3331: SpaceX lança 60 satélites para fornecer Internet a zonas isoladas do mundo

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/INTERNET

SpaceX / Twitter

A sociedade espacial californiana SpaceX vai lançar esta madrugada mais 60 satélites, para a sua constelação Starlink de fornecimento de acesso à Internet de alto débito a partir do espaço, destinada a cobrir prioritariamente as zonas isoladas do mundo.

Se o lançamento for bem-sucedido, a constelação vai contar com 180 satélites em órbita, depois de dois lançamentos em 2019, parte dos quais acabaram por avariar.

A Planet Labs, baseada em San Francisco e que fotografa toda a Terra em alta resolução, todos os dias, tem cerca de 140 satélites activos em órbita, o que constitui a maior constelação activa nos dias de hoje.

A SpaceX utiliza os seus próprios foguetões Falcon 9, que são reutilizáveis, e prevê uma cadência de lançamentos inédita, com mais dois até ao final de Janeiro.

Em Setembro, uma dirigente da SpaceX afirmou que esperava realizar dois lançamentos mensais em 2020, apesar de haver quem entenda que a sociedade não tem o ‘músculo’ financeiro e técnico para tal. No total, a empresa fundada por Elon Musk já pediu autorização para enviar até 42 mil satélites, número totalmente hipotético actualmente.

Contudo, a SpaceX declarou que o seu serviço de Internet estaria operacional em 2020 para o Canadá e o norte dos Estados Unidos (EUA) e que o resto do mundo seria coberto progressivamente depois, à medida que os lançamentos fossem acontecendo.

Se a sua constelação se concretizar, a SpaceX vai ter mais satélites em actividade que o conjunto dos outros operadores do mundo juntos, civis e militares, cujos aparelhos devem totalizar cerca de 2.100.

Official SpaceX Photos / Flickr

Os pequenos satélites Starlink, com cerca de 300 quilogramas, equipados com um painel solar, são fabricados, equipados e lançados pela SpaceX. São largados por um foguetão a 290 quilómetros de altura e levam um a quatro meses para atingir a sua órbita operacional de 550 quilómetros.

A altitude relativamente baixa de 550 quilómetros deve permitir um tempo de resposta mais rápido que os satélites de telecomunicações tradicionais, que voam a uma órbita geo-estacionária a 36 mil quilómetros. Este tempo reduzido é crucial para os jogos vídeo ou as conversações por vídeo.

A malhagem do céu deve ser densa o suficiente para que vários satélites Starlink estejam sempre em ligação directa com o associado.

O lançamento do primeiro aparelho em maio de 2019 tinha provocado inquietação aos astrónomos, porque o ‘comboio’ de 60 satélites era visível no céu nocturno, com a luz do Sol a reflectir-se nos aparelhos em altitude. A ideia de mais uns milhares a juntarem-se a estes fez recear um céu arruinado para sempre para as observações astronómicas.

Depois de ter minimizado as críticas, Elon Musk reconheceu a sua legitimidade. Um dos 60 satélites a lançar hoje tem um tratamento diferente da sua superfície, para que reflita menos a luz.

“Mas a SpaceX ainda não tranquilizou os astrónomos”, disse Laura Seward Forczyk, analista do sector espacial, à AFP. Vão ser precisos vários dias para comparar esta nova versão dos satélites Starlink com a precedente.

Lusa // ZAP

Por ZAP
7 Janeiro, 2020

spacenews

 

2503: Venezuela. Maduro ordena construção de novo satélite de telecomunicações

(dv) Palácio Miraflores
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela vai ter um novo satélite de telecomunicações, que vão ser feitos investimentos para activar as redes 4G e 5G nas operadoras estatais e para levar fibra óptica aos venezuelanos.

“Ordeno à ministra de Ciência e Tecnologia (Gabriela Jiménez Ramírez) e ao presidente da Corporação Socialista de Telecomunicações e Serviços Postais (Jorge Márquez) a construção de um segundo satélite de telecomunicações Guaicaipuro e a implantação maciça de toda a infra-estrutura 4G e 5G”, disse o presidente da Venezuela, citado esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias.

Nicolás Maduro falava durante uma jornada de trabalho com representantes do sector industrial do país, transmitido em directo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.

O presidente da Venezuela anunciou ainda que aprovou o “plano fibra óptica” para levar Internet de alta velocidade aos venezuelanos, a começar pelos estados de Zúlia, Miranda e o Distrito Capital.

A implementação das redes de fibra óptica vai ser executada pelas empresas estatais CANTV (telecomunicações fixas) e Movilnet (telecomunicações móveis), que vão ser alvo de “um processo de investimento, recuperação e melhoria do serviço” que prestam.

O anúncio dos novos projectos tem lugar num momento em que são cada vez mais frequentes as queixas dos venezuelanos sobre deficiências nos serviços fixos e móveis de telecomunicações. “Eu sei que se pode avançar, manter e melhorar. Não aceito desculpas de ninguém”, frisou.

São também cada vez mais frequentes as falhas na Internet, com a imprensa venezuelana a denunciar que, apesar de ter importantes recursos petrolíferos, a Venezuela tem uma das redes mais lentas da América Latina.

Venezuela tem actualmente três satélites em órbita

O primeiro satélite venezuelano a ser lançado ao espaço foi o Simón Bolívar, também chamado de Venesat, em 2008, para facilitar as telecomunicações, o acesso e transmissão de dados e de televisão.

O segundo satélite, chamado de Miranda, também conhecido como VRSS-1, foi lançado ao espaço em 2012, com fins geográficos, para captar imagens de alta resolução do território venezuelano.

A Venezuela possui também o satélite António José de Sucre, também chamado de VRSS-2, e foi lançado em Outubro de 2017, com os mesmos fins que o Miranda.

TP, ZAP //

Por TP
23 Agosto, 2019