3231: Luzes espaciais a piscar no céu podem ser sinais de extraterrestres

CIÊNCIA

David Jones e Daniel López / IAC

Salvo raras excepções, as estrelas morrem e fazem-no numa de duas formas possíveis: passando lentamente para anãs brancas ou explodem rapidamente como super-novas.

No entanto, algumas estrelas parecem morrer apenas temporariamente sem explosão nem luzes espectaculares – apenas desaparecem do céu nocturno e aparecem novamente mais tarde.

De acordo com os cientistas por trás de um novo estudo publicado este mês na revista científica The Astronomical Journal, este fenómeno estranho pode ter duas explicações: ou estamos a assistir a algo completamente novo no campo da astrofísica ou a ver sinais de actividade extraterrestre.

Na quinta-feira da semana passada, os cientistas envolvidos no projecto “Vanishing and Appearing Sources during a Century of Observations” (VASCO) publicaram o seu primeiro estudo, que detalha a busca por objectos que apareceram em pesquisas sobre o céu nocturno que datam da década de 1950, mas que não não voltam a aparecer em pesquisas modernas.

Os investigadores analisaram 15% dos 150 mil objectos candidatos e encontraram 100 objectos vermelhos que surgiram e desapareceram nos últimos 70 anos. Os cientistas estão à procura de outros sinais de actividade extraterrestre, como lasers de comunicação interestelar vermelhos e esferas de Dyson – uma estrutura gigante hipotética que envolve uma estrela e aproveita sua energia.

O co-autor do estudo, Martin López Corredoira, observou, num comunicado divulgado pelo EurekAlert, que a equipa da VASCO não encontrou nenhuma evidência directa que ligasse as luzes à inteligência extraterrestre – mas o resumo do estudo implica que os autores também não estão a descartar essa possibilidade.

“As implicações de encontrar [fontes que desaparecem e aparecendo] estendem-se dos campos astrofísicos tradicionais às pesquisas mais exóticas de evidências de civilizações tecnologicamente avançadas”, escreveram.

Os investigadores afirmam ainda que uma explicação por trás de uma estrela desaparecida poderiam ser eventos raros chamados “super-novas fachadas” que ocorrem quando uma estrela maciça entra em colapso num buraco negro sem nenhuma explosão visível.

Agora, os cientistas querem organizar um Projecto de Ciência do Cidadão auxiliado pela Inteligência Artificial e terão ajuda da comunidade para examinar anomalias nos 150 mil candidatos identificados.

ZAP //

Por ZAP
20 Dezembro, 2019

 

spacenews