeri.

A equipa descobriu que uma nave movida a fusão poderia apresentar o melhor dos dois mundos: teria a eficiência energética de um motor eléctrico com o impulso poderoso de um movido a combustível.

Como a unidade de fusão também seria capaz de fornecer energia à espaço-nave durante toda a sua missão, não precisaria de carregar geradores separados.

A Cassini, a última missão famosa a visitar o sistema de Saturno, usou uma série de assistências gravitacionais entre Vénus e a Terra para chegar ao seu destino, uma jornada que durou quase sete anos.

Esta hipótese é especulativa, mas o Universe Today argumenta que os cientistas que trabalham com propulsores de fusão têm tempo: a Terra e Titã não se alinharão na posição ideal para um lançamento até o ano 2046.

Assim, os cientistas ainda têm tempo para desenvolver a tecnologia.

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24 Outubro, 2020

 

4498: O misterioso hexágono de Saturno pode ter sido finalmente explicado

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/SATURNO


Vídeo editado via captura de écran dado não ter sido disponibilizado o endereço original.

A misteriosa tempestade em forma de hexágono situada no pólo norte de Saturno pode estar prestes a ser explicada. Dois cientistas da Universidade de Harvard sugeriram um novo modelo que procura explicar como surgiu.

Um novo estudo usou um novo modelo de simulação tridimensional da atmosfera de Saturno para entender como o vórtice hexagonal de aparência não natural se formou.

“Vemos tempestades na Terra regularmente e estão sempre em espiral, às vezes circulares, mas nunca algo com segmentos de hexágono ou polígonos com bordas”, disse Rakesh K. Yadav, autor do estudo que trabalha no laboratório de Bloxham no Departamento de Ciências da Terra e Planetárias de Harvard, em comunicado.

“Isto é realmente impressionante e completamente inesperado. [A questão em Saturno é] como um sistema tão grande se formou e como um sistema tão grande consegue permanecer inalterado neste grande planeta?”, continuou.

A simulação de um mês revelou que a forma da tempestade parece ser formado por um processo de convecção térmica profunda, provavelmente a milhares de quilómetros de profundidade, estendendo-se muito mais abaixo do topo das nuvens de Saturno.

A equipa argumenta que uma interacção complexa ocorre entre grandes e pequenos ciclones giratórios que circundam uma grande corrente de jato horizontal que brota perto do pólo norte do planeta. As tempestades mais pequenas interagem com as tempestades maiores, comprimindo o jato oriental e confinando-o ao topo do planeta, deformando o fluxo num hexágono.

“Imagine que temos um elástico e colocamos um monte de elásticos mais pequenos em torno dele e apertamos tudo de fora. Esse anel central vai ser comprimido alguns centímetros e terá uma forma estranha com um certo número de arestas. Isso é basicamente a Física do que está a acontecer”, disse Yadav.

“Temos estas tempestades mais pequenas e elas estão basicamente a beliscar as tempestades maiores na região polar e, como precisam de coexistir, precisam de encontrar um espaço para abrigar cada sistema. Com isso, acabam por fazer essa forma poligonal”.

Por outro lado, o modelo não produziu uma forma hexagonal, mas um polígono de nove lados. No entanto, os investigadores acreditam que a forma geométrica ainda afirma a sua tese geral sobre como a tempestade se forma.

O ponto hexagonal de Saturno foi visto pela primeira vez na década de 1980, quando as espaço-naves Voyager sobrevoaram o planeta na sua jornada em direcção ao Sistema Solar exterior. A missão Cassini-Huygens também capturou mais dados durante a sua recente missão a Saturno e o seu sistema, que terminou em Setembro de 2017.

Em 2018, dados da espaço-nave Cassini revelaram que Saturno também tem uma tempestade hexagonal no pólo sul.

Este estudo foi publicado em junho na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

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16 Outubro, 2020

 

4422: A misteriosa lua de Saturno tem gelo novo num lugar inesperado

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/SATURNO

NASA / JPL-Caltech

Uma equipa de cientistas acaba de descobrir gelo novo no hemisfério norte de Encélado, o sexto maior satélite natural de Saturno.

Recorrendo a imagens captadas pela nave Cassini da NASA, que já terminou as suas operações, a equipa descobriu gelo relativamente recente no hemisfério norte de Encélado, sugerindo que este mundo pode ser geologicamente mais activo do que se pensava.

Tal como escreve o Space.com, o novo gelo surge numa localização inesperada de Encélado, que, para muitos cientistas, integra o leque de quatro corpos – a par de Marte, Europa (lua de Júpiter) e Titã (maior lua de Saturno) – onde é mais provável existir vida.

A sul de Encélado os cientistas sabiam já que existe actividade geológica, uma vez que a Cassini avistou na região mais de 100 géisers a lançar água gelada para o Espaço.

Os cientistas chegaram à nova descoberta depois de olharem para a assinatura de calor de Encélado, recorrendo à luz solar reflectida e posteriormente analisada com o espectrómetro  de mapeamento visível e infravermelho da Cassini (VIMS).

“Graças a estes olhos infravermelhos [da Cassini] podemos voltar no tempo e dizer que uma grande região no hemisfério norte também parece jovem e, provavelmente, estava activa não há muito tempo nas linhas do tempo geológico”, afirmou Gabriel Tobie, um cientista do VIMS da Universidade de Nantes (França), citado em comunicado da NASA.

Acredita-se que o géisers de Encélado tenham causado as “riscas de tigre” neste corpo, avistadas pela primeira vez também pela Cassini. Trata-se de fissuras espaçadas de forma uniforme, com aproximadamente 131 quilómetros de comprimento.

Os cientistas não sabem ainda como é o gelo reapareceu a norte nem quando é que o fenómeno aconteceu, mas deixam algumas possíveis explicações para o ocorrido.

“O ressurgimento [de gelo] a norte pode dever-se a jactos de gelo ou a um movimento mais gradual do gelo através de fracturas na crosta, [que aparecem] a partir do subsolo do oceano [rumo à] superfície” de Encélado.

Os resultados da investigação foram publicados recentemente na revista Icarus.

Apesar de não haver nenhuma missão planeada a Encélado, os cientistas continuarão certamente atentos a este mundo. A sexta maior lua de Encélado é um dos mundos mais promissores para a vida alienígena no Sistema Solar.

Além do oceano subterrâneo e actividade geológica, a lua terá, provavelmente, uma fonte de energia a que os organismos podem aceder – reacções químicas talvez semelhantes às que sustentam a vida perto das fontes hidrotermais profundas da Terra.

Não há nenhuma missão futura planeada ainda para atingir Enceladus, embora os cientistas tenham feito o lance para uma durante uma apresentação coordenada pelas Academias Nacionais de Ciências dos EUA em 31 de Março. Enquanto isso, os pesquisadores devem confiar em dados colectados por missões mais antigas.

Cientistas querem convencer a NASA a rumar a Encélado (para procurar vida alienígena)

A NASA está prestes a avançar com uma missão a Titã, a maior lua de Saturno, mas alguns cientistas tentam…

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2 Outubro, 2020

 

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4359: NASA encontra provas de “gelo fresco” na Enceladus, a sexta maior Lua de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A sonda Cassini, que explorou Saturno durante 13 anos e que despenhou no planeta em 2017, deixou dados captados que ainda são hoje escrutinados. Então, ao escavarem nas imagens infravermelhas detalhadas da lua gelada Enceladus, os cientistas da NASA dizem ter encontrado “fortes indícios” de gelo fresco no hemisfério norte da lua.

