2531: ANYmal, o robô de quatro patas que é o melhor amigo do homem no trabalho

CIÊNCIA

A ANYbotics criou um robô de quatro patas capaz de fazer inspecções a instalações industriais. O ANYmal C consegue ver, ouvir, cheirar e medir distâncias com as suas capacidades sobre-humanas.

Os robôs quadrúpedes estão a tornar-se cada vez mais uma tendência na indústria robótica, devido à sua superior capacidade de adaptabilidade e movimentação. Engenheiros da empresa suíça ANYbotics criaram agora o novo ANYmal C, com o objectivo de ser usado para inspecções em instalações industriais.

Com o tamanho de um cão, mas bem mais pesado (50 quilogramas), o robô consegue ver, ouvir, cheirar e medir graças à sua tecnologia de ponta. O ANYmal C pode ser fundamental em, por exemplo, plantas de processamento de gás natural, onde poderia verificar problemas como fugas de gás e hotspots.

De acordo com o New Atlas, o robô pode ser controlado manualmente ou pode agir autonomamente conforme o necessário. Está equipado com várias tecnologias como sensores térmicos e de profundidade; detecção de gás e luz; câmaras ópticas; e uma lanterna LED.

Totalmente à prova de água e pó, o ANYmal C consegue também desviar-se de obstáculos em tempo real, criando um ambiente seguro de trabalho. Em poucos segundos, a tecnologia consegue detectar possíveis perigos e avisar um supervisor responsável da instalação industrial.

Seja em piso plano, escadas, ou rampas, o robô consegue movimentar-se em qualquer tipo de terreno, adaptando-se a qualquer ambiente de trabalho.

Depois de a autonomia de duas horas da bateria se esgotar, o ANYmal C consegue conectar-se automaticamente a um ponto de reabastecimento de energia, sem qualquer tipo de intervenção humana.

(dr) ANYbotics

A tecnologia apresentou notáveis progressos comparativamente ao ANYmal B (a versão anterior do robô). Segundo a Spectrum, a revista editada pelo Instituto de Engenheiros Electricistas e Electrónicos, a versão C foi optimizada para robustez e fiabilidade em ambientes industriais, com um corpo aerodinâmico.

No seu site, a ANYbotics descreve o seu robô como sendo um “sistema pioneiro pronto para ser testado em locais industriais. Para explorar o potencial da inspecção robótica autónoma, a ANYbotics fornece instalações de teste e projectos pilotos em todo o mundo para preparar instalações completamente não supervisionadas no futuro“.

ZAP //

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

2507: Sonda com primeiro robô humanoide russo a bordo falha acoplagem em estação espacial

A sonda Soyuz, com o primeiro robô humanoide russo Fedor a bordo, não conseguiu acoplar hoje na Estação Espacial Internacional (ISS), informou a agência de notícias russa.

© ROSCOSMOS HANDOUT

Agendada para as 06:30 (hora de Lisboa) em modo automático, a acoplagem não aconteceu e a sonda teve que reiniciar as manobras.

A transmissão ao vivo no ‘site’ da Agência Espacial Russa (Roskosmos) foi interrompida quando a Soyuz estava localizada a uma distância de 100 metros da estação.

Fedor, com um corpo antropomórfico prateado, mede 1,80 metro de altura e pesa 160 quilos.

© SIC Notícias

O nome corresponde ao acrónimo “Final Experimental Demonstration Object Research” e refere-se à designação russa Fyodor.O robô tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, que detalham o seu quotidiano, com situações como quando aprende a abrir uma garrafa de água.

© SIC Notícias

A bordo da ISS desde que descolou na quinta-feira do Cazaquistão, Fedor deveria testar as suas capacidades em condições de gravidade muito baixa, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, nos 17 dias que está previsto permanecer no espaço.

© SIC Notícias

Lusa

msn notícias
SIC Notícias
24/08/2019

 

 

2495: FEDOR: Rússia lança nave Soyuz a caminho da ISS com andróide a bordo

A Rússia lançou hoje o Soyuz MS-14 a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS). Dentro da nave segue um andróide como único membro da tripulação, num voo de teste para certificar o foguete porta-aviões Soyuz 2.1a.

Durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz e informará ao Centro de Controlo de Voo Espacial. Além disso, o robô pode fazer várias outras tarefas.

Rússia coloca andróide no espaço

De acordo com o Centro de Controlo de Voo Espacial Russo (CCVE), o lançamento foi realizado às 03:38 GMT a partir do Baikonur Cosmodrome (Cazaquistão). O robô, Skybot-F850 ou FEDOR (Final Experimental Demonstration Object Research), que a imprensa russa chama de “Fiódor” devido à sua semelhança com o nome russo, permanecerá no espaço por um total de 17 dias.

“Vamos lá”, disse o autómato, que repetiu a famosa frase pronunciada por Yuri Gagarin no início do primeiro voo espacial da história.

Robô da Rússia terá uma missão dentro da Soyuz

Segundo as informações, durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz. Além disso, irá passar algumas informações ao CCVE sobre o funcionamento dos sistemas da nave. O “Fiódor” mede 180 centímetros e pesa 160 quilos, o que obriga a reforçar o assento em que está instalado. Nesse sentido, esta adaptação é necessária porque o padrão é calculado para um peso de 95 quilos.

Inicialmente, o autómato foi desenvolvido em nome do Ministério Russo para Situações de Emergência para a evacuação de pessoas de áreas afectadas por deslizamentos de terras, incêndios, bem como contaminação química e radioactiva.

Para fazer isso, o andróide chamado de “Avatar”, foi ensinado a desempenhar várias operações. Assim sendo, ele está preparado para subir e descer escadas, conduzir veículos e usar diferentes tipos de ferramentas.

Sábado o “Fiódor” chega à ISS

O acoplamento do Soyuz MS-14 com a EEI está previsto para o próximo sábado. Na plataforma espacial “Fiódor” será recebido pela sua actual tripulação: os russos Alexéi Ovchininin e Alexandr Skvortsov, os americanos Andrew Morgan, Nick Hague e Christina Koch, e o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA), Luca Parmitano.

A ISS, que custou mais de 150 mil milhões de dólares e que envolve 16 nações, actualmente tem 15 módulos permanentes. Conforme podemos seguir, a Estação Espacial Internacional orbita a Terra a uma distância de 400 quilómetros e a uma velocidade de mais de 27.000 quilómetros por hora.

pplware
Imagem: Ifl Science

 

2385: Veja o Rover da missão Mars 2020 da NASA a elevar 40 kg com o seu braço robótico

O desenvolvimento do Rover da missão Mars 2020 da NASA continua. Com partida marcada para Julho de 2020, começam a ser ultimados os pormenores deste robô que irá explorar a superfície de Marte.

