2507: Sonda com primeiro robô humanoide russo a bordo falha acoplagem em estação espacial

A sonda Soyuz, com o primeiro robô humanoide russo Fedor a bordo, não conseguiu acoplar hoje na Estação Espacial Internacional (ISS), informou a agência de notícias russa.

© ROSCOSMOS HANDOUT

Agendada para as 06:30 (hora de Lisboa) em modo automático, a acoplagem não aconteceu e a sonda teve que reiniciar as manobras.

A transmissão ao vivo no ‘site’ da Agência Espacial Russa (Roskosmos) foi interrompida quando a Soyuz estava localizada a uma distância de 100 metros da estação.

Fedor, com um corpo antropomórfico prateado, mede 1,80 metro de altura e pesa 160 quilos.

© SIC Notícias

O nome corresponde ao acrónimo “Final Experimental Demonstration Object Research” e refere-se à designação russa Fyodor.O robô tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, que detalham o seu quotidiano, com situações como quando aprende a abrir uma garrafa de água.

© SIC Notícias

A bordo da ISS desde que descolou na quinta-feira do Cazaquistão, Fedor deveria testar as suas capacidades em condições de gravidade muito baixa, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, nos 17 dias que está previsto permanecer no espaço.

© SIC Notícias

Lusa

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SIC Notícias
24/08/2019

 

2495: FEDOR: Rússia lança nave Soyuz a caminho da ISS com andróide a bordo

A Rússia lançou hoje o Soyuz MS-14 a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS). Dentro da nave segue um andróide como único membro da tripulação, num voo de teste para certificar o foguete porta-aviões Soyuz 2.1a.

Durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz e informará ao Centro de Controlo de Voo Espacial. Além disso, o robô pode fazer várias outras tarefas.

Rússia coloca andróide no espaço

De acordo com o Centro de Controlo de Voo Espacial Russo (CCVE), o lançamento foi realizado às 03:38 GMT a partir do Baikonur Cosmodrome (Cazaquistão). O robô, Skybot-F850 ou FEDOR (Final Experimental Demonstration Object Research), que a imprensa russa chama de “Fiódor” devido à sua semelhança com o nome russo, permanecerá no espaço por um total de 17 dias.

“Vamos lá”, disse o autómato, que repetiu a famosa frase pronunciada por Yuri Gagarin no início do primeiro voo espacial da história.

Robô da Rússia terá uma missão dentro da Soyuz

Segundo as informações, durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz. Além disso, irá passar algumas informações ao CCVE sobre o funcionamento dos sistemas da nave. O “Fiódor” mede 180 centímetros e pesa 160 quilos, o que obriga a reforçar o assento em que está instalado. Nesse sentido, esta adaptação é necessária porque o padrão é calculado para um peso de 95 quilos.

Inicialmente, o autómato foi desenvolvido em nome do Ministério Russo para Situações de Emergência para a evacuação de pessoas de áreas afectadas por deslizamentos de terras, incêndios, bem como contaminação química e radioactiva.

Para fazer isso, o andróide chamado de “Avatar”, foi ensinado a desempenhar várias operações. Assim sendo, ele está preparado para subir e descer escadas, conduzir veículos e usar diferentes tipos de ferramentas.

Sábado o “Fiódor” chega à ISS

O acoplamento do Soyuz MS-14 com a EEI está previsto para o próximo sábado. Na plataforma espacial “Fiódor” será recebido pela sua actual tripulação: os russos Alexéi Ovchininin e Alexandr Skvortsov, os americanos Andrew Morgan, Nick Hague e Christina Koch, e o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA), Luca Parmitano.

A ISS, que custou mais de 150 mil milhões de dólares e que envolve 16 nações, actualmente tem 15 módulos permanentes. Conforme podemos seguir, a Estação Espacial Internacional orbita a Terra a uma distância de 400 quilómetros e a uma velocidade de mais de 27.000 quilómetros por hora.

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Imagem: Ifl Science

 

2494: Sensores de radiação da Rússia desligaram-se misteriosamente após recente explosão nuclear

the_travelogue / Wikimedia

Nas semanas após um acidente nuclear fatal num campo de tiro de armas navais em Nyonoksa, quatro sensores de partículas radioactivas que enviavam dados do território russo para uma rede de monitorização internacional desligaram-se misteriosamente.

As interrupções foram originalmente relatadas pela CNN com referência à Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO).

Primeiro, a falha na transferência de dados foi explicada como um problema técnico. No entanto, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, divulgou um comunicado que dizia que a cooperação do país com a monitorização radioactiva internacional era “puramente voluntária” e não deveria afectar o desenvolvimento de armas.

Enquanto algumas das estações de monitorização de radiação na Sibéria já retomaram a partilha dos seus dados, a comunidade internacional está agora a questionar se a interrupção foi uma coincidência ou parte do encobrimento do acidente nuclear em Nyonoksa.

Na quinta-feira, dia 8 de Agosto, uma explosão num campo de testes militar na região de Arkhangelsk, na Rússia, fez com que as leituras de radiação nas cidades vizinhas aumentassem para 2 microsieverts por hora durante cerca de 30 minutos. Este pico é cerca de cinco a 20 vezes a dose de fundo de 0,1 e 0,4 microsieverts por hora, embora não seja mortal nem prejudicial.

No entanto, as autoridades russas confirmaram que cinco pessoas morreram na explosão, e acredita-se que todas tenham sido cientistas de armas. Pouco mais foi dito publicamente, além das alegações da agência nuclear estatal russa ROSATOM de que a explosão era um “motor de foguete” com uma “fonte de energia de radioisótopo”.

Desde então, tem havido especulações de que o desastre foi causado pelo lançamento fracassado de um míssil Burevestnik 9M730, apelidado de “Skyfall” pelos aliados da NATO, um míssil de cruzeiro nuclear experimental com alcance intercontinental alimentado por um reactor nuclear.

Os reactores nucleares utilizam energia através de um processo conhecido como fissão, em que um núcleo atómico se divide em dois ou mais núcleos menores. Como esta é uma reacção exotérmica, a fissão de elementos pesados ​​liberta uma grande quantidade de calor e energia com uma quantidade relativamente pequena de combustível.

Vários grupos ambientalistas russos já pediram ao Governo para divulgar mais informações em relação à explosão, mas as autoridades continuam praticamente em silêncio total.

ZAP //

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22 Agosto, 2019

 

2451: Academia Espacial russa está a criar uma “gasolineira espacial” para satélites

A Rússia está a projectar uma espécie de “gasolineira espacial”: um sistema de satélites robóticos que fornece energia a outros satélites em órbita através de tecnologia laser.

