4391: Poderá ter sido descoberto o primeiro planeta de outra galáxia

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Carsten Frenzl / Flickr
Galáxia de Whirlpool

Um enorme planeta poderá estar a orbitar um sistema estelar binário, numa galáxia muito longe da nossa. Se este planeta for real, poderá ser o mundo mais distante alguma vez descoberto.

De acordo com a Futurism, que cita a New Scientist, cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto o que poderá ser o primeiro exoplaneta numa galáxia diferente.

A equipa liderada por Rosanne Di Stefano encontrou evidências de que um objecto do tamanho de Saturno, potencialmente um gigante gasoso – chamado M51-ULS-1b – passou à frente de uma das estrelas do seu sistema binário, na galáxia Whirlpool.

Na nossa própria galáxia – a Via Láctea – podem existir milhares de milhões de planetas que orbitam uma estrela diferente. Mas encontrar novos mundos noutras galáxias, é uma tarefa mais difícil. Ao longo dos anos, alguns cientistas encontraram sinais de exoplanetas noutras galáxias, mas essas teorias nunca foram confirmadas.

“É emocionante, mas não inesperado”, disse à New Scientist Angelle Tanner, astrónomo da Universidade do Estado do Mississippi, que não participou no estudo. “Não há absolutamente nenhuma razão para pensar que não existem planetas noutras galáxias”, concluiu.

No entanto, a confirmação da existência do M51-ULS-1b poderá estar a décadas de distância. Segundo explica a New Scientist, o exoplaneta estará a orbitar a estrela à mesma distância que Saturno orbita o Sol, o que significa que pode levar décadas até dar uma volta completa e voltar a passar no mesmo sítio. O que será essencial para os cientistas confirmarem a sua descoberta.

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Por ZAP
26 Setembro, 2020

 

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4388: Kremlin Scientist Claims Venus Is A ‘Russian Planet’

Sure, we all know Venus as the sister planet to our own but most of us have never thought of other planets as having much to do with different countries here on Earth, right? Well, apparently it seems now because they were the ‘first and only’ to successfully land on Venus the RSA considers Venus a ‘Russian Planet.’ 

This in itself is kind of a silly idea as well, nothing in space aside from satellites and technology actually belong to any one country. Sure, you can think of things however you want but at the end of the day laying claim to a planet or something else of that sort just doesn’t make much sense at all. That being said, it seems Dmitry Rogozin who is the director-general of Russian space corporation Roscosmos believes Venus is a ‘Russian Planet’ and has even in recent times revealed that the country has plans to send their own mission to Venus. 

Fox News reported as follows on all of this:

Dmitry Rogozin, the director-general of Russian space agency Roscosmos, said the second planet from the sun is a “Russian planet” as the former Soviet Union landed a probe on Venus decades ago.

“Our country [the Soviet Union] was the first and only one to successfully land on Venus,” Rogozin said in an interview with The Times. “The spacecraft gathered information about the planet — it is like hell over there.”

“We believe that Venus is a Russian planet,” he added.

The Soviet-era Venera program was designed to learn more about the planet Venus, which some researchers believe was habitable in its distant past. The Venera program, which lasted between 1961 and 1984, saw a number of achievements, including a soft landing on the planet on Dec. 15, 1970 (Venera 7), the first of its kind.

The comments from Rogozin come just days after NASA Administrator Jim Bridenstine said the planet is “one stop in our search for life.”

“Today, we are on the cusp of amazing discoveries that could tell us more about the possibility of life off the Earth,” Bridenstine said in a statement issued last week.

Last week, new research from an international team of astronomers revealed the discovery of a rare molecule, phosphine, in the clouds of Venus. The scientists noted that, on Earth, the gas is only made industrially or by microbes that thrive in oxygen-free environments.

While Russia is working on a joint mission known as Venera-D with the US, they are also working on a separate mission themselves as noted above when it comes to our sister planet. For Russia, it seems ‘resuming Venus exploration’ is on their ‘agenda’ or at least that’s what Rogozin is saying. While Venus is similar to our planet, there are lots of differences and still tons of things we do not yet know about it. 

CNN wrote as follows weighing in on all of this:

Rogozin was addressing reporters at the HeliRussia 2020 exhibition, an international expo of the helicopter industry in Moscow.

“Resuming Venus exploration is on our agenda,” he told reporters Tuesday.

“We think that Venus is a Russian planet, so we shouldn’t lag behind,” he said.

“Projects of Venus missions are included in the united government program of Russia’s space exploration for 2021-2030.”

While progress is being made in regard to Venus, who knows whether or not conflict will come forth as a result in time. But we were once in a great space race and well, perhaps we could find ourselves in another. What do you think about this declaration and do you think it’s possible for any country to truly lay claim to a planet in this manner?

awareness act
By Gerald Sinclair
September 23, 2020

 

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4378: Terra Pi: cientistas descobrem planeta que completa uma órbita em 3.14 dias

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Recebemos diariamente novidades de descobertas feitas no Espaço, que o vão desconstruindo e nos fazem percebe-lo cada vez melhor. Agora, uma equipa de cientistas descobriu um planeta do tamanho da Terra que se desloca à volta da sua estrela durante 3,14 dias.

Num cruzamento entre a matemática e a astronomia, os cientistas apelidaram-no de Terra Pi (pi Earth).

Um novo planeta que abraça matematicamente a sua estrela 

Recuando a 2017, um grupo de cientistas do MIT descobriu sinais do planeta, em dados obtidos durante a missão Kepler Space Telescope’s K2 da NASA. Este ano, a equipa confirmou que os sinais outrora detectados correspondiam a um planeta que estava a orbitar a sua estrela. Aliás, esse agora chamado de Terra Pi ainda hoje demora 3,14 dias a orbitar a sua estrela.

Conforme os dados disponíveis, o Terra Pi adquiriu o rótulo de K2-315b. Assim, é o 315º sistema planetário descoberto através dos dados do K2. Ademais, os investigadores acreditam que o seu tamanho seja muito semelhante ao da nossa Terra. Além disso orbita a sua estrela fria de massa baixa, que representa um quinto do tamanho do Sol.

Apesar da sua massa estar ainda por determinar, os cientistas consideram que o Terra Pi é terrestre, assim como o nosso planeta. Como referimos, completa uma volta à sua estrela em 3,14 dias, a cerca de 81 quilómetros por segundo.

Apesar de ser terrestre, o planeta não é habitável. Isto, porque orbita a sua estrela suficientemente perto para o aquecer acima de 170º C.

SPECULOOS e MIT na frente desta descoberta

Os investigadores do MIT, responsáveis pela descoberta do Terra Pi, são membros da SPECULOOS (The Search for habitable Planets EClipsing ULtra-cOOl Stars). Por isso, têm à sua disposição 4 telescópios no Atacama Desert, no Chile, para o hemisfério sul. Ademais, têm acesso a um outro, recentemente adicionado, voltado para o hemisfério norte.

Este sistema de telescópios foi concebido para procurar planetas semelhantes ao nosso nas proximidades, como é o caso do Terra Pi. Assim, os astrónomos podem encontra-los e pesquisar sobre a sua atmosfera e as suas características próprias.

Assim, os investigadores do MIT admitem que o Terra Pi poderá ser um promissor candidato para ser seguido pelo James Webb Space Telescope (JWST). Para já a equipa continua a pesquisar outros dados que se possam juntar aos que já possuem.

Autor: Ana Sofia
23 Set 2020

 

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4375: Descoberto novo tipo de planeta no Deserto Neptuniano. Tem um “ano” que dura 19 horas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Universidade do Chile

Uma equipa de cientistas da Universidade do Chile acaba de descobrir um novo tipo de exoplaneta, com um período orbital de 19 horas.

Em comunicado, a equipa precisa que o planeta, baptizado de LTT 9779 b, tem uma temperatura de 1.700 graus Celsius, mas ainda assim mantém a sua atmosfera.

O exoplaneta foi encontrado a 260 anos-luz da Terra, no Deserto Neptuniano, uma área com baixa densidade planetária que, por possuir corpos gasosos semelhantes a Neptuno, permite aos cientistas estudar as atmosferas planetárias e resolver alguns dos mistérios relacionados com a sua formação e evolução.

Liderada pelo astrónomo da Universidade do Chile James Jenkins, a equipa recorreu a leituras do “caçador” de exoplanetas da agência espacial norte-americana (NASA) TESS.

“É muito difícil explicar porque é que este planeta não se tornou num núcleo de rocha. Não acho que possamos encontrar muitos outros exemplos como este a orbitar outras estrelas tão brilhantes”, afirmou o líder da investigação.

O sistema ao qual pertence o LTT 9779 b tem cerca de metade da idade do Sol, isto é, cerca de 2 mil milhões de anos. A intensa radiação da estrela não deve permitir que uma atmosfera como a de Neptuno perdure por tanto tempo.

Para Jenkins, a descoberta é relevante para investigações futuras, uma vez que permitirá aos cientistas “entender muito melhor os processos químicos e físicos das atmosferas de planetas com características semelhantes a Neptuno”.

“Vai permitir-nos aprender muito mais sobre os processos de formação e evolução dos planetas em geral (…) É um planeta muito especial”, rematou.

