2833: Humanos pré-históricos armazenavam medula óssea para comer mais tarde

CIÊNCIA

estt / Canva

Os humanos pré-históricos que viviam numa caverna em Israel entre 420 mil e 200 mil anos atrás armazenavam medula óssea para comer mais tarde, o que mostra que os primeiros hominídeos entendiam que os alimentos poderiam não estar disponíveis no futuro.

A Caverna Qesem, a cerca de 12 quilómetros de Tel Aviv, foi identificada como um local de ocupação humana precoce há quase 20 anos quando a construção de estradas a atravessou. Desde então, foi desenterrada uma enorme quantidade de evidência arqueológica, incluindo dezenas de milhares de ossos de animais foram processados pelos nossos ancestrais humanos.

De acordo com o estudo publicado esta semana na revista especializada Science Advances, investigadores liderados por Ruth Blasco, do Centro Nacional de Pesquisa em Evolução Humana de Espanha, analisaram os ossos e realizaram experiências para mostrar a forma como estes ocupantes aprenderam a armazenar efectivamente a medula óssea durante semanas e meses após a morte do animal.

Por outro lado, desconhece-se quais eram as espécies de hominídeos que processaram os ossos dessa forma. Blasco, de acordo com o Newsweek, disse que, quem quer que fossem, demonstravam muitos comportamentos modernos, incluindo o uso regular de fogo, reciclagem e torrefacção de alimentos. O consumo de medula óssea é outra tarefa a ser adicionada a esta lista.

A medula óssea, o tecido encontrado dentro de alguns ossos, é altamente nutritivo, sendo mais rico em calorias do que em proteínas ou hidratos de carbono. Como resultado, teria sido uma fonte de alimento valiosa e significativa para os primeiros seres humanos.

Blasco começou a trabalhar no local de Qesem em 2011. Ao analisar os materiais da fauna lá encontrados, percebeu que havia marcas incomuns nos ossos de veado recuperados. Depois de analisar os restos mortais de quase 82 mil ossos de animais no local, a equipa mostrou que a medula óssea estava a ser preservada para ser consumida mais tarde.

A pele seca e velha é mais difícil de remover do osso do que quando está fresca. Como resultado, removê-la deixa para trás marcas específicas. “As marcas incomuns foram identificadas em experiências subsequentes e explicadas pela remoção da pele seca”, disse Blasco. “Especificamente, as marcas foram geradas pela dificuldade ou esforço necessário para remover a pele seca e os tendões firmemente presos ao osso após uma exposição sub-aérea prolongada dos ossos”.

Em experiências, os cientistas mostraram que as marcas poderiam ser replicadas ao remover a pele após duas ou mais semanas. Os investigadores também descobriram que a remoção da pele aumentou após quatro semanas. As suas experiências também mostram que o valor nutricional da medula óssea começa a deteriorar-se cerca de seis semanas após a morte do animal.

A equipa ficou surpreendida com as descobertas. “A acumulação deliberada de ossos por atraso no consumo de medula implica uma preocupação antecipada com necessidades futuras. Esse facto marca um limiar para novos modos de adaptação paleolítica, porque a capacidade de previsão ultrapassa o ‘aqui e agora’ como um meio de subsistência numa cronologia de mais de 300 mil anos”, observou.

Alguns estudos anteriores sugerem que o processo de extracção moldou a nossa própria evolução. Blasco acredita que este é apenas o começo da nossa compreensão sobre a forma como os humanos pré-históricos armazenavam alimentos para consumo posterior.

ZAP //

Por ZAP
14 Outubro, 2019

 

2746: Os bebés da pré-história já usavam biberões

CIÊNCIA

Uma equipa de arqueólogos encontrou na Alemanha biberões datados da Idade do Bronze e do Ferro, revela um novo estudo.

Os objectos, encontrados no parque natural de Altmühltal, na cidade de Dietfurt, foram descritos como pequenas garrafas de de argila com pitões em forma de mamilo.

Mais tarde, detalha a investigação cujos resultados foram agora publicados na revista Nature, foram identificados como biberões, contendo vestígios de leite de cabra e vaca.

De acordo com o Sinc, os recipientes, que tinham entre 5 a 10 centímetros de diâmetro, foram encontrados junto de sepulturas infantis que datam do ano 5.000 a.C.