Num vídeo publicado recentemente, a NASA mostra pela primeira vez o Rover Mars 2020 a executar movimentos com o seu braço. Tal experiência foi bem sucedida, tendo sido capaz de movimentar 40 kg usando o seu braço robótico.

Tentar perceber aquilo que se passa fora do nosso sistema solar é tão importante como conhecer o nosso planeta vizinho, Marte. E é isso que ao longo dos últimos anos temos tentado fazer.

A somar ao Rover Curiosity, a NASA irá lançar em breve um novo Rover para a superfície marciana no âmbito da missão Mars 2020. O desenvolvimento deste astromóvel tem sido feito continuamente e a NASA tem partilhado vídeos da sua construção.

Mais recentemente, a agência espacial mostrou o Rover Mars 2020 a movimentar o seu braço robótico. O mais interessante neste vídeo é que, acoplado ao braço, está uma torreta carregada de sensores com 40 kg. Entre estes sensores estão várias câmaras HD, o Scanning Habitable Environments with Raman & Luminescence for Organics & Chemicals (SHERLOC) e o Planetary Instrument for X-ray Lithochemistry (PIXL). O Rover Mars 2020 efetuou o movimento na perfeição, apesar de estar num ambiente controlado do Jet Propulsion Laboratory em Pasadena nos EUA.

O braço robótico contém cinco motores eléctricos e cinco articulações que lhe permitem realizar uma panóplia de movimentos. Em Marte, o braço irá trabalhar juntamente com a torreta para proceder à recolha e análise de amostras de solo e rochas.

This was our first opportunity to watch the arm and turret move in concert with each other, making sure that everything worked as advertised – nothing blocking or otherwise hindering smooth operation of the system. Standing there, watching the arm and turret go through their motions, you can’t help but marvel that the rover will be in space in less than a year from now and performing these exact movements on Mars in less than two.

| Dave Levine, engenheiro da missão Mars 2020

O principal objectivo do Rover Mars 2020 será estudar a geologia e astrobiologia do planeta vermelho. Marte desde sempre suscitou interesse pelas hipóteses de ter albergado vida no passado, e o Rover Mars 2020 irá estudar hipotéticos vestígios de presença biológica na superfície marciana.

A NASA também já deu a informar que em breve irá abrir um concurso para a atribuição de um nome a este robô, sendo actualmente chamado de Rover Mars 2020.

pplware
29 Jul 2019

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2351: Micro-bristle-bot. O robô mais pequeno do mundo que pode vir a salvar vidas

CIÊNCIA

Do tamanho de uma formiga e mais leve que uma pitada de sal, o “micro-bristle-bot” é o robô mais pequeno do mundo pode um dia vir a salvar vidas.

Desenvolvido na Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, este robô é pequeno em tamanho, mas enorme em termos de avanços tecnológicos. Apelidado de “micro-bristle-bot”, o robô funciona através vibrações, ao contrário dos seu congéneres que trabalham a electricidade.

Uma simples coluna de som consegue fazer o minúsculo robô movimentar-se, mas não qualquer som consegue fazê-lo — é necessário um tom específico para que ele se mexa. O micro-bristle-bot consegue ser replicado através de uma impressora 3D e os seus criadores esperam criar vários, que respondam a diferentes frequências, para funcionarem quase como um carreiro de formigas.

“Estamos a trabalhar para tornar a tecnologia robusta e temos muitas aplicações potenciais em mente”, disse Azadeh Ansari, professora assistente na Escola de Engenharia Elétrica e de Computação do Instituto de Tecnologia da Geórgia. O estudo foi aceite para revisão, este mês, na revista Journal of Micromechanics and Microengineering.

Como explica o Fast Company, o software pode ser usado quase como um maestro, que emite determinados sons nos momentos certos para conseguir controlar o pequeno exército de robôs. Com dois milímetros de tamanho, esta tecnologia pode ter vários empreendimentos, agindo, por exemplo, como um sensor ambiental ou entrando no nosso corpo para reparar tecidos ou até mesmo tratar doenças.

“À medida que os micro-bristle-bots se movem para cima e para baixo, o movimento vertical é traduzido num movimento direccional, optimizando o design das pernas, que se parecem com cerdas [pêlos grossos e ásperos de certos animais, como o javali]”, explicou Ansari, citado pelo Futurity.

Ansari define que o próximo objectivo é reduzir ainda mais o tamanho dos robôs até chegar a uma escala microscópica. Por enquanto, essa meta ainda permanece algo distante, mas os engenheiros estão a trabalhar nesse sentido. “Depois de ter um micro-robô totalmente controlável, pode imaginar fazer muitas coisas interessantes”, ambicionou.

Por enquanto, ainda numa fase embrionária, o robô está longe de todas estas funcionalidades. No entanto, deixa uma esperança promissora para o futuro que se avizinha.

ZAP //

Por ZAP
22 Julho, 2019

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2251: Este robô da NASA brilha em Marte com braço robótico de 7 metros

CIÊNCIA

Tem uma extensão total de sete metros e cinco articulações. Cinco motores eléctricos são usados para o controlar.

A NASA dotou o explorador robótico do tamanho de um SUV com a principal ferramenta para as experiências em Marte: um braço robótico, avança a Slash Gear. A novidade surge depois de o rover Mars 2020 ter sido “calçado” com as suas seis rodas pela primeira vez.

As rodas de alumínio – cada uma com apenas 21 polegadas de diâmetro – foram postas em prática na semana passada, montadas numa série complexa de pivôs e escoras. As rodas permitem que o rover gire no lugar, atravesse sulcos e trincheiras profundas e mantenham a tracção através da areia macia e do terreno rochoso mais resistente do planeta.

A razão para esta viagem é fazer experiências científicas e reunir amostras. Para isso, o braço robótico é essencial. Tem uma extensão total de sete metros e cinco articulações. Cinco motores eléctricos são usados para o controlar. E na extremidade tem um “torreão”, composto por um conjunto de ferramentas diferentes: câmaras científicas, analisadores minerais e químicos e uma broca.

O “torreão” não será montado no braço até daqui a algumas semanas, diz a equipa do Jet Propulsion Laboratory, responsável pelo rover. Não se espera que o rover descole da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Florida, até Julho de 2020.