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ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2020

 

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4372: Deserto Neptuniano: Astrónomos descobriram um novo exoplaneta

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Que o Universo é gigante já todos sabemos. Aliás, sabemos também que, dele, conhecemos muito pouco e que representa ainda uma incógnita muito grande. No entanto, a tecnologia permite que este seja cada vez mais explorado e, assim, vão sendo encontradas novidades, como um planeta ou um exoplaneta, que despertam curiosidade nos especialistas.

Assim sendo, uma equipa de astrónomos descobriu um novo exoplaneta no Deserto Neptuniano.

Novo exoplaneta espoleta curiosidade

A descoberta foi feita por astrónomos conduziu uma investigação que os levou até ao LTT 9779 b. Além de se tratar de um novo tipo de planeta, ainda foi descoberto no chamado Deserto Neptuniano. Ademais, as suas características tornam-se impressionante e curioso, na perspectiva dos astrónomos.

O LTT 9779 b orbita extremamente perto da sua estrela e o seu ano dura cerca de 19 horas. Além disso, a temperatura deste novo exoplaneta sobe aos 1700º Celsius, mantendo, ainda assim, a sua atmosfera.

Conforme ficou conhecido, o LTT 9779 b é “o primeiro Neptuno ultra quente” da história da astrofísica. Então, está localizado a 260 anos-luz da nossa Terra e atinge temperaturas absurdamente altas.

De acordo com os astrónomos que descobriram este novo exoplaneta LTT 9779 b, esta novidade era improvável, por ter sido feita numa área de baixa densidade planetária. A dirigi-la estão James Jenkins, do Departamento de Astronomia da Universidade do Chile, e Matías Díaz, doutorado em Astronomia na mesma universidade. Ambos recolheram informações sobre o LTT 9779 b através do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS).

O novo exoplaneta foi descoberto numa área com metade da idade do nosso Sol, o Deserto Neptuniano, ou seja, cerca de 2 milhões de anos de idade. Segundo Jenkins, a descoberta deste novo exoplaneta irá permitir que os astrónomos compreendam mais sobre a química e os processos físicos das atmosferas dos planetas com características semelhantes.

PPlware
Autor: Ana Sofia
22 Set 2020

 

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4370: Rochas antigas e estratificadas de Vénus apontam para origem vulcânica

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Imagem simulada aérea de Tellus Tessera, uma das regiões de Vénus onde Byrne et al. identificam a presença de estratificação.
Crédito: Byrne et al., NASA (Magellan)

Uma equipa internacional de investigadores descobriu que alguns dos terrenos mais antigos de Vénus, conhecidos como “tesserae”, têm camadas que parecem consistentes com actividade vulcânica. A descoberta pode fornecer informações sobre a enigmática história geológica do planeta.

As “tesserae” são regiões tectonicamente deformadas na superfície de Vénus, frequentemente mais elevadas do que a paisagem circundante. Compreendem cerca de 7% da superfície do planeta e são sempre a característica mais antiga das suas imediações, com mais ou menos 750 milhões de anos. Num novo estudo publicado na revista Geology, os investigadores mostram que uma parte significativa das “tesserae” têm estrias consistentes com camadas.

“Geralmente, há duas explicações para as ‘tesserae’ – ou são feitas de rochas vulcânicas ou são contrapartes da crosta continental da Terra,” diz Paul Byrne, professor associado de ciência planetária da Universidade Estatal da Carolina do Norte e autor principal do estudo. “Mas as camadas que encontramos em algumas das ‘tesserae’ não são consistentes com a explicação da crosta continental.”

A equipa analisou imagens da superfície de Vénus obtidas pela missão Magellan da NASA em 1989, que usou radar para fotografar 98% do planeta através da sua atmosfera densa. Embora os cientistas tenham estudado as ‘tesserae’ durante décadas, antes deste trabalho, a estratificação das ‘tesserae’ não foi reconhecida como generalizada. E, segundo Byrne, essa estratificação não seria possível se as ‘tesserae’ fossem porções da crosta continental.

“A crosta continental é composta principalmente de granito, uma rocha ígnea formada quando as placas tectónicas se movem e a água é subduzida da superfície,” diz Byrne. “Mas o granito não forma camadas. Se houver crosta continental em Vénus, então é abaixo das camadas de rochas que vemos.

“Além da actividade vulcânica, a outra forma de fazer rochas em camadas é por meio de depósitos sedimentares, como arenito ou calcário. Não há um único lugar hoje em Vénus onde estes tipos de rochas possam formar-se. A superfície de Vénus é tão quente quanto um forno e a pressão é equivalente a 900 metros debaixo de água. Portanto, as evidências agora apontam para algumas porções das ‘tesserae’ sendo feitas de rochas vulcânicas em camadas, semelhantes às encontradas na Terra.”

Byrne espera que o trabalho ajude a esclarecer mais sobre a complicada história geológica de Vénus.

“Embora os dados que temos agora apontem para as origens vulcânicas das ‘tesserae’, se um dia pudéssemos recolher amostras e descobrir que são rochas sedimentares, então teriam que ter sido formadas quando o clima era muito diferente – talvez até mesmo como o da Terra,” diz Byrne.

“Vénus hoje é um inferno, mas não sabemos se foi sempre assim. Será que já foi como a Terra, mas sofreu erupções vulcânicas catastróficas que arruinaram o planeta? De momento não podemos dizer com certeza, mas o facto das ‘tesserae’ terem camadas restringe as potenciais origens desta rocha.”

Astronomia On-line
22 de Setembro de 2020

 

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4367: Eis os quatro mundos mais promissores de albergar vida alienígena

CIÊNCIA/MARTE/VIDA ALIENÍGENA

Kevin Gill / Flickr

Marte, Europa, Encélado e Titã são, de acordo com as descobertas científicas, os mundos mais promissores de albergar vida alienígena.

A biosfera da Terra contém todos os ingredientes conhecidos necessários para a vida como a conhecemos. Em termos gerais, são: água líquida, pelo menos uma fonte de energia e um inventário de elementos e moléculas biologicamente úteis.

Mas a recente descoberta de fosfina possivelmente biogénica nas nuvens de Vénus lembra-nos que pelo menos alguns desses ingredientes existem também noutras partes do sistema solar. Então, onde estão os outros locais mais promissores de albergar vida extraterrestre?

Marte

Marte é um dos mundos mais semelhantes à Terra no sistema solar. Tem um dia de 24,5 horas, calotas polares que se expandem e se contraem com as estações, e uma grande variedade de características de superfície que foram esculpidas pela água durante a história do planeta.

A detecção de um lago sob a calota polar sul e de metano na atmosfera marciana (que varia com as estações e até mesmo a hora do dia) torna Marte um candidato muito interessante para conter vida. O metano é importante, pois pode ser produzido por processos biológicos. Mas a fonte real do metano em Marte ainda não é conhecida.

É possível que a vida tenha ganho um ponto de apoio, dadas as evidências de que o planeta já teve um ambiente muito mais benigno. Hoje, Marte tem uma atmosfera muito seca composta quase inteiramente por dióxido de carbono. Isto oferece pouca protecção contra a radiação solar e cósmica. Se Marte conseguiu reter algumas reservas de água abaixo da sua superfície, não é impossível que ainda exista vida.

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Europa

Europa foi descoberta por Galileo Galilei em 1610, juntamente com as três outras luas maiores de Júpiter. É ligeiramente menor que a lua da Terra e orbita o gigante gasoso a uma distância de cerca de 670.000 km a cada 3,5 dias. Europa é constantemente comprimida e esticada pelos campos gravitacionais concorrentes de Júpiter e das outras luas galileanas, um processo conhecido como aquecimento de maré.

A lua é considerada um mundo geologicamente activo, como a Terra, porque o forte aquecimento de maré aquece o seu interior rochoso e metálico e mantém-no parcialmente derretido.

A superfície de Europa é uma vasta extensão de gelo de água. Muitos cientistas pensam que abaixo da superfície congelada há uma camada de água líquida – um oceano global – que é impedida de congelar pelo calor e que pode ter mais de 100 km de profundidade.

As evidências para a existência deste oceano incluem géiseres em erupção através de fissuras na superfície do gelo, um campo magnético fraco e terreno caótico na superfície, que poderia ter sido deformado pelas correntes oceânicas. Este escudo de gelo isola o oceano subterrâneo do frio extremo e do vácuo do espaço, bem como dos ferozes cinturões de radiação de Júpiter.

No fundo deste mundo oceânico, é concebível que possamos encontrar fontes hidrotermais e vulcões no fundo do oceano. Na Terra, esses recursos geralmente suportam ecossistemas muito ricos e diversos.

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Encélado

Como Europa, Encélado é uma lua coberta de gelo com um oceano subterrâneo de água líquida. Encélado orbita Saturno e chamou a atenção dos cientistas pela primeira vez como um mundo potencialmente habitável após a descoberta surpreendente de enormes géiseres perto do pólo sul da lua.

Estes jactos de água escapam de grandes fissuras na superfície e, devido ao fraco campo gravitacional de Encélado, espalham-se para o Espaço. Eles são evidências claras de um armazenamento subterrâneo de água líquida.

Não só foi detectada água nesses géiseres, mas também uma série de moléculas orgânicas e pequenos grãos de partículas rochosas de silicato que só podem estar presentes se a água do oceano sub-superficial estiver em contacto com o fundo do oceano rochoso a uma temperatura de pelo menos 90˚C.

Esta é uma evidência muito forte da existência de fontes hidrotermais no fundo do oceano, fornecendo a química necessária para a vida e fontes localizadas de energia.