De acordo com o diário russo Izvestia, citado pela Russia Today, os grandes “clientes” deste posto de abastecimento seriam, antes de mais os dispositivos do sistema internacional de socorro Cospas-Sarsat e dos satélites de transmissão de vídeo, rádio e Internet.

Segundo escreve o mesmo jornal, que teve acesso a alguns detalhes do projecto na Academia Militar Espacial A.F. Mozhaiski, sediada em São Petersburgo, o protótipo do projecto tem o aspecto de um disco voador “clássico”

Nos hemisférios superiores e inferiores da “gasolineira”, seriam instalados painéis solares e módulos fotovoltaicos responsáveis pela transmissão de feixes laser.

O compartimento que abrigaria o dispositivo teria também um sistema de controlo, bateria e um carregador de impulso baseado num super-capacitador – um dispositivo electroquímico capaz de suportar uma densidade de energia excepcionalmente alta durante um curto período de tempo, precisa o mesmo jornal.

“A nossa ideia permite aumentar o suprimento de energia de satélites que estão numa parte sombria da sua órbita, onde a luz solar está a faltar. E [ajudaria] também em situações em que a carga eléctrica não chega até aos satélites para que estes possam cumprir as missões propostas”, explicou Dmitri Kargu da Academia Mozhaiski.

“Na verdade, a perda do aparelho em questão será evitada”, acrescentou.

De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal russo, o projecto poderia aumentar os ciclos de vida em órbita de vários satélites em 50%, permitindo economizar até 46 milhões de dólares (41 milhões de euros) por cada satélite que tem que ser resgatado.

Até então, os robôs fornecedores de energia não se tornaram realidade em nenhum país, apesar de a NASA e da Space X de Elon Musk estarem a desenvolver tecnologia nesse sentido.

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16 Agosto, 2019

 

2392: Nuvem radioactiva que cobriu a Europa vinha de uma instalação nuclear secreta na Rússia

CIÊNCIA

rclarkeimages / Flickr

Uma vasta nuvem de radiação nuclear que se espalhou pela Europa continental em 2017 originou-se num desconhecido acidente nuclear no sul da Rússia.

Uma equipa internacional de investigadores concluiu que a nuvem radioactiva detectada na Europa no fim de Setembro de 2017 pode ter sido causada por um acidente de reprocessamento de combustível nuclear na Associação de Produção de Mayak, uma instalação nuclear na região de Chelyabinsk dos Montes Urais, na Rússia, entre o meio-dia de 26 de Setembro e o meio-dia de 27 de Setembro.

A Rússia confirmou que uma nuvem de radiação nuclear foi detectada nos Montes Urais na época, mas o país nunca reconheceu qualquer responsabilidade pelo vazamento de radiação nem admitiu que um acidente nuclear tenha ocorrido em Mayak em 2017.

Em comunicado, o principal autor da investigação, o químico nuclear Georg Steinhauser, da Universidade Leibniz, em Hannover, na Alemanha, disse que mais de 1.300 medições atmosféricas em todo o mundo mostraram que foram libertados entre 250 e 400 terabecquerels de ruténio radioativo-106 durante esse período.

Ruténio-106 é um isótopo radioactivo do ruténio, o que significa que tem um número diferente de neutrões no seu núcleo. O isótopo pode ser produzido como um subproduto durante a fissão nuclear de átomos de urânio-235.

Embora a nuvem resultante da radiação nuclear tenha sido suficientemente diluída para não causar danos às pessoas, a radioactividade total estava entre 30 e 100 vezes o nível de radiação libertada após o acidente de Fukushima no Japão em 2011, disse Steinhauser ao Live Science.

A nuvem foi detectada em Setembro de 2017 na Europa central e oriental, na Ásia, na Península Arábica e até nas Caraíbas. Apenas ruténio-106 radioactivo foi detectado na nuvem Durante o reprocessamento do combustível nuclear – quando o plutónio e o urânio radioactivos são separados do combustível nuclear usado de reactores nucleares – o rutênio-106 é tipicamente separado e colocado em armazenamento de longo prazo.

Isso significava que qualquer libertação maciça de ruténio só poderia vir de um acidente durante o reprocessamento de combustível nuclear – e as instalações de Mayak eram um dos poucos lugares no mundo que realizavam esse tipo de reprocessamento, de acordo com os resultados publicados em Julho na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Estudos meteorológicos avançados feitos como parte desta nova investigação mostraram que a nuvem de radiação só poderia ter vindo das instalações de Mayak. O estudo mostrou que o acidente de 2017 não foi causado por uma libertação simples de gás radioactivo. Em vez disso, um incêndio -ou mesmo uma explosão – poderia ter exposto trabalhadores a níveis nocivos de radiação.

A Rússia não reconheceu que algum acidente tenha ocorrido nas instalações de Mayak, talvez porque o plutónio é fabricado para armas termo-nucleares. No entanto, a Rússia estabeleceu uma comissão para investigar a nuvem radioactiva. A comissão russa decidiu que não há provas suficientes para determinar se um acidente nuclear foi responsável pela nuvem.

O acidente ocorreu pouco mais de 60 anos desde que um acidente nuclear em Mayak, em 1957, causou uma das maiores emissões de radiação na história da região, perdendo apenas para a explosão de 1986 e o incêndio na central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia.

No acidente de 1957, conhecido como o desastre de Kyshtym, um tanque de lixo nuclear líquido explodiu nas instalações de Mayak, espalhando partículas radioactivas pelo local e causando uma pluma radioactiva de fumo que se estendeu por centenas de quilómetros.

ZAP //

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31 Julho, 2019

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2224: Aquecimento global vai tornar certas regiões do planeta habitáveis (e essa não é uma boa notícia)

radickraphicov / Pixabay

Algumas áreas desertas da Sibéria e partes da Rússia asiática estão a tornar-se habitáveis por causa das alterações climáticas, mostrou um novo estudo agora divulgado. Isso pode motivar uma migração em grande escala, já que outras regiões mais povoadas vão ficar demasiado quentes.

De acordo com a Science Alert, citada pelo Observador no domingo, até 2100, é possível que as temperaturas subam tanto que as zonas actualmente demasiado frias para a sobrevivência humana passem a ser mais amenas e suportáveis.

No artigo do Instituto Sukachev da Floresta, da Rússia, publicado na Environmental Research Letters, foram utilizados modelos que permitiram prever quais vão ser as condições de habitabilidade na Sibéria nas próximas décadas.

