2344: Asteróide Ryugu é semelhante a uma esponja gigante (e pode ter um núcleo denso escondido no interior)

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

O rover espacial MASCOT conseguiu fazer medições que mostraram que, ao contrário do esperado, o asteróide Ryugu está vazio por dentro e a sua estrutura porosa é semelhante à de uma esponja.

A descoberta explica por que razão apenas um número extremamente pequeno de meteoritos deste tipo atinge a superfície da Terra.

Anteriormente, os astrónomos acreditavam que a superfície dos asteróides condritos do tipo C estava coberta de poeira fina e seixos cósmicos e que o seu interior era composto de rochas relativamente densas.

No entanto, de acordo com um estudo publicado a 15 de julho na revista Nature Astronomy, tudo aconteceu de maneira diferente quando a MASCOT investigou Ryugu e descobriu que apenas a sua superfície abrigava grandes rochas, enquanto o seu interior estava vazio.

“Ryugu surpreendeu-nos, só vimos grandes fragmentos no asteróide que são muito porosos e provavelmente muito frágeis”, disse Matthias Grott, um dos líderes da missão MASCOT, em comunicado. “Agora podemos confirmar que é muito provável que os fragmentos desses asteróides se quebrem ainda mais quando entram na atmosfera da Terra e, em geral, queimam completamente.” Isso significa que apenas os maiores fragmentos atingem a superfície da Terra.

Esta teoria também é confirmada pelo facto de que o asteróide aquece e arrefece muito lentamente quando a “manhã” e “noite” chegam nas regiões estudadas pela MASCOT. Por outro lado, os cientistas não excluem que um núcleo denso e sólido coberto por uma camada bastante espessa de rochas parcialmente divididas e esmagadas possa estar escondido por dentro.

Os astrónomos assinalam que, neste sentido, Ryugu é parecido com os cometas Churyumov-Gerasimenko e Hartley. Isto, por sua vez, indica que o objecto que originou o asteróide era constituído por material primário do sistema solar e era bastante grande, sendo que o seu diâmetro pode ter superado os 50 quilómetros. Se se confirmar essa teoria, Ryugu poderia ser um fragmento da crosta primária do “embrião” de um planeta.

Por outro lado, também é possível que o progenitor deste corpo celeste fosse um objecto relativamente pequeno, com aproximadamente um quilómetro de largura. Neste caso, deveria ter surgido nos primeiros momentos da vida da família planetária, quando o disco protoplanetário estava suficientemente quente para a existência de água líquida.

A nave espacial Hayabusa-2 foi lançada ao espaço no início de Dezembro de 2014 para estudar, recolher e enviar amostras do asteróide Ryugu. A nave permaneceria perto do asteróide durante um ano e meio para recolher amostras de solo e para depois as trazer para a Terra.

Além disso, a Hayabusa-2 levou ao asteróide os rovers japoneses Rover-1A e Rover-1B, batizados de MINERVA-II-1, bem como o aparelho europeu MASCOT. Os primeiros atingiram a superfície do objeto espacial no final de setembro de 2018 e o MASCOT pousou no Ryugu em Outubro.

O rover realizou com sucesso todas as tarefas científicas recolhendo os dados necessários e tirando fotografias para conhecer melhor o asteróide.

ZAP //

Por ZAP
20 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2301: Sonda espacial japonesa pousa em asteróide a 244 milhões de quilómetros da Terra

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

Uma sonda espacial japonesa conseguiu nesta quinta-feira pousar num asteróide localizado a 244 milhões de quilómetros da Terra, com o objectivo de recolher amostras que fornecem informações sobre a origem do sistema solar, o culminar da missão iniciada em 2014.

“Foi um sucesso”, indicou a Agência Japonesa de Exploração Espacial (JAXA). De acordo com a JAXA as informações chegaram à estação Hayabusa2 ocorreram pelas 10h20 (1h20 em Lisboa).

A manobra realizada pela sonda espacial Hayabusa2 tinha como objectivo recuperar amostras subterrâneas de uma cratera do asteróide Ryugu, que a mesma sonda tinha aberto em Abril, uma missão arriscada que exigia, por exemplo, que esta se afastasse imediatamente para não ser atingida por fragmentos da explosão.