Segundo a agência Europa Press, o achado é a primeira evidência de que os bebés pré-históricos foram alimentados com leite animais em recipientes, que podem ser comparados aos biberões modernos, há 7.000 anos.

Para chegar à composição dos vestígios encontrados nos recipientes, uma equipa de cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, recorreu à análise química e isotópica dos resíduos encontrados na superfície dos vasos.

Estas vasijas eran los biberones de la Edad de Bronce. Un estudio ha conseguido detectar trazas de leche de rumiante en su interior de hace 3.000 años, confirmando lo que se creía: que se usaban para alimentar a los pequeños.https://www.nature.com/articles/s41586-019-1572-x 

“Sabemos que os recipientes de argila utilizados para alimentar ou desmamar crianças apareceram pela primeira vez no período neolítico na Alemanha há cerca de 7.000 anos, tornando-se depois mais comuns na Idade do Bronze e do Ferro na Europa”, explicou o autor principal do estudo, Julie Dunne, citado pelo mesmo portal.

Siân Halcrow, professor associado da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, acrescentou que os cientistas não descartam que a utilização de leite animal na dieta dos bebés antigos pudesse ter efeitos negativos para a crianças.

(h) Helena Seidl da Fonseca

“Os recipientes provavelmente eram difíceis de limpar e apresentavam riscos de exposição a infecções para bebés, como gastro-enterites”, supôs.

Os cientistas já tinham provado a existência deste tipo de recipientes na Europa por volta de 5.000 a.C. Contudo, não era ainda claro que tipo de líquido é que era usado no biberão, nem se este servia para alimentar crianças, idosos ou pessoas doentes.

ZAP //

Por ZAP
1 Outubro, 2019

 

2665: Primeiros humanos talhavam elefantes com ferramenta de 5 centímetros

CIÊNCIA

Ran Barkai / Tel Aviv University

Retirar o máximo de carne possível de uma carcaça era algo importante há milhares de anos atrás. Para um melhor aproveitamento, eram usadas lâminas de apenas cinco centímetros, que os arqueólogos ignoraram até agora.

Normalmente, ao pensar em ferramentas de corte usadas por antigos humanos, somos remetidos para grandes ferramentas como machados e cutelos. Contudo, um estudo recentemente publicado na revista Scientific Reports, mostra que os primeiros humanos tinham um kit de talhante sofisticado. As pequenas ferramentas de sílex descobertas era recicladas a partir de instrumentados maiores que eram descartados.

As ferramentas foram encontradas no sítio arqueológico de Revadim, no sul de Israel, e pertencem à cultura acheuliana do paleolítico inferior. Os cientistas estimam que estas tenham entre 300 e 500 mil anos. No passado, já tinham sido encontrados vários machados e restos de elefantes em Revadim.

“A análise incluiu observações microscópicas do desgaste do uso, bem como resíduos orgânicos e inorgânicos. Estávamos à procura de sinais de danos nas bordas, polimentos e resíduos orgânicos presos nas depressões das pequenas lâminas de sílex, tudo para entender para o quê que eram usadas”, disse a arqueóloga responsável pelo estudo, Flavia Venditti, citada pelo Phys.

Ran Barkai, outro dos cientistas envolvidos no estudo, explica ainda que durante décadas os arqueólogos ignoraram estas pequenas lâminas de apenas cinco centímetros. “O ênfase estava nos grandes e elaborados machados e outras ferramentas de pedra”, explicou. “No entanto, agora temos provas sólidas do uso vital destas lâminas”.

A cultura acheuliana era conhecida por as ferramentas grandes mencionadas pelos arqueólogos, que eram usadas principalmente para talhar grandes animais. Contudo, segundo o estudo, estas pequenas lâminas eram usadas em processos que exigiam um corte mais preciso, como separação de tendões, remoção do periósteo para retirar a medula óssea.

“Os humanos antigos dependiam da carne e, especialmente, da gordura dos animais para a sua existência e bem-estar. Portanto, um talhamento de qualidade dos grandes animais e a extracção de todas as calorias possíveis eram de uma crucial importância para eles“, realçou Barkai.

