1403: O maior puzzle do Mundo é uma ilha congelada na Rússia

CIÊNCIA

Lauren Dauphin/ NASA

Localizado entre o Oceano Árctico e os mares gelados do norte da Sibéria, o aglomerado de rochas, conhecidas como as Ilhas da Nova Sibéria, é frio e remoto.

As ilhas são uma tela quase desabitada coberta de neve, durante aproximadamente três quartos do ano. Mas, vistas do céu, como na imagem de satélite divulgada pela NASA a 1 de Dezembro, as ilhas parecem completamente diferentes.

Na foto captada pelo satélite Landsat 8, as Ilhas Anzhu – um subconjunto das Ilhas da Nova Sibéria – estão rodeadas por um mar, que parece um puzzle de gelo gigante. Segundo a NASA, não é incomum que o gelo se agarre a estas ilhas geladas durante todo o ano, embora “a aparência do gelo possa mudar diariamente, alterada por correntes, ventos e ciclos sazonais de congelamento e derretimento”.

Quando as temperaturas acima do congelamento de verão libertam brevemente as ilhas da sua cobertura regular de neve, surgem mosaicos de gelo como o captado em Junho de 2016. Algumas semanas antes da imagem, a mesma paisagem teria sido completamente branca. Alguns meses depois, a neve voltaria novamente para outro longo inverno árctico.

As águas mostradas na imagem são relativamente rasas e contêm gelo durante a maior parte do ano. A separação rápida é aparente, geralmente, a partir de Junho. Em Setembro, o gelo do mar derrete a um ponto que torna o acesso humano cada vez mais viável, especialmente para a rota de navegação através do Estreito de Sannikov.

O Landsat 8 foi lançado em 2013 em uma colaboração entre a NASA e o US Geological Survey. Segundo a NASA, o satélite capta toda a Terra a cada 16 dias.

ZAP // Live Science

Por ZAP
9 Dezembro, 2018

 

1229: Revelado vídeo do momento em que falhou o foguetão que levava astronautas à Estação Espacial

Os dois tripulantes da Soyuz fizeram uma aterragem de emergência que lhes salvou a vida

© Roscosmos

As imagens do momento em que o foguetão russo que falhou após a descolagem quando transportava dois astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla inglesa) foi esta quinta-feira revelado pela agência espacial Roscosmos.

As imagens são de uma câmara instalada na lateral do engenho e mostra o lançamento até ao momento em que um dos reactores auxiliares falha a ejecção.

Veja aqui (o incidente acontece ao minuto 1.22)

Também esta quinta-feira foi revelado que um sensor danificado durante a montagem esteve na origem do incidente, ocorrido no passado dia 11.

“Ficou demonstrado e confirmado por documentos que a culpa foi desse sensor e esta [deformação do sensor] só pode ter sido provocada durante a montagem no cosmódromo de Baikonur”, disse Nikolái Sevastiánov, da comissão de investigação ao caso, em conferência de imprensa.

Sevastiánov, director do TsNIIMash, centro de investigação da indústria espacial russa, explicou que o sensor defeituoso impediu a abertura de uma tampa e provocou o acidente.

No passado dia 11, a nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência, tendo na altura sido apontada uma falha no motor. A Soyuz transportava o cosmonauta russo Alexei Ovchinin e o astronauta norte-americano da NASA, Nick Hague.

A nave devia transportar os dois tripulantes para a Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde Junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira com Lusa
01 Novembro 2018 — 22:34

 

1138: Descoberta causa da falha na Soyuz. Astronautas que sobreviveram voltam ao espaço na primavera

Aubrey Gemignani / NASA
Lançamento do lançador Soyuz-FG com a nave espacial Soyuz TMA-20M no Cosmódromo de Baikonur, Março de 2016

Os astronautas Alexey Ovchinin e Nick Hague deverão voltar ao espaço na primavera de 2019, depois da nave espacial Soyuz MS-10 ter sido obrigada na quinta-feira a aterrar de emergência devido a uma falha no motor.

