4962: “Bola de fogo” cruzou o céu sobre o Mediterrâneo a 105 mil quilómetros por hora

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) pxhere

Uma “bola de fogo” atravessou o mar Mediterrâneo e o norte de Marrocos na noite de quarta-feira, a 105.000 quilómetros por hora.

A bola de fogo foi observada por um projecto científico espanhol a uma velocidade de 105.000 quilómetros por hora e testemunhada por várias pessoas na Andaluzia, avança a EFE. O fenómeno foi provocado pela entrada de uma rocha de um cometa na atmosfera terrestre.

O acontecimento foi detectado pelos sensores do projecto Smart, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) dos observatórios de Calar Alto (Almeria), Sevilha e La Hita (Toledo) e Sierra Nevada pelas 22:10 de quarta-feira.

Segundo o principal investigador do projecto Smart, José María Madiedo, do IAA-CSIC, a “bola de fogo” foi registada às 22.10 horas (21.10 em Portugal continental) de quarta-feira.

O fenómeno deveu-se à entrada de uma rocha de um cometa na atmosfera terrestre, a cerca de 105.000 quilómetros por hora.

O choque com a atmosfera, a esta velocidade, fez com que a rocha se tornasse incandescente, gerando assim uma “bola de fogo” que teve início a uma altura de 105 quilómetros do Mediterrâneo e a cerca de 23 quilómetros da costa marroquina.

O fenómeno avançou para sudoeste até finalmente desaparecer, a 69 quilómetros de altura, depois de ter percorrido 72 quilómetros na atmosfera.

Os detectores do projecto SMART operam no âmbito da Rede Meteorológica e de Observação da Terra do Sudoeste da Europa (SWEMN), que visa monitorizar continuamente o céu, com o intuito de registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objectos do Sistema Solar.

ZAP // Lusa

Por ZAP
16 Janeiro, 2021


4844: Índia está a construir o maior parque de energia verde do mundo. É do tamanho de Singapura

CIÊNCIA/AMBIENTE/SUSTENTABILIDADE

(dr) Galp

A Índia acaba de lançar as bases para o que as autoridades afirmam ser o maior parque de energia renovável do mundo. O gigantesco projecto, na região de Kutch, no oeste de Gujarat, cobrirá uma área de 72 mil hectares – uma área quase do tamanho de Singapura.

De acordo com a Agência France Press, depois de concluído, o mega-parque de energia renovável produzirá 30 giga-watts de electricidade a partir de turbinas eólicas e painéis solares, reduzindo assim as emissões de dióxido de carbono em até 50 milhões de toneladas por ano.

“O parque de energia renovável híbrida será o maior do mundo e gerará 30.000 mega-watts de energia”, disse o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi durante a inauguração oficial do parque, de acordo com a AFP.

Esses números superam as maiores quintas solares actuais do mundo. O parque solar Bhadla da Índia, que actualmente detém o título de maior parque solar do mundo, produz apenas 2,245 giga-watts.

A Austrália tem ambições semelhantes, com um plano para construir a maior quinta solar do mundo, produzindo 10 giga-watts de energia planeados, espalhados por uma área do tamanho de 20 mil campos de futebol.

A instalação de Gujarat será construída perto de uma central de dessalinização que processará 100 milhões de litros de água por dia, o suficiente para cerca de 800 mil pessoas.

A Índia tem um cronograma ambicioso para energias renováveis. O país de Modi planeia gerar 175 giga-watts em energia renovável até 2022 e 450 giga-watts até 2030.

“A segurança energética e hídrica são vitais no século XIX”, disse o primeiro-ministro indiano. “Os dois grandes projectos do parque de energia renovável e da planta de dessalinização inaugurados hoje em Kutch são etapas para alcançar os dois.”

ZAP //

Por Maria Campos
20 Dezembro, 2020


4791: China, Israel e EUA desenvolvem projectos na Lua

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

Enquanto os chineses trazem amostras lunares, israelitas e norte-americanos, cada um por si, querem chegar à Lua em 2024.

Lançamento do foguetão com a nave Chang’e-5 no dia 24 de Novembro.
© EPA

A China está a trazer amostras da Lua, nos EUA a NASA publicou o plano para o regresso tripulado ao satélite da Terra e Israel anunciou que uma nave não tripulada irá até à Lua em 2024. Além disso, a SpaceX realizou mais um teste à nave que pretende enviar até à Lua e até Marte e o Japão começou a estudar amostras de um asteroide trazidas por uma sonda.

Foram dias de intensa actividade espacial, culminada com o anúncio, nesta quinta-feira, da data para o segundo voo de teste não tripulado de uma nave desenvolvida pela empresa aeronáutica Boeing e a agência espacial norte-americana NASA. O dia 29 de Março está agendado para o lançamento do segundo voo experimental da nave Starliner para a Estação Espacial Internacional (EEI), no âmbito do programa de tripulação comercial da agência.

Na missão OFT-2, a nave espacial CST-100 Starliner será lançada num foguetão a partir da estação aérea do Cabo Canaveral, na Florida. Depois de atracar na EEI regressará à Terra uma semana mais tarde. Se tudo correr pelo melhor o serviço de passageiros para a EEI, a cargo dos astronautas Jeanette Epps, Sunita Williams e Josh Cassada, iniciará no verão de 2021.

A disputar o mercado das viagens espaciais comerciais, a empresa privada SpaceX realizou mais um teste e, uma vez mais, a nave explodiu ao aterrar, algo que já estava de certa forma previsto num texto publicado no site da empresa de Elon Musk antes da experiência. O voo de teste foi planeado para verificar o funcionamento do corpo metálico da SN8 (Starship número 8) e os seus três motores quanto ao seu aero-dinamismo, inclusive durante o regresso da nave à Terra – o que ocorre na vertical, tal como o pioneiro foguete Falcon 9 do SpaceX.

Ao que a SpaceX informa, a construção do próximo protótipo, SN9, já está quase terminada. O foguetão Starship estará equipado com 37 motores em vez de nove, e com 120 metros será capaz de transportar 100 toneladas de carga em órbita à volta da Terra.

Mas é para mais longe que a SpaceX aponta e em primeiro lugar para a Lua: o bilionário japonês Yusaku Maezawa reservou uma volta ao satélite, algo que não acontecerá antes de 2023. Depois, o sonho de Musk é o de levar várias naves até Marte.

Pó de asteróide

Ao Japão chegou o material enviado à Terra pela sonda Hayabusa-2. Na terça-feira os cientistas começaram a dar os passos necessários para poder analisar parte do material recolhido do asteroide Ryugu, que se encontra a uns 300 milhões de quilómetros. O objectivo da missão é encontrar dados que sustentem informações sobre a formação do universo.

Funcionário da agência espacial japonesa transporta a cápsula com amostras de um asteróide, depois de a cápsula ter aterrado na Austrália no domingo. A cápsula separou-se da sonda espacial Hayabusa2.
© EPA/JAXA

A agência espacial japonesa começou a analisar a cápsula pela recolha de gás no seu interior. Os cientistas esperam que a recolha produza até 1 grama de material recolhido (e um mínimo de 0,1 grama), embora não saibam ao certo até observarem a cápsula, o que só acontecerá na próxima semana, após uma série de passos para garantir que o material não vai ser contaminado.

Metade das amostras da Hayabusa-2 será partilhada entre a agência espacial japonesa e outras organizações internacionais, enquanto o resto será mantido para estudo futuro.

Amostras lunares

Também a China espera trazer amostras, mas da superfície lunar, depois de no domingo uma sonda não tripulada ter descolado da Lua e atracado com sucesso na nave espacial em órbita, tudo feitos inéditos no programa espacial chinês.

A sonda da nave Chang’e-5 recolhe amostras da Lua no dia 3 de Dezembro.
© EPA/Administração Nacional do Espaço da China (CNSA)

A concretizar-se, a missão da Chang’e-5 trará para o planeta as primeiras amostras lunares em quatro décadas e a China torna-se no terceiro país, depois dos EUA e da Rússia, a conseguirem tal feito.

No ano passado a China tornou-se no primeiro país a aterrar no lado oculto da Lua, resultado de um programa de investimentos bilionário para encurtar distâncias com as outras potências espaciais.

Os cientistas esperam que as amostras tragam informações que ajudem a compreender as origens da Lua e a actividade vulcânica.

A seguir à China, Israel? É esse o objectivo do projecto Beresheet 2, lançado na quarta-feira: aterrar uma nave não tripulada na Lua em 2024.

A missão original alcançou a Lua em Abril de 2019, mas uma falha no motor ao preparar-se para alunar acabou em desastre. Beresheet, em hebraico Génesis é o resultado de uma parceria entre a empresa sem fins lucrativos SpaceIL e pela estatal Israel Aerospace Industries.

“Esta é uma oportunidade para nos lembrarmos da nossa responsabilidade para com a Terra”, disse o presidente israelita Reuven Rivlin. O ministro israelita da Ciência Yizhar Shai disse esperar que a Beresheet 2 “redefina os limites do possível e estabeleça Israel como uma potência inovadora”.

