2468: Criança encontra dente gigante de mamute com 12 mil anos

CIÊNCIA

tyleringram / Flickr

Jackson Hepner, de 12 anos, encontrou um dente gigante de mamute lanoso enquanto passava férias com a sua família no estado norte-americano de Ohio.

Foi em Junho passado que a criança encontrou o dente, no condado de Holmes. Enquanto passeava pelo canal Honey Run e tirava fotografias com a sua família, Jackson encontrou um objecto que lhe cativou a atenção.

Depois de remover a lama que o cobria parcialmente, encontrou um dente enorme de um mamute. Estima-se que o achado tenha mais de 12 mil anos.

“Encontrei o dente de mamute a cerca de 9 metros da ponte onde tiramos algumas fotografias da família. Foi parcialmente enterrado (…) e estava fora da água no leito do rio”, escreveu a criança, numa carta divulgada pelo hotel onde a família se hospedou.

O achado de Jackson foi avaliado por cientistas do Geological Museum da Ohio State University, que concluíram que se trata de um terceiro molar superior de um mamute lanoso, uma vez que o dente tem sulcos marginais como os mamutes tinham para mastigar ervas e sementes que faziam parte da sua dieta.

O especialista Dale Gnidovec, do mesmo museu, estima que estes animais tenham vivido neste território em Ohio há cerca de 12.000 anos.

Jackson espera voltar a ter o enorme dente em mãos novamente. “Quero mostrá-lo aos meus amigos”, escreveu na mesma carta divulgada pela unidade hoteleira.

ZAP //

Por ZAP
18 Agosto, 2019

 

2127: Humanos pré-históricos enfrentaram mudanças climáticas (e este jogo mostra como)

CIÊNCIA

Viktor Vasnetsov (1848–1926)

Investigadores desenvolveram através da tecnologia de videojogos um cenário pré-histórico em que os participantes se viam obrigados a lidar com as mudanças climáticas, de forma a perceberem como pode ter afectado os humanos pré-históricos.

Como é que as mudanças climáticas irão reconstruir o mundo no século 21? Seremos capazes de nos adaptar e sobreviver? Tal como acontece com muitas coisas, o passado é um bom guia para o futuro. Os seres humanos vivenciaram mudanças climáticas no passado, que transformaram o ambiente — estudar a sua resposta pode responder ao nosso próprio destino.

Populações e culturas humanas morreram e foram substituídas em toda a Euroásia durante os últimos 500 mil anos. Como e por que uma população pré-histórica deslocou outra não é claro, mas esses humanos foram expostos a mudanças climáticas que mudaram o seu ambiente natural.

Os investigadores concentraram-se na região em torno de Lyon, em França, e imaginaram como os caçadores da Idade da Pedra, de há 30 mil e 50 mil anos atrás, se teriam safado à medida que o mundo ao seu redor mudava.

Aqui, como em outras partes da Euroásia, durante períodos mais frios, o ambiente teria mudado para a vegetação semelhante a uma tundra — vastos e abertos habitats que podem ter sido os mais adequados para caçar presas. Quando o clima aqueceu por alguns séculos, as árvores espalharam-se — criando bosques densos que favoreceram métodos de caça que envolvessem emboscadas.

Como estas mudanças afectaram o comportamento de caça de uma população poderá ter decidido se elas prosperaram, foram forçadas a migrar ou até mesmo morreram. A capacidade dos caçadores-colectores de detectar presas a diferentes distâncias e em ambientes diferentes teria decidido quem dominou e quem foi desalojado.

Além de construir uma máquina do tempo, descobrir como as pessoas pré-históricas responderam às mudanças climáticas só seria possível recriando os seus mundos como ambientes virtuais. Assim, os investigadores poderiam controlar a mistura e a densidade da vegetação e recrutar humanos modernos para explorá-los e ver como eles se sairiam ao encontrar as presas.

Sobreviver na Idade da Pedra virtual

Os investigadores criaram um ambiente de videojogo e pediram aos voluntários que encontrassem veados-vermelhos. O mundo que exploraram mudava para arbustos e pastagens enquanto o clima arrefecia e para uma floresta densa quando aquecia.

Os participantes conseguiram identificar o veado-vermelho a uma distância maior na pastagem do que na floresta, quando a densidade da vegetação era a mesma. À medida que a vegetação ficava mais espessa, eles esforçavam-se mais para detectar presas a distâncias maiores em ambos os ambientes.

(dr) Peter Allen e John Stewart

Os povos pré-históricos teriam enfrentado desafios semelhantes com o aquecimento do clima, mas há um padrão interessante que nos diz algo sobre as respostas humanas à mudança. Apenas quando a paisagem ficou com mais de 30% arborizada é que os participantes foram significativamente menos capazes de localizar veados a distâncias maiores.