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Titã

Titã é a maior lua de Saturno e a única lua do sistema solar com uma atmosfera substancial. Ela contém uma espessa névoa de moléculas orgânicas complexas e um sistema climático de metano no lugar da água.

A atmosfera consiste principalmente de azoto, um importante elemento químico usado na construção de proteínas em todas as formas de vida conhecidas. As observações feitas detectaram a presença de rios e lagos de metano e etano líquidos e, possivelmente, a presença de crio-vulcões – características semelhantes a vulcões que erupcionam água líquida em vez de lava.

Isto sugere que Titã, como Europa e Encélado, tem uma reserva subterrânea de água líquida.

A uma distância tão enorme do Sol, as temperaturas da superfície de Titã são gélidas, -180˚C – muito frias para água líquida. No entanto, os abundantes produtos químicos disponíveis em Titã levantaram especulações de que formas de vida – potencialmente com uma química fundamentalmente diferente dos organismos terrestres – poderiam existir lá.

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ZAP // The Conversation

Por ZAP
22 Setembro, 2020

 

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4364: Cientista sugere construir abrigos em Marte com polímeros de insectos e solo marciano

CIÊNCIA/MARTE

D Mitriy / Wikimedia

Um cientista da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura desenvolveu uma tecnologia à base de quitina que poderia ser utilizada para produzir ferramentas e abrigos marcianos.

Javier Fernandez e os seus colegas utilizaram substâncias químicas simples, mas que seriam adequadas para a construção das primeiras instalações marcianas com pouquíssima energia e sem equipamentos complexos.

Com a quitosana, substância derivada de quitina, e um mineral semelhante ao solo marciano, desenvolveram um material e utilizaram-nos para construir um primeiro modelo de habitat em Marte.

A equipa demonstrou que o material pode ser usado para criar ferramentas e abrigos resistentes. Os autores acreditam que esta será a chave para o desenvolvimento dos humanos como uma espécie interplanetária.

O material resultante “parece betão, mas muito mais leve”, disse Fernandez, em declarações à CNN. “Uma rocha muito leve.”

O material desenvolvido pode ser fabricado com facilidade e não utiliza a quitina por acaso: este é um dos polímeros orgânicos mais presentes no nosso planeta. A quitina é produzida e metabolizada por diversos organismos e compõe a parede celular de fungos, além de formar também os exoesqueletos de crustáceos e insectos.

O material inspirado na quitina foi criado originalmente para ecossistemas em ambientes urbanos e tem potencial com recursos tão escassos como é o caso de planetas ou satélites sem vida.

Assim, esta tecnologia é eficiente, poderia ser utilizada com requisitos simples de produção e seria bastante versátil em Marte.

Por fim, Fernandez ressalta que, ao contrário da percepção geral, os materiais sustentáveis não substituem polímeros sintéticos. São muito mais uma tecnologia que poderá representar avanços que não seriam possíveis com os componentes sintéticos.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica PLOS ONE.

Por ZAP
21 Setembro, 2020

 

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4359: NASA encontra provas de “gelo fresco” na Enceladus, a sexta maior Lua de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A sonda Cassini, que explorou Saturno durante 13 anos e que despenhou no planeta em 2017, deixou dados captados que ainda são hoje escrutinados. Então, ao escavarem nas imagens infravermelhas detalhadas da lua gelada Enceladus, os cientistas da NASA dizem ter encontrado “fortes indícios” de gelo fresco no hemisfério norte da lua.

Esta pode ser uma boa notícia para as hipóteses de vida na lua gigante, a “bola de neve” de Saturno.

NASA descobre importantes evidências de gelo em Saturno

Os cientistas analisaram os dados deixados pela Cassini sobre a Enceladus, a sexta maior Lua de Saturno. Segundo eles, o gelo, que se acredita ter origem no interior desta Lua, pode ser uma boa notícia.

Esta Lua, para os astrónomos, é considerada um dos lugares mais promissores para procurar vida no sistema solar.

Conforme é referido pela NASA, o conjunto de dados detalhados através de imagens infravermelhas foi recolhido pelo Visible and Infrared Mapping Spectrometer (VIMS) da Cassini.

A tecnologia da Cassini permitiu a leitura de comprimentos de onda variáveis, incluindo luz visível e infravermelha.

Lua de Saturno atira bolas de neve para o espaço

Em 2005, os cientistas descobriram, pela primeira vez, que Enceladus lança gigantescas plumas de grãos de gelo e vapor de um oceano subterrâneo suspeito, escondido sob uma espessa crosta de gelo.

Lua de Saturno Encélado está a atirar bolas de neve contra as outras luas

Saturno é um planeta rico em motivos de curiosidade cósmica. Este gigante gasoso tem mais de sessenta satélites naturais na sua órbita. Contudo, a maioria deles são corpos pequenos, sendo que somente nove luas … Continue a ler Lua de Saturno Encélado está a atirar bolas de neve contra as outras luas

Portanto, os novos sinais infravermelhos combinam perfeitamente com a localização desta actividade, tornada altamente visível na forma de cortes em néon vermelho “faixa de tigre”, no Polo Sul da lua.

Características semelhantes também foram detectadas no hemisfério norte, levando os cientistas a acreditar que o mesmo processo está a acontecer em ambos os hemisférios.

O infravermelho mostra-nos que a superfície do Polo Sul é jovem, o que não é surpresa, porque sabíamos dos jactos que lançam material gelado ali.

Afirmou Gabriel Tobie, cientista do VIMS da Universidade de Nantes, num comunicado da NASA.

Conforme foi referido pelos investigadores, se as condições forem adequadas, poderão existir moléculas provenientes do oceano profundo de Enceladus. Estas moléculas podem estar na mesma via de reacção que vemos aqui na Terra.

Ainda não sabemos se os aminoácidos são necessários para a vida além da Terra. Contudo, encontrar as moléculas que formam aminoácidos é uma peça importante do puzzle.

Pplware
Autor: Vítor M.
19 Set 2020

 

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4354: Os sinais de vida em Marte podem ter sido “apagados” por ácidos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

ATG Medialab / ESA

Fluidos ácidos podem ter destruído há muito as evidências de vida biológica passada dentro da argila marciana – possivelmente explicando, assim, por que é tão difícil encontrar evidências de vida antiga no Planeta Vermelho.

Em pouco mais de uma década, amostras de solo marciano recolhidas pelo rover Mars Perseverance deverão regressar à Terra após serem recuperadas pelos primeiros humanos a pisar Marte. Os cientistas estão animados, mas podem ter de moderar as suas expectativas.

Um novo estudo revela que fluidos ácidos – que antes fluíam na superfície do planeta vermelho – podem ter destruído as evidências biológicas escondidas nas argilas ricas em ferro de Marte.

Para chegar a essa conclusão, investigadores da Cornell University e do Centro de Astrobiologia de Espanha realizaram simulações que envolviam argila e aminoácidos. “Sabemos que fluidos ácidos fluíram na superfície de Marte no passado, alterando as argilas e a sua capacidade de proteger os orgânicos”, explicou Alberto G. Fairén, em comunicado divulgado pelo Phys.

Os cientistas explicam que a estrutura interna da argila é organizada em camadas, nas quais normalmente encontraríamos evidências bem preservadas de vida biológica, como lipídios, ácidos nucléicos, peptídeos e outros biopolímeros.

No laboratório, a equipa simulou as condições da superfície marciana tentando preservar um aminoácido chamado glicina num pedaço de argila que tinha sido previamente exposto a fluidos ácidos. “Usamos glicina porque poderia degradar-se rapidamente sob as condições ambientais do planeta”, explicou Fairén. “É um informador perfeito para nos dizer o que estava a acontecer dentro das nossas experiências.”

Os investigadores expuseram a argila infundida com glicina à radiação ultravioleta semelhante à de Marte e os resultados mostram foto-degradação substancial das moléculas de glicina embutidas na argila. Assim, a exposição a fluidos ácidos apagou o espaço entre as camadas, transformando-o em sílica gelatinosa.

“Quando as argilas são expostas a fluidos ácidos, as camadas rompem-se e a matéria orgânica não pode ser preservada. São destruídas”, disse Fairén. “Os nossos resultados neste artigo explicam por que a busca por compostos orgânicos em Marte é tão difícil.”

O rover Perseverance da NASA foi lançado em 30 de Julho e deve pousar na cratera Jezero de Marte em Fevereiro. O rover colherá amostras de solo do Planeta Vermelho, que serão enviadas de volta para a Terra até 2030. Embora a missão ainda seja importante para potenciais futuros colonos de Marte, as descobertas do novo estudo podem ser um retrocesso na nossa capacidade de detectar a presença de qualquer vida antiga em Marte.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Scientific Reports.

ZAP //

Por ZAP
19 Setembro, 2020

 

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4353: Vénus é um planeta russo? Moscovo diz que sim

ASTRONOMIA/POLÍTICA

Chefe do programa especial russo diz que Vénus é um planeta russo e que o país tem planos para organizar a sua própria missão para investigar a possibilidade de vida.

O planeta Vénus
© NASA

Dmitry Rogozin, chefe da agência espacial russa Roscosmos, revelou que o país planeia enviar a sua própria missão a Vénus, para além de “Venera-D”, a missão conjunta organizada com os EUA.