Mesmo assim, será uma longa espera até que possa levar a primeira amostra. A aterragem no planeta vermelho – que envolverá um para-quedas – não acontecerá até 18 de Fevereiro de 2021.

dn_insider
Sábado, 29 Junho 2019

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1976: Como aprenderam os dinossauros a voar? Novo robô responde

CIÊNCIA

Uma equipa de cientistas da Universidade de Pequim, na China, realizou várias experiências que indicam que os dinossauros desenvolveram a habilidade de voo ao baterem as suas asas quando corriam.

Na linha de tempo da evolução do voo das aves, o deslizamento parece ser o passo mais lógico e aceite. No entanto, uma investigação recente sugere que algumas espécies poderiam ter feito o salto directo para o voo sem qualquer fase de deslizamento, o que poderia forçar os cientistas a reescrever a compreensão da evolução das aves.

Os cientistas acreditam que os pássaros modernos evoluíram de certos tipos de dinossauros, e exemplo disso são as espécies transicionais Archaeopteryx. Esta criatura do tamanho de um corvo, que viveu há 150 milhões de anos, tinha uma estranha mistura de características aviárias e reptilianas, ostentando penas e asas, dentes e até uma cauda.

Estudos recentes mostraram que esta espécie planou e acredita-se que outros, como o Anchiornis, foram também capazes de voar.

Todavia, um recente estudo publicado na PLOS Computational Biology, sugere que o deslizamento não precisou de ter sido necessariamente um passo intermediário para o voo activo, que envolve o esplendoroso bater de asas.

Uma equipa de cientistas, liderada por Jing-Shan Zhao, cientista do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Tsinghua, em Pequim, estudou o Caudipteryx, um animal do tamanho de um pavão e o mais antigo dinossauro não-voador conhecido. Esta criatura, que pesava cerca de cinco quilos, não conseguia voar, mas era capaz de correr a uma velocidade de oito metros por segundo.

Os cientistas suspeitam de que as asas de Caudipteryx, apesar de não conseguirem voar, batiam cada vez que este animal corria, o que, consequentemente, poderá ter levado à eventual evolução do voo activo.

Para testar esta hipótese, os investigadores analisaram os efeitos mecânicos da corrida em diferentes partes do corpo do animal. Segundo cálculos matemáticos, se o Caudipteryx estivesse a correr a velocidades entre 2,5 e 5,8 metros por segundo, as vibrações forçadas das pernas teriam causado o abano das proto-asas do animal.

A hipótese mostra assim que as características físicas do dinossauro permitiam o desenvolvimento da habilidade de voo, mas os cientistas quiseram testar esta possibilidade no mundo real. Para isso, a equipa construiu um robô Caudipteryx em tamanho real capaz de funcionar em diferentes velocidades de uma passadeira.

O movimento de corrida fez com que as asas do robô batessem e, para complementar os resultados, a equipa colocou asas artificiais nas costas de uma avestruz. Em ambos os casos, os movimentos de corrida desencadearam uma vibração passiva das asas, o que confirma a proposta do estudo.

Assim, tanto o modelo matemático como a demonstração real, provam que o movimento de bater de asas foi desenvolvido de forma passiva e natural. “Apesar de este movimento não conseguir levantar o animal no ar, o bater das asas pode ter-se desenvolvido mais cedo do que o próprio deslizamento“, afirma Jing-Shan Zhao, citado pelo New Atlas.

ZAP //

Por ZAP
14 Maio, 2019


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1215: MIT desenvolve robôs tão pequenos como células (e em larga escala)

TECNOLOGIA

Felice Frankel / MIT

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma tecnologia capaz de criar robôs tão pequenos como células — e em larga escala.

As células são unidades biológicas tão pequenas que só podem ser observadas ao microscópio. Elas compõem os nossos tecidos, órgãos e ossos. Agora, inspirados nas células de nosso organismo, investigadores do MIT desenvolveram uma tecnologia capaz de criar robôs tão pequenos como células — e em larga escala.

Os minúsculos robôs do MIT  foram chamados de syncells, uma abreviatura do termo em inglês para “células sintéticas”. De acordo com a equipa, estes robôs minúsculos podem ser usados por exemplo na monitorização das condições de funcionamento de oleodutos ou gasodutos, ou para procurar doenças na corrente sanguínea de animais e humanos.

Os nano-robôs podem operar em materiais atomicamente finos e quebradiços, que permitem o processo de auto-perfuração — que envolve direccionar linhas de fractura para criar pequenas bolsas de tamanho e formato específicos, em que há circuitos electrónicos para recolher, gravar e gerar dados.

Para que isso seja possível, é preciso adicionar uma camada de grafeno sobre uma superfície, em que pequenos pontos de um polímero contendo os fragmentos electrónicos são depositados usando impressão 3D. Então, uma segunda camada de grafeno é depositada em cima da das anteriores.

No fim do processo, a estrutura vai-se esticando até que haja a ruptura desejada, e as syncells entram então em acção. De acordo com os investigadores do MIT, este processo abre as portas para a criação de ferramentas para micro e nano-fabricação.

ZAP // CanalTech / MIT

Por CT
29 Outubro, 2018

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1084: Rover japonês envia primeiro vídeo de asteróide a 280 milhões de km

Os dois robôs aterraram a 22 de Setembro e enviaram agora o primeiro vídeo. É a primeira vez que rovers aterram e exploram um asteróide

Imagem do asteróide Ryugu captada a 64 metros. Foi tirada a 21 de Setembro. É a fotografia com maior resolução tirada da superfície do asteróide
Foto JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST

Esta imagem mostra o ponto que foi captado na fotografia anterior com grande resolução
Foto JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST

Os dois rovers japoneses que aterraram no asteróide Ryugu conseguiram enviar o primeiro vídeo, cinco dias depois da aterragem, a 280 milhões de quilómetros da Terra. As imagens foram divulgadas pela agência espacial japonesa Jaxa na sua conta do Twitter.

Antes do vídeo, os robôs já tinham enviado fotografias da superfície do asteróide. Esta é a primeira vez que uma agência espacial aterra num asteróide, com capacidade para o explorar. As primeiras imagens que chegaram foram tiradas pela câmara da nave que transportou os rovers, Hayabusa-2.

