3737: Se todos vivessem como os portugueses, recursos para 2020 esgotavam-se na segunda-feira

SOCIEDADE/SUSTENTABILIDADE

(CCO/PD) Buddy_Nath / Pixabay

Os recursos do planeta para este ano esgotavam-se na segunda-feira, se todos os países consumissem como a média dos portugueses, segundo os cálculos da organização “Global Footprint Network”.

Segundo a organização independente, fundada em 2003, a partir de segunda-feira o país teria de viver a crédito dos recursos futuros. Os dados sobre a pegada ecológica de Portugal, actualizados pela associação ambientalista portuguesa Zero, em parceria com a “Global Footprint Network”, indicam que, se cada pessoa do planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa, seriam precisos mais dois planetas para sustentar as necessidades de recursos.

Assim, a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos, a nível mundial, esgotava-se já na segunda-feira, um dia mais cedo do que em 2019. E a partir de segunda-feira teriam de ser usados recursos naturais que só deviam ser utilizados no próximo ano.

A Zero frisa em comunicado que os cálculos são anteriores à pandemia de covid-19, que nos últimos meses quase parou o país, e admite que a actual situação poderá colocar a data “um pouco mais tarde”.

“No actual contexto, esta é mais uma oportunidade de reflexão sobre como podemos contribuir enquanto individuais e sociedade, para uma retoma com uma pegada menor. Portugal é, há já muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às actividades desenvolvidas (produção e consumo). O mais preocupante é que dívida ambiental portuguesa tem vindo a aumentar”, diz a Zero no documento.

Para reduzir a dívida ambiental portuguesa a associação afirma que o consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) são das actividades que mais contribuem para a pegada e que por isso é nelas que tem de haver intervenção.

Sugere a organização ambientalista que se aposte numa agricultura variada e que valorize os ecossistemas (preservando solos e reduzindo a poluição e uso de água), que se aposte no teletrabalho e nas reuniões virtuais, e que se invista em transportes não poluentes, como a bicicleta.

E propõe ainda que se regulamente no sentido de que os produtos colocados no mercado sejam sustentáveis. “Por exemplo, implementar normas de durabilidade, garantias do direito a reparar e actualizar, de reutilização e reciclabilidade”.

A Zero sugere também, em termos de práticas individuais, a redução da presença de proteína animal na alimentação, o uso de transportes colectivos (ou andar a pé ou de bicicleta) e o consumo de forma mais circular, mudando o paradigma de “usar e deitar fora”.

Recursos naturais da Terra para 2019 “esgotam” esta segunda-feira

A associação ambientalista Zero alertou esta segunda-feira que a humanidade vai atingir na segunda-feira o limite do uso sustentável de…

A pegada ecológica avalia as necessidades humanas de recursos renováveis e serviços essenciais e compara-as com a capacidade da Terra para fornecer tais recursos e serviços (bio-capacidade).

ZAP // Lusa

Por Lusa
24 Maio, 2020

 

spacenews

 

2798: O mundo poderá ficar sem um importante recurso (e ninguém fala disso)

CIÊNCIA

Jason Parker-Burlingham / Wikimedia
Uma mina de fosfato no Utah, Estados Unidos

Um grupo de 40 especialistas internacionais alerta num relatório que, se não fizermos nada sobre a escassez de fósforo, isto poderá trazer uma catástrofe global para as gerações seguintes.

Sabemos que o mundo está a lidar com vários problemas nos dias que correm, desde as alterações climáticas, à subida dos oceanos, passando pela possibilidade de uma eventual sexta extinção em massa. Porém, há uma outra crise de que mal ouvimos falar.

De acordo com o Science Alert, trata-se da escassez do fósforo, um mineral essencial para todas as plantas e animais da Terra. E se o continuarmos a ignorar, os cientistas dizem que pode trazer uma catástrofe global para as próximas gerações.

O fósforo não é um elemento renovável e, actualmente, não existem substitutos conhecidos e são poucas as áreas das quais é extraído. À medida que o mundo precisa de quantidades cada vez maiores, o stock é também cada vez menor.

Nos últimos 50 anos, os fertilizantes à base deste elemento químico quintuplicaram e, com a população humana a crescer de forma constante, a procura deverá duplicar até 2050.

“Não há colaboração ou coordenação a uma escala global que assuma a responsabilidade de governar este recurso, nem mesmo entre os estados-membros da União Europeia ou dos Estados Unidos”, afirma o ecologista Kasper Reitzel, que estuda o fósforo nos ecossistemas aquáticos e ajudou a escrever o relatório publicado, em Julho, na revista Environmental Science & Technology.

Nos níveis actuais de consumo, alguns modelos sugerem que vamos ficar sem reservas de fósforo em 80 anos. Estimativas mais moderadas falam em 400 anos, enquanto que outras dão-nos menos de 40 anos para encontrar uma solução para este problema iminente.

Embora reduzir o consumo seja a chave para resolver o problema, também será importante aprender a reciclá-lo, sendo que ambos terão especial impacto nos países em desenvolvimento. Enquanto que os EUA já foram o principal produtor mundial de fósforo há 30 anos, a Índia e a China representam agora mais de 45% do consumo à escala mundial.