Esta pode ser uma boa notícia para as hipóteses de vida na lua gigante, a “bola de neve” de Saturno.

NASA descobre importantes evidências de gelo em Saturno

Os cientistas analisaram os dados deixados pela Cassini sobre a Enceladus, a sexta maior Lua de Saturno. Segundo eles, o gelo, que se acredita ter origem no interior desta Lua, pode ser uma boa notícia.

Esta Lua, para os astrónomos, é considerada um dos lugares mais promissores para procurar vida no sistema solar.

Conforme é referido pela NASA, o conjunto de dados detalhados através de imagens infravermelhas foi recolhido pelo Visible and Infrared Mapping Spectrometer (VIMS) da Cassini.

A tecnologia da Cassini permitiu a leitura de comprimentos de onda variáveis, incluindo luz visível e infravermelha.

Lua de Saturno atira bolas de neve para o espaço

Em 2005, os cientistas descobriram, pela primeira vez, que Enceladus lança gigantescas plumas de grãos de gelo e vapor de um oceano subterrâneo suspeito, escondido sob uma espessa crosta de gelo.

Lua de Saturno Encélado está a atirar bolas de neve contra as outras luas

Saturno é um planeta rico em motivos de curiosidade cósmica. Este gigante gasoso tem mais de sessenta satélites naturais na sua órbita. Contudo, a maioria deles são corpos pequenos, sendo que somente nove luas … Continue a ler Lua de Saturno Encélado está a atirar bolas de neve contra as outras luas

Portanto, os novos sinais infravermelhos combinam perfeitamente com a localização desta actividade, tornada altamente visível na forma de cortes em néon vermelho “faixa de tigre”, no Polo Sul da lua.

Características semelhantes também foram detectadas no hemisfério norte, levando os cientistas a acreditar que o mesmo processo está a acontecer em ambos os hemisférios.

O infravermelho mostra-nos que a superfície do Polo Sul é jovem, o que não é surpresa, porque sabíamos dos jactos que lançam material gelado ali.

Afirmou Gabriel Tobie, cientista do VIMS da Universidade de Nantes, num comunicado da NASA.

Conforme foi referido pelos investigadores, se as condições forem adequadas, poderão existir moléculas provenientes do oceano profundo de Enceladus. Estas moléculas podem estar na mesma via de reacção que vemos aqui na Terra.

Ainda não sabemos se os aminoácidos são necessários para a vida além da Terra. Contudo, encontrar as moléculas que formam aminoácidos é uma peça importante do puzzle.

Pplware
Autor: Vítor M.
19 Set 2020

 

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4299: Investigadores querem lançar submarino para explorar mares de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Na década de 2030, a exploração espacial pode vir a contar com um novo capítulo: submarinos colocados noutros planetas para investigar as formações de água, como mares e lagos

Há um grupo de investigadores que está a trabalhar no desenvolvimento de submarinos que podem ser levados para o Espaço para explorar mares noutros planetas. O primeiro passo deve ser a exploração de Titã, a lua de Saturno, que tem grandes mares e lagos com hidrocarbonetos. O projecto ainda precisa de aprovação e apoio financeiro da NASA, mas a equipa acredita que estará preparada para lançar um submarino na década de 2030. Numa fase seguinte, a equipa aponta baterias à exploração de Europa e Enceladus, luas de Júpiter e Saturno respectivamente, que têm mares sob grandes camadas de gelo, o que representa um desafio adicional.

A escolha de Titã deve-se à sua dimensão, a segunda maior lua do sistema solar, com 5150 quilómetros de diâmetro, e por ter corpos líquidos de metano e etano estáveis à superfície. Por outro lado, a atmosfera com moléculas orgânicas apresenta potencial para albergar vida, embora de uma forma diferente da que conhecemos na Terra. Os investigadores estão também a considerar a hipótese de haver dois ecossistemas completamente diferentes em Titã: um conjunto à superfície de vida ‘estranha’ à da Terra e outro, subaquático, mais familiar com o que conhecemos, explica a publicação Space.com.

A missão Cassini-Huygens, entre 2004 e 2017, captou a maior parte do conhecimento que temos actualmente sobre a lua de Saturno. Agora, a NASA pretende lançar um drone de oito rotores, chamado Dragonfly, para explorar aquela lua a partir de 2026. O submarino pode ser a fase seguinte, com o projecto a já ter conseguido duas rondas de investimento ao abrigo do programa NIAC (NASA Innovative Advanced Concepts). A gravidade em Titã é apenas 14% da que conhecemos na Terra, pelo que o submarino não teria de suportar tanta pressão no casco como teria de o fazer num mar na Terra. A equipa também crê que navegar num meio diferente do que seria encontrado no nosso planeta também não representa uma desvantagem, uma vez que o material é transparente o suficiente para permitir a comunicação via sinais de rádio.

Em termos de especificações, um submarino independente deverá ter cerca de seis metros de comprimento e pesar 1500 quilos para conseguir ter todo o equipamento de comunicações necessário. Por outro lado, um submarino com uma sonda a acompanhar poderá ter apenas dois metros e pesar 500 quilos. Este veículo teria de ser alimentado a energia nuclear, uma vez que Saturno está cerca de dez vezes mais longe do Sol do que a Terra.

Steven Oleson, do Glenn Research Center da NASA, explica que “de um ponto de vista científico, estamos a perder muito por não podermos submergir e fazer muitos dos testes”. A missão subaquática para Titã poderá ser viável ao abrigo do programa New Frontiers da NASA, que vai patrocinar a missão Dragonfly e que já foi responsável pela sonda New Horizons, uma missão de reconhecimento a Plutão.

Exame Informática
08.09.2020 às 09h14

 

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4083: Também é verão no hemisfério norte de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), M.H. Wong (University of California, Berkeley), OPAL Team

O senhor dos anéis do Sistema Solar foi fotografado pelo telescópio Hubble a 4 de Julho de 2020. A nova imagem de Saturno foi tirada durante o verão no hemisfério norte do planeta.

O telescópio Hubble, da NASA, encontrou uma série de pequenas tempestades atmosféricas no planeta, características transitórias que parecem “ir e vir” em cada observação anual do Hubble.

Desta vez, o telescópio fotografou uma leve névoa avermelhada sobre o hemisfério norte, que pode ser o resultado do aquecimento causado pelo aumento da luz solar, que pode alterar a circulação atmosférica ou remover o gelo dos aerossóis na atmosfera. Outra teoria é que o aumento da luz solar nos meses de verão está a alterar as quantidades de turbidez fotoquímica produzida.

Amy Simon, da NASA, disse que é “surpreendente ver mudanças sazonais em Saturno”. Por contraste, o agora visível pólo Sul tem um tom azul que reflete as mudanças de inverno no hemisfério, adianta o Europa Press.

Os anéis deste planeta, muito visíveis nesta nova imagem, são feitos principalmente de pedaços de gelo, com tamanhos que variam de grãos pequenos a rochas gigantes. Como e quando os anéis se formara continua a ser um dos maiores mistérios do nosso Sistema Solar.

Os cientistas acreditam que os anéis são tão antigos quanto o planeta, com mais de 4 mil milhões de anos, mas como são muito brilhantes, há uma outra teoria a jogo: a de que estes anéis se podem ter formado durante a era dos dinossauros.

Duas das luas geladas deste verdadeiro senhor dos anéis são claramente visíveis nesta fotografia: Mimas à direita e Encélado na parte inferior.