Por fim, mas não em último, a NASA publicou na segunda-feira um relatório de 188 páginas com as prioridades científicas para os astronautas da Artemis III, que planeia enviar para a Lua em 2024.

Um dos objectivos será trazer um total de 85 quilos de amostras lunares, tanto da superfície como do subsolo. Como termo de comparação, das missões Apollo, entre 1969 e 1972, chegaram uma média de 64 quilos.

Agendada para antes do final de 2021, a missão Artemis I vai envolver um teste do sistema de lançamento espacial e uma nave espacial não tripulada. Em 2023, a Artemis II vai fazer um voo de teste da tripulação, para órbita, e no ano seguinte a Artemis III vai enviar astronautas, incluindo a primeira mulher, para a Lua.

O objectivo da NASA é estabelecer uma base Artemis na Lua antes do final da década, algo que só com financiamento extra poderá tornar-se realidade. Sem a dotação para esse campo, o projecto Artemis vai custar 28 mil milhões de dólares.

O calendário lunar está bastante concorrido. Até 2025, e excluídas as viagens da missão Artemis, há mais 19 missões dos países já referidos, mas também da Índia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e de empresas privadas do Reino Unido e da Alemanha.

Rússia, Japão e China têm o objectivo de levar à Lua, na próxima década, missões com astronautas.

Ao chamado planeta vermelho há seis missões calendarizadas até 2024, da sonda orbital dos Emirados Árabes Unidos às missões em solo marciano de EUA, China, Japão, Agência Espacial Europeia e Rússia e à maior lua de Marte, Fobos, do Japão.

Diário de Notícias

César Avó


4756: Desafiando todas as teorias, uma galáxia distante resiste ao “banquete” do seu buraco negro

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Daniel Rutter / NASA

O telescópio aerotransportado SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) encontrou uma galáxia que sobrevive às forças vorazes de um quasar, continuando a “dar à luz” cerca de 100 novas estrelas do tamanho do Sol por ano.

SOFIA, um projecto conjunto da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão, DLR, estudou uma galáxia extremamente distante, localizada a mais de 5,25 mil milhões de anos-luz de distância, chamada CQ4479. No núcleo está um tipo especial de quasar que foi recentemente descoberto, chamado “quasar frio”.

Neste tipo de quasar, o buraco negro activo ainda se alimenta de material da sua galáxia hospedeira, mas a intensa energia do quasar não devasta todo o gás frio, por isso estrelas podem continuar a formar-se e a galáxia continua viva.

Esta é a primeira vez que os investigadores analisam detalhadamente um quasar frio, medindo directamente o crescimento do buraco negro, a taxa de nascimento de estrelas e a quantidade de gás frio que resta para alimentar a galáxia.

“Ficámos surpreendidos ao ver outra galáxia estranha que desafia as teorias actuais”, disse Kevin Cooke, investigador de da Universidade de Kansas e principal autor do estudo, em comunicado. “Se este crescimento continuar, tanto o buraco negro como as estrelas ao seu redor triplicariam de tamanho antes de a galáxia chegar ao fim da sua vida.”

Como um dos objectos mais brilhantes e distantes do universo, os quasares ou “fontes de rádio quase-estelares” são notoriamente difíceis de observar, porque muitas vezes diminuem tudo ao seu redor.

Os quasares formam-se quando um buraco negro particularmente activo consome grandes quantidades de material da galáxia circundante, criando fortes forças gravitacionais. À medida que mais material gira cada vez mais depressa em direcção ao centro do buraco negro, o material aquece e brilha intensamente.

Um quasar produz tanta energia que muitas vezes ofusca tudo ao seu redor, cegando tentativas de observar a galáxia hospedeira. As teorias actuais preveem que a energia aqueça ou expulse o gás frio necessário para criar estrelas, interrompendo o nascimento de estrelas e causando um golpe letal no crescimento de uma galáxia.

“Isto mostra-nos que o crescimento de buracos negros activos não detém o nascimento de estrelas instantaneamente, o que vai contra todas as previsões científicas actuais”, disse Allison Kirkpatrick, professora assistente da Universidade de Kansas. “Isto está a fazer-nos repensar as nossas teorias sobre como as galáxias evoluem.”

Agora, SOFIA revela que há um período relativamente curto em que o nascimento da estrela da galáxia pode continuar enquanto o buraco negro continua a alimentar as poderosas forças do quasar.

“SOFIA permite-nos ver nesta pequena janela de tempo onde os dois processos podem coexistir”, disse Cooke. “É o único telescópio capaz de estudar o nascimento de estrelas nesta galáxia sem ser dominado pelo quasar intensamente luminoso.”

A breve janela de crescimento de um buraco negro e uma estrela representa uma fase inicial da morte de uma galáxia, na qual a galáxia ainda não sucumbiu aos efeitos devastadores do quasar.

Esta descoberta pode explicar a forma como as galáxias massivas se formaram, apesar de o Universo ser dominado por galáxias que já não formam estrelas.

É necessária uma investigação contínua com SOFIA para descobrir se muitas outras galáxias passam por um estágio semelhante com o crescimento de estrelas e buracos negros antes de chegar ao fim das suas vidas.

Este estudo foi publicado na revista científica Astrophysical Journal.

ZAP //

Por ZAP
4 Dezembro, 2020


4736: Sistema Solar está mais próximo e gira mais depressa em torno do Centro Galáctico

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Mapa de posição e velocidade da Via Láctea. As setas mostra a dados da posição e velocidade para os 224 objectos usados para modelar a nossa Galáxia. As linhas pretas sólidas mostram as posições dos braços espirais. As cores indicam grupos de objectos que pertencem ao mesmo braço. A imagem de fundo é apenas uma ilustração.
Crédito: NAOJ

A Terra acabou de ficar 7 km/s mais rápida e cerca de 2000 anos-luz mais perto do buraco negro super-massivo no centro da Via Láctea. Mas não se preocupe, isso não significa que o nosso planeta está a mergulhar em direcção ao buraco negro. Ao invés, as mudanças são resultado de um melhor modelo da Via Láctea com base em novos dados observacionais, incluindo um catálogo de objectos observados ao longo de mais de 15 anos pelo projecto japonês de radioastronomia VERA.

O VERA (VLBI Exploration of Radio Astrometry, e “VLBI” significa Very Long Baseline Interferometry) começou em 2000 para mapear a velocidade tridimensional e estruturas espaciais na Via Láctea. O VERA usa uma técnica conhecida como interferometria para combinar dados de radiotelescópios espalhados por todo o arquipélago japonês, a fim de atingir a mesma resolução que um telescópio de 2300 km de abertura. A precisão da medição alcançada com esta resolução, 10 micro-segundos de arco, é nítida o suficiente em teoria para resolver uma moeda de um cêntimo colocada à superfície da Lua.

Como a Terra está localizada dentro da Via Láctea, não podemos “dar um passo atrás” e ver o aspecto da nossa Galáxia do lado de fora. A astrometria, a medição precisa das posições e movimentos dos objectos, é uma ferramenta vital para entender a estrutura geral da Via Láctea e o nosso lugar nela. Este ano foi publicado o Primeiro Catálogo de Astrometria VERA contendo dados de 99 objectos.

Com base no Catálogo de Astrometria VERA e observações recentes por outros grupos, os astrónomos construíram um mapa de posição e velocidade. A partir deste mapa, calcularam o centro da Galáxia, o ponto no qual tudo gira. O mapa sugere que o centro da Via Láctea, e o buraco negro super-massivo que aí reside, está localizado a 25.800 anos-luz da Terra. Esta distância é inferior ao valor oficial de 27.700 anos-luz adoptado pela União Astronómica Internacional em 1985. O componente de velocidade do mapa indica que a Terra (ou o Sol, o Sistema Solar) está a viajar a 227 km/s enquanto orbita em torno do Centro Galáctico. Esta velocidade é superior ao valor oficial de 220 km/s.

Agora, o VERA espera observar mais objectos, particularmente aqueles perto do buraco negro super-massivo central, para melhor caracterizar a estrutura e movimento da Galáxia. Como parte destes esforços, o VERA participará na rede EAVN (East Asian VLBI Network), composta por quatro radiotelescópios localizados no Japão, Coreia da Sul e China. Ao aumentar o número de telescópios e a separação máxima entre telescópios, a rede EAVN pode atingir uma precisão ainda maior.

Astronomia On-line
1 de Dezembro de 2020


4441: NASA procura voluntários para encontrar mundos alienígenas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/NASA

NASA/JPL-Caltech

A NASA lançou recentemente o projecto Planet Patrol e está à procura de voluntários para ajudar a classificar imagens de planetas recolhidas pelo telescópio espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS).

De acordo com o Space, o projeto Planet Patrol resulta de uma parceria entre a NASA, o SETI Institute, o Space Telescope Science Institute, em Baltimore, e a plataforma colaborativa de ciência cidadã Zooniverse. O objectivo passar por encontrar possíveis planetas alienígenas.

Vaselin Kostov, líder do projecto, explicou que, por vezes, os “métodos automatizados de processamento de dados falham em capturar exoplanetas. O olho humano é extremamente bom nessa detecção, e precisamos de cientistas cidadãos para nos ajudar nessa tarefa”.

