2025: Astrónomo conhece “muito bem” a órbita do misterioso Planeta X

Kevin Gill / Flickr

Um astrónomo afirmou recentemente conhecer a ordem do famoso Planeta X, também conhecido como nono planeta do Sistema Solar, apesar de não existirem observações conhecidas do hipotético astro.

O Planeta X é um mundo teórico que, se existisse, teria cerca de dez vezes a massa da Terra, orbitando a extremidade mais distante do Sistema Solar, no Cinturão de Kuiper. De acordo com o Express, o facto de este planeta invisível ser tão grande poderia explicar por que motivo alguns corpos celestes do Cinturão de Kuiper surgem aglomerados, devido à gravidade de um grande planeta.

A existência de um nono planeta foi sugerida pela primeira vez em 2016 por astrónomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos. O professor Michael Brown, que originalmente inventou a teoria do astro em questão, está convicto de que os cientistas não estão muito longe de descobrir finalmente o hipotético planeta.

Michael Brown deu uma entrevista recentemente, na qual revela que está muito optimista em relação à identificação da órbita do misterioso Planeta X. “Se soubéssemos exactamente onde está o Planeta X, não teríamos que deduzir, iríamos apenas olhar para o astro e dizer: ‘Olha, lá está ele’”.

“Não sabemos exactamente onde se encontra, porque tudo o que sabemos é o seu efeito gravitacional prolongado sobre outros corpos. Conhecemos muito bem sua órbita por causa de todas as simulações computacionais, que mostram que, se não fosse suficientemente maciço, não afectaria o Sistema Solar exterior”, explica o investigador.

“Por isso, podemos deduzir todos estes detalhes a partir das simulações computacionais detalhadas que temos feito nos últimos tempos”, remata Brown.

Segundo o astrónomo, o Planeta X segue uma órbita elíptica muito além das franjas do Cinturão de Kuiper – cuja maior aproximação do Sistema Solar mede sete vezes a distância do Sol a Neptuno. Graças a essas distâncias gigantescas, a gravidade do nono planeta não tem impacto em nenhum outro, muito menos na Terra.

O Cinturão de Kuiper é uma área do Espaço densamente povoada por asteróides rochosos e outros corpos gelados conhecidos como Objectos do Cinturão de Kuiper (KBOs). Estimativas da NASA indicam que, se este misterioso planeta realmente existir, levaria entre 10 mil e 20 mil anos para orbitar o Sol.

“A existência deste mundo distante é, por enquanto, apenas teórica, não tendo sido feita nenhuma observação directa do objecto apelidado de ‘nono planeta’”, afirmou a agência espacial norte-americana.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
22 Maio, 2019


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1635: Eis FarFarOut: o objecto mais distante do Sistema Solar

NASA/JPL-Caltech

Recorrendo a poderosos telescópios, uma equipa de cientistas do Instituo de Carnegie de Washington, nos Estados Unidos, encontrou o objecto mais distante da Terra até agora localizada no Sistema Solar – e vai muito para lá de Plutão.

A equipa, liderada pelo astrónomo Scott Sheppard, estava a tentar confirmar a presença de um planeta gigante, o mítico planeta que foi provisoriamente denominado de Planeta X ou Planeta Nove, quando se deparou com um marco espacial.

No passado dia 20 de Fevereiro, o cientista ia fazer uma apresentação sobre os resultados desta investigação, mas o evento acabou por ser cancelado devido ao mau tempo que assolou a capital norte-americana.

“Ontem nevou e eu, como não tinha nada que fazer, voltei a confirmar alguns dos nossos antigos dados“, começou por contar o especialista durante a apresentação, que se realizou no dia seguinte ao que estava inicialmente programado.

“Na verdade, encontrei este objecto na noite passada”, reiterou, referindo-se ao corpo espacial que, para já, é apelidado de FarFarOut. O objecto encontra-se a cerca de 140 unidades astronómicas do Sol (uma destas unidades é equivalente à distância média entre a Terra e o Sol). Ou seja, o novo objecto está 3,5 vezes mais longe do que Plutão.

A confirmarem-se os dados avançados por Sheppard, a descoberta vai ultrapassar uma outra realizada pela mesma equipa no ano passado, quando detectaram o objecto 2018 VG18 – também baptizado como FarOut -, que se localizada a 120 unidades astronómicas do Sol.