A imagem foi tirada como parte do projecto OPAL (Outer Planets Atmospheres Legacy), que ajuda os cientistas a entender a dinâmica atmosférica e a evolução de planetas gigantes de gás no nosso Sistema Solar. No caso de Saturno, os astrónomos continuam a rastrear mudanças nos padrões climáticos e tempestades.

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31 Julho, 2020

 

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3916: Mistério resolvido. Cientistas já sabem o que são as manchas brilhantes de Titã

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA / JPL-Caltech / ASI / USGS
Lagos na superfície de Titã

Um mistério intrigante sobre Titã, a maior lua de Saturno, parece estar finalmente resolvido. As manchas brilhantes observadas nas regiões tropicais do sul são os leitos de lagos e mares de hidrocarbonetos secos.

Titã, a maior lua de Saturno, é o único corpo planetário, além da Terra, com líquido estável na sua superfície – neste caso, metano e etano, concentrados nos pólos do satélite. Os cientistas desconheciam, porém, o que seriam os misteriosos pontos brilhantes captados perto da linha do equador, cada um com mais de cinco mil quilómetros de diâmetro.

Grandes corpos líquidos na região equatorial era a explicação mais plausível até ter sido descartada em 2004, quando a Cassini chegou a Saturno. A sonda da NASA confirmou que há grandes mares e lagos neste planeta, mas estão concentrados nos pólos. Segundo os cientistas, a região equatorial é surpreendentemente seca.

Uma equipa de cientistas voltou a analisar os dados obtidos ao longo de 20 anos pelos observatórios norte-americanos Arecibo e Green Bank e as informações recolhidas pela Cassini e chegou, agora, a uma conclusão.

Para os investigadores, chuvas, dunas ou leitos secos de lagos eram os principais aspectos da geografia de Titã que poderiam produzir os estranhos sinais luminosos. A procura por uma explicação estreitou-se depois de os cientistas terem eliminado as chuvas (que acontecem raramente em Titã) e as duas (uma vez que a sua localização não coincide com os locais onde aparecem os sinais).

Foi assim que a equipa chegou às bacias de lagos há muito extintos. Segundo o Space, estes reflexos originavam-se em duas regiões específicas, parecidas com leitos de lagos vazios, localizadas perto dos pólos da lua de Saturno.

“O líquido na superfície de Titã pode ter viajado do equador para os pólos como parte de um padrão climático chamado ‘ciclo do metano’, ou ter evaporado como resultado da radiação do Sol. Eu não ficaria surpreendido se ambas as hipóteses estivessem corretas”, disse o cientista planetário Jason Hofgartner, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA.

O artigo científico com os resultados foi publicado no dia 16 de Junho na Nature Communications.

A missão Dragonfly vai ser lançada em 2034 e tem como destino Titã. A pequena sonda quadricóptero de aterrissagem com asa rotativa não vai visitar, no entanto, a região de origem destes misteriosos reflexos. “Mesmo não sobrevoando os locais, há sempre uma geologia comparativa que pode ser usada de um lugar para outro”, disse Elizabeth Zibi Turtle, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.

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26 Junho, 2020

 

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3832: Titã afasta-se de Saturno mais depressa do que se pensava

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Maior do que o planeta Mercúrio, a lua Titã é aqui vista enquanto orbita Saturno. Por baixo de Titã encontram-se as sombras dos anéis de Saturno. Esta composição a cores naturais foi criada combinando seis imagens obtidas pela sonda Cassini da NASA no dia 6 de maio de 2012.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

Assim como a nossa própria Lua afasta-se da Terra um pouco mais a cada ano, outras luas também o fazem com os seus planetas hospedeiros. À medida que uma lua orbita, a sua gravidade puxa o planeta, provocando uma protuberância temporária no planeta à medida que passa.

Com o tempo, a energia criada pelo abaulamento e diminuição é transferida do planeta para a lua, empurrando-a para cada vez mais longe. A nossa Lua afasta-se da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano.

Os cientistas pensavam que sabiam a velocidade com que a lua gigante Titã se afastava de Saturno, mas recentemente fizeram uma descoberta surpreendente: usando dados da sonda Cassini da NASA, descobriram que Titã afasta-se cem vezes mais depressa – 11 centímetros por ano.

Os resultados podem ajudar a resolver uma questão antiga. Embora os cientistas saibam que Saturno se formou há 4,6 mil milhões de anos, nos primeiros dias do Sistema Solar, há mais incerteza sobre quando os anéis do planeta e o seu sistema de mais de 80 luas se formaram. Titã está actualmente a 1,2 milhões de quilómetros de Saturno. O ritmo revisto da sua deriva sugere que a lua começou muito mais perto de Saturno, o que significaria que todo o sistema se expandiu mais depressa do que se pensava anteriormente.

“Este resultado traz com ele uma nova e importante peça do quebra-cabeças que é a altamente debatida idade do sistema de Saturno e da formação das suas luas,” disse Valery Lainey, autor principal do trabalho publicado dia 8 de Junho na revista Nature Astronomy. Ele levou a cabo a sua investigação como cientista no JPL da NASA, no sul da Califórnia, antes de ingressar no Observatório de Paris da Universidade de Ciências e Letras de Paris.

Compreendendo a migração da lua

As descobertas sobre o ritmo de afastamento de Titã também são importantes para a confirmação de uma nova teoria que explica e prevê como os planetas afectam as órbitas das suas luas.

Ao longo dos últimos 50 anos, os cientistas têm aplicado as mesmas fórmulas para estimar a rapidez com que uma luz se afasta do seu planeta, um ritmo que também pode ser usado para determinar a idade da lua. Estas fórmulas e as teorias clássicas nas quais se baseiam foram aplicadas a luas grandes e pequenas por todo o Sistema Solar. As teorias assumiam que em sistemas como o de Saturno, com dúzias de luas, as luas mais exteriores, como Titã, migravam para fora mais lentamente do que luas mais próximas porque estão mais afastadas da gravidade do planeta hospedeiro.

Há quatro anos, o astrofísico teórico Jim Fuller, agora no Caltech, publicou uma investigação que derrubou essas teorias. A teoria de Fuller previa que as luas exteriores podem migrar para fora a um ritmo idêntico ao das luas interiores porque ficam presas num tipo diferente de padrão orbital que se liga à oscilação específica de um planeta e as lança para fora.

“As novas medições implicam que este tipo de interacção planeta-lua pode ser mais proeminente do que as expectativa anteriores e podem ser aplicadas a muitos sistemas, como outros sistemas planetários com luas, exoplanetas – aqueles para lá do Sistema Solar – e até sistemas estelares binários, onde as estrelas se orbitam uma à outra,” disse Fuller, co-autor do novo artigo.

Para alcançar os seus resultados, os autores mapearam estrelas no plano de fundo de imagens da Cassini e rastrearam a posição de Titã. Para confirmar os seus achados, compararam-nos com um conjunto de dados independente: dados de ciência rádio obtidos pela Cassini. Durante dez voos rasantes entre 2006 e 2016, o orbitador enviou ondas de rádio para a Terra. Os cientistas estudaram como a frequência do sinal foi alterada pelas suas interacções com o ambiente em seu redor a fim de estimar a evolução da órbita de Titã.

“Usando dois conjuntos de dados completamente diferentes, obtivemos resultados que estão totalmente de acordo e também de acordo com a teoria de Jim Fuller,” que previa uma migração muito mais rápida de Titã,” disse o co-autor Paolo Tortora, da Universidade de Bolonha, na Itália. Tortora é um membro da equipa de Ciência Rádio da Cassini e trabalhou na investigação com o apoio da Agência Espacial Italiana.

