1255: Descobertas anomalias misteriosas em ossadas humanas do Pleistoceno

CIÊNCIA

Erik Trinkaus / National Academy of Sciences

Um antropólogo da Universidade de Washington descobriu “uma abundância de anomalias de desenvolvimentos” em ossadas humanas do Pleistoceno.

No estudo publicado a 5 de Novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Erik Trinkaus, investigador que liderou o projecto, descreveu as suas conclusões acerca dos fósseis encontrados em várias localizações do Médio Oriente e da Euroásia.

Plistoceno abrange o período entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos atrás. Segundo estudos anteriores, trata-se do período em que seres humanos anatomicamente modernos surgiram em África e partiram do continente para dominar novos territórios.

De acordo com o antropólogo, o Plistoceno destaca-se ainda pelo aparecimento de uma ampla variedade de deformações físicas em espécies de Homo, dentre elas a nossa — Homo sapiens.

Erik Trinkaus examinou 66 fósseis de até 200 mil anos atrás e reparou na grande quantidade de alterações anatómicas, tais como distorções de braços e pernas e deformações no crânio e maxilares.

Foram reveladas 75 anomalias, podendo dois terços delas ser encontrados em 1% dos humanos modernos. O investigador defende que as anormalidades surgiram devido a doenças – tais como distúrbios sanguíneos ou hidrocefalia. Para Trinkaus, o número de deformações seja extremamente alto num grupo tão pequeno de fósseis.

O antropólogo sugeriu ainda que o cruzamento sanguíneo ou acasalamento de indivíduos geneticamente semelhantes são as razões prováveis para o desenvolvimento das deformações.

As ossadas analisadas foram encontradas extremamente bem preservadas, o que pode ser resultado de um cuidado especial no funeral das pessoas deformadas.

ZAP // Sputnik / Phys

Por ZAP
8 Novembro, 2018

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1065: Aquecimento global no Pleistoceno elevou nível do mar até 13 metros

leungchitak / Flickr

O aquecimento global no final do período do Pleistoceno, com temperaturas similares às previstas para este século, reduziu a camada de gelo da Antárctida oriental e elevou o nível do mar até 13 metros acima do actual.

A conclusão é de um estudo internacional, liderado por cientistas do Instituto de Ciências da Terra do “Imperial College London”, publicado esta quinta-feira na revista Nature.

O gelo polar é uma componente essencial do sistema climatérico e afecta o nível global da água do mar e a circulação e transporte de calor nos oceanos.

Até agora a comunidade científica tinha-se centrado na camada de gelo da Antárctida ocidental, aquela que actualmente está mais vulnerável ao degelo. Ao mesmo tempo também se pensava que a região leste da Antárctida, com uma superfície equivalente a 115 vezes Portugal, e que contém cerca de metade da água doce da Terra, era menos sensível ao aquecimento global.

No entanto, o estudo agora publicado sugere que um aquecimento de dois graus na região, se se mantiver um par de milénios, vai derreter uma importante área da Antárctida oriental, com implicações no nível global da água do mar.

“Estudar o comportamento da camada de gelo no passado geológico permite-nos informar-nos sobre mudanças futuras”, disse Carlota Escutia, investigadora do Instituto Andaluz de Ciências da Terra, da Universidade de Granada, Espanha.

“Ao formarmos uma imagem de como cresceu e diminuiu o manto de gelo em cenários passados podemos entender melhor a resposta que terá a massa de gelo da Antárctida oriental no aquecimento global”, sustentou a cientista.

Para o estudo os cientistas investigaram amostras de sedimentos do fundo oceânico provenientes da bacia sub-glacial de Wilkes. As amostras foram recolhidas nas profundezas do oceano austral durante uma expedição em 2010.

As pegadas químicas deixadas nos sedimentos permitiram revelar os padrões de erosão continental à medida que a camada de gelo avançava e retrocedia.

“Detectamos que as alterações mais extremas se deram durante dois períodos entre glaciações, entre há 125.000 e 400.000 anos, quando o nível global do mar estava entre seis a 13 metros acima do nível actual”, disse Francisco Jiménez, também investigador do Instituto Andaluz de Ciências da Terra.

O Pleistoceno abrange um período que vai entre aproximadamente 1,8 milhões de anos e 11.500 anos atrás.

ZAP // Lusa

Por Lusa
23 Setembro, 2018

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