3989: Astrónomos querem descobrir o que é o Planeta Nove de uma vez por todas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Desde há vários anos que se teoriza sobre uma “força oculta” responsável por certas órbitas estranhas de objectos distantes no sistema solar. Muitas tentativas de explicação apontam para a presença de um planeta ainda desconhecido, um tal de planeta nove que dizem ser gigantesco, cinco vezes o tamanho da Terra. Contudo, poderá ser também um buraco negro do tamanho de uma maçã.

Agora, depois de tantos anos sem uma explicação cabal, os astrónomos querem saber de uma vez por todas, se haverá um nono planeta à espreita para além da órbita de Neptuno.

Afinal, há ou não o planeta nove?

Os astrónomos têm observado estranhos padrões gravitacionais de um grupo de corpos conhecidos como “objectos transneptunianos“, ou TNOs. Tais comportamentos poderiam ser explicados pela presença maciça do nono planeta no nosso sistema solar.

Tem sido um tema polémico, com alguns a anotarem o comportamento estranho das TNOs como sendo causado por um aglomerado de rochas espaciais muito mais pequenas. Contudo, outros preveem que tal planeta seria cinco vezes a massa da Terra, orbitando a nossa estrela a cerca de 400 vezes a distância da Terra ao Sol.

Finalmente, há a possibilidade de que o Planeta Nove seja na realidade um pequeno buraco negro deixado pelo Big Bang. Tão pequeno, de facto, que medirá apenas cerca de cinco centímetros de diâmetro – basicamente impossível de ver com qualquer tipo de telescópio.

Tem havido muita especulação sobre explicações alternativas para as órbitas anómalas observadas no sistema solar exterior. Uma das ideias apresentadas foi a possibilidade de o Planeta Nove poder ser um buraco negro do tamanho de uma toranja com uma massa cinco a 10 vezes maior do que a da Terra.

Explicou Amir Siraj, estudante universitário de Harvard, numa declaração.

Resolver o enigma de uma vez por todas

Numa nova publicação no The Astrophysical Journal Letters, uma equipa de astrónomos da Universidade de Harvard delineou um método recentemente desenvolvido que poderia, assim o esperamos, responder a esta questão de uma vez por todas.

O seu plano é procurar as chamas de acreção emitidas enquanto o minúsculo buraco negro devora a matéria que o envolve. Se encontrarem algumas, isso significaria que o Planeta Nove era, na realidade, um buraco negro.

Nas proximidades de um buraco negro, pequenos corpos que se aproximam dele derreterão como resultado do aquecimento do fundo da acumulação de gás do meio interestelar para o buraco negro.

Disse Siraj.

Mais buraco negro e menos Planeta Nove?

Os especialistas explicaram que, os buracos negros são intrinsecamente escuros, a radiação que a matéria emite a caminho da boca do buraco negro é a única forma de iluminar este ambiente escuro. Como tal, a equipa está a apostar na próxima missão Legacy Survey of Space and Time (LSST) que terá lugar no Observatório Vera C. Rubin, no Chile.

Os astrónomos envolvidos na missão esperam responder a questões sobre a natureza da energia e da matéria negra. Além disso, esperam recolher dados sobre a formação e as propriedades dos planetas no nosso sistema solar.

O LSST tem um amplo campo de visão, cobrindo o céu inteiro à procura de erupções transitórias. Outros telescópios são bons a apontar para um alvo conhecido, mas não sabemos exactamente onde procurar o Planeta Nove. Só conhecemos a vasta região em que pode residir.

Referiu Loeb Avi Loeb, professor de ciências de Harvard.

O professor, referiu ainda que a “profundidade sem precedentes” do LSST será capaz de detectar até mesmo o mais pequeno dos sinalizadores. Na verdade, esta não é a única tentativa de desvendar os mistérios por detrás do Planeta Nove. Recentemente, uma equipa diferente de astrónomos anunciou que espera lançar uma frota de milhares de naves “nanoespaciais” para procurar o objecto misterioso.

Infelizmente, esta visão continua a ser um “tiro na Lua”, com estimativas de custos a ultrapassar a marca dos mil milhões de dólares.

Planeta 9 foi roubado pelo nosso sistema solar, diz um estudo!

Informações recentes dão conta da utilização de um novo software dedicado à aprendizagem sobre o comportamento das estrelas e dos planeta. Posteriormente, esse conhecimento levou a que fossem feitas simulações computorizadas que apontaram para … Continue a ler Planeta 9 foi roubado pelo nosso sistema solar, diz um estudo!

 

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3987: Há um planeta na nossa vizinhança que pode ter a capacidade de abrigar vida

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Astrónomos europeus e americanos descobriram que a estrela GJ 273, uma das mais próximas da Terra, também conhecida como Luyten, tem um sistema planetário com dois planetas confirmados. Um dos planetas está na chamada zona habitável e os outros dois estão numa zona altamente improvável para abrigar vida.

A Estrela de Luyten é uma estrela anã vermelha na constelação de Cão Menor. Conforme as medições de paralaxe, esta está localizada a uma distância de aproximadamente 12,40 anos-luz (3,80 parsecs), sendo uma das estrelas mais próximas da Terra. Será que existe vida num planeta da nossa vizinhança?

Estrela de Luyten pode estar a iluminar um planeta fértil

Cientistas da Universidade de Granada (UGR) e de outros centros internacionais descobriram que uma das estrelas no nosso bairro solar apresenta um sistema de planetas tão complexo quanto o nosso. Segundo estes investigadores, esta estrela tem a capacidade de abrigar vida pelo menos num deles.

A estrela chama-se GJ 273, também conhecida como Luyten, em homenagem ao astrónomo Willem J. Luyten, que estudou os seus movimentos. A anã-vermelha está localizada a 12,23 anos-luz, o que coloca o seu sistema planetário como sendo a zona habitável mais próxima de nós, logo atrás da Proxima Centauri (4,24 anos-luz), Ross-128 ( em 10,99) e GJ 1061 (a 11,96 anos-luz).

Na órbita da estrela Luyten existem dois planetas confirmados, o GJ 273b e o GJ 273c. Aliás, existem mais dois que ainda estão em vias de serem confirmados mais adiante, cujos nomes poderão ser GJ 273d e GJ 273e. Os investigadores preveem que estes dois candidatos seriam “mini-neptunos“, com massas um pouco menores que Netuno, mas entre 9 e 12 vezes a da Terra.

A análise dinâmica global realizada pelos cientistas revela que este sistema é altamente estável e, portanto, muito provável, conforme os detalhes publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

Exoplaneta GJ 273b pode abrigar vida

Segundo o que foi relatado, o exoplaneta GJ 273c tem uma massa semelhante à da Terra, embora o astro que concentra mais interesse seja um pouco maior: GJ 273b. É considerada uma super-terra e está localizada perto da borda interna da zona habitável da sua estrela hospedeira, uma região em que o fluxo de radiação permite a presença de água líquida.

O aquecimento das marés faz da GJ 273b um planeta altamente interessante, pois isso a torna compatível com o desenvolvimento e a existência de uma biosfera. Como resultado das estatísticas e simulações que realizamos, ele pode abrigar água, embora ainda não tenhamos outras evidências directas,

Explica Francisco J. Pozuelos, investigador da Universidade de Liège (Bélgica) e principal autor.

Além disso, este planeta sofre com o aquecimento das marés, o mesmo fenómeno para o qual existem marés na Terra devido à interacção gravitacional com a Lua e o Sol.

O aquecimento das marés faz do planeta GJ 273b um planeta altamente interessante, pois é compatível com o desenvolvimento e a existência de uma biosfera. É um excelente candidato para procurar traços de vida em futuras missões espaciais.

Referiu  Juan Carlos Suárez, cientista da UGR e co-autor do artigo,

Sistema planetário Luyten tem traços comuns com o nosso

Segundo o estudo, o sistema planetário de Luyten também apresenta outra semelhança com o nosso sistema solar. Existe a presença de depósitos de corpos menores. São asteróides, como os encontrados no cintura de asteróides (entre Marte e Júpiter) ou na cintura de Kuiper (além de Neptuno), cujo impacto na presença de água ou na produção de produtos orgânicos pode ser relevante.

Os cientistas preveem estes depósitos em torno de Luyten, que, se confirmados, podem desempenhar um papel importante no surgimento e manutenção da vida em GJ 273b.

Portanto, GJ 273b é um exoplaneta super-terra que orbita uma estrela do tipo M. A sua massa é de 2,89 Terras, leva 18,6 dias para completar uma órbita da sua estrela, e está a 0.091101 AU da sua estrela. Apesar de ter sido descoberta em 2017, ainda carece de muita investigação. Quem sabe, temos vida no quintal galáctico.

Pplware
11 Jul 2020

 

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3985: Especialista alerta sobre possíveis vírus extraterrestres que podem chegar à Terra em futuras missões

CIÊNCIA/ESPAÇO/MARTE

Space X / Flickr

O cientista e antigo colaborador da NASA Scott Hubbard alertou para a possível chegada de vírus extraterrestres à Terra em futuras missões espaciais, notando que o interesse pela exploração do Espaço tem aumentado.

O antigo director do Centro de Pesquisas AMES da agência espacial norte-americana, considera que este é um assunto que deve ter sido em conta, especialmente quando a “febre” da corrida espacial parece ter voltado.

