1611: Veja como é possível apanhar lixo espacial com um arpão

Experiência conduzida pela Universidade de Surrey mostra sucesso do satélite RemoveDEBRIS

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O satélite RemoveDEBRIS, uma das primeiras tentativas para lidar com a acumulação de detritos espaciais perigosos, conseguiu usar com sucesso o seu sistema em arpão de captura em órbita. A experiência foi filmada para que todos possam ver como funciona este sistema:

O arpão projectado pela Airbus Stevenage tem uma lança de 1,5 metros implantada a partir da nave espacial. Nesta experiência, o arpão foi disparado a uma velocidade de 20 metros/segundo para penetrar no alvo e demonstrar a capacidade do arpão para capturar detritos.

RemoveDEBRIS é uma pequena missão de satélite com o objectivo de testar técnicas de remoção de detritos activos usando um arpão. O satélite é projectado, construído e fabricado por um consórcio de empresas espaciais e instituições, liderado pela Universidade de Surrey, no Reino Unido. A nave espacial é operada em órbita por engenheiros da Surrey Satellite Technology Ltd, em Guildford, no Reino Unido. O projecto é co-financiado pela União Europeia.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Esta foi a terceira experiência bem sucedida do projecto RemoveDEBRIS. A equipa está a agora a preparar o teste final, que irá realizar-se em Março. Guglielmo Aglietti, director do Centro Espacial de Surrey, na Universidade de Surrey, disse: “Este é o teste mais exigente da RemoveDEBRIS. O projecto RemoveDEBRIS dá-nos fortes pistas sobre o que pode ser alcançado com o poder da colaboração – reunindo a experiência de toda a indústria e o campo de pesquisa para alcançar algo verdadeiramente notável.”

Já Chris Burgess, engenheiro na Airbus Defence and Space, não tem dúvidas de que “o sucesso na demonstração espacial da tecnologia de arpão é um passo significativo para resolver a crescente questão dos detritos espaciais”.

Chris Skidmore, ministro de Estado das Universidades, Ciência, Pesquisa e Inovação, explicou ainda: “Os escombros espaciais podem ter sérias consequências para os nossos sistemas de comunicação se chocarem com satélites. Este projecto mostra que especialistas britânicos estão a encontrar respostas para esse problema usando um arpão, uma ferramenta que as pessoas usaram ao longo da história”.

Diário de Notícias
18 Fevereiro 2019

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– Desconhecia que no novo Acordo Ortográfico – que repudio solenemente, por isso, todos os textos inseridos neste Blogue são corrigidos para o Português de Portugal e não brasuquês -, existiam também as palavras: Européia, conseqüências. Já nem conseguem disfarçar o brasuquês com que escrevem. nem se preocupam em traduzi-lo correctamente para o Português de Portugal!!!

1058: Há um satélite-pescador no espaço

Ricky Arnold / Twitter
Satélite britânico recolhedor de lixo espacial, RemoveDebris

O Satélite britânico RemoveDebris está a navegar no espaço desde Junho e lançou com sucesso uma rede em órbita com o objectivo de capturar material que anda à deriva em redor da Terra.

O satélite-pescador britânico tem como missão capturar detritos espaciais. O satélite lançou uma rede em órbita que se abriu a mais de 300 quilómetros acima da superfície terrestre. A rede servirá para remover parte do lixo espacial – partes de satélites, pedaços de foguetões, entre outros detritos.

Segundo a BBC, o Centro Espacial da Universidade de Surrey estima a existência de cerca de 7500 toneladas de detritos à deriva no espaço que, agora, o RemoveDebris se compromete a limpar.

Este detritos à deriva no espaço correm o risco de colidir com alguma missão espacial colocando os astronautas em situações perigosas.

“A rede funciona exactamente como esperávamos“, contou à BBC, Guglielmo Aglietti, professor e director do Centro Espacial de Surrey. “O alvo estava a girar, como se esperava, mas pode ver-se claramente que a rede o consegue capturar. E estamos muito felizes com a maneira como a experiência decorreu”, acrescentou.

“Existem milhões de peças descartadas de metal e de outros materiais em órbita – desde antigos segmentos de foguetes até ferramentas de astronautas que caíram acidentalmente. O receio é que, se não começarmos já a retirar este lixo, poderá tornar-se uma ameaça significativa aos satélites activos”, explica Alastair Wayman, engenheiro da empresa aeroespacial Airbus que também está envolvida nesta missão.

O vídeo do lançamento do satélite RemoveDebris da Estação Espacial Internacional foi capturado em vídeo.