O anúncio do regresso do russo Alexey Ovchinin e o do norte-americano Nick Hague ao espaço na primavera de 2019 foi feito hoje pelo director da Roscosmos, Dmitry Rogozin.

“Os dois astronautas definitivamente vão voar. Estamos a planear o voo para a primavera do próximo ano”, disse Rogozin numa mensagem publicada na rede social Twitter, na qual colocou uma foto sua com Alexei Ovchinin e Nick Hague, todos sorridentes.

A nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência devido a uma falha no motor, depois de ter descolado no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses.

De acordo com os planos, estava previsto que a nave cumprisse quatro voltas à terra para seis horas depois acoplar na Estação Espacial Internacional.

Os astronautas Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e Nick Hague, da NASA, aterraram na quinta-feira nas estepes do país da Ásia central na sequência da falha no motor do foguetão russo que os deveria transportar para a Estação espacial internacional.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse numa declaração que Hague e Ovchinin estavam em boas condições de saúde e que seriam transportados para o Centro de Treino Cosmonauta Gagarin na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscovo.

Acrescentou ainda que ia ser iniciada “uma investigação apurada sobre a causa do incidente”.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde Junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Astronautas aterram de emergência após falha na Soyuz

Equipa de astronautas que seguia esta quinta-feira a bordo da nave-espacial Soyuz rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) foi obrigada…

As causas da avaria

Uma colisão entre secções do foguetão pode ter sido a “causa directa” da avaria que obrigou a nave espacial russa Soyuz MS-10 a aterrar de emergência pouco depois do lançamento, disse hoje o director da agência espacial russa Roscosmos, Serguei Krikaliov.

“Ainda não há versões definitivas, mas o que é evidente é que a causa directa foi a colisão de um elemento lateral que faz parte da primeira secção do foguetão. Na verdade, ao separar-se ocorreu um contacto entre a primeira e segunda secção”, disse Krikaliov à agência russa Novosti.

O director da Roscosmos não descarta que o foguetão “se tenha desviado da trajectória programada e que a parte inferior de uma das secções se tenha destruído“.

Serguei Krikaliov indicou que a comissão governamental que investiga o acidente deve apresentar os primeiros resultados oficiais da perícia no próximo dia 20 de Outubro.

“Os primeiros fragmentos [do foguetão] recuperados na estepe do Cazaquistão vão ajudar a estabelecer as causas da avaria”, disse.

Entretanto, o Comité de Emergência do Ministério do Interior do Cazaquistão informou hoje que foi encontrado um fragmento da Soyuz M-10 a cerca de 40 quilómetros da cidade de Zhezkasgán e que já foi enviado para os especialistas da Roscosmos.

Krikaliov sublinhou que os lançamentos de foguetões Soyuz-FG ou similares foram suspensos até que sejam determinadas, de forma definitiva, as causas da avaria de quinta-feira.

“É possível que o lançamento da nave cargueiro Progress, que estava programado para o dia 31 de Outubro, venha a ser adiado e a próxima missão tripulada prevista para o dia 20 de Dezembro vai conhecer uma nova data”, informou o responsável.

ZAP // Lusa

Por Lusa
13 Outubro, 2018

 

1129: Rússia suspende lançamentos espaciais tripulados após incidente na Soyuz

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

A NASA decidiu esta quinta-feira que vão ser enviados de avião para Moscovo os dois astronautas da Rússia e dos Estados Unidos que foram obrigados a uma aterragem de emergência no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Os astronautas Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e Nick Hague, da NASA, aterraram esta quinta-feira nas estepes do país da Ásia central na sequência de uma falha no motor do foguetão russo que os deveria transportar para a Estação espacial internacional.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse numa declaração que Hague e Ovchinin estão em boas condições de saúde e serão transportados para o Centro de Treino Cosmonauta Gararin na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscovo. Acrescentou ainda que será iniciada “uma investigação apurada sobre a causa do incidente”.

