3803: Portugal Space promove inquérito para avaliar o peso do sector espacial no país

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A Portugal Space vai fazer um inquérito às empresas e organizações do sector para avaliar de forma mais precisa a “dimensão, relevância e peso económico” da área espacial no país.

A Portugal Space vai fazer um inquérito às empresas e organizações do sector para avaliar de forma mais precisa a “dimensão, relevância e peso económico” da área espacial no país, informou esta sexta-feira a agência.

Os dados recolhidos no inquérito vão permitir actualizar o Catálogo Espacial Português, documento com edição impressa e digital, no qual se pretende traçar o perfil das empresas e instituições de investigação que operam no sector espacial em Portugal, apresentando os seus produtos, serviços, aplicações, tecnologias e projectos de inovação e desenvolvimento.

O inquérito tem início esta sexta-feira e pode ser respondido até 6 de Julho, na página na Internet da Portugal Space, informou a agência num comunicado enviado à agência Lusa.

O levantamento, destinado a empresas e centros de investigação com ligações ao espaço, vai incidir em aspectos como o número de trabalhadores e a composição das equipas, produtos que desenvolvem, os projectos espaciais em que estão envolvidos ou a situação financeira, nomeadamente o volume de facturação, clientes e financiamento recebido de fontes nacionais e internacionais.

Segundo a gestora de Projectos e Relações Industriais da Portugal Space, Marta Gonçalves, o Catálogo Espacial Português é “uma ferramenta essencial na dinamização do ecossistema espacial português nacional e internacionalmente”.

A intenção é que o documento sirva como instrumento de trabalho para profissionais dentro e fora do país, públicos e privados, ajudando-os a identificar potenciais parceiros portugueses para actividades espaciais.

“A revisão do Catálogo Espacial Português visa actualizar a versão 2013, que não reflete a evolução verificada nos últimos anos em termos de dimensão e relevância do sector espacial nacional”, adianta Joan Alabart que, na agência espacial portuguesa, é um dos responsáveis pela aproximação entre agentes espaciais e não espaciais.

A Portugal Space explica que a área espacial tem uma dimensão e importância desconhecida para a maioria do público.

O catálogo visa também aproximar o sector às empresas e outros organismos, com vista ao “desenvolvimento de produtos de interesse socioeconómico”, acrescenta o comunicado.

Observador
Agência Lusa
06 Jun 2020, 00:15

 

spacenews

 

1679: Criação da agência espacial portuguesa Portugal Space aprovada pelo Governo

(CC0/PD) pxhere

O Governo aprovou na quinta-feira a criação da agência espacial portuguesa Portugal Space, com sede na ilha açoriana de Santa Maria e com instalações em Lisboa e noutros locais do país, que o ministro da Ciência prometeu estar a funcionar este mês.

De acordo com a agência Lusa, os termos para a constituição da Portugal Space foram aprovados em Conselho de Ministros e estão estabelecidos numa resolução que autoriza a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) – onde funciona o Gabinete do Espaço – a associar-se à Agência Nacional de Inovação, a uma entidade da área da Defesa Nacional e a uma outra a indicar pela Região Autónoma dos Açores, com a colaboração da Agência Espacial Europeia (ESA).

Há cerca de uma semana, em declarações à Lusa, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, disse que a Portugal Space iria avançar este mês com a aprovação dos seus estatutos e a indicação do seu director, que será estrangeiro.

Na sede, em Santa Maria, será construída uma base de lançamento de micros-satélites, avançou Manuel Heitor, que, antes, em Dezembro de 2018, também à Lusa, assumiu que a Portugal Space deveria começar a funcionar até Março de 2019.

Na altura, o ministro referiu que uma das missões da Portugal Space será promover “novas actividades e negócios” no sector espacial, em particular na observação da Terra com pequenos satélites, e “facilitar uma maior participação de Portugal nos programas europeus”, da ESA e da União Europeia.

A ideia, acrescentou, é “dinamizar novas indústrias, novas empresas e criar emprego qualificado em Portugal” no lançamento e fabrico de pequenos foguetões e satélites.

ESA

Segundo o ministro, o Estado irá investir, através da FCT, entre 500 mil euros e um milhão de euros para garantir os “custos de operação e arranque” da agência, incluindo a contratação de dez técnicos especializados. O objectivo será “atrair financiamento europeu e das empresas” para suportar o funcionamento da Portugal Space.

Segundo a Lusa, Manuel Heitor espera que a agência espacial potencie a meta nacional de, em 2030, haver mil novos empregos no sector e um investimento das empresas de 400 milhões de euros. Actualmente, a facturação das empresas portuguesas do sector aeroespacial ronda os 40 milhões de euros anuais.

Para o ministro, fará sentido que a sede da Portugal Space, em local na ilha de Santa Maria a definir pelo Governo Regional dos Açores, se situe próximo de instalações onde já funcionam serviços de monitorização de satélites da ESA.

Na ilha de Santa Maria será construído o já anunciado porto espacial para lançamento de micros-satélites, uma iniciativa que partiu do Governo.

Espera-se que os primeiros lançamentos de pequenos satélites se iniciem na primavera ou no verão de 2021, depois de o contrato para a instalação e funcionamento da base ser assinado, em Junho de 2019, com os consórcios ‘vencedores’.

A agência espacial portuguesa, que terá a incumbência de coordenar, em articulação com o Governo Regional dos Açores, o programa de lançamento de pequenos satélites, é um dos pilares da estratégia nacional para o sector do espaço – “Portugal Espaço 2030”.

ZAP, LUSA //

Por TP
8 Março, 2019

E que tal a geringonça “aliviar” os pensionistas de fracos recursos financeiros, da carga descomunal de impostos sobre os seus miseráveis rendimentos, roubando duas mensalidades a quem nem chega aos 650 euros mensais?

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