Este foi provavelmente o momento crítico em que populações antigas foram forçadas a mudar hábitos de caça, a mudarem-se para áreas mais favoráveis às suas técnicas existentes, ou enfrentar a extinção local.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
6 Junho, 2019



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1345: Petroglifos antigos revelam mapas estelares dos humanos pré-históricos

CIÊNCIA

Alistair Coombs

Algumas dos mais antigos petroglifos do Mundo revelam que os humanos pré-históricos tinham conhecimentos relativamente avançados sobre astronomia.

As obras de arte, em locais de toda a Europa, não são apenas representações de animais selvagens, como se pensava anteriormente. Em vez disso, os símbolos animais representam constelações estelares no céu nocturno e são usados ​​para representar datas e marcar eventos como chuvas de meteoros.

Estas pinturas revelam que, talvez há 40 mil anos, os humanos controlavam o tempo, usando o conhecimento de como a posição das estrelas lentamente muda ao longo de milhares de anos.

As descobertas, publicadas a 2 de Novembro na revista Athens Journal of History, sugerem que os povos antigos entendiam o efeito causado pela mudança gradual do eixo rotacional da Terra. O crédito da descoberta desse fenómeno, chamada de precessão axial, foi anteriormente dado aos antigos gregos.

A arte rupestre indica que as percepções astronómicas dos povos antigos eram muito maiores do que se acreditava. O seu conhecimento pode ter ajudado a navegação em mar aberto, o que poderá ter implicações na compreensão actual da migração humana pré-histórica.

Investigadores das Universidades de Edimburgo e Kent estudaram detalhes da arte paleolítica e neolítica com símbolos de animais em locais na Turquia, Espanha, França e Alemanha. Em todos os locais notaram que o mesmo método de manutenção de dados era sempre o mesmo: baseado em astronomia sofisticada. Isto é relevante uma vez que a arte aparece separada no tempo por dezenas de milhares de anos.

Os arqueólogos clarificaram descobertas anteriores de um estudo de esculturas de pedra num desses locais – Gobekli Tepe na Turquia moderna – que é interpretado como um memorial a um devastador ataque de meteoros por volta de 11 mil a.C. Acreditava-se que este fenómeno tenha iniciado uma pequena era do gelo conhecida como o período Younger Dryas.

Também descodificaram o que provavelmente é a mais antiga obra de arte conhecida – a cena de Lascaux em França. A pintura, que mostra um homem a morrer e vários animais, pode homenagear outro ataque de cometas por volta de 15.200 a.C.

A equipa de investigação confirmou as suas descobertas ao comparar a idade de muitos exemplos de arte rupestre – conhecidos a partir da datação química das tintas usadas – com as posições das estrelas nos tempos antigos, como previsto por softwares sofisticados.

Para os autores, estas descobertas suportam a teoria de múltiplos impactos de meteoros durante o desenvolvimento humano na Terra e irá, provavelmente, revolucionar a forma como as populações pré-históricas são vistas.

ZAP // EurekAlert!

Por ZAP
29 Novembro, 2018

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942: Descobertas três novas espécies de primatas extintas há 40 milhões de anos

CIÊNCIA

Os primatas seriam de pequenas dimensões, não chegando a pesar 1 quilo

Paleontólogos da Universidade do Texas, em Austin, identificaram três novas espécies de primatas que pesavam menos de um quilo e viveram há 42 ou 46 milhões de anos no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica.

As três novas espécies descritas – Ekwiiyemakius walshi, Gunnelltarsius randalli e Brontomomys cerutti – pertencem à Omomyinae, uma subfamília dos primatas primitivos, de acordo com o estudo publicado na semana passada no Journal of Human Evolution. 

Os fósseis que levaram à identificação das espécies foram encontrados na Friars Formation, uma formação geológica localizada no sul da Califórnia que, na época, exibia vastos bosques tropicais, revela a Europa Press.

Desde da década de 1930, vários fósseis de primatas foram descobertos em arenitos e pedras argilosas que compõem a formação geológica no Condado de San Diego.

O paleontólogo Stephen Walsh e a equipa do Museu de História Natural de San Diego (SDNHM) construíram uma grande colecção de primatas fósseis da área, mas Walsh foi incapaz de descrever estes espécimes antes da sua morte, em 2007.

Uma década depois, Amy Atwater, estudante da Universidade de Austin, e o professor de antropologia Chris Kirk aceitaram o desafio e concluíram o trabalho iniciado por Walsh, descrevendo e nomeando os três primatas até agora desconhecidos.