Em declarações ao Standford University News, Scott Hubbard disse que astronautas e amostras de rochas trazidas de Marte ou de outros corpos celestes em futuras missões terão de ser analisadas e colocadas em quarentena.

“Ouvi de alguns colegas da área do voo espacial humanos (…) que, no ambiente actual, os cidadãos poderão ficar mais preocupados pela chegada de algum micróbio, vírus ou contaminação extraterrestre”, confessou o especialista.

Nos primeiros anos de exploração espacial, continuou Scott Hubbard, levantou-se o problema de uma possível contaminação em Terra por patogénicos externos. Contudo, “as combinações de limpeza química, esterilização por calor, radiação espacial altamente esterilizares e sistemas mecânicos inteligentes” são eficazes para reduzir os riscos.

Apesar de ser muito pouco provável que as rochas marcianas contenham alguma forma de vida activa que possa infectar a Terra, é imperativo colocar as amostras em quarentena e tratá-las “como se fosse o vírus Ébola até que se provem seguras”, disse ainda Hubbard, que é também professor na Universidade de Standford, nos Estados Unidos.

O especialista recusa alarmismo e recorda que se trata de uma questão de precaução.

No que toca aos humanos, Hubbard recorda que os astronautas das primeiras missões lunares foram “colocados em quarentena para garantir que não manifestavam quaisquer sinais de doenças. “Depois que se descobriu que a Lua não era um risco, o isolamento foi cancelado (…) [E o mesmo acontecerá] com os humanos que voltem de Marte”.

A corrida espacial parece ter voltado em força, sendo Marte um dos “mundos” mais apelativos para novas expedições. China, Estados Unidos, e Emirados Árabes Unidos anunciaram que pretendem lançar sondas para o Planeta vermelho este ano.

Os EUA já enviaram quatro veículos exploratórios para Marte e pretende enviar o quinto entre Junho e Agosto deste ano, ao passo que os Emirados Árabes Unidos enviarão a primeira sonda árabe para o Planeta Vermelho em 15 de Julho.

Algumas destas datas podem vir a sofrer alterações devido à pandemia.

Aproxima-se o lançamento do rover Perseverance

O rover Perseverance da NASA está a menos de um mês da data de lançamento prevista para 20 de Julho….

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11 Julho, 2020

 

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3979: Astronautas devem usar Vénus como “trampolim” para chegar a Marte, defendem cientistas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Kevin Gill / Flickr

Vários especialistas defendem que os astronautas devem utilizar Vénus como “trampolim” para chegar até Marte, alegando que uma missão ao Planeta Vermelho baseada neste plano seria não só mais rápida como barata.

Tendo em conta a disposição do Sistema Solar, esta ideia pode parecer pouco plausível, mas há uma série de cientistas e engenheiros que acreditam que uma “paragem” no segundo planeta do Sistema Solar pode facilitar a vida a astronautas e/ou cosmonautas.

Em declarações ao portal Space.com, Noam Izenberg, geólogo planetário da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, defendeu que um voo para ou de Marte pode acontecer de forma mais rápida e barata se incluir um “sobrevoo de Vénus” na rota.

Izenberg e vários especialistas redigiram um artigo no qual apresentam esta solução e as suas alegadas vantagens. O documento, importa frisar, foi submetido na revista Acta Astronautica, carecendo agora de revisão de pares.

Segundo o artigo, usar Vénus como trampolim não é só uma opção para rumar a Marte, mas é também uma parte essencial para uma eventual missão tripulada a este mundo.

“Vénus é a forma de chegar a Marte”, considerou ao mesmo portal de ciência Kirby Runyon, geomorfologista planetário da Universidade Johns Hopkins, que também assina o artigo científico submetido na Acta Astronautica.

Tal como explica o Space.com, há duas opções para ficar entre Marte e a Terra.

Duas formas para chegar ao Planeta Vermelho

A mais simples das formas consiste numa missão conjunta, durante a qual uma nave espacial voa entre os dois planetas quando estes se alinham nas suas órbitas. Depois de chegar a solo marciano, os astronautas teriam que esperar que os dois mundos se voltassem a alinhar para regressar à Terra, podendo este espaço de tempo demorar cerca de um ano e meio. Esta é a “missão clássica”.

A segunda opção reside numa “missão de oposição”, durante a qual no caminho a Marte uma nave espacial passaria por Vénus, usando a gravidade do planeta para alterar o curso da viajem. O mesmo se aplicaria numa eventual viagem de regresso.

Seguir à boleia da gravidade de Vénus rumo a Marte reduziria drasticamente a quantidade de energia necessária para a missão, economizando combustível e carga e, consequentemente, também os custos globais da expedição seriam menores.

E é esta segunda hipótese que estes cientistas defendem. “É preferível voar para Vénus para conseguir uma assistência por gravidade a caminho de Marte”, sintetizou Paul Byrne, geólogo planetário da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, também da equipa que assinou o artigo.

A missão conjunta, apesar de parecer mais simples à primeira vista, tem poucas e específicas janelas de oportunidades, uma vez que as órbitas da Terra e Marte apenas se alinham uma vez a cada 26 meses. Na missão de oposição, uma nave espacial poderia ser lançada a cada 19 meses. Tendo em conta que a missão de oposição é mais rápida, esta forma faria também com que os astronautas passassem menos tempo em missão.

Simplifica bastante a logística de ir a Marte, especialmente na perspectiva da saúde da tripulação”, frisou Runyon. “Há ciência nos dois planetas por muito menos do que o preço de duas missões tripuladas separadas”, completou Byrne.

Quantos humanos são precisos para colonizar Marte? Novo estudo responde

Quantas pessoas são necessárias para colonizar o Planeta Vermelho? Segundo um novo estudo, no mínimo, 110. Jean-Marc Salotti, investigador e…

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10 Julho, 2020

 

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3974: A Grande Mancha Vermelha de Júpiter tem uma nova companhia

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Clyde Foster / NASA

Um astrónomo amador na África do Sul detectou uma nova mancha no hemisfério sul do maior planeta do Sistema Solar. A mancha, apelidada de “Mancha de Clyde”, aparece entre a icónica Grande Mancha Vermelha de Júpiter e o S2-AWO A7, outra grande tempestade a sudeste.

A nova mancha de Júpiter foi descoberta na manhã e 31 de maio por Clyde Foster, director da secção Shallow Sky da Sociedade Astronómica da África Austral (ASSA). Foster estava a observar Júpiter na época, identificando o local com um filtro sensível ao gás metano. A mancha não foi detectada pelos astrónomos na Austrália horas antes.

Num golpe de sorte, a nave espacial Juno, da NASA, fez o seu 27.º sobrevoo em Júpiter dois dias depois. “Dado o tempo, o facto de Juno estar numa órbita altamente alongada de 53 dias e capaz de capturar apenas uma fatia fina de Júpiter durante o sobrevoo, é uma coincidência notável”, escreveu Foster no site da ASSA.

Usando os dados colhidos durante o sobrevoo, o astrónomo amador Kevin M. Gill criou uma projecção de mapa combinando cinco imagens diferentes tiradas por Juno quando estava entre 45 mil e 59 mil quilómetros do topo das nuvens de Júpiter, mostrando a nova mancha em grande detalhe.

As imagens de Juno “mostram estruturas fascinantes dentro do sistema de tempestades que já estão a causar excitação na comunidade científica planetária”, escreveu Foster.

Conhecida como um “surto convectivo”, a mancha de Clyde é uma pluma de nuvens que se estende acima das camadas de nuvens. Tais características são facilmente detectáveis em comprimentos de onda de metano, aparecendo como manchas brilhantes.

De acordo com a NASA, surtos convectivos não são incomuns no cinturão do Sul Temperado de Júpiter, incluindo um que apareceu nesta faixa de latitude há dois anos.

Juno fará outro sobrevoo em 25 de Julho, quando a NASA terá outra visão aproximada dessa tempestade, para que se possa ver como este surto mudou ao longo dos dias e semanas desde a sua descoberta inicial.

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter pode estar a encolher, mas a sua espessura é constante

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter pode até estar a encolher, mas a sua espessura manteve-se constante nas últimas décadas,…

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A mancha mais famosa do maior planeta do Sistema Solar é  Grande Mancha Vermelha, que é alvo de estudos há vários anos. Os cientistas chegaram mesmo a prever o pior: a tempestade está a diminuir e podia estar a morrer. Num estudo mais recente, concluiu-se que a Grande Mancha Vermelha de Júpiter pode até estar a encolher, mas a sua espessura manteve-se constante nas últimas décadas.

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8 Julho, 2020

 

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3972: Dubai vai construir uma cidade marciana no deserto

CIÊNCIA/EAU

(dr) Bjarke Ingels Group
Mars Science City

O Dubai tem em mãos um projecto ambicioso: a construção de uma cidade marciana. O projecto foi apresentado por uma empresa sediada em Copenhaga e Nova Iorque e é uma parte do plano dos Emirados Árabes Unidos de colonizar Marte nos próximos 100 anos.

Na impossibilidade de irem até ao Planeta Vermelho, um conjunto de arquitectos decidiu arregaçar as mangas e recriar a ideia de uma cidade marciana em pleno deserto, nos arredores do Dubai.

