2888: Buraco do ozono no pólo sul em 2019 é o mais pequeno desde há 34 anos

CIÊNCIA

De acordo com a NASA, o buraco na camada de ozono é este ano, perto da região do pólo sul, mais pequeno do que o primeiro que foi descoberto, em 1985.

O buraco na camada de ozono perto do pólo sul é este ano o mais pequeno desde que foi descoberto em 1985, anunciou hoje a agência espacial norte-americana NASA.

Segundo os cientistas, tal deve-se ao anormal tempo quente na Antárctida e não ao esforço de décadas para reduzir o uso de químicos que provocam sazonalmente o buraco na camada de ozono. O ozono existente nas camadas altas da atmosfera protege a vida na Terra da radiação ultravioleta.

Já este outono, o buraco de ozono media em média 9,3 milhões de quilómetros quadrados, menos 16,6 milhões de quilómetros quadrados do que em 1998.

De acordo com a NASA, o buraco na camada de ozono é este ano, perto da região do pólo sul, mais pequeno do que o primeiro que foi descoberto, em 1985.

O buraco na camada de ozono atinge o seu pico em Setembro ou Outubro e desaparece em finais de Dezembro, voltando a aparecer na primavera no hemisfério sul.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Outubro 2019 — 21:00

 

2874: Há gelo no pólo sul da Lua e pode ter muitas fontes

CIÊNCIA

NASA’s Goddard Space Flight Center/Scientific Visualization Studio
A sonda LRO encontrou crateras brilhantes na zona do pólo sul da Lua – que correspondem a jazidas de gelo

Um novo estudo sugere que o gelo encontrado na superfície lunar pode ter milhares de milhões de anos, além de ter surgido de diferentes fontes.

O estudo, publicado recentemente na Icarus, sugere que a maioria do gelo lunar pode ser tão antigo quanto a própria Lua, enquanto que outros depósitos de gelo podem ser mais jovens.

Segundo Ariel Deutsch, estudante do Departamento de Ciências da Terra, Meio Ambiente e Planetárias da Universidade de Brown, é importante limitar a idade dos depósitos, uma vez que essa informação pode ser fundamental tanto para a ciência básica quanto para futuras explorações lunares, já que o gelo pode ser utilizado como combustível entre outras utilizações importantes.

“A idade dos depósitos pode dizer-nos algo sobre a origem do gelo, o que nos ajuda a entender as fontes e a distribuição de água no sistema solar interno”, começou por explicar Deutsch.

“Para fins de exploração, precisamos de entender as distribuições laterais e verticais desses depósitos para descobrir qual a melhor maneira de conseguir chegar até eles. Essas distribuições evoluem com o tempo, por isso é que é importante ter uma ideia da sua idade”, continuou, citado pelo Science Daily.

Usando dados do Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, que orbita a Lua desde 2009, os cientistas analisaram as idades das grandes crateras nas quais foram encontradas evidências de depósitos de gelo no pólo sul.

De acordo com os cientistas, a maioria dos depósitos de gelo está dentro de crateras formadas há aproximadamente 3,1 milhões de anos, ou mais. Como o gelo não pode ser mais antigo do que a cratera, esta datação estabelece um limite na idade do gelo.

O facto de a cratera ser antiga, não implica que o gelo encontrado dentro dela também seja. No entanto, neste caso, os cientistas dizem haver boas razões para acreditar que o gelo é realmente antigo.

Se os depósitos de gelo forem realmente antigos, isso pode ter implicações significativas em termos de exploração e potencial utilização de recursos, adiantam os investigadores.

Mas enquanto que a maioria do gelo estava em crateras antigas, a verdade é que os cientistas também encontraram evidências de gelo nas crateras mais pequenas e, a julgar pelas características do gelo, parecem mais recentes.

Foi uma surpresa. Não havia realmente nenhuma observação de gelo em armadilhas frias mais jovem”, explicou Deutsch, referindo-se às características afiadas e bem definidas do gelo encontrado no pólo sul da Lua.

Se há, de facto, depósitos de diferentes idades, isso sugere que também podem ter fontes diferentes. Gelo mais antigo poderia ter sido originado por cometas e asteróides que afectaram a superfície, ou através de actividades vulcânicas que extraíam água das profundezas da Lua. Já os depósitos de gelo mais recentes podem ter outra explicação, como o bombardeio de micro-meteoritos do tamanho de ervilhas ou a implantação pelo vento solar.

Mas a melhor maneira de descobrir é obtendo amostras. Os cientistas querem enviar missões para as recolher, o que ajudaria a descobrir e a responder a todas as questões e incertezas que ainda pairam no ar.

“Quando pensamos em enviar novamente humanos à Lua para exploração a longo prazo, precisamos de saber com que recursos podemos contar, e actualmente não sabemos” concluiu Jim Head, co-autor do artigo científico.

ZAP //

Por ZAP
21 Outubro, 2019