3493: ExoMars adiada para 2022 devido ao Covid-19

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A ExoMars tem como objectivo detectar a existência de água em Marte Ilustração produzida pela ESA

“Ambas as partes reconhecem que a fase final das actividades da ExoMars ficaram comprometidas pelo agravamento geral da situação epidemiológica nos países europeus”, refere o comunicado conjunto da ESA e da Roscosmos.

Os responsáveis máximos da Agência Espacial Europeia (ESA) e da agência espacial da Rússia (Roscosmos) concordaram esta quinta-feira em adiar o lançamento da missão espacial ExoMars para 2022. Em comunicado conjunto, as duas agências espaciais confirmam que os efeitos produzidos pelo novo Coronavirus inviabilizaram o cumprimento do calendário previsto para a fase final de preparativos, e em consequência o lançamento da sonda, originalmente agendado para Julho de 2020. A nova data prevê que o lançamento da ExoMars se faça entre Agosto e Outubro de 2022.

“Ambas as partes reconhecem que a fase final das actividades da ExoMars ficaram comprometidas pelo agravamento geral da situação epidemiológica nos países europeus”, refere o comunicado conjunto da ESA e da Roscosmos.

A escolha da nova data teve em conta o facto de que as órbitas e respectivos posicionamentos de Marte e Terra restringem o período de lançamento de missões espaciais que partem da Terra em direcção a Marte a períodos de 10 dias que só ocorrem de dois em dois anos.

O adiamento do lançamento da ExoMars foi decidido após reunião entre Jan Wörner, director geral da ESA, e Dmitry Rogozin, líder da Roscosmos.

Os responsáveis das duas agências espaciais informam que tomaram esta decisão depois de tomarem conhecimento das opiniões fornecidas pelos inspectores gerais das duas agências espaciais. Os próprios especialistas envolvidos no desenvolvimento da ExoMars terão concluído que era necessário mais tempo para testar os diferentes componentes antes de levar a cabo o lançamento da ExoMars.

“Queremos ter a certeza a 100% de que esta será uma missão bem-sucedida. Não podemos permitir-nos nenhuma margem de erro. Mais actividades de verificação deverão assegurar uma viagem segura e os melhores resultados”, reiterou Jan Wörner, citado pelo comunicado conjunto das duas agências espaciais.

À decisão de adiamento do lançamento da ExoMars não será alheio o desfecho menos feliz da primeira missão, que logrou lançar um orbitador em torno do “planeta vermelho”, mas que acabou por fracassar no que toca à aterragem de uma sonda no solo marciano (a sonda despenhou-se violentamente no solo).

Entre os principais objectivos da ExoMars destaca-se a busca e detecção de água em Marte. “ A ExoMars será a primeira missão que vai à procura de sinais de vida em profundidades a mais de dois metros abaixo da superfície marciana, onde as assinaturas biológicas de vida deverão estar preservadas de uma forma considerada única”, refere o comunicado relativo ao adiamento da missão.

ESA e Roscosmos garantem já ter integrado todos os componentes necessários para a viagem espacial – e até o rover Rosalind Franklin, que deverá explorar a superfície de Marte com novo instrumentos científicos a bordo, já havia passado com sucesso os testes térmicos e em vácuo.

A plataforma de aterragem que é conhecida por Kazachok também já se encontra completamente equipada com 13 equipamentos científicos. Também os sistemas de para-quedas dinâmicos já começaram a ser testados – prevendo-se que a última vaga de testes, que envolve os para-quedas principais possa ser realizada ainda em Março, nos EUA. O módulo que deverá descer até Marte também já foi alvo de testes em França, no passado mês.

Exame Informática
12.03.2020 às 12h48
Hugo Séneca
Hugo Séneca

 

 

spacenews

 

2655: Fotografia de Marte mostra dunas de gelo

CIÊNCIA

A imagem é do pólo norte do ‘Planeta Vermelho’.