O Mars Science City foi projectado para cobrir 176 mil metros quadrados de deserto, o equivalente a mais de 30 campos de futebol, e terá um custo aproximado de 120 milhões de euros.

Segundo a CNN, este projecto contempla a criação do Centro Espacial Mohammed Bin Rashid do Dubai (MBRSC) que visa desenvolver a tecnologia necessária para colonizar Marte nos próximos 100 anos. Foi com esse propósito que os arquitectos da Bjarke Ingels Group (BIG), empresa sediada em Copenhaga e Nova Iorque, apresentaram uma proposta para projectar no deserto um protótipo de uma cidade marciana.

Os especialistas tiveram de ter em consideração o facto de Marte ter uma atmosfera fina: pelo facto de haver pouca pressão de ar, os líquidos evaporam-se rapidamente. Além disso, não existe campo magnético e, como consequência, há pouca protecção à radiação solar.

Jonathan Eastwood, director do Laboratório Espacial do Imperial College London que não está ligado a este projecto, explicou que a possibilidade de se poder viver no Planeta Vermelho vai muito além dos aspectos técnicos. “O maior desafio não é de engenharia ou científico, mas humano. Ou seja, não é só saber como é possível sobreviver, mas também saber como é possível prosperar.”

Ainda assim, a equipa do Bjarke Ingels Group decidiu superar os desafios colocados em Marte. Desta forma, para manter uma temperatura confortável e uma pressão de ar habitável, a cidade seria composta por cúpulas pressurizadas, cobertas por uma membrana de polietileno transparente. Cada uma das cúpulas receberia oxigénio produzido por uma instalação de electricidade no gelo subterrâneo.

À medida que a população crescesse, as cúpulas iriam ficar juntas para formar aldeias e cidades em forma de anéis. As cidades poderiam ser alimentadas e aquecidas usando energia solar e a atmosfera fina poderia ajudar as cúpulas a manter a temperatura.

Os engenheiros explicaram à CNN que os edifícios teriam uma sala debaixo do solo marciano, a uma profundidade até seis metros, para que as pessoas se pudessem proteger da radiação ou de meteoros. Nessas salas poder-se-iam construir “claraboias que poderiam ter aquários”. As janelas de água protegeriam os habitantes da radiação e permitiriam a entrada de luz nessas salas.

“A ideia de proteger gradualmente da radiação é sensata e a ideia das janelas de água é bastante elegante”, disse Jonathan Eastwood.

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7 Julho, 2020

 

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3961: Quantos humanos são precisos para colonizar Marte? Novo estudo responde

CIÊNCIA/MARTE

D Mitriy / Wikimedia

Quantas pessoas são necessárias para colonizar o Planeta Vermelho? Segundo um novo estudo, no mínimo, 110.

Jean-Marc Salotti, investigador e professor no Instituto Politécnico de Bordéus, em França, concluiu recentemente que são necessários 110 colonos para continuar a civilização humana noutro planeta. O artigo científico foi publicado no dia 16 de Junho na Scientific Reports.

Partindo do princípio de que estes humanos, colocados, por exemplo, no Planeta Vermelho, não contam com suporte vindo da Terra, o investigador estima que 110 pessoas seriam suficientes para iniciar a agricultura e outras indústrias autos-suficientes antes que os recursos que tivessem levado a bordo terminassem.

A investigação teve por base um modelo matemático para determinar a exequibilidade de sobrevivência noutro planeta em regime autos-suficiente, e concluiu que a sobrevivência depende do acesso a recursos naturais, condições de trabalho e outras.

A ideia central é o factor de partilha, que permite a redução dos requisitos por indivíduo. “A sobrevivência só é possível se a exigência de tempo de trabalho for menor do que a capacidade do tempo de trabalho. Como a exigência de tempo por indivíduo tende a diminuir com o aumento da população, a determinação do número mínimo para a sobrevivência é directa”, explicou o cientista.

Segundo este princípio, os colonos deveriam trabalhar em conjunto para realizar funções e tarefas que beneficiariam todo o grupo. “Se cada colono estivesse completamente isolado e não fosse possível compartilhar, cada indivíduo teria que realizar todas as actividades e o tempo total necessário seria obtido por uma multiplicação pelo número de indivíduos”, explicou Salotti citado pelo Interesting Engineering.

Apesar de este cálculo ser hipotético, trata-se da “primeira avaliação quantitativa do número mínimo de indivíduos para sobrevivência com base em restrições de engenharia”.

Actualmente, a empresa norte-americana SpaceX está a trabalhar num projecto para levar colonos a Marte, embora ainda não haja qualquer data confirmada para a missão.

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6 Julho, 2020

 

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3947: Janela temporal para lançamento da sonda marciana Perseverance está a fechar-se

CIÊNCIA/MARTE

A NASA pretende lançar a sonda, sucessora da Curiosity, a 30 de Julho. No entanto, o novo adiamento coloca a agência espacial em risco de falhar esta janela temporal

O lançamento da Perseverance, a nova sonda que irá ‘render’ a Curiosity em Marte, tem vindo a sofrer adiamento sucessivos. Agora, a nova data apontada pela NASA é 30 de Julho, mas o terceiro adiamento faz com que a agência esteja a aproximar-se perigosamente do encerramento da janela temporal considerada ideal para o lançamento de qualquer sonda em direcção ao planeta vermelho.

Apesar de Terra e Marte serem o terceiro e quarto planeta, respectivamente, em relação ao Sol, nem sempre estão próximos, devido às órbitas serem feitas a velocidades diferentes. Muitas das vezes, os dois planetas estão mesmo em lados opostos, pelo que, tecnicamente e se considerarmos as distâncias médias, Mercúrio é o planeta mais próximo da Terra. A janela temporal ideal para aproximação a Marte ‘abre’ a 17 de Julho e ‘fecha’ a 11 de Agosto.

A sonda Perseverance herda muitas das características da Curiosity, mas a NASA procedeu a algumas melhorias: as rodas resistem melhor a furos e danos que a sonda actual tem vindo a registar, há um pequeno helicóptero a bordo que permite explorar o terreno com mais detalhe e a nova sonda tem uma nova geração de câmaras e instrumentos científicos mais precisos.

O plano original previa o lançamento da Perseverance a 17 de Julho, mas problemas de logística e agora no sensor de oxigénio líquido no foguetão Atlas V levaram a NASA a apontar para 20 de Julho, depois 22 e agora dia 30 do mês corrente.

A ULA, United Launch Alliance, vai ter de corrigir o problema antes de começar novamente a preparação da logística de montagem da sonda a bordo e espera-se que o clima da Florida esteja nas melhores condições para se fazer um lançamento a 30 de Julho. Caso se passe janela temporal de 11 de Agosto, Terra e Marte só estarão nas condições ideais para um novo lançamento em 2022, pelo que falhar nas próximas semanas representa um custo de milhões de dólares, além do impacto científico e dos atrasos que poderá provocar numa possível expedição tripulada a Marte.

Exame Informática
03.07.2020 às 09h39

 

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3938: Aproxima-se o lançamento do rover Perseverance

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Num laboratório em Pasadena, Califórnia, os engenheiros observaram o primeiro teste de condução do rover Mars 2020 da NASA no dia 17 de Dezembro de 2019.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O rover Perseverance da NASA está a menos de um mês da data de lançamento prevista para 20 de Julho. A missão de astrobiologia do veículo vai procurar sinais de vida microscópica passada em Marte, explorar a geologia do local de aterragem na Cratera Jezero e demonstrar tecnologias para ajudar a preparar futuras explorações robóticas e humanas. E o rover fará isso tudo ao recolher as primeiras amostras de rocha e rególito marciano (rocha quebrada e poeira) para envio à Terra por várias missões futuras.

“Há cinquenta e um anos atrás, a NASA estava a preparar-se para a primeira aterragem humana na Lua,” disse Jim Bridenstine, administrador da NASA. “Hoje estamos no limiar de outro momento monumental na exploração: a recolha de amostras em Marte. Enquanto comemoramos os heróis da Apollo 11, as futuras gerações podem também reconhecer as mulheres e os homens da missão Perseverance – não apenas pelo que alcançarão a centenas de milhões de quilómetros de casa, mas pelo que conseguiram realizar cá neste mundo a caminho do lançamento.”

A missão Mars 2020 tem lançamento previsto para este verão desde que a agência anunciou o projecto em Dezembro de 2012. Devido às posições relativas da Terra e de Marte, as oportunidades de lançamento surgem apenas a cada 26 meses. Se o Perseverance não fosse para Marte este verão, o projecto teria que esperar até Setembro de 2022 para tentar novamente, afectando seriamente os objectivos a longo prazo do Programa de Exploração de Marte da NASA e aumentando o risco geral da missão.

Com o território vêm desafios significativos no que toca ao planeamento de uma missão marciana. No caso do Perseverance – a carga útil mais pesada alguma vez lançada para o Planeta Vermelho – esses desafios incluíram a implementação de um novo projecto de teste para confirmar a robustez do seu design de para-quedas. Também houve um grande esforço para aprimorar o desempenho do sistema de recolha de amostras (SCS – Sample Caching System), o mecanismo mais complexo e mais limpo (em termos biológicos) alguma vez enviado para o espaço. Mas de todos os obstáculos enfrentados pelos homens e pelas mulheres do projecto Perseverance, a pandemia de coronavírus representou o maior desafio, com precauções de segurança que exigem muito trabalho remoto.

