2817: Morreu Alexei Leonov, o primeiro homem a caminhar no espaço

Faleceu aos 85 anos o cosmonauta soviético Alexei Leonov que foi o primeiro homem a realizar uma caminhada no espaço aberto, em 1965. Morreu vítima de doença prolongada.

A morte daquele que foi também o comandante da primeira missão espacial conjunta da ex-União Soviética e dos EUA foi anunciada pela sua assistente, Natalia Filimonova, em declarações à AFP.

Alexei Leonov tinha apenas 18 anos quando se tornou no primeiro homem a fazer uma caminhada no espaço aberto em Março de 1965. Um episódio histórico que poderia ter acabado em tragédia, já que o cosmonauta teve um pequeno problema no regresso à nave Voskhod-2. O traje espacial de Leonov insuflou e ele teve que entrar na nave com a cabeça para a frente, ao contrário do que mandavam os regulamentos e os procedimentos de segurança.

Leonov também poderia ter sido o primeiro homem a aterrar na Lua, mas o projecto espacial soviético acabou por ser cancelado, o que levou os EUA a conseguirem esse feito.

O cosmonauta foi figura central do programa espacial soviético durante a Guerra Fria ao lado de figuras como Yuri Gagarin e Gherman Titov.

Entre 1970 e 1991, foi vice-presidente do Centro de Treinos de Cosmonautas Yuri Gagarin, além de ter escrito várias obras científicas e de ter patenteado quatro invenções.

ZAP //

Por ZAP
11 Outubro, 2019

 

2722: Guerra nuclear entre Rússia e Estados Unidos mataria 34 milhões de pessoas em poucas horas

CIÊNCIA

Uma guerra nuclear entre a Rússia e os Estados Unidos mataria cerca de 34 milhões de pessoas em poucas horas, revelou uma nova investigação conduzida por cientistas norte-americanos.

A equipa de cientistas da Universidade de Princeton especializada em segurança e armas nucleares criou uma simulação apelidada de “Plano A”, na qual mostra a devastação que uma eventual guerra entre estes dois país provocaria, noticia a BBC.

De acordo com a emissora britânica, os danos seriam assustadores: em cerca de cinco horas, morreriam 34 milhões de pessoas e mais de 57 milhões ficariam feridas.

Os cientistas frisam na mesma investigação que o conflito se tornou “dramaticamente” mais plausível nos últimos dois anos, uma vez que tanto a Rússia como os Estados Unidos deixaram de apoiar medidas de controlo de armas.

“O risco de uma guerra nuclear aumentou dramaticamente depois de os Estados Unidos e a Rússia terem abandonado o tratado de controlo de armas nucleares (…) [Estes países] começaram a desenvolver novos tipos de armas nucleares e ampliaram as circunstâncias nas quais seria possível usar essas mesmas armas”, advertem.

A simulação, que resulta de um projecto do programa de Ciência e Segurança Global (SGS) da universidade norte-americana, contou apenas eventuais mortos e feridos, deixando de fora outros milhões de pessoas que poderiam contrair doenças ou outros problemas de saúde a longo prazo devido ao conflito, detalha o jornal britânico The Independent.

O objectivo da simulação, contaram os especialistas citados pela BBC, passa por chamar a atenção sobre as “consequência potencialmente catastróficas” de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia.

Especialistas ouvidos pela emissora britânica consideram que estas simulações podem ser importantes para dissuadir potências mundiais a não chegarem a um confronto nuclear.

“Há já algum tempo que vemos este tipo de situações e são sempre alarmantes“, disse Sarah Kreps, professora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, onde investiga os impactos da proliferação de armas de destruição em massa.

“Estas simulações são úteis para reforçar a dissuasão. Se não há transparência e se há optimismo sobre as consequências de um conflito nuclear, é mais provável que alguma das partes escale a sua posição, seja consciente ou inconscientemente”, apontou.

A guerra simulada

A equipa publicou no YouTube um vídeo com os resultados da simulação. A simulação começa com a Rússia a tentar impedir uma ofensiva dos Estados Unidos e de membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Na guerra simulada, os russos lançam um míssil nuclear de “advertência” na fronteira entre Alemanha, Polónia e República Checa. Com este ataque, o conflito escala: a Rússia envia aviões com um total de 300 ogivas nucleares e dispara mísseis de curto alcance contra base e tropas da OTAN na Europa.

Em resposta, a OTAN envia aviões que viajam rumo à Rússia com 180 ogivas nucleares. A esta altura do conflito, explica a BBC, o objectivo de cada força passa por evitar que o inimigo tenha oportunidade de se recuperar e, por isso, cada país lança ataques contra as 30 cidades mais povoadas do adversário.

Em cada bombardeio, seriam utilizadas entre 5 e 10 ogivas nucleares, dependendo do tamanho da cidade. O resultado: em 45 minutos, mais 85,3 milhões de vítimas, entre mortos e feridos. Em menos de cinco horas, haveria 91,5 milhões de vítimas: 34,1 milhões de mortes instantâneas e 57,4 milhões de feridos.

Estes números poderiam aumentar significativamente caso se contabilizassem as mortes a longo prazo causadas por resíduos radioactivos deixados no ar.

Um outro estudo, também conduzido por cientistas norte-americanos, concluiu que uma guerra entre estas duas potências mundiais mergulharia o planeta num inverno nuclear que duraria pelo menos uma década e que afectaria todo o globo.

ZAP // BBC

 

2686: Rússia vai permitir que astronautas levem armas em viagens espaciais

ESPAÇO

(CC0/PD) philanthropiststeam / pixabay

Os astronautas russos vão começar a levar consigo uma arma de fogo durante as suas viagens espaciais. O objectivo é poderem afastar animais selvagens quando aterrarem em áreas remotas na Terra.

A Rússia começou a armar os seus astronautas para que eles possam afastar animais selvagens no regresso à Terra. De acordo com um comunicado do chefe da Roscosmos, na quarta-feira, os próprios cosmonautas confessaram que gostariam de ter uma arma ao aterrar em áreas remotas.

Já faz mais de uma década que os astronautas viajam em missões espaciais desarmados. Na década de 1980, carregavam uma pistola TP-82 de três canos e uma faca de mato. A arma foi removida do kit de emergência aprovado em 2007, mas o chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, disse que já é hora de trazer as armas de volta aos kits.

Uma vez que os lançamentos tripulados estão a mudar-se para o extremo oriente russo, “é possível que as aterragens também sejam nesta área, que não é povoada e tem florestas, e os astronautas estão a dizer que seria bom ter [uma arma] no kit”, disse Rogozin.

Oleg Kononenkov, astronauta russo que comandou uma equipa da Estação Espacial Internacional que regressou recentemente à Terra, disse que essas armas podem ser necessárias em território selvagem russo.

“É possível que seja um terreno acidentado, que possamos precisar de uma faca especial para construir um abrigo, e talvez precisemos de uma arma por causa dos animais selvagens”, disse aos jornalistas, na terça-feira. E garante ainda que seria útil no kit ferramentas de disparo para sinalização.