O telescópio TESS, que está na órbita da Terra desde Abril de 2018, procura mundos alienígenas através do chamado “método de trânsito“, observando pequenas alterações no brilho estelar causadas por planetas que se atravessa à frente das estrelas hospedeiras.

A equipa do telescópio usa um algoritmo para analisar o enorme conjunto de dados recolhidos e eliminar os falsos positivos. No entanto, como os computadores também erram, os cientistas estão à procura de ajuda humana.

O trabalho consiste em observar imagens capturadas pelo telescópio e responder a algumas perguntas sobre o que contêm essas imagens. As respostas, que devem ser publicadas no site, serão analisadas pelos responsáveis do projecto de modo a que seja possível restringir os “candidatos espaciais” que devem ser acompanhados.

Para ser voluntário neste projecto da NASA, basta aceder ao site do Planet Patrol ou do Planet Hunter TESS, observar as imagens seguindo os critérios descritos e, por fim, submeter as respostas.

ZAP //

Por ZAP
5 Outubro, 2020

 

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As primeiras imagens da Solar Orbiter revelam “fogueiras” no Sol

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da sonda Solar Orbiter da ESA obteve esta imagem no dia 30 de maio de 2020. Mostra o aspecto do Sol a um comprimento de onda de 17 nanómetros, que fica na região ultravioleta extrema do espectro electromagnético. As imagens neste comprimento de onda revelam a atmosfera superior do Sol, a coroa, com uma temperatura de aproximadamente 1 milhão de graus Celsius. O EUI captura imagens do disco total do Sol usando o telescópio FSI (Full Sun Imager), bem como imagens de alta resolução com o telescópio HRIEUV.
No dia 30 de maio, a Solar Orbiter estava mais ou menos a metade da distância Terra-Sol, o que significa que estava mais perto do Sol do que qualquer outro telescópio solar alguma vez esteve. Isto permitiu que o EUI visse características na coroa solar com apenas 400 km de diâmetro. Ao longo da missão, a Solar Orbiter vai ficar mais perto do Sol e isto aumentará o poder de imagem do instrumento por um factor de dois na aproximação máxima.
Ainda assim, mesmo antes desta maior aproximação, as imagens já obtidas revelam um conjunto de loops, manchas brilhantes e escuras, filamentos móveis. Uma característica omnipresente da superfície solar, revelada pela primeira vez nestas imagens, foi apelidada de “fogueiras”. São erupções em miniatura que podem estar a contribuir para as altas temperaturas da coroa solar e para a origem do vento solar.
A cor nesta imagem foi acrescentada artificialmente porque o comprimento de onda original detectado pelo instrumento é invisível ao olho humano.
Crédito: Solar Orbiter/Equipa EUI (ESA & NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD/WRC, ROB, UCL/MSSL

As primeiras imagens da Solar Orbiter, uma nova missão de observação do Sol da ESA e da NASA, revelaram explosões solares em miniatura omnipresentes, apelidadas de “fogueiras”, perto da superfície da nossa estrela mais próxima.

De acordo com os cientistas por trás da missão, a observação de fenómenos que não eram antes visíveis em detalhe, sugere o enorme potencial da Solar Orbiter, que acabou de terminar a sua fase inicial de verificação técnica conhecida como comissionamento.

“Estas são apenas as primeiras imagens e já podemos ver novos fenómenos interessantes,” diz Daniel Müller, Cientista do Projecto Solar Orbiter da ESA. “Não esperávamos resultados tão bons desde o início. Também podemos ver como os nossos dez instrumentos científicos se complementam, fornecendo uma imagem holística do Sol e do ambiente circundante.”

A Solar Orbiter, lançada no dia 10 de Fevereiro de 2020, transporta seis instrumentos de sensoriamento remoto, ou telescópios, que retratam o Sol e seus arredores e quatro instrumentos in situ que monitorizam o ambiente em torno da aeronave. Ao comparar os dados de ambos os conjuntos de instrumentos, os cientistas obterão informações sobre a formação do vento solar, o fluxo de partículas carregadas do Sol que influencia todo o Sistema Solar.

O aspecto único da missão Solar Orbiter é que nenhuma outra aeronave conseguiu capturar imagens da superfície do Sol a uma distância tão próxima.

Imagens mais próximas do Sol revelam novos fenómenos

As fogueiras, mostradas no primeiro conjunto de imagens, foram capturadas pelo EUI (Extreme Ultraviolet Imager) do primeiro periélio da Solar Orbiter, o ponto na sua órbita elíptica mais próximo do Sol. Naquele momento, a sonda estava a apenas 77 milhões de quilómetros do Sol, cerca da metade da distância entre a Terra e a estrela.

“As fogueiras são parentes pequenos das explosões solares que podemos observar a partir da Terra, milhões ou milhares de milhões de vezes menores,” diz David Berghmans, do Observatório Real da Bélgica, Investigador Principal do Instrumento EUI, que captura imagens de alta resolução das camadas inferiores da atmosfera do Sol, conhecida como coroa solar. “O Sol pode parecer pacífico à primeira vista, mas quando olhamos em detalhe, podemos ver essas labaredas em miniatura em todos os lugares.”

Os cientistas ainda não sabem se as fogueiras são apenas pequenas versões de grandes explosões ou se são movidas por diferentes mecanismos. Já existem, no entanto, teorias de que estas explosões em miniatura poderiam estar a contribuir para um dos fenómenos mais misteriosos do Sol, o aquecimento coronal.

Desvendar os mistérios do Sol

“Estas fogueiras são totalmente insignificantes mas, ao somar os seus efeitos em todo o Sol, estas podem ser a contribuição dominante para o aquecimento da coroa solar,” diz Frédéric Auchère, do Instituto de Astrofísica Espacial, França, Investigador Principal do EUI.

A coroa solar é a camada mais externa da atmosfera do Sol que se estende milhões de quilómetros para o espaço sideral. A sua temperatura é superior a um milhão de graus Celsius, o que é uma ordem de magnitude mais quente que a superfície do Sol, uns “refrescantes” 5500°C. Após muitas décadas de estudos, os mecanismos físicos que aquecem a coroa ainda não são totalmente compreendidos, mas identificá-los é considerado o “santo graal” da física solar.

“Obviamente é prematuro dizer, mas esperamos que, ao ligar estas observações com as medições dos nossos outros instrumentos que ‘sentem’ o vento solar ao passar na aeronave, possamos eventualmente responder a alguns destes mistérios,” diz Yannis Zouganelis, Cientista Adjunto do Projeto Solar Orbiter da ESA.

Observar o lado mais distante do Sol

O PHI (Polarimetric and Helioseismic Imager) é outro instrumento de ponta a bordo da Solar Orbiter. Faz medições de alta resolução das linhas do campo magnético na superfície do sol. Foi projectado para monitorizar regiões activas do Sol, áreas com campos magnéticos especialmente fortes, que podem dar origem a explosões solares.

Durante as explosões solares, o Sol liberta rajadas de partículas energéticas que aumentam o vento solar que emana constantemente da estrela para o espaço circundante. Quando estas partículas interagem com a magnetosfera da Terra, podem causar tempestades magnéticas que podem atrapalhar as redes de telecomunicações e as redes de energia no solo.

“Neste momento, estamos na parte do ciclo solar de 11 anos quando o Sol está muito tranquilo,” diz Sami Solanki, Director do Instituto Max Planck de Investigação de Sistemas Solares em Göttingen, Alemanha, e Investigador Principal do PHI. “Mas como a Solar Orbiter está num ângulo diferente do Sol e da Terra, podemos ver uma região activa que não era observável da Terra. Esta é a primeira vez. Nunca fomos capazes de medir o campo magnético na parte de trás do sol.”

Os magnetogramas, que mostram como a força do campo magnético solar varia através da superfície do Sol, podem ser comparados com as medições dos instrumentos in situ.

“O instrumento PHI está a medir o campo magnético na superfície, vemos estruturas na coroa do Sol com o EUI, mas também tentamos inferir as linhas do campo magnético que saem para o meio interplanetário, onde está a Solar Orbiter,” diz Jose Carlos del Toro Iniesta, Investigador Principal do PHI, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, Espanha.

Apanhar o vento solar

Os quatro instrumentos in situ na Solar Orbiter caracterizam as linhas do campo magnético e o vento solar à medida que passam na aeronave.

Christopher Owen, do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard da University College London e Investigador Principal do Solar Wind Analyser in situ, acrescenta: “Através destas informações, podemos estimar em que fracção do Sol uma parte específica do vento solar foi emitida e, em seguida, usar o conjunto completo de instrumentos da missão para revelar e entender os processos físicos que operam nas diferentes regiões do Sol que levam à formação de ventos solares.”

“Estamos todos realmente empolgados com estas primeiras imagens – mas este é apenas o começo,” acrescenta Daniel. “A Solar Orbiter iniciou um grande circuito pelo Sistema Solar interno e aproximar-se-á muito do Sol em menos de dois anos. Por fim, chegará a 42 milhões de quilómetros, o que representa quase um-quarto da distância do Sol à Terra.”

