3134: Tempestades globais em Marte lançam torres de poeira para o céu

CIÊNCIA

Animações lado a lado de como a tempestade global de poeira de 2018 envolveu o Planeta Vermelho, cortesia da câmara MARCI (Mars Color Imager) a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA. Esta tempestade global de poeira fez com que o rover Opportunity perdesse contacto com a Terra.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

As tempestades de poeira são comuns em Marte. Mas, mais ou menos a cada década, acontece algo imprevisível: ocorrem uma série de tempestades descontroladas, cobrindo todo o planeta numa névoa empoeirada.

No ano passado, uma frota de naves espaciais da NASA teve uma visão detalhada do ciclo de vida da tempestade global de poeira de 2018 que encerrou a missão do rover Opportunity. E enquanto os cientistas ainda estão a analisar os dados, dois artigos científicos publicados recentemente lançam uma nova luz sobre um fenómeno observado dentro da tempestade: torres de poeira, ou nuvens de poeira concentrada que aquecem à luz do Sol e se elevam no ar. Os cientistas pensam que o vapor de água preso a poeira pode estar a elevar-se com ela para o espaço, onde a radiação solar quebra as suas moléculas. Isto pode ajudar a explicar como a água de Marte desapareceu ao longo de milhares de milhões de anos.

As torres de poeira são nuvens massivas, rodopiantes e mais densas que sobem muito mais alto do que a poeira de fundo normal na fina atmosfera marciana. Embora também ocorram em condições normais, as torres parecem formar-se em maior número durante tempestades globais.

Uma torre começa à superfície do planeta como uma área de poeira relativamente elevada com algumas dezenas de quilómetros de largura. Quando uma torre atinge uma altura de 80 quilómetros, como observado na tempestade global de poeira de 2018, pode ter várias centenas de quilómetros de largura. À medida que a torre decai, pode formar uma camada de poeira 56 quilómetros acima da superfície com milhares de quilómetros de comprimento.

As descobertas mais recentes sobre as torres de poeira surgem da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, liderada pelo JPL em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. Embora as tempestades de poeira globais cubram a superfície do planeta, a MRO pode usar o seu instrumento MCS (Mars Climate Sounder) com detecção de calor para espiar através da neblina. O instrumento foi construído especificamente para medir os níveis de poeira. Os seus dados, juntamente com imagens de uma câmara a bordo do orbitador chamada MARCI (Mars Context Imager), permitiram aos cientistas detectar inúmeras torres “inchadas” de poeira.

Como é que Marte perdeu a sua água?

As torres de poeira aparecem durante todo o ano marciano, mas a MRO observou algo diferente durante a tempestade de poeira global de 2018. “Normalmente, a poeira cai num dia ou mais,” disse o autor principal do artigo, Nicholas Heavens da Universidade Hampton, no estado norte-americano da Virgínia. “Mas durante uma tempestade global, as torres de poeira são renovadas continuamente durante semanas.” Em alguns casos foram vistas várias torres durante três semanas e meia.

O ritmo da actividade da poeira surpreendeu Heavens e outros cientistas. Mas especialmente intrigante é a possibilidade de as torres de poeira agirem como “elevadores espaciais” para outros materiais, transportando-os pela atmosfera. Quando a poeira transportada pelo ar aquece, cria correntes de ar que transportam gases, incluindo a pequena quantidade de vapor de água às vezes vista como nuvens finas em Marte.

Um artigo anterior liderado por Heavens mostrou que, durante uma tempestade global de poeira em 2007, as moléculas de água foram lançadas para a atmosfera superior onde a radiação solar pode decompo-las em partículas que escapam para o espaço. Isto pode ser uma pista de como o Planeta Vermelho perdeu os seus lagos e rios ao longo de milhares de milhões de anos, tornando-se no deserto gelado que é hoje.

Os cientistas não sabem dizer com certeza o que provoca as tempestades globais de poeira; estudaram menos de uma dúzia até agora.

“As tempestades globais de poeira são realmente invulgares,” disse o cientista do instrumento MCS, David Kass, no JPL. “Não temos realmente nada parecido com isto na Terra, onde o clima do planeta inteiro muda durante vários meses.”

Com tempo e mais dados, a equipa da MRO espera entender melhor as torres de poeira criadas nas tempestades globais e que papel podem desempenhar na remoção de água da atmosfera do Planeta Vermelho.

Astronomia On-line
3 de Dezembro de 2019

spacenews

 

3123: NASA simula o movimento das nuvens marcianas

CIÊNCIA

Um grupo de cientistas do Centro de Investigação Ames (ARC) da NASA, localizado no estado norte-americano da Califórnia, simulou o movimento das nuvens em Marte recorrendo a supercomputadores.

As imagens foram publicadas na passada segunda-feira no YouTube, informou a agência espacial norte-americana em comunicado. Na simulação criada pelos cientistas do ARC é possível ver como é que as nuvens de água gelada se formam para dispersarem depois consoante as estações que o Planeta Vermelho atravessa.

Na época do ano retratada na imagem acima, quando é verão no hemisfério norte de Marte, as nuvens formam-se lentamente durante a noite perto do Equador, tornando-se mais espessar logo antes do sol nascer.

A NASA observa ainda que neste cenário as nuvens dispersam rapidamente à medida que o dia aquece e voltam a formar-se ao anoitecer. É ainda possível ver na mesma imagem vários picos de Tharsis Montes, uma cadeia de vulcões que sobressaem através das nuvens, refere a agência espacial na mesma nota.

Apesar de as nuvens marcianas serem mais finas do que as terrestres, explica a NASA, estas representam um papel importante no clima de Marte, especialmente na intensidade dos seus sistemas eólicos, isto é, estas nuvens ajudam a controlar o movimento da água em torno do planeta.

As instalações de super-computação avançadas da NASA utilizadas nesta investigação fornecem aos cientistas que investigam Marte ferramentas necessárias para estudar em detalhe a atmosfera marciana, bem como as suas escalas de tempo.

A investigação pode ainda ser útil para planear futuras missões a Marte, ajudando-nos ainda a melhor compreender o nosso Sistema Solar e a evolução dos planetas.

ZAP //

Por ZAP
30 Novembro, 2019

spacenews

 

3114: Planetas podem ser muito comuns na vizinhança hostil dos buracos negros

CIÊNCIA

Mark A. Garlick / NASA

Afinal, as estrelas jovens podem não ser os únicos objectos com discos de poeiras capazes de formar planetas. Uma nova investigação, conduzida por cientista do Japão, sugere que alguns buracos negros também admitem estas estruturas.

“Com as condições certas, os planetas podem formar-se mesmo em ambientes hostis, como por exemplo em torno de um buraco negro”, explicou Keiichi Wada, professor da Universidade Kagoshima que investiga núcleos galácticos activos, objectos luminosos energizados por buracos negros, citado pela agência Europa Press.

As teorias sobre a formação planetária sustentam que os mundos são formados a partir de agregados de poeira num disco proto-planetário que está em torno de uma estrela jovem. Contudo, estes corpos não são os únicos com discos de poeira.

Uma nova investigação, cujos resultados foram disponibilizados no portal arXiv, debruçou-se sobre grandes discos localizados em torno de buracos negros super-massivos em núcleos de galáxias e descobriu que estes enorme objectos podem ter mundos por perto.

“Os nosso cálculos mostram que dezenas de milhares de planetas com 10 vezes a massa da Terra poderiam formar-se a cerca de 10 anos-luz a partir de um buraco negro”, explicou Eiichiro Kokubo, professor do Observatório Astronómico Nacional do Japão que estuda a formação de planetas. “Em torno dos buracos negros, sistemas planetários de incrível escala poderiam existir”, aponta.

Alguns buracos negros super-massivos têm grandes quantidades de matéria à sua volta sob a forma de um disco pesado e denso. Este disco pode conter quantidades astronómicas de pó: cerca de 100.000 vezes a massa do nosso Sol. Noutras palavras, pode ter mil milhões de vezes a massa da poeira de um disco proto-planetário.

Actualmente, não existem técnicas para detectar estes potencial planetas que estarão na vizinhança dos buracos negros. Ainda assim, os cientistas esperam que a nova investigação, que carece ainda de revisão dos pares, abra um novo campo de Astronomia.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2019

spacenews

 

3095: Nove em cada dez planetas do tamanho da Terra podem abrigar vida alienígena

CIÊNCIA

Robin Dienel, cortesia do Instituto Carnegie para Ciência

Nove em cada dez planetas do tamanho da Terra podem abrigar vida alienígena, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, no Estados Unidos.

