2056: Forte tempestade faz reaparecer floresta pré-histórica no Reino Unido

A tempestade Hannah, que levou fortes marés e ventos ao Reino Unido, voltou a trazer à luz restos de árvores de uma floresta pré-histórica com cerca de 4.500 anos. Os vestígios estiveram escondidos durante anos sob areia e água salgada.

De acordo com o Daily Mail, a floresta Cantre’r Gwaelod (que significa “A Terra Abaixo de Cem”) tem cerca de 32 quilómetros, estendendo-se ao longo da costa oeste do País de Gales. Este tesouro pré-histórico foi encontrado entre as ilhas de Ramsey e Bardsey, área agora conhecida como Cardigan Bay.

Os arqueólogos já sabiam da existência desta floresta da Idade do Bronze nesta praia, uma vez que tinha já sido observados troncos durante a maré baixa.

Em 2014, restos de troncos foram vistos pela primeira vez em 45 séculos, mas os moradores locais contaram que o que restava das árvores foi rapidamente coberto de areia outra vez. Neste anos, os cientistas identificaram espécimes de pinheiro, amieiro, carvalho e bétula entre os trocos que expostos.

Uma lenda local diz que esta área outrora fértil era protegida por uma represa. Num certo dia, o guarda responsável por vigiar as suas comportas embebedou-se e não se apercebeu que se aproximava uma tempestade.

Os portões abertos permitiram a passagem da água do mar, inundando as terras. Como consequência, o rei e os habitantes foram obrigados a deixar o território.

ZAP //

Por ZAP
26 Maio, 2019


1257: Um milhão de processadores. Cientistas criam o “cérebro” mais potente do mundo

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

(PPD/C0) geralt / Pixabay

Cientistas acabaram de activar o maior e mais rápido “cérebro” do mundo: um supercomputador com um milhão de núcleos de processamentos e 1.200 placas de circuitos interconectadas que operam em conjunto, simulando o funcionamento de um cérebro humano.

O supercomputador, construído por uma equipa de engenheiros da Universidade de Manchester, no Reino Unido, levou mais de dez anos até ser concluído e é agora o maior computador neuromórfico do mundo, revelou a instituição na passada sexta-feira.

Apelidado de Spiking Neural Network Architecture, or SpiNNaker, o computador que agora mora na universidade britânica tem a capacidade de realizar 200 biliões de operações lógicas por segundo graças aos seus circuitos interligados e distribuídos entre as mais de mil placas de circuito.

O SpiNNaker “repensa a forma como os computadores convencionais funcionam”, explicou Steve Furber, membro da equipa de investigação e professor de Engenharia na Universidade de Manchester, através de um comunicado.

Na verdade, este supercomputador não só apenas pensa como um cérebro como é também capaz de criar modelos de neurónios de cérebros humanos, simulando ainda mais neurónio em tempo real do que qualquer outro computador já criado em Terra.

“A sua principal tarefa passa por apoiar modelos cerebrais parciais: por exemplo, modelos de córtex, de gânglios da base ou múltiplas regiões tipicamente conhecidas como redes de activação ou disparo de neurónios”, lê-se ainda na nota.

University of Manchester
SpiNNaker, o “cérebro” mais potente do mundo, tem um milhão de núcleos de processamento

SpiNNaker vs computadores convencionais

Ao contrário dos computadores convencionais, que comunicam enviando grandes quantidades de informação de um ponto A para um ponto B através de uma rede padrão, o SpiNNaker emula a arquitectura de comunicação cerebral baseada na emissão maciça de picos de sinais electroquímico paralelos.

Desta forma, este sistema neuromórfico utiliza os seus circuitos electrónicos de larga escala para enviar milhares de milhões de pequenos fragmentos de informação de forma simultânea e para para milhares de diferentes “receptores”, de forma bastante semelhante ao funcionamento do cérebro.

Segundo os responsáveis pelo projecto, que levou 20 anos de desenvolvimento teórico e 12 para construção, pretendem, no futuro, expandir a capacidade do sistema, conseguindo activar um sistema de funcionamento de mil milhões de neurónios em tempo real.

E indicam ainda, a título de comparação, que o cérebro de um rato tem 100 milhões de neurónios, enquanto que nos humanos esse número é mil vezes maior.

O supercomputador já foi testados com sucesso para simular o processamento da informação dos sentidos num segmento do córtex cerebral, permitindo, em particular, que um robô fosse capaz de interpretar informações visuais em tempo real. O robô foi capaz de se mover em direcção a determinados objectos, ignorando e contornando outros – de for semelhante aos seres humanos.

De igual forma, os especialistas conseguiram imitar o funcionamento dos gânglios da base – região do cérebro afectada pela doença de Parkinson -, para que esta simulação possa ajudar futuramente no desenvolvimento de tratamentos contra esta patologia.

“Essencialmente, criamos uma máquina que trabalha de uma forma mais parecida como o cérebro” do que um computador comum, “o que é fantástico!”,concluiu Furber.