Durante todo estes anos, as práticas de mineração e consumo quase não melhoraram. Actualmente, misturas químicas enriquecidas com fosfato são adicionadas ao solo sedento de nutrientes, antes de serem levadas para o mar. Isto não apenas polui os oceanos e os cursos de água, como também é algo insustentável.

Ao desenvolver um sistema de reciclagem num ciclo fechado, os investigadores dizem que o fosfato pode ser reutilizado aproximadamente 46 vezes como combustível, fertilizante ou alimento (o que for necessário).

Como resposta a anos de inacção, os cientistas que subscreveram este relatório estão a apelar às indústrias e autoridades globais que desenvolvam uma nova geração de profissionais em sustentabilidade de nutrientes, que possam trabalhar juntos para “garantir o gerenciamento internacional de fósforo e um ambiente limpo”.

ZAP //

Por ZAP
8 Outubro, 2019

 

2381: Amanhã é o dia em esgotamos os recursos anuais do planeta e passamos a viver a crédito

Se todos os país “gastassem” o planeta como Portugal, o limite teria sido atingido a dia 26 de maio, 21 dias mais cedo do que no ano passado.

© EPA/LAUREN DAUPHIN/NASA EARTH OBSERVATOY

A humanidade vai atingir na segunda-feira o limite dos recursos naturais da Terra disponíveis para este ano, três dias mais cedo do que em 2018, alerta a associação ambientalista Zero. Ou seja, este é o dia em passamos a viver a crédito e a esgotar os recursos do planeta a um ritmo não sustentável.

“Este ano o limite será atingido a 29 de Julho, três dias mais cedo do que em 2018, em que a data foi 1 de Agosto, sendo que a tendência tem sido a de adicionar o cartão de crédito ambiental cada vez mais cedo, não obstante todo o discurso político e público sobre economia circular e neutralidade carbónica”, refere a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

Todos os anos é apresentada uma estimativa sobre o dia em que a humanidade atinge o limite do uso sustentável de recursos naturais disponíveis para esse ano, ou seja, o orçamento natural, habitualmente designado como ‘Overshoot Day’ (Dia de Sobrecarga da Terra)” e esse dia é segunda-feira, 29 de Julho.

Esta é a data mais recuada desde que o planeta entrou em défice ecológico no início dos anos 70, assinalou a organização internacional Global Footprint Network, que todos os anos faz este cálculo. A mesma organização indica que, nos últimos 20 anos, a data que a humanidade terá esgotado os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar foi antecipada três meses.

“Estamos a esgotar o capital natural da Terra”

A Zero refere que Portugal “é um contribuinte activo para esta situação”, uma vez que, “se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que o nosso país, seriam necessários 2,5 planetas”.

Este ano Portugal gastou os seus recursos naturais disponíveis no dia 26 de maio, 21 dias mais cedo do que no ano passado.

“Actualmente, considerando a média mundial, estamos a consumir cerca de 1,75 planetas com a nossa voracidade de produção e consumo. A sobrecarga só é possível porque estamos a esgotar o capital natural da Terra, o que põe em causa o futuro da humanidade”, alerta a Zero.

Para inverter esta tendência, a associação propõe a adopção de “novas práticas”, nomeadamente na alimentação e na mobilidade.

Na alimentação, a Zero defende a promoção de uma dieta alimentar “saudável e sustentável”, com a “redução do consumo de proteína de origem animal e um aumento significativo do consumo hortícolas, frutas e leguminosas secas.

A associação defende, igualmente, a aposta na mobilidade sustentável, melhorando o acesso e as condições de operação dos transportes públicos e estimulando as formas de mobilidade suave.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Julho 2019 — 12:30

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1955: Se o mundo fosse só europeu, recursos da Terra acabavam hoje

CIÊNCIA

(CCO/PD) Buddy_Nath / Pixabay

Os recursos naturais da terra estariam esgotados esta sexta-feira se o resto do mundo consumisse como os europeus, indica um relatório divulgado, no qual Portugal aparece menos “gastador” do que a média europeia.

Segundo o relatório, da responsabilidade das organizações ambientalistas internacionais World Wildlife Fund (WWF, Fundo Mundial para a Natureza) e Global Footprint Network, o dia 10 de maio marca a data em que os Europeus verão esgotado o seu orçamento natural anual.

Se todas as pessoas no mundo vivessem como os residentes da União Europeia (UE), os recursos naturais dos quais dependemos esgotar-se-iam neste dia, diz o documento, segundo o qual Portugal teria os seus recursos esgotados apenas no dia 26. O que quer dizer que se o mundo todo vivesse como Portugal os recursos acabavam a 26 de Maio.

Com base nos padrões de consumo os dados indicam que na Europa foi o Luxemburgo a esgotar primeiro os seus recursos, logo a 16 de Fevereiro, enquanto outros países, como a Roménia, Hungria ou Bulgária, apenas esgotam os seus recursos em Junho.