De acordo com os cientistas, que publicaram as suas conclusões num artigo da revista científica Astrophysical Journal, o segredo da alta habitabilidade de um astro está na sua inclinação estável relativa à órbita de um determinado planeta em torno de uma estrela.

É esta inclinação estável que dá depois origem a estações estáveis e previsíveis que incentivam plantas e animais a prosperar e a evoluir.

Sistemas solares como o nosso, isto é, com apenas uma estrela e um grande número de planetas, são bastante raros, mas os sistemas binários, que ostentam duas estrelas, parecem ser muito comuns. E os cientistas acreditam que a presença de duas estrelas parece estabilizar a inclinação de um planeta. Por este mesmo motivo, é provável que existam planetas capazes de abrigar vida para lá do Sistema Solar.

Tendo em conta estes dados, os cientistas concluíram que 87% dos exoplanetas com dimensões semelhantes às da Terra deveriam ter inclinações de eixo igualmente estáveis – elemento vital para a estabilidade climática e evolução de organismos complexos.

“Os sistemas de estrelas múltiplas são comuns e cerca de 50% das estrelas têm estrelas companheiras binárias. Sistemas solares de estrela única com múltiplos planetas como o nosso parecem ser mais raros”, disse o cientista Gongjie Li, que esteve envolvido na investigação, em declarações ao diário britânico Daily Star.

mudanças bruscas de inclinação, à semelhança das que acontecem em Marte, podem ajudar a destruir a atmosfera dos mundos, notaram ainda os cientistas.

Apesar das eras glaciares e das ondas de calor, o clima geral da Terra tem sido calmo desde há centenas de milhões de anos, graças ao seu eixo de inclinação – ângulo entre o plano da órbita de um planeta e o equador -, permitindo assim que a vida se instale.

A orientação da Terra só muda entre 22,1 e 24,5 graus ao longo de 41.000 anos.

No Planeta Vermelho, estas oscilações mudam de forma agressiva, diminuindo de forma significativa as possibilidades de Marte poder abrigar vida.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3077: ADN de tardígrados pode ajudar humanos a sobreviver em Marte

CIÊNCIA

dottedhippo / Canva

Combinarmos o ADN de tardígrados com as nossas células pode ser a solução para que consigamos sobreviver em Marte. A teoria parte do geneticista Chris Mason, da Universidade Weill Cornell, em Nova Iorque.

Os tardígrados, popularmente conhecidos como ursos de água, são seres extremófilos, capazes de sobreviver em situações extremas, no vácuo do espaço e em temperaturas abaixo de zero, sendo mesmo considerado o animal mais resistente do mundo.

Chris Mason sugere que combinar a informação genética desta criatura com células humanas pode ser uma solução para preparar os nossos astronautas para as condições que Marte oferece. O norte-americano tem dedicado grande parte da sua carreira a estudar os efeitos genéticos dos voos espaciais e como é que os seres humanos podem superar essas limitações.

Para o efeito, Mason estudou dois irmãos gémeos astronautas: Mark e Scott Kelly. Em 2015, enquanto o primeiro passou um ano na Estação Espacial Internacional, o segundo esteve no planeta Terra. Durante esse tempo, a equipa de Mason estudou as alterações biológicas de cada um nos seus respectivos ambientes.

No mês passado, durante a conferência “Human Genectics”, o geneticista conversou sobre os resultados da sua investigação e falou sobre a ideia de fazer um estudo mais abrangente para preparar da melhor forma os nossos astronautas.

Como tal, Mason explicou que os futuro astronautas podem vir a tomar medicamentos prescritos para ajudar a mitigar os efeitos que a sua equipa descobriu com a mais recente investigação. Além disso, de acordo com o Live Science, o especialista falou ainda de usar a edição de genes para tornar os humanos mais capazes de chegar a planetas como Marte.

“Se tivermos mais 20 anos de pura descoberta, mapeamento e validação funcional do que pensamos saber, talvez daqui a 20 anos, espero que possamos estar numa fase em que consigamos dizer que podemos fazer um humano que poderia sobreviver melhor em Marte”, disse Mason.

Apesar de reconhecer a controvérsia associada à manipulação de genes humanos, o professor da universidade nova-iorquina reconhece que combinar células humanas com ADN de tardígrados pode ser uma solução para que os astronautas resistam, por exemplo, à radiação.

Na sua opinião, isto é algo ao nosso alcance. “Não é se evoluímos; é quando evoluirmos“, acrescentou. Quanto à questão ética, Mason disse que se a engenharia genética tornar as pessoas mais capazes de habitar Marte de uma forma mais segura, sem interferir com a capacidade de viver na Terra, as pessoas aceitarão mais facilmente.

ZAP //

Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

3065: Entomólogo diz que há “abelhas” em Marte (e tem provas)

CIÊNCIA

ESA

Enquanto os cientistas tentam encontrar vida em Marte com experiências no terreno, como a sonda Curiosity, o entomólogo William Romoser, professor emérito na Universidade do Ohio, nos Estados Unidos, afirma que já temos provas da sua existência.

A sua teoria, que foi apresentada na reunião nacional da Sociedade Americana de Entomologia em St. Louis, Missouri, apoia-se em fotografias enviadas por vários rovers em Marte, nas quais assegura conseguir ver seres semelhantes a abelhas e répteis.

“Houve e ainda há vida em Marte”, afirmou Romoser, durante a reunião, explicando que, depois de analisar durante vários anos as imagens do Planeta Vermelho disponíveis na Internet, concluiu que não existiam apenas fósseis, mas também criaturas vivas.

“Existe uma aparente diversidade entre a fauna de insectos marciana que mostra muitas características semelhantes às que vivem na Terra e incluídas nos grupos avançados. Por exemplo, há presença de asas, flexão das asas, voo deslizante e ágil, além de pernas com diferentes estruturas de pernas ”, afirmou Romoser, citado pela ABC.

Segundo o entomólogo, há uma série de fotografias que mostram claramente a forma de insectos e répteis e é possível seleccionar os diferentes segmentos corporais, juntamente com as patas, antenas e asas.

A investigação, que foi publicada este mês na revista especializada Entomology 2019 e que ainda não foi revista pelos pares, baseia-se no estudo de imagens por vários parâmetros fotográficos, como brilho, contraste, saturação e inversão. Além disso, foram levados em consideração o ambiente, a clareza da forma, a simetria corporal, a segmentação em diferentes partes, além de formas repetitivas, restos ósseos e observação de formas próximas umas das outras.  A alegada evidência de “olhos brilhantes” foram consideradas consistentes com a presença de formas vivas.

Em comunicado, Romoser afirmou que observou comportamentos diferentes de voos em várias imagens. De acordo com o cientista, umas assemelham-se a abelhões e outros são parecidos com abelhas na Terra. Por outro lado, Romoser afirma ter encontrado uma criatura fossilizada semelhante a uma cobra.

“A presença de organismos metazoários superiores em Marte implica a presença de fontes e processos de nutrientes e energia, cadeias e redes alimentares e água como elementos que funcionam num ambiente viável, embora extremo, para sustentar a vida”, afirmou.

ZAP //

Por ZAP
21 Novembro, 2019

 

Luas de Neptuno numa “dança da evasão”

CIÊNCIA

A dança das luas de Neptuno: esta animação ilustra como as estranhas órbitas das luas interiores de Neptuno Náiade e Talassa permitem com que se evitem uma à outra enquanto viajam em redor do planeta.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

De acordo com uma investigação publicada recentemente, mesmo para os padrões selvagens do Sistema Solar exterior, as órbitas estranhas das duas luas mais interiores de Neptuno não têm rival.

Especialistas em dinâmica orbital estão a chamar “dança da evasão” às órbitas das pequenas luas Náiade e Talassa. As duas são verdadeiras parceiras, separadas por apenas 1850 quilómetros. Mas nunca se aproximam assim tanto uma da outra; a órbita de Náiade é inclinada e perfeitamente sincronizada. Todas as vezes que passa por Talassa – mais lenta -, as duas estão mais ou menos a 3540 km uma da outra.