© ESA / Roscosmos A imagem é do pólo norte do ‘Planeta Vermelho’.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência espacial russa Roscosmos partilharam uma fotografia da superfície do pólo norte de Marte, exibindo o uma estranha textura que parecem ser dunas de neve.

As imagens foram captadas pela câmara CaSSIS que se encontra a bordo da sonda ExoMars Trace Gas Orbiter, com a ESA a explicar que durante o inverno a superfície se encontra coberta por dióxido de carbono gelado. É durante a passagem para a primavera que o gelo se converte em vapor e forma as zonas mais escuras.

Por muito interessante que seja a explicação, a imagem serve para reforçar ideia que há paisagens variadas no ‘Planeta Vermelho’ muito além da conhecida superfície arenosa.

msn notícias
17/09/2019

 

2105: Orbitador ExoMars prepara-se para a chegada do rover Rosalind Franklin

A sonda ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) em Marte. Foi lançada em 2016 com o módulo demonstrador Schiaparelli de entrada, descida e aterragem. Está a procurar evidências de metano e outros gases atmosféricos que podem ser assinaturas de processos biológicos activos ou geológicos em Marte. Também vai servir como relé de comunicações para a plataforma de superfície e para o rover Rosalind Franklin.
Crédito: ESA-D. Ducros

No dia 15 de Junho, a sonda ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) da ESA-Roscosmos vai tomar um percurso diferente. Uma “Manobra de Mudança de Inclinação” colocará a espaço-nave numa órbita alterada, permitindo com que capte sinais cruciais para o rover ExoMars, de nome Rosalind Franklin, com chegada prevista para o Planeta Vermelho em 2021.

Depois de completar uma série de manobras complexas durante 2017, o ExoMars TGO orbita agora Marte a cada duas horas, reunindo dados científicos do rover e lander da NASA (à superfície) e retransmitindo-os para a Terra. Ao mesmo tempo, o orbitador está a recolher os seus próprios dados sobre a atmosfera do planeta, abundância de água e sobre a superfície.

Mais de um ano antes do Rosalind sequer levantar voo da Terra, os especialistas em dinâmica de voo no centro de controle da missão ESOC da ESA formularam um plano a longo prazo para garantir que o ExoMars TGO possa comunicar com o novo rover e com a nova plataforma de superfície da ESA, contidos no módulo de entrada, descida e pouso.

As pequenas mudanças na órbita de uma nave têm um grande efeito ao longo do tempo, de modo que enquanto as próximas manobras alteram apenas ligeiramente a velocidade da TGO, esta estará na posição correta para comunicar com o rover até 2021.

O movimento natural da TGO

O campo gravítico desigual de Marte significa que a órbita da TGO “vagueia”. Assim sendo, gira gradualmente em torno de Marte com o passar do tempo. Como ilustrado no primeiro gráfico, a sonda segue ao início o percurso preto, depois o verde, depois o vermelho – continuando até completar uma rotação em torno do planeta a cada quatro meses e meio.

Para manter contacto com o módulo de descida quando este penetrar na atmosfera marciana, descer e pousar à superfície, a orientação da sonda precisa de mudar.

Neste mês de Junho, três manobras vão alterar a velocidade da TGO, duas vezes por 30,9 m/s e uma pequena mudança final de 1,5 m/s, aproximando-a ligeiramente dos pólos marcianos.

Inclinada a voar

Graças a estas manobras, o percurso da sonda será mais parecido com o do segundo gráfico, ilustrando “instantâneos no tempo” durante a descida do novo rover em 2021.

A linha verde representa o caminho de aproximação do rover Rosalind Franklin.

A linha preta mostra a órbita da sonda TGO com a sua orientação optimizada, dois anos após as manobras deste mês.

O percurso vermelho indica a órbita original da TGO.

Em fase com o rover Rosalind Franklin

Assim que o orbitador TGO tenha a sua nova órbita optimizada em torno de Marte, as equipas no solo também devem garantir que estará no lado correto quando o rover chegar – “em fase” com Rosalind Franklin.

