2440: Captadas ondas de rádio “zombies” emanadas por planetas mortos

CIÊNCIA

Mark A. Garlick / NASA

Uma equipa de cientistas da Universidade de Warwick , no Reino Unido, está a investigar ondas de rádio “zombies” captadas a partir da Terra, que são emanadas devido à interacção de planetas mortos com estrelas que terminaram já as suas vidas úteis, revelou um novo estudo.

De acordo com os cientistas, que publicaram esta semana os resultados da investigação na revista científica Monthly Notices da Royal Astronomical Society, as estrelas em causa destacam-se das suas camadas externas, tornando-se anãs brancas. Durante este processo, destroem objectos próximos, eliminado as camadas externas de planetas.

Os núcleos dos planeta – que podem sobreviver mais de 100 milhões de anos – e as estrelas anãs forma depois um circuito a partir do qual são emitidas ondas de rádio que pode ser detectada por radiotelescópios instalados na Terra.

O objectivo dos astrónomos passa por encontrar estes núcleos para que possam definir quais são as anãs brancas candidatas para iniciar o processo. Os sinais “zombies” detectados são um dos elementos para realizar esta selecção.

“Nunca ninguém encontrou o núcleo nu de um planeta importante ou um planeta importante através da monitorização das assinaturas magnéticas, nem um planeta importante em torno de uma anã branca”, começou por explicar Dimitri Veras, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, citado pelo portal Universe Today.

“Por isso, uma descoberta [neste campo] representaria a “primeira” de três formas diferentes para os sistemas planetários”, acrescentou o cientista.

Veras recordou ainda que esta procura, a ser bem sucedida, “ajudaria a revelar a história deste sistemas estelares”, uma vez que para um núcleo de um planeta “ter alcançado esse estágio” deve ter sido “violentamente despido da sua atmosfera e do seu manto”, e depois “atirado para anã branca”. “Esse núcleo poderia fornecer uma visão sobre o nosso futuro distante e como o sistema solar acabará evoluindo”, concluiu.

“O núcleo poderia fornecer uma visão do nosso futuro distante, bem como uma perspectiva sobre como é que o Sistema Solar vai acabar por evoluir”, rematou.

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Por ZAP
13 Agosto, 2019