Segundo a agência de notícias russa Tass, Rogozin fez a revelação na terça-feira quando falava aos jornalistas na exposição HeliRussia 2020, uma exposição internacional da indústria de helicópteros em Moscovo. “Retomar a exploração de Vénus está na nossa agenda”, disse.

“Consideramos que Vénus é um planeta russo, por isso não devemos ficar para trás”, acrescentou o responsável, recordando o programa Venera (que significa Vénus em russo), desenvolvido entre 1961 e 1984, que enviou 16 sondas exploratórias ao planeta. Em 1970 a Venera 7 foi a primeira sonda a aterrar em Vénus, sobrevivendo durante 23 minutos até se perder o contacto. A Venera 9 obteve a primeira, e a única até agora, imagem da superfície venusiana da perspectiva do nível do solo.

“O enorme avanço da União Soviética para com os seus concorrentes na investigação de Vénus contribuiu para o fato de os Estados Unidos chamarem a Vénus o planeta soviético”, disse Roscosmos. Agora, os russos reclamam esse estatuto. “Os projectos de missões a Vénus fazem parte do programa de exploração espacial da Rússia para 2021-2030.”

A declaração surgiu um dia depois de os cientistas terem revelado que um gás existente na Terra chamado fosfina também foi detectado na atmosfera de Vénus. O estudo de autoria da professora Jane Greaves da Cardiff University e colegas foi publicado na segunda-feira na revista Nature Astronomy.

Vénus é semelhante em tamanho à Terra e é o nosso vizinho planetário mais próximo, mas gira em sentido contrário aos outros planetas. A descoberta de fosfina em Vénus coloca-o, a par de Marte, como um local onde poderá ser possível a vida.

A Roscosmos anunciou que a Rússia vai estudar o solo e a atmosfera do planeta, bem como os “processos evolutivos de Vénus, que supostamente sofreu uma catástrofe climática associada ao efeito estufa”.

Diário de Notícias
DN
19 Setembro 2020 — 12:54

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4345: Descoberta acidental. As cinco maiores luas de Úrano são estranhamente parecidas com Plutão

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

New Horizons / NASA

Úrano, que se localiza na região mais escura do alcance planetário do Sistema Solar, não está sozinho. É acompanhado por 27 luas. Distantes e escuras, são difíceis de estudar, mas os astrónomos fizeram uma surpreendente descoberta acidental.

Uma equipa de investigadores usou dados do telescópio espacial europeu Herschel para estudar as luas de Úrano: Titânia, Oberon, Umbriel, Ariel e Miranda. Os cientistas conseguiram medir a forma como as luas são aquecidas pela luz do Sol, que está a cerca de três mil milhões de quilómetros de distância.

Os astrónomos descobriram que estas grandes luas armazenam o calor da superfície surpreendentemente bem e arrefecem de forma relativamente lenta.

Este perfil é semelhante àquele que os investigadores observaram além da órbita do outro gigante de gelo no nosso Sistema Solar, Neptuno, em planetas anões como Plutão e Haumea.

Essas observações contrastam com estudos independentes anteriores das luas externas e irregulares de Úrano. Estas são semelhantes aos Objectos Transneptunianos, corpos mais pequenos que orbitam as outras bordas do Sistema Solar. Essa dualidade de propriedades térmicas é mais uma evidência de que as luas irregulares podem não se ter formado com o planeta.

“Isto encaixar-se-ia com as especulações sobre a origem das luas irregulares”, disse o co-autor Thomas Müller, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, em comunicado. “Por causa das suas órbitas caóticas, presume-se que foram capturados pelo sistema uraniano apenas numa data posterior.”

O estudo usou dados do agora extinto Observatório Herschel da Agência Espacial Europeia, um telescópio espacial infravermelho. Porém, obter os dados não foi fácil. O bio-marcador térmico de Úrano é extremamente brilhante. Estas cinco luas são entre 500 e 7.400 vezes mais fracas do que o planeta, por isso a equipa teve de encontrar soluções criativas para extrair o sinal fraco das luas. Ao saber exactamente onde as luas estavam localizadas, a equipa conseguiu captar todos os sinais ao redor do planeta.

“Todos ficamos surpreendidos quando quatro luas apareceram claramente nas imagens e pudemos até detectar Miranda, a mais pequena e mais interna das cinco maiores luas uranianas”, disse o autor principal Örs Detre, do Instituto Max Planck de Astronomia.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Astronomy & Astrophysics.

ZAP //

Por ZAP
17 Setembro, 2020

 

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4342: Detectado primeiro planeta intacto próximo de uma estrela em fim de vida

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Uma equipa internacional de astrónomos detectou o que pode ser o primeiro planeta intacto próximo de uma anã branca, estrela em fim de vida que normalmente destrói planetas na sua vizinhança, anunciou hoje a NASA.

© NASA

Em comunicado, a agência espacial norte-americana, que opera o telescópio TESS, um “caçador” de planetas fora do sistema solar, refere que o planeta em causa, o WD 1856b, possivelmente 14 vezes maior do que Júpiter, está a 80 anos-luz da Terra, na constelação Dragão.

O planeta extras-solar (exoplaneta) completa uma órbita à estrela WD 1856+534 ao fim de um dia e 14 horas, a uma velocidade 60 vezes superior à da órbita de Mercúrio em relação ao Sol. A anã branca é muito velha, terá dez mil milhões de anos (o universo terá 13,8 mil milhões de anos).

Justificando a relevância da descoberta, um dos astrónomos, Andrew Vanderburg, que lecciona na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, disse que “o processo de criação de uma anã branca destrói planetas próximos”.

“Qualquer coisa que depois se aproxima demasiado é normalmente despedaçada pela enorme gravidade da estrela”, acrescentou o líder da investigação, citado pela NASA.

Além do telescópio TESS, os investigadores socorreram-se de um outro telescópio espacial, o Spitzer, antes de ter passado à “reforma”, a 30 de Janeiro, para poderem fazer o estudo, uma vez que a estrela, por ser tão velha, emite uma luz ténue, dificultando o trabalho de detecção de uma alteração significativa no seu brilho provocada pela passagem de um planeta.

Os resultados do estudo são publicados na revista científica Nature.

Em Dezembro, o Observatório Europeu do Sul anunciou a descoberta do primeiro planeta gigante em torno de uma anã branca, mas que se estava a evaporar.

Em 2015 foi divulgado um estudo na Nature que reportava a descoberta de uma anã branca a “devorar” os restos de um planeta semelhante, na composição, à Terra. O estudo era igualmente coordenado por Andrew Vanderburg, que assina o trabalho hoje divulgado.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

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4332: Os misteriosos tornados de Júpiter estão sempre juntos (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

As observações da sonda Juno, da NASA, revelou um novo mistério sobre Júpiter: existem ciclones gigantes que formam padrões geométricos ao redor dos pólos – e ninguém sabia explicar como se mantinham aglomerados. Porém, agora, um novo estudo pode ter solucionado o mistério.

Na Terra, também existem ciclones que costumam mover-se para ambos os pólos, mas não formam aglomerados, muito menos padrões permanentes. Pelo contrário, dissipam-se na terra ou na água.

Por outro lado, em Júpiter, estes dois elementos não existem, por isso os ciclones continuam a existir.

Em Saturno, por exemplo, algo semelhante acontece, mas os ciclones não pairam ao redor dos pólos a formar padrões. Simplesmente fundem-se num único ciclone no norte e outro no sul.

No entanto, em Júpiter, a sonda da NASA encontrou 8 vórtices ao redor de um vórtice central no pólo norte, enquanto no pólo sul existem seis. Isto contraria totalmente as teorias sobre o clima nas regiões polares de planetas gigantes.

Cheng Li, cientista planetário da Universidade da Califórnia, liderou um estudo para tentar solucionar o mistério. Com os seus colegas, Li desenvolveu alguns modelos computacionais com os dados da Juno sobre o tamanho e a velocidade de cada uma das tempestades em busca de algo que pudesse justificar os padrões geométricos e a estrutura individual dos tornados durante tanto tempo sem se fundirem

O que encontraram não responde a todas as perguntas, mas explica algumas coisas. A estabilidade dos padrões depende – em parte – da profundidade dos ciclones na atmosfera do gigante gasoso.

Mais importante ainda é o estranho modo como Júpiter mantém os seus anéis anti-ciclónicos, uma espécie de invólucro de vento que gira na direcção oposta à qual o ciclone em si está a girar. Quanto mais protecção os vórtices tiverem contra esses anéis anticiclones, mais os ciclones podem afastar-se uns dos outros. Quando a protecção nas simulações era menor, o resultado era uma fusão.

Noutras palavras, Júpiter possui um sistema intermediário de anéis anticiclones, sem muita protecção, mas também não é suficientemente suficiente para ocorrer a fusão. Por isso, o padrão mantém-se durante tanto tempo.

Agora, os cientistas querem descobrir porque é que esse-meio termo acontece. Um dos primeiros passos a seguir será pesquisar para saber como os ciclones foram parar na região próxima aos pólos. Os cientistas ainda não sabem se já nasceram ali e não se deslocaram deste então ou se se formaram noutro lugar e migraram para os pólos.

A equipa de Li tem um palpite: afirmam que a segunda opção é a mais provável.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Proceedings of the National Aacdemy of Sciences.