Em paralelo, um alto responsável russo disse que o país vai suspender os lançamentos espaciais tripulados até que sejam apuradas as causas da falha na Soyuz, pouco minutos após o seu lançamento que ocorreu hoje pelas 14:40 locais (09:40 em Lisboa).

O vice-ministro russo Yuri Borisov disse aos jornalistas que a cápsula do Soyuz se ejectou automaticamente do corpo do foguetão quando ocorreu a falha, apenas 123 segundos após o seu lançamento. Assegurou ainda que a Rússia vai partilhar com os Estados Unidos toda a informação relevante em torno deste acidente.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Outubro, 2018

 

1126: Falha na Soyuz leva a aterragem de emergência

NASA
Nave espacial russa SOYUZ

Equipa de astronautas que seguia esta quinta-feira a bordo da nave-espacial Soyuz rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) foi obrigada a uma aterragem de emergência depois de detectada falha nos propulsores após o lançamento.

Após o lançamento efectuado às 9h40m, no cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão, os dois astronautas a borda da nave russa Soyuz tiverem de realizar uma aterragem de emergência.

O russo Alexey Ovchinin da Roscosmos e o astronauta da NASA Nick Hague estavam a borda da nave espacial quando esta sofreu uma avaria nos motores.

De acordo com a NASA, os astronautas detectaram uma avaria minutos depois da descolagem em direcção ao espaço e realizaram, de seguida, um regresso de emergência à Terra em “modo balístico”, num percurso mais a pique que o normal.

De acordo com a agência russa Ria Novosti, os dois cosmonautas não correm perigo de vida e já terá sido estabelecido contacto com ambos.

Segundo o Observador, assim que o erro foi detectado, ouviu-se um sinal de alerta e a mensagem “Inaudível. Há uma emergência. Há uma falha no impulsionador. Estamos em ausência de peso”.

Os astronautas terão aterrado de volta às 10h20m no Cazaquistão e, segundo avançado pela NASA, “estão em boas condições”.

Os astronautas Alexey Ovchinin e Nick Hague deveriam chegar às 15h44m à Estação Espacial Internacional para uma missão de seis meses na estação orbital.

O norte-americano Nick Hague, a trabalhar na NASA desde 2013, iria fazer a sua primeira missão. Para o russo, esta seria a segunda missão depois de ter participado numa outra missão de seis messes em 2016 na EEI.

Este incidente ocorreu dois meses depois de detectada uma fissura na Soyuz que levou a Rússia a suspeitar de sabotagem.

ZAP //

Por ZAP
11 Outubro, 2018

 

1023: Desvendado o mistério da cratera do “fim do mundo” da Sibéria

CIÊNCIA

CV Bulka / YouTube

Um grupo de cientistas russos concluiu que a misteriosa cratera formada em 2014 na península de Yamal, no norte da Sibéria, foi resultado de uma actividade incomum de crio-vulcanismo na Terra.

Por norma, os fenómenos de crio-vulcanismo são encontrados em outros planetas e satélites. Um crio vulcão é um vulcão de gelo e água, mas a sua estrutura básica é muito semelhante às formações vulcânicas do nosso planeta.

Em condições de temperaturas extremamente baixas, o crio-vulcão não expele rochas derretidas, mas antes água e outros compostos químicos, como metano e amoníaco, em diferentes estados físicos.

De acordo com o novo estudo, publicado nesta semana na revista Scientific Reports, a cratera de Yamal parece ter resultado do colapso de um grande pingo – uma pequena colina típica das regiões polares – que se formou no interior de um lago de degelo que posteriormente acabou por secar.

Os pingos formam-se quando os lagos secam nas regiões com permafrost – camada de solo permanentemente congelado. Ao secarem, a água que existe no subsolo do reservatório, que encontra-se congelada, exerce pressão sobre a terra à superfície, dando origem à estrutura cónica.

A cratera do “fim do mundo”, como ficou reconhecida, foi descoberta em 2014 na península de Yamal e, desde então, a sua misteriosa origem levantou dúvidas. As teorias sobre a sua origem foram-se multiplicando e iam desde a queda de um meteorito até ao derretimento do permafrost causado pelo aquecimento global.