Descobriram que, já a partir de 2080, as temperaturas podem ter aumentado entre 3,4ºC e 9,1ºC durante o inverno e entre 1,9ºC e 5,7ºC durante o verão. E perceberam que a área coberta por pergelissolo – a terra permanentemente congelada das regiões próximas ao Árctico – diminuiria de 65% para os 40%.

Significa isto que, apesar de algumas regiões permaneceram inabitáveis com o aquecimento global, estes valores podem traduzir-se numa área habitável para longas estadias 15% maior do que na actualidade.

Mas isso não são boas notícias: é que, enquanto a Sibéria se torna mais acolhedora para os humanos, outras regiões do planeta vão tornar-se demasiado quentes ou ficar inundadas por causa do aumento do nível médio da água do mar. Além disso, isso obrigaria os humanos a invadir regiões dominadas por ursos polares e a enfrentar uma atmosfera poluída por produtos químicos tóxicos.

Este estudo chega numa altura em que se descobriu que a Gronelândia registou temperaturas 4,4ºC superiores ao normal ao longo desta semana. Os dados do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo indicam que nunca se registou uma extensão do gelo sobre o Oceano Árctico tão baixa em meados de Junho como em 2019.

TP, ZAP //

Por TP
24 Junho, 2019

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2150: Vulcão extinto acordou. Cientistas dizem que pode explodir “a qualquer momento”

CIÊNCIA

kuhnmi / Wikimedia

Um vulcão no extremo leste da Rússia, que antes era considerado extinto, pode estar a despertar – e uma erupção pode ser catastrófica.

Acredita-se que o vulcão Bolshaya Udina – parte do complexo vulcânico de Udina, na Península de Kamchatka – tenha estado extinto até 2017, quando o aumento da actividade sísmica foi detectado, segundo os cientistas.

Agora, Ivan Koulakov, geofísico da do Instituto Trofimuk de Geologia e Geofísica do Petróleo, que liderou um estudo sobre o vulcão, acredita que deve ser reclassificado como activo. “A qualquer momento pode ocorrer uma erupção”, disse Koulakov à CNN.

Entre 1999 e Setembro de 2017, cerca de cem eventos sísmicos fracos foram detectados sob o vulcão, que fica a 2,9 quilómetros acima do nível do mar. Um “aumento anómalo” na sismicidade, no entanto, começou em Outubro de 2017. Entre Outubro de 2017 e Fevereiro de 2019, foram registados cerca de 2.400 eventos sísmicos. Em Fevereiro, um terramoto de magnitude 4,3 ocorreu em Udina – o evento sísmico mais forte que já ocorreu na região.

Investigadores da Rússia, Egipto e Arábia Saudita realizaram um estudo do vulcão no ano passado entre Maio e Julho, que foi publicado no Journal of Volcanology and Geothermal Research. Instalando quatro estações temporárias de monitorização sísmica em redor de Bolshaya Udina, os cientistas registaram e analisaram 559 eventos sísmicos.

Um “aglomerado elíptico” de actividade sísmica tinha-se formado em torno do vulcão com eventos sísmicos a ocorrer a mais de cinco quilómetros abaixo da superfície. “Essas propriedades sísmicas podem indicar a presença de intrusões de magma com alto conteúdo de fluidos, o que pode justificar a mudança do status actual deste vulcão de extinto para activo”, escreveram os investigadores.

Além disso, observaram que o aglomerado de eventos sísmicos ligava o vulcão à zona de Tolud, ao sul do vulcão, uma região que se acredita armazenar magma na crosta inferior da Terra. A zona de Tolud agora estava a alimentar Bolshaya Udina com magma graças a um novo caminho que se desenvolveu em 2018.

Bolshaya Udina partilha características estruturais com outro vulcão anteriormente extinto na região, o Bezymianny, que entrou em erupção dramaticamente em 1956, disse Koulakov. Há cerca de 50% de probabilidade de que o Bolshaya Udina entre em erupção.

“Ou pode libertar a energia suavemente durante alguns meses ou pode simplesmente desaparecer sem qualquer erupção”, disse. Se o vulcão entrar em erupção, pode representar uma ameaça significativa para as pequenas aldeias vizinhas, mas “não há muitas pessoas por perto”.

Uma erupção considerável também pode afectar o clima em “partes completamente diferentes do mundo”, disse. As cinzas libertadas pela erupção poderiam espalhar-se para além da Rússia, interrompendo as viagens aéreas.

Infelizmente, o vulcão é difícil de monitorizar, devido à distância das estações sísmicas permanentes. “Precisamos de implantar mais estações para entender se é perigoso ou não”, disse. “É altamente imprevisível.”

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10 Junho, 2019

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1879: Cientistas russos propõem combater lixo espacial com um “laço”

YouTube / ESA

Um equipa de cientistas russos propõe capturar e remover os detritos espaciais que orbitam a Terra através de um módulo especial que seria ligado através de um cabo aos níveis superiores dos foguetes – seria uma espécie de “laço”. 

O projecto – apelidado por vários média internacionais, incluindo a Russia Today como “Laço Espacial” – é descrito num relatório que será apresentado numa conferência em Moscovo sobre o lixo espacial e as suas consequência.

O módulo, adianta a emissora russa, seria separado do veículo de lançamento, ao qual ficaria ligado através de um cabo. Posteriormente, o módulo seria acoplado ao detritos espaciais, o cabo seria puxado e o veículo de lançamento retiraria os detritos em órbita.

Ou seja, para levar a cabo este projecto é necessário desenvolver um módulo de acoplamento de transporte, um sistema de cabos, bem como um sistema de acoplamento com detritos espaciais, precisa o mesmo relatório.

Outra das ideias que será apresentada na conferência defende a integração de um laser na Estação Espacial Internacional para combater os detritos em órbita.

Em Outubro de 2018, uma equipa de cientistas do Japão desenvolveu também uma “arma” para combater este problema, um satélite de feixes de plasma (propulsor de iões). A investigação foi publicada na revista científica Nature no dia 26 de Setembro.

Actualmente, existem na órbita terrestre mais de 7 mil fragmentos de destroços – satélites abandonados, propulsores, lixo genérico e até lascas de tinta. Com dimensões maiores ou menores, todos estes destroços têm potencial para causar uma colisão devastadora entre satélites ou naves.