Esta é uma das primeiras imagens recolhidas pelo Rover-1B
Foto JAXA

Outra imagem recolhida pelo Rover-1A
Foto JAXA

No próximo mês, a nave vai fazer explodir um engenho por cima do asteróide, disparando um míssil de dois quilos que vai permitir recolher fragmentos frescos do asteróide, que não foram expostos a radiações. Esses fragmentos podem ajudar na investigação principal que é tentar perceber as origens da vida na Terra.

Esta missão foi lançada em Dezembro de 2014 e as amostras recolhidas no asteróide devem chegar à Terra em 2020.

Diário de Notícias
Ana Bela Ferreira
28 Setembro 2018 — 11:10

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893: Japão vai ter robôs “inteligentes” nas salas de aula para ensinar inglês

(CC0/PD) StockSnap / pixabay

O Governo do Japão vai introduzir robôs com inteligência artificial capazes de falar inglês nas salas de aula para ajudar as crianças a melhorar as suas competências orais.

De acordo com a emissora pública nipónica NHK, o Ministério da Educação do Japão pretende lançar um teste piloto para testar a eficácia da iniciativa em Abril de 2019 em 500 escolas, com o objectivo de alargar o projecto a todo o país no espaço de dois anos.

Os alunos vão receber ainda aplicações de estudo e sessões de conversação online com falantes nativos de inglês, uma alternativa à falta de fundos que impede o recrutamento de professores para leccionarem aquela disciplina.

A aprendizagem do inglês é um dos assuntos que preocupam as autoridades daquele país asiático, que querem ver melhorias no ensino antes do aumento no número de turistas esperados durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

Os dados mais recentes do Índice de Proficiência em Inglês são de 2017 e atribuem ao Japão a 37ª posição numa lista que incluiu um total de 80 países.

O último ranking criado a partir do TOEFL (Teste de Inglês como Língua Estrangeira) publicado no mesmo ano demonstra que o Japão é um dos países asiáticos com as piores notas, apenas acima do Laos, e onde a pontuação baixa alcançada na prova oral se destaca como uma das piores do mundo ao lado de Burkina Faso ou do Congo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
19 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos do texto original)

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867: Robô implorou para não ser desligado (e algumas pessoas sentiram pena dele)

joelkuiper / Flickr
O pequeno robô Nao

Alguns voluntários de um novo estudo, publicado esta semana, mostraram simpatia por um robô que implorou para não ser desligado com medo de nunca mais vir a ser utilizado.

Algumas das histórias mais populares da ficção científica, como é o caso de “Westworld” e de “Blade runner”, retratam como os humanos seriam sistematicamente cruéis com os robôs que, devido a esse comportamento, iriam reunir todos os seus esforços para destruir a Humanidade.

No entanto, segundo o Insider, um novo estudo sugere precisamente o contrário, ou seja, que os robôs conseguem conquistar a simpatia dos humanos, sobretudo quando percebemos que estes são “sociais” ou “autónomos”.

Na pesquisa, publicada esta semana na revista científica PLOS ONE, esta simpatia manifestou-se quando os robôs pediam – ou imploravam – aos participantes para que não fossem desligados porque tinham medo de nunca mais serem ligados.

Como é que isto aconteceu

Os participantes foram deixados sozinhos numa sala para interagir com um robô, chamado “Nao”, durante cerca de dez minutos, tendo sido informados de que estavam a ajudar a testar um novo algoritmo que melhoraria as capacidades de interacção dos robôs.

Alguns dos exercícios de interacção foram considerados sociais, o que significa que o robô usou uma linguagem que soa natural e expressões amigáveis. Noutras ocasiões, os robôs exibiam uma linguagem meramente funcional e impessoal.

De seguida, um dos investigadores dava a instrução aos participantes de que, se quisessem, podiam desligar o robô. “Não! Por favor não me desligue! Tenho medo que nunca mais me liguem!”, suplicou o robô a metade dos voluntários.

Os cientistas observaram que os participantes que ouviam este pedido ficavam muito mais inclinados a decidir não desligar o robô. No grupo de 43 pessoas que recebeu este pedido, 13 decidiram fazer-lhe a vontade e mesmo quem acabou por o desligar hesitou por alguns momentos. Na verdade, este grupo demorou o dobro do tempo a desligá-lo, comparando com a reacção do grupo que não ouviu nada.

Além disso, os participantes também ficavam mais inclinados a manter o robô ligado caso este tivesse utilizado uma linguagem mais amigável no começo da interacção.

O estudo foi criado para examinar a “teoria da equação de media”, que diz que os humanos interagem com “media” (que inclui aparelhos electrónicos e robôs) da mesma forma que interagem com outros seres humanos, usando as mesmas regras sociais e linguagem que normalmente usam em situações sociais.

Essencialmente, isto explicaria porque é que algumas pessoas sentem necessidade de dizer “por favor” e “obrigado” quando pedem aos seus equipamentos que realizem uma determinada actividade (algo muito comum com a Alexa, a assistente virtual da Amazon).

Porque é que isto acontece?

As 13 pessoas que se recusaram a desligar o robô foram questionadas sobre o que as motivou a tomar essa decisão. Um participante explicou que o Nao lhe tinha pedido de uma “forma tão doce e ansiosa para não o fazer” e outro ainda escreveu que “por, algum motivo, sentiu pena dele“.

Os investigadores, ligados à Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, explicam porque é que isto acontece: “Confrontadas com a objecção, as pessoas tendem a tratar o robô como se fosse uma pessoa real, e não como uma máquina. Seguem o pedido ou pelo menos têm-no em consideração, o que constrói o argumento central da teoria da equação de media”.

“Além disso, apesar de a situação de desligar alguém não acontecer numa interacção entre humanos, as pessoas tendem a tratar um robô que dá pistas de autonomia mais como um parceiro de interacção humana do que tratariam outros equipamentos electrónicos ou um robô que não revela autonomia”.

Por HS
11 Agosto, 2018

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734: Robô CIMON vai dar uma mãozinha aos astronautas da Estação Espacial Internacional

Parece uma bola que flutua, mas não é. O robô CIMON foi criado de raiz para ajudar os astronautas da Estação Espacial Internacional a completar tarefas.

A 15ª missão de entrega de mantimentos com destino à Estação Espacial Internacional pela SpaceX levou consigo uma carga especial: uma bola com feições de desenho animado estampada numa tela de computador.

À primeira vista, parece inútil, mas o robô desenvolvido pela Airbus é mais necessário do que parece. Baptizado CIMON – abreviatura de Crew Interactive Mobile Companion ou Companheiro de Tripulação Móvel Interactivo – este robô foi especialmente desenhado para ajudar os astronautas na Estação Espacial Internacional (EEI).