ZAP // RT / ScienceAlert

Por ZAP
8 Novembro, 2018

Nota: O CPU Intel 80286 foi um microprocessador lançado pela Intel em 1 de Fevereiro de 1982, mas somente a partir de 1984 passou a ser utilizado pela IBM no seu PC AT (Advanced Technology). Desde essa data que monto (assemblagem), configuro, reparo e faço manutenção de desktops até aos actuais CPU’s i3, i5 e i7. Nesta peça, o que não compreendo é como um projecto que “Segundo os responsáveis pelo projecto, levou 20 anos de desenvolvimento teórico e 12 para construção”, ser um super-computador actual dado que todo o hardware que compõe um PC seja ele super ou normal, está em constante desenvolvimento e evolução tecnológica. A não ser que os engenheiros, ao longo desses anos de construção, estivessem sempre a actualizar o hardware ou então esse super-computador não possui o hardware de um computador normal. Ou então não o chamem de super-computador mas um sistema neuromórfico.

 

1103: Encontrado recipiente mediterrâneo com três mil anos com vestígios de ópio

CIÊNCIA

(dr) British Museum

Cientistas do Reino Unido descobriram um recipiente no Mediterrâneo, com cerca de três mil anos, que continha vestígios de ópio.

De acordo com o Live Science, esta descoberta contribui para o longo debate que questiona se este tipo de recipiente era propositadamente utilizado para transportar esta substância.

Estes recipientes foram amplamente comercializados no leste do Mediterrâneo entre 1650 e 1350 A.C. No início dos anos 60, alguns investigadores admitiram a hipótese de a sua forma ser uma pista porque, virados ao contrário, parecem-se com as cabeças das sementes das papoilas do ópio.

Tem sido difícil confirmar esta ligação mas, agora, cientistas da Universidade de York e do Museu Britânico, em Inglaterra, usaram uma série de técnicas analíticas para comprovar a primeira evidência rigorosa de que os vasos continham, de facto, ópio.

Os investigadores analisaram um recipiente do museu envolvido na pesquisa que, como estava selado, permitiu que o seu conteúdo fosse preservado. A análise inicial mostrou que os resíduos encontrados eram maioritariamente compostos por óleo vegetal, mas também sugeriu a presença de alcalóides do ópio.

Este grupo de compostos orgânicos incluem poderosos analgésicos como a morfina e a codeína, bem como outros compostos que não têm efeitos analgésicos.

“Os alcalóides de opiáceos que detectámos são aqueles que mostrámos serem os mais resistentes à degradação”, explica num comunicado Rachel Smith, co-autora do estudo do Departamento de Química da Universidade de York. Porém, a investigadora destaca que os compostos encontrados não incluem a morfina.

Os investigadores continuam sem perceber qual era o principal propósito deste tipo de recipiente. Uma das hipóteses era que o recipiente podia ter sido usado para guardar o óleo das sementes de papoila usadas para substâncias unguentas ou perfumes.

“É importante relembrar que se trata apenas de um recipiente, por isso, os nossos resultados continuam a levantar várias questões sobre o conteúdo ou o seu propósito”, afirma Rebecca Stacey, cientista do Departamento de Conservação e Investigação Científica do Museu Britânico. No entanto, “a presença dos alcalóides neste caso é inequívoca e dá-nos uma nova perspectiva”.

O estudo foi publicado, esta terça-feira, na revista científica Analyst, uma das publicações da Royal Society of Chemistry.

ZAP //

Por ZAP
5 Outubro, 2018

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1058: Há um satélite-pescador no espaço

Ricky Arnold / Twitter
Satélite britânico recolhedor de lixo espacial, RemoveDebris

O Satélite britânico RemoveDebris está a navegar no espaço desde Junho e lançou com sucesso uma rede em órbita com o objectivo de capturar material que anda à deriva em redor da Terra.

O satélite-pescador britânico tem como missão capturar detritos espaciais. O satélite lançou uma rede em órbita que se abriu a mais de 300 quilómetros acima da superfície terrestre. A rede servirá para remover parte do lixo espacial – partes de satélites, pedaços de foguetões, entre outros detritos.

Segundo a BBC, o Centro Espacial da Universidade de Surrey estima a existência de cerca de 7500 toneladas de detritos à deriva no espaço que, agora, o RemoveDebris se compromete a limpar.

Este detritos à deriva no espaço correm o risco de colidir com alguma missão espacial colocando os astronautas em situações perigosas.

“A rede funciona exactamente como esperávamos“, contou à BBC, Guglielmo Aglietti, professor e director do Centro Espacial de Surrey. “O alvo estava a girar, como se esperava, mas pode ver-se claramente que a rede o consegue capturar. E estamos muito felizes com a maneira como a experiência decorreu”, acrescentou.