De acordo com a JAXA, as amostras não foram afectadas pela radiação. As novas amostras podem agora fornecer informações adicionais àquelas recolhidas na superfície em Abril.

A operação desta quinta-feira, explicou a agência, foi especialmente delicada porque a sonda espacial tinha de recolher as amostras na cratera aberta com sete metros de diâmetro.

Em Setembro do ano passado, a Humanidade fez história quando, pela primeira vez, o Homem conseguiu aterrar dois rovers não tripulados num asteróide. Conhecidos por MINERVA-II1, os dois rovers saíram de uma nave espacial de origem japonesa, Hayabusa2, e aterram num asteróide com um quilómetro de largura, o Ryugu.

Um mês antes, a Hayabusa2, lançada no final de 2014 para conseguir amostras deste asteróide, conseguiu a primeira fotografia close-up do asteróide.

Acredita-se que este asteróide seja um dos mais antigos a sobrevoar o espaço e, por isso, abundante em material orgânico que lançará novas evidências sobre a criação do planeta Terra. Em Dezembro de 2019, o Hayabusa2 deixará o asteróide, chegando à Terra no final de 2020. A NASA tem trabalhado numa missão similar prevista para 2023.

ZAP // Lusa

Por ZAP
11 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

1809: Japão causou explosão em asteróide para explicar origem do sistema solar

NASA

A agência espacial do Japão anunciou esta sexta-feira que a sonda Hayabusa2 lançou um explosivo num asteróide para criar uma cratera na sua superfície e recolher amostras para encontrar possíveis pistas sobre a origem do sistema solar.

A missão desta sexta-feira é a mais arriscada para a Hayabusa2, já que exigia, por exemplo, que esta se afastasse imediatamente para não ser atingida por fragmentos da explosão.

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão informou que a Hayabusa2, após a explosão, conseguiu distanciar-se do asteróide e está intacta. O asteróide, denominado de Ryugu, encontra-se a cerca de 300 milhões de quilómetros do planeta Terra.

Pela primeira vez na história, o Homem conseguiu aterrar dois rovers não tripulados num asteróide. A proeza histórica aconteceu em Setembro do ano passado e deveu-se aos japoneses. Conhecidos por MINERVA-II1, os dois rovers saíram de uma nave espacial de origem japonesa, Hayabusa2, e aterraram num asteróide com um quilómetro de largura. O asteróide é conhecido por Ryugu.

Acredita-se que este asteróide seja um dos mais antigos a sobrevoar o espaço e, por isso, abundante em material orgânico que lançará novas evidências sobre a criação do planeta Terra.

O Hayabusa2, lançado no final de 2014 para conseguir amostras deste asteróide, conseguiu a primeira fotografia close-up do asteróide.

Em Outubro, os cientistas receberam os primeiros dados e fotos do rover MASCOT, que pousou recentemente na superfície do asteróide Ryugu, e ficaram completamente perplexos. Os dados obtidos apontam para uma quantidade extremamente baixa de poeira na superfície do objeto espacial e os cientistas ainda não sabem explicar o porquê.

Em Março deste ano, foram encontrados minerais que contêm água com elementos de oxigénio e hidrogénio na superfície do asteróide Ryugu. Os minerais foram descobertos durante a espectroscopia de infravermelho. A descoberta comprova, ainda que indirectamente, a teoria de que a água foi trazida para a Terra do Espaço.

Em Dezembro de 2019, o Hayabusa2 deixará o asteróide, chegando à Terra no final de 2020. A NASA tem trabalhado numa missão similar prevista para 2023.

ZAP // Lusa

Por ZAP
5 Abril, 2019

[vasaioqrcode]

 

1773: Asteróide Ryugu possui minerais com vestígios de água

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

Foram encontrados minerais que contêm água com elementos de oxigénio e hidrogénio na superfície do asteróide Ryugu.

Na superfície do asteróide Ryugu, que está a ser explorado pela sonda japonesa Hayabusa-2, foram encontrados minerais que contêm água com elementos de oxigénio e hidrogénio, de acordo com os dados do relatório da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

Os minerais foram descobertos durante a espectroscopia de infravermelho. A descoberta comprova, ainda que indirectamente, a teoria de que a água foi trazida para a Terra do Espaço. O artigo científico foi publicado na revista Science.