No outono de 2016, a cratera de Yamal encheu-se de água, tornando-se um lago com 52 metros de profundidade e 25 de diâmetro. Agora, quatro anos após a sua descoberta, os fenómenos do crio-vulcanismo explicam a sua origem.

Por ZAP
15 Setembro, 2018

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996: Cientistas ponderam clonar potro pré-histórico encontrado na Sibéria

CIÊNCIA

Michil Yakovlev/SVFU/The Siberian Times

No mês passado, foi encontrado um potro mumificado com cerca de 40 mil anos na gigante cratera de Batagaika, na Sibéria, também conhecida como o “Portão do Inferno”. Cientistas russos e sul-coreanos consideram agora clonar o animal.

A equipa de cientistas tem esperança que o espécime encontrado possa fornecer material genético para clonar espécies extintas da Idade do Gelo.

De acordo com o director do museu-laboratório de mamutes da Universidade Federal do Nordeste (SVFU), na Rússia, Sergei Semenov, o achado único foi encontrado por uma equipa internacional de cientistas na república de Yakutia durante uma expedição da SVFU e da Universidade Kindai, no Japão.

Durante esta semana, os especialistas russos anunciaram que planeiam cooperar com a fundação Sooam Biotech Research – líder no campo de clonagem de animais – para criar clones do potro encontrado bem como de outros animais extintos.

“Se no corpo [do potro] for encontrada uma célula viva, esperamos que, com ajuda da grande experiência dos colegas sul-coreanos, consigamos obter um clone do cavalo antigo”, disse Grigoriev, um dos investigadores.

De acordo com o The Siberian Times, um dos cientistas envolvidos na análise do potro mumificado é Woo-Suk Hwang, um investigador de células-tronco e pioneiro da clonagem da Coreia do Sul.

Hwang, antigo professor da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, foi criticado em 2006 por falsificar dados e, três anos mais tarde, for condenado a dois anos de prisão por violação de condutas bioética e desvio de verbas, de acordo com a Nature. Actualmente, o pioneiro da clonagem dirige a Sooam Biotech Research Foundation, que estuda e realiza procedimentos de clonagem animal, principiante e cães.

Grigoriev sublinhou que o animal foi encontrado em condições de preservações quase perfeitas, o que aumentas as possibilidade de obter boas amostras a partir dos seus tecidos. Segundo o cientista, o potro terá morrido entre 30 a 40 mil anos, durante o Paleolítico Superior, e terá morrido 20 dias depois de ter nascido.

Possibilidades “astronómicas”

No entanto, vários cientistas que não estão envolvidos no análise do potro têm algumas dúvidas sobre se será efectivamente possível clonar com sucesso o animal mumificado.

Especialistas ouvidos pelo Live Science mantém-se cépticos quanto à possibilidade de os cientistas encontrarem ADN viável no corpo em primeiro lugar, sem mencionar o enorme desafio de clonar uma espécie extinta há milénios.

A clonagem só é possível quando o ADN original do animal está intacto e, a maioria – se não todo o material genético -, obtido a partir de amostras de gelo costuma estar tipicamente degradado “em dezenas de milhões de pedaços”, sustentou Love Dalén, professor de genética evolucionária do Museu de História Natural da Suécia, em Estocolmo.

“Muitos destes desafios serão também enfrentados quando os cientistas tentarem clonar mamutes”, considerou Beth Shapiro professora de Ecologia e Biologia na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos.

“Se for possível recuperar ADN suficiente dos restos mortais do potro mumificado, os cientistas podem ser capazes de construir uma sequência do genoma, comparando o ADN do potro extinto com os genomas de espécies vivas”, acrescentou Shapiro.

Contudo, a possibilidade de encontrar um genoma intacto ou ate mesmo uma célula viva é “astronómica”, disse Vicent Lynch, professor assistente do Departamento de Genética Humana da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

“Os cientistas raramente dizem que algo é impossível, mas certamente estará próximo disso”, concluiu Lynch.

