2621: Mais de 800 asteróides podem colidir com Terra nos próximos 100 anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia (ESA) estima que existam, anualmente, 878 asteróides na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com o nosso planeta.

A ideia de um enorme asteróide colidir com o planeta Terra pode parecer um enredo de ficção científica, mas, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), pode-se tornar realidade.

Segundo o britânico Mirror, a ESA estima que há 878 rochas espaciais que podem esbarrar contra o nosso planeta. “A lista da ESA junta todos os asteróides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses ‘não nulas’ de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – destacando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído.”

Além disso, a ESA adianta que mesmo uma colisão com um asteróide de pequenas dimensões poderia causar “destruições graves”.

Para reduzir o risco de que algo aconteça do futuro, a Agência Espacial Europeia uniu esforços com outros parceiros internacionais, nomeadamente a NASA, em missões de busca destes corpos celestes e no desenvolvimento de tecnologias para desviá-los do seu percurso.

Nos próximos dias, especialistas em defesa planetária vão encontrar-se em várias cidades europeias para coordenar os esforços conjuntos. O primeiro encontro terá lugar em Roma, na Itália, onde os cientistas irão discutir os planos do projecto da NASA – Teste de Redireccionamento de Asteróide Duplo (DART) -, que consiste num impacto cinético no asteróide duplo Didymos B.

Nos dias 12 e 13 de Setembro, os especialistas discutirão em Munique, na Alemanha, a recente passagem de raspão pela Terra, no dia 9 deste mês, do asteróide 2006 QV89 que não tinha sido detectado.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
12 Setembro, 2019

 

2338: Estação espacial chinesa cai hoje na Terra

(CC0/PD) pxhere

Uma estação espacial chinesa está prestes a voltar à Terra. Esta sexta-feira, a Tiangong-2 deverá queimar durante uma reentrada controlada na atmosfera terrestre.

Com um punhado de detritos, a estação deverá cair no Oceano Pacífico Sul entre a Nova Zelândia e o Chile, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

O Tiangong-2, que se traduz como apresenta ou “navio celestial”, é um laboratório espacial tripulado de 10,4 metros de comprimento – semelhante, mas muito menor que a Estação Espacial Internacional – com uma envergadura de cerca de 18,4 metros quando os painéis solares estão dobrados.

Pouco depois de ter sido lançado em Setembro de 2016, foi seguido por dois astronautas chineses que viveram lá durante 30 dias, realizando numerosas experiências sobre os efeitos fisiológicos da ausência de peso, explosões de raios gama e relógios atómicos “frios” no espaço.

A sua morte marca o fim da curta missão de três anos da Tiangong-2 na órbita da Terra. Embora isso possa não parecer uma longa missão para uma estação espacial, a Tiangong-2 só foi criada para servir como um protótipo temporário para testar a tecnologia da grande estação espacial modular da China que irá para o céu em 2022.

A estação espacial deve rivalizar com a ISS e apoiar os objectivos de longo prazo da China para a exploração espacial, incluindo missões tripuladas à Lua e a Marte.

“Os preparativos para a reentrada controlada na atmosfera de Tiangong-2 estão a prosseguir como planeado“, disse na semana passada o Escritório de Engenharia Espacial Manned da China, principal empreiteiro espacial responsável pela missão. “A China reportará oportunamente as informações sobre a nave depois de reentrar na atmosfera para cumprir as suas obrigações internacionais”.

O Tiangong-2 acenderá os seus propulsores e mirará o Pacífico, onde queimará ao entrar na atmosfera e todas as partes sobreviventes pousarão no oceano.

Enquanto a reentrada de Tiangong-2 na atmosfera da Terra é completamente planeada, o seu antecessor não teve tanta sorte. Em Abril de 2018, Tiangong-1 caiu na atmosfera da Terra descontroladamente, tendo perdido contacto com o controlo de solo em 2016.

Pequim negou que a estação espacial estivesse em dificuldade quando os astrónomos ocidentais começaram a notar que algo estava a acontecer na órbita. Felizmente, o laboratório espacial queimou na atmosfera sobre o Pacífico, atirando uma quantidade muito pequena de detritos numa parte extremamente remota do mar perto do Taiti, a maior ilha da Polinésia Francesa.

Em 1979, o Skylab da NASA, precursor da ISS, sofreu uma dramática queda quando voltou para a Terra. Cercado pela campanha de media da reentrada da estação espacial, o San Francisco Examiner ofereceu um prémio de 10 mil dólares a quem entregasse um pedaço de detritos nos seus escritórios dentro de 72 horas.

Como a estação espacial ia em direcção ao sul do Oceano Índico, o jornal acreditava que os destroços não chegariam perto da terra. Mas não foi bem assim. Stan Thornton, de 70 anos, encontrou 24 peças de metal carbonizado da nave na pequena cidade de Esperance, na Austrália Ocidental e reivindicou o prémio.

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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1850: Avistada bola de fogo a sobrevoar o mar Mediterrâneo

O impacto de uma rocha, separada de um asteróide, na atmosfera terrestre causou o espectáculo luminoso. Veja o vídeo.

Bola de fogo que sobrevoou o Mediterrâneo na madrugada de dia 14 de Abril
© Observatório de Calar Alto

Durante a madrugada do dia 14 de Abril, às 03:00 em Espanha uma bola de fogo foi filmada a percorrer o mar Mediterrâneo, junto do Estreito de Gibraltar, pelo Observatório de Calar Alto.

A câmara de vigilância do observatório espanhol registou o evento. O professor José María Madiedo, da Universidade de Huelva foi o responsável pelas primeiras análises ao fenómeno. O estudo concluiu que a bola de fogo, que atravessou o Mediterrâneo a 40 000 km/h, teria sido causada pelo impacto de uma rocha separada de um asteróide na atmosfera terrestre.

