2414: E se os bichos mais resistentes da Terra andarem pela Lua? Isto não é ficção

Uma missão israelita, que tinha a Lua como destino, fracassou mas a mercadoria poderá ter sobrevivido

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Costuma dizer-se que as baratas são rijas e sobrevivem a bombas nucleares. Nos últimos tempos, no entanto, esta versão foi perdendo força, pelo menos no que toca ao trono da resistência estóica, já que o tardígrado ganhou o estatuto de habitante mais resistente da Terra. Os tardígrados são micro-animais, não chegam a medir um milímetro e têm oito patas. De acordo com a Universidade de Oxford, esses bichos estarão por cá nos próximos 10 mil milhões de anos.

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Agora, estes micro-animais que aguentam décadas sem comer e beber, que resistem ao pior dos infernos na terra, poderão estar a colonizar a Lua. Pelo menos, à sua maneira. Ou micro maneira. É que a missão espacial israelita Beresheet, que seria a primeira daquele país a aterrar na Lua, transportava tardígrados para o satélite natural da Terra para descobrir se será um bom plano B ao nosso planeta, conta o “The Guardian”. Embora os cientistas tenham perdido o contacto com a Beresheet em Abril, acredita-se que a sonda tenha chegado à Lua. Mais: os cientistas acreditam que os micro-animais sobreviveram àquela viagem e à nova realidade.

Os tardígrados, também conhecidos por ursos de água, foram descobertos no século XVIII por Johann August Ephraim Goeze, um zoólogo alemão, conta aquele diário. E encontram-se por todo o lado: nos cenários mais rudes e desafiantes à sobrevivência, como cumes de montanhas, desertos que fervem e até lagos gelados da Antárctida.

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Será que os seres mais resistentes da Terra serão igualmente resilientes na Lua? Um especialista na matéria diz que sim. “Os tardígrados podem sobreviver a pressões comparáveis àquelas criadas quando asteróides atingem a Terra, por isso um pequeno acidente como este não é nada para eles”, explicou ao “The Guardian” Lukasz Kaczmarek, da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, que garante que aqueles micro-animais podem durar alguns anos por território lunar.

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Expresso
07/08/2019

 

989: Cientistas americanos desenvolvem o metal mais resistente do mundo

CIÊNCIA

(PPD/P0) JarkkoManty / Pixabay

Uma equipa de investigadores dos Laboratórios Nacionais Sandia, nos Estados Unidos, diz ter desenvolvido o “metal mais resistente ao desgaste no mundo” – uma liga de platina e ouro baseada na junção de micro estruturas.

Cem vezes mais durável do que o aço, o novo composto, ainda sem nome, foi feito com 90% de platina e 10% de ouro. A inovação está nas proporções, no cálculo dos átomos e no processo de fabricação que os cientistas utilizaram para conseguir a alta resistência.

O investigador principal, o uruguaio Nicolás Argibay, disse em declarações à agência Efe que a equipa se dedicou durante uma década para desenvolver modelos sofisticados para prever os efeitos do atrito nos metais.

Para exemplificar a durabilidade do material, Argibay disse que a liga de metais é tão dura que, se fossem fabricados pneus para automóveis com a partir da liga, este sofreriam um desgaste de uma pequena camada de átomos por cada quilómetro realizado.

“O nosso trabalho mostra que há formas de adaptar as micro estruturas dos metais para dividir uma notável resistência mecânica e ao desgaste. Especificamente, chamamos este processo de ‘engenharia de limite de grão”, afirmou.

Argibay explicou que esta descoberta pode poupar à indústria mais de 100 milhões dólares por ano só em materiais, fazendo também com que os produtos electrónicos de todos os tamanhos e de várias indústrias se tornem mais rentáveis, duráveis e confiáveis.

“Pelo menos, esperamos que estas ligas de metais proporcionem uma melhoria substancial nos revestimentos que já são usados amplamente na electrónica, que essencialmente consistem em ouro quase puro. A nossa liga de metais proporciona uma vida útil muito mais longa”, acrescentou o investigador.

O cientista também explicou que a inovação pode ter usos muito amplos: visa transferir a liga de metais de platina e ouro a uma variedade de produtos comerciais a curto prazo. “Esperamos que este trabalho possa dar origem a outras ligas de metais com propriedades semelhantes para o uso em aplicações não eléctricas. Por exemplo, engrenagens, motores de automóveis”, sustentou.

De acordo com o Argibay, desde sistemas aeroespaciais e turbinas eólicas até à micro electrónica para telefones telemóveis e sistemas de radar podem beneficiar com o novo material criado, já que foram tidas em conta as limitações actuais de confiabilidade dos componentes micro electrónicos metálicos.

“Este trabalho tem um potencial significativo para o impacto económico e para a engenharia. Esperamos que possa levar a melhorias radicais na confiabilidade e no rendimento para uma ampla gama de dispositivos comerciais”.

A liga de metais conta com uma excelente estabilidade mecânica e térmica, e quase não apresenta mudanças na sua micro estrutura face a períodos muito longos de atrito e, por isso, foi catalogada como uma “grande descoberta”.

ZAP // Efe

Por EFE
9 Setembro, 2018

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