Nesta coreografia perpétua, Náiade gira em torno do gigante gasoso a cada sete horas, enquanto Talassa, mais longe, demora sete horas e meia. Um observador em Talassa veria Náiade numa órbita que varia bastante num padrão em ziguezague, passando duas vezes por cima e duas vezes por baixo. Este padrão cima, cima, baixo, baixo repete-se de cada vez que Náiade dá quatro voltas a Neptuno por cada órbita de Talassa.

Os cientistas disseram que embora a dança possa parecer estranha, mantém as órbitas estáveis.

“Nós referimo-nos a este padrão repetitivo como ressonância,” disse Marina Brozović, especialista em dinâmica do Sistema Solar no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, autora principal do novo artigo científico, publicado no dia 13 de Novembro na revista Icarus. “Existem muitos tipos diferentes de ‘danças’ que os planetas, as luas e os asteróides podem seguir, mas esta nunca tinha sido vista antes.”

Bem longe da atracção do Sol, os planetas gigantes do Sistema Solar exterior são as fontes dominantes da gravidade e, colectivamente, ostentam dúzias e dúzias de luas. Algumas destas luas formaram-se juntamente com os seus planetas e nunca foram a lugar algum; outras foram capturadas mais tarde e depois trancadas em órbitas ditadas pelos seus planetas. Algumas orbitam na direcção oposta à rotação do planeta; outras trocam órbitas entre si como que para evitar colisões.

Neptuno tem 14 luas confirmadas. Neso, a sua lua mais distante, tem uma órbita muito elíptica que a leva a 74 milhões de quilómetros do planeta e demora 27 anos a completar.

Náiade e Talassa são pequenas e com a forma de Tic Tacs, medindo apenas cerca de 100 km em comprimento. São duas das sete luas interiores de Neptuno, parte de um sistema bem compacto que está entrelaçado com anéis ténues.

Então, como é que ficaram juntas – mas separadas? Pensa-se que o sistema de satélites original tenha sido interrompido quando Neptuno capturou a sua lua gigante, Tritão, e que estas luas interiores e anéis se formaram a partir dos detritos remanescentes.

“Suspeitamos que Náiade tenha sido lançada para a sua órbita inclinada por uma interacção anterior com uma das outras luas interiores de Neptuno,” explicou Brozović. “Somente mais tarde, depois da sua inclinação orbital ter sido estabelecida, Náiade se pôde estabelecer nesta ressonância invulgar com Talassa.”

Brozović e colegas descobriram o padrão orbital invulgar usando análises de observações com o Telescópio Espacial Hubble da NASA. O trabalho também fornece a primeira dica sobre a composição das luas interiores de Neptuno. Os investigadores usaram as observações para calcular a sua massa e, portanto, as suas densidades – próximas da da água gelada.

“Estamos sempre empolgados por encontrar estas co-dependências entre luas,” disse Mark Showalter, astrónomo planetário do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, co-autor do novo artigo científico. “Náiade e Talassa ficaram provavelmente presas nesta configuração há muito tempo, porque torna as suas órbitas mais estáveis. Elas mantêm a paz nunca se aproximando demais.

Astronomia On-line
19 de Novembro de 2019

 

3055: Rover Mars 2020 vai procurar fósseis microscópicos

CIÊNCIA

As cores mais claras representam elevações mais altas nesta imagem da Cratera Jezero em Marte, o local de aterragem da missão Mars 2020 da NASA. A oval indica a elipse de aterragem, onde o rover vai pousar em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/JHUAPL/ESA

Cientistas do rover Mars 2020 da NASA descobriram o que poderá ser um dos melhores locais para procurar sinais de vida antiga na Cratera Jezero, onde o veículo vai pousar no dia 18 de Fevereiro de 2021.

Um artigo publicado a semana passada na revista Icarus identifica depósitos distintos de minerais chamados carbonatos ao longo da orla interna de Jezero, o local de um lago há mais de 3,5 mil milhões de anos. Na Terra, os carbonatos ajudam a formar estruturas suficientemente resistentes para sobreviver em forma de fóssil durante milhares de milhões de anos, incluindo conchas do mar, corais e alguns estromatólitos – rochas formadas no nosso planeta pela antiga vida microbiana ao longo de antigas linhas costeiras, onde a luz do Sol e a água era abundantes.

A possibilidade de estruturas semelhantes a estromatólitos existentes em Marte é o motivo pelo qual a concentração de carbonatos que rastreiam a linha costeira de Jezero, como água suja numa banheira deixa anéis de resíduos para trás, faz da área um campo de caça primordial científica.

Mars 2020 é a missão de próxima geração da NASA com foco na astrobiologia, ou no estudo da vida pelo Universo. Equipado com um novo conjunto de instrumentos científicos, o objectivo é aproveitar as descobertas do Curiosity da NASA, que descobriu que partes de Marte podem ter suportado vida microbiana há milhares de milhões de anos. Mars 2020 vai procurar sinais reais de vida microbiana passada, recolhendo amostras de rochas que serão depositadas em tubos de metal na superfície marciana. As missões futuras poderão transportar essas amostras para a Terra para um estudo mais aprofundado.

Além de preservar sinais de vida passada, os carbonatos podem ensinar-nos mais sobre como Marte passou de albergar água líquida e uma atmosfera mais espessa para o deserto gelado de hoje. Os minerais de carbonato formaram-se a partir de interacções entre o dióxido de carbono e a água, registando mudanças subtis nestas interacções ao longo do tempo. Nesse sentido, agem como cápsulas do tempo que os cientistas podem estudar para aprender quando – e como – o Planeta Vermelho começou a secar.

Com 45 quilómetros de largura, a Cratera Jezero também já foi o lar de um antigo delta de rio. Os “braços” deste delta podem ser vistos a alcançar o fundo da cratera em imagens obtidas a partir do espaço por missões como a MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA. O instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) deste orbitador ajudou a produzir mapas minerais coloridos do “anel da banheira” detalhado no novo artigo.

“O CRISM avistou carbonatos aqui há anos atrás, mas apenas recentemente notámos como estão concentrados exactamente onde seria a linha costeira,” disse a autora principal Briony Horgan, da Universidade Purdue em West Lafayette, no estado norte-americano de Indiana. “Vamos encontrar depósitos de carbonatos em muitos locais ao longo da missão, mas o ‘anel da banheira’ será um dos lugares mais interessantes de visitar.”

Não é garantido que os carbonatos da costa tenham sido formados no lago; podem ter sido depositados antes que o lago estivesse aí presente. Mas a sua identificação faz da orla oeste do local, de nome “região marginal portadora de carbonatos”, um dos tesouros mais ricos destes minerais em qualquer lugar da cratera.

A equipa Mars 2020 espera explorar tanto o chão da cratera quanto o delta durante a missão principal do rover com a duração de dois anos. Horgan disse que a equipa espera alcançar a borda da cratera e os seus carbonatos perto do final desse período.

“A possibilidade de os ‘carbonatos marginais’ terem sido formados no ambiente do lago foi uma das características mais emocionantes que nos levaram à decisão de aterrar na Cratera Jezero. A química dos carbonatos numa antiga margem de lago é uma receita fantástica para preservar registos de vida e do clima do passado de Marte,” disse o cientista adjunto do projecto Mars 2020, Ken Williford, do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. O JPL lidera a missão do rover Mars 2020. “Estamos ansiosos por chegar à superfície e descobrir como estes carbonatos se formaram.”

A margem do antigo lago da Cratera Jezero não é o único local que os cientistas estão ansiosos por visitar. Um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters aponta para um rico depósito de sílica hidratada na beira do antigo delta do rio. Como os carbonatos, este mineral é excelente para preservar os sinais de vida antiga. Se este local provar ser a camada inferior do delta, será um local especialmente bom para procurar fósseis microbianos enterrados.

O rover Mars 2020 será lançado em Julho ou Agosto de 2020 a partir de Cabo Canaveral, Florida. Mars 2020 faz parte de um programa maior que inclui missões à Lua como preparação para a exploração humana do Planeta Vermelho. Encarregada de fazer regressar astronautas à Lua até 2024, a NASA estabelecerá uma presença humana sustentada na Lua e em órbita até 2028 através dos planos de exploração lunar Artemis da NASA.

