3695: Cientistas encontraram o local perfeito para abrigar astronautas em Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

gorodenkoff / Canva

Marte é um planeta hostil. Tendo perdido o seu campo magnético e a maior parte da sua atmosfera, a sua superfície é exposta a altos níveis de radiação cósmica que pode mesmo levar à morte. Agora, os cientistas dizem ter encontrado o local ideal para abrigar os primeiros astronautas que pousem em Marte.

A radiação cósmica é um dos principais desafios que os futuros colonos de Marte terão de ultrapassar. Na Terra, é a magnetosfera que nos protege dessa radiação, que pode penetrar tecidos e provocar doenças, podendo mesmo ser fatal. Porém, Marte é constantemente bombardeado com radiação.

De acordo com o LiveScience, uma equipa de cientistas planetários da Washington Academy of Sciences diz saber qual será a melhor forma de abrigar astronautas em pousem em Marte: construir assentamentos dentro de cavernas subterrâneas chamadas tubos de lava.

Encontrados em planetas sólidos e em luas, os tubos de lava formam-se quando os canais de lava arrefecem e e endurecem para formar rochas ígneas. Quando o fluxo de lava finalmente para e drena, é deixada para trás uma caverna subterrânea natural. Na Terra, esses tubos atingem cerca de 30 metros, mas, em Marte, onde há menos gravidade, podem ter até 250 metros de largura.

Para encontrar estes recantos subterrâneos em Marte, Antonio Paris e os seus colegas tiveram de vasculhar imagens das câmaras a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA em busca de pistas.

Antonio paris et. all

De acordo com um novo estudo, que será publicado na revista científica Journal of the Washington Academy of Sciences e está disponível no servidor de pré-publicação arXiv, os investigadores identificaram três candidatos a tubos de lava que poderiam servir como lar para futuros visitantes, além de um possível local para descobrir vida microbiana anterior em Marte.

Localizados na grande bacia de impacto de Hellas, no hemisfério sul de Marte, os tubos de lava ficam próximos da antiga montanha vulcânica Hadriacus Mons.

A radiação nesta região mais baixa de Marte já teve níveis consideravelmente inferiores ao resto da superfície do planeta. Além disso, experiências em tubos de lava na Terra sugerem que poderiam proteger de mais 82% da radiação recebida.

“Estas cavernas naturais forneceriam à tripulação protecção contra a exposição excessiva à radiação, protegeriam do bombardeamento de micro-meteoritos e proporcionariam um grau de protecção contra flutuações extremas de temperatura”, escreveram os autores.

Os tubos de lava já tinham sido sugeridos pelos cientistas como possíveis habitats na Lua.

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ZAP //

Por ZAP
16 Maio, 2020

 

spacenews

 

1062: Missão a Marte poderá ser fatal para os astronautas

x-ray_delta_one / Flickr

Os astronautas de uma futura viagem a Marte estarão expostos, na ida e volta ao planeta vermelho, a cerca de 60% do total de radiação recomendada para toda a sua carreira profissional, revelou um novo estudo.

A Agência Espacial Europeia (ESA) chegou a esta conclusão, que apresentou no Congresso Europeu de Ciências Planetárias que está a decorrer esta semana em Berlim, após analisar dados recolhidos por satélites da missão ExoMars, um projecto em que também participa a agência espacial russa Roscosmos. A pesquisa foi publicada esta quinta-feira.

No espaço, sem o forte campo magnético da Terra e sem atmosfera, o incessante bombardeamento de raios cósmicos “tem o potencial de causar sérios danos aos humanos”, indicou a ESA, em comunicado.

Esta exposição, muito maior do que a dos astronautas que trabalham na Estação Espacial Internacional, eleva o risco de cancro, além de deixar sequelas no sistema nervoso central e provocar enfermidades degenerativas.

A radiação cósmica é composta por partículas incrivelmente minúsculas que se movem de forma incrivelmente rápida, quase à velocidade da luz – um tipo de fenómeno que o corpo humano não está preparado para suportar.

Tal como nota o Space.com, esta radiação viaja em todo o espaço mas a atmosfera da Terra protege-nos do pior dos seus impactos. Ou seja, quanto mais nos afastamos da superfície da Terra, mais radiação cósmica o nosso corpo absorverá.

“Um dos factores básicos na planificação e desenho de uma missão tripulada de longa duração a Marte é calcular os riscos derivados da radiação”, explicou Jordanka Semkova, da Academia de Ciências búlgara.

Os riscos estão calculados, mas os valores são preocupantes. A viagem por si só exporá os astronautas a 60% da radiação recomendável e, o objectivo de visitar o Planeta Vermelho deve incluir um período, ainda que curto, na sua superfície – de preferência, sem sobre-dosagem na radiação.

A radiação não é o único o problema que os astronautas poderão vir a enfrentar numa futura viagem. Os desafios multiplicam-se desde de a própria viagem, passando pela nave e chegando às propriedades do próprio planeta.

Recentemente, uma tempestade de areia cobriu Marte por completo, levando à suspensão  da Opportunity, o rover da NASA que está “adormecido” há mais de três meses. O robô está em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas 3 meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos.

ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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