“Os primeiros dados já demonstram o poder por trás de uma colaboração bem-sucedida entre agências espaciais e a utilidade de um conjunto diversificado de imagens para desvendar alguns dos mistérios do Sol,” comenta Holly Gilbert, Directora da Divisão de Ciências Heliofísicas do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Cientista do Projecto Solar Orbiter da NASA.

A Solar Orbiter é uma missão espacial de colaboração internacional entre a ESA e a NASA. Dezanove Estados membros da ESA (Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido), bem como a NASA, contribuíram para a carga científica e/ou a aeronave. O satélite foi construído pela contratante principal Airbus Defense and Space, no Reino Unido.

Astronomia On-line
17 de Julho de 2020

 

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3934: Descobertas duas super-Terras em órbita de anã vermelha próxima

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista do sistema multi-planetário de super-Terras recém-descoberto em órbita da anã vermelha Gliese 887.
Crédito: Mark Garlick

Os exoplanetas mais próximos fornecem-nos as melhores oportunidades para estudos detalhados, incluindo a busca por evidências de vida para lá do Sistema Solar. Uma investigação liderada pela Universidade de Gotinga, Alemanha, por astrónomos do projecto RedDots, detectou um sistema de super-Terras em órbita da estrela próxima Gliese 887, a anã vermelha mais brilhante do céu. As super-Terras são exoplanetas com uma massa maior do que a da Terra, mas substancialmente inferior às dos nossos gigantes gelados locais, Úrano e Neptuno. As super-Terras recém-descobertas ficam perto da zona habitável da anã vermelha, onde a água pode existir no estado líquido, e podem ser mundos rochosos. Os resultados foram publicados na revista Science.

A equipa de astrónomos do RedDots monitorizou a anã vermelha usando o espectrógrafo HARPS do ESO no Chile. Usaram uma técnica chamada “oscilação Doppler”, que lhes permite medir as pequenas oscilações da estrela provocadas pela atração gravitacional dos planetas. Os sinais regulares correspondem a órbitas de apenas 9,3 e 21,8 dias, indicando duas super-Terras – Gliese 887b e Gliese 887c – ambas maiores que a Terra e movendo-se rapidamente, muito mais depressa que Mercúrio. Os cientistas estimam que a temperatura de Gliese 887c ronde os 70ºC.

Gliese 887 é uma das estrelas mais próximas do Sol, a cerca de 11 anos-luz de distância. É muito mais ténue e tem aproximadamente metade do tamanho do nosso Sol, o que significa que a zona habitável está muito mais próxima de Gliese 887 do que a distância Terra-Sol. O RedDots descobriu mais dois factos interessantes sobre Gliese 887, que acabam sendo boas notícias não apenas para os planetas recém-descobertos, mas também para os astrónomos. A primeira é que a anã vermelha tem muito poucas manchas estelares, ao contrário do nosso Sol. Se Gliese 887 fosse tão activa quanto o nosso Sol, é provável que um vento estelar forte – fluxo de material que pode erodir a atmosfera de um planeta – simplesmente varresse as atmosferas dos planetas. Isto significa que os planetas recém-descobertos podem reter as suas atmosferas ou ter atmosferas mais espessas que a da Terra, e potencialmente hospedar vida, mesmo que GJ887 receba mais luz do que a Terra. A outra característica interessante que a equipa descobriu é que o brilho de Gliese 887 é quase constante. Portanto, será relativamente fácil detectar as atmosferas do sistema de super-Terras, tornando-o um alvo principal do Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Telescópio Hubble.

A Dra. Sandra Jeffers, da Universidade de Gotinga e autora principal do estudo, conclui: “Estes planetas vão fornecer as melhores possibilidades para estudos mais detalhados, incluindo a busca por vida para lá do nosso Sistema Solar.”

Astronomia On-line
30 de Junho de 2020

 

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3846: ESO Astronomy

ESO’s La Silla Observatory boasts an average of 350 cloud-free nights a year. The billions of stars that make up the Milky Way is a very common sight indeed. The dome shown in this Picture of the Week houses one of three 60-centimetre telescopes that make up the ExTrA project, which had its first light in late 2017.
http://orlo.uk/9EqYE
Credit: ESO Astronomy /M. Zamani

O Observatório La Silla da ESO possui uma média de 350 noites sem nuvens por ano. Os biliões de estrelas que compõem a Via Láctea são, de facto, uma visão muito comum. A cúpula mostrada nesta imagem da semana abriga um dos três telescópios de 60 centímetros que compõem o projecto ExTrA, que teve a sua primeira luz no final de 2017.
http://orlo.uk/9EqYE
Crédito: ESO Astronomy / M. Zamani

15/06/2020

 

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3751: Portugal participa no projecto do maior telescópio solar europeu

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTROFÍSICA

(CC0/PD) Pixabay / Pexels

Portugal vai participar no projecto do novo Telescópio Solar Europeu (TSE), que deverá estar operacional em 2027 nas ilhas Canárias, Espanha, de onde vai observar a actividade do Sol e medir o seu impacto na Terra.

O envolvimento de Portugal no projecto do TSE será feito através da Agência Espacial Portuguesa (Portugal Space), que passará a integrar a direcção do consórcio que irá estudar a viabilidade científica e económica do “maior telescópio solar alguma vez construído na Europa”, com um custo de obra estimado em 180 milhões de euros.

A direcção do consórcio irá reunir-se pela primeira vez “nas próximas semanas”, refere a Agência Espacial Portuguesa em comunicado, sem precisar datas. O valor da participação portuguesa no projecto não foi avançado.

Portugal “irá participar na fase preparatória do projecto, que visa testar a validade do conceito científico e a exequibilidade”, adianta. Durante esta fase, que deverá terminar no fim deste ano, o consórcio e as organizações financiadoras do novo telescópio vão “elaborar um plano detalhado” sobre a “instalação da infra-estrutura”, incluindo uma “análise de custos e risco”.

Além da Agência Espacial Portuguesa, participam na fase preparatória do projecto mais 29 instituições de 17 países, que irão trabalhar sob coordenação do Instituto de Astrofísica das Canárias. O TSE​ integra o Fórum Estratégico Europeu sobre as Infra-estruturas de Investigação, onde Portugal é representado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O novo telescópio, que terá um espelho de quatro metros de diâmetro, será construído e operado pela Associação Europeia de Telescópios Solares, que agrega várias instituições científicas, incluindo a Universidade de Coimbra. Espera-se que a construção do TSE se inicie em 2021 e o telescópio esteja a funcionar em 2027.

Segundo a Portugal Space, o novo telescópio “será crucial para compreender a actividade magnética solar e o impacto dos ventos e tempestades solares na Terra”.

Os ventos solares são emissões contínuas de partículas altamente energéticas provenientes da coroa (camada mais externa da atmosfera do Sol). As tempestades solares são perturbações temporárias na magnetosfera, região que envolve um planeta como a Terra, em que o seu campo magnético controla os processos físicos que nela acontecem.

A Agência Espacial Portuguesa salienta que o estudo da actividade do Sol é importante para “prever, adaptar e minimizar” os impactos de fenómenos como as tempestades solares, que “podem atingir sistemas eléctricos sensíveis, levando a que as comunicações por satélite sejam interrompidas e que os sistemas globais de navegação por satélite e redes de energia à escala nacional ou internacional falhem”.

Com o Telescópio Solar Europeu, a Europa “pretende preencher um vazio” que não é superado “por nenhuma das outras ferramentas terrestres ou espaciais”, uma vez que o TSE será capaz de examinar a actividade magnética do Sol, desde a fotosfera (região superficial que emite a maior parte da luz e do calor da estrela) até à cromosfera (camada da atmosfera acima da fotosfera).

O telescópio “pode também revelar os atributos térmicos, dinâmicos e magnéticos” do plasma (gás ionizado) do Sol em “alta resolução”, destaca o comunicado, adiantando que as observações feitas pelo TSE serão complementares às realizadas pela sonda europeia Solar Orbiter, lançada para o espaço em Fevereiro e que tem tecnologia de empresas portuguesas.

Equipada com dez instrumentos, a Solar Orbiter permite observar a superfície turbulenta do Sol, a coroa e as alterações no vento solar. A sonda europeia trabalha em paralelo com a sonda norte-americana Parker Solar Probe, em órbita desde 2018, e que tem quatro instrumentos para estudar o campo magnético do Sol, o plasma, as partículas energéticas e o vento solar.

O Telescópio Solar Europeu integra o Fórum Estratégico Europeu sobre as Infra-estruturas de Investigação, onde Portugal é representado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

ZAP // Lusa

Por Lusa
28 Maio, 2020

 

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3697: Câmara mais poderosa de sempre dá à NASA novas imagens de Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Projecto HiRISE está também a ajudar a descobrir locais de aterragem para futuras missões

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

A NASA tem vindo a partilhar nos últimos meses uma espectacular série de novas imagens de Marte captadas pelo projecto HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment), com recurso aquela que é a mais potente câmara já enviada para outro planeta – está a bordo Mars Reconnaissance Orbiter, sonda que orbita Marte desde 2006.