“A equipa nunca vacilou na sua busca pela plataforma de lançamento,” disse Michael Watkins, director do JPL da NASA no sul da Califórnia. “Foi graças à sua dedicação e à ajuda de outras instalações da NASA que chegámos até aqui.”

Perseverante

No meio desta tensão adicional de manter o calendário enquanto incorporando precauções adicionais – e manter amigos, familiares e colegas em segurança – a equipa da missão Mars 2020 tem consciência da dedicação e do trabalho árduo das pessoas na comunidade médica de todo o mundo durante a pandemia. Com essas pessoas em mente, a missão instalou uma placa no lado esquerdo do chassi do rover, entre a roda do meio e a roda traseira. O gráfico na placa de alumínio com 8 por 13 cm mostra a Terra, apoiada pela comunidade médica – representada pelo antigo símbolo da haste entrelaçada por uma serpente. Uma linha representando a trajectória da nave desde a Florida Central até Marte, ilustrado como um pequeno ponto no plano de fundo.

“Queríamos demonstrar a nossa gratidão por aqueles que colocaram o seu bem-estar pessoal em risco pelo bem dos outros,” disse Matt Wallace, vice-gerente do projecto Perseverance no JPL. “É nossa esperança que quando as futuras gerações viajarem para Marte e encontrarem o nosso rover, se relembrem destas pessoas da Terra, do ano de 2020.”

Todos os principais componentes da espaço-nave que transporta o rover (desde a concha que o protege, até aos estágios de cruzeiro e de descida) estão agora na configuração que estarão na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida. Já estão incluídos na carga que os protegerá durante o lançamento e a semana passada foram transportados para o Complexo 41 de Lançamentos Espaciais, onde serão anexados ao topo de um foguetão Atlas V da United Launch Alliance.

“A missão tem um lançamento, mais de 500 milhões de quilómetros de espaço interplanetário e sete minutos de terror para chegar com segurança à superfície de Marte,” disse Lori Glaze, directora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA. “Quando virmos a paisagem da Cratera Jezero pela primeira vez e realmente começarmos a perceber a recompensa científica diante de nós, é que a ‘diversão’ começa.”

A Missão

A missão astrobiológica do rover Perseverance vai procurar sinais de vida microbiana antiga. Também vai caracterizar o clima e a geologia do planeta, abrir caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho e será a primeira missão planetária a recolher e a armazenar amostras rochosas e de poeira marciana. Missões subsequentes, actualmente sob consideração pela NASA (em conjunto com a ESA), enviarão naves espaciais para Marte a fim de recolher essas amostras armazenadas à superfície e enviá-las para a Terra para análises mais profundas.

A missão Mars 2020 faz parte de um programa maior que inclui missões à Lua como uma maneira de preparar a exploração humana do Planeta Vermelho. Encarregada de fazer regressar astronautas à Lua até 2024, a NASA estabelecerá uma presença humana sustentada na Lua e em seu redor até 2028 através dos planos de exploração lunar Artemis da NASA.

Independentemente do dia em que o rover Perseverance levante voo durante o período de lançamento de 20 de Julho a 11 de Agosto, aterrará na Cratera Jezero de Marte no dia 18 de Fevereiro de 2021. A aterragem com uma data e hora específica ajuda os planeadores da missão a melhor entender a iluminação e a temperatura no local de aterragem em Marte, bem como a posição dos satélites em órbita de Marte, encarregados de registar e retransmitir dados da nave durante a sua descida e pouso.

Astronomia On-line
30 de Junho de 2020

 

spacenews

 

Evidências suportam cenário de “começo a quente” e formação de oceano em Plutão

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Falhas extensionais (setas) à superfície de Plutão indicam expansão da crosta gelada do planeta anão, atribuídas à congelação de um oceano sub-superficial.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI/Alex Parker

A acreção de novo material durante a formação de Plutão pode ter gerado calor suficiente para criar um oceano líquido que persiste sob uma crosta gelada até aos dias de hoje, apesar da órbita do planeta anão, tão longe do Sol, situada nas frias regiões exteriores do Sistema Solar.

Este cenário de “começo a quente”, apresentado num artigo publicado dia 22 de Junho na revista Nature Geoscience, contrasta com a visão tradicional das origens de Plutão como uma bola de gelo e rocha, na qual a deterioração radioactiva poderia eventualmente gerar calor suficiente para derreter o gelo se formar um oceano subterrâneo.

“Há muito tempo que as pessoas refletem sobre a evolução térmica de Plutão e a capacidade de um oceano sobreviver até aos dias actuais,” disse o co-autor Francis Nimmo, professor de ciências planetárias e da Terra na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. “Agora que temos imagens da superfície de Plutão da missão New Horizons da NASA, podemos comparar o que vemos com as previsões de diferentes modelos de evolução térmica.”

Dado que a água se expande quando congela e se contrai quando derrete, os cenários de começo a quente e começo a frio têm implicações diferentes para a tectónica e para as resultantes características à superfície de Plutão, explicou o autor principal Carver Bierson, estudante da mesma universidade.

“Se começou frio e o gelo derreteu internamente, Plutão teria contraído e deveríamos ver características de compressão na sua superfície, ao passo que se começou quente, teria expandido à medida que o oceano congelava e deveríamos ver características de extensão à superfície,” disse Bierson. “Nós vemos muitas evidências de expansão, mas não vemos nenhuma evidência de compressão, de modo que as observações são mais consistentes com Plutão tendo começado com um oceano líquido.”

A evolução térmica e tectónica de um Plutão com começo a frio é na realidade um pouco complicada, porque após um período inicial de derretimento gradual, o oceano à sub-superfície começaria a congelar novamente. Portanto, a compressão da superfície teria ocorrido cedo, seguida por uma extensão mais recente. Com um começo a quente, a extensão ocorreria ao longo da história de Plutão.

“As características mais antigas da superfície de Plutão são mais difíceis de descobrir, mas parece que houve uma extensão antiga e uma extensa moderna da superfície,” disse Nimmo.

A questão seguinte foi ver se havia energia suficiente disponível para dar um começo quente a Plutão. As duas principais fontes de energia seriam o calor libertado pelo decaimento de elementos radioactivos na rocha e a energia gravitacional libertada à medida que novos materiais bombardeavam a superfície do proto-planeta em crescimento.

Os cálculos de Bierson mostraram que, se toda a energia gravitacional ficasse retida como calor, inevitavelmente criaria um oceano líquido inicial. No entanto, na prática, grande parte dessa energia irradiaria para longe da superfície, especialmente se a acreção de novo material ocorresse lentamente.

“O modo como Plutão foi ‘montado’ em primeiro lugar é muito importante para a sua evolução térmica,” disse Nimmo. “Se acumular material muito lentamente, o material quente à superfície irradia energia para o espaço, mas se acumular material rápido o suficiente, o calor fica preso no interior.”

Os investigadores calcularam que se Plutão tiver sido formado durante um período inferior a 30.000 anos, teria começado quente. Se, ao invés, a acreção tiver ocorrido ao longo de alguns milhões de anos, um começo a quente só será possível se grandes impactos tiverem enterrado a sua energia a grandes profundidades.

As novas descobertas sugerem que outros grandes objectos da Cintura de Kuiper provavelmente também começaram quentes e podem ter tido oceanos iniciais. Estes oceanos podem persistir até aos dias de hoje nos objectos maiores, como os planetas anões Éris e Makemake.

“Mesmo neste ambiente frio e tão longe do Sol, todos estes mundos podem ter-se formado rapidamente e a quente, com oceanos líquidos,” disse Bierson.

Além de Bierson e Nimmo, o artigo teve a co-autoria de Alan Stern do SwRI (Southwest Research Institute), o investigador principal da missão New Horizons.

Astronomia On-line
26 de Junho de 2020

 

spacenews

 

3909: No seu nascimento, Plutão era escaldante e já escondia um oceano líquido no seu interior

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/PLUTÃO

New Horizons / NASA
Imagem de Plutão enviada pela New Horizons em Julho de 2015

Um novo estudo sugere que, ao contrário de análises anteriores, Plutão pode ter tido um “começo quente” no gelado Cinturão de Kuiper e desenvolvido um oceano líquido subterrâneo muito antes do que se pensava.

Investigadores norte-americanos chegaram a essa conclusão comparando diferentes simulações térmicas do interior de Plutão com observações do planeta anão pela sonda New Horizons da NASA.

“Durante muito tempo, as pessoas pensaram sobre a evolução termal de Plutão e a capacidade de um oceano ter sobrevivido até aos dias de hoje”, disse Francis Nimmo, professor de Ciências da Terra e Planetárias na UC Santa Cruz e co-autor do estudo, em comunicado. “Agora que temos imagens da superfície de Plutão da missão New Horizons da NASA, podemos comparar o que vemos com as previsões de diferentes modelos de evolução termal”.

Até 2015, quando a missão da NASA captou imagens do planeta anão, os cientistas pouco sabiam sobre a sua aparência. Porém, desde o “coração” na superfície de Plutão até aos seus vulcões gelados, a missão New Horizons mostrou que o planeta era um objecto geologicamente activo.