Por ZAP
15 Setembro, 2020

 

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4326: Descoberto possível marcador de vida em Vénus

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ESO

Hoje uma equipa internacional de astrónomos anunciou a descoberta de uma molécula rara — fosfina, ou hidreto de fósforo — nas nuvens de Vénus. Na Terra, este gás só é fabricado de forma industrial ou por micróbios que se desenvolvem em ambientes anaeróbicos, ou seja, sem oxigénio. Há décadas que os astrónomos suspeitam que nas nuvens altas de Vénus poderão existir micróbios — vogando livremente e libertos da superfície abrasadora do planeta mas com capacidade para tolerar acidez muito elevada. A detecção de fosfina poderá apontar para uma tal vida “aérea” extraterrestre.

Quando descobrimos os primeiros indícios de fosfina no espectro de Vénus, ficámos em choque!”, disse a líder da equipa Jane Greaves da Universidade de Cardiff no Reino Unido, a primeira a detectar sinais de fosfina em observações levadas a cabo com o Telescópio James Clerk Maxwell (JCMT), operado pelo Observatório do Leste Asiático no Havai. Para confirmar esta descoberta foram usadas 45 antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) no Chile, um telescópio muito mais sensível, do qual o ESO é parceiro. Ambas as infra-estruturas observaram Vénus a um comprimento de onda de cerca de 1 milímetro, muito mais longo do que o que pode ser visto pelo olho humano — apenas telescópios colocados a grande altitude conseguem detectar estes comprimentos de onda de forma eficaz.

A equipa internacional, que inclui investigadores do Reino Unido, Estados Unidos e Japão, estima que existe fosfina, ou hidreto de fósforo (PH3), em pequenas concentrações nas nuvens de Vénus, apenas cerca de 20 moléculas em cada milhar de milhão. No seguimento destas observações foram feitos cálculos para determinar se estas quantidades poderiam ter origem em processos naturais não biológicos existentes no planeta. Algumas ideias incluíam luz solar, minerais soprados da superfície para a atmosfera, vulcões ou relâmpagos, no entanto, concluiu-se que nenhum destes processos podia criar, nem de perto, a quantidade de fosfina observada; estas fontes não biológicas podem criar, no máximo, uma décima de milésima da quantidade de fosfina observada pelos telescópios em Vénus.

Segundo a equipa, para formar a quantidade de fosfina observada em Vénus, organismos terrestres teriam que trabalhar apenas a 10% do seu máximo de produtividade. Sabe-se que bactérias terrestres criam fosfina retirando fosfato de minerais ou material biológico, acrescentando hidrogénio e finalmente libertando fosfina. Qualquer organismo em Vénus será provavelmente muito diferente dos seus primos terrestres, mas também eles poderão ser a fonte de fosfina na atmosfera do planeta vizinho.

Apesar da descoberta de fosfina nas nuvens de Vénus ter surgido como uma surpresa, os investigadores estão confiantes da sua detecção. “Para nosso grande alívio, as condições eram as certas para a realização de observações de seguimento com o ALMA, uma vez que Vénus estava num ângulo adequado com a Terra. É verdade que o processamento dos dados foi complicado, já que o ALMA normalmente não procura efeitos subtis em objectos muito brilhantes como Vénus,” explica Anita Richards, membro da equipa a trabalhar no Centro Regional do ALMA no Reino Unido e na Universidade de Manchester. “No final, descobrimos que ambas as observações tinham visto a mesma coisa — absorção fraca no comprimento de onda certo para ser gás de fosfina, mesmo na região onde as moléculas são iluminadas por baixo por nuvens mais quentes situadas mais abaixo na atmosfera,” acrescenta Greaves, que liderou o estudo publicado hoje na revista Nature Astronomy.

Outro membro da equipa, Clara Sousa Silva do Massachusetts Institute of Technology nos Estados Unidos, investigou a fosfina como uma “bio-assinatura” de gás de vida anaeróbica em planetas que orbitam outras estrelas, uma vez que a química normal não explica bem este fenómeno. “Descobrir fosfina em Vénus constituiu um verdadeiro bónus. A descoberta levanta muitas questões, tais como é que os organismos poderão sobreviver na atmosfera do planeta vizinho. Na Terra, alguns micróbios conseguem suportar até cerca de 5% de ácido no seu meio — mas as nuvens em Vénus são praticamente só constituídas por ácido,” comenta Clara.

A equipa acredita que esta descoberta é bastante significativa, uma vez que pode já descartar muitos outros processos alternativos de formação de fosfina, no entanto reconhece que para confirmar a presença de “vida” é ainda necessário muito trabalho. Apesar das temperaturas rondarem uns simpáticos 30º Celsius nas nuvens altas de Vénus, o meio é extremamente ácido — com cerca de 90% de ácido sulfúrico — o que coloca sérias dificuldades a quaisquer micróbios que aí tentem sobreviver.

Leonardo Testi, astrónomo do ESO e Gestor de Operações do ALMA na Europa, que não participou no estudo, disse: “A produção não biológica de fosfina em Vénus está excluída no que diz respeito ao nosso conhecimento actual da química da fosfina nas atmosferas de planetas rochosos. A confirmação de existência de vida na atmosfera de Vénus constituiria um enorme avanço em astrobiologia; é por isso essencial fazer o seguimento deste intrigante resultado com estudos teóricos e observacionais para excluir a possibilidade de que a fosfina em planetas rochosos possa ter também uma origem química diferente da da na Terra.

Mais observações de Vénus e de outros planetas rochosos fora do nosso Sistema Solar, incluindo as obtidas com o futuro Extremely Large Telescope do ESO, poderão ajudar a juntar pistas de como a fosfina se forma nestes corpos e contribuir para a procura de sinais de vida para além da Terra.

Informações adicionais

Este trabalho foi descrito num artigo científico intitulado “Phosphine Gas in the Cloud Decks of Venus” publicado na revista Nature Astronomy.

A equipa é composta por Jane S. Greaves (School of Physics & Astronomy, Cardiff University, RU [Cardiff]), Anita M. S. Richards (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, The University of Manchester, RU), William Bains (Department of Earth, Atmospheric, and Planetary Sciences, Massachusetts Institute of Technology, EUA [MIT]), Paul Rimmer (Department of Earth Sciences and Cavendish Astrophysics, University of Cambridge e MRC Laboratory of Molecular Biology, Cambridge, RU), Hideo Sagawa (Departamento de Astrofísica e Ciências Atmosféricas, Universidade de Kyoto Sangyo, Japão), David L. Clements (Department of Physics, Imperial College London, RU [Imperial]), Sara Seager (MIT), Janusz J. Petkowski (MIT), Clara Sousa-Silva (MIT), Sukrit Ranjan (MIT), Emily Drabek-Maunder (Cardiff e Royal Observatory Greenwich, London, RU), Helen J. Fraser (School of Physical Sciences, The Open University, Milton Keynes, RU), Annabel Cartwright (Cardiff), Ingo Mueller-Wodarg (Imperial), Zhuchang Zhan (MIT), Per Friberg (EAO/JCMT), Iain Coulson (EAO/JCMT), E’lisa Lee (EAO/JCMT) e Jim Hoge (EAO/JCMT).

Utilização de Imagens, Vídeos e Música do ESO

ESO – European Southern Observatory
14 de Setembro de 2020
eso2015pt — Nota de Imprensa Científica

 

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4325: SpaceX: Elon Musk planeia enviar humanos para Marte

CIÊNCIA/SPACE X/TECNOLOGIA/MARTE

Há uns meses, a SpaceX enviou para a Estação Espacial Internacional (ISS) a cápsula Crew Dragon, sendo o primeiro voo espacial realizado por uma empresa privada, com a presença de astronautas da NASA.

Agora, sabe-se que a SpaceX não parou por aí e que Elon Musk planeia enviar humanos para Marte, em 2024.

Planos de Elon Musk para a SpaceX

O grande objectivo de Elon Musk é que, até 2024, a SpaceX coloque uma pessoa em Marte. Mais à frente, sendo a meta 2050, o visionário pretende construir uma cidade autos-sustentável no Planeta Vermelho. Assim, além de levar astronautas até à Lua, quer também passar por Marte e ir ainda mais além.

Temos de construir a cidade e chegar ao ponto em que ela seja autos-sustentável.

Disse Elon Musk no Twitch.

De relembrar que a SpaceX completou recentemente segundo voo de teste do seu protótipo de foguetão, Starship. Este, por sua vez, deverá ser o transporte dos próximos passageiros a voar até Marte.

Para isso, Musk parece ter toda uma linha cronológica definida. Primeiramente, a SpaceX está a trabalhar num impulsionador de foguetões, o Super Heavy, que poderá já estar pronto para ser testado no próximo evento do Starship, em Outubro. Em segundo lugar, o primeiro voo orbital do Starship acontecerá, provavelmente, em 2021, de acordo com Elon Musk.

Bilionário japonês Yusaku Maezawa.

Depois, em terceiro lugar, o CEO diz querer enviar o bilionário japonês Yusaku Maezawa e entre seis e oito pessoas para a volta da Lua, em 2022. Aliás, tem em mente missões de transporte a Marte, até 2022, e uma missão tripulada, até 2024.

Assim, pensando em grande, a SpaceX pretende construir mil exemplares do Starship, numa instalação do Texas, durante 10 anos. Ou seja, produzir 100 foguetões por ano. Além disso, tem o objectivo de lançar voos para Marte todos os anos.