“A capacidade da nossa câmara (imagens até 30 centímetros por pixel) continua sem paralelo em qualquer outro estudo orbital o Planeta Vermelho, sendo também um instrumento indispensável para ajudar a escolher pontos de aterragem para futuras explorações robóticas ou humanas“, diz a NASA.

Veja aqui algumas das imagens já reveladas.

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Diário de Notícias
17 Maio 2020 — 10:42

 

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3628: NASA escolheu a SpaceX, Blue Origin e Dynetics para levar os seus astronautas à Lua

CIÊNCIA/ESPAÇO

Os planos da NASA estão bem definidos. Assim, em 2024 a agência espacial quer voltar à Lua e colocar novamente os seus astronautas no satélite natural da Terra. Nesse sentido, a NASA vai contratar empresas que vão tratar de todo o processo e agilizar os meio necessários.

Para tornar as missões Artemis numa realidade, a agência espacial revelou agora quais empresas que vão avançar e criar as suas propostas. As escolhidas foram a SpaceX, a Blue Origin e a Dynetics, que seguem agora para o próximo estágio.

Já se conhecem os finalistas da viagem à Lua

Foi no final da semana passada que a NASA revelou quais as empresas que irão avançar consigo para a criação dos módulos lunares das missões Artemis. Segundo as informações disponibilizadas, são 3 empresas que têm agora que desenvolver e maturar as suas propostas para novas avaliações.

A escolha, tal como previsto, recaiu sobre a SpaceX, Blue Origin e Dynetics. Contudo, estranhamento, houve uma empresa que ficou de fora. Falamos da Boeing, que esteve nos testes iniciais com a sua proposta e que seria uma das empresas quase óbvias.

Proposta da SpaceX

Os planos da NASA para o projecto Artemis

Conforme as ambições da nação, a criação destes módulos de alunagem é essencial para o sucesso destas missões da NASA, que vão levar a primeira mulher à Lua, acompanhada de outro astronauta. Este é um regresso importante dos EUA ao satélite natural da Terra.

Mesmo sendo uma proposta que vai contra os planos iniciais, esta deverá mesmo ser uma realidade em 2024. A ideia definida passava pela criação de uma estação lunar a orbitar o satélite natural da Terra.

Proposta da Blue Origin

SpaceX, Blue Origin e Dynetics são as escolhidas

A proposta da SpaceX assenta na sua nave Starship, que está a ser desenvolvida há alguns anos. O seu desenho está criado para permitir que alune com suporte do seu motor e que desça os astronautas por um elevador.

No caso da Blue Origin, a sua proposta é o Integrated Lander Vehicle (ILV), que é baseado no Blue Moon, que a empresa apresentou no ano passado. A construção ficará a cargo de várias empresas distintas.

Proposta da Dynetics

Dento de 1 ano será feita a escolha pela NASA

Por fim, a Dynetics tem como proposta o Dynetics Human Landing System. Fabricado por várias empresas, destaca-se pelos seus 2 painéis solares. As 2 últimas propostas vão ser colocadas na Lua pelo Space Launch System (SLS), que está a ser desenvolvido pela NASA e por um grupo de empresas, liderada pela Boeing.

Estas 3 empresas vão agora receber 967 milhões de dólares, divididos entre si. Assim, este dinheiro será usado para melhorar o design das suas propostas. Segundo as regras, estas propostas serão avaliadas dentro de 1 ano e vão dar origem à escolha final que será a base das missões Artemis.

Fonte: NASA
pplware
03 Mai 2020

 

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3524: Pandemia do novo Coronavírus “chegou ao Espaço” e já fez vítimas

CIÊNCIA/SAÚDE

Todos os sectores da sociedade estão a ser afectados pela pandemia do novo Coronavírus. A doença é tentacular e toca em todos os lados, até no Espaço. Assim, a empresa de satélites OneWeb que queria ligar os lugares mais remotos do mundo à Internet, está em falência. Posteriormente a terem colocado 74 satélites em órbita, a empresa perdeu o maior e mais importante investidor devido à COVID-19.

A empresa está agora à procura de um comprador para dar continuidade aquele que seria o projecto concorrente ao Starlink da SpaceX.

Coronavírus infringe grande perda no projecto de Internet a partir do espaço

A startup de Internet via satélite OneWeb entrou com pedido de falência no capítulo 11, um movimento que ocorre pouco tempo depois da empresa ter lançado um novo lote de 34 satélites em órbita.

A OneWeb, com sede em Londres, anunciou o pedido de falência na sexta-feira (27 de Março), depois que o Softbank, o seu maior investidor, ter negado um pedido de financiamento adicional, de acordo com relatos da imprensa. A empresa também está a demitir alguns funcionários, procurando assim reestruturar os seus negócios.

É com muito custo que somos forçados a reduzir a nossa força de trabalho e entrar no processo do capítulo 11, enquanto os demais funcionários da empresa estão focados em gerir responsavelmente a nossa recente constelação e trabalhar com o tribunal e investidores.

Referiu o CEO da OneWeb, Adrian Steckel num comunicado à imprensa onde anunciava o pedido de falência.

Capítulo 11 – O Capítulo 11 da Lei de Falências do Código dos Estados Unidos é um dos capítulos do Título 11 do Código de Falência do país.

COVID-19 destrói empresas que estavam a mudar a forma como comunicamos

Para fornecer uma cobertura global à Internet, a empresa tinha um projecto para colocar 600 satélites em órbita. No entanto, isso provavelmente nunca irá acontecer. Conforme a OneWeb explica no seu site, o grupo está a enfrentar dificuldades financeiras. O maior accionista da OneWeb é a Softbank. A empresa japonesa está a lutar com a queda nos preços das acções causada pelo novo Coronavírus. Como resultado, serão vendidas acções avaliadas em 41 mil milhões de dólares.

A OneWeb estava já à procura de compradores e agora declarou falência. Isto é, conforme o “Capítulo 11” da lei de falências dos EUA, a empresa está oficialmente à venda. Assim, se um comprador for encontrado e a empresa for adquirida, os projectos do Grupo poderão continuar sem problemas. No entanto, é possível que alguns funcionários sejam demitidos. Se nenhuma outra empresa concordar em assumir, em breve esta terá que ser completamente encerrada.

Dispensador de constelação Ariane 6 OneWeb (Arianespace) 11

A empresa espacial Arianespace é um dos maiores credores da empresa de satélites. Actualmente a OneWeb deve à Arianespace cerca de 238 milhões de dólares, além de ver já a maioria dos lançamentos de foguetões planeados para o próximo ano cancelados.

Além da OneWeb, outras empresas também estão a trabalhar para estabelecer uma cobertura global da Internet via satélite. O maior concorrente do grupo insolvente é o projecto Starlink da SpaceX. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, também quer criar uma rede de satélites para poder oferecer acesso à Internet em todo o mundo. Interessante foi o projecto do CEO da Amazon no final de 2019, Bezos tinha um plano para “salvar a Terra” e ninguém tinha pensado nisso.

Pplware
29 Mar 2020

 

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3480: Lembra-se do SETI@Home? Projecto entra em pausa e não encontrou vida extraterrestre

CIÊNCIA/INTERNET

Há projectos que se mantêm na Internet ao longo de décadas e que todos abraçam de forma desinteressada e com o intuito de ajudar. O SETI@Home foi um desses casos, que durante 21 anos esteve activo e a pesquisar activamente por vida extraterrestre.

Este projecto chega agora ao fim, de forma abrupta e sem uma grande justificação. O longo destes anos de avaliação de dados, poucos foram os resultados práticos conhecidos, mesmo com toda a ajuda dos utilizadores. O SETI@Home entra em pausa e infelizmente não encontrou vida extraterrestre.

Projecto para encontrar vida extraterrestre

Os leitores mais antigos do Pplware lembram-se de certeza do projecto SETI@Home. Este destinava-se principalmente a fazer a computação de dados de forma distribuída, usando os computadores e o poder computacional oferecido pelos muitos utilizadores.

Estes dados eram recolhidos de forma central, sendo sons rádio obtidos do espaço. Depois, e em pequenos blocos de informação, eram posteriormente enviados para os computadores remotos para serem analisados, processados e avaliados.

UC Berkeley SETI

@BerkeleySETI

Thanks to the many volunteers who have helped crunch data for SETI@home in the last two decades. On March 31, the project will stop sending out new work to users, but this is not the end of public engagement in SETI research.

 

O fim do SETI@Home

Pois o SETI@Home prepara-se para ser colocado em pausa, sem data ou certeza de retorno. Será já no dia 31 de Março que esta informação deixará de ser enviada para os voluntários, terminando assim todo o processo de avaliação dos dados.

Segundo os mentores do projecto, as razões para o fim deste projecto são duas. A primeira está no facto deste ter atingido um ponto de retornos cada vez menores, uma vez que avaliou todos os dados necessários por agora. A segunda é mais simples e centra-se na necessidade de avaliar os dados que foram retornados pelos utilizadores.

Uma pausa para avaliação

Ao ser colocado em pausa, o projecto não desaparecerá. Tanto o site como os seus fóruns vão ser mantidos activos e em funcionamento. Vai ainda ser procurado outro projecto onde esta rede de computação possa ser usada.