Isto mostra que os primeiros humanos eram mais avançados do que aquilo que se pensava. “As minúsculas lâminas agiam como instrumentos cirúrgicos criados e usados para o corte delicado de partes exactas das carcaças de elefantes e de outros animais”, acrescentou o arqueólogo.

ZAP //

Por ZAP
19 Setembro, 2019

 

2553: O Homem já muda o ambiente há 10 mil anos (e o primeiro impacto global deu-se há 3 mil anos)

CIÊNCIA

andreas160578 / Pixabay

Um novo estudo garante que, antes da agricultura intensiva e da domesticação de plantas e animais, o Homem já tinha começado a modificar o meio ambiente há dez mil anos e o primeiro impacto global deu-se sete mil anos depois.

O estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Science provou que a actividade humana na pré-história não era tão inofensiva quanto se achava, através de uma avaliação arqueológica global do uso antigo da terra.

Assim, os primeiros caçadores-recolectores, agricultores e pastores tiveram um efeito muito maior na paisagem da Terra, muito mais cedo e amplo do que o que se pensava. Segundo autores do trabalho, os seres humanos começaram a desflorestar terras para fazer agricultura e criação intensiva de animais.

A investigação contraria a ideia de que as mudanças ambientais em larga escala causadas pelo Homem são um fenómeno recente  ideia assumida por causa do foco actual que se dá às alterações climáticas, ao aquecimento global e às energias renováveis.

Segundo Gary Feinman, curador do Museu de História Nacional de Chicago, nos EUA e, um dos 250 autores do estudo, o Homem começou a modificar o meio ambiente há dez mil anos e, o primeiro impacto global tem pelo menos três mil anos.

De acordo com o investigador, para se entender a actual crise climática é necessário primeiro entender a história dos humanos que têm vindo a alterar o meio ambiente.

O estudo, liderado por Lucas Stephens, da Universidade da Pensilvânia, faz parte do projecto ArchaeoGLOBE, que reúne informações online de especialistas regionais sobre como o uso da terra mudou ao longo do tempo, em 146 diferentes áreas do mundo.

Essas informações mostram que a pegada ecológica não era tão pequena quanto se imaginava, disse Feinman. O autor afirma que há três mil anos o Homem fazia agricultura bastante invasiva em diversas partes do mundo.

“Embora a taxa em que o ambiente está a mudar seja muito mais drástica, vemos os efeitos que o impacto humano teve na Terra há milhares de anos”, revelou Ryan Williams, um dos autores do estudo.

O estudo permite conhecer o início dos impactos ambientais, o que pode ajudar a perceber que soluções as civilizações antigas usaram para mitigar os efeitos negativos da mudança do ambiente provocada pelo Homem.

DR, ZAP //

Por DR
30 Agosto, 2019

 

2467: Criança encontra dente gigante de mamute com 12 mil anos

CIÊNCIA

tyleringram / Flickr

Jackson Hepner, de 12 anos, encontrou um dente gigante de mamute lanoso enquanto passava férias com a sua família no estado norte-americano de Ohio.

Foi em Junho passado que a criança encontrou o dente, no condado de Holmes. Enquanto passeava pelo canal Honey Run e tirava fotografias com a sua família, Jackson encontrou um objecto que lhe cativou a atenção.

Depois de remover a lama que o cobria parcialmente, encontrou um dente enorme de um mamute. Estima-se que o achado tenha mais de 12 mil anos.

“Encontrei o dente de mamute a cerca de 9 metros da ponte onde tiramos algumas fotografias da família. Foi parcialmente enterrado (…) e estava fora da água no leito do rio”, escreveu a criança, numa carta divulgada pelo hotel onde a família se hospedou.

O achado de Jackson foi avaliado por cientistas do Geological Museum da Ohio State University, que concluíram que se trata de um terceiro molar superior de um mamute lanoso, uma vez que o dente tem sulcos marginais como os mamutes tinham para mastigar ervas e sementes que faziam parte da sua dieta.

O especialista Dale Gnidovec, do mesmo museu, estima que estes animais tenham vivido neste território em Ohio há cerca de 12.000 anos.

Jackson espera voltar a ter o enorme dente em mãos novamente. “Quero mostrá-lo aos meus amigos”, escreveu na mesma carta divulgada pela unidade hoteleira.