Segundo o relatório da agência japonesa, “acredita-se que asteróides da classe C [asteróides carbonáceos escuros semelhantes em espectro a meteoritos condritos, que são semelhantes na composição química com a nebulosa que originou o Sol], estão entre os corpos celestes mais prováveis que trouxeram água para a Terra“. Ryugu é um deles.

A baixa densidade do asteróide sugere que o objeto é uma pilha de entulho espacial poroso, e o material espalhado na sua superfície indica que o asteróide experimentou um período de rápida rotação no seu passado. Além disso, a sua superfície está repleta de pedregulhos de tamanhos variados e cores diversas.

Os resultados iniciais da missão estão a ajudar os cientistas a escolher o local ideal para recolher novas amostras, uma vez que a Hayabusa2 regressará à Terra em 2020.

A sonda já nos enviou imagens incríveis deste asteróide e conseguiu fazer um pouso rápido para recolher uma primeira amostra, quando libertou um projéctil na superfície do objeto espacial. Em breve, será lançado um explosivo para abrir uma cratera de onde serão recolhidos novas amostras, desta vez abaixo da superfície. O objectivo é estudar o que está ao alcance da sonda e o que esconde o interior do asteróide.

Estudar o Ryugu pode dar luzes sobre a forma como os minerais são libertados do Cinturão de Asteróides para a Terra, e também ajudar-nos a entender ainda melhor a história do Sistema Solar e a origem da vida na Terra.

A sonda japonesa Hayabusa-2 foi lançada em 2014 e pousou no asteróide no dia 22 de Fevereiro deste ano. O Ryugu possui 900 metros em diâmetro, e localiza-se a cerca de 340 milhões de quilómetros da Terra.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
28 Março, 2019

[vasaioqrcode]

 

1620: Sonda japonesa vai aterrar esta quinta-feira num asteróide para recolher amostras

NASA / Goddard / University of Arizona

A sonda japonesa Hayabusa-2 deverá aterrar no asteróide Ryugu na sexta-feira (quinta-feira em Lisboa) para recolher amostras do corpo rochoso, estima a agência espacial japonesa Jaxa.

A aterragem está prevista para as 08h15 de sexta-feira em Tóquio (23h15 de quinta-feira em Lisboa).

Depois de tocar o solo do asteróide, a sonda irá disparar um projéctil sobre o corpo rochoso. Ao todo, serão feitas três tentativas de aterragem breve para recolher amostras do solo na expectativa de se obter pistas sobre as origens do Sistema Solar e da vida na Terra.

Se a missão da Hayabusa-2 for bem-sucedida, a nova sonda espacial japonesa será a primeira do mundo a regressar à Terra, em 2020, com amostras de um asteróide.

A aterragem da sonda no asteróide esteve prevista para Outubro, mas foi descoberto que a superfície de Ryugu estava coberta por pedra, mais do que era suposto ter. Para haver a certeza de que o sistema de recolha de amostras do asteróide irá funcionar nestas condições, a equipa científica da missão fez testes prévios na Terra.

Lançada para o espaço em Dezembro de 2014, a Hayabusa-2 é a sucessora da sonda Hayabusa, cuja missão terminou em 2010 sem recolher amostras do asteróide Itokawa. Em Setembro e Outubro de 2018, a sonda Hayabusa-2 largou sobre o asteróide Ryugu três pequenos robôs que obtiveram imagens e dados sobre a sua superfície.

Em 2016, a agência espacial norte-americana NASA lançou a sonda OSIRIS-REx, que chegou em Dezembro passado perto do asteróide Bennu, do qual pretende recolher amostras e enviá-las para a Terra, em 2023, sem aterrar o aparelho na superfície do corpo rochoso, rico em carbono, elemento básico da vida tal como se conhece.

ZAP // Lusa

Por Lusa
21 Fevereiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

1144: Asteróide deixa cientistas perplexos com a sua superfície incomum

JAXA
Superfície do MASCOT

Cientistas receberam os primeiros dados e fotos do rover MASCOT, que pousou recentemente na superfície do asteróide Ryugu, e ficaram completamente perplexos.

Os dados obtidos apontam para uma quantidade extremamente baixa de poeira na superfície do objecto espacial e os cientistas ainda não sabem explicar o porquê.