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24 Abril, 2019

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1641: Sonda espacial soviética pode cair na Terra ainda este ano

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

Uma sonda espacial soviética, lançada há quase meio século com o objectivo de estudar o planeta Vénus, pode cair na Terra ainda este ano. A missão fracassou, condenando a nave a mero lixo espacial.

Em causa está a Cosmos 482 que foi lançada pela União Soviética em 31 de Março de 1972, com destino ao planeta nublado. Como não conseguiu escapar à gravidade da Terra, ficou a orbitar a Terra sob a forma de lixo espacial, tal como relata o portal Space.com.

Partes do aparelho – como tanques e alguns equipamentos – voltaram a entrar na atmosfera terrestre naquele mesmo ano, mas as partes restantes continuam a sobrevoar o nosso planeta a altas velocidades desde então.

A Cosmos 482 foi uma “gémea” da Venera 8, lançada quatro dias antes desta sonda e que se tornou o segundo dispositivo a pousar com sucesso no segundo planeta do Sistema Solar, em Julho daquele ano. A partir da superfície de Vénus, Venera 8 foi capaz de transmitir dados valiosos durante 50 minutos e 11 segundos antes de sucumbir às condições do planeta. Cosmos 482 ter-se-ia tornado na Venera 9 caso não tivesse falhado na sua aceleração para se afastar da Terra.

“O apogeu começou a declinar”

Circulando a Terra a cada 112 minutos, esta sonda atmosférica pesa 495 quilogramas e segue uma órbita de 2.700 quilómetros no seu apogeu e 200 quilómetros no seu perigeu (momento de maior aproximação à Terra).

O dispositivo soviético tem uma protecção térmica significativa, e, por isso, os cientistas estimam que a sonda possa suportar as altas temperaturas às quais se exporia no momento da sua reentrada na atmosfera.

“É claro que a sonda sobreviverá facilmente à reentrada”, afirmou o astrónomo norte-americano Thomas Dorman, que acompanha os satélites há anos e localizou recentemente o Cosmos 482 com a ajuda da sua equipa de observação.

O especialista lamentou que a sonda não possa accionar um pára-quedas durante a descida, uma vez que está convencido que as baterias que disparam o mecanismo pirotécnico que activa a sua saída expiraram já há muito tempo.

“É interessante observar que o apogeu da órbita está lentamente a declinar. Acho que a reentrada [nas atmosfera] vai ocorrer entre o final deste ano e meados do próximo ano, mas é impossível prever com precisão”, acrescentou ainda Dorman.

Contudo, nota ainda o portal de ciência, outras estimativas há que sugerem que a sonda pode permanecer na órbita da Terra durante mais dois anos e meio.

Tendo em conta que a maior parte da Terra é coberta por água ou inabitada, as probabilidades de a sonda atingir alguém são muito pequenas, escreve o ABC. Além disso, nota a Agência Espacial Europeia, a sua massa é semelhante à dos satélites fora de serviço que voltam a entrar na atmosfera sem qualquer controlo algumas vezes por mês.

ZAP //

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

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1555: Os vulcões russos são uma ameaça para o clima da Terra

Earth Observatory / Wikimedia
Erupção no vulcão Sarychev, na Rússia

Um grupo internacional de cientistas descobriu que as erupções dos vulcões do hemisfério norte, especialmente no território russo, exercem uma influência maior sobre o clima do planeta do que se pensava anteriormente.

As erupções dos vulcões extra-tropicais – como o Kasatochi, no Alasca, ou Sarychev, na Rússia – injectam enxofre na estratosfera inferior. No entanto, o seu impacto no clima tem sido muito fraco e de curta duração – o que fez com que os investigadores assumissem que este resultado é um reflexo de uma regra geral.

No entanto, investigadores do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica Kiel (GEOMAR), do Instituto Max Planck de Meteorologia, em Hamburgo, e da Universidade de Oslo, juntamente com colegas da Suíça, dos Estados Unidos e do Reino Unido, rejeitaram essa hipótese, num recente artigo científico publicado na Nature Geoscience.

Esta equipa de cientistas investigou núcleos de gelo que contêm enxofre e concluiu que, durante os últimos 1250 anos, as erupções de vulcões extra-tropicais deviam, na verdade, provocar o arrefecimento da superfície no hemisfério norte. Desta forma, estes vulcões arrefeceram muito mais a atmosfera em comparação com os seus análogos tropicais, mesmo lançando a mesma quantidade de enxofre.

Na prática, os cientistas chegaram à conclusão que as erupções extra-tropicais são realmente mais eficientes do que as erupções tropicais em tempos de arrefecimento hemisférico em relação à quantidade de enxofre emitido pelas erupções.

O arrefecimento da atmosfera ocorre quando gases com enxofre são lançados na estratosfera a uma altitude de 10 a 15 quilómetros. Como resultado, os gases sulfurosos produzem uma neblina de aerossol sulfúrico, capaz de se manter durante vários meses ou anos. Esta neblina reflete uma parte da radiação solar, causando a diminuição da temperatura média anual.

Segundo a EurekAlert, este último estudo mostra que nas latitudes norte o tempo de vida do enxofre em aerossol é menor do que nos trópicos, ao contrário do que se pensava anteriormente. Além disso, neste caso, a influência sobre o clima limita-se ao hemisfério norte, o que aumenta o arrefecimento da atmosfera.

Os cientistas esperam que esta recente investigação os ajude a medir, com maior precisão, o nível de impacto das erupções vulcânicas na variabilidade climática, supondo que o clima no futuro seja afectado por erupções extra-tropicais explosivas.

Apesar de terem acontecido muito poucas erupções extra-tropicais explosivas em comparação com as tropicais nos últimos anos, não é completamente descartável que estas grandes erupções possam vir a acontecer, alertam os investigadores.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Fevereiro, 2019

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1501: Fissura na Estação Espacial foi feita por dentro, diz cosmonauta russo

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

O buraco da cápsula Soyuz terá sido perfurado a partir de dentro, afirma um cosmonauta russo. As amostras, que regressaram agora à Terra, estão a ser investigadas.

Em Agosto, a tripulação da Estação Espacial Internacional foi surpreendida ao saber da existência de um vazamento que provocou uma pequena perda na pressão do ar a bordo da estação. Há mistérios que nunca chegam a ser desmistificados, mas em relação ao pequeno buraco na cápsula Soyuz, tudo parece ser uma questão de tempo.

Os cientistas selaram o buraco de imediato, mas a sua causa permanece um mistério até então. No entanto, segundo o cosmonauta russo Sergey Prokopyev, a pequena fissura foi perfurada a partir do interior da cápsula.

