1520: Relógio do Apocalipse: Há novas ameaças mas o mundo continua a 2 minutos da destruição

O Boletim de Cientistas Atómicos da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, actualizou nesta quinta-feira a hora do “Juízo Final”. Neste momento, o “Relógio do Apocalipse” está a dois minutos do fim.

A agulha do relógio, destinado a promover a consciência global sobre a perigosidade do mundo, marca agora 23h58, ou seja, o relógio está a dois minutos do “fim do mundo”. No ano passado, os ponteiros marcavam já esta posição, assinalando, pela terceira vez desde que o relógio existe, a maior aproximação à meia noite.

Os cientistas, que anualmente actualizam o relógio, consideraram que a atual situação internacional configura um novo anormal. “Este novo anormal é simplesmente muito volátil e perigo demais para ser aceite”, alertou a presidente do grupo, Rachel Bronson, durante a apresentação do relógio de 2019.

“O novo anormal descreve um momento em que os factos se tornam indistinguíveis da ficção, enfraquecendo as nossas grandes capacidades para desenvolver e aplicar soluções para os grandes problemas do nosso tempo”, considerou Bronson.

As armas nucleares, a aceleração das mudanças climáticas e o crescente uso da desinformação e das apelidadas fake news são apontadas como as principais ameaças à sociedade mundial no decorrer deste ano. Segundo os cientistas, citados pela RT, estas são as armas que pretendem minar a democracia mundial.

“Apesar de [o relógio permanecer] inalterado desde 2018, este cenário não deve ser encarado como um sinal de estabilidade, mas antes como uma advertência aos líderes e aos cidadãos em todo o mundo”, afirmaram os especialistas em declarações aos jornalistas, reiterando a vulnerabilidade do mundo moderno.

“É um estado tão preocupante como os momentos mais perigosos da Guerra Fria, um estado que traça um panorama imprevisível e mutável de conflitos latentes, que multiplicam as possibilidades de grandes conflitos militares explodirem”, alertaram.

O “Relógio do Apocalipse” foi criado em 1947 pelo artista Martyl Langsdorf, visando representar o grau de ameaça nuclear, ambiental e tecnológica à humanidade. À época, o relógio marcava 23h50, a dez minutos da meia noite que simboliza a ameaça máxima, o tempo de catástrofe nuclear,

A última vez que o relógio esteve tão perto da meia noite como nos dois anos anteriores foi em 1953, quando os Estados Unidos e a União Soviética testavam armas termonucleares.

Em sentido oposto, o ano em que o relógio esteve mais distante do Juízo Final – marcando 17 minutos para a meia-noite – foi em 1991, depois da Guerra Fria e da queda do muro de Berlim, quando os EUA e a URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.

ZAP //

Por ZAP
25 Janeiro, 2019

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258: Cientistas avançam Relógio do Apocalipse: faltam 2 minutos para o fim

Jim Lo Scalzo / EPA
Há um ano, o físico teórico Lawrence Krauss e o antigo embaixador dos Estados Unidos na ONU Thomas Pickering anunciavam a decisão do BPA de mover o Relógio do Apocalipse para os 2 minutos e meio antes da meia-noite

O relógio do Apocalipse, que simboliza a iminência de um cataclismo planetário, foi avançado em 30 segundos, a dois minutos antes da meia-noite, devido ao crescente risco de um conflito nuclear mundial e da “imprevisibilidade” do Presidente dos EUA.

A agulha do relógio do Boletim de Cientistas Atómicos (BAC) nunca esteve tão próxima da meia noite desde 1953, em plena Guerra fria e quando os Estados Unidos e a ex-União Soviética testavam a bomba de hidrogénio.

“Seguramente, o ano de 2017 nunca foi tão perigoso e caótico… com declarações irresponsáveis no domínio nuclear que inflamaram situações já perigosas”, indicou hoje aos ‘media’ Rachel Bronson, presidente e editora do BAC que ajusta em cada ano a hora deste relógio simbólico.

“A questão nuclear regressou ao centro das preocupações”, acrescentou, ao referir os ensaios nucleares da Coreia do Norte, um crescente empenhamento da China, Paquistão e Índia face aos seus arsenais nucleares e a “imprevisibilidade” dos ‘tweets’ e das declarações do chefe da Casa Branca, Donald Trump.

“Em 2017, os dirigentes mundiais não conseguiram responder eficazmente às crescentes ameaças de guerra nuclear e às alterações climáticas que tornam o mundo mais perigoso, como nunca o foi desde a Segunda Guerra Mundial”, escreve este grupo de intelectuais que representam as ciências, relações internacionais, ambiente e segurança.

“As principais potências nucleares estão em vias de relançar uma nova corrida aos armamentos que será muito dispendiosa e aumentará os riscos de acidentes e erros”, receiam estes peritos, que também assinalam os “progressos excepcionais” do programa nuclear norte-coreano em 2017.

O relógio do Apocalipse foi ajustado 20 vezes desde a sua criação em 1947, da meia-noite menos dois minutos em 1953 à meia-noite menos 17 minutos em 1991, no final da Guerra fria.

Em 2017 a agulha já tinha sido avançada em 30 segundos para a meia-noite menos dois minutos e meio, com os cientistas a evocarem designadamente a retórica e as acções de Donald Trump. Em 2015 o relógio recuou dois minutos, para as 23:57, e não foi alterado em 2016.

Na ocasião, os cientistas assinalaram como factores de encorajamento o acordo sobre o nuclear iraniano e o acordo sobre o clima em Paris, no final de 2015.

ZAP // Lusa

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