A queda da bola de fogo começou a uma altitude de 85 km e acabou a 31 km de atingir o mar Mediterrâneo.

Diário de Notícias
15 Abril 2019 — 17:00

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1847: Caiu um meteorito no Brasil e ficou tudo em vídeo

Queda de meteorito no Rio Grande do Sul.

O momento da queda do meteorito captado por uma das câmaras da rede de monitorização BRAMON
© Twitter Carlos Fernando Jung

O clarão deixado nos céus de Taquara, no estado do Rio Grande do Sul foi registado na madrugada de sexta-feira, 12 de Abril, e corresponde a um meteorito. O momento foi captado por uma das câmaras da Rede Brasileira de Observação de Meteoritos (BRAMON, sigla em inglês).

O professor Carlos Fernando Jung, director do BRAMON e responsável pelo registo em vídeo da queda do meteorito conta ao site G1 que o “objecto” pesava “12 quilos quando entrou na atmosfera” a 122,2 mil quilómetros por hora, tendo começado a perder força. Não terá atingido o solo. “Os fragmentos foram mínimos”, diz. Após análise ao fenómeno, o especialista calcula que o meteorito desfragmentou-se a 36 quilómetros de altitude e não causou qualquer dado.

“O objecto foi totalmente consumido na sua passagem atmosférica, a cerca de 145 quilómetros sobre o mar da costa do Rio Grande do Sul”, explica Jung.

Foi possível ver a queda do meteorito às 03:21 de sexta-feira (às 23:21 de quinta-feira em Portugal), um momento captado por uma câmara instalada na cidade de Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas também por câmaras em Torres e Santa Catarina.

Ao site da Globo, Jung explica que na rede de monitorização de meteoritos cada pessoa, de forma voluntária e com equipamento próprio, regista este tipo de fenómenos. As câmaras deste grupo de observadores ficam ligadas 24 horas.

O especialista tem três câmaras que operam em Taquara, o local onde caiu o meteorito, São Leopoldo e Porto Alegre. “Têm imagens de 360 graus. Elas captam todo o Rio Grande do Sul, o Uruguai, Santa Catarina, Paraná, parte da Argentina”, explica.

Esclarece ainda que a queda de meteoritos é frequente. “São atraídos pela gravidade da terra”, explica. O que não é normal, afirma, é conseguir um registo. E foi o que aconteceu. Imagens que Jung partilhou nas redes sociais.

Prof. Dr. Jung @profjung

Registada queda de “grande” meteoro no mar ao sul do RS nesta madrugada de sexta pela Câmara 2. Magnitude – 9,7 (Fireball)

Diário de Notícias
13 Abril 2019 — 23:55

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1562: Asteróide pode atingir a Terra em Setembro e destruir uma área de 2000 quilómetros quadrados

(dr)

Um asteróide com 40 metros de diâmetro pode colidir com a Terra a 44 mil quilómetros por hora a 9 de Setembro. O possível “encontro” está previsto para as 8h03 de Portugal continental.

Baptizado pela NASA como 2006 QV89, o asteróide ocupa o sétimo lugar na lista dos asteróide potencialmente mais perigoso para a Terra. O encontro com o nosso planeta – apesar de pouco provável – pode acontecer em breve e deixar um rastro de destruição numa área de 2000 metros quadrados.

A questão não é se um asteróide vai colidir com a Terra, é quando – a mítica frase voltou a ser ecoada na conferência NEO and DEBRIS Detection, promovida pela Agência Espacial Europeia (ESA). Como forma de lembrete, a organização notou que há um asteróide na rota de colisão da Terra.

A trajectória do objeto não é ainda certa e só será conhecida com precisão em Julho. Até lá, alertaram os cientistas, sabe-se que a possível colisão pode arrasar uma superfície com 2000 metros quadrados, área semelhante à destruição causada pelo asteróide que, em 1908, caiu em Tunguska, na Sibéria.

Contudo, importa frisar, a probabilidade de colisão é pequena: uma em 11.428. “Com os dados que temos agora, a probabilidade de impacto é equivalente a sermos atropelados por um comboio se atravessarmos uma linha às cegas, sem poder ver nem ouvir, mas sabendo que passa um comboio a cada 15 horas”, explicou Ettore Perozzi, da Agência Espacial Italiana (ASI).

“Agora está demasiado longe para vê-lo e para calcular a sua órbita com mais precisão. A partir de Julho (…) saberemos se há risco de impacto ou, o que é mais provável, se não há nenhum risco”, acrescentou Rüdiger Jehn, director do departamento de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia.

Mais importante do que saber se haverá ou não colisão, realçam os especialistas, é saber a data exacta, para que haja tempo suficiente para calcular a região de impacto e as medidas de resposta a accionar.

Os asteróides que mais preocupam os cientistas medem entre 100 metros a 1 quilómetros. Destes, apenas 30% são conhecidos pelos especialistas. Os restantes objectos espaciais, que possuem algumas dezenas de metros, não são considerados tão perigosos, uma vez que 90% são identificados e não apresentam risco de colisão com o nosso planeta nos próximos séculos.

ZAP //

Por ZAP
6 Fevereiro, 2019

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1424: Bola de fogo que explodiu na Gronelândia poderia ajudar-nos a estudar mundos alienígenas

Mark Garten / UN Photo
Icebergs em Ilulissat Icefjord, Gronelândia

Uma misteriosa bola de fogo que explodiu sobre a Gronelândia poderia ajudar-nos a estudar a estrutura de mundos alienígenas distantes e cobertos de gelo.

Apesar de os primeiros dados terem demonstrado que a bola de fogo que explodiu sobre a Gronelândia era uma das mais energéticas de 2018, durante meses os cientistas não sabiam que implicações teria este meteorito.