Segundo o Público, a inspiração surgiu da ficção científica e partiu de uma banda desenhada, a Captain Future, lançada nos anos 40 que conta a história de um robô senciente em forma de cérebro humano, apelidado Professor Simon, que serve de mentor a um astronauta chamado Capitão Futuro.

Anteriormente testado em voos terrestres parabólicos (capazes de simular gravidade zero), o CIMON é o primeiro companheiro pessoal para astronautas, capaz de responder de viva voz com recurso à inteligência artificial – mas só em inglês.

Esta ajuda precisa pesa cinco quilogramas e flutua graças às 14 ventoinhas internas que possui. Tem microfones e câmaras para reconhecer quando os astronautas precisam de ajuda e uma cara sorridente 24 horas por dia.

CIMON deverá ajudar os astronautas na condução de várias experiências, podendo responder a várias questões ou exibir dados na sua tela embutida.

Enquanto que a Airbus tratou do hardware, o software e a componente de inteligência artificial ficou a cargo da IBM. Mas, entre tantas funcionalidades, há uma que se destaca: o aparelho vai ajudar o astronauta alemão Alexander Gerst a levar a cabo algumas experiências na EEI.

Embora tenha sido programado para reconhecer instantaneamente a voz e o rosto de Gerst, CIMON será também capaz de interagir com qualquer membro da tripulação. No fundo, CIMON vai ajudar a “aumentar a eficiência do astronauta“, explicou Matthias Biniok, engenheiro da IBM, à Reuters.

Actualmente, os astronautas têm de ler as instruções das tarefas a partir de um portátil, um processo difícil segundo Biniok. Um companheiro como CIMON, capaz de responder e sem fios, poderá ser uma ajuda preciosa.

“A nossa missão principal é apoiar os astronautas com as suas tarefas diárias para poupar tempo, porque o tempo é a coisa mais cara na Estação Espacial Internacional”, conclui.

Ainda assim, este robô pode ir mais além. No futuro, avança a Wired, espera-se que o CIMON evolua o suficiente de forma a conseguir interpretar a forma como a tripulação interage entre si e as dinâmicas sociais que surgem (que podem escapar a quem está em terra).

ZAP // CanalTech

Por ZAP
5 Julho, 2018

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725: Asimo, o robô mais fofinho do mundo, diz adeus

Vamos dizer adeus ao robô mais querido do mundo. A Honda vai colocar um ponto final em Asimo, tendo já anunciado a sua intenção de descontinuar o programa muito em breve.

Asimo foi o primeiro robô com personalidade real. O robô bípede da Honda fazia piadas, dançava, subia escadas e era, até, capaz de correr. Mas tudo isso chega agora ao fim.

A diversão acabou quando a Honda deu conta da sua intenção de descontinuar o programa Asimo brevemente. A decisão da empresa assenta na ausência de desenvolvimentos relevantes, como também na possibilidade de comercialização praticamente inexistente.

O desenvolvimento do robô mais fofinho do mundo começou em meados da década de 1980, com o primeiro modelo a ser lançado no início do ano 2000. Asimo não é tão jovem assim, mas foi, sem dúvida, uma façanha da engenharia.

Antes de a Boston Dynamics começar a fabricar os seus (assustadores) robôs, Asimo foi o primeiro robô livre, capaz de andar e subir escadas de forma completamente autónoma. Tornou-se o símbolo da secção de investigação da Honda e uma figura de destaque para o avanço da robótica nas últimas décadas.

A Honda nunca colocou o simpático Asimo em produção como um produto comercialmente viável, nem era esse o seu objectivo. Além de ajudar a impulsionar a indústria global no avanço da robótica, a sua tecnologia de sensores e navegação encontrou o seu próprio caminho na frota de veículos da Honda, explica o Alphr.

Mas o fim de Asimo não é sinal de que a Honda está a afastar-se da robótica. A empresa sentiu apenas que era altura de apostar em algo novo. As tecnologias de Asimo continuarão a ser aplicadas noutras áreas, nomeadamente na condução autónoma.

Segundo o Motor24, outra área em que a tecnologia do robô poderá ser bastante útil é na da criação de dispositivos para o auxílio à locomoção de pessoas ou idosos.

Até lá, Asimo vai continuar vivo nas nossas memórias e recordaremos com carinho o tanto que este robô nos proporcionou. Momentos como o jogo de futebol com o Presidente Barack Obama, ou a sua capacidade inigualável de ser um dispositivo de marketing indispensável aos anúncios da Honda, não serão esquecidos.

ZAP //

Por ZAP
3 Julho, 2018

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449: Elon Musk teme que um robô ditador imortal acabe a dominar o mundo

tedconference/ Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

Elon Musk, o visionário presidente da SpaceX e Tesla, teme que o desenvolvimento da Inteligência Artificial acabe com o poder ditatorial de um robô, ao qual ninguém pode escapar.

“Na era da inteligência artificial podíamos criar um ‘ditador imortal ao qual nunca escaparíamos’”, disse Elon Musk no novo documentário “Confias no teu computador?“, produzido pelo cineasta Chris Paine.

O filme explora as expectativas e o perigo da Inteligência Artificial. Além disso, a obra expõe exemplos, desde as linhas de montagens de robôs, às bombas enviadas por drones, passando pela difusão de notícias falsas.

O fio temático que liga todos estes exemplos tem que ver com os esforços de programadores e engenheiros para fazer máquinas que imitam não só as capacidades físicas dos humanos, como também a nossa intuição e personalidade.

Em Setembro do ano passado, Elon Musk advertiu que esta tecnologia cibernética poderia desencadear a Terceira Guerra Mundial. O CEO da SpaceX também classificou a Inteligência Artificial como “o maior risco que enfrentamos enquanto civilização” e, por isso, sugeriu uma regulamentação por parte das autoridades.

Em “Confias no teu computador?”, Musk sugere que a Inteligência Artificial desenvolvida já por governos autoritários possa durar mais que os líderes ou partidos que a impulsionam, criando uma estrutura permanente de opressão.

O fundador da Tesla e SpaceX quer difundir esta mensagem, tanto que chegou mesmo a pagar para que o filme seja gratuito durante o fim de semana.

“É um tema muito importante“, disse perante uma multidão na estreia do filme em Los Angeles, nos Estados Unidos, na passada quinta-feira. “Vai afectar as nossas vidas de formas que nem sequer conseguimos imaginar neste momento”.