ZAP //

Por ZAP
18 Agosto, 2019

 

2126: Humanos pré-históricos enfrentaram mudanças climáticas (e este jogo mostra como)

CIÊNCIA

Viktor Vasnetsov (1848–1926)

Investigadores desenvolveram através da tecnologia de videojogos um cenário pré-histórico em que os participantes se viam obrigados a lidar com as mudanças climáticas, de forma a perceberem como pode ter afectado os humanos pré-históricos.

Como é que as mudanças climáticas irão reconstruir o mundo no século 21? Seremos capazes de nos adaptar e sobreviver? Tal como acontece com muitas coisas, o passado é um bom guia para o futuro. Os seres humanos vivenciaram mudanças climáticas no passado, que transformaram o ambiente — estudar a sua resposta pode responder ao nosso próprio destino.

Populações e culturas humanas morreram e foram substituídas em toda a Euroásia durante os últimos 500 mil anos. Como e por que uma população pré-histórica deslocou outra não é claro, mas esses humanos foram expostos a mudanças climáticas que mudaram o seu ambiente natural.

Os investigadores concentraram-se na região em torno de Lyon, em França, e imaginaram como os caçadores da Idade da Pedra, de há 30 mil e 50 mil anos atrás, se teriam safado à medida que o mundo ao seu redor mudava.

Aqui, como em outras partes da Euroásia, durante períodos mais frios, o ambiente teria mudado para a vegetação semelhante a uma tundra — vastos e abertos habitats que podem ter sido os mais adequados para caçar presas. Quando o clima aqueceu por alguns séculos, as árvores espalharam-se — criando bosques densos que favoreceram métodos de caça que envolvessem emboscadas.

Como estas mudanças afectaram o comportamento de caça de uma população poderá ter decidido se elas prosperaram, foram forçadas a migrar ou até mesmo morreram. A capacidade dos caçadores-colectores de detectar presas a diferentes distâncias e em ambientes diferentes teria decidido quem dominou e quem foi desalojado.

Além de construir uma máquina do tempo, descobrir como as pessoas pré-históricas responderam às mudanças climáticas só seria possível recriando os seus mundos como ambientes virtuais. Assim, os investigadores poderiam controlar a mistura e a densidade da vegetação e recrutar humanos modernos para explorá-los e ver como eles se sairiam ao encontrar as presas.

Sobreviver na Idade da Pedra virtual

Os investigadores criaram um ambiente de videojogo e pediram aos voluntários que encontrassem veados-vermelhos. O mundo que exploraram mudava para arbustos e pastagens enquanto o clima arrefecia e para uma floresta densa quando aquecia.

Os participantes conseguiram identificar o veado-vermelho a uma distância maior na pastagem do que na floresta, quando a densidade da vegetação era a mesma. À medida que a vegetação ficava mais espessa, eles esforçavam-se mais para detectar presas a distâncias maiores em ambos os ambientes.

(dr) Peter Allen e John Stewart

Os povos pré-históricos teriam enfrentado desafios semelhantes com o aquecimento do clima, mas há um padrão interessante que nos diz algo sobre as respostas humanas à mudança. Apenas quando a paisagem ficou com mais de 30% arborizada é que os participantes foram significativamente menos capazes de localizar veados a distâncias maiores.

Este foi provavelmente o momento crítico em que populações antigas foram forçadas a mudar hábitos de caça, a mudarem-se para áreas mais favoráveis às suas técnicas existentes, ou enfrentar a extinção local.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
6 Junho, 2019



[vasaioqrcode]

1345: Petroglifos antigos revelam mapas estelares dos humanos pré-históricos

CIÊNCIA

Alistair Coombs

Algumas dos mais antigos petroglifos do Mundo revelam que os humanos pré-históricos tinham conhecimentos relativamente avançados sobre astronomia.

As obras de arte, em locais de toda a Europa, não são apenas representações de animais selvagens, como se pensava anteriormente. Em vez disso, os símbolos animais representam constelações estelares no céu nocturno e são usados ​​para representar datas e marcar eventos como chuvas de meteoros.

Estas pinturas revelam que, talvez há 40 mil anos, os humanos controlavam o tempo, usando o conhecimento de como a posição das estrelas lentamente muda ao longo de milhares de anos.

