4219: Fóssil mostra ancestral réptil marinho a engolir uma presa enorme

CIÊNCIA/BIOLOGIA/PALEONTOLOGIA/ZOOLOGIA

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Representação de um Ictiossauro (E) e de um Plesiossauro (D), por Édouard Riou (1863).

Um fóssil de um antigo ictiossauro mostra que este réptil marinho morreu pouco depois de engolir uma presa enorme. A criatura terá partido o pescoço, acreditam os investigadores.

Os ictiossauros são répteis marinhos que desapareceram um pouco antes da extinção dos dinossauros. Uma equipa de investigadores encontrou um fóssil de uma destas criaturas com cinco metros de comprimento com um corpo de um animal de quatro metros no interior do seu estômago.

“É o maior de todos os tempos”, salientou Ryosuke Motani, da Universidade da Califórnia. Aparentemente, o ictiossauro terá-se magoado no pescoço no processo de consumir a pesa e acabou por morrer pouco mais tarde, escreve a New Scientist.

Os cientistas não conhecem bem a dieta destes répteis marinhos, embora saibam que, pela forma dos seus dentes, alguns dos maiores espécimes eram predadores de topo que caçavam grandes presas.

“Havia algo no seu estômago que estava saliente”, explicou Motani, que juntamente com a sua equipa esteve sete anos a tentar identificar a presa dentro do estômago do ictiossauro. Os resultados do estudo foram publicados este mês na revista científica iScience.

A última refeição deste ancestral réptil marinho foi um talattossauro, que embora tenha um tamanho quase idêntico ao ictiossauro, é bem mais magro. Na altura em que o fóssil foi descoberto, em 2010, esta espécie ainda era desconhecida à ciência.

O ictiossauro mordeu a cabeça e a cauda do talattossauro, provavelmente sacudindo-o. De seguida, engoliu todo o corpo decapitado e sem cauda, explicou a New Scientist. “O pescoço foi partido a um ponto de não conseguir segurar o crânio”, disse Motani. “Não conseguia respirar”.

Motani realça que este talattossauro poderá ter sido um espécime anormalmente grande, já que os restantes teriam apenas entre um e dois metros de comprimento.

ZAP //

Por ZAP
25 Agosto, 2020

 

spacenews

 

2125: Amostras de ADN sugerem que o monstro do Lago Ness pode ser real

CIÊNCIA

(CC0/PD) woodypino / pixabay

O mítico monstro do Lago Ness pode mesmo existir, de acordo com uma nova investigação realizada no famoso lago escocês.

Uma expedição recolheu diversas amostras de água em três profundidades diversas, o que lhe permitiu obter restos de pele, escamas, plumas, pêlo e fezes que, por sua vez, fizeram com que fosse possível analisar o ADN de diferentes criaturas.

As amostras foram analisadas em diversos laboratórios da Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França e os resultados são “surpreendentes”, segundo Neil Gemmel, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

O especialista em genética e biologia explicou ao NZ Herald que os resultados foram contrastados com a maioria das hipóteses principais relacionadas com o monstro lendário. “Três delas, provavelmente, não serão corretas e uma poderia ser”, afirmou.

Uma das teorias sustenta que o monstro do Lago Ness poderia ser um plesiossauro – uma ordem de répteis marinhos -, de pescoço comprido, que poderia ter sobrevivido ao período de extinção dos dinossauros. Outra sugere que poderia ser um esturjão ou um bagre gigante. O investigador não especificou, contudo, que teoria seria a correta, limitando-se a dizer que planeia anunciar as descobertas na íntegra no próximo mês, na Escócia.

O ano passado, no início deste estudo, Neil Gemmel afirmou não acreditar na existência do monstro Nessie, mas considerava que “ainda existem coisas a serem descobertas“. Mais do que uma caça ao mostro, a investigação poderia levar à descoberta de novas espécies de organismos, nomeadamente de bactérias. Além disso, a pesquisa serviria também para analisar a expansão de várias espécies invasoras – como o salmão rosa do Pacífico – e conhecer melhor as espécies nativas.

Desde o ano 500 que se conhecem relatos sobre Nessie, mas a criatura só ganhou fama mundial a partir de 1933, quando apareceu a suposta primeira fotografia do monstro lendário do Lago Ness. Desde então, foram muitos os que tentaram encontrar a criatura. De vez em quando, são reportados novos avistamento do misterioso animal, mas ainda não foi possível capturá-lo nem encontrar os seus restos mortais.

Existem inúmeras teorias que explicam as misteriosas aparições de Nessie, desde as sensacionais às mais cépticas. Estas últimas sugerem que os avistamentos nada mais serão do que madeira à deriva. Apesar disso, milhares de turistas visitam todos os anos o famoso lago escocês para tentar avistar o monstro.

ZAP //

Por ZAP
6 Junho, 2019



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