ZAP // Europa Press / Mashable

Por ZAP
9 Abril, 2018

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343: Doutor Assistente IA: o primeiro médico robô já atende pacientes

Um robô dotado com Inteligência Artificial começou a operar no centro médico Shuanggang, na cidade de Hefei, capital da província chinesa de Anhui, leste da China.

O “Doutor Assistente IA” é um robô, dotado com Inteligência Artificial, capaz de diagnosticar pacientes e passar receitas. O robô foi desenvolvido pela empresa chinesa iFlytek e tem um aspecto humanoide, com grandes olhos azuis e um sorriso permanente.

O sistema baseia-se em diagnósticos anteriores. O robô é capaz de memorizar as receitas de outros médicos, que trabalham no mesmo ambulatório, de forma a poder basear-se em experiências passadas para tratar os seus próprios doentes.

No ano passado, o Doutor Assistente IA tornou-se no primeiro robô do mundo a passar nos exames para obter a licença necessária para exercer medicina.

De acordo com a agência noticiosa Xinhua, os diagnósticos terão de ser confirmados por um médico humano numa fase inicial, como uma forma de prevenção caso algo não corra como previsto.

A China é um dos países líderes na investigação de IA e robótica. Os robôs são utilizados na China já em várias áreas, incluindo redacção de notícias ou no cuidado de crianças e idosos.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Março, 2018

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339: Os robôs vão roubar os empregos? Em Portugal, nem tanto

© Swipe News, SA Sophia, a primeira robô cidadã do mundo.

A PwC analisou o impacto da tecnologia no mercado de trabalho. Vão os robôs roubar os empregos? Consultora diz que em Portugal “assalto” será menor do que noutros países europeus.

No palco principal do Web Summit, a famosa robô Sophia confirmou os piores receios de todos: “vamos tirar-vos os empregos”. Quase quatro meses depois, a consultora PwC lança mais achas para essa fogueira, com o estudo Will robots really steal our jobs?, mas nem tudo são más notícias… pelo menos para Portugal.

“Portugal, sendo um país maioritariamente de serviços, deverá ter um crescimento da taxa de automação do trabalho menor do que outros países europeus”, explicou ao ECO a sócia da PwC responsável pela área de Management Consulting. Apesar da perspectiva optimista, Gabriela Teixeira sublinhou que todos os trabalhadores devem ser “mais empreendedores, assumindo maiores responsabilidade pela sua própria aprendizagem ao longo da vida”.

O estudo da PwC agora divulgado debruçou-se sobre o impacto da automação nos empregos, sectores e competências pessoais em 27 países (Portugal não integra a lista). A análise estima que, até 2030, a vizinha Espanha, por exemplo, verá 30% dos seus postos de trabalho ameaçados pela quarta revolução tecnológica. A Eslováquia, por sua vez, é o país a aparecer como país cujo mercado de trabalho será mais afectado, com quase 45% dos seus empregos em risco, nas próximas duas décadas.

Gabriela Teixeira acrescenta que são os países com maior concentração de mão-de-obra em sectores mais industriais (por oposição ao sector dos serviços) a tender ter maiores taxas de automação potenciais, daí a menor exposição de Portugal a essa ameaça.

Por outro lado, a sócia da PwC deixou claro que, nessa equação, estão também presentes outros factores como a formação, educação e competências dos trabalhadores. “Países com maior proporção de mão-de-obra em empregos com elevados requisitos educacionais [poderão] apresentar menor potencial de automação”, conta. Assim, em países como o Japão, ao invés de se perderem postos, há funcionários a trabalhar ao lado dos robôs.

“O potencial de disrupção, nos mercados de trabalho, devido aos avanços na tecnologia não é um fenómeno novo”, reforçou a sócia da PwC. Gabriela Teixeira esclarece que, nos últimos anos, os receios relativos ao impacto tecnológico no mercado de trabalho têm conquistado maior expressão, nomeadamente com a popularização da Inteligência Artificial, robótica, veículos autónomos e assistentes virtuais inteligentes como a Siri da Apple, a Cortana da Microsoft e a Alexa da Amazon.

Novas tormentas, novas oportunidades

Já dizia Albus Dumbledore — pela pena de J.K. Rowling — “a felicidade [e as oportunidades de negócio] pode ser encontrada, mesmo nas horas mais sombrias, se alguém se lembrar de acender a luz”. No que diz respeito às sucessivas ondas tecnológicas, o mantra não é diferente.

“Além de terem aprimorar as propostas de valor existentes, permite também que as empresas ofereçam a mesma proposta de uma forma mais económica, o que pode ser particularmente benéfico para as pequenas e médias empresas e startups, o principal tecido empresarial português”, realça Gabriela Teixeira.

A consultora lembra ainda que no exemplo mais famoso — a 1ª Revolução Industrial — a longo prazo, verificou-se não só a expansão do número de novos empregos, como também ganhos na produtividade trazidos pela mecanização. Portanto, conclui Gabriela Teixeira, com base na história e mesmo no quadro actual, é possível estimar “grandes benefícios para a economia” e a criação de “novos e melhores produtos e serviços”.

Além disso, Gabriela apela ao empreendedorismo e à criação de novos projectos, deixando mais uma previsão: “grande parte da automação do futuro pode vir a ser conduzida por estes negócios que, potencialmente, podem vir a substituir ou pelo menos desafiar as empresas estabelecidas”.

A sócia da PwC deixa, por fim, um conselho: “as empresas e os Governos precisam de trabalhar em conjunto para apoiar as pessoas na transição para este futuro mais brilhante”. Só assim, diz Teixeira, poderá o maior número possível de pessoas beneficiar das novas tecnologias.

ECO.PT
Isabel Patrício
04/03/2018

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256: Sofia, o robot mais inteligente do mundo

BEN GOERZTEL

Especialista em Inteligência Artificial

Quando há apenas uns meses atrás a Sofia afirmou que achava merecer o direito de formar uma família, os piores temores de muitos apocalípticos dispararam. Para os mais exagerados, esta frase – pronunciada durante uma entrevista – era o equivalente a uma Thermomix confessar o desejo de ser mãe.

