5024: Descoberto réptil pré-histórico que tinha dentes afiados como um tubarão

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) Nick Longrich
A mandíbula e os dentes do Xenodens calminechari encontrado em Marrocos

Um novo estudo descobriu que, há cerca de 66 milhões de anos, um réptil marinho com dentes tão afiados como uma serra nadou nas águas do que hoje chamamos Marrocos.

De acordo com o site Live Science, os fósseis deste animal, um réptil marinho chamado mosassauro, foram descobertos por mineiros na mina de fosfato de Sidi Chennane, na província marroquina de Khouribga.

Depois de uma equipa de investigadores ter examinado os restos desta criatura, que viveu no final do período Cretáceo, foi impossível não notar os seus dentes únicos, que tinham características nunca antes vistas em qualquer outro réptil (vivo ou já extinto).

Em homenagem à sua estranha dentição, os cientistas decidiram baptizar a espécie de Xenodens calminechari: “Xenodens” significa “dente estranho” em Grego e em Latim e “calminechari” pode traduzir-se em “como uma serra” em Árabe.

Segundo o mesmo site, os seus dentes afiados presentearam-no com uma mordida cortante de tubarão, o que poderá ter sido a chave da sua sobrevivência. Afinal, este mosassauro não era muito grande (teria sido mais pequeno do que um golfinho).

Durante o final do Cretáceo, Marrocos ficava sob um mar tropical, logo, essas águas quentes estavam repletas de animais marinhos predadores. “Uma enorme diversidade de mosassauros viveu aqui”, declarou, em comunicado, Nick Longrich, professor do Milner Centre for Evolution, da Universidade de Bath, no Reino Unido.

“Alguns eram predadores gigantes de mergulho profundo, tal como o cachalote; outros tinham dentes enormes, podiam ter até 10 metros de comprimento e eram predadores de topo, como as orcas; outros ainda comiam moluscos, como as lontras marinhas. E depois havia estes pequenos e estranhos Xenodens“, acrescentou o líder do estudo publicado, a 16 de Janeiro, na revista científica Cretaceous Research.

A descoberta desta espécie também dá mais evidências de que o ecossistema de répteis marinhos desta zona, bem como a sua diversidade, estava a prosperar no final do Cretáceo. Tudo acabou graças ao asteróide que colidiu com a Terra e que, infelizmente, causou a extinção destas criaturas e dos dinossauros.

ZAP //

PorZAP
30 Janeiro, 2021


4846: “Dragão marinho” pré-histórico, descoberto no Canal da Mancha, identificado como uma nova espécie

CIÊNCIA/PALEOBIOLOGIA

(dr) Megan Jacobs
Ilustração do Thalassodraco etchesi

Um réptil marinho, datado de 150 milhões de anos atrás, foi recentemente identificado como uma nova espécie. O espécime bem preservado foi encontrado num depósito marinho profundo do Jurássico Superior ao longo da costa do Canal da Mancha em Dorset, na Inglaterra.

Uma equipa de cientistas descobriu uma nova espécie de ictiossauro depois de ter analisado um misterioso fóssil encontrado na costa de Dorset, na Inglaterra. O artigo científico com os resultados foi publicado no dia 9 de Dezembro na PLOS ONE.

Baptizado de Thalassodraco etchesi – que pode ser traduzido para “dragão marinho de Etches” -, o réptil marinho é uma espécie de mistura entre um golfinho e um tubarão. Os cientistas estimam que o animal viveu há cerca de 150 milhões de anos e que era capaz de capturar lulas e outras presas que se escondiam a grandes profundidades do mar.

De acordo com o Science Tech Daily, o espécime estudado, que deveria ter cerca de 1,80 metros de comprimento há milhões de anos, foi encontrado pelo coleccionador de fósseis Steve Etches, em 2009. O britânico encontrou-o preso numa rocha que, na altura, devia estar submersa a cerca de 91 metros de profundidade.

Desde então, o fóssil está em exibição no Museu de Vida Marinha Jurássica em Dorset, na Inglaterra. Segundo a paleontóloga Megan L. Jacobs, da Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, o ictiossauro tem características que o tornam suficientemente único para ter o seu próprio género e espécie.

“Os novos ictiossauros do Jurássico Superior, no Reino Unido, são extremamente raros. Soubemos quase instantaneamente que se tratava de uma nova espécie, mas demorou cerca de um ano para fazer todas as comparações com os outros ictiossauros do Jurássico Superior e ter a certeza de que os nossos instintos estavam correctos”, afirmou, em comunicado.

“Foi muito emocionante não ser capaz de encontrar uma correspondência”, acrescentou.

A especialista referiu que Thalassodraco etchesi era capaz de fazer mergulhos tão profundos quanto os dos cachalotes. “A caixa torácica extremamente profunda pode ter permitido [o desenvolvimento de] pulmões maiores, para prender a respiração durante longos períodos de tempo. Ou pode significar que os órgãos internos não eram esmagados com a pressão [no mar]”, observou.

O espécime também tinha olhos grandes, o que pode indicar que este animal caçava as suas prendas no fundo do oceano ou que tinha hábitos nocturnos. Os dentes também eram peculiares: “Todos os outros ictiossauros têm dentes maiores com serras estriadas proeminentes. Soubemos de imediato que este animal era diferente”, apontou Jacobs.