ZAP // CanalTech

Por ZAP
21 Setembro, 2019

 

2672: A Rússia já sabe como apareceu a fissura na nave Soyuz (mas não revela)

CIÊNCIA

NASA

A Corporação Espacial Estatal da Rússia, Roscosmos, já sabe qual é a origem da fissura encontrada há um ano na nave Soyuz MS-09, acoplada à Estação Espacial internacional. Mas não revelará mais informações.

“O buraco foi encontrado no módulo da tripulação da nave espacial, que queimava há muito tempo. Recolhemos todas as amostras necessárias e temos clareza sobre o que aconteceu, mas não contaremos nada”, disse o chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, em resposta à pergunta de um aluno, citado pelo TASS.

A 30 de Agosto de 2018, foi detectada uma queda de pressão na Estação Espacial Internacional (ISS). A queda de pressão foi causada por um vazamento de ar depois de a sonda Soyuz ter atracado na estação, vindo de um buraco no módulo de tripulação da sonda.

Depois de descartada a hipótese de impacto de um micro-meteorito, a Roscosmos, Agência Espacial Russa, suspeitava de sabotagem. Aliás, alguns dias depois, os especialistas da Terra concluíram que o buraco tinha sido perfurado por dentro da nave espacial Soyuz.

Segundo uma fonte do TASS na indústria espacial, alguém poderia ter feito o buraco antes de lançar a nave espacial na Estação, escondendo-a o material de vedação do lado de fora. Depois de lançada para órbita a 6 de Junho com 3 astronautas a bordo a cola usada terá secado, abrindo novamente a fissura.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Devido às reduzidas dimensões da fissura, cerca de 2 milímetros, nenhum dos 6 astronautas esteve em perigo de vida e a Estação Espacial ficou estável após a reparação da fissura com uma fita isoladora e a aplicação de um selante especial.

Em caso de intencionalidade na fissura, o buraco teria de ser consideravelmente maior visto que, mesmo com a maior taxa de despressurização possível, a tripulação a bordo teria ainda semanas de ar em reserva.

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19 Setembro, 2019

 

2649: A “Chernobyl flutuante” chegou finalmente à sua base na Rússia

TECNOLOGIA

A central nuclear flutuante Akadémik Lomonósov, a única deste tipo em todo o mundo, chegou, no fim de semana passado, ao porto de Pevek, na região oriental de Chukotka, no extremo norte da Rússia, onde entrará em serviço, convertendo-se na central nuclear mais setentrional do planeta.

Para chegar ao seu destino, a apelidada “Chernobyl flutuante” exigiu a ajuda de rebocadores ao longo de uma rota marítima de mais de 5.000 quilómetros. Na sua nova localização, será um factor-chave para o desenvolvimento da infra-estrutura numa região tão remota como esta.

“As condições em Chukotka são equivalentes a um teste de qualidade: se a tecnologia funcionar aqui, se passar no teste de condições adversas do Árctico, isso significa que funcionará em qualquer lugar do mundo”, disse Roman Kopin, governador da região, de acordo com o jornal russo The Moscow Times.

Espera-se que tenham grande demanda, não apenas aqui na região do Árctico, mas também noutros lugares onde não faz sentido criar grandes sistemas de energia”, disse Viacheslav Ruksha, vice-director da agência atómica russa Rosatom.

“As populações precisam de um alto nível de infra-estrutura”, por isso “a tecnologia de construção da planta numa região desenvolvida e o seu subsequente transporte para um local onde é necessário são muito justificáveis”.

Os autores do projecto afirmam que a mega-estrutura flutuante – com mais de 140 metros de comprimento e 30 metros de largura – possui uma protecção tão rígida que, mesmo no caso de uma eventual colisão com outro navio, não afundará. Os autores também garantem que a sua estrutura seria invulnerável ao eventual flagelo de desastres naturais como os tsunamis.

A planta está equipada com dois reactores KLT-40S que têm uma capacidade combinada de 70 megawatts, o suficiente para abastecer 100 mil pessoas. Embora a população de Pevek mal tenha cerca de seis mil habitantes, as autoridades explicam que a capacidade será necessária para o desenvolvimento de infra-estrutura em toda a região, rica em recursos naturais – especialmente ouro – e conhecida por sua indústria de mineração. Por esse motivo, as empresas precisam desse aumento de energia.

Uma das características marcantes da central reside no facto de que o combustível usado pode ser armazenado dentro da própria estrutura flutuante. Por outro lado, os reactores só precisam ser recarregados após um ciclo de 12 anos de operação. A central estará totalmente operacional dentro de vários meses, após ser conectada à rede eléctrica, quando substituirá as centrais locais obsoletas.

O Akademik Lomonósov é o chefe da série deste tipo de central, mas a Rússia planeia criar uma grande frota nuclear com projectos aprimorados.

Baptizada Akademik Lomonosov, a central deixou o estaleiro de São Petersburgo em 2018 e iniciou uma longa jornada, que terminou no Árctico. O nome da central é uma homenagem ao cientista russo do século XVIII Mikhail Lomonosov. O plano previa que a central iria atravessar o Mar Báltico, para a seguir contornar a Noruega até chegar ao porto russo de Murmansk. Nesta última paragem, os reactores nucleares da Akademik Lomonosov seriam abastecidos com combustível.

A estrutura seria então rebocada mais de 5 mil quilómetros até à costa árctica de Chukotka, próximo do Alasca. Em 2019, esperava-se, de acordo com o plano, que a central abastecesse uma cidade portuária, plataformas de petróleo e uma central de dessalinização.

A construção da central nuclear flutuante lançou preocupações a diversas organizações ambientalistas, que desde logo criticaram a sua construção. A Greenpeace chamou-lhe “Chernobyl flutuante”, em referência ao desastre nuclear de 1986 que ocorreu na central de Chernobyl, na Ucrânia, então controlada pelos soviéticos.

Classificado como o pior acidente nuclear da história, o episódio causou uma evacuação em massa e deixou inabitáveis vastas faixas da Ucrânia e da vizinha Bielorrússia. A Greenpeace usou também a expressão “Titanic nuclear” para criticar o projecto.

Nos últimos anos, o aquecimento global resultou na rápida fusão do gelo do Árctico, que está a abrir novas rotas de navegação a norte da Rússia. O país está a aproveitar o fenómeno para explorar os ricos depósitos de petróleo e gás da Sibéria. O Kremlin  procura também fortalecer a sua presença militar na região.

Segundo a Greenpeace, a Rosatom pretende abrir uma verdadeira linha de montagem destas centrais flutuantes e vendê-las para outros países, tendo consultado potenciais compradores na África e na América do Sul.

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16 Setembro, 2019

 

2550: A Rússia tem cinco novas ilhas (e isso é má notícia)

CIÊNCIA

Christopher Michel / Wikimedia

Investigadores encontraram cinco novas ilhas nas águas geladas da costa norte da Rússia. Embora novas descobertas sejam tipicamente algo para comemorar, desta vez, é má notícia.