Segundo apontam as observações, é provável que o corpo tenha cerca de 500 quilómetros de diâmetro, o que significaria que o objecto em causa é um planeta esférico e anão. O corpo teria ainda uma tonalidade rosa, sugerindo que é rico em gelo.

As órbitas do FarOut e do “recordista” FarFarOut são as mais recentes descobertas de um projecto de investigação de uma década que analisa dados dos cantos mais distantes do nosso Sistema Solar. Para esta investigação, os cientistas recorreram a poderosos telescópios ópticos, entre os quais, o telescópio Blanco (4 metros de diâmetro), no Chile, e o telescópio Subaru (8 metros de diâmetro), localizado no Havai.

Os cientistas estão a explorar estes objectos longínquos do Sistema Solar para tentar compreender a influência gravitacional do misterioso (e ainda hipotético) Planeta X.

ZAP // SputnikNews / RT

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

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1517: Órbitas misteriosas nos confins do Sistema Solar podem ser explicadas sem a existência do Planeta Nove

Para lá de Neptuno existe um grande disco de objectos pequenos, de nome Cintura de Kuiper, e ainda mais longe está a Nuvem de Oort, o lar dos cometas. Esta impressão de artista mostra uma região da Cintura de Kuiper, repleta com núcleos gelados de potenciais cometas.
Crédito: ESO/M. Kornmesser

As estranhas órbitas de alguns objectos nas áreas mais distantes do nosso Sistema Solar, que alguns astrónomos teorizam serem moldadas por um nono planeta ainda por descobrir, podem ao invés ser explicadas pela força gravitacional combinada de pequenos objectos que orbitam o Sol para lá de Neptuno.

A explicação alternativa à hipótese denominada de “Planeta Nove”, apresentada por investigadores da Universidade de Cambridge e da Universidade Americana de Beirute, propõe um disco composto por pequenos corpos gelados com uma massa combinada equivalente a dez massas terrestres. Quando combinada com um modelo simplificado do Sistema Solar, as forças gravitacionais do disco teorizado podem explicar a arquitectura orbital invulgar exibida por alguns objectos nos limites exteriores do Sistema Solar.

Embora a nova teoria não seja a primeira a propor que as forças gravitacionais de um disco massivo constituído por objectos pequenos podem evitar a necessidade de um nono planeta, é a primeira teoria capaz de explicar as características significativas das órbitas observadas tendo em conta a massa e a gravidade dos outros oito planetas do nosso Sistema Solar. Os resultados foram divulgados na revista científica The Astronomical Journal.

Para lá da órbita de Neptuno, encontramos a Cintura de Kuiper, composta por corpos pequenos remanescentes da formação do Sistema Solar. Neptuno e os outros planetas gigantes influenciam gravitacionalmente os objectos na Cintura de Kuiper e além, conhecidos colectivamente como Objetos Transneptunianos (TNOs, em inglês “trans-Neptunian Objects”), que rodeiam o Sol em órbitas quase circulares e em quase todas as direcções.

No entanto, os astrónomos descobriram alguns “outliers” misteriosos. Desde 2003 que foram localizados cerca de 30 TNOs em órbitas altamente elípticas: destacam-se do resto dos TNOs partilhando, em média, a mesma orientação espacial. Este tipo de agrupamento não pode ser explicado pela arquitectura existente do Sistema Solar com oito planetas e levou alguns astrónomos a supor que as órbitas invulgares podem ser influenciadas pela existência de um nono planeta ainda desconhecido.

A hipótese do “Planeta Nove” sugere que, para explicar as órbitas invulgares desses TNOs, teria que haver outro planeta, que se acredita ser dez vezes mais massivo do que a Terra, escondido nos confins distantes do Sistema Solar e “pastoreando” os TNOs na mesma direcção através do efeito combinado da sua gravidade e da do resto do Sistema Solar.

