4192: As laringes dos primatas evoluíram surpreendentemente depressa

CIÊNCIA/BIOLOGIA

henrikpalm / Flickr
Gorilla Beringei, o Gorila da Montanha

Um novo estudo, que abrangeu 55 espécies diferentes, mostra que as laringes dos primatas evoluíram muito mais rapidamente do que noutros tipos de mamíferos.

De acordo com o site Science Alert, através de exames 3D e modelo computacionais, o estudo conseguiu mostrar que as laringes dos primatas são, em média, 38% maiores do que as de animais carnívoros de tamanho comparável, e que outras espécies têm uma proporção mais fixa do tamanho da laringe para o corpo.

“O nosso estudo também mostra que as diferenças no tamanho da laringe predizem mudanças no tom da voz, destacando o papel crucial da laringe na comunicação vocal”, declara Daniel Bowling, neuro-cientista da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e um dos autores da pesquisa publicada, a 11 de Agosto, na revista científica PLOS Biology.

De facto, muitas espécies de primatas têm vocalizações que são mais ricas e variadas do que outras espécies – os cientistas sugerem que uma maior “flexibilidade evolutiva” permitiu que as suas laringes evoluíssem dessa forma.

“Este estudo demonstra diferenças claras na evolução da laringe entre grupos de mamíferos”, diz Jacob Dunn, ecologista comportamental da Universidade de Anglia Ruskin, no Reino Unido.

“Especificamente, mostrámos, pela primeira vez, que a laringe dos primatas é maior, menos relacionada com o tamanho do corpo e sob taxas de evolução mais rápidas do que a laringe carnívora, um bom grupo de comparação, indicando diferenças fundamentais na evolução deste órgão vocal nas espécies”, acrescenta.

A laringe tem as mesmas funções em todo o reino animal: proteger as vias respiratórias durante a alimentação, gerir o abastecimento de ar para os pulmões e controlar as vocalizações. O papel na comunicação oral é o que a torna particularmente importante para a evolução de uma espécie, refere o mesmo site.

ZAP //

Por ZAP
19 Agosto, 2020

 

 

3000: Primata com “pernas humanas” viveu há 11,6 milhões de anos na Europa

CIÊNCIA

Velizar Simeonovski

Uma equipa internacional de paleontologistas descobriu que um primata capaz de andar erecto viveu na actual Europa durante o Mioceno, segundo um novo estudo.

Trata-se de Danuvius guggenmosi, criatura que viveu na Europa há 11,6 milhões de anos e pode ser um ancestral distante dos humanos. A equipa encontrou restos fósseis dos seus membros e partes da da mandíbula e da coluna em quatro espécimes no leste de Allgóvia, na Alemanha, entre 2015 e 2018.

Os cientistas estimam que este ser tivesse até um metro de altura, pensando até 31 quilogramas, segundo detalham um novo estudo publicado na revista científica Nature. A espécie teria ainda polegares adaptados para se agarrar aos galhos e pernas semelhantes ao do ser humano contemporâneo.

De acordo com os cientistas, este primata andava sobre as duas patas quando estava a subir para as árvores e usava os seus braços longos para manter o equilíbrio e não para erguer o seu corpo, ao contrário do que fazem os macacos actualmente.

“A imagem emergente de sua locomoção é diferente de qualquer criatura viva conhecida”, disse a autora principal do artigo, Madelaine Bohme, cientista da Universidade de Tübingen, na Alemanha, em declarações ao portal Gizmodo.

Até agora, o hominídeo bípede mais antigo conhecido era o Ardipithecus ramidus, que habitou África há 4,4 milhões de anos.

Se a descoberta agora anunciada for aceite entre a comunidade científica, mudará significativamente tudo o que se sabe sobre a origem desta adaptação entre os primatas.

“O que define os hominídeos se não for o bipedalismo usual? O nosso artigo pode criar um dilema para a definição de hominídeos“, rematou a cientista.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2019

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942: Descobertas três novas espécies de primatas extintas há 40 milhões de anos

CIÊNCIA

Os primatas seriam de pequenas dimensões, não chegando a pesar 1 quilo

Paleontólogos da Universidade do Texas, em Austin, identificaram três novas espécies de primatas que pesavam menos de um quilo e viveram há 42 ou 46 milhões de anos no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica.

As três novas espécies descritas – Ekwiiyemakius walshi, Gunnelltarsius randalli e Brontomomys cerutti – pertencem à Omomyinae, uma subfamília dos primatas primitivos, de acordo com o estudo publicado na semana passada no Journal of Human Evolution. 

Os fósseis que levaram à identificação das espécies foram encontrados na Friars Formation, uma formação geológica localizada no sul da Califórnia que, na época, exibia vastos bosques tropicais, revela a Europa Press.

Desde da década de 1930, vários fósseis de primatas foram descobertos em arenitos e pedras argilosas que compõem a formação geológica no Condado de San Diego.

O paleontólogo Stephen Walsh e a equipa do Museu de História Natural de San Diego (SDNHM) construíram uma grande colecção de primatas fósseis da área, mas Walsh foi incapaz de descrever estes espécimes antes da sua morte, em 2007.

Uma década depois, Amy Atwater, estudante da Universidade de Austin, e o professor de antropologia Chris Kirk aceitaram o desafio e concluíram o trabalho iniciado por Walsh, descrevendo e nomeando os três primatas até agora desconhecidos.

Com a descoberta o número de primatas omomyne do Eoceno encontrados na formação de San Diego sobe de 15 para 18.

“Acrescentar estes três primatas fornece uma melhor compreensão sobre a diversidade dos primatas no Médio Eoceno”, explicou Atwater.

“Pesquisas anteriores nas bacias de Rocky Mountains sugeriam que a diversidade de primatas tinha diminuído durante este período contudo, nos defendemos que a diversidade aumentou simultaneamente noutros lugares”, sustentou a investigadora.

Através da análise dos dentes dos fósseis, os investigadores concluíram que estes seriam pequenos primatas, pensando entre 113 a 796 gramas – tamanho semelhante aos lémures.

“Os dentes podem dizer-nos muito sobre a história evolutiva e dão-nos uma noção sobre o tamanho e a dieta alimentar do primata extinto”, explicou Kurt, recordando que o “esmalte é o tecido mais duro do corpo”. E, também por isso, “é mais provável que os dentes se mantenham preservados no registo fóssil”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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