A bola de fogo iluminou o céu nocturno e fez o chão tremer no dia 25 de Julho, mas a maior parte do mundo teve conhecimento deste evento passado uma semana, quando um cientista da NASA, Ron Baalke, informou no Twitter.

Mais tarde, também através do Twitter, Hans M. Kristensen, investigador de armas nucleares, adiantou que a explosão ocorreu muito perto da base da Força Aérea de Thule, na Gronelândia. No entanto, a Base Aérea manteve-se muito silenciosa em relação ao fenómeno.

Agora, graças a uma feliz coincidência de tempo e espaço, temos novas provas para interpretar o evento da bola de fogo.

Em maio, alguns meses antes da bola de fogo irromper nos céus, os cientistas instalaram um sistema sísmico a apenas 70 quilómetros de Qaanaaq, num projecto chamado “Sismómetro para Investigar Gelo e Estruturas do Oceano” (SIIOS).

O objectivo do projecto é usar sismómetros para medir como podem acontecer terramotos em mundos gelados e luas (como a lua gelada de Júpiter Europa), usando análogos baseados na Terra (como o gelo da Gronelândia).

Os cientistas afirmam que o que podemos aprender sobre as espessas crostas de gelo que cobrem esses ambientes pode ser a chave para encontrar água em futuras missões no Espaço. No entanto, a mesma infra-estrutura pode também dar-nos uma visão única do que realmente aconteceu com a bola de fogo em Qaanaaq.

Num relatório apresentado na reunião anual da União de Geofísica Americana, em Washington, uma equipa liderada por Nicholas C. Schmer, da Universidade de Maryland, relatou que os sensores do sismómetro permitiram aos cientistas isolar um “evento sísmico candidato consistente com a trajectória do ponto de impacto projectado pela bola de fogo”.

Na prática, a actividade sísmica captada por vários sensores correlacionou o caminho do meteoro com o das ondas terrestres. A matriz permitiu também que os cientistas identificassem a localização exacta do impacto.

A investigação ainda não foi revisada por especialistas, mas os dados preliminares sugerem que o epicentro do impacto estava situado “nas proximidades da geleira de Humboldt, no manto de gelo da Gronelândia”.

Ainda há muita coisa por desvendar sobre a bola de fogo de Qaanaaq, mas graças à infra-estrutura do SIIOS temos agora uma pista consistente sobre o misterioso meteorito e, segundo os cientistas, uma novidade mundial no âmbito da pesquisa astronómica.

“Este candidato a evento de impacto sísmico registado por um sistema é o primeiro análogo sísmico de alta fidelidade para eventos de impacto do mundo gelado”, explicaram os autores.

Estas descobertas têm então implicações que se estendem além da Terra. Como este evento foi o primeiro registo de eventos de impacto em mundos cobertos de gelo, estas descobertas podem “informar a Ciência do impacto de objectos em todo o Sistema Solar“.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
18 Dezembro, 2018

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996: Queda de rochas no Alasca criou onda de 193 metros de altura

Estudo do jornal Scientific Reports descobriu o fenómeno que não fez vítimas, mas que pode repetir-se mais vezes devido às alterações climáticas

© AP Photo/Fairbanks Daily News-Miner, Nora Gruner

Um estudo do jornal online Scientific Reports revelou que em 2015 colapsaram 163 toneladas de rochas [errata: foram 180 milhões de toneladas de rocha e não 163 toneladas] de uma montanha no fiorde de Taan, Alasca nos Estados Unidos, que originou uma onda no mar com 193 metros de altura, que acabou por ser a quarta maior registada desde o século passado.

Esta onda gigante ocorreu, no entanto, numa zona desabitada, mas este estudo admite a possibilidade deste fenómeno voltar-se a repetir noutras zonas do globo. “É possível que ocorram outro tipo de deslizamentos de terra, à medida que os glaciares de montanha continuem retrocedendo e o gelo derreta”, assumem os 32 autores do estudo dirigido pelo geólogo Bretwood Higman.

Através da reconstrução daquilo que aconteceu no Alasca, os cientistas procuram “chamar a atenção sobre o efeito indirecto das mudanças climáticas, que está a aumentar a sua frequência e magnitude perto dos glaciares de montanha”. É por isso que este estudo procurou prever os riscos e as implicações de fenómenos como este registado há três anos.

Outro dos autores deste estudo, Dan Shugar, revelou ao jornal The Washington Post que este fiorde não existia há 40 anos, pois “estava coberto de gelo”. Contudo, o gelo recuou mais de 300 metros entre 1961 e 1991, o que terá originado com que as ladeiras da montanha se tornassem instáveis, acabando por cair.

O impacto da rocha com a água criou então uma onda que atingiu uma velocidade de 96,5 quilómetros por hora, atingindo cerca de 200 metros de altura. E é nesse sentido que os autores do estudo da Scientific Reports consideram que por sorte ninguém foi atingido pela devastação que a onda originou e que provocou a destruição que afectou a costa e a vegetação que encontrou pela frente.

Shugar alertou para a possibilidade de um fenómeno destes poder atingir num destes dias algum barco com turistas junto dos fiordes. Aliás, em 2017, na Gronelândia, uma onda causada por um deslizamento de terra matou quatro pessoas e feriu onze. Conforme documenta um vídeo amador que apanhou parte do acontecimento.

DN
10 Setembro 2018 — 22:32

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703: Um asteróide explodiu na Rússia esta semana e nós não vimos (mais uma vez)

(CC0/PD) Gerd Altmann / pixabay

Nem só de Mundial se faz a Rússia. Durante esta semana, várias cidades russas contemplaram um fantástico espectáculo de luzes nos céus, quando um meteoro se desfez numa bola de fogo na paisagem, sem causar quaisquer danos. 

Segundo os dados da NASA, o meteoro explodiu com 2,8 quilotons de TNT, na passada quinta-feira, às 01h16, sobre várias cidades russas, incluindo Lipetsk, situada a sudeste de Moscovo.