Assim, o suspeito oceano salgado subterrâneo debaixo sob a concha gelada de Plutão era uma característica particularmente intrigante. Investigadores tradicionalmente atribuem a formação do oceano de Plutão ao calor gerado pela queda radioactiva no interior do planeta anão, esculpido dentro da bola de gelo e rocha congelados.

No entanto, as novas simulações da equipa mostraram que esse cenário de “início a frio” não seria responsável por alguns dos recursos de superfície de Plutão vistos pela New Horizons.

“Se começasse frio e o gelo derretesse internamente, Plutão teria contraído e deveríamos ver características de compressão na sua superfície, enquanto que, se aquecesse, deveria expandir-se à medida que o oceano congelasse e ver características de extensão na superfície”, explicou o principal autor do estudo, Carver Bierson. “Vemos muitas evidências de expansão, mas não vemos nenhuma evidência de compressão”.

Para que Plutão estivesse suficientemente quente para ter um oceano líquido nos seus primeiro dias, uma grande maioria da energia gravitacional libertada pelo material acumulado deve ter sido retida como calor. Para isso, a sua formação também deve ter acontecido rapidamente.

“A forma como Plutão se formou importa muito para a sua evolução térmica”, disse Nimmo. “Se acumular muito lentamente, o material quente na superfície irradia energia para o Espaço, mas se acumular suficientemente rápido, o calor fica preso no interior”.

Está a nevar em Plutão

Em Julho de 2015, a sonda New Horizons da NASA concluiu uma longa e árdua jornada pelo Sistema Solar, viajando…

A partir dos seus cálculos, a equipa mostra que, se o planeta anão se formou durante um período inferior a 30 mil anos, o calor seria mantido. Se, por outro lado, esse período durasse alguns milhões de anos, grandes impactadores precisariam de enterrar a sua energia profundamente na superfície de Plutão para gerar suficiente calor.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Nature Geoscience.

ZAP //

Por ZAP
25 Junho, 2020

 

spacenews

 

3904: Planetas com oceanos são comuns na nossa Galáxia? É provável, dizem cientistas da NASA

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Esta ilustração mostra a sonda Cassini da NASA a voar pelas plumas de Encélado em Outubro de 2015.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Há vários anos, a cientista planetária Lynnae Quick começou a perguntar-se se algum dos mais de 4000 exoplanetas conhecidos, ou planetas para lá do nosso Sistema Solar, podiam assemelhar-se com algumas das luas com grandes quantidades de água em torno de Júpiter e Saturno. Embora algumas destas luas não tenham atmosferas e estejam cobertas de gelo, ainda estão entre os principais alvos na busca da NASA por vida para lá da Terra. A lua de Saturno, Encélado, e a lua de Júpiter, Europa, que os cientistas classificam como “mundos oceânicos”, são bons exemplos.

“Plumas de água emergem de Europa e Encélado, de modo que sabemos que estes corpos têm oceanos subterrâneos por baixo das suas conchas de gelo, e têm energia que impulsiona as plumas, que são dois requisitos para a vida como a conhecemos,” diz Quick, cientista planetária da NASA especialista em vulcanismo e mundos oceânicos. “Assim sendo, se pensarmos nestes lugares como possivelmente habitáveis, talvez versões maiores noutros sistemas planetários também sejam habitáveis.”

Quick, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, decidiu explorar se – hipoteticamente – existem planetas semelhantes a Europa e Encélado na nossa Via Láctea. E se também podiam ser geologicamente activos o suficiente para expelir plumas através das suas superfícies, quem sabe um dia detectadas por telescópios.

Através de uma análise matemática de várias dúzias de exoplanetas, incluindo planetas no sistema vizinho TRAPPIST-1, Quick e colegas aprenderam algo significativo: mais de um-quarto dos exoplanetas que estudaram podem ser mundos oceânicos, com a maioria possivelmente abrigando oceanos sob camadas de gelo superficial, semelhantes a Europa e Encélado. Além disso, muitos destes planetas podem estar a libertar mais energia do que Europa e Encélado.

Os cientistas podem um dia ser capazes de testar as previsões de Quick medindo o calor emitido por um exoplaneta ou detectando erupções vulcânicas ou crio-vulcânicas (líquido ou vapor em vez de rocha derretida) nos comprimentos de onda da luz emitida por moléculas na atmosfera de um planeta. Por agora, os cientistas não podem ver muitos exoplanetas em detalhe. Infelizmente, estão demasiado distantes e demasiado ofuscados pelo brilho das suas estrelas. Mas, considerando a única informação disponível – os tamanhos, massas e distâncias dos exoplanetas às suas estrelas – cientistas como Quick e colegas podem explorar modelos matemáticos e a nossa compreensão do Sistema Solar para tentar imaginar as condições que podiam moldar exoplanetas em mundos habitáveis (ou não).

Apesar das suposições que entram nestes modelos matemáticos serem suposições educadas, podem ajudar os cientistas a restringir a lista de exoplanetas promissores para procurar condições favoráveis à vida, para que o Telescópio Espacial James Webb da NASA ou outras missões espaciais possam observar.

“As missões futuras com o objectivo de procurar sinais de vida para lá do Sistema Solar estarão focadas em planetas como o nosso, que possuem uma biosfera global tão abundante que mudam a química de toda a atmosfera,” diz Aki Roberge, astrofísica da NASA em Goddard que colaborou com Quick na sua análise. “Mas no Sistema Solar, luas geladas com oceanos, que estão longe do calor do Sol, ainda mostraram que possuem características que achamos necessárias para a vida.”

Para procurar possíveis mundos oceânicos, a equipa de Quick seleccionou 53 exoplanetas com tamanhos parecidos ao da Terra, embora possam ter até oito vezes mais massa. Os cientistas assumem que os planetas deste tamanho são mais sólidos do que gasosos e, portanto, mais propensos a suportar água líquida nas superfícies ou abaixo delas. Pelo menos mais 30 planetas que encaixam nestes parâmetros foram descobertos desde que Quick e colegas começaram o seu estudo em 2017, mas não foram incluídos na análise, publicada no dia 18 de Junho na revista Publications of the Astronomical Society of the Pacific.

Com os seus planetas do tamanho da Terra identificados, Quick e a sua equipa procuraram determinar quanta energia cada um podia gerar e libertar como calor. A equipa considerou duas fontes principais de calor. A primeira, calor radiogénico, é gerado ao longo de milhares de milhões de anos pelo lento decaimento de materiais radioactivos no manto e crosta de um planeta. Esta taxa de decaimento depende da idade de um planeta e da massa do seu manto. Outros cientistas já haviam determinado estas relações para planetas do tamanho da Terra. Assim, Quick e a sua equipa aplicaram a taxa de decaimento à sua lista de 53 planetas, assumindo que cada um tem a mesma idade da sua estrela e que o seu manto ocupa a mesma proporção de volume planetário do que o manto da Terra.

De seguida, os cientistas calcularam o calor produzido por outra coisa: forças de maré, que é a energia gerada a partir de atracção gravitacional quando um objecto orbita outro. Os planetas em órbitas alongadas, mais elípticas, mudam a distância à estrela enquanto a orbitam. Isto leva a mudanças na força gravitacional entre os dois objectos e faz com que o planeta “estique”, gerando calor. Eventualmente, o calor é perdido para o espaço através da superfície.

Uma rota de saída para o calor é através de vulcões ou crio-vulcões. Outra rota é através das placas tectónicas, que é um processo geológico responsável pelo movimento da camada rochosa ou gelada mais externa de um planeta ou lua. Qualquer que seja a maneira como o calor é libertado, é importante saber a quantidade, pois pode validar ou invalidar a habitabilidade.

Por exemplo, demasiada actividade vulcânica pode transformar um mundo habitável num pesadelo derretido. Mas pouca actividade pode impedir a libertação de gases que compõem uma atmosfera, deixando uma atmosfera fria e árida. A quantidade ideal suporta um planeta habitável e húmido como a Terra, ou uma lua possivelmente habitável como Europa.

Na próxima década, a sonda Europa Clipper da NASA irá explorar a superfície e a sub-superfície de Europa e fornecer informações sobre o seu ambiente. Quanto mais os cientistas puderem aprender sobre Europa e sobre outras luas potencialmente habitáveis no nosso Sistema Solar, melhor serão capazes de entender mundos semelhantes em torno de outras estrelas – que podem ser abundantes, de acordo com as descobertas publicadas.

“As próximas missões vão dar-nos a hipótese de ver se as luas oceânicas no nosso Sistema Solar podem sustentar a vida,” diz Quick, que faz parte da equipa científica tanto da missão Clipper como da missão Dragonfly, com destino à lua de Saturno, Titã. “Se encontrarmos assinaturas químicas da vida, podemos tentar procurar sinais semelhantes a distâncias interestelares”.

Quando o Webb for lançado, os cientistas vão tentar detetar assinaturas químicas nas atmosferas de alguns dos planetas no sistema TRAPPIST-1, que fica a 39 anos-luz de distância na direcção da constelação de Aquário. Em 2017, os astrónomos anunciaram que este sistema possuía sete planetas do tamanho da Terra. Há quem tenha sugerido que alguns destes planetas possam ser oceânicos, e a equipa de Quick suporta esta ideia. Segundo os cálculos da sua equipa, TRAPPIST-1 e, f, g e h podem ser mundos oceânicos, o que os colocaria entre os 14 mundos oceânicos que os cientistas identificaram neste estudo.

