2918: Poeira lunar pode ser um grande problema para os próximos exploradores

CIÊNCIA

Bre Pettis / Flickr

A poeira lunar pode ser um grande problema para os próximos exploradores espaciais, uma vez que é abrasiva e está por todo o lado. Vários países estudam já os efeitos que o pó lunar poderá desencadear nos astronautas.

Numa altura em que cada vez mais potências mundiais mostram interesse em voltar a explorar o satélite natural da Terra, o portal Space.com noticia esta semana que a poeira lunar pode ser uma pedra no sapato dos futuros astronautas.

John Cain, especialista britânico em riscos da exploração lunar e consultor de saúde de astronautas, alerta para este perigo, considerando que é fulcral conhecer melhor a poeira lunar antes de levar a cabo novas missões à Lua.

É essencial conhecer a natureza da poeira lunar, compreender os seus efeitos sobre o corpo [dos exploradores espaciais], bem como identificar as rotas de exposição e desenvolver meios para reduzir a exposição”, disse, em declarações ao mesmo portal.

Buzz Aldrin, da Apollo 11, parece confirmar as preocupações de John Cain: “Quanto mais tempo passas na Lua, mais coberto ficas de poeira lunar do capacete às botas”, recordou o astronauta após a missão, observando ainda que a poeira da Lua cheirava a “carvão queimado” ou “a alguma coisa semelhante às cinzas de uma lareira”.

Também o comandante da Apollo 17, Gene Cernan, revelou durante um interrogatório técnico após a missão reservas relacionadas com a poeira da Lua. “Acho que a poeira é, provavelmente, um dos nossos maiores inibidores para uma operação nominal na Lua. Acredito que podemos superar outros problemas fisiológicos, físicos ou mecânicos, excepto a poeira da Lua”, afirmou o astronauta.

“Febre do feno extraterrestre”

Durante a Apollo 17, o astronauta Harrison Hagan “Jack” Schmitt registou o primeiro caso de uma reacção à poeira lunar que ficou conhecida como “febre do feno extraterrestre”. Depois de exposto ao pó da Lua, as suas placas de cartilagem das paredes nasais incharam significativamente. “Aconteceu bem rápido”, disse, na época.

Tendo em conta os episódios do passado e o que já se sabe sobre a Lua, John Cain reitera que é preciso conhecer melhor a poeira lunar antes de iniciar qualquer nova missão. No futuro, vaticina ainda o especialista, a criação de assentamentos lunares incluirá a necessidade de se desenvolver legislação sobre saúde e segurança para garantir o bem-estar e a segurança de exploradores.

O regolito lunar – a rocha fragmentada que está sobre a superfície da Lua – pode conter sílica (dióxido de silício), óxido de ferro e óxido de cálcio. A sílica, recorde-se, é altamente tóxica. Na Terra, este composto é responsável por causar graves doenças pulmonares.

Actualmente, Reino Unido, Estados Unidos, China, Rússia, Índia e União Europeia estão a levar a cabo estudos para perceber se a poeira lunar poderá causar doenças pulmonares aos astronautas, bem como para encontrar estratégias para diminuir a exposição.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
28 Outubro, 2019

 

2256: Humanos podem ser alérgicos ao pó lunar e os efeitos são… estranhos!

CIÊNCIA

As mudanças no corpo dos astronautas nas suas viagens espaciais são reais. Problemas de visão, problemas musculares, o corpo que “cresce”… estes são alguns dos problemas subjacentes.

No entanto, a exploração de outros planetas poderá ser mais grave que isso, quando o homem está disposto a pisar outros solos que não o terrestre.

A experiência em 1972 de Harrison Schmitt

Harrison Schmitt, tripulante da missão Apolo, é o último homem vivo que pisou o solo lunar. Nesta sua missão espacial, foram muitas as horas que passou sobre a lua a recolher amostras e a analisar o “terreno”.

Como tal, o contacto com a poeira lunar foi inevitável, assim que voltou para nave. A simples troca de fato levou-o a inalar algumas partículas desta poeira, seguindo-se depois a análise das amostras recolhidas.

Harrison ‘Jack’ Schmitt, 83 anos, geólogo na missão Apolo 17/ Nasa

Segundo declarações de Harrison Schmitt, as reacções foram instantâneas. Nariz a inchar, olhos a lacrimejar e garganta a arranhar. Estes foram os sintomas imediatos, semelhantes a uma rinite. As pessoas que posteriormente tiveram contacto com o fato do astronauta tiveram experiências ainda mais fortes.

