2343: Asteróide Ryugu é semelhante a uma esponja gigante (e pode ter um núcleo denso escondido no interior)

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

O rover espacial MASCOT conseguiu fazer medições que mostraram que, ao contrário do esperado, o asteróide Ryugu está vazio por dentro e a sua estrutura porosa é semelhante à de uma esponja.

A descoberta explica por que razão apenas um número extremamente pequeno de meteoritos deste tipo atinge a superfície da Terra.

Anteriormente, os astrónomos acreditavam que a superfície dos asteróides condritos do tipo C estava coberta de poeira fina e seixos cósmicos e que o seu interior era composto de rochas relativamente densas.

No entanto, de acordo com um estudo publicado a 15 de julho na revista Nature Astronomy, tudo aconteceu de maneira diferente quando a MASCOT investigou Ryugu e descobriu que apenas a sua superfície abrigava grandes rochas, enquanto o seu interior estava vazio.

“Ryugu surpreendeu-nos, só vimos grandes fragmentos no asteróide que são muito porosos e provavelmente muito frágeis”, disse Matthias Grott, um dos líderes da missão MASCOT, em comunicado. “Agora podemos confirmar que é muito provável que os fragmentos desses asteróides se quebrem ainda mais quando entram na atmosfera da Terra e, em geral, queimam completamente.” Isso significa que apenas os maiores fragmentos atingem a superfície da Terra.

Esta teoria também é confirmada pelo facto de que o asteróide aquece e arrefece muito lentamente quando a “manhã” e “noite” chegam nas regiões estudadas pela MASCOT. Por outro lado, os cientistas não excluem que um núcleo denso e sólido coberto por uma camada bastante espessa de rochas parcialmente divididas e esmagadas possa estar escondido por dentro.

Os astrónomos assinalam que, neste sentido, Ryugu é parecido com os cometas Churyumov-Gerasimenko e Hartley. Isto, por sua vez, indica que o objecto que originou o asteróide era constituído por material primário do sistema solar e era bastante grande, sendo que o seu diâmetro pode ter superado os 50 quilómetros. Se se confirmar essa teoria, Ryugu poderia ser um fragmento da crosta primária do “embrião” de um planeta.

Por outro lado, também é possível que o progenitor deste corpo celeste fosse um objecto relativamente pequeno, com aproximadamente um quilómetro de largura. Neste caso, deveria ter surgido nos primeiros momentos da vida da família planetária, quando o disco protoplanetário estava suficientemente quente para a existência de água líquida.

A nave espacial Hayabusa-2 foi lançada ao espaço no início de Dezembro de 2014 para estudar, recolher e enviar amostras do asteróide Ryugu. A nave permaneceria perto do asteróide durante um ano e meio para recolher amostras de solo e para depois as trazer para a Terra.

Além disso, a Hayabusa-2 levou ao asteróide os rovers japoneses Rover-1A e Rover-1B, batizados de MINERVA-II-1, bem como o aparelho europeu MASCOT. Os primeiros atingiram a superfície do objeto espacial no final de setembro de 2018 e o MASCOT pousou no Ryugu em Outubro.

O rover realizou com sucesso todas as tarefas científicas recolhendo os dados necessários e tirando fotografias para conhecer melhor o asteróide.

ZAP //

Por ZAP
20 Julho, 2019

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1144: Asteróide deixa cientistas perplexos com a sua superfície incomum

JAXA
Superfície do MASCOT

Cientistas receberam os primeiros dados e fotos do rover MASCOT, que pousou recentemente na superfície do asteróide Ryugu, e ficaram completamente perplexos.

Os dados obtidos apontam para uma quantidade extremamente baixa de poeira na superfície do objecto espacial e os cientistas ainda não sabem explicar o porquê.

“A superfície do asteróide acabou por se revelar ainda mais louca do que esperávamos. Está tudo coberto com blocos ásperos e cheio de pedras”, contou Ralf Jaumann, director científico da missão MASCOT e especialista do Centro Aeroespacial Alemão.

“Mas o que nos surpreendeu mais foi o facto de não termos encontrado em nenhum lugar acumulações de regolito, porque as intempéries cósmicas deveriam realmente ter produzido regolito”, acrescentou.

A espaço-nave Hayabusa-2 foi lançada ao espaço no início de Dezembro de 2014 para estudar, recolher e enviar amostras do asteróide Ryugu. A espaço-nave permanecerá perto do asteróide durante um ano e meio e tentará recolher amostras de solo para depois as trazer para a Terra.

Além disso, a Hayabusa-2 levou ao asteróide os rovers japoneses Rover-1A e Rover-1B, baptizados de MINERVA-II-1, bem como o aparelho europeu MASCOT. Os primeiros atingiram a superfície do objecto espacial no final de Setembro, o MASCOT pousou no Ryugu na quarta-feira passada.

O rover realizou com sucesso todas as tarefas científicas recolhendo os dados necessários e tirando fotografias para conhecer melhor o asteróide. Após analisar as amostras, os cientistas descobriram várias características novas e misteriosas do Ryugu.

Assim, os blocos e pedras encontrados na sua superfície são muito grandes, alguns que até chegam a atingir 100 metros. Os especialistas não sabem como se formaram nem qual é a sua composição.

Além disso, a matéria do asteróide possui uma densidade menor comparada com meteoritos parecidos, os chamados condritos, periodicamente encontrados na Antárctida e Austrália.

Os cientistas esperam que os dados recolhidos pelo rover ajudem a resolver os enigmas e obter uma melhor compreensão sobre como era a matéria original do Sistema Solar.

Por ZAP
14 Outubro, 2018

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