A Cassini foi uma sonda que observou Saturno durante mais de 13 anos de esgotar o seu combustível. A missão mergulhou na atmosfera do planeta em Setembro de 2017, em parte para proteger a lua Encélado, que a Cassini descobriu poder albergar condições adequadas para a vida.

Astronomia On-line
12 de Junho de 2020

Artigo relacionado: Titã está a afastar-se de Saturno 100 vezes mais depressa do que o esperado

 

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3828: Titã está a afastar-se de Saturno 100 vezes mais depressa do que o esperado

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/SATURNO

NASA
Titã é o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o Sistema Solar

Cientistas descobriram que Titã está a afastar-se de Saturno mais rapidamente do que o esperado: cerca de 100 vezes mais depressa.

De acordo com o site Science Alert, isto sugere que Titã se formou muito mais perto do planeta durante o nascimento do Sistema Solar, há 4,5 mil milhões de anos, e que, nos anos seguintes, migrou para uma distância de cerca de 1,2 milhões de quilómetros.

As teorias padrão indicam que o satélite natural deveria afastar-se de Saturno a uma taxa de apenas 0,1 centímetros por ano. Em vez disso, duas técnicas independentes mostraram que está a afastar-se do planeta a uma taxa de 11 centímetros por ano – quase três vezes a taxa de migração externa da nossa Lua.

As técnicas apoiam-se fortemente nos dados obtidos através da missão Cassini. A primeira é a astrometria, que mede a posição de Titã em relação às estrelas de fundo. A missão espacial fez medições disso, que foram adicionadas a observações históricas de 1886, para calcular a mudança de posição de Titã em relação a Saturno ao longo do tempo.

A segunda técnica foi a radiometria. A Cassini teve 10 encontros próximos com Titã entre 2006 e 2016, monitorizados pela Rede de Espaço Profundo (DSN), que forneceu medições precisas das mudanças na velocidade desta devido à gravidade de Titã.

“Ao utilizar dois conjuntos de dados completamente independentes – astrométrico e radiométrico – e dois métodos diferentes de análise, obtivemos resultados que estão em total concordância”, afirma Valéry Lainey, astrónomo do Observatório de Paris e um dos autores do estudo publicado, esta segunda-feira, na revista científica Nature Astronomy.

ZAP //

Por ZAP
12 Junho, 2020

 

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3811: Por que tem Saturno um hexágono num dos pólos?

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Dois cientistas de Harvard criaram um modelo que tenta,com maior profundidade, determinar o motivo pelo qual um dos pólos de Saturno tem nuvens hexagonais

As imagens da Voyager 2 mostraram um hexágono claro num dos pólos de Saturno e, desde então, os investigadores têm tentado perceber o que o forma. Uma das razões mais apontadas passa pelas ondas de Rossby, fenómeno observável também na Terra e, em várias experiências simuladas, os investigadores conseguiram replicar o mesmo padrão em condições semelhantes. Agora, os investigadores Rakesh Yadav e Jeremy Bloxham, de Harvard, criaram um modelo que vai mais fundo par explicar o comportamento da atmosfera exterior de Saturno e identificar o que causa estes hexágonos.

A simulação destes dois cientistas tenta replicar 10% do raio de Saturno e é bastante exigente em termos computacionais, explica o ArsTechnica. Nesta fase, a dupla apresenta apenas uma configuração possível da atmosfera de Saturno, descrevendo-a como ‘prova de conceito’ e admitindo que é possível fazerem-se mais ajustes nas propriedades físicas para recriar outros cenários.

Na recriação computacional, é possível vermos ventos a movimentar-se em diferentes direcções, fortes jactos e o surgimento de alguns vórtices, particularmente perto dos pólos. Estes vórtices fazem com que os fluxos assumam uma forma mais poligonal ou angular nas extremidades. Os gases, ao ficar menos densos naquela zona, assumem uma maior velocidade na direcção de baixo para cima e o movimento no topo do vórtice é mais turbulento, perdendo a organização coerente.

O exercício destes cientistas permite concluir que há várias actividades diferentes consoante a altura a que se esteja a fazer a análise, mas conclui que há um conjunto persistente de vórtices em torno dos fluxos polares e que assumem uma forma poligonal, se vistos de cima para baixo.

O modelo apenas recriou uma forma triangular e não tanto hexagonal, mostra uma rotação para oeste mais rápida do que aquela que se verifica na realidade e, apesar de ter uma simulação para o pólo sul, não há quase menção nenhuma à aproximação à realidade naquelas circunstâncias.

Exame Informática
09.06.2020 às 09h40

 

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3710: O misterioso hexágono de Saturno é o lugar mais nublado do Sistema Solar

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

O pólo norte de Saturno é um lugar peculiar, onde as nuvens formam um misterioso padrão hexagonal. Segundo os astrónomos, a região deverá possuir o sistema mais extenso de camadas de neblina já observado no Sistema Solar.

Em 1980, as naves Voyager 1 e Voyager 2 fizeram uma descoberta incomum enquanto sobrevoavam Saturno: na zona polar norte do planeta, encontraram um hexágono perfeito.

Análises posteriores revelaram que era uma estrutura ondulada que não mudou apesar do intenso e longo ciclo de estações do planeta. No interior, um jacto estreito e rápido flui onde os ventos atingem velocidades máximas de cerca de 400 quilómetros por hora. No entanto, a onda permanece quase estática: dificilmente se move em relação à rotação de Saturno. Todas estas propriedades tornam essa região de grande interesse para os astrónomos.

Imagens de alta resolução capturadas pela missão Cassini em 2015 revelaram as camadas dessa estranha estrutura de ondas que rodeia o pólo norte de Saturno. A sonda estava na posição ideal para observar a borda do hexágono e conseguiu estudar o nível superior da atmosfera, revelando sete camadas de neblina empilhadas acima das nuvens, com cada camada a variar entre 7 e 18 quilómetros de espessura.

“As imagens da Cassini permitiram descobrir que, como se tivesse formado uma sanduíche, o hexágono possui um sistema de várias camadas de pelo menos sete névoas que se estendem do cume das suas nuvens a uma altitude de mais de 300 quilómetros acima deles”, disse Agustín Sánchez-Lavega, da Universidade do País Basco, em comunicado. “Outros mundos frios, como o satélite de Saturno, Titã, ou o planeta anão Plutão, também têm camadas de neblina, mas não em número tão grande nem regularmente espaçados”.

De acordo com o estudo publicado em maio na revista científica Nature Communications, a equipa conseguiu ver detalhes tão pequenos quanto um a dois quilómetros, combinando as observações da Cassini com as do Hubble.

A equipa conseguiu estimar que essas camadas de neblina eram feitas de partículas do tamanho de um micrómetro e, possivelmente, um pouco de gelo de hidrocarboneto. O sistema de neblina completo tem cerca de 130 quilómetros de espessura.

A equipa suspeita este sistema tenha sido formado por causa das ondas de gravidade. Os investigadores sugerem que as diferenças de densidade e temperatura (entre -120°C e -180°C ) e a dinâmica entre o hexágono e os fluxos de jacto ao redor do pólo produzem ondas de gravidade que permitem a propagação vertical das ondas de gravidade, formando as camadas nebulosas detectadas pela Cassini.