O poder da Poeira Lunar

Harrison Schmitt adiantou, em declarações recentes no festival espacial Starmus, em Zurique, que a poeira lunar é altamente corrosiva. Devido à ausência de atmosfera e consequente ausência de eventos meteorológicos, os grãos de poeira não sofrem desgaste com o tempo.

Assim, estas partículas funcionarão mais ou menos como poderosas lixas. De referir que o caminhar sobre o solo lunar fez com que três das camadas de Kevlar das suas botas foram danificadas.

Os perigos de Marte

Ora, se a questão de perigo que coloca na Lua, em Marte a situação poderá ser mais grave. Devido ao alto teor de óxido de ferro presente no planeta vermelho, as reacções sobre o corpo humano poderão ser mais severas.

Harrison Schmitt, perante a ideia de exploração do planeta vermelho, alerta para a importância de serem criadas formas de limpar completamente as partículas de pó antes de qualquer ser humano, ter contacto directo com o material que irá participar nesta exploração.

pplware
Maria Inês Coelho
01 Jul 2019

[vasaioqrcode]

 

560: Alérgicos à Lua? Poeira lunar é tóxica para as células humanas

Scientific Visualization Studio/ NASA

Um recente estudo examinou de que forma pode a poeira lunar ser prejudicial a nível celular e os resultados são tão sinistros quanto o lado escuro da Lua.

Embora digam que no espaço não se espirra, o astronauta Harrison Schmitt espirrou bastante dentro do módulo lunar Challenger, quando visitou a Lua em 1972.

Após uma caminhada lunar, Schmitt respirou acidentalmente um pouco de pó que tinham recolhido da superfície da Lua. Durante um dia inteiro, Schmitt sofreu com o que descreveu como “febre do pó lunar”. Os seus olhos lacrimejaram imenso, a sua garganta ficou irritada e o astronauta começou a espirrar.

Não, Schmitt não era alérgico à Lua. Os cientistas da NASA explicam agora que a poeira lunar, especialmente as partículas mais pequenas e mais afiadas – representam claros riscos para a saúde dos astronautas.

Em vários testes de laboratório, uma única colher de pó (réplica da Lua) mostrou-se altamente tóxica, capaz de matar 90% células do pulmão e do cérebro. O estudo foi publicado na edição de Abril da GeoHealth,

A poeira lunar comporta-se de maneira um pouco diferente da poeira da Terra. Como não existe vento na Lua, os grãos de poeira – que são, em grande parte, resultado de impactos de micro-meteoritos – permanecem afiados e podem facilmente cortar as células pulmonares de um astronauta se este respirar profundamente.

Além disso, o pó da Lua pode flutuar. Sem atmosfera para proteger a Lua do bombardeamento constante de ventos solares e das partículas que carregam, o solo lunar pode tornar-se electrostáticamente carregado, semelhante a roupas com aderência estática.

“Esta carga pode ser tão forte que as partículas do solo levitam acima da superfície lunar”, escreveram os autores do novo estudo.

Além de poder entupir equipamentos sensíveis, estas partículas podem causar estragos no corpo humano se foram ingeridas acidentalmente pelos astronautas – como acabou por descobrir Harrison Schmitt.

Fazer pó lunar na Terra

No seu mais recente estudo, a equipa de investigadores da Universidade Stony Brook, em Nova Iorque, quis descobrir o quão perigosa poderia ser a poeira lunar.

Para isso, e como o solo lunar é difícil de encontrar na Terra, a equipa usou cinco simuladores de origem terrestre para representar a poeira encontrada em várias partes do solo lunar. Os simuladores incluíam cinzas vulcânicas do Arizona, pó retirado de um fluxo de lava do Colorado e um pó feito em laboratório.

Misturando as amostras de solo com células pulmonares humanas e células cerebrais de ratinhos de laboratório, a equipa avaliou os efeitos da poeira lunar. Além disso, os cientistas dividiram as amostras em três graus diferentes de granulação, sendo que a mais fina era menor do que a largura de um fio de cabelo humano.

Cerca de 24 horas depois, os cientistas descobriram que cada tipo de solo prejudicou as células pulmonares e cerebrais. As amostras dos grãos mais finos mostraram-se mais letais, matando até 90% das células.

Verificaram-se ainda danos no ADN que podem levar ao desenvolvimento de cancro ou doenças neuro-degenerativas.

ZAP // LiveScience

Por ZAP
19 Maio, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=2510871c_1526775768921]