Este foi um dos maiores projectos já lançados na Internet. Tem cerca de 1,8 milhões de utilizadores e 148 mil máquinas que correm o seu software. É um dos maiores projectos assentes na infra-estrutura BOINC (Berkeley Open Infrastructure for Network Computing), tendo feito a mudança em 2014, o que não agradou sobretudo aos utilizadores.

pplware
04 Mar 2020

Fui um dos pioneiros deste projecto e do Projecto Einstein.

 

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3368: Concurso procura os próximos cientistas portugueses. O vencedor viaja até à NASA

CIÊNCIA

A equipa que venceu numa das edições passadas do concurso (FCT Nova)

Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do FCT NOVA Challenge, o concurso que desafia alunos portugueses a criar projectos científicos. O melhor ganha viagem a Centro da NASA.

O objectivo é estimular os estudantes portugueses a criarem soluções científicas, ou seja, eles próprios tornarem-se cientistas e ganharem gosto pela ciência e pelo seu potencial. A FCT NOVA – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa anunciou esta semana que começaram as inscrições para o FCT NOVA Challenge.

O concurso que chega à sua quinta edição desafia os estudantes portugueses a solucionar problemas científicos, com apoio da Direcção-Geral da Educação e da Embaixada dos Estados Unidos da América, daí que o prémio para o principal vencedor seja uma viagem ao Centro da NASA em Washington.

A missão do concurso passa por “promover o conhecimento científico entre os jovens portugueses e a consequente criação de novos talentos na Ciência, Tecnologia e Engenharia, áreas de investigação e ensino da FCT NOVA”, indica o estabelecimento de ensino em comunicado. Além dos estudantes do 12º ano, dos cursos Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias, e Científico-Humanístico de Ciências Sócio-económicas, pela primeira vez, a FCT NOVA abriu o concurso às Escolas Profissionais.

Como funciona o concurso?

A competição é feita entre equipas de três a cinco estudantes, orientados por até dois professores, que devem conceber, ou até construir, um projecto que seja uma resolução prática de um problema concreto de ciência ou engenharia, que pode passar por uma metodologia inovadora. Idealmente, as experiências empregues pelos alunos no FCT NOVA Challenge “devem contribuir para o avanço da ciência, representando um dos principais objectivos da faculdade” sediada na Caparica.

A FCT NOVA recorda ainda, em comunicado, que é reconhecida pela produção científica, “sendo a faculdade portuguesa com a maior concentração de laboratórios CoLABs e Bolsas EuropeanResearch Council (ERC)”.

A mostra pública dos trabalhos seleccionados é dia 5 de Junho, depois segue-se a atribuição do prémio ao vencedor com a viagem ao Centro da NASA em Washington DC, nos EUA, com despesas de deslocação e alojamento incluídas. Os vencedores do ano passado foram alunos da Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior, de São João da Madeira. O concurso Challenge 2020 está disponível neste site.

Por DN Insider
Quarta-feira, 15 Janeiro 2020

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3276: Novas descobertas que podem revelar a geologia de exoplanetas

CIÊNCIA

Investigadores da The Open University fizeram novas descobertas que podem revelar a geologia de planetas para lá do nosso Sistema Solar.
Crédito: Projecto DMPP

Os astrónomos anunciaram a descoberta de três exoplanetas como parte do projecto DMPP (Dispersed Matter Planet Project), usando o instrumento HARPS (High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher) acoplado ao telescópio de 3,6 m do ESO em La Silla, Chile.

A equipa estudou as estrelas conhecidas como DMPP–1, DMPP–2 and DMPP–3. Os planetas descobertos DMPP-1b, DMPP-1c, DMPP-1d, DMPP-1e, DMPP-2b e DMPP-3Ab, estão muito próximos das suas estrelas e são aquecidos a temperaturas de 1100ºC – 1800º C. A estas temperaturas, a atmosfera e até a superfície rochosa do planeta podem desaparecer, e parte deste material dispersa-se para formar um fino manto de gás.

Esta nuvem filtra a luz estelar, produzindo pistas que permitiram à equipa captar a pequena fracção de estrelas com estes planetas invulgares e muito quentes. Com um estudo mais aprofundado, a composição química da nuvem pode ser medida, revelando o tipo de rocha à superfície do planeta quente.

Os planetas recém-descobertos, nomeadamente DMPP-1d, DMPP-1e e DMPP-3Ab, podem ser a chave para desvendar a geologia dos planetas rochosos para lá do Sistema Solar.

A professora Carole Haswell, do Departamento de Astronomia da Open University, Reino Unido, disse: “estas novas descobertas são muito promissoras para novos estudos. Devem permitir-nos medir as relações entre a massa, tamanho e composição dos planetas para lá do nosso próprio Sistema Solar.

“Agora podemos ver como os planetas em geral são construídos e se o nosso próprio planeta é típico. Por exemplo, ainda não sabemos se é coincidência que no Sistema Solar, a Terra e Vénus sejam os maiores objectos rochosos e possuam ferro como a sua maior fracção de massa.”

DMPP-1 tem três super-Terras com massas entre três e dez vezes a da Terra, orbitando a estrela a cada poucos dias. Também tem um planeta quente tipo-Neptuno que orbita a estrela a cada 20 dias.

O Dr. Daniel Staab, ex-aluno de doutoramento da mesma universidade, explicou: “DMPP-1 hospeda um sistema planetário realmente importante com três exoplanetas de baixa massa cuja composição podemos medir.”

DMPP-2b é um planeta gigante com quase metade da massa de Júpiter numa órbita de cinco dias. Tinha sido negligenciado em estudos anteriores porque a estrela pulsa, o que obscurece a assinatura da força gravitacional do planeta em órbita.

Comentando a mais empolgante destas novas descobertas, o Dr. John Barnes, investigador na Open University: “DMPP-3 foi uma grande surpresa, estávamos à procura de um sinal minúsculo indicando um planeta em órbita e de baixa massa, mas a primeira coisa que encontrámos foi um enorme sinal devido a uma estrela companheira que não esperávamos!”

A estrela companheira, DMPP-3B, é apenas massiva o suficiente para sustentar a fusão de hidrogénio, tem das massas mais baixas de todas as estrelas movidas pelo mesmo mecanismo que o Sol. Estas estrelas minúsculas são muito ténues e difíceis de encontrar. Depois de contabilizar esta estrela fraca, o Dr. Barnes e a sua equipa encontraram um planeta, DMPP-3Ab, com duas ou três a massa da Terra que completa uma órbita em torno da estrela mais brilhante a cada sete dias. O Dr. Barnes concluiu: “É difícil determinar como este planeta foi formado!”

Astronomia On-line
27 de Dezembro de 2019

 

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3083: Bill Gates financia projecto que pode vir a substituir combustíveis fósseis

TECH

O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, está a investir numa empresa que procura converter energia solar em calor acima dos 1.000 graus Celsius, visando alimentar a indústria pesada sem recorrer a combustíveis fósseis.

Bill Gates, que é também o homem mais rico do mundo, juntou-se aos investidores da Heliogen, uma empresa que está a tentar utilizar energia solar para desintegrar moléculas de hidrogénio da água e criar gás quente que aquece casas e abastece meios de transporte e fábricas, conta o diário britânico The Guardian.

A empresa, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveu um software que assenta num enorme conjunto de espelhos para reflectir a luz do sol em direcção a um determinado alvo, criando assim uma fonte de calor quase três vezes mais intensa do que os sistemas solares criados anteriormente, detalha a Russia Today.

Através deste método, explicaram os investidores, é possível gerar temperaturas altas o suficiente para fazer cimento – a terceira maior fonte de emissões de dióxido de carbono – sem recorrer a combustíveis fósseis. Na prática, elucida o jornal Público, a empresa transforma luz solar numa espécie de combustível.

“Actualmente, processos industriais como os da produção de cimento, aço e outros materiais são responsáveis por mais de um quinto de todas as emissões” globais, disse Bill Gates, citado em comunicado.

“Estes materiais são omnipresentes na nossa vida, mas não temos nenhum progresso comprovado que nos ofereça versões acessíveis e sem carbono. Se queremos atingir zero emissões de carbono, temos que fazer muitas invenções”, defendeu.

Entre os investidores deste projecto, estão as empresas Neotribe e Nant Capital, que pertencem ao milionário Patrick Soon-Shiong.

Bill Gross, CEO e fundador da Heliogen, disse que a técnica da sua empresa representa um salto tecnológico na gestão das emissões de gases com efeito estufa causadas pelas indústrias pesadas e pelo transporte.

A Heliogen tem cientistas e engenheiros do Caltech, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e outras instituições líderes nos campos da engenharia e da tecnologias.

ZAP //

Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

3035: Sondas sob a forma de raias podem ser perfeitas para explorar o lado mais sombrio de Vénus

CIÊNCIA

CRASH Lab, University at Buffalo

A agência espacial norte-americana (NASA) acaba de aceitar o conceito de uma nave espacial inspirado em raias, que foi proposto por um grupo de cientistas para explorar Vénus, especialmente o seu lado mais sombrio.