As ilhas encontradas na Rússia só foram reveladas graças ao derretimento glacial acelerado das mudanças climáticas.

A presença de novas ilhas na área foi sugerida pela primeira vez por uma estudante universitária que estudava imagens de satélite enquanto escrevia o seu trabalho final no fim de 2016. A presença de pelo menos cinco novas ilhas foi confirmada esta semana pelo Ministério da Defesa da Rússia após uma expedição recente pelo Vizir, um navio de investigação da Marinha Russa.

“Foi realizada uma investigação topográfica nas novas ilhas”, disseram os militares em comunicado. “Foram descritos em detalhes e fotografados.” As novas ilhas, com tamanho entre 900 a 54.500 metros quadrados, podem ser encontradas perto de Novaya Zemlya e Franz Josef Land, no Oceano Árctico, dois arquipélagos de centenas de ilhas habitadas apenas por militares.

Todas as ilhas foram anteriormente engolidas pelo gelo do glaciar Nansen, também conhecida como Vylka. No entanto, foram expostas após o recuar do gelo devido ao aumento da temperatura do ar e do oceano.

O Círculo Polar Árctico está a experimentar alguns dos aumentos mais acentuados no clima mais quente do mundo, especialmente no ano passado, que registou um calor recorde em grande parte do Árctico. Num exemplo particularmente chocante, as temperaturas numa vila sueca no Círculo Polar Árctico atingiram 34,8°C em 26 de Julho de 2019. O noroeste da Rússia também viu as temperaturas subirem para 29°C..

Com as temperaturas quentes, vem o degelo do gelo e o derretimento dos glaciares. Os principais episódios de derretimento de superfície ocorreram em muitas partes do Árctico este ano, principalmente na Gronelândia, onde cerca de 197 mil milhões de toneladas de gelo derreteram apenas no mês de Julho.

Um estudo de 2018, publicado na revista especializada Remote Sensing of Environment, analisou os glaciares em redor do arquipélago de Franz Josef Land e descobriu que a perda de massa de gelo entre 2011 e 2015 duplicou em comparação com os intervalos de tempo anteriores.

“Actualmente, o Árctico está a aquecer duas a três vezes mais rápido que o resto do mundo, por isso, naturalmente, glaciares e calotas polares reagirão mais depressa”, disse Simon Pendleton, da Universidade do Colorado, no Instituto de Pesquisa Árctica e Alpina de Boulder, que não está envolvido nesta nova descoberta, em Janeiro.

Além da descoberta de novas terras, as dramáticas mudanças no Árctico estão a causar um efeito devastador na biodiversidade e assentamentos humanos na área e fora dela.

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30 Agosto, 2019

 

2527: Sonda com primeiro robô humanoide russo a bordo chegou à Estação Espacial Internacional

NASA

A sonda Soyuz, com o primeiro robô humanoide russo Fedor a bordo, atracou esta terça-feira na Estação Espacial Internacional (ISS), depois de uma tentativa falhada no sábado, informou o Centro de Controlo de Voos Espaciais da Rússia (CCVE).

“Vamos! Vamos!”, afirmou o robô em russo no momento da descolagem, recordando a famosa expressão de Yuri Gagarin durante a primeira viagem espacial do homem em 1961.

“Contacto confirmado, acoplagem confirmada”, anunciou um comentador da rede de televisão NASA TV, da Agência Espacial Americana, citado por agências internacionais. No sábado, a operação falhou devido a problemas relacionados com o sistema automático de acoplagem.

Fedor é o primeiro robô humanoide a ser enviado para o espaço pela Rússia e deverá ficar na ISS até 7 de Setembro, para aprender a ajudar os astronautas na estação espacial. Com um corpo antropomórfico prateado, Fedor mede 1,80 metros de altura e pesa 160 quilos. O nome corresponde ao acrónimo Final Experimental Demonstration Object Research e refere-se à designação russa Fyodor.

Fedor, que tem o número de identificação Skybot F850, descolou às 6h38 de Moscovo, a bordo de um foguete Soyuz, lançado da base russas de Baikonur, no Cazaquistão. Num vídeo divulgado pela agência espacial Roscosmos, o robô aparece a bordo da nave espacial com uma pequena bandeira russa na mão.

Também está a ser testado, nomeadamente como futuro “piloto” da nova nave espacial russa Federatsia, que teve o seu lançamento adiado para 2022, podendo transformar-se no primeiro andróide a viajar até à Lua. É precisamente esse o nosso objectivo. Experimentar a nova tecnologia. Afastar o homem da zona de risco”, explicou Alexei Bogdanov, que desenvolveu o robô, citado pela imprensa internacional.

O robô tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, que detalham o seu quotidiano, com situações como quando aprende a abrir uma garrafa de água.

Хорошо наблюдаю станцию. 153 метра до цели

A bordo da ISS, o robô vai participar em diferentes atividades, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, que chegou à Estação Espacial Internacional no mês passado.

Em 2011, a NASA enviou para o espaço o robô humanoide Robonaut 2 para trabalhar em ambientes de risco.

ZAP // Lusa

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

EXTRA NOTÍCIA

2516: Estudo mostra o que aconteceria se EUA e Rússia começassem uma guerra nuclear

CIÊNCIA

TD Teacher Dude’s BBQ /Flickr

Se as duas potências mundiais partissem para uma guerra nuclear, isso faria com que tivéssemos de enfrentar um inverno nuclear que duraria pelo menos uma década e que afectaria todo o globo.

Investigadores norte-americanos da Universidade Rutgers, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR) e da Universidade do Colorado realizaram algumas simulações para descobrir o que aconteceria se os Estados Unidos e a Rússia se atacassem com todas as armas nucleares que actualmente possuem.

De acordo com o Science Alert, uma guerra nuclear entre estas duas potências mundiais iria mergulhar o planeta num inverno nuclear, com nuvens de fuligem e fumo por todo o lado. Globalmente, as temperaturas cairiam uma média de nove graus Celsius, devido à falta de luz solar.

O novo modelo corrobora um dos melhores modelos já existentes, publicado em 2007. Ambos prevêem um inverno nuclear que duraria vários anos, mais de 30% de redução global na precipitação nos primeiros meses e uma nuvem de fumo que chegaria primeiro ao Hemisfério Norte e, de seguida, ao Hemisfério Sul.

De acordo com o novo relatório, publicado em Julho na revista Journal of Geophysical Research: Atmospheres, a nuvem de fumo duraria mais tempo, de acordo com a versão 4 do Modelo de Clima da Comunidade da Atmosfera Total (WACCM4) usada pelos cientistas. Seriam libertadas pelas explosões nucleares cerca de 150 megatoneladas de fuligem.

Esta nuvem iria cobrir o Hemisfério Norte numa semana e todo o planeta dentro de duas semanas, reduzindo assim os níveis de luz na superfície. Posteriormente, demoraria cerca de três anos para a luz na superfície da Terra voltar a 40% do seu nível pré-guerra.