“A superfície do asteróide acabou por se revelar ainda mais louca do que esperávamos. Está tudo coberto com blocos ásperos e cheio de pedras”, contou Ralf Jaumann, director científico da missão MASCOT e especialista do Centro Aeroespacial Alemão.

“Mas o que nos surpreendeu mais foi o facto de não termos encontrado em nenhum lugar acumulações de regolito, porque as intempéries cósmicas deveriam realmente ter produzido regolito”, acrescentou.

A espaço-nave Hayabusa-2 foi lançada ao espaço no início de Dezembro de 2014 para estudar, recolher e enviar amostras do asteróide Ryugu. A espaço-nave permanecerá perto do asteróide durante um ano e meio e tentará recolher amostras de solo para depois as trazer para a Terra.

Além disso, a Hayabusa-2 levou ao asteróide os rovers japoneses Rover-1A e Rover-1B, baptizados de MINERVA-II-1, bem como o aparelho europeu MASCOT. Os primeiros atingiram a superfície do objecto espacial no final de Setembro, o MASCOT pousou no Ryugu na quarta-feira passada.

O rover realizou com sucesso todas as tarefas científicas recolhendo os dados necessários e tirando fotografias para conhecer melhor o asteróide. Após analisar as amostras, os cientistas descobriram várias características novas e misteriosas do Ryugu.

Assim, os blocos e pedras encontrados na sua superfície são muito grandes, alguns que até chegam a atingir 100 metros. Os especialistas não sabem como se formaram nem qual é a sua composição.

Além disso, a matéria do asteróide possui uma densidade menor comparada com meteoritos parecidos, os chamados condritos, periodicamente encontrados na Antárctida e Austrália.

Os cientistas esperam que os dados recolhidos pelo rover ajudem a resolver os enigmas e obter uma melhor compreensão sobre como era a matéria original do Sistema Solar.

Por ZAP
14 Outubro, 2018

[vasaioqrcode]

 

1084: Rover japonês envia primeiro vídeo de asteróide a 280 milhões de km

Os dois robôs aterraram a 22 de Setembro e enviaram agora o primeiro vídeo. É a primeira vez que rovers aterram e exploram um asteróide

Imagem do asteróide Ryugu captada a 64 metros. Foi tirada a 21 de Setembro. É a fotografia com maior resolução tirada da superfície do asteróide
Foto JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST

Esta imagem mostra o ponto que foi captado na fotografia anterior com grande resolução
Foto JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST

Os dois rovers japoneses que aterraram no asteróide Ryugu conseguiram enviar o primeiro vídeo, cinco dias depois da aterragem, a 280 milhões de quilómetros da Terra. As imagens foram divulgadas pela agência espacial japonesa Jaxa na sua conta do Twitter.

Antes do vídeo, os robôs já tinham enviado fotografias da superfície do asteróide. Esta é a primeira vez que uma agência espacial aterra num asteróide, com capacidade para o explorar. As primeiras imagens que chegaram foram tiradas pela câmara da nave que transportou os rovers, Hayabusa-2.

Esta é uma das primeiras imagens recolhidas pelo Rover-1B
Foto JAXA

Outra imagem recolhida pelo Rover-1A
Foto JAXA

No próximo mês, a nave vai fazer explodir um engenho por cima do asteróide, disparando um míssil de dois quilos que vai permitir recolher fragmentos frescos do asteróide, que não foram expostos a radiações. Esses fragmentos podem ajudar na investigação principal que é tentar perceber as origens da vida na Terra.

Esta missão foi lançada em Dezembro de 2014 e as amostras recolhidas no asteróide devem chegar à Terra em 2020.

Diário de Notícias
Ana Bela Ferreira
28 Setembro 2018 — 11:10

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

1068: Duas sondas japonesas pousaram num asteróide e fizeram História

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

Pela primeira vez na história, o Homem conseguiu aterrar dois rovers não tripulados num asteróide. A proeza histórica aconteceu este sábado e deveu-se aos japoneses.

“Fiquei impressionado com o que conquistamos no Japão. Este é apenas um dos charmes da exploração profunda do espaço”, contou à CNN Takashi Kubota, porta-voz da agência espacial japonesa JAXA.

