3609: Rede de satélites Starlink começará os testes beta ainda este ano

TECNOLOGIA/ESPAÇO

oninnovation / Flickr

O CEO da Space X, Elon Musk, anunciou esta semana que os testes beta à rede de satélites Starlink, que pretende dotar com Internet regiões mais isoladas e rurais do mundo, começarão ainda no decorrer deste ano.

De acordo com o CNet, que cita o empresário, o projecto de rede de banda larga global começará os seus testes beta privados dentro de três meses, avançado três meses depois para os testes beta públicos, que deverão ocorrer a norte.

Numa resposta a um utilizador do Twitter, Elon Musk, que é também CEO da Tesla, disse que a Alemanha se encontra suficientemente a norte, o que poderá significar que grande parte do norte da Europa e do Canadá serão elegíveis para testar o serviço.

Esta quarta-feira, e empresa lançou o sétimo lote com mais 60 mini-satélites para órbita. Ao todo, a constelação conta agora com 420 destes dispositivos.

A iniciativa pretende colocar 42.000 satélites em órbita para fazer chegar Internet a todos os cantos do mundo. “A Starlink oferecerá Internet de banda larga de alta velocidade para locais onde o acesso não é confiável, caro ou está completamente indisponível“, escreveu a empresa de Musk no Twitter a 22 de Abril.

De acordo com o portal TechCrunch, a Space X está também a trabalhar para resolver o problema do brilho excessivo dos satélites. Esta informação surge depois de vários astrónomos e outros especialistas acusarem Musk de “poluir” os céus, defendendo que as observações astronómicas estavam a ser colocadas em causa.

Rússia diz que a Starlink de Musk está a arruinar as fotografias espaciais (e vai fazer queixa à ONU)

A Academia de Ciências da Rússia vai fazer queixa junto das Nações Unidas sobre a constelação de satélites de Elon…

ZAP //

Por ZAP
27 Abril, 2020

 

spacenews

 

3588: Pela primeira vez, uma nave espacial “ressuscitou” um satélite morto

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Dado que o online não disponibiliza o url do vídeo que publicou, tive de recorrer ao Youtube, por isso a substituição.

Pela primeira vez, uma nave espacial conseguiu “ressuscitar” um satélite de comunicações antigo que tinha deixado de funcionar em órbita geo-estacionária.

Na sexta-feira passada, a Northrop Grumman, uma multinacional norte-americana que actua no ramo da indústria aeroespacial e defesa, anunciou, em comunicado, que o seu Mission Extension Vehicle-1 (MEV1) restaurou o satélite Intelsat 901 e fez com que este retomasse as operações.

Após o lançamento num foguete Proton em Outubro de 2019, o veículo de manutenção da Northrop Grumman usou o seu sistema de acoplamento mecânico para se juntar ao Intelsat 901 a 25 de Fevereiro, a uma altitude de 36 mil quilómetros acima da Terra.

O MEV-1 reduziu a inclinação do satélite em 1,6 graus e realojou-o para um novo local orbital, a 332,5° leste. O Intelsat transferiu cerca de 30 dos seus clientes comerciais e governamentais para o satélite há duas semanas. A transição do serviço demorou aproximadamente seis horas e foi bem-sucedida.

Esta foi a primeira vez que duas naves espaciais comerciais atracaram juntas sem sair da órbita.

Nos próximos cinco anos, a sonda vai continuar a garantir que o satélite permanece no lugar certo antes de enviá-lo para a “órbita cemitério”, que está localizada tão longe da Terra que qualquer satélite “morto” não interferirá com os que ainda estão operacionais.

O MEV-1 estará disponível para fornecer serviços adicionais de extensão de missão, de acordo com a Northrop, incluindo elevação de órbita, correcções de inclinação e inspecções.

A Northrop já está a construir um segundo MEV para atender outro satélite Intelsat, 1002, ainda este ano.

Este marco no serviço de satélites acontece quando tanto a órbita baixa da Terra como o espaço geo-estacionário – onde satélites de comunicação grandes e caros costumam ser colocados para manter a sua posição no solo – se estão a tornar mais lotados, explicou a Ars Technica.

A disponibilidade de um serviço como o oferecido pelo MEV-1 permite que os provedores de satélites prolonguem a vida útil dos activos antigos, mas também removam aqueles com os quais já perderam o controlo.

Ao encontrar uma nova forma de restaurar e, eventualmente, aposentar satélites, a técnica poderá ser usada para prevenir e limpar a perigosa nuvem de lixo espacial em redor da Terra.

Este tipo de serviço é visto na comunidade espacial como importante para manter a órbita o mais organizada possível nas próximas décadas.

ZAP //

Por ZAP
21 Abril, 2020

 

spacenews

 

3329: SpaceX lança 60 satélites para fornecer Internet a zonas isoladas do mundo

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/INTERNET

SpaceX / Twitter

A sociedade espacial californiana SpaceX vai lançar esta madrugada mais 60 satélites, para a sua constelação Starlink de fornecimento de acesso à Internet de alto débito a partir do espaço, destinada a cobrir prioritariamente as zonas isoladas do mundo.

Se o lançamento for bem-sucedido, a constelação vai contar com 180 satélites em órbita, depois de dois lançamentos em 2019, parte dos quais acabaram por avariar.