Astronomia On-line
19 de Novembro de 2019

 

3031: A NASA pode já ter encontrado o misterioso Planeta X

CIÊNCIA

NASA

O misterioso Planeta X, um planeta gigante desconhecido nos confins do Sistema Solar e que mexe com as órbitas de algumas das rochas do Cinturão de Kuiper, pode já ter sido visto pela NASA.

Acredita-se que o Planeta X tenha cerca de cinco vezes a massa da Terra. Não se sabe exactamente o que é nem onde se localiza – e muito menos onde começar a procurá-lo. No entanto, agora, uma equipa de investigadores acredita que podemos já ter todos os dados que precisamos.

De acordo com os autores do estudo publicado no mês passado na revista especializada Research Notes of the AAS, Matthew J Holman, Matthew J Payne e Andras Pa, o satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA pode já ter visto este planeta misterioso, mas ainda não tivemos tempo de procurá-lo nas fotografias nas vastas áreas de dados captadas pelo caçador de planetas.

O TESS procura exoplanetas usando o método de trânsito – ou seja, aguarda enquanto observa os trechos do céu, esperando que algo se atravesse na frente da luz das estrelas distante. No entanto, uma única exposição não poderia capturar algo tão distante e fraco como o Planeta X, por isso, o TESS usa o método de rastreamento digital.

O rastreamento digital envolve o empilhamento de imagens do mesmo campo de visão um sobre o outro, aumentando assim o brilho de objectos distantes. Até agora, a técnica tem sido usada com grande efeito na busca de novos asteróides, mas ainda não foi usada na busca pelo Planeta X ou qualquer outro objecto misterioso e massivo que exista além de Neptuno.

Por outro lado, o Planeta X é um alvo em movimento. Por isso, de acordo com o Russia Today, são necessários alguns cálculos para descobrir a sua trajectória à medida que se move pelo espaço. “Para descobrir novos objectos, com trajectórias desconhecidas, podemos tentar todas as órbitas possíveis!”, escreveram os autores.

O rastreamento digital tem sido usado em conjunto com o Telescópio Espacial Hubble para descobrir vários objectos além de Neptuno. Embora seja teoricamente possível, na prática, qualquer pessoa que queira encontrar o Planeta X nos dados do TESS teria de testar todas as órbitas possíveis – e até os supercomputadores mais poderosos do mundo precisariam de algum tempo para realizar essa tarefa.

A existência do Planeta X, que os cientistas acreditam ser gigante e gélido, foi prevista pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em Janeiro de 2016. As suas propriedades físicas e químicas devem ser semelhantes às de Úrano e Neptuno e o misterioso mundo deverá ter um longo período de órbita: 15 mil anos.

O misterioso Planeta X pode ser um buraco negro do tamanho de uma bola de bowling

O misterioso Planeta X pode ser um buraco negro de massa planetária, sugere um novo estudo teórico conduzido por Jakub…

Há cientistas que sustentam ainda que o “novo” membro do Sistema Solar possa ser também responsável pela inclinação incomum do Sol.

ZAP //

Por ZAP
15 Novembro, 2019

 

3027: China quer ir a Marte em 2020

CIÊNCIA

A China anunciou que tem a tecnologia pronta para colocar uma sonda à superfície de Marte já em 2020, algo que só a NASA conseguiu atingir até agora.

É a primeira missão interplanetária da China e vai ter dois objectivos: colocar uma sonda na órbita de Marte e aterrar uma outra sonda à superfície do “planeta vermelho”. O sistema de propulsão necessário já terá passado todos os testes exigidos, de acordo com uma nota do Xi’an Aerospace Propulsion Institute. Esta entidade terá verificado o desempenho e o controlo do sistema em várias operações, como pairar, evitar perigos, abrandar e a fase de aproximação à superfície, concluindo que os mecanismos de propulsão estão prontos.

A China já escolheu dois locais preliminares para aterrar em Marte, perto da Utopia Planitia, em duas elipses de aproximadamente 100×40 quilómetros, noticia o Spectrum. A sonda colocada à superfície vai pesar 240 quilos, terá o dobro da massa que têm as sondas lunares chinesas, e terá integradas câmaras de navegação, de topografia e multi-espectrais, um radar de detecção no subsolo, um instrumento de espectroscopia por laser semelhante ao da Curiosity, um detector de campos magnéticos e um detector de clima.

O desafio neste momento passa por ter o foguetão Long March 5 pronto para colocar este equipamento e estas sondas a caminho de Marte. O foguetão estreou-se em 2016, teve um voo falhado em 2017 e já foi alvo de duas alterações a nível do design dos motores. Em Dezembro, será feito mais um voo de testes, aonde irá colocar um grande satélite em órbita geo-estacionária. Caso este voo não tenha sucesso, a China terá de aguardar mais 26 meses pela abertura da janela Hohmann, no final de 2022, para chegar a Marte.

Chegar a Marte é parte do desafio, mas a aterragem à superfície a ser uma parte talvez ainda mais complexa, devido às circunstâncias particulares da atmosfera e da gravidade. Recorde-se que o momento da aterragem foi quando muitas missões, como as da Agência Espacial Europeia e da Roscosmos russa, falharam.

Exame Informática
12.11.2019 às 8h35

 

3024: NASA: Cientistas fazem descoberta desconcertante sobre o oxigénio de Marte

CIÊNCIA

A atmosfera de Marte tem oxigénio, contudo, são apenas leves traços. Na verdade, além do gás que sustenta a nossa vida, o “ar que se respira” no planeta vermelho é composto por 95% de dióxido de carbono, azoto, argão, água e metano.

Segundo a NASA, a sonda Curiosity, descobriu um padrão de comportamento do oxigénio muito estranho. De tal forma que os investigadores nunca viram comportamento igual e não são capazes de explicar quimicamente o que descobriram.

Marte tem oxigénio que o ser humano respira

Pela primeira vez na história da exploração espacial, os cientistas mediram as mudanças sazonais nos gases que enchem o ar directamente acima da superfície da Cratera Gale em Marte.

Como resultado, foi descoberto algo desconcertante: o oxigénio, o gás que muitas criaturas da Terra usam para respirar, comporta-se de uma maneira que até agora os cientistas não conseguem explicar através de nenhum processo químico conhecido.

Como é a atmosfera de Marte?

Ao longo de três anos de Marte (ou quase seis anos da Terra), um instrumento no laboratório de química portátil Sample Analysis at Mars (SAM) dentro da barriga da sonda Curiosity da NASA inalou o ar da Gale Crater e analisou a sua composição.

Os resultados obtidos depois do SAM cuspir as amostram apresentaram e confirmaram a composição da atmosfera marciana na superfície.

Assim, o ar é composto por 95% em volume de dióxido de carbono (CO2), 2,6% de azoto molecular (N2), 1,9% de argão (Ar), 0,16% de oxigénio molecular (O2) e 0,06% de monóxido de carbono (CO).

Além disso, foi também revelado o processo de como as moléculas do ar marciano se misturam e circulam com as mudanças na pressão do ar ao longo do ano.

Percebeu-se que essas mudanças são causadas quando o gás CO2 congela sobre os pólos no inverno, diminuindo assim a pressão do ar em todo o planeta após a redistribuição do ar para manter o equilíbrio da pressão. Quando o CO2 evapora na primavera e no verão e se mistura, provoca um aumento da pressão do ar.

Há mais oxigénio em Marte no verão

Os dados agora recolhidos, permitiram aos investigadores medir as alterações nos gases da atmosfera imediatamente acima da Cratera Gale. Como resultado, foi descoberto que o nitrogénio e o argão seguem um padrão expectável. As concentrações destes gases aumentam e diminuem naquela região ao longo do ano face à quantidade de CO2 existente no ar.

Contudo, em contracorrente do que eram as expectativas, o mesmo não acontece com o oxigénio.

Surpreendentemente, a quantidade do oxigénio no ar aumentou durante toda a primavera e verão em cerca de 30%. Posteriormente, como voltou aos níveis previstos no outono marciano.

Apesar de ser algo novo para os investigadores, este notaram que o acontecimento não foi um caso isolado. Este padrão repetiu-se a cada primavera.

Na primeira vez que observamos o fenómeno, foi chocante.

Referiu Sushil Atreya, professor de ciências climáticas e espaciais.

O mistério do oxigénio de Marte sem explicação

Assim que os cientistas descobriram o enigma do oxigénio, os especialistas de Marte começaram a trabalhar para o explicar.