Em Fevereiro de 2021, será realizada uma pequena manobra para garantir que nave TGO está no local certo, à hora certa para a chegada do “lander”.

O resultado de todas estas manobras combinadas pode ser visto no terceiro gráfico.

A linha preta representa a órbita da TGO em torno de Marte no momento em que a Rosalind Franklin começa a descer, indicado pela linha verde.

Os pontos azuis ao longo das órbitas de ambas as espaço-naves estão ligados por linhas horizontais, ilustrando as suas posições relativas em diferentes intervalos de tempo, e como são capazes de se “ver” uma à outra a cada momento, garantindo assim que o contacto de rádio possa ser mantido.

Desfasada

Se as equipas no controlo da missão deixassem a ExoMars TGO na sua órbita actual, sem realizar nenhuma manobra, o próprio planeta Marte mais tarde ficaria entre a nave em órbita e o novo explorador marciano.

Neste gráfico final, a linha vermelha ilustra a órbita desfasada da TGO, e novamente a linha verde mostra o percurso do rover Rosalind Franklin e os pontos azuis representam momentos no tempo para cada nave.

As linhas entre os pontos revelam como, neste cenário, Marte bloquearia a sua visão uma da outra.

Sem colocar o orbitador em fase com o rover de Marte, as duas naves permaneceriam invisíveis uma à outra no momento crucial em que o rover desce até à superfície.

A previsão e o planeamento a longo prazo dos especialistas da missão não só garantem a comunicação entre duas das mais importantes missões da ESA, como também poupam combustível – seria necessária uma quantidade enorme para colocar a TGO na posição certas nas semanas ou até mesmo meses antes da chegada do rover ExoMars.

Astronomia On-line
4 de Junho de 2019



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1578: Rover que vai procurar vida em Marte homenageia Rosalind Franklin, a “mãe” do ADN

ESA/ATG medialab

A agência espacial europeia ESA, junto com a Roscosmos, agência espacial da Rússia, vem a desenvolver o projecto ExoMars, que enviará um rover à superfície de Marte em 2020 com o objectivo principal de procurar vida.

O novo rover marciano da ESA foi baptizado com o nome de Rosalind Franklin, a injustiçada “mãe” do ADN.

O veículo de seis rodas está a ser montado pela Airbus no Reino Unido, equipado com instrumentos científicos diversos e uma broca para perfurar o solo. Assim, dar ao rover o nome de uma cientista que desempenhou papel essencial na descoberta da estrutura do ácido desoxirribonucleico faz todo sentido.

A previsão de finalização da construção do robô é para o final de Julho, quando a máquina será transportada a um centro de testes da Airbus em França. Então, o rover Franklin será integrado à sua cápsula de transporte, ficando pronto para que os russos façam o lançamento. O robô será enviado entre os dias 25 de Julho e 13 de Agosto do ano que vem, chegando a Marte em Março de 2021.

A cientista conseguiu registar duas imagens de raios-X com a estrutura do ácido desoxirribonucleico, permitindo que James Watson e Francis Crick decifrassem a forma de dupla hélice do ADN.

Ou seja, a dupla, que ganhou os méritos e reconhecimento quanto à descoberta do ADN, não teria conseguido fazer nada disso se não fosse a descoberta inicial de Franklin, que morreu prematuramente devido a um cancro de ovário, aos 37 anos, e, portanto, sem o devido reconhecimento.

MRC Laboratory of Molecular Biology / Wikimedia
Rosalind Franklin

Em 1952, Rosalind Franklin investigava o arranjo atómico do ADN usando as suas habilidades na manipulação de raios-X para criar imagens a serem analisadas.

Uma das suas fotos foi usada pela dupla Crick e Watson para a construção do primeiro modelo tridimensional da macro-molécula de dois filamentos, o que permitiu a compreensão de com o ADN armazena, copia e transmite o “código genético da vida”.

A dupla recebeu o Prémio Nobel em 1962 e Franklin não foi mencionada pois Nobels não são concedidos postumamente.