A agência espacial norte-americana indica que asteróide explodiu a 27,2 quilómetros de altitude, enquanto viajava a uma velocidade de 14,4 quilómetros por segundo.

O tamanho da explosão indica que se tratava de um pequeno asteróide, com cerca de quatro metros de diâmetro. Comparativamente com o asteróide de 20 metros que atingiu Chelyabinsk, também na Rússia, em Fevereiro de 2013, este é bem mais pequeno.

“O acontecimento foi relatado por testemunhas das cidades de Kursk, Lipetsk, Voronzeh e Orel. Muitas das testemunhas relataram um grande estrondo sónico“, de acordo com a Organização Internacional de Meteoros.

Apesar de ainda não sabermos se algum dos fragmentos do asteróide atingiu a superfície da Terra, sabemos que provavelmente a enorme explosão – causada pelo atrito do ar –  desintegrou a maior parte da rocha antes mesmo de conseguir alcançar o chão.

Um grupo de cientistas da Universidade Federal de Ural, na Rússia, acredita ter encontrado os primeiros meteoritos provenientes deste asteróide. Os fragmentos de pedra têm pelo menos três centímetros e foram encontrados na região de Lipetsk, segundo a mesma organização.

Como este fenómeno se tornou relativamente comum, o asteróide não foi detectado até atingir a superfície da atmosfera – o que nos deixa um pouco nervosos.

Porém, e apesar de não se tratar de um gigante rochoso que poderia destruir a vida como a conhecemos, este acontecimento mostra que ainda há um longo caminho a percorrer até detectarmos com facilidade intrusos provenientes do espaço.

Felizmente, a NASA está a tentar melhorar o rastreamento de asteróides potencialmente problemáticos. Ainda nesta quarta-feira, a agência espacial norte-americana apresentou o seu plano para destruir o asteróide do fim do mundo.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
28 Junho, 2018

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685: Há mais uma estação espacial chinesa em risco de cair na Terra

(dr) Xinhua
A estação espacial chinesa Tiangong-1 caiu em Abril de 2018

Depois do famoso “Palácio Celeste 1”, que reentrou na atmosfera terrestre em Abril deste ano, parece que é a vez da colega Tiangong-2 começar a dar problemas.

Em Abril deste ano – e depois de muitas notícias sobre o caso – a estação espacial chinesa Tiangong-1 regressou finalmente à Terra, tendo reentrado na atmosfera sobre o sudoeste da América do Sul e caído no sul do Oceano Pacífico.

No entanto, de acordo com o site IFLScience, parece que existe outra ‘colega’ em risco. A China tem uma segunda estação espacial, chamada Tiangong-2, que terá descido a sua órbita em cerca de 90 quilómetros (de 380 para 290 quilómetros)

De acordo com as informações do Comando Estratégico dos EUA, citadas pelo SpaceNews, esta poderá ser a prova de que a super-potência asiática está mesmo a preparar-se para trazê-la de volta à Terra.

Em declarações ao IFLScience, o astrofísico Jonathan McDowell, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, afirma que a China provavelmente está a tentar evitar o mesmo destino da Tiangong-1. O país terá baixado a órbita desta estação espacial no passado dia 13 de Junho.

A Tiangong-1, ou “Palácio Celeste 1”, foi colocada em órbita em Setembro de 2011 e estava programada para fazer uma entrada controlada na atmosfera. Porém, a estação espacial chinesa deixou de funcionar em Março do mesmo ano, tendo gerado grande preocupação por uma eventual queda descontrolada.

Por sua vez, a Tiangong-2 foi lançada em Setembro de 2016 com o objectivo de preparar o lançamento de uma estação maior, cujo primeiro módulo deverá ser lançado em 2020.

A China ainda não fez nenhum anúncio sobre a órbita desta estação espacial, por isso, ainda não é certo para quando podem estar a planear fazê-lo, ou porquê exactamente, embora pareça ser uma tentativa de evitar a situação deste ano.

“Em parte, a China não quer uma repetição da Tiangong-1”, explicou Phil Clark, do Journal of the British Interplanetary Society, à SpaceNews.

Segundo o IFLScience, a Tiangong-2 tem dimensões semelhantes, logo, se alguma vez reentrar na atmosfera terrestre, provavelmente não vai causar grandes danos. Além disso, a sua órbita também é praticamente idêntica, por isso, mesmo que venha a estar descontrolada, também será improvável que atinja uma área povoada.

ZAP //

Por ZAP
23 Junho, 2018

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622: Asteróide descoberto no sábado (02/06/2018) desintegra-se horas depois na África Austral

 

Um asteróide com um diâmetro estimado de 2 metros foi detectado pelo Catalina Sky Survey na manhã de sábado, 2 de Junho, em rota de colisão com a Terra aparecendo em diferentes posições numa sequência de imagens. Quando foi detectado estava a uma distância semelhante à da Lua, mas movia-se a grande velocidade (entrou na atmosfera da Terra com uma velocidade de cerca de 60 000 Km/h), chegando à Terra em 8 horas.

Créditos: NASA/JPL-Caltech/CSS-Univ. of Arizona

Nesse intervalo de tempo os peritos seguiram o procedimento definido, que consiste em enviar os dados para o Minor Planet Center, em Cambridge, Massachusetts, e para o centro CNEOS no JPL, laboratório da NASA em Pasadena, Califórnia. São também enviados alertas enviados para a comunidade de observadores de asteróides para obter mais observações. Com base nos dados, esses centros calculam as trajectórias previstas. Neste caso, os cálculos indicaram grande probabilidade de um impacto na Terra. No entanto, uma vez que o asteróide era muito pequeno e, portanto, inofensivo, não foram emitidos alertas mais abrangentes pela NASA, como previsto no protocolo para asteróides maiores.

