4952: Estranhos pigmentos vermelhos desvendam mistério sobre o colapso da civilização da Ilha de Páscoa

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

(CC0/PD) Wolk9 / Pixabay

Um novo estudo lança luz sobre a continuidade cultural dos Rapa Nui após o início do desflorestação através de uma investigação dos pigmentos vermelhos usados ​​pela civilização durante séculos.

Seguindo a trilha do lendário Terra Australis, o marinheiro holandês Jacob Roggeveen chegou em 5 de Abril de 1722, numa pequena ilha no meio do Pacífico. Exploradores europeus chamaram-na Ilha de Páscoa em homenagem ao dia da sua chegada, a Páscoa.

Ao desembarcar, encontraram as colossais e enigmáticas esculturas Moai e um pequeno número de indígenas. Naquela altura, a ilha não tinha árvores e a civilização Rapa Nui estava a caminhar para o seu desaparecimento.

Quando e como o colapso aconteceu é um grande mistério. A teoria mais difundida é que ocorreu no século XVII, após uma catástrofe ecológica, cultural e demográfica. Porém, a cronologia destes eventos permanece envolta em ambiguidade até hoje.

Agora, de acordo com o jornal espanhol ABC, um novo estudo, liderado pelo Museu Moesgard, na Dinamarca, lança luz sobre a continuidade cultural dos Rapa Nui após o início do desflorestação através de uma investigação meticulosa dos pigmentos vermelhos usados ​​pela civilização durante séculos.

“Ainda não foi determinado para que eram usados. No entanto, é claro que a cor vermelha era considerada sagrada na Ilha de Páscoa. Representava força espiritual, força física e fertilidade”, disse Marco Madella, especialista em arqueologia ambiental da Universidade Pompeu Fabra.

Embora a presença desse pigmento tenha sido bem documentada por cientistas, a sua origem e possível processo de produção não eram claros.

Ervas secas para combustível

Equipas de Museu Moesgard e da Universidade de Kiel já tinham documentado a existência de centenas de poços a conter vestígios destes pigmentos em vários pontos da ilha. Foram datados entre os séculos XIII e XV, após o início da desflorestação da ilha e antes da chegada dos europeus, e foi documentado que a sua finalidade era a sua elaboração e foi sugerido que existia uma produção em larga escala de pigmentos na ilha.

Agora, um novo trabalho arqueológico encontrou mais poços em diferentes pontos de Rapa Nui, por isso “a sua presença era muito mais comum na ilha“, segundo Madella. O material analisado data as construções no período entre os séculos XV e XVII.

Assim, a produção e o armazenamento de pigmentos continuaram num volume considerável após a desflorestação. Assim, as descobertas apoiam a continuidade cultural dos Rapa Nui em vez do colapso.

Embora a sua finalidade exacta seja desconhecida, “é possível que fossem usados ​​para pintar o corpo, porque a sua consistência fina torna-os fáceis de aplicar sobre a pele. Outro uso poderia ter sido a decoração de imagens de pedra ou para pintar parte dos moai”, arriscou a cientista, ressaltando que isso daria suporte ao facto de que precisavam de elaborá-la em abundância.

Esta investigação também conseguiu identificar, pela primeira vez, a forma como os pigmentos eram produzidos nas construções encontradas. A equipa analisou fitólitos, partículas microscópicas de sílicas opalinas que se formam nas células vegetais, e o estudo mostrou que o pigmento vermelho é baseado na hematita de óxido de ferro, que os Rapa Nui produziam nestas construções a aquecer a rocha, que era depois triturada.

A Ilha de Páscoa está ameaçada. A culpa é dos turistas que tiram macacos do nariz às estátuas

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“A evidência do uso do fogo para processar as pedras vem do material vegetal carbonizado, que se encontra em camadas de cor escura em todo o pigmento avermelhado que preenche os poços”, disse o especialista.

Os habitantes da Ilha de Páscoa já tinham derrubado grande parte das suas florestas, por isso a madeira mal estava presente como combustível. Em vez disso, o Rapa Nui usava grandes quantidades de ervas secas.