“A hipótese do Planeta Nove é fascinante, mas se o nono planeta realmente existe até agora evitou a detecção,” comenta Antranik Sefilian, co-autor do artigo e estudante de doutoramento do Departamento de Matemática Aplica e Física Teórica de Cambridge. “Nós queríamos ver se podia haver outra razão menos dramática e talvez mais natural para as órbitas invulgares que vemos em alguns TNOs. Pensámos, ao invés de permitirmos um nono planeta e de nos preocuparmos com a sua formação e órbita invulgar, porque não simplesmente explicar a gravidade de pequenos objectos que constituem um disco para lá da órbita de Neptuno e ver o que acontece?”

O professor Jihad Touma, da Universidade Americana de Beirute, e o seu ex-aluno Sefilian modelaram a dinâmica espacial completa dos TNOs com a acção combinada dos planetas exteriores gigantes e um grande disco massivo para lá de Neptuno. Os cálculos desta dupla de cientistas, que surgiram de um seminário na Universidade Americana de Beirute, revelaram que tal modelo pode explicar as órbitas perplexas espacialmente agrupadas de alguns TNOs. No processo, foram capazes de identificar gamas na massa do disco, a sua excentricidade e mudanças graduais forçadas nas suas orientações (precessão), que reproduziram com precisão as órbitas dos TNOs.

“Se removemos o Planeta Nove do modelo e permitimos vários objectos pequenos espalhados por uma área ampla, as atracções colectivas entre esses objectos podem explicar facilmente as órbitas excêntricas que vemos em alguns TNOs,” disse Sefilian, membro do Darwin College de Cambridge.

As tentativas anteriores de estimar a massa total dos objectos para lá de Neptuno apenas contribuíram para cerca de um-décimo da massa da Terra. No entanto, para que os TNOs tenham as órbitas observadas e para que não exista um Planeta Nove, o modelo apresentado por Sefilian e Touma requer que a massa combinada da Cintura de Kuiper esteja entre algumas a dez vezes a massa da Terra.

“Ao observar outros sistemas, muitas vezes estudamos o disco em redor da estrela hospedeira para inferir as propriedades de quaisquer planetas em órbita,” acrescentou Sefilian. “O problema é que quando observamos o disco a partir do interior do sistema, é quase impossível ver o seu todo de uma só vez. Embora não tenhamos evidências observacionais directas do disco, também não as temos para o Planeta Nove, razão pela qual estamos a investigar outras possibilidades. No entanto, é interessante notar que as observações de análogos da Cintura de Kuiper em torno de outras estrelas, bem como de modelos de formação planetária, revelam populações remanescentes massivas de detritos.

“Também é possível que ambos os cenários possam ser verdadeiros – pode haver um disco massivo e um nono planeta. Com a descoberta de cada novo TNO, reunimos mais evidências que podem ajudar a explicar o seu comportamento.”

Astronomia On-line
25 de Janeiro de 2019

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1507: Os confins do Sistema Solar podem esconder algo mais do que o Planeta X

R. Hurt (IPAC) / Caltech
O Planeta X (ou Planeta 9) será um gigante gasoso semelhante a Úrano e Neptuno

Para lá do Sistema Solar, depois da órbita de Neptuno, há algo a acontecer. Objectos orbitam de forma excêntrica e o Planeta Nove pode explicar as suas excentricidades. Agora, uma equipa de cientistas apresenta uma nova hipótese para justificar as estranha movimentações. 

Nas extremidades do Sistema Solar, bem depois de Neptuno, existem alguns objectos que orbitam de forma diferente de tudo o resto e ninguém sabe ao certo porquê. De forma a explicar estas órbitas incomuns, vários astrónomos sugeriram a existência de um gigante, gélido e hipotético planeta, o Planeta Nove, também celebrizado com Planeta X.

Previsto pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em Janeiro de 2016, o Planeta Nove, dez vezes mais massivo do que a Terra, poderia interferir com a órbita destes objectos. Esta hipótese, apesar de ser bastante popular entre a comunidade científica, não convence todos os investigadores.

Uma nova pesquisa, levada a cabo por uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade Americana de Beirute, no Líbano, apresentou agora uma outra hipótese para estes objectos irregulares que, segundo sustentam, é mais plausível do que a existência de um nono planeta.

Os cientistas propõem a existência de um enorme disco formado por pequenos corpos gelados, cuja massa combinada excederia dez vezes a massa do Sol. Ou seja, em vez de um enorme objeto como o Planeta Nove, os cientistas teorizam sobre um disco com dimensões igualmente gigantes, mas composto por vários corpos.