O asteróide entrou na atmosfera da Terra por volta das 16:44 UTC e veio a desintegrar-se vários quilómetros acima da superfície no Botswana, criando uma bola de fogo brilhante ( denominado por “fireball” ou “bólide”) que iluminou o céu nocturno (18:44 hora local). O evento foi testemunhado por vários observadores. Um registo de vídeo está disponível aqui:

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
5 Jun 2018

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436: Tiangong-1: Porque caem (quase) todos os destroços espaciais no ponto Nemo

EPA/FRAUNHOFER FHR

Estação espacial chinesa reentrou na atmosfera terrestre no Pacífico Sul, zona de destroços espaciais. A maior parte da estrutura ardeu na reentrada. Não há registo de, alguma vez, terem caído em Portugal restos de satélites

Afinal, a probabilidade de a estação espacial chinesa Tiangong-1 cair em Portugal seria bem menor do que aquela que foi anunciada. Quem o diz é Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, que garante que essa probabilidade não era de 3%, como foi avançado, mas inferior a 0.058%. Os destroços da nave acabaram, no entanto, por cair na região central do Pacífico Sul, a noroeste do Taiti, não muito longe do Ponto Nemo, conhecido por ser um “cemitério” de destroços espaciais.

Diz o Comando Conjunto de Operações Espaciais do exército norte-americano que era 01.15 (hora de Lisboa) de segunda-feira quando ocorreu a reentrada na atmosfera terrestre.

“Portugal tem uma área tão pequena que era preciso muita sorte, ou melhor, muito azar, para cair cá. Já o Pacífico tem uma área tão grande que só isso aumenta em muito a probabilidade de um satélite cair lá”, explica ao DN o astrofísico David Sobral, adiantando que não tem conhecimento de algum dia terem sido encontrados restos de satélites no nosso país.

Colocada em órbita em 2011, a estação espacial chinesa, também conhecia como Palácio Celestial 1, estava desocupada desde 2013, tendo deixado de funcionar três anos depois, o que impedia que fosse comandada a partir da Terra. Depois de muita especulação em torno do local da queda, a Tiangong-1 caiu, segundo o astrónomo Jonathan McDowell, do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian, a noroeste da ilha do Taiti. Ao entrar na atmosfera a mais de 26 mil quilómetros por hora, desintegrou-se numa “bola de fogo”. Só cerca de 10% da estrutura terá caído no Pacífico.

A estação espacial não se despenhou no ponto Nemo, conhecido como “Polo da Inacessibilidade do Pacífico”, mas não terá caído muito longe daquele que é o local mais distante de qualquer continente ou ilha do planeta. É uma espécie de aterro de objectos espaciais, baptizado de Nemo, em homenagem a Júlio Verne. Localiza-se ao largo ao largo das costas da Antárctica, da Nova Zelândia, das ilhas Pitcairn e do Chile, sendo a ilha Ducie, um atol desabitado, a mais próxima daquela área.

Entre 1971 e 2016, mais de 250 naves espaciais terminaram a sua vida no ponto Nemo, um local bastante amplo e com pouca fauna e flora, o que o torna bastante apetecível para o efeito. Mas não foi possível direccionar a Tiangong-1 para o “cemitério”.

Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa, explica ao DN que se perderam as telecomunicações com a estação espacial, o que impediu que a trajectória fosse controlada. A nave foi entrando numa atmosfera cada vez mais baixa, ficando totalmente descontrolada, numa espécie de queda livre em direcção à Terra. “Com telecomunicações seria possível disparar micro foguetes para que caísse numa zona não habitada, por exemplo”, esclarece. A este facto juntam-se vários “fenómenos físicos”, como o atrito atmosférico, que impediram a comunidade científica de prever com exactidão onde cairia.

Portugal, mais concretamente a zona entre o Porto e o Minho, chegou a ser referenciado como um dos possíveis locais da queda. Foi anunciado que a probabilidade de a estação se despenhar no País seria de 3%. No entanto, o astrónomo Rui Agostinho garante que, segundo as informações disponibilizadas pela Agência Espacial Europeia (ESA), essa probabilidade seria inferior a 0.058%. “Não sei quem afirmou que seria 3%, mas os dados da ESA não indicavam isso”, assegura o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A queda dos destroços no oceano não terá consequências para os humanos. “Seria pior se caísse num território habitado, mas a probabilidade de bater directamente numa pessoa é baixíssima”, indica o astrónomo, ressalvando que, se atingisse uma pessoa à velocidade que cai, o objecto poderia matar. Embora existam muitos satélites em órbita, como estava a Tiangong-1, Rui Agostinho diz que são geralmente possíveis de controlar: “Quando termina a sua vida útil, atira-se o satélite contra a Terra, controlando a sua trajectória de maneira a cair algures no mar”.

As autoridades chinesas já tinham afirmado que não existiam razões para alarme, adiantando que seria um espectáculo semelhante a uma chuva de meteoros. David Sobral reforça que “é extremamente raro algo deste género cair de forma descontrolada”. Quando acontece, “a maior parte dos componentes ardem ou desintegram-se. Como a maior parte da área é oceano ou desabitada, a probabilidade de um humano ser atingido é muito, muito baixa”.

A Tiangong-1, que media dez metros e pesava 8,5 toneladas, foi substituída pela Tiangong-2, em 2016. O objectivo é testar a presença humana no Espaço até 2022.

DN
03 DE ABRIL DE 2018 00:19
Joana Capucho

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428: A Tiangong-1 caiu finalmente. Foi a noroeste do Taiti

NASA
Reentrada na atmosfera do ATV – Automated Transfer Vehicle, da ESA. Destino igual espera a Tiangong 1

A estação espacial chinesa Tiangong-1, de 10 toneladas, regressou à Terra, numa descida descontrolada a partir de uma órbita terrestre baixa, tendo reentrado na atmosfera sobre o sudoeste da América do Sul e caído no sul do Oceano Pacífico.