Os investigadores previram que estes exoplanetas tinham oceanos, tendo em conta as temperaturas da superfície de cada um. Esta informação é revelada pela quantidade de radiação estelar que cada planeta reflete para o espaço. A equipa de Quick também levou em consideração a densidade de cada planeta e a quantidade estimada de aquecimento interno que geram em comparação com a Terra.

“Se virmos que a densidade de um planeta é menor que a da Terra, isso é uma indicação de que pode haver mais água lá e não tanta rocha e ferro,” explica Quick. E se a temperatura do planeta permitir água líquida, então teremos um mundo oceânico.

“Mas se a temperatura à superfície de um planeta for inferior a 0º C, onde a água está congelada,” diz Quick, “então temos um mundo oceânico gelado e as densidades destes planetas são ainda mais baixas.”

Outros cientistas que participaram nesta análise com Quick e Roberge incluem Amy Barr Mlinar do PSI (Planetary Science Institute) em Tucson, no estado norte-americano do Arizona, e Matthew M. Hedman da Universidade de Idaho, em Moscow, EUA.

Astronomia On-line
23 de Junho de 2020

 

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3896: Próxima missão da NASA a Marte vai homenagear equipas médicas que lutam contra a covid-19

CIÊNCIA/MARTE/NASA/CORONAVIRUS

NASA/JPL-Caltech
O rover marciano Perseverance da NASA

A próxima missão da agência espacial norte-americana (NASA) a Marte vai homenagear todos aqueles que lutam diariamente contra a covid-19, doença que fez já mais de 468.000 vítimas mortais em todo o mundo.

A bordo do veículo espacial Perseverance, que faz parte da missão Mars 2020 e cujo lançamento está agendado para 20 de Julho, vai seguir uma pequena placa de alumínio em homenagem a médicos, enfermeiros e outros profissionais ligados à saúde que todos os dias lutam para travar a covid-19, anunciou a NASA em comunicado.

“Queríamos demonstrar a nossa gratidão por todos aqueles que colocaram o seu bem-estar pessoal em risco em prol do bem dos outros”, disse Matt Wallace, líder dos projectos do Perseverance, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA.

“Esperamos que, quando as gerações futuras viajarem para Marte e encontrarem o nosso veículo espacial, se recordem que na Terra, no ano de 2020, havia estas pessoas”.

A placa de 8 por treze centímetros mostra a Terra “apoiada pela comunidade médica, que está representada pelo antigo símbolo da haste entrelaçada por serpentes”, detalhou ainda a NASA, citada pelo The New York Post.

NASA’s Perseverance Mars Rover

@NASAPersevere

On track for launch in just over a month. The road has been long, but we’re persevering, inspired by the global medical community that’s gone above and beyond during #COVID19. That’s why I’m carrying this tribute plate for them, above and beyond to Mars. http://go.nasa.gov/37Ev019 

Apesar da pandemia, o lançamento deste rover da NASA não foi adiado, apesar de ter dificultado os trabalhos. “Começou a afectar-nos verdadeiro em meados de Março (…) Estávamos num momento crítico no processamento da nave espacial. Todos os elementos estavam no Centro Espacial Kennedy e tínhamos que proceder à montagem e fazer os testes finais da nave espacial”, explicou Matt Wallace.

“Tinha de ser feito da forma correta – não podemos cometer um erro neste momento – e é claro que o ambiente tornou esta missão muito mais difícil“.

Os trabalhos continuaram com todas as precauções, refere ainda o portal Space.com, que dá conta que, janela de lançamento da missão termina em meados de Agosto e, se o veículo da NASA não for lançado neste período de tempo pré-definido, só poderá seguir depois rumo ao espaço no final de 2022.

As janelas de lançamento para as missões de Marte surgem uma vez a cada 26 meses, quando a Terra e o Planeta Vermelho estão do mesmo lado do Sol.

Perseverance deve chegar a Marte em meados de Fevereiro de 2021.

O detective a bordo do rover da NASA Perseverance

Marte está muito longe da famosa 221 Baker Street, mas um dos detectives mais conhecidos da ficção estará representado no…

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Por ZAP
22 Junho, 2020

 

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3894: Podem existir cerca de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/VIA LÁCTEA

(cv) ESA/Hubble

Podem existir mais de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), nos Estados Unidos.

Um planeta é considerado semelhante à Terra se cumprir uma série de requisitos: deve ser rochoso, do tamanho do nosso planeta, orbitar estrelas do tipo do Sol (do tipo G) e estar entre a zona habitável da sua estrela, referem em comunicado, citado pelo portal Phys.

Para chegar à nova estimativa, os cientistas calcularam uma nova proporção entre a quantidade de planetas semelhantes com a Terra para cada estrela do tipo G – também chamada de anã amarela – já identificada na Via Láctea.

“Os meus cálculos apontam para um limite superior ao de 0,18 planetas do tipo da Terra por estrela do tipo G”, começou por explicar a cientista da universidade norte-americana Michelle Kunimoto, também co-autora novo estudo publicado no The Astronomical Journal.

E o seu colega Jaymie Matthews completou: “A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas. Destas, 7% são do tipo G. Isto significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas semelhantes à Terra na nossa galáxia”.

Estimativas anteriores chegaram a apontar proporções que variavam entre 0,02, até mais de um exoplaneta por estrela do tipo do Sol.

Para chegar às novas estimativas, os cientistas da UBC recorreram a uma técnica conhecida como modelagem directa. Tal como explicou Kunimoto, o processo científico começou a partir de uma simulação de toda a população de exoplanetas em torno de mais de 200 mil estrelas estudadas pelo telescópio espacial Kepler.

A equipa classificou depois cada astro como “detectado” ou “perdido”, de acordo com a com a probabilidade de o algoritmo dos próprios cientistas identificar os exoplanetas.

“Depois, comparei os planetas ‘detectados’ com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produz uma resposta próxima, então a população inicial [dos catálogos] é provavelmente uma boa representação da população real de planetas que orbitam as estrelas”, sintetizou a co-autora do estudo.

ZAP //

Por ZAP
22 Junho, 2020

 

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3890: Hope: A sonda dos Emirados Árabes Unidos que será enviada a Marte

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

Não há volta a dar, Marte está efectivamente na mira dos países e das agências espaciais e é lá que todos querem ir. Depois dos Estados Unidos, Rússia, Europa, entre outros, apontarem tecnologia para conhecer solo marciano, chegou a vez da “Hope”, uma sonda dos Emirados Árabes Unidos.

Apesar da pandemia, os EAU, que têm uma população de apenas 9,6 milhões de habitantes, enviarão uma sonda de exploração a Marte, no próximo mês.

Sonda Hope levará tecnologia dos Emirados Árabes Unidos a Marte

No próximo dia 15 de Julho de 2020, os Emirados Árabes Unidos (EAU) vão lançar a sua Missão Emirados Marte (EMM). Esta missão levará uma sonda chamada “Hope” numa viagem de sete meses até ao Planeta Vermelho.

Com semelhanças com a missão MAVEN da NASA, a sonda, se bem sucedida, estudará o clima de Marte, dando uma visão abrangente do sistema meteorológico do planeta e dos EAU, uma base impressionante na corrida espacial.

Missão dos Emirados em Marte nos trilhos, apesar da COVID-19

Conforme foi dado a conhecer, o EMM enviará um orbital de Marte, desenvolvido pelo Centro Espacial Mohammed Bin Rashid (MBRSC), no Dubai. Esta sonda foi desenvolvida em parceria com o Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, em Boulder. A nave deverá chegar a Marte em Fevereiro de 2021 e começar a estudar a atmosfera marciana no final de 2021.

O objectivo da missão é construir o primeiro quadro completo do clima de Marte ao longo do ano marciano. Segundo os responsáveis desta missão, este conjunto de dados recolhidos será de valor inestimável para futuras missões a Marte.

Está a chegar num momento difícil para todos, por isso, tem sido uma notícia refrescante. Tivemos de dar mais uma vista de olhos às reuniões para os eventos de lançamento, mas estamos à procura de fazer algo online.

Explicou Sarah Al Amiri, Ministra de Estado das Ciências Avançadas dos Emirados Árabes Unidos e Gestora de Projecto Adjunta da Missão dos Emirados Marte, à Forbes.

Planos de contingência impressionantes

Apesar dos contratempos da pandemia da COVID-19, o Centro Espacial Mohammed Bin Rashid tem conseguido manter a missão no bom caminho.

Estamos na fase da campanha de lançamento – a nave está abastecida e pronta para o lançamento. Tivemos de a enviar mais cedo do que o previsto devido à COVID-19 e dividimos a equipa, colocando alguns deles no Japão durante quatro meses.

Disse Omran Sharaf, líder do projecto da Missão dos Emirados Marte.

O futuro pós-petróleo para os Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos têm sido claros que, embora o seu objectivo seja preencher lacunas no nosso conhecimento sobre o Planeta Vermelho, a Missão a Marte dos EAU é também sobre a economia do país a longo prazo.

Chegar a Marte não é o principal objectivo aqui – trata-se de reforçar a nossa economia do conhecimento, tornando-a mais inovadora, criativa e competitiva. É sobre a economia pós-petróleo.

