5301: Descobertos antigos assentamentos ligados às “Pirâmides Polacas”

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

(dr)

Uma equipa de arqueólogos identificou antigos assentamentos associados aos construtores dos túmulos megalíticos de Cujávia, na Polónia, também conhecidos como as “Pirâmides Polacas”.

Os túmulos de Cujávia são um aglomerado de túmulos alongados em forma de trapézio com 130 metros de comprimento e foram construídos durante o 4.º milénio a.C.

As Pirâmides Polacas eram estruturas megalíticas construídas na antiga Polónia, cavando o solo e empilhando grandes pedras no topo. Acredita-se que a sua construção obrigou ao trabalho de centenas de operários.

Os investigadores recorreram a um conjunto de técnicas não invasivas para descobrir casas individuais e redes de assentamentos na região, escreve o HeritageDaily.

“Tudo isto permitiu-nos indicar com certeza os lugares onde viviam as pessoas na época em que foram erguidos os túmulos megalíticos. As aldeias eram pequenas – até 10 famílias viviam em cada uma delas e cobriam uma área de 1-1,5 hectares“, explicou Piotr Papiernik, do Museu Arqueológico e Etnográfico em Łódź, na Polónia.

Os arqueólogos sugerem que a localização dos assentamentos está relacionada com os túmulos, já que os habitantes das várias aldeias terão estado envolvidos na construção de cada monumento.

Escavações permitiram encontrar muitos ossos de vacas, porcos, ovelhas e cabras, dando a ideia de que as aldeias se concentravam na pecuária e não na agricultura como meio de subsistência. Um estudo de amostras de pólen recolhidas em antigos leitos de lagos também revelaram um baixo nível de desflorestação para a agricultura.

O próximo passo da equipa de investigadores liderada por Piotr Papiernik é localizar os cemitérios onde era enterrada a elite das aldeias.

Por Daniel Costa
10 Março, 2021


1327: Mamífero herbívoro gigante vagueava com os dinossauros na atual Polónia

CIÊNCIA

Karolina Suchan-Okulska
Ilustração de um Lisowicia bojani

Cientistas descobriram um fóssil que atribuem a um animal herbívoro gigante que viveu na actual Polónia há mais de 200 milhões de anos e foi contemporâneo dos dinossauros.

Os primeiros fósseis foram encontrados em 2005, e mais foram descobertos desde então. Os ossos estavam em depósitos de um rio, juntamente com anfíbios gigantes, dinossauros e outros animais. A equipa também encontrou o que parecem ser pegadas e fezes fossilizadas, que confirmam que era um herbívoro.

O animal, descrito como uma criatura de quatro patas e do tamanho de um elefante, terá pertencido ao mesmo ramo evolutivo dos mamíferos. De acordo com o estudo, publicado a 22 de Novembro na revista Science, o animal parecia um cruzamento entre um rinoceronte e uma tartaruga.

Um dos cientistas, Grzegorz Niedzwiedzki, paleontólogo na universidade sueca de Uppsala, sustenta que o fóssil, designado como “Lisowicia bojani“, desfaz a tese de que os dinossauros eram os únicos grandes herbívoros que existiam no período geológico do Triássico tardio.

O fóssil pertence a um herbívoro ancestral: o primeiro dicinodonte encontrado. O nome dado a este tipo de mamíferos significa “dois dentes de cão”, referindo-se às presas características na mandíbula superior, que se assemelham a caninos em tamanho grande.

Grzegorz Niedzwiedzki / Universidade Uppsala

Além das presas, os dicinodontes eram praticamente desdentados, com um bico como as tartarugas actuais. Fazem parte do grande grupo evolucionário dos sinapsídeos, que inclui os mamíferos ancestrais, e foram alguns dos animais terrestres mais abundantes e diversificados de 270 milhões até cerca de 240 milhões de anos atrás.

“Dicinodontes são uma linhagem irmã à linhagem dos mamíferos, mas não são os seus antepassados”, disse Niedzwiedzki. “São os nossos primos distantes, mas não os nossos antepassados imediatos”.

A equipa reconstruiu grande parte do animal porque o esqueleto está notavelmente intacto. O investigador disse acreditar ter cerca de 70% do esqueleto, o que é bom para ossos com 211 milhões de anos.

ZAP // Lusa / Phys / NewScientist

Por ZAP
24 Novembro, 2018

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493: Jesus Cristo distribui Wi-Fi na Polónia

A Estátua do Cristo Rei na cidade polaca de Swiebodzin tem causado polémica desde a sua inauguração, em 2010. Desta vez, segundo a imprensa local, a estátua serve não apenas para fins religiosos, mas também comerciais.

A escultura do Cristo Rei de Swiebodzin mede 36 metros, sendo actualmente o maior monumento de Jesus Cristo do Mundo. Até o famoso Cristo Redentor do Rio de Janeiro com “apenas” 30 metros de altura, é mais baixo do que o monumento polaco.

No entanto, a estátua religiosa acabou aparentemente por ser usada para fins muito mais mundanos, escreve a edição polaca da Agência Sputnik.  Segundo a imprensa polaca, na coroa dourada na cabeça de Cristo estão escondidos cabos e antenas que servem de aceleradores para distribuir Wi-Fi.

Jornalistas tentaram entrar em contacto com o padre da paróquia na qual se encontra a estátua do Cristo Rei, para lhe pedir que comentasse a situação, mas o clérigo descartou prestar qualquer declaração sobre o assunto, dizendo que não sabe de nada.

Mais tarde, o padre acabaria por explicar que as antenas são apenas um para-raios, reafirmando que não sabe nada sobre “distribuição de Wi-Fi”. O sacerdote acrescentou que a paróquia não assinou nenhum acordo com qualquer fornecedor de Internet nem recebe nenhum benefício económico com a distribuição de sinal Wi-Fi..

Os crentes dividiram-se em relação ao incidente: a maioria condena a ideia, qualificando-a de “comércio da cabeça de Jesus“. Outros não viram nenhum mal na instalação das antenas na estátua. “Juntar o útil ao agradável, agora também entre os católicos. Qual é o problema?”, comentou um utilizador. “Internet dos Céus”, brincou outro.

Não compreendo tanta indignação. Afinal de contas, a figura está a servir para algo bom”, contrapôs mais um utilizador.

O incidente com Cristo, segundo alguns, reflecte a imagem da toda a estrutura da igreja, que faz dinheiro escondendo-se atrás da máscara de Deus. “Eles erguem a estátua mais alta de Jesus da Polónia, ou até mesmo de toda a Europa — precisamente de Jesus, que acreditava que os bens materiais não são o mais importante — e colocam-lhe antenas para receber lucros”, desabafou um dos utilizadores.

Ainda ninguém parece ter realçado que, com antenas a tal altitude, talvez as famosas vozes de burro cheguem finalmente ao céu.

ZAP // Sputnk News / Gizmodo

Por SN
27 Abril, 2018

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