4289: A caverna subaquática mais profunda do mundo é ainda mais profunda do que se pensava

CIÊNCIA/GEOFÍSICA/GEOLOGIA

Radim Holiš / Wikimedia
Abismo de Hranice, na República Checa

O Abismo de Hranice, a caverna subaquática mais profunda do mundo, localizada na República Checa, é, afinal, duas vezes mais profunda do que se pensava, anunciaram os cientistas.

De acordo com a revista Newsweek, uma pesquisa, realizada em 2016, mostrou que o Abismo de Hranice, na República Checa, tinha pelo menos 475,5 metros de profundidade.

Mas, agora, uma nova investigação, levada a cabo pelo investigador Radek Klanica, do Instituto de Geofísica da Academia de Ciências Checa, descobriu que esta caverna subaquática tem, afinal, cerca de um quilómetro de profundidade.

Segundo a mesma publicação, além de fornecer uma nova estimativa da profundidade daquela que é a caverna subaquática mais profunda do mundo, a equipa também realizou vários testes para descobrir como é que esta se formou.

A equipa de investigadores, cujo estudo foi publicado, a 17 de Agosto, na revista científica JGR: Earth Surface, descobriu que esta caverna foi criada pela água subterrânea que escorreu, em vez de subir (um processo conhecido por formação hipogénica), como se pensava tradicionalmente.

Os cientistas dizem que a ideia de formação hipogénica para sistemas como o de Hranice é baseada no conhecimento de que as águas subterrâneas actuais contêm elementos ácidos que vêm de uma fonte profunda.

A presença de isótopos de carbono e hélio do subsolo do Abismo de Hranice deu peso a essa teoria. No entanto, a análise mais recente sugere outro método de formação.

As descobertas da equipa indicam que a caverna se formou pela água da superfície que corre no subsolo, erodindo a base. Isto aconteceu antes do evento de transgressão durante o Mioceno, quando o nível do mar subiu e a caverna foi inundada. Os isótopos podem ser explicados por uma ressurgência de água num ponto posterior, disseram.

A equipa afirma que este modelo de formação pode ser aplicado a outros sistemas de cavernas subaquáticas em todo o mundo, o que significa que

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2020

 

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4178: Fóssil preserva olhos de animal com mais de 429 milhões de anos

CIÊNCIA

Investigadores descobrem que fóssil encontrado na República Checa preserva olhos de trilobita com mais de 429 milhões de anos

Brigitte Schonemann, da Universidade de Colónia, Alemanha, e Euan Clarkson, da Universidade de Edimburgo, Escócia, estudaram uma rocha descoberta na República Checa e constataram que o trilobite ali fossilizado mantém a estrutura ocular intacta. Este espécime está muito bem preservado e permitiu aos cientistas aprenderem mais sobre como os olhos deste animal evoluíram.

O fóssil do trilobite tem apenas um centímetro e está dividido ao meio, permitindo ver a forma das estruturas num dos olhos. Estes artrópodes (animais invertebrados de exoesqueleto rígido), que viveram há milhões de anos, apresentam olhos compostos, semelhantes aos das moscas actuais. Na parte de cima de cada componente do olho há uma lente com as células em cone a ajudar a processar a luz, até ao receptor que depois envia o sinal ao cérebro. Toda esta forma de funcionar foi apreendida através da observação deste fóssil, explica a publicação ArsTechnica. Neste trilobite, o cone aparenta ser minúsculo e a lente bastante mais grossa do que nos congéneres estudados anteriormente.

Outra vertente estudada pelos investigadores prende-se com o ambiente envolvente desta estrutura. Os investigadores encontraram paredes estruturais, com pigmentos escuros estáveis o suficiente para se manterem preservados nos fósseis. Estas paredes ajudam a manter a luz bloqueada, à semelhança do que acontece em animais do conhecimento geral, como o camarão. Por outro lado, o habitat destes trilobites seria um local bem iluminado e com águas rasas.

Os investigadores apontam que quase tudo sobre este olho composto parece ser moderno e comparável com o que encontramos nos insectos e em muitos crustáceos da actualidade.

Exame Informática
17.08.2020 às 08h33

 

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926: Verão atípico põe a descoberto (estranhas) “Pedras da Fome” na Europa

NOTÍCIAS

A Europa enfrenta um verão atípico e, com isso, têm surgido mensagens “escondidas” um pouco por todo o território europeu. Desta vez, foram encontrados marcas misteriosas gravadas em pedras, que não são apenas vestígios das sociedades antigas, mas também alertas para os tempo difíceis que se aproximam.

A seca severa que atinge a Europa Central pôs a descoberto pedras antigas, que têm (estranhas) mensagens gravadas na sua superfície. Uma das pedras foi encontrada na República Checa e são vulgarmente conhecidas como “Pedras da Fome“, relevou a AP.

Normalmente, estas pedras não são visíveis pois ficam abaixo da linha de água do rio Elba, que flui através da cidade de Děčín, no norte do país. No entanto, com os níveis de água a atingir os recordes mais baixos na Europa, as rochas e as mensagens nelas gravadas ficaram novamente expostas.

Mais de uma dúzia de “Pedras da Fome” podem ser vistas na cidade, que acabam por registar os níveis mais baixos de água em séculos. Em 2013, um grupo de investigadores levou a cabo um estudo sobre as secas históricas na República Checa e descreveram estas rochas como pedras “esculpidas por anos de dificuldade e com as iniciais dos autores perdidos para a história”.

No passado, estas pedras serviam para medir os níveis das águas e, baixos níveis de água eram sinal de que tem difíceis se estavam a aproximar.

A mais antiga e famosa destas marcas, conhecida simplesmente por Hunger Rock, de acordo com o guia turístico da cidade, contém uma inscrição que data de 1616, onde se lê: “Se me vires, chora” (Wenn du mich siehst, dann weine).

Embora as inscrições legíveis mais antigas desta pedra em particular datem de 1616, existem outras rochas que já vivenciaram numerosas secas desde 1417.

Uma outra “Pedra da Fome” da Alemanha regista as condições climatéricas daquele ano de forma mais feliz: “Se voltares a ver esta pedra novamente, irás chorar, de tão superficial que as águas estavam em 1417”.

Outras há que dizem: “Nós choramos. Nós choramos. E tu vais chorar” e também “Quem me viu uma vez, chorou; Quem me vir agora vai chorar”.

As razões para estes alertas sinistros – como se soubessem o que está para vir – podem ser várias. Quando a seca e o calor chegam, significa não apenas que a colheita será má, mas também que haverá falta de comida e os preços irão subir, consequentemente.

Além disso, quando o nível das águas baixa drasticamente, o transporte fluvial torna-se mais difícil, ameaçando o sustento das famílias que vivem junto da costa.

Com o rio Elba no seu nível mais baixo em mais de meio século, a seca tem recordado também outro tipo de miséria: nesse mesmo canal têm sido encontradas bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial e granadas de mão, que estiveram submersas por mais de 70 anos.

Enquanto os cientistas ainda indagam com estes presságios para o futuro, a mais recente inscrição na “Pedra da Fome” encontrada na República Checa tenta, pelo menos, aliviar um pouco o clima – “Não chores, menina, não te preocupes. Quanto estiver seco, apenas pulveriza o teu campo” (Neplac holka, nenarikej, kdyz je sucho, pole strikej).

Fenómenos semelhantes têm sido relatados um pouco por toda a Europa, onde as condições atípicas e secas têm desvendado monumentos pré-históricos ou mensagens da Segunda Guerra Mundial.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
27 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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