Primeiro verificaram a precisão do instrumento SAM que usaram para medir os gases: o Espectrómetro de Massa Quadrupolar. O instrumento estava bem.

A seguir consideraram a possibilidade de que as moléculas de CO2 ou água (H2O) pudessem ter liberado oxigénio quando se separaram na atmosfera, levando ao aumento de curta duração. Contudo, seria necessário cinco vezes mais água acima de Marte para produzir o oxigénio extra, e o CO2 decompõe-se muito lentamente para gerá-lo em tão pouco tempo.

E quanto à diminuição do oxigénio? Poderia a radiação solar ter quebrado as moléculas de oxigénio em dois átomos que explodiram no espaço?

Segundo os cientistas nada disto faz sentido. Isto porque seriam necessários pelo menos 10 anos para que o oxigénio desaparecesse através deste processo.

Estamos a lutar para explicar isto. O facto de que o comportamento do oxigénio não é perfeitamente repetível a cada estação faz-nos pensar que não é um problema que tem a ver com a dinâmica atmosférica. Tem que ser alguma fonte química e sumidouro que ainda não podemos explicar.

Referiu Melissa Trainer, cientista planetária do Goddard Space Flight Center da NASA.

A história do oxigénio marciano

Para os cientistas que estudam Marte, a história do oxigénio é curiosamente semelhante à do metano. Deste modo, o metano está constantemente no ar dentro da Gale Crater em quantidades tão pequenas (0,00000004% em média) que é dificilmente discernível mesmo pelos instrumentos mais sensíveis de Marte.

Ainda assim, o gás foi medido pelo Espectrómetro Laser da SAM. O instrumento revelou que enquanto o metano sobe e desce sazonalmente, aumenta em abundância em cerca de 60% nos meses de verão por razões inexplicáveis. (Na verdade, o metano também aumenta de forma aleatória e dramática. Os cientistas estão a tentar perceber porquê).

Estamos a começar a perceber uma correlação tentadora entre metano e oxigénio durante boa parte do ano de Marte. Julgo que terá algo a ver com isso. Só não tenho ainda as respostas ainda. Ninguém tem.

Concluiu Atreya.

Terá sido produzido por “seres vivos”?

O oxigénio e o metano podem ser produzidos biologicamente (por micróbios, por exemplo) e abiologicamente (da química relacionada à água e às rochas).

Apesar destas tantas dúvidas, os cientistas estão a considerar todas as opções, embora não tenham nenhuma evidência convincente da actividade biológica em Marte.

A sonda da NASA não possui instrumentos para dizer se a fonte do metano ou do oxigénio marciano é biológica ou geológica. Então, os cientistas esperam que as explicações não biológicas sejam mais prováveis e estão a trabalhar rápido para obter respostas definitivas.

Mars Curiosity Rover encontra evidências de um antigo oásis em Marte

Conforme a própria NASA por várias vezes referiu, onde há água há vida e o encontrar de água em Marte é uma prioridade. Nesse sentido, numa última caminhada pela Cratera Gale em Marte, o … Continue a ler


Imagem: NASA
Fonte: NASA

 

3022: Elon Musk explica como construir uma cidade sustentável em Marte

TECH

Space X / Flickr

O CEO da Space X, o multimilionário Elon Musk, revelou na rede social Twitter detalhes sobre os planos da empresa para estabelecer um assentamento em Marte que seja sustentável para os seres humanos.

No entender de Musk, que é também o CEO da Tesla, para tornar este projecto realidade, seria necessário construir 1.000 naves espaciais que transportem um milhão de toneladas de carga durante 20 anos.

A estimativa de tempo apontada por Musk tem em conta vários factores, incluindo o facto de as viagens entre a Terra e Marte apenas podem ser realizadas a cada dois anos, uma vez que é neste período que os planetas se alinham – por isso, seria viável fazer uma viagem ao Planeta Vermelho a cada 24 meses.

Na semana passada, Musk anunciou que um voo da Starship – nave espacial especialmente projectada para transportar pessoas e cargas para o Planeta Vermelho e para a Lua – custaria apenas 2 milhões de dólares, com custos operacionais menores do que os de “um pequeno foguete”, disse o visionário.

Agora, o CEO da Space X avançou mais detalhes: a Starship poderá voar até três vezes por dia, cerca de 1.000 vezes por ano. Segundo a revista Exame, cada veículo espacial teria capacidade de transportar 100 toneladas para órbita por ano. No total, 10 milhões de toneladas de material seriam transportados por ano.

A reluzente Nave Estelar de Musk é de aço porque vai “sangrar água”

Ao longo do mês de Janeiro, Elon Musk, fundador e CEO da Space X, tem levantado o véu sobre aquela…

ZAP //

Por ZAP
13 Novembro, 2019

 

3005: Trânsito de Mercúrio em 2019

 

No dia 11 de Novembro de 2019 ocorre um trânsito de Mercúrio que será visível em todo o território português. Veja aqui os detalhes.

Em Portugal Continental, a duração total do trânsito de Mercúrio aproxima-se das 5h com início cerca das 12h 36 min, o máximo próximo das 15h 20min e o término não será visível uma vez que o ocaso do Sol ocorre pelas 17h 27min. Nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, o fenómeno será visível por completo. Os tempos exactos podem ser consultados no nosso ficheiro sobre o Trânsito de Mercúrio em 2019.

Consulte a nossa página sobre como observar o trânsito de Mercúrio em segurança.

ATENÇÃO: a observação do Sol pode ser perigosa!Seja cuidadoso, certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar o sol e informe, ajude, quem não sabe.
A população escolar deve ter especial cuidado com a observação do sol durante o trânsito.
Consulte a nossa página com informação completa sobre este tema e técnicas seguras de observação, em colaboração com a DGS e a SPO:    OBSERVAR O SOL EM SEGURANÇA

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

 

3004: Observar o Trânsito de Mercúrio em Segurança

Tal como todas as observações que implicam olhar para o Sol, tem de seguir as regras de segurança apropriadas, que são descritas aqui.

Durante o trânsito, o planeta apenas tapa a luz solar na nossa direcção, aparecendo como um pequeno disco negro em frente ao disco solar.

NÃO é possível observar o trânsito de Mercúrio através dos filtros solares oculares!

Um objecto só é  perceptível se o seu diâmetro angular aparente for maior do que o limite de resolução angular α do instrumento de observação. Este limite é dado por α=1,22 λ/D onde λ é o comprimento de onda da luz (0,5 μm para a cor verde, onde está a máxima intensidade solar) e D é o diâmetro da abertura do sistema óptico. O diâmetro da pupila é D≈2 mm durante o dia, dilatando para D≈6mm à noite. Nestas condições o limite de resolução angular do olho humano numa observação diurna é α= 63”. Como o diâmetro angular de Mercúrio é de 12″ < 63″, é impossível observá-lo directamente.

Assim, de nada serve usar os filtros solares oculares (os conhecidos “óculos de eclipse”) para tentar ver o trânsito solar deste planeta.

Pode observar o trânsito de Mercúrio através dum telescópio equipado com filtro objectivo solar adequado!

O pequeno tamanho angular implica a utilização dum sistema óptico com pelo menos 1 cm de diâmetro para se poder ver o pequeno disco negro do planeta sobre o Sol. Porém, como o disco solar é 158 vezes maior do que o diâmetro angular de Mercúrio, o planeta só é bem visível com recurso a ampliação óptica.

Para o observar recomenda-se a utilização dum telescópio com uma ampliação de 50x a 100x. Porém, a objectiva deve ser tapada com um filtro solar adequado (VER AQUI), que deve ser adquirido em lojas da especialidade. Os requisitos visuais e fotográficos para o trânsito são idênticos aos da observação de manchas solares e de eclipses solares parciais.

PREFIRA a observação do trânsito de Mercúrio pelos métodos de Projecção

A maneira mais acessível de observar o trânsito de Mercúrio é projectar a imagem do Sol através de binóculos para um cartão branco. Um segundo cartão com um furo pode ser colocado em frente da ocular, o que melhora o contraste da imagem projectada. A imagem solar no cartão alvo aparecerá branca com o pequeno ponto negro de Mercúrio (semelhante a uma mancha solar). A mesma técnica de projecção pode naturalmente ser utilizada com um telescópio refractor.