Dessa forma, seriam enviados 100 passageiros por voo, tornando-se cidadãos de uma mega-cidade que, entretanto, seria construída em Marte. Além gigante, seria autos-sustentável.

Resta perceber até que ponto estes planos serão efectivamente colocados em prática e se resultarão no sucesso que Elon Musk espera.

Pplware
Autor: Ana Sofia
13 Set 2020

 

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4310: Meteoritos mostram transporte de material no Sistema Solar primordial

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

À medida que o Sistema Solar se formava, há milhares de milhões de anos, o planeta Júpiter esculpiu uma divisão no disco de poeira e gás em torno do Sol, dividindo o Sistema Solar interior do Sistema Solar exterior. Novas evidências de meteoritos mostram que alguns materiais conseguiram atravessa essa lacuna. Os achados acrescentam à nossa compreensão de como os planetas nascem.
Crédito: NASA, ESA e A. Simon (GSFC)

Novos estudos de um tipo raro de meteorito mostram que o material próximo do Sol atingiu o Sistema Solar exterior mesmo quando o planeta Júpiter abria uma lacuna no disco de poeira e gás a partir do qual os planetas se formaram. Os resultados, publicados esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, acrescentam à compreensão emergente de como o nosso Sistema Solar se formou e de como os planetas se formam em torno de outras estrelas.

A teoria consensual de como os planetas se formam é que são o resultado da acreção de material de um disco de poeira e gás que gira em torno de uma estrela recém-formada. As evidências da composição deste disco protoplanetário no nosso próprio Sistema Solar vêm dos condritos, um tipo de meteorito feito de partículas mais pequenas, ou côndrulos, que se agrupam como o pó nas nossas casas.

“Se conseguirmos entender o transporte, conseguimos entender as propriedades do disco e inferir como os planetas foram construídos,” disse Qing-zhu Yin, professor de ciências terrestres e planetárias da Universidade da Califórnia, Davis, e co-autor do artigo.

O material dos condritos é extremamente antigo, representando sobras de poeira e detritos do início do Sistema Solar. Outras evidências vêm de rochas da Terra e da Lua e amostras de poeira cósmica e material cometário recolhido pela missão Stardust e por outras sondas espaciais.

Os investigadores podem descobrir aproximadamente onde e quando estes meteoritos se formaram medindo as proporções dos isótopos de elementos como oxigénio, titânio e cromo no seu interior.

Trabalhos anteriores do laboratório de Yin e por outros cientistas mostraram que os meteoritos caem em dois grandes grupos por composição. Pensa-se que os meteoritos carbonáceos tenham sido originados no Sistema Solar exterior. Os meteoritos não carbonáceos formaram-se a partir do disco próximo do Sol, onde compostos à base de carbono e outros voláteis foram queimados.

Porque é que não houve uma maior mistura, se todos os planetas se formaram a partir do mesmo disco protoplanetário? A explicação é que dado que Júpiter se formou mais cedo, abriu uma lacuna no disco, criando uma barreira no movimento de poeira, disse Yin. Os astrónomos que usam o radiotelescópio ALMA no Chile observaram o mesmo fenómeno em discos proto-planetários em torno de outras estrelas.

Cruzando a divisão de Júpiter

No entanto, alguns meteoritos parecem ser excepções a esta regra geral com uma mistura mais ampla de componentes.

Yin, o investigador Curtis Williams da mesma universidade e seus colaboradores realizaram um estudo detalhado de isótopos de 30 meteoritos. Eles confirmaram que se enquadravam em dois grupos distintos: os condritos não carbonáceos, bem como outros tipos mais comuns de meteorito; e os meteoritos carbonáceos.

De seguida, estudaram côndrulos individuais de dois meteoritos condritos, o meteorito Allende que caiu no México em 1969 e o meteorito Karoonda, que caiu na Austrália em 1930.

Estes meteoritos revelaram conter côndrulos do Sistema Solar interior e exterior. Algum material do Sistema Solar interior deve ter conseguido cruzar a barreira de Júpiter para acretar com côndrulos do Sistema Solar exterior num meteorito que milhares de milhões de anos depois cairia na Terra.

Como? Existem alguns mecanismos possíveis, disse Williams.

“Um é que ainda havia movimento ao longo do plano intermédio do disco, embora devesse ter sido interrompido por Júpiter,” explicou. “O outro é que os ventos no Sistema Solar interior podem ter levado partículas para lá da divisão de Júpiter.”

Qualquer um destes mecanismos também pode ser responsável pelo material do Sistema Solar interior que também foi encontrado em cometas pela missão Stardust.

O novo estudo ajuda a ligar a cosmo-química, as ciências planetárias e a astronomia para dar uma imagem completa da formação planetária, concluiu Yin.

Astronomia On-line
11 de Setembro de 2020

 

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4307: Júpiter pode ter 600 minúsculas luas (com órbitas estranhas)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA / JPL / Wikimedia

Uma equipa de investigadores do Canadá sugeriu que Júpiter pode ter cerca de 600 luas com pelo menos 800 metros de diâmetro. A maioria delas têm órbitas largas, irregulares e retrógradas.

Nos últimos 20 anos, os astrónomos encontraram dezenas de pequenas luas de Júpiter graças ao avanço de grandes câmaras digitais. Em 2003, Scott Sheppard, do Instituto Carnegie, já estimava que o número de luas irregulares maiores do que um quilómetro seria em torno de 100.

Agora, Edward Ashton, Matthew Beaudoin e Brett Gladman, da Universidade da Colúmbia Britânica, detectaram cerca de quatro dúzias de potenciais novas luas jovianas que são ainda mais pequenas.

Extrapolando da área do céu que analisaram – cerca de um grau quadrado -, os investigadores concluem que pode haver cerca de 600 desses minúsculos objectos a orbitar o planeta gigante.

A equipa estudou 60 exposições arquivísticas de 140 segundos de um campo próximo a Júpiter, todas tiradas num período de 3 horas em 8 de Setembro de 2010, com a câmara MegaPrime de 340 megapixels no Canadá-França-Hawai’i Telescope em Mauna Kea.

Os astrónomos combinaram digitalmente as imagens de 126 forma diferentes, uma para cada combinação possível de velocidade e direcção na qual uma potencial lua joviana poderia mover-se no céu.

Este método revelou 52 objectos de magnitude 25,7, correspondendo a diâmetros de cerca de 800 metros. Sete das descobertas mais brilhantes revelaram ser satélites irregulares de Júpiter. As outras são quase certamente luas jovianas retrógradas, que orbitam o planeta na direcção oposta à sua rotação.

Se esta investigação já produz 45 luas anteriormente desconhecidas, os investigadores estimam que o número total de satélites dentro desta faixa de tamanho deve ser em torno de 600. O número oficial actual de luas jovianas é 79.

A equipe canadiana ainda não pode reivindicar novas descobertas para as suas 45 novas luas, muito menos para as 600 extrapoladas. “É preciso muito tempo de um telescópio grande para obter órbitas confiáveis ​​para estas luas muito pequenas e numerosas”, explicou Sheppard, citado pelo Sky and Telescope. “É preciso decidir se isto é cientificamente valioso”.

Actualmente, não há planos para observações de acompanhamento das novas luas. “Seria bom confirmá-las, mas não há como rastreá-los sem começar do zero”, disse Ashton. No entanto, as pequenas luas certamente serão encontradas novamente por instrumentos futuros como o Observatório Vera C. Rubin.

O Sistema Solar “roubou” asteróides ao espaço interestelar (e escondeu-os perto de Júpiter)

O Oumuamua, asteróide interestelar detectado no Sistema Solar em 2017, pode não ter sido o único a passar por nós….

Ler mais

,As novas detecções levantam a questão de quão pequeno um objecto pode ser e ainda ser chamado de lua. Para Sheppard, a União Astronómica Internacional não nomeará luas planetárias com menos de um quilómetro.

Este estudo foi aceite para publicação na revista científica The Planetary Science Journal e está disponível na plataforma de pré-publicação ArXiv. A investigação será apresentada a 25 de Setembro no evento virtual Europlanet Science Congress 2020.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2020

 

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4299: Investigadores querem lançar submarino para explorar mares de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Na década de 2030, a exploração espacial pode vir a contar com um novo capítulo: submarinos colocados noutros planetas para investigar as formações de água, como mares e lagos

Há um grupo de investigadores que está a trabalhar no desenvolvimento de submarinos que podem ser levados para o Espaço para explorar mares noutros planetas. O primeiro passo deve ser a exploração de Titã, a lua de Saturno, que tem grandes mares e lagos com hidrocarbonetos. O projecto ainda precisa de aprovação e apoio financeiro da NASA, mas a equipa acredita que estará preparada para lançar um submarino na década de 2030. Numa fase seguinte, a equipa aponta baterias à exploração de Europa e Enceladus, luas de Júpiter e Saturno respectivamente, que têm mares sob grandes camadas de gelo, o que representa um desafio adicional.

A escolha de Titã deve-se à sua dimensão, a segunda maior lua do sistema solar, com 5150 quilómetros de diâmetro, e por ter corpos líquidos de metano e etano estáveis à superfície. Por outro lado, a atmosfera com moléculas orgânicas apresenta potencial para albergar vida, embora de uma forma diferente da que conhecemos na Terra. Os investigadores estão também a considerar a hipótese de haver dois ecossistemas completamente diferentes em Titã: um conjunto à superfície de vida ‘estranha’ à da Terra e outro, subaquático, mais familiar com o que conhecemos, explica a publicação Space.com.