Este tipo de onda gerada pela corrente de jacto ondulante também já foi observada na Terra, que com velocidades de 100 quilómetros por hora é direccionada de oeste para leste nas latitudes médias. O fenómeno pode ser semelhante nos dois planetas, embora as peculiaridades de Saturno o tornem um caso único no Sistema Solar.

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ZAP //

Por ZAP
19 Maio, 2020

 

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3596: Pode haver “diabos de poeira” a girar em Titã, a misteriosa lua de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

IPGP/Labex UnivEarthS/Universidade de Paris Diderot – C. Epitalon & S. Rodriguez

De acordo com um novo estudo, redemoinhos de poeira, os chamados “diabos de poeira”, podem estar a girar e Titã, a enorme e misteriosa lua de Saturno.

As condições meteorológicas na maior lua de Saturno, Titã, o mundo estranho e distante que pode ser o mais parecido com a Terra no Sistema Solar, parecem propícias à formação de redemoinhos da poeira. Se, de facto, estes redemoinhos chicoteiam a superfície de Titã, podem ser os principais impulsionadores de poeira no mundo distante. Assim, Titã pode ser mais parecida com Marte do que se pensava anteriormente.

A sonda Cassini, que percorreu o sistema de Saturno entre 2004 e 2017, observou dunas na região equatorial da lua, que cobriam até 30% da superfície e uma grande tempestade de poeira.

Acredita-se que a poeira nas dunas de Titã se origine como aerossóis de hidrocarbonetos que chovem na atmosfera da lua. Terá uma textura plástica, diferente da areia encontrada na Terra ou em Marte.

As raras tempestades de poeira parecem impressionantes, mas os “diabos de poeira” elevam mais poeira para a atmosfera, mesmo na Terra, onde os ventos são mais influentes do que em Marte ou Titã.

“Os ventos na superfície de Titã geralmente são muito fracos. A menos que haja uma grande tempestade, provavelmente não há muito vento e, portanto, os diabos da poeira podem ser um dos principais mecanismos de transporte de poeira em Titã, se existirem”, disse Brian Jackson, cientista planetário na Boise State University, em comunicado.

O fenómeno não foi observado em Titã. Os cientistas previram a possível presença de diabos de poeira, aplicando modelos meteorológicos a dados adquiridos da superfície da lua durante a breve visita à sonda Huygens da Cassini em 2005.

Os diabos de poeira formam-se em condições secas e calmas quando a luz do sol aquece o solo e o ar próximo à superfície. O aumento do ar quente cria vórtices visíveis pela areia e poeira apanhadas pelo turbilhão. Os diabos da poeira partilham algumas propriedades físicas dos tornados, mas são secos e não são tão grandes e destrutivos.

Jackson e os seus alunos observaram os diabos de poeira no deserto de Alvord, no sudeste do Oregon, com pequenos drones aéreos com instrumentos meteorológicos.

As condições excepcionalmente secas em Marte geram muitos diabos de poeira durante os verões marcianos, quando podem crescer imensamente, chegando a oito quilómetros de altura. A atmosfera de Marte é tão fina que até os ventos de 300 quilómetros por hora só causam um choque leve. Isso torna o poder de remoção de poeira do fenómeno importante para o movimento global de poeira em Marte.

Se existirem em Titã, os diabos de poeira podem ser igualmente importantes, embora os ventos na superfície de Titã sejam tipicamente suaves pelo motivo oposto: a atmosfera de Titã é uma vez e meia a densidade da Terra, mas a lua possui apenas um sétimo da gravidade da Terra. gravidade. Isso torna difícil que a atmosfera de Titã se mova.

Como a Terra, a atmosfera de Titã é principalmente nitrogénio, mas também inclui quantidades influentes de etano e metano, os principais componentes do gás natural.

Titã é o único mundo no Sistema Solar – além da Terra – onde os cientistas observaram evidências de rios e lagos líquidos na superfície. Os cientistas acreditam que estas características semelhantes à Terra na lua distante e fria não são água, mas hidrocarbonetos líquidos.

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As conclusões deste estudo foram publicadas em Março na revista científica Geophysical Research. Porém, a confirmação da presença dos diabos de poeira pode ter de esperar a chegada da missão Dragonfly da NASA em 2034.

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25 Abril, 2020

 

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3577: Astrónomos podem ter encontrado o “irmão gémeo” de Saturno num sistema solar vizinho

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

INAF

Uma equipa de astrónomos encontrou um segundo planeta em torno da estrela vizinha do Sol. E, como Saturno, este corpo celeste parece estar rodeado de anéis.

Em Janeiro, a revista Science Advances publicou a detecção do Proxima c, um segundo planeta em Próxima Centauri, o sistema solar mais próximo da Terra, a quatro anos-luz de distância. O primeiro planeta, o Proxima b, um mundo temperado do tamanho da Terra, foi descoberto em 2016.

Com base na separação entre os dois planetas, uma equipa liderada pelo INAF (Instituto Nacional de Astrofísica) da Itália tentou observar esse novo planeta usando o Método de Imagem Directa. Embora não tenha sido totalmente bem-sucedido, as suas observações levantam a possibilidade de que este planeta tenha um sistema de anéis ao seu redor.

A equipa contou com os dados obtidos pelo instrumento SPHERE no Very Large Telescope (VLT) do ESO. De acordo com o Universe Today, durante anos, a SPHERE tem revelado a existência de discos proto-planetários em torno de estrelas distantes.

O objectivo era caracterizar novos sistemas planetários e explorar como se formaram. Um desses sistemas foi o Proxima Centauri, uma estrela do tipo M de baixa massa (anã vermelha), localizada a apenas 4,25 anos-luz do nosso Sistema Solar. No momento da investigação, a existência do Proxima c ainda não era conhecida.

Assim como o Proxima b, o Proxima c foi descoberto com o método Radial Velocity, que consiste em medir o movimento de uma estrela para frente e para trás (“oscilação”) para determinar se está a ser accionado pela influência gravitacional de um sistema de planetas.

A equipa estava confiante de que, se o Proxima c estivesse a produzir um sinal infravermelho suficientemente grande, a SPHERE detectaria.

Porém, os dados SPHERE não revelaram nenhuma detecção clara de Proxima c. O que encontraram foi um sinal candidato que apresentava uma forte relação sinal/ruído e que a orientação do seu plano orbital se encaixava bem com uma imagem anterior tirada com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA).

No entanto, também observaram que a sua posição e movimento orbital não eram consistentes com o que foi observado pela missão Gaia da ESA. Por último, descobriram que o candidato tinha um brilho aparente inesperadamente alto de um planeta que orbita uma estrela anã vermelha.

Este último aspecto levantou outra possibilidade: o brilho incomum poderia ser o resultado de um material circum-planetário. Ou seja, o brilho poderia ser causado por um sistema de anéis ao redor do Proxima c, que estaria a irradiar luz adicional no espectro infravermelho e contribuindo para o brilho total.

Isto faz do Proxima c um alvo principal para estudos de acompanhamento com medições de velocidade radial, imagens de infravermelho próximo e outros métodos. Além disso, telescópios da próxima geração, como o Telescópio de Trinta Metros (TMT), o Telescópio Gigante de Magalhães (GMT) e o Telescópio Extremamente Grande do ESO (ELT), serão adequados para estudos directos de imagem deste sistema para detectar Proxima C.

As conclusões do estudo foram publicadas este mês na revista científica Astronomy & Astrophysics.