A tripulação da Expedição 57 realizou uma “caminhada espacial sem precedentes” no dia 11 de Dezembro para determinar a causa do pequeno buraco na Soyuz. Depois de recolher várias amostras do lado de fora da nave, Sergey Prokopyev e Oleg Kononenko concluíram que o buraco foi perfurado a partir do interior, o que levanta ainda mais questões.

Inicialmente atribuído a um micro-meteorito, a fissura foi rapidamente determinada como resultado de uma perfuração. Apesar de não representar uma ameaça quer para a nave, quer para a tripulação, causava uma pequena queda na pressão do ar.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Os resultados da análise de Kononenko and Prokopyev foram revelados assim que regressaram à Terra. O buraco não representou nenhuma ameaça durante o retorno porque a secção onde apareceu foi descartada antes da reentrada na atmosfera da Terra.

No verão, surgiram rumores de que o buraco havia sido deliberadamente perfurado, quando a cápsula foi fabricada ou quando estava em órbita. Por sua vez, estes rumores geraram rumores ainda mais graves de que a fissura podia ter sido parte de uma tentativa de sabotagem.

No entanto, apesar de Prokopyev ter concluído que o buraco foi feito por dentro, rejeita a hipótese de que foi deliberadamente perfurado por um astronauta.

Apesar disso, tanto a NASA quanto as autoridades russas continuam convencidas de que causa do buraco permanece desconhecida e que tem de ser totalmente investigada. Como Prokopyev resumiu, “cabe aos órgãos de investigação julgar quando é que aquele buraco foi feito”.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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1472: A Rússia perdeu o controlo do seu único telescópio espacial

Astro Space Center of Lebedev Physical Institute.

A Rússia perdeu o controlo do seu telescópio espacial, o Spektr-R, devido a uma falha nos sistemas de comunicação, informou este sábado o director do Centro Aeroespacial do Instituto Físico da Academia de Ciências, Nikolai Kardashev.

O telescópio deixou de conseguir reconhecer as instruções enviadas pelo centro de controle da agência espacial russa Roscosmos, mas continua a enviar dados científicos para Terra, explicou a agência de notícias russa Ria Novosti. As autoridades russas estão a tentar recuperar o controlo do telescópio, adiantou a Agência Interfax.

“Há tentativas para solucionar o problema. Há vários sistemas de comunicação. Alguns estão a operar, e outros não. Este tipo de erro já ocorreu anteriormente. Tudo pode ainda vir a funcionar de novo. Assim esperamos”, afirmou Kardashev.

No entanto, as várias tentativas para recuperar o controlo do aparelho fracassaram até agora. Segundo adiantou uma fonte da Roscosmos à Interfax, o problema pode dever-se a um erro no sistema de comunicação de reserva do telescópio, o último que lhe resta.

A mesma fonte acrescentou que há mais de um ano que o observatório espacial opera apenas com este sistema de comunicações de reserva, após uma falha do sistema principal.

A vida útil do Spektr-R, um dos maiores telescópios já colocados no espaço, expirou em 2016, mas a Rússia prolongou o seu uso até 31 de Dezembro de 2019.

“O projecto de exploração do Universo na faixa de ondas de rádio com ajuda do telescópio espacial Spektr-R será encerrado se não conseguirmos restabelecer a comunicação e o controlo do aparelho”, informou o director do projecto, Yuri Kovalev.

ZAP // EFE / Sputnik News

Por EFE
12 Janeiro, 2019

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1451: Documento secreto da URSS revela planos para receber sinais da Lua, Vénus e Marte

(cv) NASA 360

A empresa Rossiyskie Kosmicheskie Sistemy publicou um documento de 1961 sobre a criação do complexo de comunicações espaciais de longa distância que assegurou os voos de sondas espaciais soviéticas até à Lua, Vénus e Marte.

De acordo com RKS, este documento está cheio de optimismo dos seus criadores, que no momento da sua elaboração tinham acabado de construir as antenas.

No ano do primeiro voo espacial tripulado, eles não tinham dúvidas de que as pessoas se deslocariam pelo Sistema Solar e que os voos de sondas espaciais para outros planetas aconteceriam em breve.

O documento histórico de 1961 era dedicado à criação e modernização do complexo de comunicações espaciais de longa distância na Crimeia que assegurou os voos de sondas espaciais soviéticas até à Lua, Vénus e Marte.

“O desenvolvimento do centro espacial em Eupatória permitirá ter comunicação bidireccional via rádio com as sondas espaciais dentro do Sistema Solar e manter comunicação telefónica e foto-telegráfica com as sondas espaciais com alcance de mil milhões de quilómetros (cerca da órbita de Júpiter)”, diz a mensagem da empresa russa.

O documento, intitulado “Desenvolvimento de um sistema de comunicação de longa distância baseado no centro de Eupatória Pluton (Plutão)” não estava disponível para o público geral.

O projecto reflete as perspectivas para modernização do Centro Pluton, construído em Eupatória em tempo recorde – cinco anos antes do surgimento de um centro semelhante nos EUA – e capaz de trabalhar com objectos a uma distância que atingia a órbita de Júpiter.

Segundo os autores do documento, era necessário desenvolver o centro para se poder comunicar via rádio até à órbita de Júpiter, transmitir um sinal de televisão a partir de Vénus e comunicação vídeo-telefónica a partir de Marte. A transmissão de uma imagem desde Vénus demoraria cinco segundos, de Marte um minuto e de Júpiter 15 minutos.

“Todos estes planos são descritos sem reservas, os autores do documento parecem estar totalmente convencidos: todas estas missões são apenas uma questão de tempo, e seriam realizadas nos tempos mais próximos“, relata a mensagem da empresa russa.

Segundo explica RKS, em 1962 o complexo de comunicações espaciais remotas em Eupatória foi modernizado e assegurou a comunicação com todas as sondas espaciais soviéticas. Com ajuda deste centro, foi possível realizar o reconhecimento via radar das superfícies de Marte, Mercúrio e Vénus e cumprir quase tudo o que seus criadores haviam planeado em 1961.

ZAP // SputnikNews

Por SN
5 Janeiro, 2019

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1402: O maior puzzle do Mundo é uma ilha congelada na Rússia

CIÊNCIA

Lauren Dauphin/ NASA

Localizado entre o Oceano Árctico e os mares gelados do norte da Sibéria, o aglomerado de rochas, conhecidas como as Ilhas da Nova Sibéria, é frio e remoto.