Os poços onde era feito também funcionavam como armazenamento e alguns deles possuíam uma espécie de rolha para proteger o conteúdo.

Assim, o estudo também não encontrou evidências de um colapso antes da colonização na Ilha de Páscoa. Pelo contrário, o facto de se juntar às fileiras de comunidades resilientes que continuaram com as suas tradições ancestrais, apesar do impacto da chegada dos europeus, ganha força.

Este estudo foi publicado em Dezembro na revista científica The Holocene.

Po


r Maria Campos
15 Janeiro, 2021

3207: Cientistas acreditam ter descoberto o significado das estátuas da Ilha da Páscoa

CIÊNCIA

(CC0/PD) Wolk9 / Pixabay
Estátuas Moai, na ilha de Páscoa, no Chile

Rapa Nui, a Ilha de Páscoa, é o lar dos enigmáticos Moai, monólitos de pedra que vigiam a paisagem da ilha há centenas de anos. A sua existência é uma maravilha e o seu significado um mistério.

Os antigos escultores de Rapa Nui trabalharam a pedido da classe dominante de elite para esculpir quase mil Moai porque a comunidade acreditava que as estátuas conseguiam produzir fertilidade agrícola e, portanto, suprimentos essenciais de alimentos, de acordo com um novo estudo de Jo Anne Van Tilburg, directora do Projecto Estátua da Ilha de Páscoa, publicado em Novembro no Journal of Archaeological Science.

Van Tilburg e a sua equipa, que trabalharam com a geo-arqueóloga e especialista em solos Sarah Sherwood, acreditam que encontraram evidências científicas desse significado há muito hipotético, graças ao estudo de dois Moai escavados em cinco anos na pedreira de Rano Raraku, no lado leste do país.

A análise mais recente de Van Tilburg concentrou-se em dois dos monólitos situados na região interna da pedreira de Rano Raraku, que é a origem de 95% dos mais de mil Moai da ilha. Testes laboratoriais de amostras de solo da mesma área mostram evidências de alimentos como banana, taro e batata-doce. A investigadora disse, em comunicado, que a análise mostrou que, além de servir como pedreira e local de escultura de estátuas, Rano Raraku também era o local de uma área agrícola produtiva.

Os solos em Rano Raraku são os mais ricos da ilha, de acordo com Sherwood. Juntamente com uma fonte de água doce, parece que a prática da pedreira ajudou a aumentar a fertilidade do solo e a produção de alimentos nas imediações. Os solos da pedreira são ricos em argila criada pelo desgaste do lapilli tuff – a rocha local -, enquanto os trabalhadores extraíam as rochas mais profundas e esculpiam os Moai.

Segundo Sherwood, os antigos povos indígenas de Rapa Nui eram muito intuitivos sobre o que cultivar, plantando várias colheitas na mesma área, o que pode ajudar a manter a fertilidade do solo.

“Este estudo altera radicalmente a ideia de que todas as estátuas de pé em Rano Raraku estavam simplesmente a aguardar transporte para fora da pedreira”, disse Van Tilburg. “Estes e provavelmente outros Moai na vertical em Rano Raraku foram mantidos no local para garantir a natureza sagrada da própria pedreira. Os Moai eram centrais na ideia de fertilidade e a sua presença aqui estimulava a produção de alimentos agrícolas”.

Estima-se que as estátuas da pedreira foram construídas entre 1510 para 1645. A actividade nesta parte da pedreira provavelmente começou em 1455. A maior parte da produção de Moai cessou no início dos anos 1700 devido ao contacto ocidental.

A Ilha de Páscoa está ameaçada. A culpa é dos turistas que tiram macacos do nariz às estátuas

Embora o turismo possa trazer dinheiro para as economias locais, muitas vezes tem impactos negativos significativos nas comunidades nativas –…

Este é o primeiro estudo a revelar a pedreira como uma paisagem complexa e a fazer uma declaração definitiva que vincula a fertilidade do solo, a agricultura, a pedreira e a natureza sagrada dos Moai.