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21 Abril, 2020

 

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3545: Dados da Cassini podem explicar mistério atmosférico de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Imagem a cores falsas de Saturno, construída a partir de dados obtidos pela sonda Cassini da NASA, que mostra o brilho das auroras situadas a cerca de 1000 km do topo das nuvens da região polar sul do planeta. Está entre as primeiras imagens divulgadas num estudo que identifica imagens que mostram emissões aurorais, de entre todo o catálogo de imagens captadas pelo espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini.
Crédito: NASA/JPL/ASI/Universidade do Arizona/Universidade de Leicester

As camadas superiores nas atmosferas dos gigantes gasosos – Saturno, Júpiter, Úrano e Neptuno – são quentes, assim como as da Terra. Mas, ao contrário da Terra, o Sol está demasiado longe para explicar as altas temperaturas. A sua fonte de calor tem sido um dos grandes mistérios da ciência planetária.

Uma nova análise de dados da sonda Cassini da NASA encontrou uma explicação viável para o que mantém as camadas superiores de Saturno e, possivelmente, dos outros gigantes gasosos, tão quentes: auroras nos pólos norte e sul do planeta. Correntes eléctricas, desencadeadas por interacções entre ventos solares e partículas carregadas das luas de Saturno, formam auroras e aquecem a atmosfera superior (tal como com as auroras da Terra, o seu estudo informa os cientistas do que está a acontecer na atmosfera do planeta).

O trabalho, publicado no dia 6 de Abril na revista Nature Astronomy, é o mapeamento mais completo da temperatura e da densidade da atmosfera superior de um gigante gasoso – uma região que, em geral, tem sido pouco compreendida.

Ao construir uma imagem completa de como o calor circula na atmosfera, os cientistas conseguem entender melhor como as correntes eléctricas aurorais aquecem as camadas superiores da atmosfera de Saturno e impulsionam os ventos. O sistema eólico global pode distribuir esta energia, que é inicialmente depositada perto dos pólos em direcção às regiões equatoriais, aquecendo-as para o dobro da temperatura esperada apenas do aquecimento solar.

“Os resultados são vitais para a nossa compreensão geral das atmosferas superiores planetárias e são uma parte importante do legado da Cassini,” disse o autor Tommi Koskinen, membro da equipa UVIS (Ultraviolet Imaging Spectograph) da Cassini. “Ajudam a resolver a questão de porque é que a parte mais alta da atmosfera é tão quente enquanto o resto da atmosfera – devido à grande distância do Sol – é fria.”

Gerida pelo JPL da NASA no sul da Califórnia, a Cassini foi uma sonda que observou Saturno por mais de 13 anos antes de esgotar o seu combustível. A missão mergulhou na atmosfera do planeta em Setembro de 2017, em parte para proteger a lua Encélado, que a Cassini descobriu ter condições adequadas para a vida. Mas antes da sua queda, a Cassini realizou 22 órbitas ultra-próximas de Saturno, uma etapa chamada Grande Final.

Foi durante o Grande Final que os principais dados foram recolhidos para o novo mapa de temperatura da atmosfera de Saturno. Durante seis semanas, a Cassini teve como alvo várias estrelas brilhantes nas constelações de Orionte e Cão Maior, enquanto passavam por trás de Saturno. À medida que a sonda observava as estrelas a nascer e a porem-se através do planeta gigante, os cientistas analisavam como a luz estelar mudava à medida que passava pela atmosfera.

A medição da densidade da atmosfera deu aos cientistas a informação que precisavam para descobrir as temperaturas (a densidade diminui com a altitude, e a taxa de diminuição depende da temperatura). Descobriram que as temperaturas atingem um pico perto das auroras, indicando que as correntes eléctricas aurorais aquecem a atmosfera superior.

E tanto as medições de densidade como de temperatura ajudaram os cientistas a descobrir as velocidades dos ventos. Entender a atmosfera superior de Saturno, onde o planeta encontra o espaço, é fundamental para entender o clima espacial e o seu impacto noutros planetas do nosso Sistema Solar, bem como em exoplanetas em torno de outras estrelas.

Astronomia On-line
10 de Abril de 2020

 

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3180: As estranhas “riscas de tigre” de Encélado foram finalmente explicadas

CIÊNCIA

sjrankin / Flickr
Encelado, uma das luas de Saturno, captada pela sonda Cassini, da NASA

A lua gelada de Saturno, Encélado, tem despertado especial interesse na comunidade científica desde que foi observada em detalhe pela sonda espacial da NASA Cassini em 2005. Agora, uma equipa de cientistas encontrou resposta para as estranhas “riscas de tigre” que marcam superfície do satélite natural.

As “riscas de tigre” referem-se, na verdade, às quatro longas fissuras observadas no pólo sul de Encélado. De acordo com os cientistas, que publicaram os resultados da investigação na revista científica especializada Nature Astronomy, estas marcas são ímpares.

“Observada pela primeira vez durante a missão Cassini, estas faixas não têm comparação com nada no nosso Sistema Solar”, começou por explicar o autor principal do estudo Doug Hemingway, citado em comunicado pelo portal Space.com.

De acordo com o especialista, estas fissuras são paralelas e bem espaçadas entre si, atingindo cerca de 130 quilómetros de comprimento e 35 quilómetros de distância.

“O que torna [estas fissuras] especialmente interessantes é que estão continuamente em erupção com gelo de água, mesmo enquanto falamos. Nenhum outro planeta gelado ou lua tem algo semelhante a isto”, apontou.

As novas informações

Na nova investigação, Hemingway e a sua equipa recorreram a modelos computorizados para descobrir quais as forças que causam estas fissuras em Encélado e como é que as mantêm no mesmo lugar do satélite natural.

Na prática, os cientistas quiseram saber por que motivo estas “listras de tigre” se formaram apenas no pólo sul e por que motivo são tão uniformes no seu espaçamento.

A equipa concluiu que as fissuras poderiam ter-se formado em qualquer extremidade da lua gelada: as marcas estão no pólo sul simplesmente porque foi lá que começaram a formar-se, isto é, foi o local onde se abriram primeiro.

Um factor determinante no processo de formação destas fissuras está relacionado com a órbita altamente excêntrica de Encélado, que afasta a Lua de Saturno e depois a “devolve” ao planeta. As marés produzidas por este processo criam calor, deformando a Lua, para que Encélado possa manter água líquida sob a sua crosta gelada.

Estas deformações são mais drásticas nos pólos, onde o gelo é mais fino.

Em algum momento da história da lua, durante um período de arrefecimento, a água congelou sob as suas camadas. E tendo em conta que a água se expande quando congela, este fenómeno faz com que exista uma enorme pressão sobre a crosta – foi assim que a primeira fissura se criou a sul de Encélado.

A equipa descobriu ainda que as faixas em causa são paralelas porque, depois de a primeira fissura – baptizada de Bagdade – abrir, esta continuou aberta. Como continuou aberta, não congelou, permitindo que a água do oceano continuasse a ser expelida pela fenda, o que fez com que mais três fissuras se criassem.

“O nosso modelo explica o espaçamento regular entre as fissuras”, rematou Rudolph.

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ZAP //

Por ZAP
12 Dezembro, 2019

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3068: Concluído o primeiro mapa geológico global de Titã

CIÊNCIA

O primeiro mapa geológico global de Titã é baseado em imagens ópticas e de radar obtidas pela missão Cassini da NASA, que orbitou Saturno entre 2004 e 2017. As legendas assinalam a posição de algumas das características superficiais mais famosas da lua.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

O primeiro mapa que mostra a geologia global da maior lua de Saturno, Titã, foi concluído e revela completamente um mundo dinâmico de dunas, lagos, planícies, cratera e outros terrenos.

