1525: Físicos comprovam teoria da radiação de Hawking sobre buracos negros

Kjordand / Wikimedia

A famosa teoria da radiação sobre buracos negros do astrofísico Stephen Hawking, apresentada em 1974, foi testada em laboratório por uma equipa de investigadores, escreve a revista Physics World.

A investigação, levada a cabo em Israel pelo Instituto de Ciências Weizmann e pelo Departamento de Física do Centro de Pesquisa e Estudos Avançados do México, pode ser um enorme passo para verificar experimentalmente a existência da célebre conjectura teorizada pelo astrofísico britânico.

Em laboratório, e através do análogo óptico de um buraco negro, a equipa de investigadores conseguiu promover a apelidada “radiação de Hawking“. O teste imita este fenómeno noutros meios através de pulsações de luz para estabelecer condições artificiais.

“A radiação de Hawking é um fenómeno muito mais geral do que se pensava inicialmente”, explicou o físico e director da investigação Ulf Leonhardt, acrescentando que esta radiação pode ocorrer “sempre que horizontes são feitos, sejam estes na astrofísica ou por luz em materiais ópticos, ondas de água ou átomos ultra-frios”. 

Na sua teoria, Hawking assinala em que “os buracos negros não são tão negros“, porque são capazes de emitir radiação apenas para fora do seu horizonte de eventos, além do ponto em que nem a luz é capaz de escapar da gravidade intensa.

Esta radiação – que não foi ainda comprovada, uma vez que os instrumentos actuais não a conseguem detectar – implica que os buracos negros evaporam lenta e constantemente e, apesar de ainda não ser possível verificar a sua veracidade, a conjectura é aceite pela comunidade científica.

Apesar de admitir que ainda existem muitas perguntas sem respostas, o director do estudo, no início de Janeiro publicado na Physical Review Letters, afirmou que a investigação marcou a visualização da radiação espontânea de um buraco negro.

A Physics World recorda que Stephen Hawking afirmava que, caso a sua previsão mais famosa tivesse sido verificada experimentalmente, teria ganho um Nobel, prémio atribuído apenas a descobertas científicas corroboradas com dados observacionais.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
26 Janeiro, 2019