Por ZAP
11 Setembro, 2018

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971: Fissura na nave Soyuz: Rússia suspeita de sabotagem

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Na noite de 30 de Agosto, a Estação Espacial Internacional registou uma diminuição na pressão interior causada por uma fissura no casco da nave espacial Soyuz MS-09. Depois de descartada a hipótese de impacto de um micro-meteorito, a Roscosmos, Agência Espacial Russa, suspeita de sabotagem.

“Consideramos todas as teorias, mas a hipótese do impacto de um meteorito foi rejeitada porque o casco da nave foi atingido a partir de dentro. Apesar de ser ainda cedo para tirar conclusões, tudo indica que a fissura foi criada por uma mão hesitante…é um erro tecnológico de um especialista”, afirmou o director geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin., citado pela Gizmodo.

“Foi feito por uma mão humana – há vestígios do deslize de uma broca na superfície”, acrescentou o responsável, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira.

Devido às reduzidas dimensões da fissura, cerca de 2 milímetros, nenhum dos 6 astronautas esteve em perigo de vida e a Estação Espacial está agora estável após a reparação da fissura com uma fita isoladora e a aplicação de um selante especial.

Rogozin disse ainda ser uma “questão de honra” para a construtora do módulo Soyuz, a Energia Rocket and Space Corporation (RSC Energia), “encontrar o responsável” e averiguar se houve ou não uma “acção deliberada” em terra ou no espaço.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Fonte da indústria espacial contou à RIA Novosti, agência de noticias internacional Russa,  que provavelmente terá sido um trabalhador da RSC Energia a criar a fissura no módulo da nave e a selar o estrago com uma cola especial, razão pela qual a nave terá passado nos testes de pressurização. Depois de lançada para órbita a 6 de Junho com 3 astronautas a bordo a cola usada terá secado, abrindo novamente a fissura.

Para além de uma investigação interna, a RSC Energia vai também inspeccionar todos os módulos Soyuz e Progress.

Os russos são, historicamente, muito rápidos a gritar sabotagem, mas parece-me muito pouco provável”, afirmou o astrofísico Jonathan McDowell, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.

Em caso de intencionalidade na fissura, o buraco teria de ser consideravelmente maior visto que, mesmo com a maior taxa de despressurização possível, a tripulação a bordo teria ainda semanas de ar em reserva.

Por ZAP
5 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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922: Encontrado na Rússia crânio completo de estranho animal pré-histórico

CIÊNCIA

(dr) Yuri Orlov Palaeontological Museum
O crânio do wetlugasaurus encontrado em Samara, na Rússia

Os investigadores nunca pensaram que, num simples pedaço de rocha, iam fazer uma descoberta com um significado tão importante. 

Investigadores da Universidade Estatal Técnica de Samara, na Rússia, descobriram o crânio mais completo alguma vez encontrado de um wetlugasaurus, um estranho animal pré-histórico.

Trata-se de um género extinto do anfíbio Temnospondyli, que viveu no planeta Terra durante o Triássico Inferior, ou seja, entre 247 e 252 milhões de anos atrás. Tinha um crânio de 22 centímetros de comprimento e alcançava um comprimento total de um metro.

Inicialmente, os arqueólogos pensaram que os ossos salientes, encontrados num pedaço de rocha no sudeste da região russa de Samara, no passado mês de Junho, não era muito valioso.

Nobu Tamura / Wikimedia
Wetlugasaurus angustifrons

No entanto, uma investigação mais detalhada, com a ajuda de paleontólogos da Academia de Ciências da Rússia, mostrou que se tratava do crânio mais completo já encontrado desta criatura com dentes e orifícios nasais posteriores.

“Esta notícia foi completamente inesperada para nós”, admitiu a investigadora russa Aliona Mórova aos media russos.

Os restos deste animal foram encontrados pela primeira vez nas margens do rio Vetluga, nos anos 1920.