As descobertas, publicadas a 2 de Novembro na revista Athens Journal of History, sugerem que os povos antigos entendiam o efeito causado pela mudança gradual do eixo rotacional da Terra. O crédito da descoberta desse fenómeno, chamada de precessão axial, foi anteriormente dado aos antigos gregos.

A arte rupestre indica que as percepções astronómicas dos povos antigos eram muito maiores do que se acreditava. O seu conhecimento pode ter ajudado a navegação em mar aberto, o que poderá ter implicações na compreensão actual da migração humana pré-histórica.

Investigadores das Universidades de Edimburgo e Kent estudaram detalhes da arte paleolítica e neolítica com símbolos de animais em locais na Turquia, Espanha, França e Alemanha. Em todos os locais notaram que o mesmo método de manutenção de dados era sempre o mesmo: baseado em astronomia sofisticada. Isto é relevante uma vez que a arte aparece separada no tempo por dezenas de milhares de anos.

Os arqueólogos clarificaram descobertas anteriores de um estudo de esculturas de pedra num desses locais – Gobekli Tepe na Turquia moderna – que é interpretado como um memorial a um devastador ataque de meteoros por volta de 11 mil a.C. Acreditava-se que este fenómeno tenha iniciado uma pequena era do gelo conhecida como o período Younger Dryas.

Também descodificaram o que provavelmente é a mais antiga obra de arte conhecida – a cena de Lascaux em França. A pintura, que mostra um homem a morrer e vários animais, pode homenagear outro ataque de cometas por volta de 15.200 a.C.

A equipa de investigação confirmou as suas descobertas ao comparar a idade de muitos exemplos de arte rupestre – conhecidos a partir da datação química das tintas usadas – com as posições das estrelas nos tempos antigos, como previsto por softwares sofisticados.

Para os autores, estas descobertas suportam a teoria de múltiplos impactos de meteoros durante o desenvolvimento humano na Terra e irá, provavelmente, revolucionar a forma como as populações pré-históricas são vistas.

ZAP // EurekAlert!

Por ZAP
29 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]

 

942: Descobertas três novas espécies de primatas extintas há 40 milhões de anos

CIÊNCIA

Os primatas seriam de pequenas dimensões, não chegando a pesar 1 quilo

Paleontólogos da Universidade do Texas, em Austin, identificaram três novas espécies de primatas que pesavam menos de um quilo e viveram há 42 ou 46 milhões de anos no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica.

As três novas espécies descritas – Ekwiiyemakius walshi, Gunnelltarsius randalli e Brontomomys cerutti – pertencem à Omomyinae, uma subfamília dos primatas primitivos, de acordo com o estudo publicado na semana passada no Journal of Human Evolution. 

Os fósseis que levaram à identificação das espécies foram encontrados na Friars Formation, uma formação geológica localizada no sul da Califórnia que, na época, exibia vastos bosques tropicais, revela a Europa Press.

Desde da década de 1930, vários fósseis de primatas foram descobertos em arenitos e pedras argilosas que compõem a formação geológica no Condado de San Diego.

O paleontólogo Stephen Walsh e a equipa do Museu de História Natural de San Diego (SDNHM) construíram uma grande colecção de primatas fósseis da área, mas Walsh foi incapaz de descrever estes espécimes antes da sua morte, em 2007.

Uma década depois, Amy Atwater, estudante da Universidade de Austin, e o professor de antropologia Chris Kirk aceitaram o desafio e concluíram o trabalho iniciado por Walsh, descrevendo e nomeando os três primatas até agora desconhecidos.

Com a descoberta o número de primatas omomyne do Eoceno encontrados na formação de San Diego sobe de 15 para 18.

“Acrescentar estes três primatas fornece uma melhor compreensão sobre a diversidade dos primatas no Médio Eoceno”, explicou Atwater.

“Pesquisas anteriores nas bacias de Rocky Mountains sugeriam que a diversidade de primatas tinha diminuído durante este período contudo, nos defendemos que a diversidade aumentou simultaneamente noutros lugares”, sustentou a investigadora.

Através da análise dos dentes dos fósseis, os investigadores concluíram que estes seriam pequenos primatas, pensando entre 113 a 796 gramas – tamanho semelhante aos lémures.