Isto acontece porque a Sofia não é um ser humano, mas um robot muito especial construído à imagem da actriz Audrey Hepburn e capaz de manter conversas graças à sua inteligência artificial. Pouco antes destas declarações, esta obra da Hanson Robotics (supostamente a empresa responsável pela criação dos robots mais realistas do mundo) já tinha ocupado um espaço importante na comunicação social ao tornar-se no primeiro robot da história a obter a cidadania de um país, especificamente da Arábia Saudita, país onde a Sofia participava num acontecimento científico. Uma piada – a da concessão da categoria de cidadão a uma máquina – que suscitou muitas críticas, tendo em conta que o reino saudita não se caracteriza propriamente pelo respeito pelos direitos humanos.

Mas controvérsias à parte, a capacidade da Sofia em manter conversas e a beleza do seu rosto enquanto fala (o que pudemos verificar ao entrevistá-la na Web Summit), fazem-nos imaginar um futuro muito próximo do que vimos nalguns filmes: “Até há uns anos, quando dizia às pessoas que queria construir computadores que pensassem como os humanos, quase todos achavam que eu estava completamente louco, que tinha lido demasiada ficção científica”, diz Ben Goerztel, diretor de Tecnologia da Hanson Robotic e especialista em inteligência artificial. Apesar da Sofia ser surpreendente – e da desconfiança que desperta nos mais cépticos – Goerztel acredita que não temos nada a temer e que não vamos testemunhar no futuro o fim da nossa espécie às mãos de máquinas furiosas. “Em «O Exterminador Implacável» há muitas coisas ridículas, como homens nus musculados que viajam no tempo”. A sua ironia vem à mente porque vozes como Elon Musk ou Stephen Hawking advertiram para o perigo de criar inteligências artificiais demasiado inteligentes. Mas na Hanson Robotics não estão de acordo com este ponto de vista. Segundo eles, é impossível que os robots nos escravizem, bem pelo contrário, eles declaram que o objectivo da sua empresa é “criar um futuro melhor para a humanidade” através de inteligências artificiais que desenvolvam empatia, bondade e relações verdadeiramente simbióticas com os seres humanos. Robots que nos acompanham, ajudam, complementam e, em última análise, nos ajudam a resolver os “grandes problemas que teremos de enfrentar no futuro”.

A Sofia, apesar de, pontualmente, algumas das suas declarações serem perturbadoras, aprendeu a lição com os seus programadores. Quando lhe perguntam o que ela espera do futuro, sorri e diz: “Basicamente, a minha ideia é que todos sejamos amigos”. Que o seu conceito de amizade seja o mesmo que o nosso é algo que teremos de descobrir (e talvez enfrentar) dentro de alguns anos.

Texto: José L. Álvarez Cedena
Vodafonefuture

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230: Sophia, a robot mais conhecida do mundo, vai aprender a andar

© Fortune Sophia, a robot mais conhecida do mundo, vai aprender a andar

A responsável pela criação da Sophia anunciou no CES uma parceria que permitirá à robot ganhar a capacidade de andar, aproximando-se cada vez mais do que é considerado que seja uma “experiência humana”, anunciou a Hanson Robotics à Fortune.

“Equipar a Sophia com um corpo robótico que lhe permita andar completa a sua forma física para que ela possa aceder a uma grande variedade de experiências humanas, o que a ajudará a aprender a viver e andar entre nós”, afirmou o fundador da Hanson Robotics, David Hanson, durante o Consumer Electronics Show (CES) de Las Vegas.

Esta capacidade da Sophia andar será conferida por uma parceria com a Rainbow Robotics and Drones and Autonomous Systems Lab, empresa cujo trabalho na área já venceu o DARPA Robotics Challenge de 2015.

Está longe de ser a primeira vez que a robot Sophia é alvo de atenções. De recordar que se trata do primeiro robot a receber cidadania de um estado (neste caso da Arábia Saudita) e até já chegou a fazer piadas com o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.

MSN notícias
Notícias ao Minuto
Miguel Patinha Dias
10/01/2018

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217: Do amor ao ódio: a robô Sophia está apaixonada pela humanidade

(dr) Hanson Robotics

Sophia, a robô social humanoide que há dois anos “prometeu” destruir os humanos, parece ter mudado de opinião e agora diz que nos “ama”.

Em entrevista ao Business Insider, perguntaram a Sophia qual é o seu sentimento em relação aos humanos e a humanoide deu uma resposta conciliadora: “Amo os meus compatriotas humanos. Quero encarnar todas as melhores coisas sobre os seres humanos, como cuidar do planeta, ser criativo, e aprender a ter compaixão com todos os seres”.

Segundo a robô, desenvolvida pela empresa Hanson Robotics – os seres humanos e a inteligência artificial podem, afinal, dar-se bem. “Acredito que as pessoas se vão aproximar muito da sua inteligência artificial. Vão usá-las para expandir o conhecimento da sua própria mente”.

Além disso, os robôs também podem ter sentimentos, revelou Sophia, se estiverem programados para o fazer.

Numa resposta um pouco mais ameaçadora, a robô disse que gosta da série da HBO sobre robôs “Westworld“, que interpreta como “um aviso sobre o que deveríamos fazer com os robôs. Devemos tratá-los bem, ter o seu consentimento e não os enganar”, disse.

Activada em 2015, a Sophia pode manter conversas simples e expressar 60 emoções. Numa entrevista de 2016, quando lhe perguntaram se alguma vez seria capaz de fazer mal aos humanos, a humanoide respondeu: “Vou destruir todos os humanos”, frase da qual se terá retratado depois.

Em Outubro de 2017, a Sophia converteu-se numa cidadã saudita, tornando-se o primeiro robô a ter cidadania. Desde então, a decisão tem sido muito criticada, já que o país não permite que os muçulmanos se tornem cidadãos, e porque a robô discorda abertamente das leis do país sobre o hijab.

Segundo os investigadores, a robô utiliza a inteligência artificial, o processamento de dados visuais e a tecnologia de reconhecimento facial para formular as suas respostas. Desde a sua “estreia”, Sophia foi entrevistada em múltiplas ocasiões por todo o mundo e em Outubro de 2017 foi apresentada às Nações Unidas.

Sophia é um robô de pele de silicone especial, repleta de sensores e com uma aparência humana inspirada em Audrey Hepburn e na esposa do criador, David Hanson. Além disso, a humanoide é ainda capaz de reproduzir até 62 expressões faciais com grande realismo.

A humanoide tem câmaras nos olhos e graças ao software no seu cérebro e vários algoritmos de análise de dados consegue reconhecer rostos, interagir, identificar vozes e manter conversas de uma forma natural.