ZAP // RT / Sputnik News

Por ZAP
27 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto inicial)

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876: Sepultura mais antiga que as pirâmides do Egipto encontrada na Rússia

(dr) Avtodor
Os cientistas acreditam que a sepultura date do século IV a.C

Uma equipa de arqueólogos encontrou uma sepultura antiga na proximidades da cidade de Aksay, na região russa de Rostov, na Rússia, área onde será construída uma estrada, revelou a empresa estatal Avtodor.

De acordo com os cientistas, a sepultura pode ser datada do século IV antes de Cristo podendo ser, por isso, mais antiga que as Pirâmides do Egipto – a única construção que perdura das sete maravilhas do mundo antigo.

“Há seis mil anos atrás, mil anos antes das primeiras pirâmides egípcias! Segundo os cientistas, estas são descobertas únicas, podendo ser classificadas como verdadeiras sensações científicas”, diz a mensagem da empresa.

Durante as escavações, os arqueólogos encontraram estruturas de pedra originais em forma de câmaras de catacumbas subterrâneas.

No sítio arqueológico, foram também encontradas em bom estado piras, alguns freios de cavalos e ainda algumas ferramentas em cobre – objectos que podem indicar que a sepultura pertence a pessoas de elevado estatuto social.

“Os primeiros resultados da escavação já mostram muito sobre a natureza única deste património cultural, que será estudado através da implementação de um projecto de uma empresa estatal para construir um desvio à volta da cidade de Aksay”, destacou a Avtodor.

Por ZAP
13 Agosto, 2018

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793: Cientistas norte-americanos prevêem fortes cataclismos no Leste da Rússia

NASA GISS Scientific Visualization Studio

Um grupo de cientistas norte-americanos, após analisar dados de satélite e de observação ao longo de 38 anos, estabeleceu que o aquecimento global provocado pelo homem pode levar a um aumento da frequência e da força dos desastres naturais nas zonas orientais da Rússia e na Mongólia.

Um grupo de investigadores determinou que o impacto humano na troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, afectou significativamente o ciclo da temperatura da Terra.

Os autores do novo estudo, que foi publicado a semana passada na revista Science, estudaram vários modelos teóricos que descrevem o estado do clima antes e depois da Revolução Industrial.

Os cientistas revelaram padrões característicos de flutuações sazonais de temperatura. Em seguida, compararam estes padrões com os dados das medições de temperatura na troposfera de 1979 a 2016, efectuadas por satélites, tendo estudado a diferença entre as temperaturas mínima e máxima de cada ano.

Em resultado desta análise, cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, liderados por Benjamin Santer, descobriram que o maior contraste entre o inverno e o verão acontece nas latitudes médias do Hemisfério Norte.

Esta diferença é muito menor nos trópicos e as flutuações mais modestas são características da Antárctida.

Além disso, a diferença entre as temperaturas de inverno e de verão em algumas áreas do Hemisfério Norte foi significativamente maior do que os modelos previam. As diferenças mais fortes foram notadas na Mongólia e nas regiões orientais da Rússia.

Um aquecimento tão acentuado não pode ser explicado por factores naturais. Segundo os cientistas, a diferença entre o verão e o inverno está a aumentar devido às actividades humanas. Os investigadores acreditam que esses processos podem levar a um aumento da frequência e da força dos desastres naturais.

A partir do início do século XX, a temperatura média do ar aumentou 0,74 graus Celsius, cerca de dois terços do aumento ocorreu depois de 1980. Cada uma das últimas três décadas foi mais quente do que a anterior, a temperatura do ar foi maior do que em qualquer década desde 1850.

Baseado nos modelos climáticos, a magnitude provável do aumento da temperatura durante o século XXI será de 1,1 a 2,9 graus Celsius em caso de emissões mínimas para a atmosfera e 2,4-6,4 Celsius em caso de emissões máximas.

“O que estamos a observar são evidências profundas do impacto humano no clima, não apenas nas temperaturas anuais, mas também nos ciclos climáticos”, concluiu Santer.

Por SN
24 Julho, 2018

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