1629: Astrónomos estão a pedir às crianças para os ajudarem a entrar em contacto com extraterrestres

David Broad / Wikimedia
Observatório Arecibo, em Porto Rico

Cientistas do Observatório Arecibo, em Porto Rico, estão a pedir ajuda para o seu próximo grande projecto – e, para isso, estão a recorrer aos mais novos.

É no Observatório Arecibo, em Porto Rico, que encontramos um gigantesco radiotelescópio que é a principal ferramenta de vários cientistas na procura de extraterrestres. É lá que, segundo a Visão, trabalham alguns dos astrónomos e físicos mais inteligentes e reconhecidos do mundo.

No entanto, para o seu próximo grande projecto, estes profissionais não querem trabalhar sozinhos: para isso, pediram ajuda aos mais novos.

Em 1974, o enorme radiotelescópio foi usado para enviar uma transmissão de rádio, cuidadosamente pensada e elaborada, para o Espaço. A mensagem baseava-se em zeros e outros algarismos e tinha o principal objectivo de alertar os alienígenas para a nossa existência. No entanto, não deu grande resultado. Os cientistas não receberam quaisquer notícias de extraterrestres.

Agora, e em jeito de comemoração do 45.º aniversário dessa primeira transmissão, os astrónomos deste observatório preparam um nosso passo neste projecto.

Desta vez, lançaram um concurso à escala mundial e o objectivo é que sejam os mais novos – desde crianças do jardim de infância a jovens de 16 anos – a criarem uma nova mensagem para enviar aos extraterrestres. Como prémio, podem tornar-se o primeiro ser humano a entrar em contacto com vida alienígena.

As equipas são compostas por dez alunos de várias nacionalidades e devem inscrever-se até dia 20 de Março. A ideia é que a equipa seja o mais diversificada possível, aconselham os investigadores. Além disso, as directrizes do concurso adiantam que será uma mais valia usar todas as ferramentas possíveis, como redes sociais, para arranjar parceiros de todo o mundo.

A ideia é actualizar o tipo de formato que os humanos devem usar para comunicar com a vida alienígena. A primeira tentativa pode não ter resultado pelo simples facto de os cientistas terem partido do princípio que os extraterrestres tinham visão e, portanto, conseguiam ver o pictograma.

Para colmatar esta possível falha, pediram ajuda às crianças, por considerarem que os mais novos conseguem, muitas vezes, ultrapassar os problemas por terem uma perspectiva do mundo que os rodeia completamente nova.

Com este anúncio, os cientistas de Arecibo aproveitaram para assegurar que, apesar da devastação que o furacão Maria provocou em Porto Rico em 2017, o observatório continua a funcionar.

ZAP //

Por ZAP
23 Fevereiro, 2019

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1487: NASA está à procura de estagiários em Portugal

Serão atribuídas até seis bolsas a estudantes portugueses.

Estão abertas até à próxima segunda-feira, dia 21 de Janeiro, as candidaturas à terceira edição do concurso para a atribuição de bolsas de investigação para estágios na NASA (National Aeronautics and Space Administration of the USA).

Recorde-se que, Portugal assinou um acordo com a NASA, em 2016, que permite que estudantes universitários portugueses possam estagiar na agência espacial norte-americana. À Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) cabe lançar os concursos e financiar a bolsa de estágio, enquanto a NASA assegura o alojamento.

As oportunidades de estágio para esta edição englobam 22 projectos, dos quais os candidatos podem indicar aqueles a que pretendem concorrer. Serão atribuídas até seis bolsas a estudantes portugueses que estejam a frequentar um doutoramento ou mestrado nas áreas das ciências, tecnologias, engenharias e matemática. Nas duas primeiras edições participaram 12 estudantes.

Milton Cordeiro, que participou na primeira edição, em 2017, quando estava a concluir o doutoramento em Biotecnologia na Universidade Nova de Lisboa, recebeu um convite para continuar a sua colaboração como investigador convidado na agência.

A FCT, organismo que subsidia a investigação em Portugal, coordena ainda programas de estágios tecnológicos na agência espacial europeia ESA, no Observatório Europeu do Sul e na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear/CERN.

Diário de Notícias
Dinheiro Vivo
16 Janeiro 2019 — 11:06

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1193: Relatório da NASA recomenda que se procure vida extraterrestre nos subsolos

ESA/DLR/FU Berlin

O relatório de um estudo pedido pela NASA recomenda que se procure vida extraterrestre no subsolo e se dê um maior ênfase à astrobiologia nos projectos espaciais.

Com a recente descoberta de um lago subterrâneo em Marte e as suspeitas da existência de oceanos subterrâneos nas luas de Júpiter e Saturno a adensarem-se, vários investigadores acreditam que poderá existir vida nestes lugares inesperados, e que se devia estudar todos os tipos de ambientes, não apenas aqueles que imitam a Terra.