Localizada no Chile, a Ilha de Páscoa é um dos locais mais misteriosos do nosso planeta. Há dois mil anos, foi lar de uma civilização polinésia que deixou na ilha um grande número de vestígios em forma de moais gigantes que, acreditam os cientistas, personalizam os antepassados dos antigos moradores da região.

A civilização praticamente desapareceu da ilha antes da chegada dos primeiros colonizadores. Desde então, o seu desaparecimento tem levando dúvidas mas, de acordo com as teorias mais aceites pela comunidade científica, a sua extinção pode estar relacionada com a falta de recursos ou com guerras entre grupos.

Em Agosto, o governo chileno anunciou que deverá rebaptizar a Ilha de Páscoa, apelidando-a de Ilha Rapa Nui, que significa “Ilha Grande” e é o seu nome ancestral.

Ilha de Páscoa foi a denominação dada pelo explorador holandês Jakob Roggeveen (1659-1729) – oficialmente o primeiro europeu a pisar na ilha –, que, como chegou à região num domingo de Páscoa, resolveu dar-lhe esse nome.

Em 1995, a UNESCO designou a Ilha de Páscoa como Património da Humanidade.

ZAP //

Por ZAP
17 Dezembro, 2019

 

 

1893: A Ilha da Páscoa está ameaçada. Os culpados são os turistas que tiram macacos do nariz às estátuas

MastaBaba / Flickr

Embora o turismo possa trazer dinheiro para as economias locais, muitas vezes tem impactos negativos significativos nas comunidades nativas – principalmente em lugares com populações pequenas e ecossistemas frágeis, como Rapa Nui, a Ilha de Páscoa.

A pequena e remota ilha vulcânica na Polinésia testemunhou um enorme aumento no número de turistas nos últimos anos – a maioria dos quais se maravilha com as misteriosas estátuas de pedra, conhecidas como “moai”, erguidas entre 1100 e 1400. Agora recebe mais visitantes do que as pirâmides do Egipto.

A arqueóloga Jo Anne Van Tilburg, da Universidade da Califórnia em Los Angeles – que apareceu recentemente no programa 60 Minutes da CBS – tem realizado estudos na ilha há quase 40 anos e testemunhou em primeira mão o impacto que o turismo teve.

“O meu estudo foca-se nos moais e o seu papel na cultura Rapa Nui”, disse Van Tilburg à Newsweek. “Estou interessada na forma como as sociedades criam e expandem o seu senso de identidade e propósito com o uso da arte. Eu fui a Rapa Nui em 1981 e investi basicamente a minha carreira arqueológica nos mistérios e na magia da ilha”.

“Em 1981, havia apenas cerca de 2.500 e 3.000 pessoas a viver na ilha e a contagem anual de visitantes era semelhante a esse número”, disse. “Hoje, a ilha recebe mais de 150 mil turistas por ano”.

Não é de surpreender que o número desproporcional de visitantes esteja a afectar a comunidade local – que actualmente conta com cerca de 5.700 pessoas – de várias maneiras. “Como em todo lugar, o turismo no nível actual está a ter um impacto extremamente negativo sobre os recursos naturais de Rapa Nui, especialmente na água”, disse Van Tilburg. “Toda a infra-estrutura é tensa. O turismo tem um impacto muito negativo no senso de comunidade de Rapa Nui”.

Particularmente desanimador é o frequente comportamento desrespeitoso de alguns viajantes que ignoram as regras pisando áreas protegidas, andando em cima de sepulturas e subindo aos moais, às vezes apenas para tirar uma selfie, a “tirar macacos do nariz da estátua”.

Isto pode levar as estátuas a ficarem danificadas – exacerbando os efeitos da deterioração natural dos elementos. O comportamento é insensível, dado que as esculturas são sagradas para a comunidade Rapa Nui, lembrando os seus ancestrais e as suas relações com os deuses, disse Van Tilburg.

“Estou incomodada com a falta de interesse turístico genuíno na ilha e o seu povo”, disse. “Há uma falta de apreciação pelo passado de Rapa Nui. Parece que muitos desejam apenas inserir-se na história tirando uma selfie com as estátuas”.