A equipa utilizou dados de incêndios florestais, erupções vulcânicas e detonações de bombas nucleares anteriores para mapear as enormes mudanças no clima, que incluiriam perdas agrícolas “devastadoras”, mudanças nos padrões do vento e o fim das monções de verão.

Este manto de nuvens, ao espalhar e absorver a radiação solar, levaria cerca de uma década para se dispersar, mostra também esta nova simulação. Porém, os níveis de fumo lançados na atmosfera seriam de uma “ordem de magnitude menor” do que aqueles que levaram à extinção dos dinossauros, por isso, os cientistas deixam em aberto a possibilidade de podermos conseguir recomeçar, caso algo deste género aconteça.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
26 Agosto, 2019

 

2507: Sonda com primeiro robô humanoide russo a bordo falha acoplagem em estação espacial

A sonda Soyuz, com o primeiro robô humanoide russo Fedor a bordo, não conseguiu acoplar hoje na Estação Espacial Internacional (ISS), informou a agência de notícias russa.

© ROSCOSMOS HANDOUT

Agendada para as 06:30 (hora de Lisboa) em modo automático, a acoplagem não aconteceu e a sonda teve que reiniciar as manobras.

A transmissão ao vivo no ‘site’ da Agência Espacial Russa (Roskosmos) foi interrompida quando a Soyuz estava localizada a uma distância de 100 metros da estação.

Fedor, com um corpo antropomórfico prateado, mede 1,80 metro de altura e pesa 160 quilos.

© SIC Notícias

O nome corresponde ao acrónimo “Final Experimental Demonstration Object Research” e refere-se à designação russa Fyodor.O robô tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, que detalham o seu quotidiano, com situações como quando aprende a abrir uma garrafa de água.

© SIC Notícias

A bordo da ISS desde que descolou na quinta-feira do Cazaquistão, Fedor deveria testar as suas capacidades em condições de gravidade muito baixa, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, nos 17 dias que está previsto permanecer no espaço.

© SIC Notícias

Lusa

msn notícias
SIC Notícias
24/08/2019

 

 

2495: FEDOR: Rússia lança nave Soyuz a caminho da ISS com andróide a bordo

A Rússia lançou hoje o Soyuz MS-14 a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS). Dentro da nave segue um andróide como único membro da tripulação, num voo de teste para certificar o foguete porta-aviões Soyuz 2.1a.

Durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz e informará ao Centro de Controlo de Voo Espacial. Além disso, o robô pode fazer várias outras tarefas.

Rússia coloca andróide no espaço

De acordo com o Centro de Controlo de Voo Espacial Russo (CCVE), o lançamento foi realizado às 03:38 GMT a partir do Baikonur Cosmodrome (Cazaquistão). O robô, Skybot-F850 ou FEDOR (Final Experimental Demonstration Object Research), que a imprensa russa chama de “Fiódor” devido à sua semelhança com o nome russo, permanecerá no espaço por um total de 17 dias.

“Vamos lá”, disse o autómato, que repetiu a famosa frase pronunciada por Yuri Gagarin no início do primeiro voo espacial da história.

Robô da Rússia terá uma missão dentro da Soyuz

Segundo as informações, durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz. Além disso, irá passar algumas informações ao CCVE sobre o funcionamento dos sistemas da nave. O “Fiódor” mede 180 centímetros e pesa 160 quilos, o que obriga a reforçar o assento em que está instalado. Nesse sentido, esta adaptação é necessária porque o padrão é calculado para um peso de 95 quilos.

Inicialmente, o autómato foi desenvolvido em nome do Ministério Russo para Situações de Emergência para a evacuação de pessoas de áreas afectadas por deslizamentos de terras, incêndios, bem como contaminação química e radioactiva.

Para fazer isso, o andróide chamado de “Avatar”, foi ensinado a desempenhar várias operações. Assim sendo, ele está preparado para subir e descer escadas, conduzir veículos e usar diferentes tipos de ferramentas.

Sábado o “Fiódor” chega à ISS

O acoplamento do Soyuz MS-14 com a EEI está previsto para o próximo sábado. Na plataforma espacial “Fiódor” será recebido pela sua actual tripulação: os russos Alexéi Ovchininin e Alexandr Skvortsov, os americanos Andrew Morgan, Nick Hague e Christina Koch, e o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA), Luca Parmitano.

A ISS, que custou mais de 150 mil milhões de dólares e que envolve 16 nações, actualmente tem 15 módulos permanentes. Conforme podemos seguir, a Estação Espacial Internacional orbita a Terra a uma distância de 400 quilómetros e a uma velocidade de mais de 27.000 quilómetros por hora.

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Imagem: Ifl Science

 

2494: Sensores de radiação da Rússia desligaram-se misteriosamente após recente explosão nuclear

the_travelogue / Wikimedia

Nas semanas após um acidente nuclear fatal num campo de tiro de armas navais em Nyonoksa, quatro sensores de partículas radioactivas que enviavam dados do território russo para uma rede de monitorização internacional desligaram-se misteriosamente.

As interrupções foram originalmente relatadas pela CNN com referência à Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO).

Primeiro, a falha na transferência de dados foi explicada como um problema técnico. No entanto, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, divulgou um comunicado que dizia que a cooperação do país com a monitorização radioactiva internacional era “puramente voluntária” e não deveria afectar o desenvolvimento de armas.

Enquanto algumas das estações de monitorização de radiação na Sibéria já retomaram a partilha dos seus dados, a comunidade internacional está agora a questionar se a interrupção foi uma coincidência ou parte do encobrimento do acidente nuclear em Nyonoksa.

Na quinta-feira, dia 8 de Agosto, uma explosão num campo de testes militar na região de Arkhangelsk, na Rússia, fez com que as leituras de radiação nas cidades vizinhas aumentassem para 2 microsieverts por hora durante cerca de 30 minutos. Este pico é cerca de cinco a 20 vezes a dose de fundo de 0,1 e 0,4 microsieverts por hora, embora não seja mortal nem prejudicial.

No entanto, as autoridades russas confirmaram que cinco pessoas morreram na explosão, e acredita-se que todas tenham sido cientistas de armas. Pouco mais foi dito publicamente, além das alegações da agência nuclear estatal russa ROSATOM de que a explosão era um “motor de foguete” com uma “fonte de energia de radioisótopo”.

Desde então, tem havido especulações de que o desastre foi causado pelo lançamento fracassado de um míssil Burevestnik 9M730, apelidado de “Skyfall” pelos aliados da NATO, um míssil de cruzeiro nuclear experimental com alcance intercontinental alimentado por um reactor nuclear.

Os reactores nucleares utilizam energia através de um processo conhecido como fissão, em que um núcleo atómico se divide em dois ou mais núcleos menores. Como esta é uma reacção exotérmica, a fissão de elementos pesados ​​liberta uma grande quantidade de calor e energia com uma quantidade relativamente pequena de combustível.