Conhecidos por MINERVA-II1, os dois rovers saíram de uma nave espacial de origem japonesa, Hayabusa2, e aterram num asteróide com um quilómetro de largura. O asteróide é conhecido por Ryugu.

Ainda este ano, o Hayabusa2, lançada no final de 2014 para conseguir amostras deste asteróide, conseguiu a primeira fotografia close-up do asteróide.

Graças à sua baixa gravidade, os MINERVA-II1 conseguiram flutuar pelo asteróide, capturando informações enviadas instantaneamente. Os dados recolhidos pelos rovers incluem fotografias e o registo da temperatura.

Acredita-se que este asteróide seja um dos mais antigos a sobrevoar o espaço e, por isso, abundante em material orgânico que lançará novas evidências sobre a criação do planeta Terra.

Para Outubro deste ano, a agência espacial JAXA tem planeado o lançamento de um terceiro rover, MASCOT, e está previsto que a própria nave espacial aterre no asteróide para, através de explosivos, criar uma cratera alcançando amostras que ainda não foram expostas.

Em Dezembro de 2019, o Hayabusa2 deixará o asteróide, chegando à Terra no final de 2020. A NASA tem trabalhado numa missão similar prevista para 2023.

Por ZAP
24 Setembro, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

861: A Hayabusa2 tirou uma fotografia a apenas 851 metros do asteróide Ryugu

A nave espacial japonesa Hayabusa2 chegou muito perto do asteróide Ryugu esta terça-feira, dia 7 de Julho, oferecendo uma visão sem precedentes da sua superfície.

A sonda japonesa Hayabusa2 tirou o primeiro close-up do asteróide Ryugu, o objeto espacial do qual deve recolher amostras e trazer à Terra para análises. A menos de um quilómetro de distância, esta é a primeira vez que a sonda consegue uma imagem tão nítida de um corpo celeste.

A nave espacial japonesa foi lançada no final de 2014, com o objectivo claro de conseguir amostras deste asteróide, cuja órbita transita entre Marte e Terra, passando, muitas vezes, pela órbita de Vénus. O projecto Hayabusa2 regressa à Terra em 2020, com amostras do Ryugu.

De modo a conseguir a fotografia a apenas 851 metros do asteróide, a sonda fez a sua maior aproximação de sempre. Na manhã de segunda-feira (horário do Japão), estava a 20 quilómetros de Ryugu, mas, em pouco mais de nove horas, o Hayabusa2 aproximou-se cerca de 14 quilómetros.

Já na manhã do dia seguinte, o veículo espacial atingiu o seu ponto mais próximo até ao momento: 851 metros. A esta distância, os propulsores foram então ligados e a sonda começou a distanciar-se. Mas não sem antes trazer uma recordação desse momento.

Assim, foi possível recolher fotografias tanto da câmara tele-objectiva como da grande angular. Da primeira, que oferece a imagem com proporção de 10 metros a cada centímetro de fotografia, é possível observar algumas das pedras gigantes que compõem a superfície do Ryugu.

A sonda japonesa utilizou a gravidade do asteróide para se aproximar, pelo que os cientistas do grupo JAXA, que fazem a análise em Terra, vão conseguir calcular com uma maior precisão a gravidade e, ainda, comprovar a massa do asteróide.

As fotografias ajudam a equipa a decidir em que local exacto a sonda irá pousar para proceder à recolha das amostras. A data ainda não está definida, mas deverá acontecer já nos próximos meses.

Por ZAP
10 Agosto, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blog Eclypse

698: Nave japonesa perto de asteróide para estudar a origem da vida

O asteróide Ryugu | JAXA-Tokyo University /via REUTERS

A nave espacial japonesa Hayabusa2 chegou hoje às proximidades de um asteróide, depois de uma viagem de 3,2 mil milhões de quilómetros, para recolher informações sobre o nascimento do sistema solar e a origem da vida.

Após mais de três anos em viagem, a nave Hayabusa2 estabilizou-se às 09:35 locais (01:35 em Lisboa), a 20 quilómetros do asteróide Ryugu, localizado a cerca de 280 milhões de quilómetros da Terra, anunciou a agência espacial japonesa (JAXA).

À semelhança da primeira missão Hayabusa, realizada no asteróide Itokawa, o objectivo é analisar a poeira do corpo celeste rochoso – que apresenta carbono e água – e tentar compreender que materiais orgânicos estavam presentes na origem do sistema solar.