Tal como previsto, a queda na Terra do laboratório espacial chinês Tiangong-1 não provocou danos. A estação espacial desintegrou-se à reentrada na atmosfera, oferecendo aos sul-americanos um “espectáculo esplêndido”, semelhante a uma chuva de meteoritos.

Em queda através de uma atmosfera cada vez mais densa, enquanto se aproximava da Terra a uma velocidade de 17 mil km/hora, os detritos foram quase completamente destruídos antes de atingir o solo.

Segundo a agência AFP, que cita a Agência Espacial Chinesa, a nave reentrou na atmosfera “essencialmente destruída“, e o impacto final do que dela restava com a Terra aconteceu no sul do Pacífico.

O astrónomo Jonathan McDowell especifica que a nave chinesa caiu a noroeste do Taiti. “Conseguiu falhar por pouco o ‘cemitério de naves espaciais, que fica um pouco mais a sul”, diz McDowell.

 

A Agência Espacial Europeia tinha calculado que o impacto final da Tiangong-1 aconteceria entre o fim da noite de domingo e o início da madrugada. Segundo a Aerospace, aconteceu às 1.15h desta segunda-feira, 2 de Abril.

Um pouco por todo o mundo, surgiram nas redes sociais relatos de pessoas que testemunharam a passagem da “bola de fogo” a desintegrar-se.

​” se desintegrou. Eu vi de Portugal! Pareciam pequenas estrelas a passar”, relatou o utilizador Pedro Lopes no chat do canal Volcano Watch do YouTube, que transmitiu em directo um livestream do evento.

A Tiangong-1, ou  “Palácio Celeste 1”, foi colocada em órbita em Setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera. Porém, deixou de funcionar em Março de 2016, tendo gerando preocupação por uma eventual queda descontrolada.

No entanto, este tipo de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicaram as autoridades chinesas.

ZAP //

Por ZAP
2 Abril, 2018

– O vídeo acima mencionado da autoria de Pedro Lopes, foi removido pelo utilizador.

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Contagem decrescente. Em directo a queda do “Palácio Celeste”

Palácio Celeste reentra na atmosfera a 26.000 km por hora. Foram reveladas novas imagens da Tiangong-1. Estação Espacial ainda está intacta

A Estação Espacial deverá reentrar este domingo na atmosfera terrestre a uma velocidade superior a 26 mil quilómetros por hora antes de se desintegrar numa bola de fogo, anunciaram hoje autoridades aeroespaciais chinesas.

A queda na terra deste laboratório espacial chinês, designado Tiangong-1 (“Palácio Celeste 1”), não deverá provocar danos e oferecerá um espectáculo “esplêndido” similar a uma chuva de meteoritos, garantem as autoridades chinesas.

SIGA AQUI EM TEMPO REAL A QUEDA DA ESTAÇÃO ESPACIAL

Também a Agência Espacial Europeia (ESA) estima que a queda do módulo espacial ocorra nas próximas horas, provavelmente entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira.

Num comunicado divulgado no sábado, a ESA explicou que a queda do Tiangong-1 desacelerou devido a uma meteorologia espacial mais tranquila.

Uma torrente de partículas solares deveria ter aumentado a densidade nas altas capas da atmosfera e acelerar a queda do laboratório espacial. Mas isso não ocorreu, reconhece a ESA, avançando que também persiste a incerteza sobre o lugar onde poderão cair os eventuais restos do módulo.

“As pessoas não precisam se preocupar”, garante o Departamento de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO) em sua conta na rede social WeChat.

Naves espaciais deste tipo “não caem na Terra violentamente como nos filmes de ficção científica”, garante o CMSEO.A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um objecto espacial de mais de 200 gramas é de uma em 700 milhões, garante a agência espacial chinesa.

De forma cilíndrica e com a dimensão aproximada de um autocarro, com 10,4 metros de comprimento por 3, 4 de diâmetro, 7,5 toneladas, já sem o combustível, e dois painéis solares com três por sete metros cada, a Tiangong-1 fez história em Setembro de 2011, ao tornando-se a primeira estação espacial da China na órbita terrestre.

Desde então, a Tiangong-1 permaneceu vazia e em 21 Março de 2016, as autoridades chinesas informaram as Nações Unidas de que tinham perdido o controlo sobre ela. Até aí, os propulsores da Tiangong-1 era regularmente despertados para elevar a sua altitude, de modo a mantê-la entre os 330 e os 400 quilómetros de altitude. Desde 2016 isso deixou de ser possível, pelo que a sua órbita veio decrescendo lentamente, como seria de esperar.

NOVAS IMAGENS DA ESTAÇÃO ESPACIAL

O céu caiu-lhe, ao de leve, no ombro

Em 1979, a queda do Skylab, a antiga estação espacial dos Estados Unidos, foi um acontecimento. Alguns fragmentos caíram junto a uma cidade na Austrália, sem causar danos. Muitos outros objectos espaciais caem todos os anos, mas até hoje, só há um caso conhecido de uma pessoa atingida, de forma ligeira: Lottie Williams, nos Estados Unidos, a quem um pequeno fragmento de um tanque de combustível de um foguetão Delta II atingiu no ombro, em 1996.

“Um espectáculo magnífico”

Na sexta-feira, a China já tinha minimizado as preocupações sobre o impacto da entrada na atmosfera, e prometeu mesmo que será um espectáculo magnífico, semelhante a uma chuva de meteoros.

“As pessoas não têm motivos para se preocupar”, assegurou a entidade chinesa responsável pela concepção dos voos espaciais tripulados (CMSEO, na sigla em inglês), numa mensagem publicada nas redes sociais.

Este género de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicou a entidade chinesa.