Vários grupos ambientalistas russos já pediram ao Governo para divulgar mais informações em relação à explosão, mas as autoridades continuam praticamente em silêncio total.

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22 Agosto, 2019

 

2451: Academia Espacial russa está a criar uma “gasolineira espacial” para satélites

A Rússia está a projectar uma espécie de “gasolineira espacial”: um sistema de satélites robóticos que fornece energia a outros satélites em órbita através de tecnologia laser.

De acordo com o diário russo Izvestia, citado pela Russia Today, os grandes “clientes” deste posto de abastecimento seriam, antes de mais os dispositivos do sistema internacional de socorro Cospas-Sarsat e dos satélites de transmissão de vídeo, rádio e Internet.

Segundo escreve o mesmo jornal, que teve acesso a alguns detalhes do projecto na Academia Militar Espacial A.F. Mozhaiski, sediada em São Petersburgo, o protótipo do projecto tem o aspecto de um disco voador “clássico”

Nos hemisférios superiores e inferiores da “gasolineira”, seriam instalados painéis solares e módulos fotovoltaicos responsáveis pela transmissão de feixes laser.

O compartimento que abrigaria o dispositivo teria também um sistema de controlo, bateria e um carregador de impulso baseado num super-capacitador – um dispositivo electroquímico capaz de suportar uma densidade de energia excepcionalmente alta durante um curto período de tempo, precisa o mesmo jornal.

“A nossa ideia permite aumentar o suprimento de energia de satélites que estão numa parte sombria da sua órbita, onde a luz solar está a faltar. E [ajudaria] também em situações em que a carga eléctrica não chega até aos satélites para que estes possam cumprir as missões propostas”, explicou Dmitri Kargu da Academia Mozhaiski.

“Na verdade, a perda do aparelho em questão será evitada”, acrescentou.

De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal russo, o projecto poderia aumentar os ciclos de vida em órbita de vários satélites em 50%, permitindo economizar até 46 milhões de dólares (41 milhões de euros) por cada satélite que tem que ser resgatado.

Até então, os robôs fornecedores de energia não se tornaram realidade em nenhum país, apesar de a NASA e da Space X de Elon Musk estarem a desenvolver tecnologia nesse sentido.

ZAP //

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16 Agosto, 2019

 

2392: Nuvem radioactiva que cobriu a Europa vinha de uma instalação nuclear secreta na Rússia

CIÊNCIA

rclarkeimages / Flickr

Uma vasta nuvem de radiação nuclear que se espalhou pela Europa continental em 2017 originou-se num desconhecido acidente nuclear no sul da Rússia.

Uma equipa internacional de investigadores concluiu que a nuvem radioactiva detectada na Europa no fim de Setembro de 2017 pode ter sido causada por um acidente de reprocessamento de combustível nuclear na Associação de Produção de Mayak, uma instalação nuclear na região de Chelyabinsk dos Montes Urais, na Rússia, entre o meio-dia de 26 de Setembro e o meio-dia de 27 de Setembro.

A Rússia confirmou que uma nuvem de radiação nuclear foi detectada nos Montes Urais na época, mas o país nunca reconheceu qualquer responsabilidade pelo vazamento de radiação nem admitiu que um acidente nuclear tenha ocorrido em Mayak em 2017.

Em comunicado, o principal autor da investigação, o químico nuclear Georg Steinhauser, da Universidade Leibniz, em Hannover, na Alemanha, disse que mais de 1.300 medições atmosféricas em todo o mundo mostraram que foram libertados entre 250 e 400 terabecquerels de ruténio radioativo-106 durante esse período.

Ruténio-106 é um isótopo radioactivo do ruténio, o que significa que tem um número diferente de neutrões no seu núcleo. O isótopo pode ser produzido como um subproduto durante a fissão nuclear de átomos de urânio-235.

Embora a nuvem resultante da radiação nuclear tenha sido suficientemente diluída para não causar danos às pessoas, a radioactividade total estava entre 30 e 100 vezes o nível de radiação libertada após o acidente de Fukushima no Japão em 2011, disse Steinhauser ao Live Science.

A nuvem foi detectada em Setembro de 2017 na Europa central e oriental, na Ásia, na Península Arábica e até nas Caraíbas. Apenas ruténio-106 radioactivo foi detectado na nuvem Durante o reprocessamento do combustível nuclear – quando o plutónio e o urânio radioactivos são separados do combustível nuclear usado de reactores nucleares – o rutênio-106 é tipicamente separado e colocado em armazenamento de longo prazo.

Isso significava que qualquer libertação maciça de ruténio só poderia vir de um acidente durante o reprocessamento de combustível nuclear – e as instalações de Mayak eram um dos poucos lugares no mundo que realizavam esse tipo de reprocessamento, de acordo com os resultados publicados em Julho na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Estudos meteorológicos avançados feitos como parte desta nova investigação mostraram que a nuvem de radiação só poderia ter vindo das instalações de Mayak. O estudo mostrou que o acidente de 2017 não foi causado por uma libertação simples de gás radioactivo. Em vez disso, um incêndio -ou mesmo uma explosão – poderia ter exposto trabalhadores a níveis nocivos de radiação.

A Rússia não reconheceu que algum acidente tenha ocorrido nas instalações de Mayak, talvez porque o plutónio é fabricado para armas termo-nucleares. No entanto, a Rússia estabeleceu uma comissão para investigar a nuvem radioactiva. A comissão russa decidiu que não há provas suficientes para determinar se um acidente nuclear foi responsável pela nuvem.

O acidente ocorreu pouco mais de 60 anos desde que um acidente nuclear em Mayak, em 1957, causou uma das maiores emissões de radiação na história da região, perdendo apenas para a explosão de 1986 e o incêndio na central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia.

No acidente de 1957, conhecido como o desastre de Kyshtym, um tanque de lixo nuclear líquido explodiu nas instalações de Mayak, espalhando partículas radioactivas pelo local e causando uma pluma radioactiva de fumo que se estendeu por centenas de quilómetros.

ZAP //

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31 Julho, 2019

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2224: Aquecimento global vai tornar certas regiões do planeta habitáveis (e essa não é uma boa notícia)

radickraphicov / Pixabay

Algumas áreas desertas da Sibéria e partes da Rússia asiática estão a tornar-se habitáveis por causa das alterações climáticas, mostrou um novo estudo agora divulgado. Isso pode motivar uma migração em grande escala, já que outras regiões mais povoadas vão ficar demasiado quentes.

De acordo com a Science Alert, citada pelo Observador no domingo, até 2100, é possível que as temperaturas subam tanto que as zonas actualmente demasiado frias para a sobrevivência humana passem a ser mais amenas e suportáveis.

No artigo do Instituto Sukachev da Floresta, da Rússia, publicado na Environmental Research Letters, foram utilizados modelos que permitiram prever quais vão ser as condições de habitabilidade na Sibéria nas próximas décadas.