“Se houver colisões, como já ocorreram, estas poderão criar ainda mais detritos espaciais que poderão colidir com mais naves e, assim, haverá ainda mais detritos espaciais. É uma espécie de efeito de bola de neve“, disse o engenheiro.

A questão do lixo espacial é um assunto que tem crescido nas preocupações dos especialistas e o mais pequeno detrito de lixo pode causar grande danos às instalações espaciais como foi o caso sucedido durante o ano passado. Segundo se pensa, uma lasca de tinta solta terá causado uma fissura numa janela da Estação Espacial Internacional.

Um dos maiores detritos existentes apresente uma grande dor de cabeça para os astronautas. Em 2012, um satélite europeu chamado Evisat, do tamanho de um autocarro de dois andares, parou de funcionar.

Desde esse momento que o satélite circula pela órbita da Terra, ameaçando outros satélites no seu trajecto espacial.

Várias empresas já avançaram com pedidos para lançar mais satélites com sistemas próprios para capturar rapidamente qualquer detrito que esteja à deriva.

ZAP // DN

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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1044: Satélite do Reino Unido RemoveDebris realiza o primeiro teste de remoção de lixo espacial

CIÊNCIA

Há dados recentes que dão conta da existência de quase 8000 toneladas de lixo espacial em órbita, incluindo cerca 29.000 objectos com mais de dez centímetros e mais de um milhão pequenos demais para poderem ser seguidos. As colisões acontecem e todos os pedaços, mesmo os mais pequenos de apenas um milímetro, revelam-se perigosos.

Para combater o problema dos detritos no espaço está em desenvolvimento um projecto europeu, liderado pelo Centro Espacial Surrey da Universidade de Surrey, que realizou a primeira demonstração bem-sucedida da tecnologia de remoção de lixo espacial.

Projectado e fabricado por um consórcio que inclui a Airbus, o ArianeGroup e a Surrey Satellite Technology (SSTL), subsidiária da Airbus, o satélite RemoveDebris, usou uma rede especialmente desenvolvida para capturar um alvo implantado simulando um fragmento espacial.

Num vídeo do teste realizado pelo satélite, podemos ver a rede a ser disparada, envolvendo com sucesso os detritos simulados, que estão no espaço a cerca de 10 metros de distância da nave espacial. Durante os testes, a rede é separada do satélite. No entanto, a visão final é que este dispositivo permaneceria ligado para que o satélite pudesse arrastar os resíduos para fora da órbita.

O dispositivo foi implantado na Estação Espacial Internacional (ISS), tendo sido lançado a bordo do veículo espacial SpaceX Dragon em Abril de 2018.

Como já falámos atrás, os destroços espaciais são um problema crescente, com cerca de 8000 toneladas de ‘lixo espacial’ a orbitar a Terra e representando um risco para os satélites e outras naves espaciais. RemoveDebris é um dos vários esforços em todo o mundo para desenvolver tecnologia para resolver este problema.

Este primeiro teste recebeu algumas ilações do Professor Guglielmo Aglietti, Diretor do Centro Espacial de Surrey, este referiu que:

Estamos absolutamente encantados com o resultado da tecnologia da rede. Embora possa parecer uma ideia simples, a complexidade de usar uma rede no espaço para capturar uma peça de detritos levou muitos anos de planeamento, engenharia e coordenação entre o Surrey Space Center, a Airbus e os nossos parceiros – mas há mais trabalho a ser feito. Estes são tempos muito emocionantes para todos nós.

Segundo os responsáveis deste projecto, para desenvolver a tecnologia de rede para capturar detritos espaciais, foram necessários 6 anos a testar o dispositivo recorrendo a voos parabólicos, em torres de queda especiais e também câmaras de vácuo térmicas.

O objectivo mais amplo da missão é testar várias tecnologias de remoção de detritos activos num alvo simulado em órbita terrestre baixa.

Nos próximos meses, o RemoveDebris testará ainda mais as chamadas tecnologias de remoção de detritos activos (ADR), incluindo um sistema de navegação baseado num tipo de visão que utiliza câmaras e tecnologia LiDaR para analisar e observar possíveis fragmentos de detritos.

O sistema usa um arpão para chegar ao detrito, depois abre-se uma vela que envolve o lixo. Posteriormente esse lixo é arrastado para fora da órbita e a atmosfera da Terra faz o restante trabalho de destruição.

pplware
19 Set 2018
Vítor M.
Responsável pelo Pplware, fundou o projecto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.

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