Concluiu Sharaf.

Conforme foi já programado, a janela de lançamento do EMM inicia-se no dia 15 de Julho de 2020 e fecha a 3 de Agosto de 2020. Portanto, se esta janela de lançamento falhar, toda a missão terá de ser adiada até Setembro de 2022.

NASA mostra a realidade triste de Marte. Já foi um planeta habitável, hoje é desolador

Marte está nos planos das agências espaciais para ser visitado por humanos. Contudo, do que se vai conhecendo do planeta vermelho, a realidade é muito desoladora, face ao que, um dia, já foi. Durante … Continue a ler NASA mostra a realidade triste de Marte. Já foi um planeta habitável, hoje é desolador

19 Jun 2020

3885: Northolt Branch Observatories

Himalia, also known as Jupiter VI, is the largest of Jupiter’s irregular outer satellites. It is about 210 by 140 km in size, and orbits the planet Jupiter at a mean distance of 11.4 million km (six times further out than Callisto, the outermost of Jupiter’s large moons). Himalia takes 3.5 years to complete one orbit around Jupiter. Not much else is known about it, as Himalia has never been visited by a spacecraft. From Earth, it is observable as an object of 15th magnitude.

Jupiter is currently located low in the southern sky as seen from England, and the glare from the bright planet affects images of the surrounding star fields. This makes Himalia and the other irregular satellites a challenging target.

Himalia, também conhecida como Júpiter VI, é o maior dos satélites exteriores irregulares de Júpiter. Tem cerca de 210 por 140 km de tamanho, e orbita o planeta Júpiter a uma distância média de 11.4 milhões de km (seis vezes mais longe do que Calisto, a mais ultra-periférica das grandes luas de Júpiter). Himalia demora 3.5 anos para completar uma órbita em torno de Júpiter. Não se sabe muito mais sobre isso, pois a Himalia nunca foi visitada por uma nave espacial. Da Terra, é observável como um objecto de magnitude 15

Júpiter está actualmente localizado baixo no céu sul, como visto da Inglaterra, e o brilho do planeta brilhante afecta imagens dos campos de estrelas circundantes. Isto faz do Himalia e dos outros satélites irregulares um alvo desafiador.

Leitura adicional: https://en.wikipedia.org/wiki/Himalia_(moon)

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

 

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3881: NASA quer visitar Tritão, a estranha e distante lua de Neptuno

CIÊNCIA/ESPAÇO/NASA

O próximo alvo de estudo da NASA é Tritão, a estranha lua de Neptuno. A agência espacial norte-americana quer enviar uma missão chamada Trident para analisar o satélite natural, que pode estar repleto de géiseres de nitrogénio no seu hemisfério sul.

A eventual existência de géiseres de nitrogénio no hemisfério sul de Tritão foi revelada pela abordagem mais próxima da missão Voyager 2 da NASA a Tritão, em 1989. Um sobrevoo de Trident em 2038 poderia contar muito mais sobre a origem desse vulcanismo.

Porém, primeiro, a missão deve ser seleccionada para financiamento total no próximo verão.

Em declarações à revista Forbes, Louise Prockter, directora do Instituto Lunar e Planetário da Associação de Universidades de Investigação Espacial, disse que está particularmente interessada na forma como as formas bizarras de Triton são criadas e se esta estranha lua contém um oceano.

Tritão é a maior das 13 luas conhecidas de Neptuno e terá migrado do Cinturão de Kuiper, uma vasta região de corpos gelados além de Neptuno que se acredita serem restos de relíquias da formação do nosso próprio Sistema Solar.

Neptuno e Tritão giram em direcções opostas, de forma diferente de qualquer outra grande lua no Sistema Solar. De acordo com a investigadora, acredita-se que isto acontece porque Tritão foi capturado no início da sua história, levando a uma órbita altamente inclinada para trás. Se Tritão se tivesse formado em torno de Neptuno, estaria a orbitar na mesma direcção do que planeta.

Prockter disse ainda que a missão Trident ajudaria os cientistas planetários a comparar Tritão com objectos que ainda permanecem no Cinturão de Kuiper praticamente inalterados. Isso, por si só, ajudará os investigadores a entender que processos geológicos estão activos em vários corpos dentro do Sistema Solar.

Sendo a sétima maior lua do Sistema Solar, acredita-se que Tritão tenha um núcleo, manto e crosta distintos, com um interior suficientemente quente para gerar alguma forma de vulcanismo de superfície. Com um diâmetro de 2.703 quilómetros, pensa-se que Tritão tenha uma crosta de nitrogénio congelada que cobre um manto gelado que, por sua vez, cobre um núcleo de rocha e metal.

A atmosfera fina de Tritão é composta por nitrogénio com pequenas quantidades de metano e, provavelmente, origina-se através da sua actividade vulcânica, que é impulsionada pelo aquecimento sazonal do Sol.

No entanto, Tritão é um dos objectos mais frios do Sistema Solar. É tão frio que a maior parte do seu nitrogénio se condensa como geada, criando um brilho de superfície gelada que acaba por reflectir até 70% da luz solar que o atinge.

Grande parte do norte de Tritão parece suave, possivelmente através do ressurgimento vulcânico generalizado. A porção inferior da lua mostra uma espécie de terreno ondulado. Como existem tão poucas crateras visíveis na superfície, os cientistas pensam que a superfície não tem mais de 50 milhões de anos e, possivelmente, pode ter 10 milhões de anos.

Duas luas de Neptuno dançam de forma única e perpétua

De acordo com uma investigação publicada recentemente, mesmo para os padrões selvagens do Sistema Solar exterior, as órbitas estranhas das…

O lançamento proposto pela NASA em Outubro de 2025 tiraria vantagem de uma janela de 13 anos, permitindo que a sonda usasse a força gravitacional de Júpiter para se projectar para Tritão. O objectivo seria percorrer a atmosfera superior e mapear a maior parte da superfície da lua.

A Voyager 2 apenas fotografou cerca de 40% deste corpo distante e misterioso.

ZAP //

Por ZAP
18 Junho, 2020

 

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3869: Weird green glow spotted in atmosphere of Mars

It’s the first time the emission has been seen on a world beyond Earth.

Artist’s illustration of the European Space Agency’s ExoMars Trace Gas Orbiter detecting the green glow of oxygen in the Martian atmosphere. This emission, spotted on the dayside of Mars, is similar to the night glow seen around Earth’s atmosphere from space.
(Image: © ESA)

The atmosphere of Mars has a distinct green glow, just like Earth’s.

The European Space Agency’s Trace Gas Orbiter (TGO) spotted an emerald glow in Mars’ wispy atmosphere, marking the first time the phenomenon has been spotted on a world beyond Earth, a new study reports.

“One of the brightest emissions seen on Earth stems from night glow. More specifically, from oxygen atoms emitting a particular wavelength of light that has never been seen around another planet,” study lead author Jean-Claude Gérard, of the Université de Liège in Belgium, said in a statement.

“However, this emission has been predicted to exist at Mars for around 40 years — and, thanks to TGO, we’ve found it,” Gérard said.

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In this image, taken by astronauts aboard the International Space Station (ISS) in 2011, a green band of oxygen glow is visible over Earth’s curve. On the surface, portions of northern Africa are visible, with evening lights shining along the Nile river and its delta. (Image credit: NASA)

As Gérard noted, the green emission is characteristic of oxygen. Skywatchers at high latitudes here on Earth can see this signature in the ethereal, multicolored displays known as the auroras, which are generated by charged particles from the sun slamming into molecules high up in the atmosphere.

But night glow is different. It’s caused by the interaction of sunlight with atoms and molecules in the air, which generates a subtle but continuous light. This emission is hard to see, even here on Earth; observers often need an edge-on perspective to make it out, which is why some of the best images of our planet’s green night glow come courtesy of astronauts aboard the International Space Station (ISS).

Day glow, the diurnal component of this constant emission, is even harder to spot. And it’s driven by a slightly different mechanism.

“Night glow occurs as broken-apart molecules recombine, whereas day glow arises when the sun’s light directly excites atoms and molecules such as nitrogen and oxygen,” European Space Agency (ESA) officials wrote in the same statement.

Gérard and his colleagues used TGO’s Nadir and Occultation for Mars Discovery (NOMAD) instrument suite, which includes the Ultraviolet and Visible Spectrometer (UVIS), to study the Red Planet’s air in a special observing mode from April through December of last year.

“Previous observations hadn’t captured any kind of green glow at Mars, so we decided to reorient the UVIS nadir channel to point at the ‘edge’ of Mars, similar to the perspective you see in images of Earth taken from the ISS,” study co-author and NOMAD principal investigator Ann Carine Vandaele, of the Institut Royal d’Aéronomie Spatiale de Belgique in Belgium, said in the same statement.

The team scanned the Martian atmosphere at altitudes between 12 miles and 250 miles (20 to 400 kilometers). They found the green oxygen glow at all heights, though it was strongest around 50 miles (80 km) up and varied with the Red Planet’s distance from the sun.

The researchers also performed modeling work to better understand what’s driving the glow. Those calculations suggested the light is driven mainly by the breakup of carbon dioxide, which makes up 95% of Mars’ thin atmosphere, into carbon monoxide and oxygen.