OU, dirija-se a um local onde haja observações do trânsito de Mercúrio por pessoas qualificadas e responsáveis.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
5 Nov 2019

 

3003: Elon Musk já sabe o que é necessário para a SpaceX criar uma cidade em Marte

HIGH TECH

Elon Musk sempre foi claro nos seus planos para a SpaceX. Esta será a forma que encontrou para levar o Homem até Marte, mudando a forma como fazemos exploração espacial.

Tem revelado de forma bem lúcida a forma como quer colocar em breve o primeiro humano no planeta vermelho. Agora, e mostrando novamente o futuro, revelou o que é necessário para criar uma cidade em Marte.

O homem forte da SpaceX não quer apenas viajar para Marte. Elon Musk quer colocar uma colónia neste planeta, iniciando um momento único na nossa história. Para isso necessitará de criar uma cidade sustentável neste ponto remoto do espaço.

O papel essencial que a Starship representa

Para que esta possa ser criada e mantida, Elon Musk já definiu a sua expectativa. Segundo a sua ideia, ao todo vão ser necessárias 1000 naves Starship. Esta vão ser responsáveis por transportar toda carga que será necessária transportar.

Silicon Valley @teslaownersSV

How many starships you wanna build

Elon Musk @elonmusk

A thousand ships will be needed to create a sustainable Mars city

Cada uma destas naves terá a capacidade de carregar 100 toneladas de carga nos seus voos. Caso sejam construídas 100 naves Starship, a SpaceX consegue colocar em Marte 10 milhões de toneladas de carga por ano.

20 anos de viagens para Marte

Mesmo com toda esta capacidade de carga, esta será uma tarefa que demorará ainda alguns anos. As contas de Elon Musk preveem que ao todo vão ser necessários pelos menos 20 anos de viagens pelo espaço até Marte.

As the planets align only once every two years

Elon Musk @elonmusk

So it will take about 20 years to transfer a million tons to Mars Base Alpha, which is hopefully enough to make it sustainable

Durante esse tempo, as naves de carga da SpaceX vão estar a voar de forma permanente e a levar todos os elementos necessários a esta cidade sustentável e que será um entreposto no espaço.

Depois de ter revelado que o custo por voo de uma Starship ronda os 2 milhões de dólares, revela agora os recursos que este processo irá consumir. Será um processo complicado de gerir e que vai requerer a participação de muitas entidades.

Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

Os planos da SpaceX estão traçados e bem definidos. O seu objectivo é aterrar em Marte dentro de alguns anos, marcando assim o início de uma nova corrida ao espaço e ao planeta vermelho. … Continue a ler Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

Pplware
09 Nov 2019

 

2993: Mercury Transit on Monday: The Gear You Need to Watch It Safely

SCIENCE

Mercury will pass across the face of the sun Monday (Nov. 11) in its first such “transit” since 2016.

The Mercury transit — which begins Monday at 7:35 a.m. EST (1235 GMT) and ends at 1:02 p.m. EST (1804 GMT) — is accessible to amateur astronomers, as long as they have the right equipment to view the event safely. (Warning: Never look directly at the sun without protection; serious and permanent eye damage can result.)

Here’s a brief rundown of the ways you can safely watch the transit, either first-hand or live online.

Related: Mercury Transit 2019: Where and How to See It on Nov. 11

Projecting the image

Mercury is so small that projecting the image using a simple pinhole camera, as many observers do to view solar eclipses, will not produce good results; it’s likely you won’t be able to see anything at all. Instead, you can project the image using binoculars, refractors or small Newtonian telescopes. (Schmidt-Cassegrain and Maksutov designs can’t be used for this, because of the risk of damage.)

Put a low-power eyepiece into your telescope — one that you don’t mind losing if the sun’s heat cracks it. Do not look through the eyepiece or the finder scope. Instead, align the telescope using its shadow on the ground. The more closely aligned the scope is to the sun, the darker and more circular its shadow will appear, according to the British Astronomical Association (BAA).

Take a piece of white paper and hold it about 1 foot (30 centimeters) away from the eyepiece to see the image. You may need to wiggle the telescope a bit to get a good view.

Physics lecturer Mohammad Baqir and his pet duck observed the May 9, 2016 Mercury transit using safe projection techniques.
(Image credit: Mohammad Baqir )

Binoculars or telescopes

You can also outfit your binoculars or telescope with solar filters to view the transit. The type of solar filter depends on your equipment, so check with the manufacturer to see what’s approved.

Alternatively, you can make your own filters using a sheet of Mylar or Baader AstroSolar Film. Just be sure that the homemade filter is securely over the front end of your binoculars or telescope, with no cracks.

“It is essential that the filter fixes very securely to your telescope, that it is undamaged, and that it is designed for safe use with your telescope,” the BAA officials wrote in a press release. “Only buy from reputable suppliers you trust, and thoroughly inspect your filters for damage every time you use them.”

Filters designed for eyepieces should never be used because they are “of suspect quality” and often crack when exposed to the sun’s heat, the BAA added.

A student uses his smartphone and a photographers lens with a solar filter to capture a photo of the planet Mercury transiting the sun on May 9, 2016.
(Image credit: Bill Ingalls/NASA)

Community telescopes

Many museums or amateur astronomy organizations are holding special public events for the Mercury transit. So if you don’t have your own gear, check the nearest science museum or astronomy club to see if they are going to set something up somewhere in your community.

You can find the nearest astronomy club in your area here.

Watching online

Another option is to watch the transit from wherever you happen to be that day, which is especially handy if you are stuck at work or school. Space.com will show live webcasts from Slooh and the Virtual Telescope Project.

The Slooh online observatory will begin streaming live views of the Mercury transit from telescopes around the world at 7:30 a.m. EST (1230 GMT). You can watch it live here on Space.com or directly via Slooh’s YouTube channel.

At the same time, astrophysicist Gianluca Masi of the Virtual Telescope Project in Italy will also stream live telescope views of the transit. You can watch the free webcast live here.

Meanwhile, NASA will post real-time images from its Solar Dynamics Observatory at mercurytransit.gsfc.nasa.gov/2019.

Editor’s note: Visit Space.com on Monday to see live webcast views of the rare Mercury transit from Earth and space, and for complete coverage of the celestial event. If you SAFELY capture a photo of the transit of Mercury and would like to share it with Space.com and our news partners for a story or gallery, you can send images and comments in to managing editor Tariq Malik at spacephotos@space.com.

This article was originally posted on May 6, 2016 for the previous Mercury transit and has been updated for 2019.

Follow Elizabeth Howell @howellspace. Follow Space.com on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

livescience
By Elizabeth Howell – Live Science Contributor
08/11/2019

 

2992: Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

HIGH TECH

Os planos da SpaceX estão traçados e bem definidos. O seu objectivo é aterrar em Marte dentro de alguns anos, marcando assim o início de uma nova corrida ao espaço e ao planeta vermelho.

Há ainda uma grande dúvida sobre como e quando esta viagem da SpaceX vai acontecer. Algo que a marca calculou recentemente foi o preço que cada viagem vai custar. Não é barato, mas é um valor a pagar para se conseguir este salto.

O preço a pagar pela SpaceX por uma viagem a Marte

A informação relativa ao preço que terá de ser pago pela SpaceX veio do seu homem forte, Elon Musk. Numa conferência, apresentou o que o Starship e o Super Heavy vão ter de consumir para que saiam da Terra.

O valor que Elon Musk referiu está na casa dos 2 milhões de dólares. Este não foi um valor que tenha justificado, mas referiu que só em combustível vão ser perto de 900 mil euros. Há depois de ter ainda em conta os restantes custos operacionais existentes.

Elon Musk referiu ainda que este é um valor mais baixo que o de um tradicional foguete de dimensões reduzidas. Claro que neste caso da SpaceX existe uma vantagem óbvia. Tanto o Starship como o Super Heavy vão ser reutilizáveis.

Elon Musk apresentou o futuro desta viagem e os seus custos

Com os seus mais de 100 lugares, o Starship é uma ideia única da Space X. Fará uso do Super Heavy para rumar ao espaço, sendo totalmente reciclável para futuras missões. Estes 2 estão ainda a ser construídos para iniciarem os seus testes.

Todos estes dados surgiram na apresentação feita por Elon Musk no evento Space Pitch Day da Força Aérea Norte-Americana. Aqui falou de vários temas, tanto sobre os carros da Tesla como da sua a paixão por foguetes recicláveis.