“Os dentes podem dizer-nos muito sobre a história evolutiva e dão-nos uma noção sobre o tamanho e a dieta alimentar do primata extinto”, explicou Kurt, recordando que o “esmalte é o tecido mais duro do corpo”. E, também por isso, “é mais provável que os dentes se mantenham preservados no registo fóssil”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

921: Encontrado na Rússia crânio completo de estranho animal pré-histórico

CIÊNCIA

(dr) Yuri Orlov Palaeontological Museum
O crânio do wetlugasaurus encontrado em Samara, na Rússia

Os investigadores nunca pensaram que, num simples pedaço de rocha, iam fazer uma descoberta com um significado tão importante. 

Investigadores da Universidade Estatal Técnica de Samara, na Rússia, descobriram o crânio mais completo alguma vez encontrado de um wetlugasaurus, um estranho animal pré-histórico.

Trata-se de um género extinto do anfíbio Temnospondyli, que viveu no planeta Terra durante o Triássico Inferior, ou seja, entre 247 e 252 milhões de anos atrás. Tinha um crânio de 22 centímetros de comprimento e alcançava um comprimento total de um metro.

Inicialmente, os arqueólogos pensaram que os ossos salientes, encontrados num pedaço de rocha no sudeste da região russa de Samara, no passado mês de Junho, não era muito valioso.

Nobu Tamura / Wikimedia
Wetlugasaurus angustifrons

No entanto, uma investigação mais detalhada, com a ajuda de paleontólogos da Academia de Ciências da Rússia, mostrou que se tratava do crânio mais completo já encontrado desta criatura com dentes e orifícios nasais posteriores.

“Esta notícia foi completamente inesperada para nós”, admitiu a investigadora russa Aliona Mórova aos media russos.

Os restos deste animal foram encontrados pela primeira vez nas margens do rio Vetluga, nos anos 1920.

ZAP // RT / Sputnik News

Por ZAP
27 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto inicial)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

905: Os nossos antepassados não comiam açúcar (e também tinham problemas nos dentes)

(dr) Ian Towle / Liverpool John Moores University
Dentes danificados do Australopithecus africanus

Embora a erosão dentária e as cáries nos pareçam problemas nos dentes bastante actuais, a verdade é que até os nossos antepassados sofreram com isso.

Nos dias de hoje, a erosão dentária é um dos problemas mais comuns quando falamos de problemas nos dentes. Bebidas com gás e produtos açucarados são geralmente os culpados, assim como a forma como fazemos a nossa higiene dentária.

Embora isto pareça um problema de saúde actual, uma investigação levada a cabo pelo antropólogo Ian Towle, da Liverpool John Moores University, mostra que, afinal, os seres humanos já lidam com este tipo de problema há milhões de anos.

De acordo com o Science Alert, a equipa de investigadores descobriu lesões notavelmente semelhantes às causadas pela erosão dentária actual em dois dentes da frente, com 2,5 milhões de anos, de um dos nossos antepassados: Australopithecus africanus.

Dado o tamanho e a posição das lesões, este nosso antepassado provavelmente também teve dores de dentes e sensibilidade dentária. Mas, afinal, qual será a explicação, uma vez que este indivíduo teve uma alimentação bastante diferente da que fazemos actualmente?

Segundo Towle, a erosão dentária de hoje em dia não é só influenciada pelas bebidas e comida que ingerimos, mas também frequentemente associada a uma forma agressiva de escovar os dentes. O Australopithecus africanus provavelmente também sofreu o mesmo problema por comer alimentos duros e fibrosos.

Para as lesões se formarem nos dentes analisados, este humanos teve uma dieta rica em alimentos ácidos. Mas, em vez das bebidas gaseificadas como no nosso caso, é bastante provável que tenha chegado até si na forma de frutas cítricas e vegetais ácidos.

Um desses exemplos são os tubérculos, ou seja, batatas e outros relacionados, que são duros de comer e, surpreendentemente, alguns são também ácidos, podendo ser uma das causas destas lesões.

Além disso, outro tipo de problema comum nos dias de hoje – as famosas cáries – também já foram encontradas com frequência em dentes fossilizados. Enquanto que no nosso caso está relacionado com os produtos açucarados, nos antepassados isso provavelmente acontecia por causa de certos tipos de fruta e vegetação, bem como o mel.