DN
01 DE ABRIL DE 2018 06:52
DN/Lusa

– Só espero que não caia nenhum destroço no meu “observatório” lunar (Backyard)…

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357: Portugal na zona de maior risco de impacto dos detritos de estação espacial chinesa

Avaliação feita pela Aerospace Corporation aponta duas linhas amarelas onde é mais provável que caiam detritos quando a Tiangong-1 se despenhar já nas próximas semanas

O laboratório espacial chinês Tiangong-1, também conhecido por “Palácio Celestial”, está fora de controlo desde 2016 e poderá reentrar na atmosfera nas próximas semanas. E Portugal, mais concretamente o Norte e Centro do país, está dentro de uma das duas linhas amarelas, calculadas por especialistas da Aerospace Corporation, que assinalam os pontos do planeta onde é mais provável que se despenhem eventuais detritos da estação orbital.

De acordo com o Centro para o Estudo de Detritos Orbitais e na Reentrada da Aeroespace Corporation, financiada pelos Estados Unidos, a data mais provável de reentrada na atmosfera é o dia 3 de Abril, com uma margem de erro de uma semana. A Agência Espacial Europeia aponta para uma janela entre 29 de Março e 9 de Abril e limita-se a referir que os locais em latitudes acima dos 43º, nos dois hemisférios, estão a salvo. As previsões da Aeroespace Corporation, por outro lado, estabelecem uma faixa nas latitudes médias, onde a probabilidade é ligeiramente maior.

Mas os portugueses – e restantes cidadãos dos países na lista de eventuais destinos do que restar da estação espacial – podem ficar relativamente tranquilos com a estimativa, pela Aeroespace Corporation, de que o risco de um indivíduo ser atingido por material proveniente da Tiangong-1 é um milhão de vezes inferior à probabilidade de ganhar o jackpot do Powerball, uma espécie de Euromilhões dos Estados Unidos – que é de um em 292 milhões. A isto acresce a elevada probabilidade de toda a estação espacial ser consumida pelas chamas durante a reentrada na atmosfera.

Lançado em 2011, o laboratório espacial de 8,5 toneladas foi concebido como uma estação espacial modular, com um design semelhante ao dos conceitos desenvolvidos pela Rússia. Ainda recebeu três visitas, duas delas por naves tripuladas. Incluindo, em Junho de 2012, a missão Shenzhou 9, que contava com Liu Yang, a primeira chinesa a chegar ao espaço.

Em 2016, as autoridades de Pequim reconheceram que já não conseguiam controlar a estação orbital, tendo no mesmo ano lançado a muito semelhante Tiangong-2.

DN
09 DE MARÇO DE 2018 11:05
Pedro Sousa Tavares

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344: Estação Espacial chinesa cai dentro de semanas (talvez no Norte de Espanha)

(dr) Xinhua
Estação Espacial Tiangong-1

O norte de Espanha é uma das zonas previstas para o impacto, mas a “probabilidade de alguém ser atingido por destroços da Tiangong-1 é um milhão de vezes menor do que a probabilidade de ganhar a lotaria”.

Nas duas primeiras semanas de Abril, a estação espacial enviada para o espaço pela China, Tiangong-1, entra em rota de colisão com a Terra, podendo atingir o norte de Espanha, de acordo com a Aerospace Corporation.

Por outro lado, a Agência Espacial Europeia aponta para 24 de Março a 19 de Abril.

De acordo com o relatório da Aerospace Corporation, um instituto sem fins lucrativos financiado pelos EUA para fiscalizar actividades espaciais, “a probabilidade de uma pessoa específica ser atingida por destroços da Tiangong-1 é cerca de um milhão de vezes mais reduzida do que as probabilidades de ganhar a lotaria”.

“Na História dos voos espaciais não se tem conhecimento de qualquer pessoa que algum dia tenha ficado ferida na sequência da reentrada de detritos espaciais na nossa atmosfera. Até hoje só houve registo de uma pessoa atingida por um desses detritos e, felizmente, não ficou ferida”, sublinha o relatório.

No entanto, o mapa que o acompanha traça as potenciais zonas de impacto do módulo que pesa 8,5 toneladas. Felizmente para nós, há a probabilidade de, ao entrar na atmosfera, a Estação Espacial chinesa se deteriorar, ainda que os especialistas não estejam muito convencidos disso.

Entre as possíveis zonas de impacto contam-se o norte da China, o Médio Oriente, o centro de Itália ou o norte de Espanha, a par da Nova Zelândia, Tasmânia, algumas partes da América do Sul e o sul de África.

A Tiangong-1 foi lançada para o espaço em 2011 e foi a primeira estação enviada por aquele país para explorar o espaço.

Analistas dentro e fora do país descreverem-na como um “símbolo político potente” da China moderna numa altura em que está cada vez mais investida em tornar-se uma super-potência espacial. Em 2012, foi visitada pela primeira mulher astronauta da China, Liu Yang. Antes e depois disso, foi alvo de uma série de missões com e sem tripulação.

Em Setembro de 2016, a China admitiu que tinha perdido o controlo da estação e que não seria capaz de controlar a sua reentrada na atmosfera. Ou de prever onde iria cair.

De acordo com as declarações de Jonathan McDowell ao The Guardian “a Tiangong-1 é grande e densa e portanto é preciso manter isto debaixo de olho” – sobretudo considerando que a trajectória descendente da Tiangong-1 tem estado a aumentar de velocidade nos últimos meses, tendo passado de uma queda a 1,5 quilómetros por semana em Outubro para os 6 quilómetros/semana registados no último mês.

Por causa disto e também por causa das constantes alterações meteorológicas no Espaço, é difícil antever onde é que o módulo chinês poderá cair. “Só na semana final do percurso descendente é que vamos conseguir começar a falar sobre isto com maior confiança”, refere McDowell. “Diria que uns quantos pedaços vão sobreviver à reentrada mas só saberemos onde é que vão cair depois dessa reentrada.”