De acordo com a agência nipónica, esta análise servirá “para melhor compreender a formação do sistema solar e o surgimento da vida na Terra”.

O regresso desta nave espacial à Terra está previsto para 2020.

Hayabusa2 deixará no Ryugu um robô denominado Minerva2 e um analisador autónomo denominado Mascot, concebido pelo centro francês de estudos espaciais (CNES) e o seu homólogo alemão (DLR).

Porque é que é importante

Os cientistas estudam os asteróides para obterem informações sobre a origem e evolução do sistema solar. Os asteróides são, basicamente, restos do “material usado na construção” do sistema solar há 4,6 mil milhões de anos, explica a BBC.

Os cientistas pensam que os asteróides podem conter compostos químicos que terão sido importantes para a formação da vida na Terra. Contêm água, compostos orgânicos ricos em carbono e metais preciosos

Um diamante, um dumpling ou mesmo um pião

Inicialmente os cientistas estavam convencidos que Ryugu teria a forma de um dumpling, mas depois de novos estudos parecem agora mais inclinados para dizer que o asteróide terá a forma de um diamante. Mas as opiniões divergem e, segundo a BBC, outros peritos acham que poderá parecer-se com um pião.

Diário de Notícias
ciência
27 DE JUNHO DE 2018 06:24
DN/Lusa

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=d2c961b7_1530092221928]

656: MATÉRIA ORGÂNICA EM CERES PODE SER MAIS ABUNDANTE DO QUE SE PENSAVA INICIALMENTE

No ano passado, a sonda Dawn espiou matéria orgânica no planeta anão Ceres, o maior objecto da cintura de asteróides. Uma nova análise sugere que essa matéria orgânica pode ser mais abundante do que se pensava.
Crédito: NASA/renderização por Hannah Kaplan

No ano passado, cientistas da missão Dawn da NASA anunciaram a detecção de materiais orgânicos – compostos à base de carbono que são componentes necessários à vida – expostos em zonas da superfície do planeta anão Ceres. Agora, uma nova análise dos dados da Dawn, por investigadores da Universidade Brown, sugerem que essas áreas podem conter uma abundância muito maior de compostos orgânicos do que se pensava inicialmente.

As descobertas, publicadas recentemente na revista científica Geophysical Research Letters, levantam questões intrigantes sobre como esses materiais orgânicos chegaram à superfície de Ceres, e os cientistas dizem que os métodos usados no novo estudo também podem fornecer um modelo para interpretar dados para missões futuras.

“O que este artigo mostra é que podemos obter resultados realmente diferentes dependendo do tipo de material orgânico usado para comparar e para interpretar os dados de Ceres,” afirma Hannah Kaplan, investigadora de pós-doutoramento do SwRI (Southwest Research Institute) que liderou a pesquisa enquanto completava o seu doutoramento em Brown. “Isto é importante não apenas para Ceres, mas também para missões que em breve explorarão asteróides que também podem conter material orgânico.”

As moléculas orgânicas são os blocos de construção química da vida. A sua detecção em Ceres não significa que a vida lá existe ou já existiu; os processos não-biológicos também podem dar origem a moléculas orgânicas. Mas dado que a vida como a conhecemos não pode existir sem material orgânico, os cientistas estão interessados em saber como está distribuído pelo Sistema Solar. A presença de material orgânico em Ceres levanta possibilidades intrigantes, particularmente porque o planeta anão também é rico em água gelada, e a água é outro componente necessário para a vida.

A descoberta original de compostos orgânicos em Ceres foi feita usando o espectrómetro VIR (Visible and Infrafred) da sonda Dawn, que entrou em órbita do planeta anão em 2015. Analisando os padrões no qual a luz solar interage com a superfície – observando cuidadosamente os comprimentos de onda reflectidos e absorvidos – os cientistas podem ter uma ideia de quais os compostos presentes em Ceres. O instrumento VIR captou um sinal consistente com moléculas orgânicas na região da Cratera Ernutet no hemisfério norte de Ceres.