Em 1995, a UNESCO designou a Ilha de Páscoa como Património da Humanidade e grande parte da massa de terra é protegida como parte do Parque Nacional de Rapa Nui, que a comunidade local controla. No entanto, Van Tilburg acredita que é preciso fazer mais para proteger os antigos tesouros para as gerações futuras.

“A comunidade de Rapa Nui está muito determinada em proteger a sua herança”, disse. “Os métodos de preservação são conhecidos. As ferramentas estão disponíveis. A tarefa é que os Rapa Nui avancem juntos com um propósito unido e tomem medidas decisivas”.

“Como património mundial, o mundo prometeu cuidar da ilha. Todos nós precisamos de fazer a nossa parte para preservar o passado”, disse. “Os turistas podem estudar e aprender antes de viajarem para a ilha. Podem mostrar o devido respeito pelos outros. Podem remover os seus egos – e os seus selfie sticks – da paisagem e aprender a apreciar o passado”.

ZAP //

Por ZAP
27 Abril, 2019

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1126: Desvendado mais um mistério da mítica Ilha de Páscoa

CIÊNCIA

Indabelle / Flickr

A mítica Ilha de Páscoa tem fascinado e intrigado cientistas ao longo dos anos, tendo surgido várias questões que vão desde de os famosos moais de pedra até à misteriosa extinção da civilização antiga. Uma equipa de arqueólogos acaba agora de desvendar um destes mistérios – o da extracção de água doce.

De acordo com um novo estudo, publicado recentemente na revista Hydrogeology Journal, os antigos habitantes de Rapa Nui mantiveram uma sociedade composta por milhares de pessoas recorrendo às descargas de água costeira como principal fonte de água doce.

Tendo em conta que a região onde os Rapa Nui habitavam era uma ilha, a questão da extracção e obtenção de água doce permanecia ainda por explicar. Além do território ser rodeado de água, os solos da região eram vulcânicos e porosos, absorvendo rapidamente as águas das chuvas, uma vez que praticamente não havia rios na ilha.

Ou seja, os pequenos lagos vulcânicos não eram suficientes fontes de água doce para um população tão numerosa.

De forma a responder a esta questão, uma equipa de arqueólogos da Universidade de Binghamton, na cidade norte-americana de Nova Iorque, levou a cabo uma investigação, na qual mediu a salinidade da água costeira à volta da Ilha de Páscoa, testando a hipótese de a água ter sido extraída do oceano.

Após as medições, os cientistas consideraram que a água oceânica era potável para consumo, podendo o oceano  ter sido um fonte de água doce para a civilização.

“Felizmente, a água subterrânea flui para baixo e finalmente deixa o solo no ponto exacto onde a rocha subterrânea porosa se encontra com o oceano. Quando as marés estão baixas, a água doce corre directamente para o mar. Os habitantes podem, desta forma, ter aproveitado estas fontes de água doce para recolher água nestes pontos”, explicou o co-autor do estudo, Carl Lipo.

Tal como explicou Lipo, a água doce misturava-se um pouco com a salgada, criando a chamada água salobra – uma água que contêm sal, mas não em níveis prejudiciais para o ser humano.

Contudo, esclarece o investigador, os habitantes de Rapa Nui raramente utilizavam sal na preparação da sua comida, uma vez que a água que consumiam contribuía drasticamente para a ingestão diária de sal.

A mítica Ilha de Páscoa

Localizada no Chile, a Ilha de Páscoa é um dos locais mais misteriosos do nosso planeta. Há dois mil anos, foi lar de uma civilização Polinésia que deixou na ilha um grande número de vestígios em forma de moais gigantes que, acreditam os cientistas, personalizam os antepassados dos antigos moradores da região.

A civilização praticamente desapareceu da ilha antes da chegada dos primeiros colonizadores. Desde então, o seu desaparecimento tem levando dúvidas mas, de acordo com as teorias mais aceites pela comunidade científica, a sua extinção pode estar relacionada com a falta de recursos ou então com guerras entre grupos.

Em Agosto, o governo chileno anunciou que deverá rebaptizar a Ilha de Páscoa, apelidando-a de Ilha Rapa Nui, que significa “Ilha Grande” e é o seu nome ancestral.