O valor agora apresentado é apenas uma previsão de Elon Musk, mas mostra que a Space X vai ter de suportar este custo. Não se sabe se assumirá o valor de forma total ou se terá alguma ajuda do governo para o conseguir.

Fonte: Space.com
pplware

08 Nov 2019

 

2978: Há algo estranho e quente no interior de Neptuno

CIÊNCIA

NASA

Quando a nave Voyager 2 observou o gigante gelado Neptuno pela primeira vez em 1989, foi revelado que este planeta parece ser mais quente do que Úrano, apesar de estar mais distante do Sol. 

De acordo com medições subsequentes, Neptuno mostrou ter temperaturas semelhantes às do vizinho gasoso, embora teoricamente não deva ter. Até agora, “a fonte desse calor adicional permanece um mistério”, estimou o físico Brian Cox no documentário da BBC “The Planets”.

No entanto, existem várias hipóteses que tentam explicar as diferenças entre estes dois planetas com composição semelhante com o nosso Sistema Solar, de acordo com o LiveScience.

“As medidas da Voyager mostram que Neptuno emite mais do que o dobro de calor que absorve do sol, enquanto Úrano não”, explicou Anthony Del Genio, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA. Segundo o investigador, isto ocorre porque “Úrano não possui uma fonte significativa de calor interno e não pode gerar calor adicional ao obtido pelo Sol”, o que o diferencia de Neptuno, bem como de Júpiter e Saturno.

Uma fonte interna de altas temperaturas origina-se do excesso de calor desde o nascimento do sistema solar, no momento da formação dos planetas: o calor que se contraiu desde a nebulosa solar primitiva. “A fonte adicional de calor em Neptuno deve-se em grande parte à contracção gravitacional”, disse Joshua Tollefson, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

De momento, não há uma explicação clara que indique porque é que Úrano não possui essa fonte adicional de calor. É possível que a diferença de idade tenha uma certa influência nisso, já que um planeta mais jovem seria mais quente. Além disso, a velocidade e a intensidade da libertação de calor também dependem da estrutura e composição interior de cada corpo celeste e as suas camadas de nuvens.

É difícil estimar todos estes componentes, uma vez que um ano em Neptuno equivale a 165 anos terrestres, por isso os cientistas ainda não conseguiram estudar o planeta ao longo do seu ciclo sazonal, com ferramentas modernas, e obter dados mais completos.

Além disso, os cientistas relacionam a fonte de calor interna de Neptuno e a sua temperatura com outro fenómeno: fortes ventos rotativos de até 2.414 quilómetros por hora. “É provável que os ventos sejam gerados mais profundamente do que a luz solar possa penetrar, de modo que são possivelmente produzidos por uma combinação de calor interno e rotação”, sugeriu Amy Simon, cientista da Planetary Atmosphere Research no Goddard Space Flight Center da NASA.

Os ventos de Neptuno e Úrano não coincidem. Em Úrano, atingem apenas velocidades de até 900 quilómetros por hora, embora os dois planetas tenham ciclos de rotação semelhantes. “Isso mostra que há algo diferente entre eles: calor parcialmente interno ou algo mais”, estima Simon.

ZAP //

Por ZAP
7 Novembro, 2019

 

2976: The Curiosity Rover Just Took a Very Emo Photo of Its Rocky Martian Prison

SCIENCE

The Curiosity rover is looking for life on a bleak mountain in the middle of a crater, and it wants us all to feel its struggle.

Meanwhile, on the edge of a mountain in the middle of a crater on Mars…
(Image: © NASA/JPL-Caltech)

Mars is the only known planet in the universe inhabited solely by robots. There’s InSight, the sturdy robo-stethoscope listening for the Red Planet’s heartbeat; there’s Odyssey and the gang, a cadre of droids surveilling the planet from orbit. And then, climbing a lonely crater hundreds of miles away from its companions, there’s Curiosity, the last surviving rover on Mars.

About the size of an SUV and capable of traveling 100 feet (30 meters) per hour, Curiosity has been exploring the 3.5-billion-year-old pit called Gale Crater since landing there in 2012. Now, Curiosity is climbing the mountain, known as Mount Sharp or Aeolis Mons, at the crater’s center. In a bleak and beautiful photo taken on the 2,573rd Martian day of Curiosity’s mission (Nov. 1), the rover showed off the vast emptiness of this rocky domain.

In the new picture, posted to NASA’s Mars mission website, a debris-strewn butte curves up toward the mountain’s side while an enormous ridge of hazy rock looms in the background. That ridge is actually the rim of Gale Crater, fencing the rover in for about 50 miles (80 kilometers) in every direction.

The photo was taken from Curiosity’s back, showing the bleak horizon that the rover leaves behind as it begins its slow ascent from Mount Sharp’s base. It’s a lonely scene, to be sure, but Curiosity is looking for new friends all the time; one of the rover’s primary objectives is finding evidence that Mars could (or once did) support microbial life.

The rover hasn’t stumbled upon any native Martians (yet), but it has found plenty of evidence of past water and traces of elements like hydrogen, oxygen, phosphorus and carbon — all considered “building blocks” of life. Hopefully, the crust of sediment lining Mount Sharp will reveal more clues about how and when ancient water once flowed through the crater. In the meantime, it’s a fine place to stop and enjoy the scenery. As you can see, there’s no shortage of it.

Originally published on Live Science.
Livescience
By Brandon Specktor – Senior Writer
05/11/2019

 

2974: Luva inteligente vai ajudar astronautas a controlar drones e robôs no Espaço

CIÊNCIA

Além de fatos mais modernos para as futuras explorações espaciais na próxima década, a NASA, juntamente com algumas organizações parceiras, está a desenvolver uma luva inteligente para astronautas usarem em missões na Lua e Marte, por exemplo.

A tecnologia servirá para controlar dispositivos à distância, como drones, através de gestos com a mão. Apresentada pelo Projecto Haughton-Mars (PHM), a luva inteligente também tem a parceria da SETI Institute, Mars Institute, NASA Ames Research Center, Collins Aerospace e Ntention.

O equipamento será útil nas actividades extra-veiculares das missões espaciais, uma vez que os fatos limitam bastante a precisão e a destreza dos movimentos dos astronautas. Com a luva, conseguirão executar tarefas mais minuciosas com maior facilidade.

A Ntention já tem experiência na criação de luvas inteligentes e ficou conhecida pelo design e desenvolvimento de uma luva capaz de controlar drones, entre outros robôs, através de simples gestos manuais.

Ainda este ano, a Ntention desenvolveu uma dessas luvas para o PHM. Pascal Lee, cientista do SETI Institute e do Mars Institute, e director do PHM, assistiu a uma demonstração da luva para aplicações terrestres, e gostou tanto que sugeriu aplicá-la ao fato espacial de um astronauta. Assim, nasceu a ideia de realizar um estudo de campo do conceito de “luva inteligente de astronauta”.

Conforme explica Lee, “um fato espacial pressurizado é relativamente rígido e os movimentos das mãos e dedos encontram resistência substancial. Com a ‘luva inteligente de astronauta’, a sensibilidade nos movimentos das mãos é ajustável, o que significa que a tecnologia pode ser adaptável à pressão rígida do fato espacial“.

“Os astronautas precisam de fatos espaciais que facilitem a interacção com o ambiente, incluindo tarefas complexas e delicadas”, disse Greg Quinn, líder de desenvolvimento de fatos espaciais da Collins Aerospace. Os membros da equipa avaliaram a tecnologia através de uma série de testes, como operação de drones.

A escolha de testes com drones não foi à toa. Lee explica que “os astronautas na Lua ou em Marte vão querer pilotar drones por várias razões, por exemplo, para recolher uma amostra que está fora de alcance ou que precisa de ser isolada de contaminação. Ou para ajudar numa operação de resgate”.

Os testes mostraram que um astronauta num fato espacial poderá executar facilmente várias tarefas importantes ao usar a luva inteligente e uma interface de visualização de Realidade Aumentada.

“Os testes de voo e operações sugerem que a luva inteligente e a interface homem-máquina de Realidade Aumentada permitiriam aos astronautas operar drones e outros robôs com facilidade e precisão“, reconheceu Brandon Dotson, engenheiro aeroespacial e piloto de testes do Exército dos EUA que testou o dispositivo.