TGO saw these stripped oxygen atoms glowing in both visible and ultraviolet light, with the visible emission about 16.5 times more intense than the UV.

“The observations at Mars agree with previous theoretical models, but not with the actual glowing we’ve spotted around Earth, where the visible emission is far weaker,” Gérard said. “This suggests we have more to learn about how oxygen atoms behave, which is hugely important for our understanding of atomic and quantum physics.”

TGO has been circling Mars since October 2016. The orbiter is part of the two-phase European-Russian ExoMars program, which plans to launch a life-hunting rover called Rosalind Franklin toward the Red Planet in 2022. (The Rosalind Franklin was originally supposed to lift off this summer, but technical issues with the spacecraft’s parachute and other systems caused the mission to miss that window.)

The new TGO results, which were published online today (June 15) in the journal Nature Astronomy, will be helpful to the Rosalind Franklin team, ESA officials said.

“This type of remote-sensing observation, coupled with in situ measurements at higher altitudes, helps us to predict how the Martian atmosphere will respond to seasonal changes and variations in solar activity,” Håkan Svedhem, ESA’s TGO project scientist, said in the same statement.

“Predicting changes in atmospheric density is especially important for forthcoming missions, including the ExoMars 2022 mission that will send a rover and surface science platform to explore the surface of the Red Planet,” said Svedhem, who is not a co-author of the new study.

Mike Wall is the author of “Out There” (Grand Central Publishing, 2018; illustrated by Karl Tate), a book about the search for alien life. Follow him on Twitter @michaeldwall. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook

Livescience
By Mike Wall – Space.com Senior Writer
17/06/2020

 

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3850: Northolt Branch Observatories

(134340) Pluto is the largest dwarf planet, with a diameter of 2,377 km. It orbits the Sun once every 248 years. Discovered in 1930 by American astronomer Clyde Tombaugh, the nature of Pluto remained a mystery until the 1990s, when it was realised that Pluto was just the brightest member of a previously unknown class of objects, which we now call Trans-Neptunian objects (TNOs).

We observed (134340) Pluto at mag +14.5, moving sedately at 0.05″/min through the constellation of Sagittarius. The dwarf planet was 10 degrees about the southern horizon.

(134340) Plutão é o maior planeta anão, com um diâmetro de 2,377 km. Ele orbita o Sol uma vez a cada 248 anos. Descoberto em 1930 pelo astrónomo americano Clyde Tombaugh, a natureza de Plutão permaneceu um mistério até os anos 1990, quando se percebeu que Plutão era apenas o membro mais brilhante de uma classe de objectos anteriormente desconhecida, que agora chamamos de Trans – Objectos neptunianos (TNOs).

Observamos (134340) Plutão na Mag + 14.5, movendo-se tranquilamente a 0.05 “/ min através da constelação de Sagitário. O planeta anão estava 10 graus sobre o horizonte sul.

15/06/2020

 

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3843: How to Get to Mars. Very Cool! HD

“How To get to Mars” is a clip from the IMAX documentary “Roving Mars” from 2006. This is an edited short version.

 

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3840: NASA “mostra as várias cores” de Fobos, a maior lua marciana

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Novas imagens térmicas capturadas pela sonda Mars Odyssey da NASA apresentam Fobos, a maior das duas luas de Marte, com cores diferentes.

As imagens agora divulgadas e captadas através de uma câmara infravermelha da sonda, fornecem informações sobre a composição e as propriedades físicas desta lua de Marte, explicou a agência espacial norte-americana em comunicado.

Em algumas ocasiões, este satélite aparece envolto em sombras, havendo ainda outros momentos em que está completamente banhado pela luz solar.

NASA

No passado 25 de Fevereiro, Fobos foi observada durante um eclipse lunar, durante o qual Marte bloqueou totalmente a luz solar desta luz, gerando as temperaturas mais baixas já registadas pelos cientistas neste satélite.

Os termómetros chegaram aos -123 graus Celsius.

“Estas observações também estão a ajudar a caracterizar a composição de Fobos. As futuras observações fornecerão uma imagem mais completa das temperaturas extremas na superfície da Lua”, disse o especialista Christopher Edwards, da Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, que liderou o processamento e a análise das imagens.

Marte pode ter tido uma lua gigante antes de Fobos e Deimos

Os cientistas norte-americanos desenvolveram um modelo que sugere que detritos expelidos para o espaço por um corpo celeste que colidiu…

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2020

 

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3834: Titã afasta-se de Saturno mais depressa do que se pensava

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Maior do que o planeta Mercúrio, a lua Titã é aqui vista enquanto orbita Saturno. Por baixo de Titã encontram-se as sombras dos anéis de Saturno. Esta composição a cores naturais foi criada combinando seis imagens obtidas pela sonda Cassini da NASA no dia 6 de maio de 2012.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

Assim como a nossa própria Lua afasta-se da Terra um pouco mais a cada ano, outras luas também o fazem com os seus planetas hospedeiros. À medida que uma lua orbita, a sua gravidade puxa o planeta, provocando uma protuberância temporária no planeta à medida que passa.

Com o tempo, a energia criada pelo abaulamento e diminuição é transferida do planeta para a lua, empurrando-a para cada vez mais longe. A nossa Lua afasta-se da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano.

Os cientistas pensavam que sabiam a velocidade com que a lua gigante Titã se afastava de Saturno, mas recentemente fizeram uma descoberta surpreendente: usando dados da sonda Cassini da NASA, descobriram que Titã afasta-se cem vezes mais depressa – 11 centímetros por ano.

Os resultados podem ajudar a resolver uma questão antiga. Embora os cientistas saibam que Saturno se formou há 4,6 mil milhões de anos, nos primeiros dias do Sistema Solar, há mais incerteza sobre quando os anéis do planeta e o seu sistema de mais de 80 luas se formaram. Titã está actualmente a 1,2 milhões de quilómetros de Saturno. O ritmo revisto da sua deriva sugere que a lua começou muito mais perto de Saturno, o que significaria que todo o sistema se expandiu mais depressa do que se pensava anteriormente.

“Este resultado traz com ele uma nova e importante peça do quebra-cabeças que é a altamente debatida idade do sistema de Saturno e da formação das suas luas,” disse Valery Lainey, autor principal do trabalho publicado dia 8 de Junho na revista Nature Astronomy. Ele levou a cabo a sua investigação como cientista no JPL da NASA, no sul da Califórnia, antes de ingressar no Observatório de Paris da Universidade de Ciências e Letras de Paris.

Compreendendo a migração da lua

As descobertas sobre o ritmo de afastamento de Titã também são importantes para a confirmação de uma nova teoria que explica e prevê como os planetas afectam as órbitas das suas luas.

Ao longo dos últimos 50 anos, os cientistas têm aplicado as mesmas fórmulas para estimar a rapidez com que uma luz se afasta do seu planeta, um ritmo que também pode ser usado para determinar a idade da lua. Estas fórmulas e as teorias clássicas nas quais se baseiam foram aplicadas a luas grandes e pequenas por todo o Sistema Solar. As teorias assumiam que em sistemas como o de Saturno, com dúzias de luas, as luas mais exteriores, como Titã, migravam para fora mais lentamente do que luas mais próximas porque estão mais afastadas da gravidade do planeta hospedeiro.

Há quatro anos, o astrofísico teórico Jim Fuller, agora no Caltech, publicou uma investigação que derrubou essas teorias. A teoria de Fuller previa que as luas exteriores podem migrar para fora a um ritmo idêntico ao das luas interiores porque ficam presas num tipo diferente de padrão orbital que se liga à oscilação específica de um planeta e as lança para fora.

“As novas medições implicam que este tipo de interacção planeta-lua pode ser mais proeminente do que as expectativa anteriores e podem ser aplicadas a muitos sistemas, como outros sistemas planetários com luas, exoplanetas – aqueles para lá do Sistema Solar – e até sistemas estelares binários, onde as estrelas se orbitam uma à outra,” disse Fuller, co-autor do novo artigo.

Para alcançar os seus resultados, os autores mapearam estrelas no plano de fundo de imagens da Cassini e rastrearam a posição de Titã. Para confirmar os seus achados, compararam-nos com um conjunto de dados independente: dados de ciência rádio obtidos pela Cassini. Durante dez voos rasantes entre 2006 e 2016, o orbitador enviou ondas de rádio para a Terra. Os cientistas estudaram como a frequência do sinal foi alterada pelas suas interacções com o ambiente em seu redor a fim de estimar a evolução da órbita de Titã.

“Usando dois conjuntos de dados completamente diferentes, obtivemos resultados que estão totalmente de acordo e também de acordo com a teoria de Jim Fuller,” que previa uma migração muito mais rápida de Titã,” disse o co-autor Paolo Tortora, da Universidade de Bolonha, na Itália. Tortora é um membro da equipa de Ciência Rádio da Cassini e trabalhou na investigação com o apoio da Agência Espacial Italiana.

A Cassini foi uma sonda que observou Saturno durante mais de 13 anos de esgotar o seu combustível. A missão mergulhou na atmosfera do planeta em Setembro de 2017, em parte para proteger a lua Encélado, que a Cassini descobriu poder albergar condições adequadas para a vida.

Astronomia On-line
12 de Junho de 2020

Artigo relacionado: Titã está a afastar-se de Saturno 100 vezes mais depressa do que o esperado

 

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