Nascida em Londres em 1920, Rosalind Franklin destacou-se nas aulas de ciências desde muito nova, tendo estudado numa das poucas escolas para raparigas que ensinavam física e química na sua época.

Decidiu que queria ser cientista aos 15 anos, contrariando a vontade dos pais, que não viam futuro nessa área dominada por homens e gostariam que a sua filha estudasse serviço social. Em 1939, entrou no Newham College, da universidade de Cambridge, graduando-se em físico-química em 1941.

No ano seguinte, tornou-se investigadora, analisando a estrutura física de materiais carbonizados usando raios-x. Rosalind Franklin também era interessada nos avanços da ciência espacial da sua época.

Mas o que “Rosalind nunca poderia imaginar é que, mais de 60 anos depois, haveria um rover enviado a Marte com o seu nome, e de alguma forma isso torna esse projecto ainda mais especial”, disse a irmã da cientista à BBC.

ZAP // Canal Tech

Por CT
11 Fevereiro, 2019

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1240: Roscosmos revela causa da avaria na nave Soyuz

NASA
Uma nave espacial russa Soyuz

Um sensor danificado durante a montagem está na origem do incidente do passado dia 11, que impediu o lançamento de uma nave, informaram esta sexta-feira membros da comissão de investigação ao caso, em conferência de imprensa.

“Ficou demonstrado e confirmado por documentos que a culpa foi desse sensor e esta [deformação do sensor] só pode ter sido provocada durante a montagem no cosmódromo de Baikonur”, segundo Nikolái Sevastiánov, da comissão.

Sevastiánov, diretor do TsNIIMash, centro de investigação da indústria espacial russa, explicou que o sensor defeituoso, impediu a abertura de uma tampa e o lançamento da nave espacial Soyuz.

“Excluímos também que o sensor possa ter-se danificado ao cair. Foi estabelecido, sem sombra de dúvida, que o único local onde possa ter ocorrido foi durante a montagem em Baikonur [no Casaquistão]”, segundo a mesma fonte.

O sub-director de Roscosmos, a agência espacial russa, Alaxandr Lopatin, notou não ser responsabilidade da comissão apontar responsabilidades pessoais neste caso.

“Desses aspectos ocupam-se os respectivos órgãos judiciais (…). Nós examinamos o lado técnico da avaria, mas naturalmente, cada avaria tem um nome e apelido”, respondeu Lopatin à questão sobre se foi identificado o responsável.

Dois foguetes montados da mesma forma serão desmontados e examinados.

No passado dia 11, a nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência, tendo na altura sido apontada uma falha no motor. A Soyuz transportava o cosmonauta russo Alexei Ovchinin e o astronauta norte-americano da NASA, Nick Hague.

“Os dois astronautas estão vivos e devem aterrar no Cazaquistão”, transmitia a estação de televisão Rossiya 24 minutos antes da aterragem da nave espacial no cosmódromo russo de Baikonur, em território cazaque.

A nave devia transportar os dois tripulantes para a Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses. De acordo com os planos estava previsto que a nave viesse a cumprir quatro voltas à Terra para seis horas depois acoplar na Estação Espacial Internacional.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde Junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

ZAP // Lusa

Por Lusa
3 Novembro, 2018

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1062: Missão a Marte poderá ser fatal para os astronautas

x-ray_delta_one / Flickr

Os astronautas de uma futura viagem a Marte estarão expostos, na ida e volta ao planeta vermelho, a cerca de 60% do total de radiação recomendada para toda a sua carreira profissional, revelou um novo estudo.

A Agência Espacial Europeia (ESA) chegou a esta conclusão, que apresentou no Congresso Europeu de Ciências Planetárias que está a decorrer esta semana em Berlim, após analisar dados recolhidos por satélites da missão ExoMars, um projecto em que também participa a agência espacial russa Roscosmos. A pesquisa foi publicada esta quinta-feira.

No espaço, sem o forte campo magnético da Terra e sem atmosfera, o incessante bombardeamento de raios cósmicos “tem o potencial de causar sérios danos aos humanos”, indicou a ESA, em comunicado.