A missão Cassini-Huygens, entre 2004 e 2017, captou a maior parte do conhecimento que temos actualmente sobre a lua de Saturno. Agora, a NASA pretende lançar um drone de oito rotores, chamado Dragonfly, para explorar aquela lua a partir de 2026. O submarino pode ser a fase seguinte, com o projecto a já ter conseguido duas rondas de investimento ao abrigo do programa NIAC (NASA Innovative Advanced Concepts). A gravidade em Titã é apenas 14% da que conhecemos na Terra, pelo que o submarino não teria de suportar tanta pressão no casco como teria de o fazer num mar na Terra. A equipa também crê que navegar num meio diferente do que seria encontrado no nosso planeta também não representa uma desvantagem, uma vez que o material é transparente o suficiente para permitir a comunicação via sinais de rádio.

Em termos de especificações, um submarino independente deverá ter cerca de seis metros de comprimento e pesar 1500 quilos para conseguir ter todo o equipamento de comunicações necessário. Por outro lado, um submarino com uma sonda a acompanhar poderá ter apenas dois metros e pesar 500 quilos. Este veículo teria de ser alimentado a energia nuclear, uma vez que Saturno está cerca de dez vezes mais longe do Sol do que a Terra.

Steven Oleson, do Glenn Research Center da NASA, explica que “de um ponto de vista científico, estamos a perder muito por não podermos submergir e fazer muitos dos testes”. A missão subaquática para Titã poderá ser viável ao abrigo do programa New Frontiers da NASA, que vai patrocinar a missão Dragonfly e que já foi responsável pela sonda New Horizons, uma missão de reconhecimento a Plutão.

Exame Informática
08.09.2020 às 09h14

 

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4297: Surpresa em Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão da lua Fobos a orbitar Marte.
Crédito: jihemD/Wikimedia Commons

A missão InSight da NASA fornece dados da superfície de Marte. O seu sismómetro, equipado com componentes electrónicos construídos no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), não regista apenas sismos marcianos, mas também reage inesperadamente aos eclipses solares. Quando a lua marciana Fobos se move em frente do Sol, o instrumento inclina-se ligeiramente para um lado. Este efeito minúsculo pode ajudar os investigadores a determinar o interior do planeta.

Um observador em Marte veria a lua Fobos do planeta cruzar o céu de oeste para este a cada cinco horas. A sua órbita passa entre o Sol e qualquer ponto em Marte cerca de uma vez a cada ano terrestre. De cada vez que o faz, provoca um a sete eclipses solares no espaço de três dias. Um local onde isto acontece é no local de pouso do módulo InSight da NASA, estacionado na região de Elysium Planitia desde Novembro de 2018. Por outras palavras, o fenómeno ocorre com muito mais frequência do que na Terra, quando a nossa Lua passa em frente do Sol. “No entanto, os eclipses em Marte são mais curtos – duram apenas 30 segundos e nunca são eclipses totais,” explica Simon Stähler, sismólogo do Instituto de Geofísica do ETH Zurique. Fotos obtidas por dois rovers da NASA, Opportunity e Curiosity, também mostram a forma irregular da lua contra o plano de fundo do Sol.

As fotografias não são a única forma de observar estes trânsitos. “Quando a Terra passa por um eclipse solar, os instrumentos podem detectar uma descida na temperatura e rajadas rápidas de vento, à medida que a atmosfera arrefece num determinado local e o ar ‘foge’ dessa zona,” explica Stähler. Uma análise dos dados do InSight deverá indicar se efeitos semelhantes também são detectáveis em Marte.

À espera de 24 de Abril de 2020

Em Abril de 2019, a primeira série de eclipses solares foi visível a partir do local de aterragem do InSight, mas apenas alguns dos dados registados foram guardados. As indicações iniciais levaram Stähler e uma equipa internacional de investigação a se preparar animadamente para a próxima série de eclipses, prevista para 24 de Abril de 2020. Publicaram os resultados das suas observações em Agosto na revista Geophysical Research Letters.

Como esperado, as células solares do InSight registaram os trânsitos. “Quando Fobos está em frente do Sol, menos luz solar atinge os painéis solares e estes, por sua vez, produzem menos electricidade,” explica Stähler. “Pode ser medido o declínio de exposição solar provocado pela sombra de Fobos”. De facto, a quantidade de luz solar diminuiu 30% durante um eclipse. No entanto, os instrumentos meteorológicos do InSight não indicaram mudanças atmosféricas, e os ventos não mudaram conforme o esperado. Ainda assim, outros instrumentos forneceram uma surpresa: tanto o sismómetro quanto o magnetómetro registaram um efeito.

Sinal invulgar do sismómetro

O sinal do magnetómetro é provavelmente devido à diminuição na electricidade das células solares, como Anna Mittelholz, uma adição recente à equipa de Marte do ETH Zurique, foi capaz de mostrar. “Mas não esperávamos esta leitura do sismómetro; é um sinal invulgar,” diz Stähler. Normalmente, o instrumento – equipado com componentes electrónicos construídos na Suíça – indicaria sismos no planeta. Até agora, o serviço de sismos marcianos, liderado por John Clinton e Domenico Giardini no ETH Zurique, registou cerca de 40 terremotos convencionais, o mais forte dos quais registou uma magnitude de 3,8, bem como várias centenas de sismos regionais e superficiais.

O que foi surpreendente durante o eclipse solar foi que o sismómetro se inclinou ligeiramente numa direcção específica. “Esta inclinação é incrivelmente pequena”, observa Stähler. “Imagine uma moeda; agora, coloque dois átomos de prata num dos lados da moeda. É dessa inclinação que falamos, 10-8“. Por mais leve que este efeito tenha sido, ainda era inconfundível. “A explicação mais óbvia seria a gravidade de Fobos, semelhante ao modo como a Lua da Terra provoca as marés,” explica Stähler, “mas rapidamente descartámos isto”. Se fosse essa a explicação, então o sinal do sismómetro estaria presente por um longo período de tempo e a cada cinco horas quando Fobos fizesse a sua passagem, não apenas durante os eclipses. Os investigadores determinaram a causa mais provável da inclinação: “Durante um eclipse, o solo arrefece. Deforma-se de maneira desigual, o que inclina o instrumento,” diz Martin van Driel, do grupo de investigação de Sismologia e Física das Ondas.

Acontece que um sensor infravermelho mediu de facto um arrefecimento de dois graus do solo em Marte. Os cálculos revelaram que nos 30 segundos do eclipse, a “frente fria” poderia penetrar no solo apenas a uma profundidade micrómetros ou milímetros, mas o efeito foi suficiente para puxar o sismómetro.

Experiências numa antiga mina de prata

Uma observação na Terra apoia a teoria de Stähler. No Observatório da Floresta Negra, localizado numa mina de prata abandonada na Alemanha, Rudolf Widmer-Schnidrig descobriu um fenómeno semelhante: durante um teste de sismómetro, alguém se esqueceu de apagar a luz. O calor emitido por uma lâmpada de 60 watts foi aparentemente suficiente para aquecer a camada superior de granito bem abaixo do solo, de modo que se expandiu ligeiramente e fez com que o sismómetro se inclinasse ligeiramente para um lado.

Os cientistas devem ser capazes de usar o minúsculo sinal de inclinação de Marte para mapear a órbita de Fobos com mais precisão do que era possível anteriormente. A posição do InSight é o local medido com mais precisão de Marte; se os cientistas souberem exactamente a hora de início e fim de um trânsito de Fobos pelo Sol, podem calcular a sua órbita com precisão. Isto é importante para futuras missões espaciais. Por exemplo, a JAXA (agência espacial japonesa) planeia enviar uma sonda às luas de Marte em 2024 e trazer amostras de Fobos de volta à Terra. “Para fazer isso, precisam de saber exactamente para onde estão a dirigir-se,” diz Stähler.

O que os dados orbitais precisos revelam

Os dados precisos da órbita de Fobos também podem lançar mais luz sobre o funcionamento interno de Marte. Enquanto a nossa Lua continua a ganhar momento angular e se afasta constantemente da Terra, Fobos está a diminuir de velocidade e gradualmente a cair de volta para Marte. Daqui a 30-50 milhões de anos, irá colidir com a superfície do planeta. “Podemos usar esta ligeira desaceleração para estimar quão elástico é, portanto, quão, quente é o interior de Marte; o material frio é sempre mais elástico do que o quente,” explica Amir Khan, também do Instituto de Geofísica do ETH Zurique. Em última análise, os investigadores querem saber se Marte foi formado do mesmo material que a Terra, ou se diferentes componentes podem explicar porque a Terra tem placas tectónicas, uma atmosfera densa e condições que suportam vida – características ausentes em Marte.

Astronomia On-line
8 de Setembro de 2020

 

 

4241: Planetas recém-descobertos não estão tão protegidos de proeminências estelares como se pensava

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Erupções violentas de gás escaldante de jovens estrelas anãs vermelhas podem tornar as condições inabitáveis para os seus planetas. Nesta impressão de artista, uma jovem e activa anã vermelha (direita) desbasta a atmosfera de um planeta em órbita (esquerda).
Crédito: NASA, ESA e D. Player (STScI)

Uma estrela próxima, hospedeira de dois (e possivelmente três) planetas, foi inicialmente considerada silenciosa e chata. Estes atributos são desejados porque criam um ambiente seguro para os seus planetas, especialmente aqueles que podem estar no que os cientistas chamam de “zona habitável”, onde a água líquida pode existir às suas superfícies e a vida pode ser possível. Mas os astrónomos da Universidade Estatal do Arizona anunciaram que esta estrela próxima não é assim tão calma.