O co-autor do estudo e professor de paleontologia da Universidade de Portsmouth, David Martill, indicou que serão necessários mais estudos para investigar a fundo a biologia do espécime.

ZAP //

Por ZAP
20 Dezembro, 2020


4219: Fóssil mostra ancestral réptil marinho a engolir uma presa enorme

CIÊNCIA/BIOLOGIA/PALEONTOLOGIA/ZOOLOGIA

Wikimedia
Representação de um Ictiossauro (E) e de um Plesiossauro (D), por Édouard Riou (1863).

Um fóssil de um antigo ictiossauro mostra que este réptil marinho morreu pouco depois de engolir uma presa enorme. A criatura terá partido o pescoço, acreditam os investigadores.

Os ictiossauros são répteis marinhos que desapareceram um pouco antes da extinção dos dinossauros. Uma equipa de investigadores encontrou um fóssil de uma destas criaturas com cinco metros de comprimento com um corpo de um animal de quatro metros no interior do seu estômago.

“É o maior de todos os tempos”, salientou Ryosuke Motani, da Universidade da Califórnia. Aparentemente, o ictiossauro terá-se magoado no pescoço no processo de consumir a pesa e acabou por morrer pouco mais tarde, escreve a New Scientist.

Os cientistas não conhecem bem a dieta destes répteis marinhos, embora saibam que, pela forma dos seus dentes, alguns dos maiores espécimes eram predadores de topo que caçavam grandes presas.

“Havia algo no seu estômago que estava saliente”, explicou Motani, que juntamente com a sua equipa esteve sete anos a tentar identificar a presa dentro do estômago do ictiossauro. Os resultados do estudo foram publicados este mês na revista científica iScience.

A última refeição deste ancestral réptil marinho foi um talattossauro, que embora tenha um tamanho quase idêntico ao ictiossauro, é bem mais magro. Na altura em que o fóssil foi descoberto, em 2010, esta espécie ainda era desconhecida à ciência.

O ictiossauro mordeu a cabeça e a cauda do talattossauro, provavelmente sacudindo-o. De seguida, engoliu todo o corpo decapitado e sem cauda, explicou a New Scientist. “O pescoço foi partido a um ponto de não conseguir segurar o crânio”, disse Motani. “Não conseguia respirar”.

Motani realça que este talattossauro poderá ter sido um espécime anormalmente grande, já que os restantes teriam apenas entre um e dois metros de comprimento.

ZAP //

Por ZAP
25 Agosto, 2020

 

 

2125: Amostras de ADN sugerem que o monstro do Lago Ness pode ser real

CIÊNCIA

(CC0/PD) woodypino / pixabay

O mítico monstro do Lago Ness pode mesmo existir, de acordo com uma nova investigação realizada no famoso lago escocês.

Uma expedição recolheu diversas amostras de água em três profundidades diversas, o que lhe permitiu obter restos de pele, escamas, plumas, pêlo e fezes que, por sua vez, fizeram com que fosse possível analisar o ADN de diferentes criaturas.

As amostras foram analisadas em diversos laboratórios da Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França e os resultados são “surpreendentes”, segundo Neil Gemmel, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

O especialista em genética e biologia explicou ao NZ Herald que os resultados foram contrastados com a maioria das hipóteses principais relacionadas com o monstro lendário. “Três delas, provavelmente, não serão corretas e uma poderia ser”, afirmou.

Uma das teorias sustenta que o monstro do Lago Ness poderia ser um plesiossauro – uma ordem de répteis marinhos -, de pescoço comprido, que poderia ter sobrevivido ao período de extinção dos dinossauros. Outra sugere que poderia ser um esturjão ou um bagre gigante. O investigador não especificou, contudo, que teoria seria a correta, limitando-se a dizer que planeia anunciar as descobertas na íntegra no próximo mês, na Escócia.

O ano passado, no início deste estudo, Neil Gemmel afirmou não acreditar na existência do monstro Nessie, mas considerava que “ainda existem coisas a serem descobertas“. Mais do que uma caça ao mostro, a investigação poderia levar à descoberta de novas espécies de organismos, nomeadamente de bactérias. Além disso, a pesquisa serviria também para analisar a expansão de várias espécies invasoras – como o salmão rosa do Pacífico – e conhecer melhor as espécies nativas.

Desde o ano 500 que se conhecem relatos sobre Nessie, mas a criatura só ganhou fama mundial a partir de 1933, quando apareceu a suposta primeira fotografia do monstro lendário do Lago Ness. Desde então, foram muitos os que tentaram encontrar a criatura. De vez em quando, são reportados novos avistamento do misterioso animal, mas ainda não foi possível capturá-lo nem encontrar os seus restos mortais.

Existem inúmeras teorias que explicam as misteriosas aparições de Nessie, desde as sensacionais às mais cépticas. Estas últimas sugerem que os avistamentos nada mais serão do que madeira à deriva. Apesar disso, milhares de turistas visitam todos os anos o famoso lago escocês para tentar avistar o monstro.

ZAP //

Por ZAP
6 Junho, 2019



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