As ilhas são uma tela quase desabitada coberta de neve, durante aproximadamente três quartos do ano. Mas, vistas do céu, como na imagem de satélite divulgada pela NASA a 1 de Dezembro, as ilhas parecem completamente diferentes.

Na foto captada pelo satélite Landsat 8, as Ilhas Anzhu – um subconjunto das Ilhas da Nova Sibéria – estão rodeadas por um mar, que parece um puzzle de gelo gigante. Segundo a NASA, não é incomum que o gelo se agarre a estas ilhas geladas durante todo o ano, embora “a aparência do gelo possa mudar diariamente, alterada por correntes, ventos e ciclos sazonais de congelamento e derretimento”.

Quando as temperaturas acima do congelamento de verão libertam brevemente as ilhas da sua cobertura regular de neve, surgem mosaicos de gelo como o captado em Junho de 2016. Algumas semanas antes da imagem, a mesma paisagem teria sido completamente branca. Alguns meses depois, a neve voltaria novamente para outro longo inverno árctico.

As águas mostradas na imagem são relativamente rasas e contêm gelo durante a maior parte do ano. A separação rápida é aparente, geralmente, a partir de Junho. Em Setembro, o gelo do mar derrete a um ponto que torna o acesso humano cada vez mais viável, especialmente para a rota de navegação através do Estreito de Sannikov.

O Landsat 8 foi lançado em 2013 em uma colaboração entre a NASA e o US Geological Survey. Segundo a NASA, o satélite capta toda a Terra a cada 16 dias.

ZAP // Live Science

Por ZAP
9 Dezembro, 2018

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1228: Revelado vídeo do momento em que falhou o foguetão que levava astronautas à Estação Espacial

Os dois tripulantes da Soyuz fizeram uma aterragem de emergência que lhes salvou a vida

© Roscosmos

As imagens do momento em que o foguetão russo que falhou após a descolagem quando transportava dois astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla inglesa) foi esta quinta-feira revelado pela agência espacial Roscosmos.

As imagens são de uma câmara instalada na lateral do engenho e mostra o lançamento até ao momento em que um dos reactores auxiliares falha a ejecção.

Veja aqui (o incidente acontece ao minuto 1.22)

Também esta quinta-feira foi revelado que um sensor danificado durante a montagem esteve na origem do incidente, ocorrido no passado dia 11.

“Ficou demonstrado e confirmado por documentos que a culpa foi desse sensor e esta [deformação do sensor] só pode ter sido provocada durante a montagem no cosmódromo de Baikonur”, disse Nikolái Sevastiánov, da comissão de investigação ao caso, em conferência de imprensa.

Sevastiánov, director do TsNIIMash, centro de investigação da indústria espacial russa, explicou que o sensor defeituoso impediu a abertura de uma tampa e provocou o acidente.

No passado dia 11, a nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência, tendo na altura sido apontada uma falha no motor. A Soyuz transportava o cosmonauta russo Alexei Ovchinin e o astronauta norte-americano da NASA, Nick Hague.

A nave devia transportar os dois tripulantes para a Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde Junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira com Lusa
01 Novembro 2018 — 22:34

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1137: Descoberta causa da falha na Soyuz. Astronautas que sobreviveram voltam ao espaço na primavera

Aubrey Gemignani / NASA
Lançamento do lançador Soyuz-FG com a nave espacial Soyuz TMA-20M no Cosmódromo de Baikonur, Março de 2016

Os astronautas Alexey Ovchinin e Nick Hague deverão voltar ao espaço na primavera de 2019, depois da nave espacial Soyuz MS-10 ter sido obrigada na quinta-feira a aterrar de emergência devido a uma falha no motor.

O anúncio do regresso do russo Alexey Ovchinin e o do norte-americano Nick Hague ao espaço na primavera de 2019 foi feito hoje pelo director da Roscosmos, Dmitry Rogozin.

“Os dois astronautas definitivamente vão voar. Estamos a planear o voo para a primavera do próximo ano”, disse Rogozin numa mensagem publicada na rede social Twitter, na qual colocou uma foto sua com Alexei Ovchinin e Nick Hague, todos sorridentes.

A nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência devido a uma falha no motor, depois de ter descolado no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses.

De acordo com os planos, estava previsto que a nave cumprisse quatro voltas à terra para seis horas depois acoplar na Estação Espacial Internacional.

Os astronautas Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e Nick Hague, da NASA, aterraram na quinta-feira nas estepes do país da Ásia central na sequência da falha no motor do foguetão russo que os deveria transportar para a Estação espacial internacional.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse numa declaração que Hague e Ovchinin estavam em boas condições de saúde e que seriam transportados para o Centro de Treino Cosmonauta Gagarin na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscovo.

Acrescentou ainda que ia ser iniciada “uma investigação apurada sobre a causa do incidente”.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde Junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Astronautas aterram de emergência após falha na Soyuz

Equipa de astronautas que seguia esta quinta-feira a bordo da nave-espacial Soyuz rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) foi obrigada…

As causas da avaria

Uma colisão entre secções do foguetão pode ter sido a “causa directa” da avaria que obrigou a nave espacial russa Soyuz MS-10 a aterrar de emergência pouco depois do lançamento, disse hoje o director da agência espacial russa Roscosmos, Serguei Krikaliov.

“Ainda não há versões definitivas, mas o que é evidente é que a causa directa foi a colisão de um elemento lateral que faz parte da primeira secção do foguetão. Na verdade, ao separar-se ocorreu um contacto entre a primeira e segunda secção”, disse Krikaliov à agência russa Novosti.

O director da Roscosmos não descarta que o foguetão “se tenha desviado da trajectória programada e que a parte inferior de uma das secções se tenha destruído“.

Serguei Krikaliov indicou que a comissão governamental que investiga o acidente deve apresentar os primeiros resultados oficiais da perícia no próximo dia 20 de Outubro.

“Os primeiros fragmentos [do foguetão] recuperados na estepe do Cazaquistão vão ajudar a estabelecer as causas da avaria”, disse.

Entretanto, o Comité de Emergência do Ministério do Interior do Cazaquistão informou hoje que foi encontrado um fragmento da Soyuz M-10 a cerca de 40 quilómetros da cidade de Zhezkasgán e que já foi enviado para os especialistas da Roscosmos.

Krikaliov sublinhou que os lançamentos de foguetões Soyuz-FG ou similares foram suspensos até que sejam determinadas, de forma definitiva, as causas da avaria de quinta-feira.