Ilha de Páscoa foi a denominação dada pelo explorador holandês Jakob Roggeveen (1659-1729) – oficialmente o primeiro europeu a pisar na ilha –, que, como chegou à região num domingo de Páscoa, resolveu dar-lhe esse nome.

Por ZAP
11 Outubro, 2018

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840: O Chile quis vender a ilha de Páscoa aos nazis, mas o negócio falhou

MastaBaba / Flickr

Um livro recente revela que o Governo chileno quis vender a ilha de Páscoa à Alemanha de Hitler, de modo a reforçar a sua frota naval. O Presidente Alessandri pedia 860 mil euros pelo mítico território insular.

Mario Amorós é o autor do livro “Rapa Nui. Una herida en el océano” no qual revela que, em 1937, decorreram negociações para vender a ilha de Páscoa, território isolado no Oceano Pacífico a 3700 quilómetros da costa chilena, à Alemanha nazi.

Até hoje, sabia-se apenas que o país, governado por Arturo Alessandri entre 1920 a 1925 e entre 1932 a 1938, tentou que os americanos, japoneses e britânicos se interessassem pela ilha, mostrando-se disponível a aliená-la a quem apresentasse a melhor oferta.

Ao El País, o historiador Amorós contou que Alessandri estava apostado em reforçar a sua frota naval porque a Argentina, país que formara com o Peru e a Bolívia uma aliança que ameaçava os interesses chilenos, encomendara oito vasos de guerra aos estaleiros britânicos.

Para o Chile, a ilha de Páscoa era, sobretudo, um lugar marcado pelo estigma da lepra. Para o poder político, era um território distante cedido à Marinha e arrendado a uma empresa privada, ou seja, “tinha muito pouco valor“, conta Mario Amorós.

Esta percepção do território, aliada às consequências da grave crise económica internacional desencadeada com o crash da bolsa americana de 1929, fez com que o Chile quisesse vender a ilha, pedindo cerca de um milhão de dólares pelo território (860 mil euros).

Amorós decidiu estudar os negócios secretos que envolveram a ilha de Páscoa e o Governo de Hitler, depois de ter tomado conhecimento da investigação levada a cabo por um especialista nas Forças Armadas chilenas, o historiador húngaro Ferenc Fischer.

Segundo o Público, Fischer tinha encontrado provas de que o Governo do Chile mantivera conversações com os nazis, entre elas um documento, datado de 1937, que resumia uma conversa entre o embaixador do führer em Santiago e o ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, destinada a averiguar se a proposta de venda era séria.

Desta forma, o livro de Amorós é o resultado de um rigoroso trabalho de pesquisa, e nele o historiador explica que só os britânicos explicaram por que razão as negociações mantidas secretas durante décadas não chegaram a avançar.

“Descartaram a compra da ilha porque consideraram que, do ponto de vista militar, o seu valor era escasso”, afirma o historiador espanhol. Além disso, acrescenta, tanto Londres como Washington fizeram questão de frisar que não era conveniente que a ilha fosse parar às mãos de nenhuma das potências que viriam a encabeçar o Eixo, ou seja, Alemanha, Itália e Japão.

Com base em muita documentação, a obra de Amorós conta também a história de um povo e de um território desde os primeiros vestígios de ocupação humana ali encontrados.

Aliás, “Rapa Nui“, é o que os seus habitantes chamam à Ilha de Páscoa, designação que decorre do facto de a sua descoberta pelos europeus (atribuída ao explorador holandês Jacob Roggeveen) ter ocorrido precisamente no domingo de Páscoa de 1722.

O Governo do Chile está, actualmente, a trabalhar numa lei que vai permitir à ilha readquirir a título oficial o seu nome local. Além disso, esta quarta-feira, entrou em vigor uma norma, proposta pelo Governo de Sebastián Piñera, que limita o acesso de turistas à ilha como medida de protecção da sua fauna e flora.

“Esta ilha é mágica, todo o mundo a quer visitar, mas também é uma ilha delicada que temos de proteger. A nova lei tem como objectivo regular o turismo”, disse o Presidente.

ZAP //

Por ZAP
3 Agosto, 2018

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