1864: O “polencalipse” chegou aos Estados Unidos

Jeremy Gilchrist / Facebook

No início da semana, o fotógrafo Jeremy Gilchrist capturou algumas imagens incríveis do fenómeno que baptizou de “Polenpocalypse” em Durham, Carolina do Norte.

A cidade de Durham, na Carolina do Norte, Estados Unidos, declarou no início desta semana que os níveis de pólen eram tão altos que sufocavam o solo, pintavam os carros de “pólvora amarela” e criavam um autêntico inferno amarelo no ar para qualquer pessoa que sofre de alergias.

O fotógrafo Jeremy Gilchrist usou um drone que lhe permitiu obter uma visão mais abrangente do cenário que se vive actualmente naquela cidade.

À CNN, o fotógrafo confessou que apenas editou levemente as imagens antes de as partilhar nas redes sociais, tendo ajustado o contraste para ficar muito mais parecido com o que seria visto a olho nu a partir do solo.

9 & 10 News

@9and10News

If you have allergies look away! You might just sneeze from watching this video.

Take a look at the pollen cloud this tree created in Hixson ,Tennessee.

Segundo o IFL Science, as condições secas e arejadas ajudaram o pólen a acumular-se no ambiente antes de ser arrastado pela chuvas fortes.

Vários estados do sul e do sudeste dos Estados Unidos estão actualmente a ser assolados por altos níveis de pólen, de acordo com o National Allergy Map. As cidades mais afectadas são Huntington, Louisville, Memphis, Lexington e Huntsville.

No entanto, este “inferno amarelo” tem sido impulsionado pelas alterações climáticas. Nos últimos anos, a maré de pólen que surge com o início da primavera tem aumentado. O mundo em aquecimento, devido às alterações climáticas induzidas pelo Homem, está a estender a “temporada do pólen”. Além disso, as plantas têm libertado mais pólen do que o normal.

Infelizmente, esta situação tem tendência a piorar. Tal como nos anos anteriores, 2019 tem o potencial de ser o pior ano de sempre, podendo causar um surto indesejável de pólen.

A névoa amarela nos céus norte-americanos é apenas mais um lembrete de que precisamos de nos manter fiéis ao Acordo de Paris e manter o aquecimento global nos mínimos possíveis.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2019

[vasaioqrcode]