358: Cientistas querem usar lixo espacial para encontrar alienígenas

paul-vallejo / Flickr

Os astrofísicos propuseram uma ideia invulgar para detectar extraterrestres nas zonas afastadas do universo, que pode acabar por se tornar num grande avanço para a astronomia.

Desde o início da exploração espacial, a humanidade deixou grande quantidade de detritos espaciais que orbitam ao redor da Terra. Entretanto, os cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias encontraram um aspecto positivo da poluição espacial.

Se os cientistas forem capazes de encontrar lixo espacial a orbitar um outro planeta, esse factor pode indicar que o planeta é habitado por uma forma de vida suficientemente inteligente para, pelo menos, lançar satélites.

Entretanto, os cientistas mais cépticos apontam uma falha importante nessa teoria.

A distâncias tão longas, os satélites naturais de planetas, tais como pequenas luas ou cinturões de asteróides, podem se parecer muito com lixo espacial deixado por civilizações avançadas.

Hector Socas-Navarro, professor do Instituto de Astrofísica das Canárias, por sua vez, declarou que observações posteriores permitirão aos astrónomos distinguir um do outro.

Os astrónomos, que geralmente utilizam o “método de trânsito” – em que a luz de uma estrela se torna visível conforme um planeta transita à sua frente para encontrar exoplanetas -, acreditam que o mesmo método pode ser aplicado para a identificação do “lixo espacial” em órbita geoestacionária, possibilitando identificar civilizações alienígenas distantes, segundo o portal último segundo.

Depois disso, os astrónomos procederiam então a observações que visariam distinguir os satélites naturais de exoplanetas do lixo espacial.

Embora pareça difícil detectar um escurecimento mínimo da luz, o astrofísico expõe que os telescópios actuais podem conseguir fazer esses registos, principalmente se houver muito lixo.

Socas-Navarro calcula que se os exoplanetas da TRAPPIST-1 tiverem tantos objectos deixados à superfície como a Terra em 2200, o lixo espacial poderá ser identificado sem muita dificuldade.

“Se descobrirmos a massa e a rotação do planeta, facilmente descobrimos o seu lixo colectivo. A ideia é examinar à volta do corpo celeste, pois é onde os potenciais satélites geoestacionários orbitariam. Com isso, civilizações com uma alta densidade de dispositivos presentes naquele espaço podem ser descobertas, já que a curva de luz na estrela que orbita será exposta”, afirma o astrónomo.

ZAP //

Por ZAP
10 Março, 2018

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