2148: Afinal, os Maias não sacrificavam os vencedores do jogo de bola

CIÊNCIA

(dr) Dallas Museum of Art

Os sacrifícios durante o jogo de bola não faziam parte integrante da actividade do povo maia, segundo o estudo recente de um cientista dinamarquês que desmente as crenças populares sobre a civilização pré-colombiana.

Cientistas da Universidade de Copenhaga concluíram que o mito popular sobre sacrifícios humanos dos vencedores do jogo de bola na civilização maia é apenas uma ficção, segundo a revista Live Science.

Este jogo foi popular entre os maias, astecas e outros povos da Mesoamérica. Em 1987, um estudo publicado na revista Res: Anthropology and Aesthetics afirmou que os vencedores eram sacrificados e que o jogo era considerado como uma acção ritual que personificava a luta do bem contra o mal.

Entretanto, novas investigações permitiram estudar melhor as regras. Os arqueólogos analisaram as obras de monges espanhóis, assim como os baixos-relevos maias, um deles é datado dos anos 700-800 da nossa era. Este baixo-relevo mostra pessoas a jogar com uma bola de borracha.

Especialistas revelaram que, em estádios antigos, faltavam frequentemente os anéis da pedra, os tais em que seria preciso fazer passar a bola, o que seria considerado como o objectivo principal do jogo. Às vezes o jogo era chamado de “basquetebol maia”.

Além disso, os investigadores provaram que os espectadores faziam apostas sobre o resultado da competição e ganhavam ou perdiam importâncias consideráveis. Os sacrifícios, segundo as conclusões deste estudo, representaram casos excepcionais. Provavelmente tratavam-se de prisioneiros de outras tribos.

“Isso seria, na verdade, terrível se os melhores jogadores fossem sacrificados regularmente. O mito de sacrifícios humanos foi criado por causa de desenhos descobertos em vários terrenos do jogo de bola que mostravam crânios e ossos. Mas será que os devemos interpretar literalmente?”, explica um dos co-autores do estudo, Christophe Helmke.

Segundo o cientista, o sacrifício não era parte integrante do jogo. Se alguém fosse morto, seria uma pessoa já condenada à morte antes do jogo. Entretanto, o investigador indica que as execuções de prisioneiros provavelmente terão aumentado a popularidade do jogo.

ZAP //

Por ZAP
10 Junho, 2019



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728: “Stonehenge alemão” revela evidências de sacrifício humano

Diwan / Wikimedia

Uma recente escavação feita no “Stonehenge alemão” revelou novas evidências de que aquele local foi utilizado para rituais de sacrifício humano.

Um antigo monumento circular de madeira na Alemanha, semelhante – tanto em idade, como em aparência – ao famoso Stonehenge, no Reino Unido, pode ter sido um local de sacrifícios humanos. Localizado na cidade de Pömmelte, no leste do país, este monumento fica a cerca de 136 quilómetros de Berlim.

Os arqueólogos alemães André Spatzier e François Bertemes fizeram escavações no sítio arqueológico de Ringheiligtum Pömmelte e, entre machados de pedra e ossos de animais, encontraram também corpos desmembrados de dez mulheres e crianças.

Quatro corpos mostraram sinais de traumatismos crânio-encefálicos e fracturas em costelas que ocorreram antes da morte, escreveram os arqueólogos na revista Antiquity.

O esqueleto de um adolescente foi encontrado com as mãos amarradas e todos os corpos foram descobertos em posições que sugeriam que tinham sido atirados para poços de sepulturas.

“Não está claro que esses indivíduos foram mortos durante um ritual ou se a morte resultou de conflitos inter-grupais, como a invasão”, esclarecem os investigadores, citados pelo Mental Floss. Certo é que estes corpos contrastavam com as sepulturas de 13 indivíduos, do sexo masculino, que foram enterrados de forma respeitosa.

São estas diferenças de tratamento de géneros visíveis no “Stonehenge alemão” que torna possível o cenário de ritual de sacrifício humano.

À semelhança do famoso Stonehenge, em Inglaterra, o Ringheiligtum Pömmelte é um monumento circular sagrado, formado por cercas circulares e sepulturas feitas de madeira. Este local foi descoberto em 1991, mas as escavações que permitiram retirar estas conclusões só tiveram início recentemente.

henrylenoir / Flickr

Os arqueólogos acreditam que os povos antigos construíram este monumento durante a transição do período Neolítico para a Idade do Bronze, por volta de 2300 a.C.. Os especialistas sugerem que este local tenha servido como um centro de poder da elite e utilizado em cerimónias religiosas da altura.

Por volta de 2050 a.C., no fim da principal ocupação humana da região, este monumento terá sido destruído durante um ritual. De acordo com a Fox News, os postes de madeira foram preenchidos com oferendas e queimados, para, posteriormente, as cinzas serem enterradas.

O local foi reconstruído e aberto ao público em 2016.

ZAP //

Por ZAP
4 Julho, 2018

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