Descobriram que, já a partir de 2080, as temperaturas podem ter aumentado entre 3,4ºC e 9,1ºC durante o inverno e entre 1,9ºC e 5,7ºC durante o verão. E perceberam que a área coberta por pergelissolo – a terra permanentemente congelada das regiões próximas ao Árctico – diminuiria de 65% para os 40%.

Significa isto que, apesar de algumas regiões permaneceram inabitáveis com o aquecimento global, estes valores podem traduzir-se numa área habitável para longas estadias 15% maior do que na actualidade.

Mas isso não são boas notícias: é que, enquanto a Sibéria se torna mais acolhedora para os humanos, outras regiões do planeta vão tornar-se demasiado quentes ou ficar inundadas por causa do aumento do nível médio da água do mar. Além disso, isso obrigaria os humanos a invadir regiões dominadas por ursos polares e a enfrentar uma atmosfera poluída por produtos químicos tóxicos.

Este estudo chega numa altura em que se descobriu que a Gronelândia registou temperaturas 4,4ºC superiores ao normal ao longo desta semana. Os dados do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo indicam que nunca se registou uma extensão do gelo sobre o Oceano Árctico tão baixa em meados de Junho como em 2019.

TP, ZAP //

Por TP
24 Junho, 2019

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2150: Vulcão extinto acordou. Cientistas dizem que pode explodir “a qualquer momento”

CIÊNCIA

kuhnmi / Wikimedia

Um vulcão no extremo leste da Rússia, que antes era considerado extinto, pode estar a despertar – e uma erupção pode ser catastrófica.

Acredita-se que o vulcão Bolshaya Udina – parte do complexo vulcânico de Udina, na Península de Kamchatka – tenha estado extinto até 2017, quando o aumento da actividade sísmica foi detectado, segundo os cientistas.

Agora, Ivan Koulakov, geofísico da do Instituto Trofimuk de Geologia e Geofísica do Petróleo, que liderou um estudo sobre o vulcão, acredita que deve ser reclassificado como activo. “A qualquer momento pode ocorrer uma erupção”, disse Koulakov à CNN.

Entre 1999 e Setembro de 2017, cerca de cem eventos sísmicos fracos foram detectados sob o vulcão, que fica a 2,9 quilómetros acima do nível do mar. Um “aumento anómalo” na sismicidade, no entanto, começou em Outubro de 2017. Entre Outubro de 2017 e Fevereiro de 2019, foram registados cerca de 2.400 eventos sísmicos. Em Fevereiro, um terramoto de magnitude 4,3 ocorreu em Udina – o evento sísmico mais forte que já ocorreu na região.

Investigadores da Rússia, Egipto e Arábia Saudita realizaram um estudo do vulcão no ano passado entre Maio e Julho, que foi publicado no Journal of Volcanology and Geothermal Research. Instalando quatro estações temporárias de monitorização sísmica em redor de Bolshaya Udina, os cientistas registaram e analisaram 559 eventos sísmicos.

Um “aglomerado elíptico” de actividade sísmica tinha-se formado em torno do vulcão com eventos sísmicos a ocorrer a mais de cinco quilómetros abaixo da superfície. “Essas propriedades sísmicas podem indicar a presença de intrusões de magma com alto conteúdo de fluidos, o que pode justificar a mudança do status actual deste vulcão de extinto para activo”, escreveram os investigadores.

Além disso, observaram que o aglomerado de eventos sísmicos ligava o vulcão à zona de Tolud, ao sul do vulcão, uma região que se acredita armazenar magma na crosta inferior da Terra. A zona de Tolud agora estava a alimentar Bolshaya Udina com magma graças a um novo caminho que se desenvolveu em 2018.

Bolshaya Udina partilha características estruturais com outro vulcão anteriormente extinto na região, o Bezymianny, que entrou em erupção dramaticamente em 1956, disse Koulakov. Há cerca de 50% de probabilidade de que o Bolshaya Udina entre em erupção.

“Ou pode libertar a energia suavemente durante alguns meses ou pode simplesmente desaparecer sem qualquer erupção”, disse. Se o vulcão entrar em erupção, pode representar uma ameaça significativa para as pequenas aldeias vizinhas, mas “não há muitas pessoas por perto”.

Uma erupção considerável também pode afectar o clima em “partes completamente diferentes do mundo”, disse. As cinzas libertadas pela erupção poderiam espalhar-se para além da Rússia, interrompendo as viagens aéreas.

Infelizmente, o vulcão é difícil de monitorizar, devido à distância das estações sísmicas permanentes. “Precisamos de implantar mais estações para entender se é perigoso ou não”, disse. “É altamente imprevisível.”

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10 Junho, 2019

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1879: Cientistas russos propõem combater lixo espacial com um “laço”

YouTube / ESA

Um equipa de cientistas russos propõe capturar e remover os detritos espaciais que orbitam a Terra através de um módulo especial que seria ligado através de um cabo aos níveis superiores dos foguetes – seria uma espécie de “laço”. 

O projecto – apelidado por vários média internacionais, incluindo a Russia Today como “Laço Espacial” – é descrito num relatório que será apresentado numa conferência em Moscovo sobre o lixo espacial e as suas consequência.

O módulo, adianta a emissora russa, seria separado do veículo de lançamento, ao qual ficaria ligado através de um cabo. Posteriormente, o módulo seria acoplado ao detritos espaciais, o cabo seria puxado e o veículo de lançamento retiraria os detritos em órbita.

Ou seja, para levar a cabo este projecto é necessário desenvolver um módulo de acoplamento de transporte, um sistema de cabos, bem como um sistema de acoplamento com detritos espaciais, precisa o mesmo relatório.

Outra das ideias que será apresentada na conferência defende a integração de um laser na Estação Espacial Internacional para combater os detritos em órbita.

Em Outubro de 2018, uma equipa de cientistas do Japão desenvolveu também uma “arma” para combater este problema, um satélite de feixes de plasma (propulsor de iões). A investigação foi publicada na revista científica Nature no dia 26 de Setembro.

Actualmente, existem na órbita terrestre mais de 7 mil fragmentos de destroços – satélites abandonados, propulsores, lixo genérico e até lascas de tinta. Com dimensões maiores ou menores, todos estes destroços têm potencial para causar uma colisão devastadora entre satélites ou naves.

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24 Abril, 2019

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1641: Sonda espacial soviética pode cair na Terra ainda este ano

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

Uma sonda espacial soviética, lançada há quase meio século com o objectivo de estudar o planeta Vénus, pode cair na Terra ainda este ano. A missão fracassou, condenando a nave a mero lixo espacial.

Em causa está a Cosmos 482 que foi lançada pela União Soviética em 31 de Março de 1972, com destino ao planeta nublado. Como não conseguiu escapar à gravidade da Terra, ficou a orbitar a Terra sob a forma de lixo espacial, tal como relata o portal Space.com.

Partes do aparelho – como tanques e alguns equipamentos – voltaram a entrar na atmosfera terrestre naquele mesmo ano, mas as partes restantes continuam a sobrevoar o nosso planeta a altas velocidades desde então.