“É possível que o lançamento da nave cargueiro Progress, que estava programado para o dia 31 de Outubro, venha a ser adiado e a próxima missão tripulada prevista para o dia 20 de Dezembro vai conhecer uma nova data”, informou o responsável.

ZAP // Lusa

Por Lusa
13 Outubro, 2018

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1128: Rússia suspende lançamentos espaciais tripulados após incidente na Soyuz

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

A NASA decidiu esta quinta-feira que vão ser enviados de avião para Moscovo os dois astronautas da Rússia e dos Estados Unidos que foram obrigados a uma aterragem de emergência no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Os astronautas Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e Nick Hague, da NASA, aterraram esta quinta-feira nas estepes do país da Ásia central na sequência de uma falha no motor do foguetão russo que os deveria transportar para a Estação espacial internacional.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse numa declaração que Hague e Ovchinin estão em boas condições de saúde e serão transportados para o Centro de Treino Cosmonauta Gararin na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscovo. Acrescentou ainda que será iniciada “uma investigação apurada sobre a causa do incidente”.

Em paralelo, um alto responsável russo disse que o país vai suspender os lançamentos espaciais tripulados até que sejam apuradas as causas da falha na Soyuz, pouco minutos após o seu lançamento que ocorreu hoje pelas 14:40 locais (09:40 em Lisboa).

O vice-ministro russo Yuri Borisov disse aos jornalistas que a cápsula do Soyuz se ejectou automaticamente do corpo do foguetão quando ocorreu a falha, apenas 123 segundos após o seu lançamento. Assegurou ainda que a Rússia vai partilhar com os Estados Unidos toda a informação relevante em torno deste acidente.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Outubro, 2018

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1125: Falha na Soyuz leva a aterragem de emergência

NASA
Nave espacial russa SOYUZ

Equipa de astronautas que seguia esta quinta-feira a bordo da nave-espacial Soyuz rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) foi obrigada a uma aterragem de emergência depois de detectada falha nos propulsores após o lançamento.

Após o lançamento efectuado às 9h40m, no cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão, os dois astronautas a borda da nave russa Soyuz tiverem de realizar uma aterragem de emergência.

O russo Alexey Ovchinin da Roscosmos e o astronauta da NASA Nick Hague estavam a borda da nave espacial quando esta sofreu uma avaria nos motores.

De acordo com a NASA, os astronautas detectaram uma avaria minutos depois da descolagem em direcção ao espaço e realizaram, de seguida, um regresso de emergência à Terra em “modo balístico”, num percurso mais a pique que o normal.

De acordo com a agência russa Ria Novosti, os dois cosmonautas não correm perigo de vida e já terá sido estabelecido contacto com ambos.

Segundo o Observador, assim que o erro foi detectado, ouviu-se um sinal de alerta e a mensagem “Inaudível. Há uma emergência. Há uma falha no impulsionador. Estamos em ausência de peso”.

Os astronautas terão aterrado de volta às 10h20m no Cazaquistão e, segundo avançado pela NASA, “estão em boas condições”.

Os astronautas Alexey Ovchinin e Nick Hague deveriam chegar às 15h44m à Estação Espacial Internacional para uma missão de seis meses na estação orbital.

O norte-americano Nick Hague, a trabalhar na NASA desde 2013, iria fazer a sua primeira missão. Para o russo, esta seria a segunda missão depois de ter participado numa outra missão de seis messes em 2016 na EEI.

Este incidente ocorreu dois meses depois de detectada uma fissura na Soyuz que levou a Rússia a suspeitar de sabotagem.

ZAP //

Por ZAP
11 Outubro, 2018

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1022: Desvendado o mistério da cratera do “fim do mundo” da Sibéria

CIÊNCIA

CV Bulka / YouTube

Um grupo de cientistas russos concluiu que a misteriosa cratera formada em 2014 na península de Yamal, no norte da Sibéria, foi resultado de uma actividade incomum de crio-vulcanismo na Terra.

Por norma, os fenómenos de crio-vulcanismo são encontrados em outros planetas e satélites. Um crio vulcão é um vulcão de gelo e água, mas a sua estrutura básica é muito semelhante às formações vulcânicas do nosso planeta.

Em condições de temperaturas extremamente baixas, o crio-vulcão não expele rochas derretidas, mas antes água e outros compostos químicos, como metano e amoníaco, em diferentes estados físicos.

De acordo com o novo estudo, publicado nesta semana na revista Scientific Reports, a cratera de Yamal parece ter resultado do colapso de um grande pingo – uma pequena colina típica das regiões polares – que se formou no interior de um lago de degelo que posteriormente acabou por secar.

Os pingos formam-se quando os lagos secam nas regiões com permafrost – camada de solo permanentemente congelado. Ao secarem, a água que existe no subsolo do reservatório, que encontra-se congelada, exerce pressão sobre a terra à superfície, dando origem à estrutura cónica.

A cratera do “fim do mundo”, como ficou reconhecida, foi descoberta em 2014 na península de Yamal e, desde então, a sua misteriosa origem levantou dúvidas. As teorias sobre a sua origem foram-se multiplicando e iam desde a queda de um meteorito até ao derretimento do permafrost causado pelo aquecimento global.

No outono de 2016, a cratera de Yamal encheu-se de água, tornando-se um lago com 52 metros de profundidade e 25 de diâmetro. Agora, quatro anos após a sua descoberta, os fenómenos do crio-vulcanismo explicam a sua origem.

Por ZAP
15 Setembro, 2018

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995: Cientistas ponderam clonar potro pré-histórico encontrado na Sibéria

CIÊNCIA

Michil Yakovlev/SVFU/The Siberian Times

No mês passado, foi encontrado um potro mumificado com cerca de 40 mil anos na gigante cratera de Batagaika, na Sibéria, também conhecida como o “Portão do Inferno”. Cientistas russos e sul-coreanos consideram agora clonar o animal.

A equipa de cientistas tem esperança que o espécime encontrado possa fornecer material genético para clonar espécies extintas da Idade do Gelo.

De acordo com o director do museu-laboratório de mamutes da Universidade Federal do Nordeste (SVFU), na Rússia, Sergei Semenov, o achado único foi encontrado por uma equipa internacional de cientistas na república de Yakutia durante uma expedição da SVFU e da Universidade Kindai, no Japão.

Durante esta semana, os especialistas russos anunciaram que planeiam cooperar com a fundação Sooam Biotech Research – líder no campo de clonagem de animais – para criar clones do potro encontrado bem como de outros animais extintos.