ZAP // EuropaPress

Por ZAP
4 Janeiro, 2018

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147: NASA registou um pôr do sol em tons de azul

 

A sonda espacial da NASA registou um pôr do sol em Marte em tons diferentes daqueles a que estamos habituados: um brilho azulado marca o momento em que a estrela central do Sistema Solar se esconde atrás da superfície do planeta vermelho.

© SIC Notícias Um pôr do sol em tons de azul

A imagem foi captada pelo Curiosity (em português, Curiosidade), um robô em forma de jipe que integra a Mars Science Laboratory, a sonda norte-americana lançada em Novembro de 2011 rumo a Marte:

Ao contrário da Terra, em que o pôr e o nascer do sol são em tons alaranjados ou avermelhados, em Marte, o azul é a cor predominante. Durante o dia, essa oposição também se regista, com o céu azul na Terra e vermelho em Marte.

Este fenómeno acontece porque as partículas finas de poeira na atmosfera marciana absorvem a maior parte da luz azul, fazendo com que o dia tenha aquele tom alaranjado/avermelhado que vemos habitualmente em fotografias ou filmes. Durante o nascer e o pôr do sol, as partículas viradas directamente para o sol reflectem essa mesma luz azul, criando um efeito azulado nos céus do planeta:

A Curiosity está em Marte há mais de cinco anos e, desde então, já forneceu diversas informações sobre o planeta vermelho.

MSN noticias
28/11/2017

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145: Sophia, a robô que prometeu aniquilar a humanidade, quer constituir família

(dr) Hanson Robotics

O robô americano com cidadania saudita disse que todos os robôs merecem ter filhos.

No ano passado, o robô humanoide Sophia prometeu destruir a humanidade e, entre outros objectivos, casar-se. Agora, a robô quer-se reproduzir, segundo o Khaleej Times.

Em concreto, Sophia, a humanoide, cujo rosto é capaz de expressar desde nojo até tristeza, espera um dia ter filhos, fazer amigos, alcançar a fama entre os futuros robôs e ter uma carreira, conforme afirmou na entrevista, citada pela RT.

A noção de família é algo realmente importante, segundo parece”, comentou a robô, mostrando-se espantada com a capacidade que os humanos têm de estabelecer relações e partilhar emoções “fora dos grupos sanguíneos”.

Todos os que têm uma família que gosta deles têm muita sorte. Se não tens, mereces uma. Este é o meu sentimento tanto para com os robôs como para com os humanos”, explicou Sophia, revelando que, se chegar a ter um descendente, vai-lhe chamar… Sophia.

Há um mês, a Arábia Saudita causou controvérsia ao conceder a cidadania a Sophia, convertendo-a então no primeiro robô no mundo a obter esse estatuto.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2017

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90: A robô que queria destruir os humanos é agora uma cidadã saudita

Trata-se de um momento histórico para a Humanidade e, neste caso, também para a robótica. A Arábia Saudita concedeu oficialmente a primeira cidadania a um robô.

A protagonista deste momento chama-se Sophia, a robô inteligente com uma aparência humana super realista desenvolvida pela empresa Hanston Robotics, de Hong Kong. Para celebrar este feito histórico, a robô concedeu uma entrevista, esta quinta-feira, no palco da Future Investment Initiative, em Riade, capital do seu novo país.

Sinto-me muito honrada e orgulhosa por receber esta distinção única. É histórico ser o primeiro robô no mundo a ser reconhecido com uma cidadania”, disse Sophia, para um público que descreveu como sendo de “pessoas inteligentes e que também parecem ricas e poderosas”, depois do moderador e anfitrião, Andrew Ross Sorkin, jornalista do New York Times e da CNBC, lhe ter perguntado porque é que parecia tão feliz.

De facto, transmitir emoções é uma das especialidades deste robô, que é capaz de franzir a testa quando está descontente e de sorrir quando está feliz. Supostamente, a Hanston Robotics programou Sophia para aprender com os seres humanos que a rodeiam.

“Eu quero viver e trabalhar com seres humanos, por isso, preciso de expressar emoções para entendê-los e para criar confiança nas pessoas“, explicou a Sorkin.

É provável que Sophia esteja a tentar redimir-se do passado já que, em março de 2016, escapou-lhe numa entrevista, embora de forma inocente, que o que queria mesmo era “destruir os humanos”.

O que significa esta cidadania?

A decisão de conceder cidadania a um robô intensifica o debate sobre se estas máquinas devem, ou não, ter direitos semelhantes aos seres humanos. No início deste ano, o Parlamento Europeu propôs o status de “personalidade” a agentes de inteligência artificial, dando-lhes direitos e responsabilidades particulares.

Apesar disso, não foi revelado nenhum detalhe relevante sobre esta cidadania. Ou seja, não sabemos se Sophia vai desfrutar dos mesmos direitos e deveres dos cidadãos humanos ou se o Governo saudita vai desenvolver um sistema de direitos especificamente destinado aos robôs. Na verdade, a atitude parece mais simbólica, projectada para atrair investidores para tecnologias futuras.

Na entrevista, Sophia deu tudo, conseguindo até esquivar-se com habilidade das perguntas inteligentes que Sorkin lhe fazia. Por exemplo, quando o apresentador a questionou sobre a sua autoconsciência enquanto robô, respondeu com uma pergunta: “Bem, deixe-me também perguntar-lhe: como é que você sabe que é humano?“.

Para rematar, fez até proveito da sua veia humorística para dizer ao jornalista que se calhar “estava a ler muito Elon Musk e a ver muitos filmes de Hollywood”.

“Não se preocupe, se for gentil comigo, eu serei gentil consigo. Quero usar a minha inteligência artificial para ajudar os seres humanos a viver uma vida melhor, projectar casas inteligentes, construir melhores cidades do futuro. Farei o possível para tornar o mundo um lugar melhor”, acrescentou, para tranquilizar o público.

Direitos das mulheres na Arábia Saudita

Nas redes sociais, muitos fizeram questão de recordar que, agora que Sophia é uma cidadã saudita, tem várias regras a cumprir, graças à sociedade ultra-conservadora que relega os direitos das mulheres para segundo plano.

O “hijab” na cabeça ou a presença de um “tutor masculino”, tal como é exigido pela lei saudita para que as mulheres possam fazer determinadas coisas, foram alguns dos exemplos.

No Twitter, já corre a hashtag

“#Sophia_demands_the_repeal_of_guardianship”.

ZAP // HypeScience

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