ZAP // Canaltech

Por ZAP
6 Novembro, 2019

 

Emergência climática. Cientistas mundiais alertam para “sofrimento incalculável”

CIÊNCIA/VIDA

Mais de 11 mil cientistas de 153 países subscreveram um artigo no qual sugerem acções concretas em seis etapas de modo a que a humanidade evite consequências catastróficas. Estamos em emergência climática, avisam.

Onze mil cientistas declaram que estamos a viver em emergência climática
© NASA

É um novo alerta que se faz ouvir bem alto. E, desta vez, é a comunidade científica que levanta a voz para “acordar” a humanidade em defesa do ambiente. Vivemos num estado de emergência climática e é preciso aumentar os esforços para combater as alterações climáticas de modo a evitar um “sofrimento incalculável”.

Quem avisa são os mais de 11 mil cientistas de 153 países que subscreveram um artigo no qual destacam a urgência de tomar medidas perante aquilo que confirmam ser a emergência climática que o planeta Terra está a viver.

É uma verdadeira Aliança dos Cientistas do Mundo, como se lê no documento. Mas não se ficam pelo alerta. Propõem medidas concretas em seis etapas de modo a evitar consequências catastróficas.

No artigo, que é no fundo uma carta aberta publicada na revista BioScience, é referido que “as alterações climáticas estão a evoluir mais depressa do que muitos cientistas esperavam“.

“Declaramos, clara e inequivocamente, que o planeta Terra está a enfrentar uma emergência climática”, afirmam os mais de 11 mil signatários do documento.

Os especialistas avisam que é preciso um substancial aumento nos esforços para evitar o “sofrimento incalculável” que a humanidade pode enfrentar caso não haja uma mudança do estilo de vida.

“Para garantir um futuro sustentável, temos de mudar a maneira como vivemos”, lê-se no artigo. E a mudança pode começar a surgir com a resposta à declaração e aviso dos cientistas de que estamos actualmente a viver um estado de emergência climática.

Dizem ter a “obrigação moral” de “alertar a humanidade para ameaças existenciais” e, nesse sentido, consideram que a mudança de estilo de vida “implica grandes transformações na forma como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”.

Alertas dos cientistas têm 40 anos. “Continuamos a viver como se nada fosse”

“Estamos a fase de transição, na qual os governos e os que estão no poder querem ser vistos a fazer a coisa certa, mas sem investirem ou apoiarem” a mudança, lamenta à Euronews Jennifer Rudd, da Universidade Swansea. “Não estamos a ver nenhuma acção radical”, critica.

A carta aberta tem como base dados científicos publicados há 40 anos, entre os quais estão informações sobre o uso de energia, a temperatura, o crescimento populacional, as emissões de carbono e o desmatamento. Dados que foram estabelecidos na Conferência Mundial do Clima, realizada em Genebra, em 1979, quando estiveram reunidos cientistas de 50 países.

“Apesar dos 40 anos de grandes negociações globais, continuamos a viver como se nada fosse e não estamos a conseguir resolver esta crise”, disse o professor de ecologia William Ripple, da Universidade do Oregon e co-autor principal do artigo.

O que propõem os cientistas para evitar consequências catastróficas?

Perante este cenário, os 11 mil cientistas propõem medidas para evitar consequências catastróficas devido às alterações climáticas.

Estas são algumas das acções concretas que sugerem:

– A “substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis ​​de baixo carbono e outras fontes de energia mais limpas”, que sejam seguras para as pessoas e meio ambiente.

– A redução de emissões de “poluentes climáticos de curta duração, como o metano e hidrofluorcarbonetos”

– “Reduzir o desmatamento e restaurar e proteger ecossistemas” como as florestas.

– Sugerem que a nossa alimentação seja “à base de plantas”, que se reduza o consumo de “produtos de origem animal” e apelam para uma redução do desperdício alimentar.

– Deve ser “rapidamente reduzida” a “extracção excessiva de materiais e a super-exploração de ecossistemas impulsionadas pelo crescimento económico”

– Defendem ainda a estabilização da população global “e, idealmente, reduzida gradualmente”, recorrendo “a abordagens que garantam justiça social e económica”.

Cientistas mundiais preparados para ajudar na transição para um futuro sustentável

Os 11 mil cientistas estão “prontos” para ajudar os responsáveis pelas tomadas de decisões na “transição justa para um futuro sustentável e equitativo”.

Acreditam que as perspectivas de um futuro sustentável são melhores se os tomadores de decisões e toda a humanidade responderem a este aviso e declaração de que estamos a viver num estado de emergência climática, no fundo a “agirem para preservar a vida no planeta Terra, o nosso único lar”.

Diário de Notícias

Susete Henriques
05 Novembro 2019 — 18:32

 

2970: Desigualdade pode ser mais acentuada em Marte

CIÊNCIA

NASA
Concepção artística de uma colónia em Marte

Como seria a vida em Marte? Temos tendência a julgar que a vida no Planeta Vermelho seria mais risonha, mas em termos de desigualdades, Savannah Mandel garante que isso não é verdade.

A antropóloga espacial Savannah Mandel passou dez semanas no “aeroporto” norte-americano para naves espaciais comerciais, no deserto do Novo México, a fazer trabalho de campo para a sua dissertação. Durante essas semanas, Mandel cruzou-se com vários trabalhadores “dispostos a arriscar tudo” para participar em empreendimentos no Espaço.

O motivo? “Eles acreditam que as viagens espaciais garantem o futuro da humanidade”, explica Mandel, apesar de sustentar que os problemas da humanidade não desaparecem noutro planeta. Aliás, podem até piorar quando se trata de desigualdade, frisou, citada pelo OZY.

Com apenas 23 anos, Mandel é um dos membros mais jovens de um pequeno grupo de antropólogos ao redor do mundo, que centra todas as suas atenções em estudar de que forma os seres humanos se relacionam com o Espaço.

Valerie Olson, pioneira no campo e professora da Universidade da Califórnia, em Irvine, estima que existam menos de 100 antropólogos do Espaço na Terra. No entanto, a especialista sublinha que, devagarinho, o campo está a crescer.

A investigação de Mandel sobre o Spaceport America é inovadora: a jovem debruçou-se sobre a vida dos trabalhadores. Actualmente, trabalha como escritora científica do Instituto Americano de Física e é também uma escritora de ficção científica dedicada a completar um romance sobre um robô.

Este ano, o The Geek Anthropologist publicou um romance de Mandel sobre o primeiro antropólogo na Lua. Na história da autora, a reprodução lunar deve ser aprovada, havendo apenas um ponto, em toda a nave, apelidada de “O Condado”, onde um casal pode conceber.

Recentemente, a conferência sobre Espaço e Humanidade, realizada em Lexington, no Kentucky, juntou desde académicos a artistas, para reflectir como os seres humanos serão afectados pelas mudanças espaciais, como reconhecer e evitar preconceitos, por exemplo.

Mandel falou sobre um artigo que escreveu, no ano passado, para o The Geek Anthropologist, descrevendo os perigos de um “Efeito Elísio“, segundo o qual a comercialização do Espaço – como mineração de asteróides – aprofunda as disparidades globais de riqueza, uma vez que a lei existente é obscura.

Num artigo deste ano, desta vez para o Anthropology News, Mandel ecoou o tema, alertando sobre o “imperialismo lunar“, segundo o qual os países ocidentais com mais recursos financeiros olham o para o Espaço com a mentalidade colonial forjada pela sua própria história.

A antropologia do Espaço recebe muito menos recursos académicos e governamentais do que outras disciplinas. Mandel quer continuar, mas não tem certeza se poderá construir  uma carreira na academia por causa da sua paixão assumida por ficção científica.

Ainda assim, torna-se urgente trazer este tipo de temas para cima da mesa. As startups espaciais, e até a própria NASA, beneficiariam em poder contar com o contributo de antropólogos do Espaço, uma vez que apresentam narrativas e perspectivas diferentes, com foco na conservação como forma de proteger um novo mundo logo desde o início.

Mandel deseja que todo o seu trabalho inspire as pessoas sobre o que está por vir. “Adoro o Espaço, mas realmente quero que não deixemos a Terra no pó. Estamos a mover-nos muito rapidamente para um futuro interestelar”.

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Por ZAP
5 Novembro, 2019