49: Os novos planos de Elon Musk para colonizar Marte

Elon Musk apresentou novos planos para colonizar Marte durante o “International Astronautical Congress” em Adelaide, na Austrália. Sem dúvida, a visão de Elon Musk é bastante ambiciosa, mas vindo do CEO da SpaceX qualquer coisa é possível.

Além de Marte, que já estava nos planos da Space X, Musk ainda quer revolucionar os transportes pelo mundo, através do espaço!

Elon Musk está disposto a sacrificar a frota de veículos que a SpaceX já dispõe para que a sua visão possa seguir em frente. No centro do seu plano encontra-se uma versão actualizada do Sistema de Transporte Interplanetáro, conhecido por BFR (“Big Fucking Rocket”). Para que seja possível financiar o BFR, todos os outros veículos da SpaceX (Falcon 9, Falcon Heavy e o Dragon Spacecraft) serão esquecidos.

O Big Fucking Rocket

O novo BFR é mais pequeno do que aquilo que se esperava mas poderá ter outras aplicações para além de transporte interplanetário. De acordo com Elon Musk, o veículo da SpaceX apresentado recentemente será capaz de transportar mais de 100 passageiros.

Além disso, Musk pretende colocar 31 motores de propulsão no BFR, proporcionando um enorme poder de descolagem. Sem dúvida, o suficiente para tirar o veículo carregado com 150 toneladas de carga da órbita da Terra.

Londres – Nova Iorque em 29 minutos…

O plano de Musk não se fica por aqui. A parte mais entusiasmante reside no facto de que o CEO da SpaceX pretende utilizar este novo foguetão para realizar conexões entre dois pontos quaisquer na Terra em menos de uma hora. Imagine: Londres – Nova Iorque em menos de 30 minutos…

Com uma velocidade máxima de 27000 Km/h, Musk pretende que o BFR se torne num excelente meio de transporte e que possa ser utilizado para várias actividades. Sendo capaz de efectuar vários lançamentos num curso espaço de tempo, espera-se que os custos de cada missão e de manutenção possam ser reduzidos de forma acentuada.

O ambicioso calendário de Elon Musk

Em 2022, Elon Musk pretende enviar para Marte dois veículos que apenas transportarão carga. Assim, esta missão terá como objectivo colocar electricidade e infra-estruturas que servirão para futuras missões. Para além disso, Musk pretende tentar encontrar água e outros obstáculos que possam condicionar a estadia de seres humanos no planeta vermelho.

Mas 2024 promete ser o grande ano. Neste ano, Elon Musk pretende enviar dois foguetões para Marte com Homens começando assim o processo de colonização. Esta segunda missão terá também como objectivo estabelecer uma produção de combustível em Marte. Este último ponto é algo crucial para assegurar as viagens de regresso e as necessidades locais.

Os planos de Elon Musk são, no mínimo, ambiciosos. A empresa espera terminar dois BFR em 2022 e o seu desenvolvimento já se encontra em curso. Sem dúvida o sonho de colonizar Marte de Elon Musk continua bem vivo. Faltam apenas uns anos para que Marte esteja ao nosso alcance?

Por Tomás Santiago para Pplware.com
MARIA INÊS COELHO · 02 OUT 2017

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33: Astrónomos encontram surpresa escondida na “noite” de Vénus

Vénus não é de todo o lugar mais convidativo para “se visitar” no Sistema Solar. O seu calor abrasador e a sua atmosfera corrosiva, fazem deste planeta um inferno tóxico. Se lá for, certifique-se que volta antes de anoitecer.

Vénus é o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância a partir do Sol, orbitando-o a cada 224,7 dias. Sabe-se muitas coisas deste planeta, contudo os astrónomos acabaram de encontrar uma surpresa escondida no seu misterioso lado nocturno.

Feita uma nova e mais pormenorizada análise ao misterioso lado nocturno de Vénus – a metade escura imperceptível que se afasta do Sol – revelou, com surpresa, que a atmosfera do planeta e as intensas ventanias são ainda mais caóticas quando o planeta está escondido nas sombras.

Esta é a primeira vez que conseguimos avaliar como a atmosfera circula no lado nocturno de Vénus numa escala global. Embora a circulação atmosférica no dia do planeta tenha sido amplamente explorada, ainda havia muito a descobrir sobre o seu lado nocturno.

Referiu o astrofísico Javier Peralta, da Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA).

