“Dragão congelado” identificado no Canadá

CIÊNCIA

© TVI24 “Dragão congelado” identificado no Canadá

Um dos maiores animais voadores de sempre, com uma envergadura de 10 metros e 250 quilogramas, foi identificado no Canadá a partir de fósseis descobertos há 30 anos na província de Alberta, esta terça-feira.

O pterossauro, baptizado Cryodrakon (“Dragão congelado”) boreas, viveu há cerca de 77 milhões de anos e só rivaliza em tamanho com um outro pterossauro conhecido, o Quetzalcoatl, com uma envergadura de 10,5 metros, que foi descoberto no estado norte-americano do Texas.

“É uma bela descoberta. Sabíamos que este animal existia aqui mas agora podemos provar que é diferente dos outros e dar-lhe um nome”, afirmou o paleontólogo David Hone, destacando a “diversidade dos pterossauros na América do Norte e a sua evolução”.

Como outros répteis voadores do período Cretáceo, o Cryodrakon boreas era carnívoro, alimentando-se provavelmente de lagartos, pequenos mamíferos ou até crias de outros dinossauros.

@Dave_Hone

And already there’s a skeletal for the holotype juvenile of Cryodrakon! 😀 https://twitter.com/LikesPterosaurs/status/1171469158850031620 

Sassy PaleoNerd @LikesPterosaurs
Respondendo a @LikesPterosaurs e 2 outros

Here is just the holotype

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Redacção TVI24
11/09/2019

 

895: Descoberto gigante pterossauro com 110 dentes

Mark Witton and Darren Naish
Ilustração dos pterossauros gigantes Quetzalcoatlus, do grupo dos Azhdarchidae.

Há pouco mais de 200 milhões de anos, um pterossauro com quatro presas sobrevoou o vasto deserto do Triásico, nos EUA, prendendo outros répteis com a sua boca cheia de dentes – mais de 100 – até encontrar um final fatídico nas margens de um oásis árido e seco.

O pterossauro tinha uma envergadura maciça com cerca de 1,5 metro de comprimento – aproximadamente a largura de uma criança de 10 anos. Além disso, ostentava 110 dentes, quatro dos quais eram presas com 2,5 centímetros, revelou Brooks Brit, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Brigham Young, em Utah.

Foi Scott Meek, estudante da Universidade de Brigham Young, quem encontrou o espécime em 2014. O universitário estava a escavar um enorme pedaço de arenito quando encontrou o crânio do dinossauro bem como, ossos do seu corpo. A rocha onde foram encontrados os fósseis era oriunda da pedreira de Saints and Sinners, em Utah, perto da fronteira com o Colorado, explicou Britt.

“A pedreira data do final do Triásico, há cerca de 210 milhões de anos, quando a Pagea ainda não se tinha fragmentado e um vasto deserto se estendia desde aquilo que hoje conhecemos como o sul da Califórnia até Wyoming”, disse Britt.

O fóssil do pterossaauro está notoriamente bem conservado, ao contrário de outros exemplares que são encontrados esmagados. “Sem contar um achado na Gronelândia, este é o primeiro bom pterossauro do Triássico da América do Norte”, acrescentou o investigador.

Uma análise geológica realizada na pedreira sugere que durante o final do Triásico muitos animais juntavam-se junto daquele que era um exuberante oásis, repleto de plantas, cercado por um vasto deserto. No entanto, o oásis acabou por secar, deixando a fauna e a flora sem uma gota de água.

(dr) Brooks B. Britt Brigham Young University
Pedreira onde os fósseis foram encontrados junto à fronteira com o Colorado, nos EUA

“Provavelmente, os animais morreram durante uma seca severa, e os sedimentos indicam que as suas carcaças foram enterradas quando as chuvas voltaram e o lago se encheu, como se as águas banhassem os ossos com areia”, afirmou Britt.

A areia e a água do passado fizeram um trabalho tão bom em preservar os fósseis do pterossauro, que os investigadores podem criar uma imagem detalhada do animal, nota o estudo publicado na semana passada na revista Nature.

O pterossauro encontrado tinha ainda olhos surpreendentemente pequenos, e a sua dentição é “uma mistura, uma combinação de presas e dentes minúsculos em cada lado das mandíbulas inferiores”, explicou o investigador. Ao todo, o animal possui 80 dentes nas mandíbulas inferiores – incluindo as quatro presas – e 30 dentes nas mandíbulas superiores, incluindo oito pequenos dentes na frente e 22 outros médios mais atrás.

Contudo, o seu estranho “sorriso” não é assim tão diferente dos outros pterossauros primitivos, que tendiam a ter uma mistura de dentes de formas bastantes diferentes – ao contrários dos pterodáctilos (outro espécie de réptil voador), que, na maior parte das vezes, não tinha qualquer dente.

Os investigadores encontraram um tesouro repleto fósseis no antigo oásis: Além do pterossauro, encontraram pelo menos 20 terópodes coelophysoid (dinossauros bipedais, principalmente carnívoros), os dentes de um terópode de dimensões muito maiores, um drepanossaurídeo (animal com uma cabeça semelhante a um pássaro, braços como uma toupeira e uma garra na ponta da sua cauda) e dois tipos de esfenodontídeos.

“Os pterossauros foram os primeiros vertebrados capazes de voar de forma activa”, disse Britt. “Esta descoberta é mais uma prova de que o voo abre uma ampla gama de nichos para ocupação animal. Neste caso, os pterossauros alimentavam-se de insectos e pequenos vertebrados que prosperaram ao longo das margens de um oásis plantado meio de um deserto gigante”, concluiu.

Por ZAP
20 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 2 erros ortográficos do texto original)

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