Criado pelo Laboratório CRASH, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, o projecto em causa pressupõe uma estrutura que se transforma com asas que flutuam como as barbatanas peitorais das raias, explicam os cientistas em comunicado.

De acordo com os cientistas, o projecto poderia facilitar o uso eficaz dos ventos fortes que se fazem sentir nas camadas superiores de Vénus, bem como oferecer aos cientistas um controlo sobre o veículo sem precedentes.

O projecto – BREEZE – é um dos doze conceitos revolucionários seleccionados pela NASA para o programa Advanced Innovative Concepts, que financia tecnologias, em estados iniciais, que podem “mudar o que é possível no Espaço”.

“Ao seguir as nossas dicas da natureza, especificamente as das raias do mar, procuramos maximizar a eficiência do voo. O design permitirá um grau de controlo até agora inatingível para uma nave espacial”, apontou o autor principal do projecto, Javid Bayandor, professor associado de engenharia mecânica e aeroespacial.

Seis outros objectos escolhidos em anos anteriores receberam financiamentos adicionais.

Segundo conta a Russia Today, o BREEZE contornaria Vénus a cada quatro a seis dias. Os seus painéis solares carregavam as baterias a cada dois ou três dias na parte iluminada do planeta para iniciar as ferramentas para que estas pudessem recolher amostras atmosféricas, rastrear padrões climáticos e monitorizar actividades vulcânicas, entre outros.

As asas do BREEZE seriam activadas por um sistema interno de tensão que forneceria a capacidade de atingir empuxo – ato de puxar para si -, controlo, estabilidade, elevação adicional e a compressão mecânica necessária para o controlo activo da elevação.

Todas estas características são muito importantes nas condições inóspitas do planeta, que incluem temperaturas superficiais próximas dos 500 centígrados e nuvens espessas de ácido sulfúrico, pode ler-se na mesma nota de imprensa.

Vénus leva 243 dias para completar uma rotação em torno do seu eixo, mais do que os 225 dias necessários para o planeta orbitar o Sol. Na prática, um dia em Vénus dura mais do que o seu próprio ano. Por este mesmo motivo, grandes partes do planeta permanecem no escuro, contrastando com a parte iluminada.

A tecnologia sob a qual assentam as “raias espaciais” poderá ser futuramente utilizada na exploração de outras partes do Sistema Solar, como Titã, a lua de Saturno, ou até mesmo o ambiente subaquático da Terra.

ZAP //

Por ZAP
16 Novembro, 2019

 

Espécie “rara” de abutre avistada em Mogadouro

CIÊNCIA

Os técnicos constataram que o avistamento do abutre havia sido registado por câmaras de armadilhagem fotográfica no passado dia 19 de junho, num campo de alimentação para aves necrófagas em Bruçó, no concelho de Mogadouro.

Investigadores da Palombar, uma associação transmontana que se dedica à conservação da natureza, registou a presença de um “raro” grifo-de-rüppell (‘Gyps rueppellii’), em Bruçó, no concelho de Mogadouro, revelou à Lusa o biólogo, José Pereira.

“Trata-se de uma espécie de ave rupícola (grifo/abutre) que se encontra ameaçada no mundo, tendo sido registada a sua presença, num campo de alimentação para aves necrófagas em Bruçó, em Pleno Parque Natural do Douro Internacional [PNDI]”, indicou o técnico da Palombar.

Os técnicos constataram que o avistamento do abutre havia sido registado por câmaras de armadilhagem fotográfica no passado dia 19 de Junho, num campo de alimentação para aves necrófagas em Bruçó, no concelho de Mogadouro, gerido pela Palombar, no âmbito do projecto “LIFE Rupis”.

“A Palombar confirmou que se tratava de um indivíduo da espécie ‘Gyps rueppellii’, tendo consultado outros especialistas em abutres, que deram igualmente um parecer afirmativo, corroborando que, de facto, se trata de um grifo-de-rüppell”, frisou José Pereira.

Segundo vários especialistas envolvidos no projecto, devido às “alterações climáticas que se verificam e à progressiva ‘africanização’ do clima na Península Ibérica, muitas espécies de aves africanas parecem estar a colonizar este território, incluindo alguns abutres”.

Em Setembro de 2018,a Palombar anunciava o avistamento, também no PNDI, de uma outra “espécie rara”, uma águia-imperial-ibérica, igualmente no âmbito do projecto “LIFE Rupis”.

Segundo o biólogo, esta espécie encontra-se principalmente na África central e habita sobretudo na savana aberta e árida, em áreas semi-desérticas, em zonas limites do deserto e em zonas de montanha.

Apesar de ainda não existirem registos definitivos que comprovem a ocorrência de reprodução dessa espécie na Europa, o grifo-de-rüppell tem sido avistado com cada vez mais frequência na Península Ibérica, acreditam os técnicos ligados à conservação da natureza.

“O grifo-de-rüeppell é uma espécie de abutre africana que chegou ao Douro Internacional”, vincou José Pereira.

Quinta espécie de abutre “ameaçada globalmente”

Para os ambientalistas e técnicos da conservação da natureza, a Europa poderá passar a ter uma quinta espécie de abutre “ameaçada globalmente” no seu território.

Segundo esta associação, os campos de alimentação para aves necrófagas “são fundamentais para assegurar a conservação de espécies de aves com hábitos alimentares necrófagos”.

“Isto porque uma das principais ameaças que estas aves enfrentam é a falta de disponibilidade de alimento, a qual foi agravada com a chamada crise das ‘Vacas Loucas’, que levou a que as carcaças de gado não pudessem mais ficar no campo. Esta sempre foi a principal fonte de alimentação das aves necrófagas “, indicam estudos da Palombar.

O projecto Life Rupis, lançado há cerca de quatro anos por nove entidades ibéricas ligadas à conservação da natureza no Douro Internacional, apresenta resultados “positivos”, nomeadamente no reforço da população de aves como a águia-perdigueira e o britango.

O projecto teve início em Julho de 2015 e tem uma duração de quatro anos, estando dotado com um financiamento de 3,5 milhões de euros, comparticipado a 75% pelo programa LIFE da União Europeia e cabendo os restantes 25% aos nove parceiros envolvidos.

Os parceiros envolvidos neste projecto são a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Associação Transumância e Natureza, Palombar, Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, Junta de Castilla y León, Fundación Patrimonio Natural de Castilla y León, Vulture Conservation Foundation, EDP Distribuição e GNR.

Diário de Notícias

Lusa
12 Novembro 2019 — 15:27

 

2855: ALMA testemunha formação planetária em acção

CIÊNCIA

Impressão de artista do gás que flui como uma cascata para uma abertura num disco proto-planetário, provavelmente provocado por um planeta em formação.
Crédito: NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Pela primeira vez, os astrónomos que usam o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) testemunharam os movimentos 3D de gás num disco proto-planetário. Em três locais do disco em torno de uma jovem estrela chamada HD 163296, o gás flui como uma cascata para aberturas que são provavelmente provocadas por planetas em formação. Estes fluxos gasosos há muito que foram previstos e influenciam directamente a composição química das atmosferas dos planetas. Esta investigação foi publicada na edição mais recente da revista Nature.

Os locais de nascimento dos planetas são discos feitos de gás e poeira. Os astrónomos estudam estes chamados discos proto-planetários a fim de entender os processos de formação planetária. As incríveis imagens destes discos, obtidas com o ALMA, mostram lacunas distintas e características anulares na poeira, que podem ser provocadas por planetas bebés.

Para ter mais certeza de que os planetas provocam estas divisões, e para ter uma visão completa da formação planetária, os cientistas estudam o gás nos discos, além da poeira. Noventa e nove por cento da massa de um disco proto-planetário é gás, dos quais o monóxido de carbono (CO) é o componente mais brilhante, e o ALMA pode observá-lo.

No ano passado, duas equipas de astrónomos demonstraram uma nova técnica de caça planetária usando este gás. As equipas mediram a velocidade do gás monóxido de carbono que gira em redor da jovem estrela HD 163296. Distúrbios localizados nos movimentos do gás revelaram três padrões semelhantes a planetas no disco.

Neste novo estudo, o autor principal Richard Teague da Universidade do Michigan e a sua equipa usaram novos dados ALMA de alta resolução do projecto DSHARP (Disk Substructures at High Angular Resolution Project) para estudar em mais detalhe a velocidade do gás. “Com os dados de alta fidelidade deste programa, conseguimos medir a velocidade do gás em três direcções, em vez de apenas uma,” disse Teague. “Pela primeira vez, medimos o movimento do gás em todas as direcções possíveis. Girando, aproximando-se ou afastando-se da estrela, e para cima ou para baixo no disco.”

Teague e colegas viram o gás movendo-se das camadas superiores em direcção ao meio do disco em três locais diferentes. “O que provavelmente acontece é que um planeta em órbita em redor da estrela empurra o gás e a poeira para o lado, abrindo uma lacuna,” explicou Teague. “O gás acima da divisão entra em colapso como uma cascata, provocando um fluxo giratório de gás no disco.”