Combinadas com um modelo simplificado do Sistema Solar, as forças gravitacionais deste disco poderiam explicar a arquitectura orbital irregular exibida por alguns destes objectos que moram para lá de Neptuno – e, por isso, foram baptizados como objectos transneptunianos (TNOs).

Apesar de reconhecerem que este não é o primeiro estudo a explicar as órbitas irregulares destes objectos a partir da existência de um enorme disco, os cientistas notam que a investigação foi capaz de explicar as particularidades das órbitas tendo em conta a massa e a gravidade dos oito planetas que compõem o Sistema Solar.

O fascinante (mas invisível) Planeta X

“A hipótese do Planeta Nove é fascinante, mas se o hipotético planeta existiu realmente, não foi até agora detectado”, considerou o co-autor do estudo Antranik Sefilian, da Universidade de Cambridge, citado em comunicado.

“Quisemos ver se poderia haver se poderia existir outra causa – menos dramática e mais natural – para as órbitas incomuns que observamos em objectos transneptunianos (…) Se eliminarmos o Planeta Nove do modelo e permitirmos a presença de muitos e pequenos objectos espalhados por uma área ampla, as atracções colectivas entre esses mesmo objectos poderiam explicar as órbita excêntricas de alguns objectos transneptunianos”, disse.

Sefilian apontou ainda que o grande problema deste disco é que é quase impossível vê-lo na sua totalidade a partir do interior do Sistema Solar: “Embora não tenhamos evidências observacionais directas para o disco, nem para o Planeta Nove, continuamos à procura de outras possibilidades”, acrescentou.

Contudo, nenhuma hipótese é descartada e é até possível que ambos coexistam: “Também é possível que ambos sejam verdadeiros – pode haver um disco massivo e um nono planeta. Conforme vamos descobrindo novos TNOs, mais evidências vamos reunindo que podem explicar o seu comportamento”, rematou.

Tendo sempre debaixo de olho os vizinhos distantes de Neptuno, os cientistas continuarão a procurar avidamente a justificação para as suas órbitas irregulares, sejam estas fruto de um misterioso e nono planeta ou de um emaranhado de corpos celestes.

O novo estudo foi esta semana disponibilizado em pré-visualização no arquivo digital arXiv.

SA, ZAP //

Por SA
22 Janeiro, 2019

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1411: Astrónomos estão cada vez mais perto de encontrar o misterioso Planeta X

Martin Kornmesser, The International Astronomical Union / Wikimedia

Astrónomos receberam fotografias detalhadas do céu onde pode estar o nono planeta gigantesco do Sistema Solar. Têm “80% de certeza” de que conseguirão encontrá-lo nas imagens, caso exista realmente.

“Pela primeira vez, conseguimos passar sete dias a observar sem parar. Penso que se encontrarmos o Planeta X, vai estar escondido justamente nestes dados. As imagens cobrem 85% do céu onde poderá estar. Se realmente houver algo lá, as possibilidades da descoberta do planeta são de 95%“, afirmou o astrónomo Michael Brown.

No início de 2016, os astrónomos Michael Brown e Konstantin Batygin declararam ter conseguido calcular a localização do misterioso Planeta X, o nono planeta do Sistema Solar, que estaria localizado a 41 mil milhões de quilómetros do Sol e que pesa dez vezes mais do que a Terra. O nono planeta demoraria 14 mil anos para dar uma volta ao Sol.

Até hoje não há informações concretas sobre a existência e localização exacta do planeta, além do movimento estranho dos planetas anões no Cinturão de Kuiper. Há também alguns dados sobre a possível órbita do corpo celeste, inclinado a 30 graus. As buscas pelo planeta ainda não tiveram sucesso, mas a área de procura já foi demarcada.

Em 2017,  Brown e Batygin começaram a procurar o Planeta X com ajuda do telescópio Subaru no arquipélago do Hawai, passando uma semana a observar a suposta órbita.

As primeiras tentativas de receber fotos não deram frutos por causa das condições climáticas desfavoráveis e problemas no funcionamento do observatório. Agora, os astrónomos procura encontrar nas imagens finalmente obtidas vestígios do planeta.