Para além da alimentação, a erosão dentária também pode ser causada por esfregar repetidamente ou segurar um objecto duro contra os dentes (caso disso é o erro de roer as unhas, fumar cachimbo ou segurar agulhas de costura entre os dentes).

Essas actividades normalmente levam anos para formar buracos perceptíveis nos dentes, por isso, quando estes são encontrados em dentes fossilizados, podem oferecer informações fascinantes sobre o comportamento e a cultura dos nossos antepassados.

Os melhores exemplos desse tipo de desgaste dentário pré-histórico são “ranhuras de palito”, que se pensa serem causadas pela colocação repetida de um objecto na boca, geralmente nas falhas entre os dentes posteriores.

A presença de arranhões microscópicos à volta desses buracos sugere que são exemplos da higiene dentária pré-histórica, em que o indivíduo usou instrumentos de pau ou outros para retirar restos de comida.

Alguns desses buracos são encontrados nos mesmos dentes que as cáries e outros problemas dentários, sugerindo que também podem ser sinais das pessoas a tentar aliviar as dores de dentes.

No entanto, essas lesões foram encontradas em várias espécies de hominídeos, incluindo humanos pré-históricos e neandertais, mas apenas nas espécies mais próximas a nós, não nos nossos ancestrais mais antigos.

Investigações futuras vão conseguir provar que este tipo de lesões nos nossos ancestrais era mais comum do que se pensava e, finalmente, poderão dar-nos mais informações sobre a dieta e as práticas culturais dos nossos parentes distantes, conclui Towle.

ZAP //

Por ZAP
23 Agosto, 2018

(Fora corrigidos 7 erros ortográficos ao texto original)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

813: Romeu e Julieta? Arqueólogos encontram esqueletos “em conchinha” num túmulo com 5.000 anos

(dr) Karaganda Gov

Um casal com 5.000 anos foi encontrado sepultado lado a lado e “em conchinha”, na região de Karaganda, no Cazaquistão. Junto das ossadas do casal, os arqueólogos encontraram os esqueletos de dois cavalos a puxar uma carruagem.

Um grupo de arqueólogos descobriu as ossadas de um casal que foi enterrado há cerca de cinco mil anos, numa sepultura em Karaganda, no Cazaquistão.

Este terno casal está a ser comparado com Romeu e Julieta, isto porque as ossadas foram encontradas lado a lado, na posição fetal. Além disso, foram também encontrados alguns objectos: ele estava armado com setas e um punhal e ela tinha uma pulseira verde com pedras semi-preciosas.

De acordo com o Mirror, um deles terá cometido suicídio ou sofrido assassinato para que tivessem sido enterrados juntos. Os arqueólogos levantam ainda a hipótese de terem morrido simultaneamente e por coincidência, tendo sido elegidos, por meio de algum ritual, para serem amantes numa outra vida.

Ao lado da sepultura do casal, os arqueólogos encontraram uma outra com dois cavalos, que acreditam terem sido sacrificados para o ritual do enterro. Estes animais puxam uma carruagem da Idade do Bronze, em direcção à vida no Além, explicam os especialistas. Ao lado destas duas campas foi encontrada uma terceira sepultura vandalizada onde, mais uma vez, aparecia um casal lado a lado.

O Diário de Notícias adianta que esta não é a primeira vez que casais deste período aparecem em campas juntos, o que leva a questionar qual o motivo que fazia com que os casais da pré-história fossem sepultados “em conchinha”.

Ao Daily Mail, Igor Kukushkin, responsável pelas escavações, disse que “casais sepultados desta forma não são uma raridade na zona, mas a questão de como a segunda pessoa se juntou ao primeiro que morreu é ainda uma incógnita”.

“Terá a mulher – ou o homem – sido morta para garantir que seguia a sua metade? Eram este homem e esta mulher casados em vida? Ou homens e mulheres que não estavam relacionados eram tornados num casal porque morriam ao mesmo tempo?”, questiona.

Os arqueólogos defendem que será necessária uma investigação mais detalhada para concluir se estes casais se tratavam de marido e mulher, amantes ou simplesmente pessoas, sem qualquer tipo de relação, que faleceram ao mesmo tempo.

ZAP // RT

Por ZAP
31 Julho, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=cd336091_1533027037994]