Titã é o único corpo planetário no nosso Sistema Solar, além da Terra, que possui líquidos estáveis à sua superfície. Mas, em vez de chover água das nuvens e de encher lagos e mares como na Terra, em Titã, o que chove é metano e etano – hidrocarbonetos que consideramos gases, mas que se comportam como líquidos no clima frio de Titã.

“Titã tem um ciclo hidrológico activo baseado no metano que moldou uma paisagem geológica complexa, fazendo da sua superfície uma das mais geologicamente diversificadas do Sistema Solar,” comenta Rosaly Lopes, geóloga planetária no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, autora principal de uma nova investigação usada para desenvolver o mapa.

“Apesar dos diferentes materiais, temperaturas e campos de gravidade entre a Terra e Titã, muitas características da superfície possuem semelhanças entre os dois mundos e podem ser interpretadas como produtos dos mesmos processos geológicos. O mapa mostra que os diferentes terrenos geológicos têm uma distribuição clara com latitude, globalmente, e que alguns terrenos cobrem muito mais área do que outros.”

Lopes e a sua equipa, que inclui Michael Malaska do JPL, trabalharam com o geólogo planetário David Williams, da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estatal do Arizona em Tempe, EUA. As suas descobertas, que incluem a idade relativa dos terrenos geológicos de Titã, foram recentemente publicadas na revista Nature Astronomy.

A equipa de Lopes usou dados da missão Cassini da NASA, que operou de 2004 a 2017 e que realizou mais de 120 passagens rasantes pela lua do tamanho de Mercúrio. Especificamente, usaram dados do radar da Cassini para penetrar na atmosfera opaca de azoto e metano de Titã. Em adição, a equipa usou dados dos instrumentos visíveis e infravermelhos da Cassini, capazes de capturar algumas das maiores características geológicas de Titã através da neblina de metano.

“Este estudo é um exemplo da utilização conjunta de dados e instrumentos,” disse Lopes. “Embora não tivéssemos cobertura global com radar de abertura sintética, usámos dados de outros instrumentos e outros modos de radar para correlacionar características das diferentes unidades de terreno, para podermos inferir o aspecto dos terrenos mesmo em áreas onde não temos este tipo de cobertura.”

Williams trabalhou com a equipa do JPL para identificar quais as unidades geológicas em Titã que podiam ser determinadas usando em primeiro lugar imagens de radar e depois extrapolar essas unidades para regiões não cobertas por radar. Para tal, usou a sua experiência de trabalho com imagens de radar da sonda Magellan (em Vénus) da NASA e com um mapa geológico regional anterior de Titã que ele desenvolveu.

“A missão Cassini da NASA revelou que Titã é um mundo geologicamente activo, onde hidrocarbonetos como o metano e o etano assumem o papel que a água tem na Terra,” acrescentou Williams. “Estes hidrocarbonetos chovem para a superfície, fluem em riachos e rios, acumulam-se em lagos e mares e evaporam-se para a atmosfera. É um mundo bastante surpreendente!”

Astronomia On-line
22 de Novembro de 2019

 

2929: Um novo tipo de tempestade assolou Saturno (e intrigou os cientistas)

CIÊNCIA

NASA/JPL/SSI
Imagem dos anéis de Saturno, pela sonda Cassini

Uma equipa de astrónomos detectou um novo e estranho fenómeno meteorológico que atingiu a atmosfera de Saturno, causando uma série de ciclones.

As tempestades em causa atingiram a região do pólo norte do planeta no ano passado, entre Março e Outubro, mas os detalhes da descoberta só esta semana foram publicados na revista científica especializada Nature Astronomy. Ao todo, foram detectadas quatro.

O fenómeno foi notado pela primeira vez através de fotografias captadas por astrónomos amadores: as imagens mostravam manchas brancas distintas perto do pólo norte de Saturno. Estes astrónomos enviarem as fotografias para um repositório online.

Através de modelos computacionais, uma equipa internacional de cientistas, composta por investigadores dos Estados Unidos, Espanha, Austrália e França, estimou depois a energia envolvida nas tempestades e concluiu que os fenómenos observados não eram semelhantes a nenhuma outra tempestade no planeta.

Estes ciclones destacam-se por terem mais do dobro do diâmetro do que é habitual. exigindo uma quantidade de energia mais de dez vezes maior, observa a Phys.

Além disso, estas tempestades prolongaram-se por muito mais tempo do que as tempestades mais comuns em Saturno, sendo significativamente menores e cem vezes menos poderosas do que as tempestades periódicas que são registadas no planeta.

“Este é um novo tipo de tempestade que nos está a dizer algo sobre os mecanismos de formação desconhecidos” destes ciclones, afirmou Enrique García-Melendo, astrónomo da Universidade Politécnica da Catalunha, em Espanha, e um dos principais autores do estudo citado pelo portal Astronomy.

Por sua vez, Linda Spilker, cientista do projecto Cassini – missão da NASA desenhado para estudar Saturno – que não participou do estudo, acredita que este novo fenómeno “adiciona uma peça importante ao puzzle gigante” que é a atmosfera de Saturno.

“Ao aprender mais sobre [as tempestades de Saturno], talvez possamos melhor entender o clima do próprio planeta”, acrescentou.

Os outros dois tipos de tempestades

Até agora, detalha o Canal Tech, eram conhecidos dois tipos de tempestade em Saturno: as pequenas, com aproximadamente 2000 quilómetros de extensão e as chamadas Grandes Manchas Brancas. Como o nome sugere, o segundo tipo refere-se a tempestades gigantes, dez vezes maiores que as demais, podendo, em alguns casos, dar uma volta completa em torno do planeta.

As tempestades menores podem durar alguns dias, mas as Grandes Manchas Brancas duram meses. Os astrónomos só conseguiram detectar sete deste tipo desde 1876.

Com a nova descoberta, os astrónomos depararam-se com um tipo novo de tempestade com tamanho intermédio: são diferentes das outras não apenas em tamanho, mas também em duração, chegando a durar de 1 semana e meia até 7 meses.

As quatro tempestades intermédias surgiram numa época que coincide com o ciclo do aparecimento das Grandes Manchas Brancas, que ocorrem a a cada ano saturniano, ou seja, a cada 30 anos terrestres.

Os cientistas acham que a formação destas tempestades depende de interacções entre o vapor de água, diferenças sazonais na exposição à luz solar e a atmosfera complexa do planeta. Contudo, o procedimento não é ainda muito bem conhecido.

ZAP //

Por ZAP
30 Outubro, 2019

 

2883: Saturno: Imagens extraordinárias mostram a descoberta de um novo tipo de tempestades

CIÊNCIA

Saturno é um gigante gasoso, formado predominantemente por hidrogénio e hélio, além de um provável núcleo rochoso. Este planeta possui um raio de aproximadamente 58,2 mil quilómetros, o equivalente a cerca de 9 vezes o raio da Terra. Além disso, tem uma actividade atmosférica incrível, gerando fenómenos que impressionam. Nesse sentido, foi descoberto agora um novo tipo de tempestade.

As imagens captadas dão conta de algo nunca antes visto. O resto na atmosfera do planeta é impressionante.