“O nosso principal problema principal será a própria Via Láctea, que entra parcialmente na zona de procura, onde há milhares de estrelas. O resplendor era tão brilhante que nem tentámos procurar o Planeta X nesta parte do céu”, explicou o investigador.

R. Hurt (IPAC) / Caltech
O Planeta X (ou Planeta 9) será um gigante gasoso semelhante a Úrano e Neptuno

Descobertos quatro candidatos ao “Planeta Nove” do Sistema Solar

Uma intensa investigação de três dias resultou em quatro possíveis candidatos ao “Planeta Nove” do nosso Sistema Solar. A caça…

524: Astrónomo português investiga sinais do misterioso Planeta X em tapeçarias medievais

Queen’s University Belfast
O astrónomo português Pedro Lacerda e a investigadora italiana Marilina Cesario, junto a uma reprodução da Tapeçaria de Bayeux que mostra o Cometa Halley em 1066

O astrónomo português Pedro Lacerda integra uma investigação, no Reino Unido, que procura pistas sobre o misterioso Planeta X em pergaminhos e tapeçarias medievais. O investigador da Queen´s University, em Belfast, na Irlanda do Norte, explica ao ZAP os detalhes desta pesquisa.

O misterioso Planeta X ou Planeta 9, como é também conhecido, é uma mera hipótese, não havendo provas da sua existência.

Há cientistas que defendem que este planeta que será gelado e gigante, com 10 vezes a massa da Terra, será o responsável por algumas das forças gravitacionais do Cinturão de Kuiper, onde se acredita que têm origem os chamados cometas de período curto (os que se verificam com espaçamentos de até 200 anos).

É na busca por este enigmático Planeta X que o astrónomo português Pedro Lacerda está empenhado numa investigação realizada no Reino Unido, enquanto professor auxiliar do Departamento de Matemática e Física da Queen’s University em Belfast, em parceria com a especialista em Língua Anglo-Saxónica (o Inglês antigo), Marilina Cesario, docente italiana da mesma Universidade.

Os dois investigadores procuram pistas sobre o Planeta X em pergaminhos e tapeçarias medievais, cruzando os registos de cometas assinalados nesses documentos históricos com os dados actuais da NASA e de outras fontes.

Pedro Lacerda explica ao ZAP que, através de “simulações de computador”, consegue seguir até ao passado “centenas de cometas”, com “órbitas bem caracterizadas actualmente”, para “estimar em que datas estariam visíveis nos céus”.

As datas apuradas são depois comparadas com os registos detectados por Marilina Cesario na chamada Crónica Anglo-Saxónica, os escritos medievais de entre os Séculos IX e XI.

As simulações, nota Pedro Lacerda, “podem incluir ou não o hipotético Planeta X ou 9. A inclusão muda ligeiramente as datas em que os cometas seriam visíveis, e a comparação com as observações poderá porventura oferecer suporte ou ajudar a rejeitar a teoria do Planeta X”, explica o astrónomo português.

“Para já, não há certezas nem contra nem a favor da existência do planeta”, diz o astrónomo português, realçando que a investigação é condicionada pela imprevisibilidade dos cometas e que, “portanto, a maior parte dos cálculos estarão errados”.

“Ou porque o cometa decidiu não desenvolver uma cauda em determinada visita, permanecendo invisível, ou porque a sua órbita foi desviada do meu cálculo devido aos jactos que dão origem às caudas”, acrescenta.

Deste modo, serão “necessários muitos cometas e muitas observações para que, embora a maioria contenha erros, a média nos leve a bom porto”, refere o investigador português.

Queen’s University Belfast
Pedro Lacerda e Marilina Cesario junto a um dos pergaminhos medievais que fazem parte da investigação.

Apoio das principais academias científicas britânicas

O projecto de investigação é financiado pelo Prémio APEX (Academies Partnership in Supporting Excellence in Cross-Disciplinary Research) que foi criado pelas principais academias científicas britânicas – a Royal Society, a British Academy e a Royal Society de Engenharia – para promover pesquisas interdisciplinares.

O financiamento estende-se desde Setembro de 2017 a Março de 2019, mas Pedro Lacerda acredita que vão “precisar de mais tempo e de mais fontes” para chegar a conclusões.