Esta exposição, muito maior do que a dos astronautas que trabalham na Estação Espacial Internacional, eleva o risco de cancro, além de deixar sequelas no sistema nervoso central e provocar enfermidades degenerativas.

A radiação cósmica é composta por partículas incrivelmente minúsculas que se movem de forma incrivelmente rápida, quase à velocidade da luz – um tipo de fenómeno que o corpo humano não está preparado para suportar.

Tal como nota o Space.com, esta radiação viaja em todo o espaço mas a atmosfera da Terra protege-nos do pior dos seus impactos. Ou seja, quanto mais nos afastamos da superfície da Terra, mais radiação cósmica o nosso corpo absorverá.

“Um dos factores básicos na planificação e desenho de uma missão tripulada de longa duração a Marte é calcular os riscos derivados da radiação”, explicou Jordanka Semkova, da Academia de Ciências búlgara.

Os riscos estão calculados, mas os valores são preocupantes. A viagem por si só exporá os astronautas a 60% da radiação recomendável e, o objectivo de visitar o Planeta Vermelho deve incluir um período, ainda que curto, na sua superfície – de preferência, sem sobre-dosagem na radiação.

A radiação não é o único o problema que os astronautas poderão vir a enfrentar numa futura viagem. Os desafios multiplicam-se desde de a própria viagem, passando pela nave e chegando às propriedades do próprio planeta.

Recentemente, uma tempestade de areia cobriu Marte por completo, levando à suspensão  da Opportunity, o rover da NASA que está “adormecido” há mais de três meses. O robô está em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas 3 meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos.

ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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970: Fissura na nave Soyuz: Rússia suspeita de sabotagem

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Na noite de 30 de Agosto, a Estação Espacial Internacional registou uma diminuição na pressão interior causada por uma fissura no casco da nave espacial Soyuz MS-09. Depois de descartada a hipótese de impacto de um micro-meteorito, a Roscosmos, Agência Espacial Russa, suspeita de sabotagem.

“Consideramos todas as teorias, mas a hipótese do impacto de um meteorito foi rejeitada porque o casco da nave foi atingido a partir de dentro. Apesar de ser ainda cedo para tirar conclusões, tudo indica que a fissura foi criada por uma mão hesitante…é um erro tecnológico de um especialista”, afirmou o director geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin., citado pela Gizmodo.

“Foi feito por uma mão humana – há vestígios do deslize de uma broca na superfície”, acrescentou o responsável, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira.

Devido às reduzidas dimensões da fissura, cerca de 2 milímetros, nenhum dos 6 astronautas esteve em perigo de vida e a Estação Espacial está agora estável após a reparação da fissura com uma fita isoladora e a aplicação de um selante especial.

Rogozin disse ainda ser uma “questão de honra” para a construtora do módulo Soyuz, a Energia Rocket and Space Corporation (RSC Energia), “encontrar o responsável” e averiguar se houve ou não uma “acção deliberada” em terra ou no espaço.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Fonte da indústria espacial contou à RIA Novosti, agência de noticias internacional Russa,  que provavelmente terá sido um trabalhador da RSC Energia a criar a fissura no módulo da nave e a selar o estrago com uma cola especial, razão pela qual a nave terá passado nos testes de pressurização. Depois de lançada para órbita a 6 de Junho com 3 astronautas a bordo a cola usada terá secado, abrindo novamente a fissura.

Para além de uma investigação interna, a RSC Energia vai também inspeccionar todos os módulos Soyuz e Progress.

Os russos são, historicamente, muito rápidos a gritar sabotagem, mas parece-me muito pouco provável”, afirmou o astrofísico Jonathan McDowell, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.

Em caso de intencionalidade na fissura, o buraco teria de ser consideravelmente maior visto que, mesmo com a maior taxa de despressurização possível, a tripulação a bordo teria ainda semanas de ar em reserva.

Por ZAP
5 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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