Tempestade em Saturno de 4 mil quilómetros

Tendo em conta a investigação divulgada pela Nature Astronomy, foram captadas imagens que revelam um novo tipo de tempestade. Nesse sentido, foi visto que estas ocorrem nas proximidades do Polo Norte de Saturno. Este tipo de tempestades dura entre 1,5 semana e sete meses e têm uma extensão de 4000 quilómetros.

Segundo os dados, quatro grandes tempestades desenvolveram-se na região do Polo Norte de Saturno em 2018 quase na mesma latitude, durante 200 dias. Além disso, foi igualmente perceptível que estas tempestades interagiam umas com as outras, mas de uma forma complexa.

Nature Astronomy

@NatureAstronomy

Four large storms developed on Saturn’s northern polar region in 2018 at almost the same latitude, spanning 200 days and interacting with each other in a complex way. Sánchez-Lavega et al.: https://www.nature.com/articles/s41550-019-0914-9 

08:20 – 21 de out de 2019

Novas tempestades descobertas

Conforme é conhecido, existem outras tempestades que já eram seguidas pelos astrónomos. Assim, estavam apenas referenciadas dois tipos de tempestades neste planeta: as relativamente pequenas, que aparecem como nuvens brilhantes e duram alguns dias, e as grandes manchas brancas, dez vezes maiores e com duração de meses.

Até agora, conhecíamos apenas dois tipos de tempestades em Saturno: as gigantescas, de aproximadamente 20 mil quilómetros de extensão, e outras menores, de aproximadamente dois mil quilómetros.

Explicou Agustín Sánchez Lavega, da Universidade do País Basco, Espanha.

Segundo a NASA, entre Março e Setembro de 2018, o planeta foi palco de um fenómeno que nunca assistido ou conhecido. Manchas enormes mostram uma sucessão de tempestades sequenciais que começaram inesperadamente, como focos isolados em diferentes latitudes do planeta e em diferentes momentos.

Os especialistas referem que estas tempestades de Saturno terão origem em nuvens de água centenas de quilómetros abaixo da cobertura visível de nuvens do planeta. Simulações em computador indicam que cada tempestade de tamanho médio exigia cerca de 10 vezes mais energia do que uma tempestade pequena, mas apenas cerca de um centésimo da energia necessária para produzir uma Grande Mancha Branca.

Estas imagens foram conseguidas por astrónomos amadores, via Observatório Calar Alto, em Espanha, e do Telescópio Espacial Hubble, da NASA. Posteriormente foram analisadas por Sánchez-Lavega e pelos seus colegas.

Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

Saturno é um planeta incrível. Para ter uma ideia “aproximada” do seu perfil, podemos dizer que tem de diâmetro cerca de 116 464 km, nove vezes o tamanho da Terra. O seu aspecto hipnotiza … Continue a ler Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

Imagem: NASA
Fonte: Science News

22 Out 2019

 

2806: Saturno passa a ter 82 luas e destrona a hegemonia de Júpiter

CIÊNCIA

JPL / Space Science Institute / NASA

Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu 20 novas luas a orbitar Saturno, aumentando para 82 o número dos seus satélites naturais. É o planeta do Sistema Solar com mais luas.

De acordo com o Centro de Planetas Menores da União Astronómica Internacional, Saturno bate assim Júpiter, que tem 79 luas conhecidas.

As luas agora descobertas têm tamanhos semelhantes, cerca de cinco quilómetros de distância. 17 destes satélites naturais têm uma órbita retrógrada, isto é o seu movimento é oposto à rotação do planeta em torno do seu eixo. Na prática, orbitam para trás a partir do planeta e de outras luas. As três restantes luas têm uma orbita comum, na mesma direcção em que gira Saturno.

“Usámos alguns dos maiores telescópios do mundo [para descobrir estas luas], agora estamos a concluir o inventário de pequenas luas em torno dos planetas gigantes (…) Estas desempenham um papel crucial para ajudar a determinar como é que os planetas do nosso Sistema Solar se formaram e evoluíram”, afirmou Sheppard, astrónomo do Instituto de Carnegie de Ciência, citado em comunicado.

“Estudar as órbitas destas luas pode revelar as suas origens, bem como informações sobre as condições que cercavam Saturno no momento da sua formação”, acrescentou.

NASA/JPL-CALTECH/SPACE SCIENCE INSTITUTE

No Twitter, está a decorrer um concurso para baptizar as luas recém-descobertas. Para participar, basta fazer uma publicação com a hashtag #NameSaturnsMoons e o nome sugerido. No ano passado, o mesmo cientista descobriu 12 luas deste planeta e abriu também um concurso online para nomear cinco delas.

Face ao interesse do público, o cientista norte-americano decidiu voltar a fazê-lo. “Fiquei tão empolgado com a quantidade de engajamento público sobre o concurso de nomes das lua de Júpiter [do ano passado] que decidimos fazer um outro concurso para nomear estas luas recém-descobertas em Saturno”, disse Sheppard.”Desta vez, as luas devem ser nomeadas por gigantes da mitologia nórdica, gala ou inuit”, acrescentou.

ZAP // Lusa

Por ZAP
9 Outubro, 2019

 

2790: NASA descobre novos tipos de compostos orgânicos nas plumas de Encélado

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Novos tipos de compostos orgânicos, componentes básicos da vida na Terra, foram detectados nas plumas da lua Encélado.

No ano passado, a análise dos dados da missão Cassini, que estudou Saturno e as suas luas, permitiu confirmar a existência de moléculas orgânicas complexas e insolúveis em Encélado, a lua congelada do planeta gasoso, onde existe um oceano subterrâneo no estado líquido.

A mais recente descoberta da NASA anuncia novos tipos de compostos orgânicos, menores e solúveis, na lua de Saturno. Esta descoberta reforça a importância de estudar este satélite natural, uma vez que as moléculas orgânicas são um elemento essencial para a existência de vida.

Os novos tipos de compostos orgânicos foram descobertos nas plumas de Encélado – na superfície desta lua há rupturas que expelem o líquido interior e foi desta forma que a Cassini conseguiu obter informações sobre o intrigante fenómeno.

A NASA explica que “poderosas fontes hidrotermais ejectam material do núcleo de Encélado, que se mistura com a água do imenso oceano subterrâneo da lua antes de ser libertado no Espaço como vapor de água e grãos de gelo” e “as moléculas recém-descobertas, condensadas nos grãos de gelo, foram determinadas como compostos que continham nitrogénio e oxigénio”.

Na Terra, compostos semelhantes aos recém descobertos na lua de Saturno participam em reacções químicas que produzem aminoácidos, um dos blocos de construção da vida. Além disso, são as fontes hidrotermais no fundo do oceano que fornecem a energia necessária para alimentar essas reacções.

Uma vez que existem fontes hidrotermais em Encélado, a descoberta deste novos compostos orgânicos sugere que podem mesmo existir aminoácidos no satélite natural de Saturno, explica o CanalTech.

“Se as condições estiverem corretas, estas moléculas vindas do oceano profundo de Encélado podem estar no mesmo caminho de reacção que observamos aqui na Terra. Ainda não sabemos se os aminoácidos são necessários para a vida além da Terra, mas encontrar estas moléculas é uma peça importante deste quebra-cabeças”, afirmou Nozair Khawaja, líder da investigação, publicada dia 2 de Outubro no Monthly Notices.

“Este trabalho mostra que o oceano de Encélado tem blocos reactivos em abundância, sendo outra luz verde na investigação da habitabilidade de Encélado”, acrescentou o co-autor do estudo, Frank Postberg.

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Por ZAP
7 Outubro, 2019

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