3420: Astronauta regressou à Terra após recorde de 328 dias no espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

A norte-americana Koch deu a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço.

© AFP

A astronauta da NASA Christina Koch, que passou quase 11 meses em órbita naquela que foi a mais longa permanência no espaço de uma mulher, regressou hoje à Terra, no Cazaquistão.

A cápsula Soyuz que transportou a astronauta aterrou na manhã desta quinta-feira a sudoeste de Dzhezkagan, no Cazaquistão, transportando também o comandante da estação, Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e Alexander Skvortsov, da agência espacial russa, Roscosmos.

Koch, norte-americana, encerrou uma missão de 328 dias no espaço, dando a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço. Essa investigação é importante tendo em conta que a NASA planeia voltar à Lua no âmbito do programa Ártemis e prepara a exploração humana de Marte.

Ao longa da sua aventura no espaço, Koch foi publicando no Instagram alguns momentos do seu dia a dia durante a missão espacial.

A astronauta sorriu e fez com a mão um sinal de que estava tudo bem (mão fechada com polegar para cima), quando a equipa de apoio a ajudou a sair da cápsula e a colocou numa cadeira para um rápido “check-up”. As autoridades espaciais russas disseram que estava em boa forma.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Fevereiro 2020 — 16:13

spacenews

… será impressão minha, ou a astronauta tem pelos na cara?

3294: Astronauta da NASA bate recorde. É a mulher que mais tempo passou no Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

Christina Koch / Twitter
A astronauta da NASA Christina Koch

A astronauta norte-americana tornou-se, no último sábado, a mulher a passar mais tempo no Espaço, depois de ter ultrapassado a marca dos 288 dias a bordo da Estação Espacial Internacional.

2019 foi um ano e peras para a astronauta Christina Koch. Depois de ter feito história, em Outubro, quando esteve no primeiro passeio espacial exclusivamente feminino com a colega Jessica Meir, este sábado, tornou-se a mulher a passar mais tempo no Espaço.

Nesse dia, a astronauta norte-americana da NASA celebrou o seu 288.º dia a bordo da Estação Espacial Internacional. O anterior recorde, conseguido em 2017, pertencia à antiga astronauta Peggy Whitson.

“Os recordes existem para ser quebrados. É um sinal de progresso“, escreveu Whitson na sua conta do Twitter.

“Ter a oportunidade de ficar aqui por tanto tempo é realmente uma honra. A Peggy é uma das minhas heroínas e também teve a gentileza de me orientar ao longo dos anos, por isso é um lembrete para eu retribuir quando voltar”, disse Koch, citada pelo site Space.

Peggy Whitson @AstroPeggy

Records are made to be broken…it is a sign of progress! Congrats @Astro_Christina! https://twitter.com/Space_Station/status/1210953554803994626 

Intl. Space Station @Space_Station

NEW RECORD! NASA astronaut @Astro_Christina now has a place in the record books for the longest single spaceflight by a woman, eclipsing former NASA astronaut Peggy Whitson’s record of 288 days. @AstroPeggy went back to zero gravity to say #CongratsChristina.

Segundo o Science Alert, Kock ainda está longe de regressar a casa. Se tudo correr como previsto, isso só irá acontecer em Fevereiro de 2020, o que significa que terá estado um total de 328 dias no Espaço.

A astronauta começou a sua missão espacial no dia 14 de Março e a ideia era ficar na EEI durante seis meses. No entanto, a NASA estendeu a sua estadia, em parte para recolher mais dados sobre os efeitos dos voos espaciais de longa duração.

“É uma coisa maravilhosa para a ciência. Vemos outro aspecto de como o corpo humano é afectado pela micro-gravidade a longo prazo. Isso é realmente importante para os nossos planos futuros, não só na Lua mas também em Marte”, disse a astronauta.

Se passar os 328 dias no Espaço, Koch ficará a apenas 12 dias do recorde de Scott Kelly, que entre 2015 e 2016 passou 340 dias na EEI.

“Gosto de pensar no recorde não tanto sobre quantos dias estamos aqui, mas o que trazemos para cada dia, logo é outro grande lembrete para tentar fazer o nosso melhor“.

No entanto, o recorde do maior voo espacial da História — homem ou mulher — pertence ao cosmonauta russo Valery Polyakov, que passou 438 dias consecutivos a bordo da Mir.

ZAP //

Por ZAP
1 Janeiro, 2020

 

spacenews

 

1219: Sonda Parker Solar Probe bate recordes de aproximação ao Sol e velocidade

Lembram-se da Sonda Parker Solar Probe da NASA que foi lançada em Agosto de 2018? Esta sonda será a primeira que vai “tocar” no Sol e, de acordo com dados recentes, há já recordes alcançados.

Esta sonda espacial, lançada há 78 dias, já bateu dois recordes: está mais perto do Sol do que qualquer outro engenho fabricado pelo Homem e é a mais rápida da História da conquista do espaço.

Foi esta segunda-feira que a sonda espacial Parker Solar Probe superou o recorde de aproximação do Sol. De acordo com a NASA, a sonda lançada a 12 de Agosto está a apenas 42,73 milhões de quilómetros do astro rei, batendo o recorde de Abril de 1976 conseguido pela sonda americano-alemã Helios-2.

Nos próximos sete anos esta sonda vai efectuar 24 aproximações ao Sol acabando por chegar a cerca de 6 milhões de quilómetros de distância em 2024. De acordo com a NASA, a sonda aproximar-se-à ainda mais do sol já a 31 de Outubro e tentará ficar ainda mais próxima já no dia 5 de Novembro.

Além do recorde de aproximação, esta sonda bateu também o recorde do engenho espacial mais rápido da História, ao conseguir atingir 247 mil quilómetros por hora. De relembrar que o anterior recorde pertencia também à sonda Helios-2 que conseguiu bater o recorde de velocidade em 1976.

Sonda tem de sobreviver a temperaturas elevadíssimas

A Sonda espacial Parker Solar Probe tem de conseguir superar temperaturas de 1400 K (1127 °C). Para tal, a sonda tem um escudo térmico, feito à base de carbono, que lhe permite superar tais temperaturas. À superfície, a temperatura do Sol atinge os 5.500ºC. Na coroa, a parte mais exterior da sua atmosfera, visível como um anel durante os eclipses, os termómetros chegam aos 2 milhões de graus Celsius, segundo revela a SIC notícias.

Qual a missão desta sonda?

A sonda tem como principais objectivos investigar as partículas de energia, as flutuações magnéticas e os ventos solares. Os cientistas da NASA esperam obter fotografias para melhor compreenderem “um ambiente tão estranho para nós”, diz um especialista sobre o Sol da NASA Alex Young.

A missão só terminará em 2024.

pplware
30 Out 2018

[vasaioqrcode]