Com a descoberta o número de primatas omomyne do Eoceno encontrados na formação de San Diego sobe de 15 para 18.

“Acrescentar estes três primatas fornece uma melhor compreensão sobre a diversidade dos primatas no Médio Eoceno”, explicou Atwater.

“Pesquisas anteriores nas bacias de Rocky Mountains sugeriam que a diversidade de primatas tinha diminuído durante este período contudo, nos defendemos que a diversidade aumentou simultaneamente noutros lugares”, sustentou a investigadora.

Através da análise dos dentes dos fósseis, os investigadores concluíram que estes seriam pequenos primatas, pensando entre 113 a 796 gramas – tamanho semelhante aos lémures.

“Os dentes podem dizer-nos muito sobre a história evolutiva e dão-nos uma noção sobre o tamanho e a dieta alimentar do primata extinto”, explicou Kurt, recordando que o “esmalte é o tecido mais duro do corpo”. E, também por isso, “é mais provável que os dentes se mantenham preservados no registo fóssil”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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921: Encontrado na Rússia crânio completo de estranho animal pré-histórico

CIÊNCIA

(dr) Yuri Orlov Palaeontological Museum
O crânio do wetlugasaurus encontrado em Samara, na Rússia

Os investigadores nunca pensaram que, num simples pedaço de rocha, iam fazer uma descoberta com um significado tão importante. 

Investigadores da Universidade Estatal Técnica de Samara, na Rússia, descobriram o crânio mais completo alguma vez encontrado de um wetlugasaurus, um estranho animal pré-histórico.

Trata-se de um género extinto do anfíbio Temnospondyli, que viveu no planeta Terra durante o Triássico Inferior, ou seja, entre 247 e 252 milhões de anos atrás. Tinha um crânio de 22 centímetros de comprimento e alcançava um comprimento total de um metro.

Inicialmente, os arqueólogos pensaram que os ossos salientes, encontrados num pedaço de rocha no sudeste da região russa de Samara, no passado mês de Junho, não era muito valioso.

Nobu Tamura / Wikimedia
Wetlugasaurus angustifrons

No entanto, uma investigação mais detalhada, com a ajuda de paleontólogos da Academia de Ciências da Rússia, mostrou que se tratava do crânio mais completo já encontrado desta criatura com dentes e orifícios nasais posteriores.

“Esta notícia foi completamente inesperada para nós”, admitiu a investigadora russa Aliona Mórova aos media russos.

Os restos deste animal foram encontrados pela primeira vez nas margens do rio Vetluga, nos anos 1920.

ZAP // RT / Sputnik News

Por ZAP
27 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto inicial)

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905: Os nossos antepassados não comiam açúcar (e também tinham problemas nos dentes)

(dr) Ian Towle / Liverpool John Moores University
Dentes danificados do Australopithecus africanus

Embora a erosão dentária e as cáries nos pareçam problemas nos dentes bastante actuais, a verdade é que até os nossos antepassados sofreram com isso.

Nos dias de hoje, a erosão dentária é um dos problemas mais comuns quando falamos de problemas nos dentes. Bebidas com gás e produtos açucarados são geralmente os culpados, assim como a forma como fazemos a nossa higiene dentária.

Embora isto pareça um problema de saúde actual, uma investigação levada a cabo pelo antropólogo Ian Towle, da Liverpool John Moores University, mostra que, afinal, os seres humanos já lidam com este tipo de problema há milhões de anos.

De acordo com o Science Alert, a equipa de investigadores descobriu lesões notavelmente semelhantes às causadas pela erosão dentária actual em dois dentes da frente, com 2,5 milhões de anos, de um dos nossos antepassados: Australopithecus africanus.

Dado o tamanho e a posição das lesões, este nosso antepassado provavelmente também teve dores de dentes e sensibilidade dentária. Mas, afinal, qual será a explicação, uma vez que este indivíduo teve uma alimentação bastante diferente da que fazemos actualmente?

Segundo Towle, a erosão dentária de hoje em dia não é só influenciada pelas bebidas e comida que ingerimos, mas também frequentemente associada a uma forma agressiva de escovar os dentes. O Australopithecus africanus provavelmente também sofreu o mesmo problema por comer alimentos duros e fibrosos.

Para as lesões se formarem nos dentes analisados, este humanos teve uma dieta rica em alimentos ácidos. Mas, em vez das bebidas gaseificadas como no nosso caso, é bastante provável que tenha chegado até si na forma de frutas cítricas e vegetais ácidos.

Um desses exemplos são os tubérculos, ou seja, batatas e outros relacionados, que são duros de comer e, surpreendentemente, alguns são também ácidos, podendo ser uma das causas destas lesões.