“Existem milhões de peças descartadas de metal e de outros materiais em órbita – desde antigos segmentos de foguetes até ferramentas de astronautas que caíram acidentalmente. O receio é que, se não começarmos já a retirar este lixo, poderá tornar-se uma ameaça significativa aos satélites activos”, explica Alastair Wayman, engenheiro da empresa aeroespacial Airbus que também está envolvida nesta missão.

O vídeo do lançamento do satélite RemoveDebris da Estação Espacial Internacional foi capturado em vídeo.

“Se houver colisões, como já ocorreram, estas poderão criar ainda mais detritos espaciais que poderão colidir com mais naves e, assim, haverá ainda mais detritos espaciais. É uma espécie de efeito de bola de neve“, disse o engenheiro.

A questão do lixo espacial é um assunto que tem crescido nas preocupações dos especialistas e o mais pequeno detrito de lixo pode causar grande danos às instalações espaciais como foi o caso sucedido durante o ano passado. Segundo se pensa, uma lasca de tinta solta terá causado uma fissura numa janela da Estação Espacial Internacional.

Um dos maiores detritos existentes apresente uma grande dor de cabeça para os astronautas. Em 2012, um satélite europeu chamado Evisat, do tamanho de um autocarro de dois andares, parou de funcionar.

Desde esse momento que o satélite circula pela órbita da Terra, ameaçando outros satélites no seu trajecto espacial.

Várias empresas já avançaram com pedidos para lançar mais satélites com sistemas próprios para capturar rapidamente qualquer detrito que esteja à deriva.

ZAP // DN

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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1044: Satélite do Reino Unido RemoveDebris realiza o primeiro teste de remoção de lixo espacial

CIÊNCIA

Há dados recentes que dão conta da existência de quase 8000 toneladas de lixo espacial em órbita, incluindo cerca 29.000 objectos com mais de dez centímetros e mais de um milhão pequenos demais para poderem ser seguidos. As colisões acontecem e todos os pedaços, mesmo os mais pequenos de apenas um milímetro, revelam-se perigosos.

Para combater o problema dos detritos no espaço está em desenvolvimento um projecto europeu, liderado pelo Centro Espacial Surrey da Universidade de Surrey, que realizou a primeira demonstração bem-sucedida da tecnologia de remoção de lixo espacial.

Projectado e fabricado por um consórcio que inclui a Airbus, o ArianeGroup e a Surrey Satellite Technology (SSTL), subsidiária da Airbus, o satélite RemoveDebris, usou uma rede especialmente desenvolvida para capturar um alvo implantado simulando um fragmento espacial.

Num vídeo do teste realizado pelo satélite, podemos ver a rede a ser disparada, envolvendo com sucesso os detritos simulados, que estão no espaço a cerca de 10 metros de distância da nave espacial. Durante os testes, a rede é separada do satélite. No entanto, a visão final é que este dispositivo permaneceria ligado para que o satélite pudesse arrastar os resíduos para fora da órbita.

O dispositivo foi implantado na Estação Espacial Internacional (ISS), tendo sido lançado a bordo do veículo espacial SpaceX Dragon em Abril de 2018.

Como já falámos atrás, os destroços espaciais são um problema crescente, com cerca de 8000 toneladas de ‘lixo espacial’ a orbitar a Terra e representando um risco para os satélites e outras naves espaciais. RemoveDebris é um dos vários esforços em todo o mundo para desenvolver tecnologia para resolver este problema.

Este primeiro teste recebeu algumas ilações do Professor Guglielmo Aglietti, Diretor do Centro Espacial de Surrey, este referiu que:

Estamos absolutamente encantados com o resultado da tecnologia da rede. Embora possa parecer uma ideia simples, a complexidade de usar uma rede no espaço para capturar uma peça de detritos levou muitos anos de planeamento, engenharia e coordenação entre o Surrey Space Center, a Airbus e os nossos parceiros – mas há mais trabalho a ser feito. Estes são tempos muito emocionantes para todos nós.

Segundo os responsáveis deste projecto, para desenvolver a tecnologia de rede para capturar detritos espaciais, foram necessários 6 anos a testar o dispositivo recorrendo a voos parabólicos, em torres de queda especiais e também câmaras de vácuo térmicas.

O objectivo mais amplo da missão é testar várias tecnologias de remoção de detritos activos num alvo simulado em órbita terrestre baixa.

Nos próximos meses, o RemoveDebris testará ainda mais as chamadas tecnologias de remoção de detritos activos (ADR), incluindo um sistema de navegação baseado num tipo de visão que utiliza câmaras e tecnologia LiDaR para analisar e observar possíveis fragmentos de detritos.

O sistema usa um arpão para chegar ao detrito, depois abre-se uma vela que envolve o lixo. Posteriormente esse lixo é arrastado para fora da órbita e a atmosfera da Terra faz o restante trabalho de destruição.

pplware
19 Set 2018
Vítor M.
Responsável pelo Pplware, fundou o projecto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.

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