A investigação foi seleccionada para ser apresentada em Londres, no primeiro Festival de Verão da British Academy, que se vai realizar entre 21 e 23 de Junho, como “um dos melhores projectos de pesquisa financiados no Reino Unido”, segundo comunicado da Queen´s University.

Mas, a título de “aperitivo”, Pedro Lacerda e Marilina Cesario inauguraram, neste mês, uma exposição alusiva à investigação no Museu do Ulster, em Belfast.

Até 3 de Junho, quem passar pela capital da Irlanda do Norte pode fazer uma “viagem cósmica desde a primeira descrição contemporânea de um cometa, em Inglaterra, no ano 891, sob o período de Alfredo O Grande, até ao avistamento do cometa em tom verde-nebuloso Lovejoy em 2013″, como aponta a Queen´s University na nota sobre a exposição.

Enquanto isso, Pedro Lacerda e Marilina Cesario vão continuar a procurar o fugidio Planeta X. E é certo que “quaisquer indicações” que apontem para a sua existência terão “um impacto notável no nosso conhecimento sobre o Sistema Solar“, conclui o astrónomo português.

SV, ZAP //

Por SV
9 Maio, 2018

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461: Profecia bíblica diz que o fim do mundo é daqui a 10 dias

(CC0/PD) mitsuecligsx / pixabay

Há mais uma profecia do fim do mundo que alerta que o Apocalipse está próximo. Desta feita, está em causa a teoria de um numerologista, especialista em profecias da Bíblia, que diz que o fim do mundo chega a 23 de Abril de 2018.

O numerologista David Meade está certo de que o Apocalipse tem data marcada para 23 de Abril próximo, avança ao jornal britânico Daily Express.

Para sustentar a sua teoria, Meade sustenta que nesse dia, o Sol e a Lua estarão dentro da constelação de Virgem, tal como Júpiter que representa o Messias.

Alguns Cristãos Evangélicos acreditam que esse fenómeno de alinhamento do Sol e da Lua com Virgem é um sinal de que vai ocorrer o que chamam de “Arrebatamento”, ou seja, o segundo regresso de Jesus Cristo à Terra. Esse momento estará descrito na Bíblia, no capítulo 12 do Livro do Apocalipse.

“E um grande sinal apareceu no céu: uma mulher vestida com o sol, com a lua debaixo dos pés, e com uma coroa de 12 estrelas na cabeça. Ela estava grávida e estava a chorar com dores de parto, e gritava na agonia de dar à luz”, refere o extracto que Meade e outros evangélicos interpretam como sendo um sinal desse momento do “Arrebatamento”. A mulher retratada neste extracto bíblico será Virgem.

Meade alega que o alinhamento do Sol e da Lua com Virgem representa “o Leão da tribo de Judá”, assinalando o momento em que Jesus Cristo voltará à Terra para levar os crentes para o paraíso, depois do fim do mundo na Terra.

O numerologista acredita que o Planeta X, também conhecido como Nibiru, aparecerá no céu nesse dia 23 de Abril, provocando erupções vulcânicas, tsunamis e terramotos que levarão ao Apocalipse.

O Planeta X tem sido descrito pela NASA como uma farsa – a Agência Espacial Norte-Americana assegura que não há nenhum corpo celeste com as características que são atribuídas ao Planeta X.

Meade já tinha previsto que este planeta ia destruir a Terra no passado 23 de Setembro de 2017. Nesse mesmo mês, e confrontado com a continuação da vida no nosso planeta, o numerologista refez os seus cálculos e apontou então que o fim do mundo chegaria a 15 de Outubro.

“Quando o nascimento de Júpiter a partir de Virgem ocorrer, também veremos o cumprimento de Génesis 3:15 e de Apocalipse 12:4, quando grandes e temerosos sinais vão aparecer nos céus. Este nascimento ocorre, de acordo com os últimos dados astronómicos disponíveis, a 15 de Outubro de 2017. É quando o Planeta Rei – Júpiter atravessa a região do ventre de Virgem”, escreveu Meade no seu site.

Felizmente, essa segunda profecia de fim do mundo do Meade também não se concretizou. Será que à terceira é de vez?

SV, ZAP //

Por SV
14 Abril, 2018

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