“Se no corpo [do potro] for encontrada uma célula viva, esperamos que, com ajuda da grande experiência dos colegas sul-coreanos, consigamos obter um clone do cavalo antigo”, disse Grigoriev, um dos investigadores.

De acordo com o The Siberian Times, um dos cientistas envolvidos na análise do potro mumificado é Woo-Suk Hwang, um investigador de células-tronco e pioneiro da clonagem da Coreia do Sul.

Hwang, antigo professor da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, foi criticado em 2006 por falsificar dados e, três anos mais tarde, for condenado a dois anos de prisão por violação de condutas bioética e desvio de verbas, de acordo com a Nature. Actualmente, o pioneiro da clonagem dirige a Sooam Biotech Research Foundation, que estuda e realiza procedimentos de clonagem animal, principiante e cães.

Grigoriev sublinhou que o animal foi encontrado em condições de preservações quase perfeitas, o que aumentas as possibilidade de obter boas amostras a partir dos seus tecidos. Segundo o cientista, o potro terá morrido entre 30 a 40 mil anos, durante o Paleolítico Superior, e terá morrido 20 dias depois de ter nascido.

Possibilidades “astronómicas”

No entanto, vários cientistas que não estão envolvidos no análise do potro têm algumas dúvidas sobre se será efectivamente possível clonar com sucesso o animal mumificado.

Especialistas ouvidos pelo Live Science mantém-se cépticos quanto à possibilidade de os cientistas encontrarem ADN viável no corpo em primeiro lugar, sem mencionar o enorme desafio de clonar uma espécie extinta há milénios.

A clonagem só é possível quando o ADN original do animal está intacto e, a maioria – se não todo o material genético -, obtido a partir de amostras de gelo costuma estar tipicamente degradado “em dezenas de milhões de pedaços”, sustentou Love Dalén, professor de genética evolucionária do Museu de História Natural da Suécia, em Estocolmo.

“Muitos destes desafios serão também enfrentados quando os cientistas tentarem clonar mamutes”, considerou Beth Shapiro professora de Ecologia e Biologia na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos.

“Se for possível recuperar ADN suficiente dos restos mortais do potro mumificado, os cientistas podem ser capazes de construir uma sequência do genoma, comparando o ADN do potro extinto com os genomas de espécies vivas”, acrescentou Shapiro.

Contudo, a possibilidade de encontrar um genoma intacto ou ate mesmo uma célula viva é “astronómica”, disse Vicent Lynch, professor assistente do Departamento de Genética Humana da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

“Os cientistas raramente dizem que algo é impossível, mas certamente estará próximo disso”, concluiu Lynch.

Por ZAP
11 Setembro, 2018

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970: Fissura na nave Soyuz: Rússia suspeita de sabotagem

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Na noite de 30 de Agosto, a Estação Espacial Internacional registou uma diminuição na pressão interior causada por uma fissura no casco da nave espacial Soyuz MS-09. Depois de descartada a hipótese de impacto de um micro-meteorito, a Roscosmos, Agência Espacial Russa, suspeita de sabotagem.

“Consideramos todas as teorias, mas a hipótese do impacto de um meteorito foi rejeitada porque o casco da nave foi atingido a partir de dentro. Apesar de ser ainda cedo para tirar conclusões, tudo indica que a fissura foi criada por uma mão hesitante…é um erro tecnológico de um especialista”, afirmou o director geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin., citado pela Gizmodo.

“Foi feito por uma mão humana – há vestígios do deslize de uma broca na superfície”, acrescentou o responsável, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira.

Devido às reduzidas dimensões da fissura, cerca de 2 milímetros, nenhum dos 6 astronautas esteve em perigo de vida e a Estação Espacial está agora estável após a reparação da fissura com uma fita isoladora e a aplicação de um selante especial.

Rogozin disse ainda ser uma “questão de honra” para a construtora do módulo Soyuz, a Energia Rocket and Space Corporation (RSC Energia), “encontrar o responsável” e averiguar se houve ou não uma “acção deliberada” em terra ou no espaço.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Fonte da indústria espacial contou à RIA Novosti, agência de noticias internacional Russa,  que provavelmente terá sido um trabalhador da RSC Energia a criar a fissura no módulo da nave e a selar o estrago com uma cola especial, razão pela qual a nave terá passado nos testes de pressurização. Depois de lançada para órbita a 6 de Junho com 3 astronautas a bordo a cola usada terá secado, abrindo novamente a fissura.

Para além de uma investigação interna, a RSC Energia vai também inspeccionar todos os módulos Soyuz e Progress.

Os russos são, historicamente, muito rápidos a gritar sabotagem, mas parece-me muito pouco provável”, afirmou o astrofísico Jonathan McDowell, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.

Em caso de intencionalidade na fissura, o buraco teria de ser consideravelmente maior visto que, mesmo com a maior taxa de despressurização possível, a tripulação a bordo teria ainda semanas de ar em reserva.

Por ZAP
5 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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921: Encontrado na Rússia crânio completo de estranho animal pré-histórico

CIÊNCIA

(dr) Yuri Orlov Palaeontological Museum
O crânio do wetlugasaurus encontrado em Samara, na Rússia

Os investigadores nunca pensaram que, num simples pedaço de rocha, iam fazer uma descoberta com um significado tão importante. 

Investigadores da Universidade Estatal Técnica de Samara, na Rússia, descobriram o crânio mais completo alguma vez encontrado de um wetlugasaurus, um estranho animal pré-histórico.

Trata-se de um género extinto do anfíbio Temnospondyli, que viveu no planeta Terra durante o Triássico Inferior, ou seja, entre 247 e 252 milhões de anos atrás. Tinha um crânio de 22 centímetros de comprimento e alcançava um comprimento total de um metro.

Inicialmente, os arqueólogos pensaram que os ossos salientes, encontrados num pedaço de rocha no sudeste da região russa de Samara, no passado mês de Junho, não era muito valioso.

Nobu Tamura / Wikimedia
Wetlugasaurus angustifrons

No entanto, uma investigação mais detalhada, com a ajuda de paleontólogos da Academia de Ciências da Rússia, mostrou que se tratava do crânio mais completo já encontrado desta criatura com dentes e orifícios nasais posteriores.

“Esta notícia foi completamente inesperada para nós”, admitiu a investigadora russa Aliona Mórova aos media russos.

Os restos deste animal foram encontrados pela primeira vez nas margens do rio Vetluga, nos anos 1920.

ZAP // RT / Sputnik News

Por ZAP
27 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto inicial)

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