A Cosmos 482 foi uma “gémea” da Venera 8, lançada quatro dias antes desta sonda e que se tornou o segundo dispositivo a pousar com sucesso no segundo planeta do Sistema Solar, em Julho daquele ano. A partir da superfície de Vénus, Venera 8 foi capaz de transmitir dados valiosos durante 50 minutos e 11 segundos antes de sucumbir às condições do planeta. Cosmos 482 ter-se-ia tornado na Venera 9 caso não tivesse falhado na sua aceleração para se afastar da Terra.

“O apogeu começou a declinar”

Circulando a Terra a cada 112 minutos, esta sonda atmosférica pesa 495 quilogramas e segue uma órbita de 2.700 quilómetros no seu apogeu e 200 quilómetros no seu perigeu (momento de maior aproximação à Terra).

O dispositivo soviético tem uma protecção térmica significativa, e, por isso, os cientistas estimam que a sonda possa suportar as altas temperaturas às quais se exporia no momento da sua reentrada na atmosfera.

“É claro que a sonda sobreviverá facilmente à reentrada”, afirmou o astrónomo norte-americano Thomas Dorman, que acompanha os satélites há anos e localizou recentemente o Cosmos 482 com a ajuda da sua equipa de observação.

O especialista lamentou que a sonda não possa accionar um pára-quedas durante a descida, uma vez que está convencido que as baterias que disparam o mecanismo pirotécnico que activa a sua saída expiraram já há muito tempo.

“É interessante observar que o apogeu da órbita está lentamente a declinar. Acho que a reentrada [nas atmosfera] vai ocorrer entre o final deste ano e meados do próximo ano, mas é impossível prever com precisão”, acrescentou ainda Dorman.

Contudo, nota ainda o portal de ciência, outras estimativas há que sugerem que a sonda pode permanecer na órbita da Terra durante mais dois anos e meio.

Tendo em conta que a maior parte da Terra é coberta por água ou inabitada, as probabilidades de a sonda atingir alguém são muito pequenas, escreve o ABC. Além disso, nota a Agência Espacial Europeia, a sua massa é semelhante à dos satélites fora de serviço que voltam a entrar na atmosfera sem qualquer controlo algumas vezes por mês.

ZAP //

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26 Fevereiro, 2019

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1555: Os vulcões russos são uma ameaça para o clima da Terra

Earth Observatory / Wikimedia
Erupção no vulcão Sarychev, na Rússia

Um grupo internacional de cientistas descobriu que as erupções dos vulcões do hemisfério norte, especialmente no território russo, exercem uma influência maior sobre o clima do planeta do que se pensava anteriormente.

As erupções dos vulcões extra-tropicais – como o Kasatochi, no Alasca, ou Sarychev, na Rússia – injectam enxofre na estratosfera inferior. No entanto, o seu impacto no clima tem sido muito fraco e de curta duração – o que fez com que os investigadores assumissem que este resultado é um reflexo de uma regra geral.

No entanto, investigadores do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica Kiel (GEOMAR), do Instituto Max Planck de Meteorologia, em Hamburgo, e da Universidade de Oslo, juntamente com colegas da Suíça, dos Estados Unidos e do Reino Unido, rejeitaram essa hipótese, num recente artigo científico publicado na Nature Geoscience.

Esta equipa de cientistas investigou núcleos de gelo que contêm enxofre e concluiu que, durante os últimos 1250 anos, as erupções de vulcões extra-tropicais deviam, na verdade, provocar o arrefecimento da superfície no hemisfério norte. Desta forma, estes vulcões arrefeceram muito mais a atmosfera em comparação com os seus análogos tropicais, mesmo lançando a mesma quantidade de enxofre.

Na prática, os cientistas chegaram à conclusão que as erupções extra-tropicais são realmente mais eficientes do que as erupções tropicais em tempos de arrefecimento hemisférico em relação à quantidade de enxofre emitido pelas erupções.

O arrefecimento da atmosfera ocorre quando gases com enxofre são lançados na estratosfera a uma altitude de 10 a 15 quilómetros. Como resultado, os gases sulfurosos produzem uma neblina de aerossol sulfúrico, capaz de se manter durante vários meses ou anos. Esta neblina reflete uma parte da radiação solar, causando a diminuição da temperatura média anual.

Segundo a EurekAlert, este último estudo mostra que nas latitudes norte o tempo de vida do enxofre em aerossol é menor do que nos trópicos, ao contrário do que se pensava anteriormente. Além disso, neste caso, a influência sobre o clima limita-se ao hemisfério norte, o que aumenta o arrefecimento da atmosfera.

Os cientistas esperam que esta recente investigação os ajude a medir, com maior precisão, o nível de impacto das erupções vulcânicas na variabilidade climática, supondo que o clima no futuro seja afectado por erupções extra-tropicais explosivas.

Apesar de terem acontecido muito poucas erupções extra-tropicais explosivas em comparação com as tropicais nos últimos anos, não é completamente descartável que estas grandes erupções possam vir a acontecer, alertam os investigadores.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Fevereiro, 2019

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1501: Fissura na Estação Espacial foi feita por dentro, diz cosmonauta russo

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

O buraco da cápsula Soyuz terá sido perfurado a partir de dentro, afirma um cosmonauta russo. As amostras, que regressaram agora à Terra, estão a ser investigadas.

Em Agosto, a tripulação da Estação Espacial Internacional foi surpreendida ao saber da existência de um vazamento que provocou uma pequena perda na pressão do ar a bordo da estação. Há mistérios que nunca chegam a ser desmistificados, mas em relação ao pequeno buraco na cápsula Soyuz, tudo parece ser uma questão de tempo.

Os cientistas selaram o buraco de imediato, mas a sua causa permanece um mistério até então. No entanto, segundo o cosmonauta russo Sergey Prokopyev, a pequena fissura foi perfurada a partir do interior da cápsula.

A tripulação da Expedição 57 realizou uma “caminhada espacial sem precedentes” no dia 11 de Dezembro para determinar a causa do pequeno buraco na Soyuz. Depois de recolher várias amostras do lado de fora da nave, Sergey Prokopyev e Oleg Kononenko concluíram que o buraco foi perfurado a partir do interior, o que levanta ainda mais questões.

Inicialmente atribuído a um micro-meteorito, a fissura foi rapidamente determinada como resultado de uma perfuração. Apesar de não representar uma ameaça quer para a nave, quer para a tripulação, causava uma pequena queda na pressão do ar.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Os resultados da análise de Kononenko and Prokopyev foram revelados assim que regressaram à Terra. O buraco não representou nenhuma ameaça durante o retorno porque a secção onde apareceu foi descartada antes da reentrada na atmosfera da Terra.

No verão, surgiram rumores de que o buraco havia sido deliberadamente perfurado, quando a cápsula foi fabricada ou quando estava em órbita. Por sua vez, estes rumores geraram rumores ainda mais graves de que a fissura podia ter sido parte de uma tentativa de sabotagem.