Para se ter uma ideia inicial da abundância destes compostos, a equipa de investigação original comparou os dados VIR de Ceres com os espectros de reflectância de laboratório de material orgânico formado na Terra. Com base nesse padrão, os cientistas concluíram que entre 6 e 10% da assinatura espectral detectada em Ceres podia ser explicada por materiais orgânicos.

Mas para esta nova investigação, Kaplan e colegas quiseram reexaminar esses dados usando um padrão diferente. Em vez de se basearem nas rochas da Terra para interpretar os dados, a equipa voltou-se para uma fonte extraterrestre: meteoritos. Alguns meteoritos – pedaços de condritos carbonáceos que caíram na Terra depois de expulsos de asteróides primitivos – mostraram conter material orgânico ligeiramente diferente do que é frequentemente encontrado no nosso planeta. E o trabalho de Kaplan mostra que a reflectância espectral dos compostos orgânicos é distinta daquela dos seus homólogos terrestres.

“O que descobrimos é que se modelarmos os dados de Ceres usando materiais orgânicos extraterrestres, que podem ser análogos mais apropriados do que os encontrados na Terra, então precisamos de bastante mais matéria orgânica em Ceres para explicar a força da absorção espectral que vemos lá,” explica Kaplan. “Nós estimamos que quase 40 a 50% do sinal espectral que vemos em Ceres é explicado por matéria orgânica. Essa é uma diferença enorme em comparação com os 6-10% relatados anteriormente com base em compostos orgânicos terrestres.”

Se a concentração de compostos orgânicos em Ceres for, de facto, tão alta, levanta uma série de novas questões sobre a origem desse material. Existem duas possibilidades concorrentes para a origem da matéria orgânica em Ceres. Pode ter sido produzida internamente em Ceres e depois exposta à superfície, ou pode ter sido entregue até à superfície por um impacto de um cometa ou um asteróide rico em compostos orgânicos.

Este novo estudo sugere que se os compostos orgânicos foram entregues, então as potenciais altas concentrações seriam mais consistentes com o impacto de um cometa em vez de um asteróide. Sabemos que os cometas têm abundâncias internas significativamente mais altas de materiais orgânicos em comparação com asteróides primitivos, potencialmente semelhantes aos 40-50% que este estudo sugere para os locais em Ceres. No entanto, o calor de um impacto provavelmente destruiria uma quantidade substancial da matéria orgânica de um cometa, de modo que os investigadores dizem que ainda não está claro se essas abundâncias podem ser explicadas por um impacto cometário.

A explicação alternativa, a de que os compostos orgânicos se formaram directamente em Ceres, também levanta questões. A detecção de compostos orgânicos foi limitada, até agora, a pequenas áreas no hemisfério norte de Ceres. Essas altas concentrações em áreas tão pequenas requerem uma explicação.

“Se os materiais orgânicos são produzidos em Ceres, então provavelmente ainda precisamos de um mecanismo para concentrá-los nestes locais específicos ou pelo menos para os preservar aí,” comenta Ralph Milliken, professor associado do Departamento da Terra, do Meio Ambiente e de Ciências Planetárias de Brown e co-autor do estudo. “Não está claro qual seria esse mecanismo. Ceres é claramente um objecto fascinante, e a compreensão da história e da origem dos produtos orgânicos nesses locais e em outras zonas de Ceres provavelmente vai exigir missões futuras que possam analisar ou enviar amostras.”

Por enquanto, os investigadores esperam que este estudo seja útil para informar as próximas missões de envio de amostras a asteróides próximos da Terra, que também se pensa albergarem água e compostos orgânicos. Espera-se que a sonda japonesa Hayabusa2 chegue ao asteróide Ryugu daqui a várias semanas, e a missão OSIRIS-REx da NASA tem chegada prevista ao asteróide Bennu em Agosto. Kaplan é actualmente membro da equipa científica da missão OSIRIS-REx.

“Eu penso que o trabalho empregue neste estudo, que incluiu novas medições em laboratório de componentes importantes de meteoritos primitivos, pode fornecer uma estrutura de como melhor interpretar dados de asteróides e de estabelecer ligações entre observações com sondas e amostras na nossa colecção de meteoritos,” afirma Kaplan. “Como novo membro da equipa OSIRIS-REx, estou particularmente interessado em saber como isto pode ser aplicado à nossa missão.”

Astronomia On-line
15 de Junho de 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=dacef15d_1529064376388]