Além disso, outro tipo de problema comum nos dias de hoje – as famosas cáries – também já foram encontradas com frequência em dentes fossilizados. Enquanto que no nosso caso está relacionado com os produtos açucarados, nos antepassados isso provavelmente acontecia por causa de certos tipos de fruta e vegetação, bem como o mel.

Para além da alimentação, a erosão dentária também pode ser causada por esfregar repetidamente ou segurar um objecto duro contra os dentes (caso disso é o erro de roer as unhas, fumar cachimbo ou segurar agulhas de costura entre os dentes).

Essas actividades normalmente levam anos para formar buracos perceptíveis nos dentes, por isso, quando estes são encontrados em dentes fossilizados, podem oferecer informações fascinantes sobre o comportamento e a cultura dos nossos antepassados.

Os melhores exemplos desse tipo de desgaste dentário pré-histórico são “ranhuras de palito”, que se pensa serem causadas pela colocação repetida de um objecto na boca, geralmente nas falhas entre os dentes posteriores.

A presença de arranhões microscópicos à volta desses buracos sugere que são exemplos da higiene dentária pré-histórica, em que o indivíduo usou instrumentos de pau ou outros para retirar restos de comida.

Alguns desses buracos são encontrados nos mesmos dentes que as cáries e outros problemas dentários, sugerindo que também podem ser sinais das pessoas a tentar aliviar as dores de dentes.

No entanto, essas lesões foram encontradas em várias espécies de hominídeos, incluindo humanos pré-históricos e neandertais, mas apenas nas espécies mais próximas a nós, não nos nossos ancestrais mais antigos.

Investigações futuras vão conseguir provar que este tipo de lesões nos nossos ancestrais era mais comum do que se pensava e, finalmente, poderão dar-nos mais informações sobre a dieta e as práticas culturais dos nossos parentes distantes, conclui Towle.

ZAP //

Por ZAP
23 Agosto, 2018

(Fora corrigidos 7 erros ortográficos ao texto original)

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813: Romeu e Julieta? Arqueólogos encontram esqueletos “em conchinha” num túmulo com 5.000 anos

(dr) Karaganda Gov

Um casal com 5.000 anos foi encontrado sepultado lado a lado e “em conchinha”, na região de Karaganda, no Cazaquistão. Junto das ossadas do casal, os arqueólogos encontraram os esqueletos de dois cavalos a puxar uma carruagem.

Um grupo de arqueólogos descobriu as ossadas de um casal que foi enterrado há cerca de cinco mil anos, numa sepultura em Karaganda, no Cazaquistão.

Este terno casal está a ser comparado com Romeu e Julieta, isto porque as ossadas foram encontradas lado a lado, na posição fetal. Além disso, foram também encontrados alguns objectos: ele estava armado com setas e um punhal e ela tinha uma pulseira verde com pedras semi-preciosas.

De acordo com o Mirror, um deles terá cometido suicídio ou sofrido assassinato para que tivessem sido enterrados juntos. Os arqueólogos levantam ainda a hipótese de terem morrido simultaneamente e por coincidência, tendo sido elegidos, por meio de algum ritual, para serem amantes numa outra vida.

Ao lado da sepultura do casal, os arqueólogos encontraram uma outra com dois cavalos, que acreditam terem sido sacrificados para o ritual do enterro. Estes animais puxam uma carruagem da Idade do Bronze, em direcção à vida no Além, explicam os especialistas. Ao lado destas duas campas foi encontrada uma terceira sepultura vandalizada onde, mais uma vez, aparecia um casal lado a lado.

O Diário de Notícias adianta que esta não é a primeira vez que casais deste período aparecem em campas juntos, o que leva a questionar qual o motivo que fazia com que os casais da pré-história fossem sepultados “em conchinha”.

Ao Daily Mail, Igor Kukushkin, responsável pelas escavações, disse que “casais sepultados desta forma não são uma raridade na zona, mas a questão de como a segunda pessoa se juntou ao primeiro que morreu é ainda uma incógnita”.

“Terá a mulher – ou o homem – sido morta para garantir que seguia a sua metade? Eram este homem e esta mulher casados em vida? Ou homens e mulheres que não estavam relacionados eram tornados num casal porque morriam ao mesmo tempo?”, questiona.

Os arqueólogos defendem que será necessária uma investigação mais detalhada para concluir se estes casais se tratavam de marido e mulher, amantes ou simplesmente pessoas, sem qualquer tipo de relação, que faleceram ao mesmo tempo.

ZAP // RT

Por ZAP
31 Julho, 2018

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