Esta é a melhor evidência, até à data, de que realmente existem planetas em formação em torno de HD 163296. Mas os astrónomos não podem dizer com 100% de certeza que os planetas provocam o fluxo de gás. Por exemplo, o campo magnético da estrela também pode provocar distúrbios no gás. “De momento, apenas a observação directa dos planetas podia descartar as outras opções. Mas os padrões deste gás são únicos e, muito provavelmente, apenas os planetas podem provocá-los,” disse o co-autor Jaehan Bae, do Instituto Carnegie para Ciência, que testou esta teoria com uma simulação de computador do disco.

As posições dos três planetas previstos neste estudo correspondem aos resultados do ano passado. Estão provavelmente localizados a 87, 140 e 237 UA (1 UA, ou unidade astronómica, é a distância média da Terra ao Sol). Calculou-se que o planeta mais próximo de HD 163296 tem metade da massa de Júpiter e o planeta mais distante tenha o dobro da massa de Júpiter.

Os fluxos de gás da superfície para o plano médio do disco proto-planetário foram previstos no final da década de 1990. Mas esta é a primeira vez que os astrónomos os observam. Além de serem úteis para detectar planetas bebés, estes fluxos também podem esculpir a nossa compreensão de como os planetas gigantes gasosos obtêm as suas atmosferas.

“Os planetas formam-se na camada intermédia do disco, no chamado plano médio. Este é um lugar frio, protegido da radiação estelar,” explicou Teague. “Nós pensamos que estas aberturas provocadas pelos planetas trazem gás mais quente das camadas externas e quimicamente mais activas do disco e que este gás irá formar a atmosfera do planeta.”

Teague e a sua equipa não esperavam poder ver este fenómeno. “O disco em torno de HD 163296 é o maior e o mais brilhante disco que podemos ver com o ALMA,” salientou Teague. “Mas foi uma grande surpresa ver estes fluxos de gás com tanta nitidez. Os discos parecem ser muito mais dinâmicos do que pensávamos.”

“Isto dá-nos uma imagem muito mais completa da formação dos planetas do que jamais sonhámos,” disse o co-autor Ted Bergin da Universidade de Michigan. “Ao caracterizar estes fluxos, podemos determinar como nascem os planetas como Júpiter e caracterizar a sua composição química durante o nascimento. Podemos ser capazes de usar isto para rastrear o local de nascimento destes planetas, pois podem mover-se durante a formação.”

Astronomia On-line
18 de Outubro de 2019

 

2735: Novo avião hipersónico vai permitir voar de Londres a Sidney em 4 horas

DINHEIRO

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou a construção da “primeira ponte espacial do mundo” graças a um verdadeiro avião espacial

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou esta semana, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019, que vai trabalhar com a Agência Espacial Australiana para a construção da “primeira ponte espacial do mundo”.

O projecto, nomeado de Synergetic Air-Breathing Rocket Engine (SABRE), está a ser desenvolvido pela Reaction Engines, que conta com o financiamento da BAE Systems, da Rolls-Royce e da Boeing HorizonX.

O resultado do projecto promete ser uma boa surpresa para os entusiastas dos voos supersónicos. A barreira do som não era quebrada desde que o Concorde parou de voar em 2003. Em Abril deste ano, a Reaction Engines anunciou testes bem-sucedidos, que simulavam uma velocidade três vezes mais alta do que a do som. Ou seja, 50% mais rápido que a velocidade do já defunto Concorde, que conseguia fazer a viagem entre Nova Iorque e Paris em cerca de 3,5 horas, e corresponde ao recorde de velocidade dos jactos mais rápidos já feitos.

No entanto, de acordo com a CNN, o motor está a ser construído para que possa atingir cinco vezes mais do que a velocidade do som. O SABRE “respira” o ar da atmosfera, o que permite uma maior eficiência do combustível e diminuição do peso. Em comparação com os outros motores existentes, o SABRE sai na frente, uma vez que, todos os outros precisam transportar o seu próprio suprimento de oxigénio.

“Os foguetões realmente não progrediram nos últimos 70 anos, enquanto os motores aeronáuticos tornaram-se muito eficientes. No entanto, ao combinar um motor aeronáutico e um foguetão, pode-se ter um sistema de propulsão muito leve e eficiente e, na prática, criar um avião espacial”, explica Shaun Driscoll, director de projectos da Reaction Engines, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019.

Diário de Notícias
DN/Dinheiro Vivo
29 Setembro 2019 — 11:57

 

2465: Febre do lítio pede licença para chegar a Portugal

Com o potencial de ter as maiores reservas da Europa, a febre do lítio chegou a Portugal, onde se registaram duas dezenas de solicitações de prospecção este ano, embora as empresas mineiras continuem à espera dos concursos prometidos pelo Governo.

Perante a perspectiva de um aumento exponencial da procura pelo seu uso nas baterias de carros eléctricos, a descoberta de grandes reservas deste “ouro branco” em Portugal despertou o interesse pela sua exploração, levando ao aumento das vozes de preocupação com o seu impacto ambiental.

As estimativas apontam que as reservas nacionais de lítio rondem as 60.000 toneladas métricas, embora o número real seja desconhecido — ainda não se estudaram todas as zonas nas quais se poderá encontrar este metal, concentrado no centro e norte do país

Caso se confirme, Portugal estaria entre os países com mais depósitos do mundo, embora muito afastado dos cinco gigantes — Bolívia, Chile, China, Austrália e Argentina, onde as reservas se contam em milhões de toneladas métricas.

Em Portugal já se produz lítio, que é para já apenas destinado à indústria cerâmica, e as minas já activas não produzem o volume suficiente para abastecer as fábricas das baterias, explica à agência EFE o geólogo português e consultor John Morris Pereira.

Segundo o geólogo, o preço da matéria-prima para a cerâmica é “relativamente baixo”, pelo que depois “chega um momento em que deixa de ser económico aprofundar as explorações”. Mas o seu uso para a mobilidade eléctrica poderia dar uma reviravolta ao sector em Portugal.

O geólogo calcula que num prazo de dois anos já poderá haver pelo menos duas unidades a produzir lítio para as fábricas de baterias, já que os trâmites legais estão bastante adiantados.

A mais avançada é a mina de Barroso, no norte do país, onde a britânica Savannah Resources anunciou ter encontrado a maior reserva de lítio da Europa ocidental. Prevê investir cerca de 500 milhões e começar a produzir no final de 2020. Mas para que Portugal se posicione com força no mercado do lítio é necessário realizar mais prospecções, algo na agenda do Governo socialista português.

À espera de licenças

Em Janeiro de 2018, o Executivo aprovou uma estratégia para “dinamizar os concursos públicos para a atribuição de licenças de prospecção e investigação, assim como para a respectiva exploração”. No entanto, ano e meio depois, ainda não os lançou.

A previsão é que sejam abertos 8 concursos de prospecção nas zonas onde se identificaram reservas. No entanto, o Ministério de Ambiente e Transição Energética, que tem a tutela sobre estas concessões, não deu detalhes sobre a data prevista.

Nos últimos dois anos devemos ter perdido entre 8 e 10 milhões de euros em investimentos só em prospecção e investigação devido à demora nos concursos”, lamenta Morris Pereira.

Além da Savannah Resources, várias empresas estrangeiras mostraram um grande interesse no lítio português, como as australianas Fortescue, que este ano apresentou duas dezenas de solicitações de prospecção, ou a Dakota Minerals, que inclusivamente decidiu adaptar o seu nome ao português e trocá-lo para “Novo Lítio”.

Para as explorações que têm que esperar pelos concursos de prospecção, o processo de licenças pode demorar até uma década, segundo os geólogos. Em pleno Agosto e com eleições legislativas em Outubro, não têm muita esperança que cheguem antes do voto.

Contestação ambiental

Poderá a contestação ambiental que o assunto levantou no país estar a influenciar a demora? O geólogo considera que sim, uma opinião compartilhada pelas organizações “verdes”. Nas zonas nas quais se poderão lançar os concursos surgiram nos últimos anos movimentos de oposição liderados por moradores e municípios e apoiados pelas associações ambientais.

“Este processo não pode avançar da forma anárquica como se está a fazer”, disse à EFE o ambientalista Pedro Santos, da associação Quercus, que alertou sobre o impacto que as minas podem ter sobre a paisagem, os ecossistemas, os cursos de água e as populações.

A Quercus tem “muitas dúvidas” que a indústria do lítio, tal como se planeia em Portugal, com minas ao ar livre, possa ter um “impacto positivo”, apesar de se destinar à mobilidade eléctrica.

“Entendemos que o lítio tem um papel importante no contexto actual das baterias e da tecnologia, mas existem outras formas de extracção com menos impacto no meio ambiente e outras formas de mobilidade”, defende Santos, que apelou ao incentivo de soluções baseadas no hidrogénio.

#semcomentarios

Publicado por John Pereira em Sábado, 22 de junho de 2019

Por tudo isso, a Quercus pede o fim das concessões e que o Parlamento discuta na próxima legislatura uma estratégia para preservar os meios naturais e debater o impacto ambiental das minas de lítio.

ZAP // EFE

Por EFE
18 Agosto, 2019