No mundo há países muito mais poupados. Se todos vivessem como em Cuba os recursos dariam até 1 de Dezembro, em Marrocos dariam até dia 16, e no Níger apenas se esgotariam a 25 de Dezembro. Já se o planeta fosse todo norte-americano os recursos tinham-se esgotado no dia 15 de Março.

As duas organizações lembram que a sociedade mundial subiste do que a natureza dá, dos alimentos aos medicamentos, das roupas aos materiais de construção, e explicam que se todos tivessem o mesmo estilo de vida dos europeus a humanidade gastava agora todos os recursos que a Terra pode renovar em cada ano.

Tal significa que eram precisos 2,8 planetas para sustentar a procura de recursos naturais que esse estilo de vida exige. Lembram as organizações que no ano passado os recursos só foram esgotados a 1 de Agosto, pelo que os europeus estão a acelerar o consumo.

“Durante o resto de 2019, a humanidade vai operar a crédito de capital natural, ou seja, estamos a esgotar as reservas que a natureza nos fornece muito mais cedo”, notam as organizações, que falam de uma “pressão ecológica sem precedentes” que inclui desflorestação, perda de biodiversidade, quebra de populações de peixes, escassez de água doce, erosão do solo ou poluição do ar.

O relatório destaca as diferenças entre as Pegadas Ecológicas dos Estados-Membros da UE e as de outros países no mundo e mostra que apesar das grandes variações entre os países da UE nenhum deles está a viver num nível sustentável.

No mapa da Pegada Ecológica, da responsabilidade da Global Footprint Network, Portugal aparece no grupo dos países com menor pegada. Avaliando a quantidade de solo necessário para sustentar o tipo de vida actual no Luxemburgo cada habitante precisa de 12,5 hectares e em Portugal de pouco mais de quatro.

O relatório reafirma as conclusões do relatório científico da Plataforma Intergovernamental para a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES) da ONU, fornecendo recomendações para as mudanças urgentes que são essenciais para empurrar este dia na UE para o final do ano, diz-se num comunicado divulgado pela Associação Natureza Portugal (ANP), que representa em Portugal a WWF.

Ângela Morgado, directora-executiva da ANP|WWF, afirmou, citada no comunicado, que o dia em que são esgotados os recursos “é um alarme gritante” que comprova da UE está a contribuir “para o iminente colapso ecológico e climático do planeta”. “Esta forma de viver não é apenas irresponsável, é completamente perigosa“, alerta.

Sobre o mesmo assunto, Mathis Wackernagel, fundador e presidente da Global Footprint Network: “Estamos a operar um esquema de pirâmide com o Planeta, usando recursos do futuro para administrar a economia de hoje. Isto é arriscado para a prosperidade da Europa. Tal como fazemos para as finanças, também precisamos de uma contabilidade cuidadosa do lado dos recursos”.

A WWF diz que até ao início da década de 1970 o planeta era capaz de prover as necessidades da humanidade, e que desde então o consumo aumentou e agora é muito maior do que a taxa de renovação. A organização sublinha que o consumo da UE é tal que apesar de compreender 7% da população mundial precisa de 20% dos recursos globais.

ZAP // Lusa

Por Lusa
10 Maio, 2019

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1511: Nova corrida espacial? Europa quer extrair recursos da Lua antes de 2025

Marshall Space Flight Center / NASA

A empresa ArianeGroup assinou um contrato de um ano com a Agência Espacial Europeia para estudar a possibilidade de enviar uma missão à Lua antes de 2025, que terá como objectivo extrair regolito.

Em comunicado, a empresa explica que o regolito é um material presente na superfície lunar a partir do qual é possível obter água e oxigénio, o que, no futuro, permitiria projectar a presença humana no satélite terrestre e produzir o combustível necessário para lançar missões exploratórias mais distantes.

“O uso de recursos espaciais pode ser uma chave para a exploração lunar sustentável e este estudo faz parte do plano abrangente da ESA para transformar a Europa num parceiro na exploração global na próxima década”, disse David Parker, da agência europeia.

Para realizar este estudo, o ArianeGroup uniu forças com a startup alemã PTScientists, que produzirá a sonda, e com a empresa belga Space Applications Services, responsável por fornecer instalações de controlo de solo e equipamentos de comunicação para a futura missão.

Desta maneira, “este inovador consórcio europeu poderia oferecer serviços para toda a missão”, desde o lançamento até o transporte de toda a carga até a Lua, segundo o comunicado da empresa.

“O ArianeGroup apoiará todos os projectos europeus actuais e futuros, de acordo com a sua missão de garantir à Europa acesso independente e soberano ao Espaço“, disse André-Hubert Roussel, CEO da empresa.

O anúncio acontece apenas algumas semanas depois que a sonda chinesa Chang’e 4 ter conseguido “colocar um pé” na face inexplorada da Lua pela primeira vez na história, um marco na exploração do cosmos que eleva o gigante asiático para a categoria de poder espacial. A perspectiva de uma competição entre as grandes potências pelos recursos da Lua reavivou a especulação sobre uma nova corrida espacial.

ZAP //

Por ZAP
22 Janeiro, 2019

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