Segundo a revista Discover, devido às recentes descobertas astronómicas e aos avanços na astrobiologia, a NASA pediu à Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina (NASEM) para conduzir uma análise independente e objectiva sobre a sua actual estratégia de exploração espacial.

A comissão criada pela NASEM contou com 17 pessoas, desde investigadores experientes a professores de biologia, astronomia e ciências da terra, e analisou a estratégia da NASA durante um ano. O seu relatório final foi agora divulgado.

No documento, publicado a 10 de Outubro na The National Academies Press, é feita uma sugestão específica: a NASA devia procurar vida extraterrestre em todas as missões espaciais e começar a investigar planetas e luas que, à primeira vista, não são propícias à vida tal como a conhecemos.

“Quanto mais integrarmos a astrobiologia e o pensamento astrobiológico nas missões, mais poderemos aproveitar as descobertas fantásticas que estão a acontecer com as missões actuais”, disse Barbara Sherwood Lollar, cientista da Terra, professora na Universidade de Toronto e presidente da NASEM.

“Incorporando o pensamento astrobiológico no início dos processos, poderemos ser capazes de fazer ainda mais”, acrescentou.

A astrobiologia é o estudo e compreensão da vida em todo o Universo e só sabemos como os organismos se formam e evoluem na Terra – ao usar apenas essa noção para encontrar vida, a maioria das missões espaciais fica apenas atenta aos mundos com água líquida na superfície.

Na astrobiologia também se procuram por bio-assinaturas – vestígios, substâncias, objectos ou padrões que foram deixados por seres vivos. As missões típicas da NASA procuram por bio-assinaturas semelhantes às da Terra, como gases e moléculas atmosféricas específicas e padrões de superfícies criadas pelos ecossistemas.

Agora, os cientistas que elaboraram este relatório acreditam que ambos os factores precisam de uma séria reformulação – a abordagem actual pressupõe que toda a vida nasce em ambientes similares aos da Terra, e que essa existência deixará bio-asssinaturas semelhantes aos encontrados na Terra.

Contudo, ao aderir a essa estratégia, a NASA pode estar a negligenciar uma enorme quantidade de comunidades desconhecidas.

“Precisamos de ter a certeza de que a nossa caixa de ferramentas de bio-assinaturas é universal o suficiente para abranger tanto a nossa capacidade de reconhecer a vida como a conhecemos como aquela que não conhecemos“, explicou Lollar.

Procurar no Subsolo

Se os organismos existem em ambientes novos e inesperados, eles provavelmente emitirão bio-assinaturas “agnósticas” – que vão contra a nossa compreensão da vida na Terra.

Para encontrar esses marcadores únicos, a NASEM recomendou a pesquisa de bio-assinaturas numa escala mais ampla, como a detenção de pares moleculares que não ocorrem naturalmente ou substâncias químicas peculiares que não correspondem ao ambiente físico.

E, enquanto acredita que a astrobiologia deveria fazer parte de todas as missões espaciais, a NASEM sustenta também que a NASA deveria investigar uma zona em particular – o subsolo de planetas e de luas.

Com a recente descoberta do lago subterrâneo de Marte e os potenciais oceanos dentro das luas de Júpiter e Saturno, a comissão acha que estes ambientes subterrâneos podem ser habitáveis – apontando ainda que cada vez mais ecossistemas são descobertos abaixo da superfície terrestre, suportando esta teoria.

Para lugares mais próximos do planeta Terra, como Marte e as luas no nosso sistema solar, a comissão acredita que se deveria sondar o subsolo para procurar vida. E, ao contrário do que se possa pensar, a opção não é através de perfurações.

“As tecnologias de perfuração têm muito interesse, absolutamente”, contou Loller. “Mas não são os únicos meios de pesquisar em subsolos – radares sísmicos, penetrantes no solos, varredura orbital, todas estas opções nos dão informações sobre o subsolo”.

Para investigar exoplanetas e exoluas distantes, a comissão recomenda o uso de instrumentos telescópios que possam suprimir a luz do sol das estrelas – que geralmente abafa objectos fracos e em órbita.

Essa supressão daria aos pesquisadores uma visão mais brilhante e inédita dos exoplanetas e exoluas e ainda permitiria pesquisar por bio-assinaturas.

A NASEM realça ainda que este grande projecto precisa de um esforço colaborativo e que a NASA deveria convocar organizações internacionais, privadas e filantrópicas para a realizar com sucesso. Ao combinar esforços e colocar o ênfase na astrobiologia, a comunidade científica poderia aumentar as hipóteses de encontrar vida extraterrestre.

ZAP //

Por ZAP
25 Outubro, 2018

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