No entanto, apesar de Prokopyev ter concluído que o buraco foi feito por dentro, rejeita a hipótese de que foi deliberadamente perfurado por um astronauta.

Apesar disso, tanto a NASA quanto as autoridades russas continuam convencidas de que causa do buraco permanece desconhecida e que tem de ser totalmente investigada. Como Prokopyev resumiu, “cabe aos órgãos de investigação julgar quando é que aquele buraco foi feito”.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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1472: A Rússia perdeu o controlo do seu único telescópio espacial

Astro Space Center of Lebedev Physical Institute.

A Rússia perdeu o controlo do seu telescópio espacial, o Spektr-R, devido a uma falha nos sistemas de comunicação, informou este sábado o director do Centro Aeroespacial do Instituto Físico da Academia de Ciências, Nikolai Kardashev.

O telescópio deixou de conseguir reconhecer as instruções enviadas pelo centro de controle da agência espacial russa Roscosmos, mas continua a enviar dados científicos para Terra, explicou a agência de notícias russa Ria Novosti. As autoridades russas estão a tentar recuperar o controlo do telescópio, adiantou a Agência Interfax.

“Há tentativas para solucionar o problema. Há vários sistemas de comunicação. Alguns estão a operar, e outros não. Este tipo de erro já ocorreu anteriormente. Tudo pode ainda vir a funcionar de novo. Assim esperamos”, afirmou Kardashev.

No entanto, as várias tentativas para recuperar o controlo do aparelho fracassaram até agora. Segundo adiantou uma fonte da Roscosmos à Interfax, o problema pode dever-se a um erro no sistema de comunicação de reserva do telescópio, o último que lhe resta.

A mesma fonte acrescentou que há mais de um ano que o observatório espacial opera apenas com este sistema de comunicações de reserva, após uma falha do sistema principal.

A vida útil do Spektr-R, um dos maiores telescópios já colocados no espaço, expirou em 2016, mas a Rússia prolongou o seu uso até 31 de Dezembro de 2019.

“O projecto de exploração do Universo na faixa de ondas de rádio com ajuda do telescópio espacial Spektr-R será encerrado se não conseguirmos restabelecer a comunicação e o controlo do aparelho”, informou o director do projecto, Yuri Kovalev.

ZAP // EFE / Sputnik News

Por EFE
12 Janeiro, 2019

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1451: Documento secreto da URSS revela planos para receber sinais da Lua, Vénus e Marte

(cv) NASA 360

A empresa Rossiyskie Kosmicheskie Sistemy publicou um documento de 1961 sobre a criação do complexo de comunicações espaciais de longa distância que assegurou os voos de sondas espaciais soviéticas até à Lua, Vénus e Marte.

De acordo com RKS, este documento está cheio de optimismo dos seus criadores, que no momento da sua elaboração tinham acabado de construir as antenas.

No ano do primeiro voo espacial tripulado, eles não tinham dúvidas de que as pessoas se deslocariam pelo Sistema Solar e que os voos de sondas espaciais para outros planetas aconteceriam em breve.

O documento histórico de 1961 era dedicado à criação e modernização do complexo de comunicações espaciais de longa distância na Crimeia que assegurou os voos de sondas espaciais soviéticas até à Lua, Vénus e Marte.

“O desenvolvimento do centro espacial em Eupatória permitirá ter comunicação bidireccional via rádio com as sondas espaciais dentro do Sistema Solar e manter comunicação telefónica e foto-telegráfica com as sondas espaciais com alcance de mil milhões de quilómetros (cerca da órbita de Júpiter)”, diz a mensagem da empresa russa.

O documento, intitulado “Desenvolvimento de um sistema de comunicação de longa distância baseado no centro de Eupatória Pluton (Plutão)” não estava disponível para o público geral.

O projecto reflete as perspectivas para modernização do Centro Pluton, construído em Eupatória em tempo recorde – cinco anos antes do surgimento de um centro semelhante nos EUA – e capaz de trabalhar com objectos a uma distância que atingia a órbita de Júpiter.

Segundo os autores do documento, era necessário desenvolver o centro para se poder comunicar via rádio até à órbita de Júpiter, transmitir um sinal de televisão a partir de Vénus e comunicação vídeo-telefónica a partir de Marte. A transmissão de uma imagem desde Vénus demoraria cinco segundos, de Marte um minuto e de Júpiter 15 minutos.

“Todos estes planos são descritos sem reservas, os autores do documento parecem estar totalmente convencidos: todas estas missões são apenas uma questão de tempo, e seriam realizadas nos tempos mais próximos“, relata a mensagem da empresa russa.

Segundo explica RKS, em 1962 o complexo de comunicações espaciais remotas em Eupatória foi modernizado e assegurou a comunicação com todas as sondas espaciais soviéticas. Com ajuda deste centro, foi possível realizar o reconhecimento via radar das superfícies de Marte, Mercúrio e Vénus e cumprir quase tudo o que seus criadores haviam planeado em 1961.

ZAP // SputnikNews

Por SN
5 Janeiro, 2019

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1402: O maior puzzle do Mundo é uma ilha congelada na Rússia

CIÊNCIA

Lauren Dauphin/ NASA

Localizado entre o Oceano Árctico e os mares gelados do norte da Sibéria, o aglomerado de rochas, conhecidas como as Ilhas da Nova Sibéria, é frio e remoto.

As ilhas são uma tela quase desabitada coberta de neve, durante aproximadamente três quartos do ano. Mas, vistas do céu, como na imagem de satélite divulgada pela NASA a 1 de Dezembro, as ilhas parecem completamente diferentes.

Na foto captada pelo satélite Landsat 8, as Ilhas Anzhu – um subconjunto das Ilhas da Nova Sibéria – estão rodeadas por um mar, que parece um puzzle de gelo gigante. Segundo a NASA, não é incomum que o gelo se agarre a estas ilhas geladas durante todo o ano, embora “a aparência do gelo possa mudar diariamente, alterada por correntes, ventos e ciclos sazonais de congelamento e derretimento”.

Quando as temperaturas acima do congelamento de verão libertam brevemente as ilhas da sua cobertura regular de neve, surgem mosaicos de gelo como o captado em Junho de 2016. Algumas semanas antes da imagem, a mesma paisagem teria sido completamente branca. Alguns meses depois, a neve voltaria novamente para outro longo inverno árctico.

As águas mostradas na imagem são relativamente rasas e contêm gelo durante a maior parte do ano. A separação rápida é aparente, geralmente, a partir de Junho. Em Setembro, o gelo do mar derrete a um ponto que torna o acesso humano cada vez mais viável, especialmente para a rota de navegação através do Estreito de Sannikov.

O Landsat 8 foi lançado em 2013 em uma colaboração entre a NASA e o US Geological Survey. Segundo a NASA, o satélite capta toda a Terra a cada 16 dias.

ZAP // Live Science

Por ZAP
9 Dezembro, 2018

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