A estrela, chamada GJ 887 (ou Gliese 887), é uma das estrelas M mais brilhantes do céu. As estrelas M são estrelas vermelhas de baixa massa que superam, em número, as estrelas como o nosso Sol por um factor superior a 10, orbitadas pela grande maioria dos planetas na nossa Galáxia.

GJ 887 foi inicialmente destacada pelo ambiente espacial aparentemente calmo que fornece aos planetas recentemente descobertos. No monitoramento pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, uma missão para procurar planetas para lá do nosso Sistema Solar, a estrela estranhamente não exibiu proeminências detectáveis ao longo de 27 dias de observações contínuas.

E a ausência de proeminências é uma qualidade que favorece a sobrevivência de atmosferas em planetas que orbitam a estrela e, portanto, a potencial vida nesses planetas.

Mas os astrónomos Parke Loyd e Evgenya Shkolnik da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estatal do Arizona tinham as suas dúvidas sobre o comportamento de GJ 887. Investigando os dados arquivados do Telescópio Espacial Hubble, descobriram que GJ 887 na verdade tem proeminências horárias.

Mas como é que identificaram esta diferença? Usando luz ultravioleta distante, Loyd, Shkolnik e colaboradores foram capazes de ver enormes picos de brilho provocados por proeminências estelares.

Os seus achados foram publicados recentemente na revista Research Notes of the American Astronomical Society, com co-autores da Universidade do Colorado em Boulder e do Laboratório Naval de Investigação em Washington, DC.

Estrelas M: hospedeiras da maioria dos planetas potencialmente habitáveis

Dado que existem em tão grandes números, as estrelas M como GJ 887 desempenham um papel importante na busca da humanidade para entender onde a Terra se encaixa no grande “jardim zoológico” de planetas no Universo e na busca por vida noutros planetas.

“Se a génese da vida num planeta é mais ou menos como um jogo de dados, então as estrelas M lançam esses dados muito mais vezes do que qualquer outro tipo de estrela,” explicou Loyd.

Mas há um senão. As estrelas M são propensas a “salpicar” os seus planetas com muita actividade estelar. Também podem ter duas faces, parecendo calmas no visível, como observaram com a missão TESS. Na realidade, podem estar repletas de proeminências que são claramente aparentes no ultravioleta, que possui fotões (partículas de luz) muito mais energéticos do que no visível. E cada proeminência tem o potencial de bombardear os planetas da estrela com uma tempestade magnética e uma chuva de partículas velozes, aumentando as chances de que as atmosferas dos planetas de GJ 887 tenham sido desbastadas há muito tempo atrás.

“É fascinante saber que observar estrelas na luz ótica normal (como a missão TESS) não chega perto de contar a história toda,” disse Shkolnik. “O ambiente de radiação prejudicial só pode ser totalmente compreendido com observações no ultravioleta, como as do Telescópio Espacial Hubble.”

Embora o monitoramento ultravioleta das estrelas M tenha muito valor, os recursos que os astrónomos têm que dedicar a tais observações são actualmente limitados. Felizmente, existem planos em andamento para missões que podem ajudar a preencher esta lacuna, incluindo uma missão CubeSat liderada pela Universidade Estatal do Arizona de nome SPARCS (Star-Planet Activity Research CubeSat), da qual Shkolnik é a investigadora principal. Esta missão fornecerá aos astrónomos o tempo de observação que necessitam que capturar as erupções ultravioleta das estrelas M e medir a frequência com que ocorrem, levando a uma maior compreensão das estrelas e planetas na nossa Galáxia.

“A emissão ultravioleta de uma estrela é realmente uma peça crítica, embora ainda ausente, do quebra-cabeças que é a compreensão das atmosferas dos exoplanetas e a sua habitabilidade,” disse Shkolnik.

Astronomia On-line
28 de Agosto de 2020

 

spacenews

 

4240: Confirmados cinquenta novos planetas através de aprendizagem de máquina

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Ilustração de um exoplaneta.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Chris Smith

Cinquenta potenciais planetas tiveram a sua existência confirmada por um novo algoritmo de aprendizagem de máquina desenvolvido por cientistas da Universidade de Warwick.

Pela primeira vez, os astrónomos usaram um processo baseado na aprendizagem de máquina, uma forma de inteligência artificial, para analisar uma amostra de potenciais planetas e determinar quais os reais e quais os “falsos”, ou falsos positivos, calculando a probabilidade de cada candidato ser um planeta verdadeiro.

Os seus resultados foram relatados num novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, onde também realizam a primeira comparação em larga escala de tais técnicas de validação planetária. As suas conclusões justificam a utilização de várias técnicas de validação, incluindo o seu algoritmo de aprendizagem de máquina para confirmar estatisticamente futuras descobertas exoplanetárias.

Muitos levantamentos de exoplanetas vasculham enormes quantidades de dados de telescópios em busca de sinais de planetas que passam entre o telescópio e a sua estrela, eventos conhecidos como trânsitos. Isto resulta numa queda reveladora na luz estelar que o telescópio detecta, mas também pode ser provocada por um sistema estelar binário, interferência de um objeto de fundo ou mesmo pequenos erros na câmara. Estes falsos positivos têm que ser “peneirados” num processo de validação planetária.

Investigadores dos Departamentos de Física e Ciência da Computação da Universidade de Warwick, bem como do Instituto Alan Turing, construíram um algoritmo baseado em aprendizagem de máquina que pode separar planetas reais de planetas falsos em grandes amostras de milhares de candidatos encontrados por missões de telescópios como o Kepler ou TESS da NASA.

O algoritmo foi treinado para reconhecer planetas reais usando duas grandes amostras de planetas confirmados e de falsos positivos da agora aposentada missão Kepler. Os investigadores usaram então o algoritmo com um conjunto de dados de candidatos planetários ainda não confirmados do Kepler, resultando em cinquenta novos planetas confirmados e no primeiro a ser validado por aprendizagem de máquina. As técnicas anteriores de aprendizagem de máquina classificaram os candidatos, mas nunca determinaram a probabilidade de um candidato ser um planeta verdadeiro por si só, uma etapa necessária para a validação do planeta.

Estes cinquenta planetas variam de mundos tão grandes quanto Neptuno a mais pequenos que a Terra, com órbitas de 200 dias a apenas um dia. Ao confirmar que estes cinquenta planetas são reais, os astrónomos podem agora estabelecer prioridades para futuras observações com telescópios dedicados.

O Dr. David Armstrong, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, disse: “O algoritmo que desenvolvemos permite-nos levar cinquenta candidatos além do limite para a validação de planetas, actualizando-os para o estatuto de planeta real. Esperamos aplicar esta técnica a grandes amostras de candidatos de missões actuais e futuras, como o TESS e PLATO.

“Em termos de validação de planeta, ninguém havia usado uma técnica de aprendizagem de máquina antes. A aprendizagem de máquina tem sido usada para classificar candidatos planetários, mas nunca numa estrutura probabilística, que é o que realmente precisamos para validar um planeta. Em vez de dizer quais os candidatos mais prováveis de serem planetas, podemos agora dizer qual é a probabilidade estatística precisa. Onde existir menos de 1% de hipótese de um candidato ser um falso positivo, é considerado um planeta validado.”

O Dr. Theo Damoulas do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Warwick e vice-director do Instituto Alan Turing, salientou: “As abordagens probabilísticas para a estatística de aprendizagem de máquina são especialmente adequadas para um problema excitante como este na astrofísica que requer a incorporação de conhecimento prévio – de especialistas como o Dr. Armstrong – e a quantificação da incerteza nas previsões. Um excelente exemplo quando a complexidade computacional adicional de métodos probabilísticos compensa significativamente.”

Depois de construído e treinado, o algoritmo é mais rápido do que as técnicas existentes e pode ser totalmente automatizado, tornando-o ideal para analisar os potenciais milhares de candidatos planetários observados em levantamentos atuais como o do TESS. Os investigadores argumentam que deverá ser uma das ferramentas usadas colectivamente para validar planetas no futuro.

O Dr. Armstrong acrescenta: “Quase 30% dos planetas conhecidos até agora foram validados usando apenas um método, e isso não é ideal. O desenvolvimento de novos métodos de validação é desejável somente por esse motivo. Mas a aprendizagem de máquina também nos permite fazer isso rapidamente e priorizar os candidatos com muito mais rapidez.

“Ainda temos que gastar tempo a treinar o algoritmo, mas depois disso ser feito, será muito mais fácil aplicá-lo a futuros candidatos. Também podemos incorporar novas descobertas para melhorá-lo progressivamente.

“Prevê-se que um levantamento como o TESS tenha dezenas de milhares de candidatos exoplanetários e é ideal ser capaz de os analisar todos de forma consistente. Sistemas rápidos e automatizados como este, que podem levar-nos até planetas validados em menos etapas, permitem-nos fazer isso de forma eficiente.”

Astronomia On-line
28 de Agosto de 2020

 

spacenews