A Planet Labs, baseada em San Francisco e que fotografa toda a Terra em alta resolução, todos os dias, tem cerca de 140 satélites activos em órbita, o que constitui a maior constelação activa nos dias de hoje.

A SpaceX utiliza os seus próprios foguetões Falcon 9, que são reutilizáveis, e prevê uma cadência de lançamentos inédita, com mais dois até ao final de Janeiro.

Em Setembro, uma dirigente da SpaceX afirmou que esperava realizar dois lançamentos mensais em 2020, apesar de haver quem entenda que a sociedade não tem o ‘músculo’ financeiro e técnico para tal. No total, a empresa fundada por Elon Musk já pediu autorização para enviar até 42 mil satélites, número totalmente hipotético actualmente.

Contudo, a SpaceX declarou que o seu serviço de Internet estaria operacional em 2020 para o Canadá e o norte dos Estados Unidos (EUA) e que o resto do mundo seria coberto progressivamente depois, à medida que os lançamentos fossem acontecendo.

Se a sua constelação se concretizar, a SpaceX vai ter mais satélites em actividade que o conjunto dos outros operadores do mundo juntos, civis e militares, cujos aparelhos devem totalizar cerca de 2.100.

Official SpaceX Photos / Flickr

Os pequenos satélites Starlink, com cerca de 300 quilogramas, equipados com um painel solar, são fabricados, equipados e lançados pela SpaceX. São largados por um foguetão a 290 quilómetros de altura e levam um a quatro meses para atingir a sua órbita operacional de 550 quilómetros.

A altitude relativamente baixa de 550 quilómetros deve permitir um tempo de resposta mais rápido que os satélites de telecomunicações tradicionais, que voam a uma órbita geo-estacionária a 36 mil quilómetros. Este tempo reduzido é crucial para os jogos vídeo ou as conversações por vídeo.

A malhagem do céu deve ser densa o suficiente para que vários satélites Starlink estejam sempre em ligação directa com o associado.

O lançamento do primeiro aparelho em maio de 2019 tinha provocado inquietação aos astrónomos, porque o ‘comboio’ de 60 satélites era visível no céu nocturno, com a luz do Sol a reflectir-se nos aparelhos em altitude. A ideia de mais uns milhares a juntarem-se a estes fez recear um céu arruinado para sempre para as observações astronómicas.

Depois de ter minimizado as críticas, Elon Musk reconheceu a sua legitimidade. Um dos 60 satélites a lançar hoje tem um tratamento diferente da sua superfície, para que reflita menos a luz.

“Mas a SpaceX ainda não tranquilizou os astrónomos”, disse Laura Seward Forczyk, analista do sector espacial, à AFP. Vão ser precisos vários dias para comparar esta nova versão dos satélites Starlink com a precedente.

Lusa // ZAP

Por ZAP
7 Janeiro, 2020

spacenews

 

2503: Venezuela. Maduro ordena construção de novo satélite de telecomunicações

(dv) Palácio Miraflores
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela vai ter um novo satélite de telecomunicações, que vão ser feitos investimentos para activar as redes 4G e 5G nas operadoras estatais e para levar fibra óptica aos venezuelanos.

“Ordeno à ministra de Ciência e Tecnologia (Gabriela Jiménez Ramírez) e ao presidente da Corporação Socialista de Telecomunicações e Serviços Postais (Jorge Márquez) a construção de um segundo satélite de telecomunicações Guaicaipuro e a implantação maciça de toda a infra-estrutura 4G e 5G”, disse o presidente da Venezuela, citado esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias.

Nicolás Maduro falava durante uma jornada de trabalho com representantes do sector industrial do país, transmitido em directo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.

O presidente da Venezuela anunciou ainda que aprovou o “plano fibra óptica” para levar Internet de alta velocidade aos venezuelanos, a começar pelos estados de Zúlia, Miranda e o Distrito Capital.

A implementação das redes de fibra óptica vai ser executada pelas empresas estatais CANTV (telecomunicações fixas) e Movilnet (telecomunicações móveis), que vão ser alvo de “um processo de investimento, recuperação e melhoria do serviço” que prestam.

O anúncio dos novos projectos tem lugar num momento em que são cada vez mais frequentes as queixas dos venezuelanos sobre deficiências nos serviços fixos e móveis de telecomunicações. “Eu sei que se pode avançar, manter e melhorar. Não aceito desculpas de ninguém”, frisou.

São também cada vez mais frequentes as falhas na Internet, com a imprensa venezuelana a denunciar que, apesar de ter importantes recursos petrolíferos, a Venezuela tem uma das redes mais lentas da América Latina.

Venezuela tem actualmente três satélites em órbita

O primeiro satélite venezuelano a ser lançado ao espaço foi o Simón Bolívar, também chamado de Venesat, em 2008, para facilitar as telecomunicações, o acesso e transmissão de dados e de televisão.

O segundo satélite, chamado de Miranda, também conhecido como VRSS-1, foi lançado ao espaço em 2012, com fins geográficos, para captar imagens de alta resolução do território venezuelano.

A Venezuela possui também o satélite António José de Sucre, também chamado de VRSS-2, e foi lançado em Outubro de 2017, com os mesmos fins que o Miranda.

TP, ZAP //

Por TP
23 Agosto, 2019