Noites que duram 243 dias terrestres

Este misterioso momento da noite foi ainda mais intrigante devido à sua considerável extensão. Isto porque Vénus gira apenas uma vez a cada 243 dias terrestres – um período de rotação mais lento que qualquer planeta no nosso Sistema Solar – e há muitas informações que desconhecemos sobre o que acontece com o clima quando o Sol se põe, uma espécie de noite que dura um longo tempo.

Para descobrir o mistério, a equipa de Peralta olhou para a escuridão venusiana recorrendo a um Espectrómetro de Imagem Térmica Visível e Infravermelho (VIRTIS), instalado na nave espacial Vénus Express, da ESA, que orbitou o planeta entre 2006 e 2014.

A atmosfera de Vénus é dominada por fortes ventos que se arrastam ao seu redor, até 60 vezes mais rápidos do que a rotação do próprio planeta. Esse fenómeno é chamado de “super rotação”, que os cientistas observaram ao monitorizar o movimento de nuvens brilhantes flutuando acima do planeta.

Passamos décadas a estudar esses ventos super rotativos ao acompanhar como as nuvens superiores se movem durante o dia – estas são claramente visíveis nas imagens adquiridas via luz ultravioleta. No entanto, os nossos modelos de Vénus permanecem incapazes de reproduzir esta super rotação, o que indica claramente que talvez faltem algumas peças deste quebra-cabeça referiu Peralta.

VIRTIS trouxe imagens nunca vistas de Vénus

As emissões térmicas haviam sugerido, anteriormente, o movimento das nuvens mais altas na atmosfera de Vénus. Quanto ao que ocorria debaixo do dossel da nuvem, os cientistas não tinham conhecimento. Foi então, graças à Vénus Express, que agora há uma imagem mais clara.

O VIRTIS permitiu-nos observar essas nuvens com clareza pela primeira vez, permitindo-nos explorar o que as equipas anteriores não poderiam. Com isso, descobrimos resultados inesperados e surpreendentes.

Disse o astrónomo responsável por estas novas análises ao planeta.

Os modelos existentes da atmosfera previram que a super rotação ocorreu, em grande parte, da mesma forma nos lados do dia e da noite do planeta, mas a nova perspectiva infravermelha mostra que os ventos venusianos giratórios são realmente mais irregulares e caóticos quando o planeta se esconde do Sol.

A pesquisa da equipa mostra que o lado da noite produz nuvens volumosas, onduladas e irregulares em padrões de filamentos que não são observados no lado soalheiro. A equipa acredita que um fenómeno chamado de ondas estacionárias seja o responsável pelo efeito.

As ondas estacionárias são provavelmente o que chamaríamos de ondas de gravidade, ou seja, variações crescentes geradas em regiões mais baixas na atmosfera de Vénus, que parecem não se mover junto à rotação do planeta.

Disse um dos investigadores, Agustin Sánchez-Lavega, da Universidade do País Basco, na Espanha.

Essas ondas estão concentradas em áreas íngremes e montanhosas do planeta, o que sugere que a sua topografia está a afectar o que se desenrola bem acima nas nuvens.

Um inferno tóxico

Na verdade, não é a primeira vez que essas ondas gravitacionais foram observadas em Vénus, mas os novos dados sugerem que o fenómeno não se restringe exclusivamente às regiões elevadas do planeta, como as suas montanhas. No estudo, a VIRTIS observou áreas no hemisfério sul de Vénus, que geralmente é baixo em elevação. A equipa diz que as ondas de gravidade ainda influenciam os movimentos atmosféricos. Estranhamente, contudo, não houve evidência dessas movimentações nos níveis mais baixos da nuvem, a até 50 quilómetros acima da superfície.

Quanto ao motivo, a equipa continua sem certezas. Parece que, enquanto conquistamos melhores olhares das sombras, Vénus definitivamente ainda não desistiu de manter guardados todos os seus segredos.

Nós esperávamos encontrar essas ondas nos níveis mais baixos porque as vemos nas regiões superiores e pensamos que elas surgiram a partir da nuvem da superfície. É um resultado inesperado, com certeza, e todos precisamos rever os nossos modelos de Vénus para explorar o seu significado.

Concluiu um dos integrantes da equipa, Ricardo Hueso, da Universidade do País Basco, na Espanha.

As descobertas foram relatadas na Nature Astronomy.

Via

pplware
Vitor M
23/09/2017

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