Esta não é a primeira vez que algo do género acontece. Em 1991, a Salyut 7, estação espacial da União Soviética com 20 toneladas, despenhou-se contra a Terra, na altura ainda com a nave Cosmos 1686 acoplada a ela. Os destroços caíram sobre a Argentina, atingindo em particular uma pequena localidade chamada Capitán Bermúdez.

Antes disso, em 1979, uma estação espacial da NASA com 77 toneladas, a Skylab, já tinha entrado numa rota descendente descontrolada em direcção à Terra, com algumas partes da nave a caírem nos arredores de Perth, no oeste da Austrália.

Além da possibilidade de os seus destroços atingirem alguém, a Tiangong-1 representa ainda um outro problema. De acordo com o Canal Tech, a Estação Espacial está repleta de substâncias tóxicas, como a hudrazina, altamente cancerígena, que se podem espalhar pelo planeta, assim que a Tiangong-1 entre em contacto com a Terra.

De forma a evitar danos físicos e químicos, um grupo de cientistas chineses está a considerar explodir a nave com raios laser antes de esta entrar na atmosfera terrestre.

Normalmente, satélites entram em combustão assim que chegam à atmosfera mas, para desespero dos cientistas, esta não é a situação da Tiangong-1. Os chineses acreditam que, por ser tão grande, a nave chegará intacta ao solo ou a algum oceano da Terra.

ZAP //

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Autoridades tentam desvendar mistério da ‘bola de fogo’ que passou pelo Acre e caiu no Peru

Este artigo está escrito em português do Brasil

Uma bola de fogo cruzou o céu na cidade amazónica de Pucallpa, no norte do Peru. Ela desceu rapidamente e deixou um rastro branco no céu, durante o entardecer do sábado do último dia 27 de Janeiro.

“Olha o meteorito, olha o meteorito!”, gritou um morador local, como mostra um vídeo publicado no YouTube.

O objecto que passou em Pucallpa aterrou em Puno, também no Peru, a quase 2 mil km da cidade onde as imagens foram registadas em vídeo. Ninguém ficou ferido tampouco foram registados danos materiais.

A imprensa local descreveu o objecto como “uma bola de fogo incandescente”. Três dias depois, autoridades aeroespaciais do Peru tentaram decifrar exactamente o que era e de onde vinha.

Segundo as autoridades, não se trata de um meteorito. E não foi apenas um, mas quatro objectos que caíram em Puno.

Três objectos tinham forma esférica e o quarto parecia uma peça metálica irregular, de acordo com Gustavo Henríquez, secretário-geral da Comissão Nacional de Investigação e Desenvolvimento Aeroespacial do Peru (Conida, na sigla em espanhol).

Henríquez disse que o trajecto do objecto incandescente que passou por Pucallpa também foi observado no Acre, no Brasil.

Tanques de combustível?

Para o secretário-geral da Conida, o “mais provável” é que se trate de tanques de combustível de satélites. Uma comissão da agência aeroespacial foi enviada a Puno para investigar o caso.

Autoridades americanas, por sua vez, confirmaram à BBC Mundo que “um corpo do foguete russo SL-23 retornou à atmosfera em 27 de Janeiro de 2018 e passou sobre América do Sul (próximo do Peru) às 23h32 GMT (18h32 hora local) aproximadamente”.

A projecção foi feita pela agência americana que faz parte do Centro Conjunto de Operações Espaciais (JSpOC, na sigla em inglês), que monitora mais de 23 mil objectos na órbita da Terra.

© AFP Autoridades americanas dizem que o corpo de um foguete russo entrou na atmosfera do Peru no mesmo dia e horário em que a ‘bola de fogo’ cruzou o céu

A informação divulgada pelo governo dos EUA também está disponível no site da Aerospace, empresa que faz pesquisas científicas independentes desde 1960.

O corpo do foguete que voltou à Terra fazia parte de uma missão espacial para o lançamento do chamado AngoSat 1, o primeiro satélite de comunicações de Angola.

Em 26 de Dezembro do ano passado, a empresa russa RSC Energia, fabricante do satélite, lançou a missão a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. No entanto, nem a empresa nem a Roscosmos, a estatal aeroespacial russa, publicaram informação sobre os objectos encontrados no Peru.

Gustavo Henríquez afirma que o fato de não ter sido notificada do possível regresso desse foguete preocupa a agência espacial peruana.

© BBC A Aerospace, organização sem fins lucrativos que monitora o espaço, indicou que um objecto foi avistado regressando na atmosfera em 27 de Janeiro sobre Pucallpa

“Segundo convenções da ONU, esses avisos devem ser feitos para que as nações fiquem em alerta e para que o país responsável possa ressarcir eventuais danos”, observa.

Foi por isso, diz Henríquez, que foi aberta investigação junto à chancelaria peruana para tentar identificar as causas do incidente.

Perigoso?

© AFP Agência espacial peruana registou a queda de quatro objectos em Puno, no Peru.

Segundo o secretário-geral da Conida, as áreas onde os objectos aterraram foram isoladas porque, “se forem tanques de combustível de satélite, podem ser muito perigosos”.

“Normalmente eles carregam hidrazina, um propelente tóxico que, quando em contacto com o combustível, coloca vidas em risco”, disse ele.

No entanto, as imagens divulgadas pela imprensa peruana mostram que moradores locais chegaram a mover um dos objectos para revelar o buraco de 30 centímetros que ele deixou no solo.

Henríquez argumentou que, se for um tanque, as altas temperaturas da decida pela atmosfera podem ter feito o combustível evaporar. Ele diz que não se recorda quando objectos de lixo espacial caíram no território peruano.

“Se isso aconteceu, foi há muito tempo”, diz.

MSN notícias
31/01/2018
[N.W.]- Este artigo foi corrigido para português ibérico

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