2752: O misterioso Planeta X pode ser um buraco negro do tamanho de uma bola de bowling

CIÊNCIA

Kevin Gill / Flickr

O misterioso Planeta X pode ser um buraco negro de massa planetária, sugere um novo estudo teórico conduzido por Jakub Scholtz e James Unwin, cientistas dos Estados Unidos e o Reino Unido, respectivamente.

Segundo defendem estes, que disponibilizaram os resultados em pré-publicação no arXiv, o objecto cósmico, também conhecido como Planeta 9, pode ser um buraco negro, que absorve a matéria que o rodeia.

No entender de Scholtz e Unwin, a existência de um buraco negro primordial pode explicar as órbitas anómalas observadas nos objectos neptunianos, que foram atribuídas a um possível nono planeta a orbitar o Sol, escreve a Europa Press.

Enquanto outros estudos atribuem estas anomalias à presença de um objecto desconhecido com várias vezes a massa da Terra, estes cientistas sugerem agora como alternativa a presença de buracos negros primordiais criados no início do Universo.

Os especialistas procuram agora provar a sua teoria recorrendo a dados do telescópio espacial de raios gama Fermi, desenhado para estudar fontes de raios gama no Universo.

“Quando começamos a pensar em objectos mais exóticos, como buracos negros primordiais, pensamos de forma diferente. Nós defendemos que, ao invés de apenas procurá-lo em luz visível, talvez valha a pena procurá-lo em raios gama, ou raios cósmicos”, disse o cientista James Unwin, em declarações ao portal Gizmodo.

A Russia Today recorda ainda que, na nova investigação, os cientistas estão a levar em conta a massa calculada do Planeta X. Tendo em conta que esta seria dez vezes a massa da Terra, um buraco negro correspondente seria tão denso que poderia ser do tamanho de uma bola de bowling.

A existência do Planeta X, que os cientistas acreditam ser gigante e gélido, foi prevista pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em Janeiro de 2016. As suas propriedades físicas e químicas devem ser semelhantes às de Úrano e Neptuno e o misterioso mundo deverá ter um longo período de órbita: 15.000 anos.

Há cientistas que sustentam ainda que o “novo” membro do Sistema Solar possa ser também responsável pela inclinação incomum do Sol.

Os confins do Sistema Solar podem esconder algo mais do que o Planeta X

Para lá do Sistema Solar, depois da órbita de Neptuno, há algo a acontecer. Objectos orbitam de forma excêntrica e…

ZAP //

Por ZAP
2 Outubro, 2019

 

1651: Mais suporte para o Planeta Nove

Esta ilustração mostra as órbitas dos distantes objectos da Cintura de Kuiper e do Planeta Nove. As órbitas renderizadas a roxo são controladas principalmente pela gravidade do Planeta Nove e exibem um agrupamento orbital íntimo. As órbitas verdes, por outro lado, estão ligadas a Neptuno e exibem uma dispersão orbital maior.
Crédito: James Tuttle Keane/Caltech

Correspondendo ao terceiro aniversário do seu anúncio teorizando a existência de um nono planeta no Sistema Solar, Mike Brown e Konstantin Batygin do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) publicaram um par de artigos que analisam as evidências da existência do Planeta Nove.

Os artigos fornecem novos detalhes sobre a natureza e localização suspeita do planeta, que tem sido objeto de uma intensa busca internacional desde o anúncio de Batygin e Brown em 2016.

O primeiro artigo foi publicado no dia 22 de Janeiro na revista The Astronomical Journal. A hipótese do Planeta Nove é baseada em evidências que sugerem que o agrupamento de objectos na Cintura de Kuiper, um campo de corpos gelados para lá de Neptuno, é influenciado pela atracção gravitacional de um planeta ainda por avistar.

A questão da ocorrência desse agrupamento ainda está em aberto, ou se é meramente um artefacto resultante de um viés em como e onde os objectos da Cintura de Kuiper são observados.

Para avaliar se o viés de observação está realmente por trás do aparente agrupamento, Brown e Batygin desenvolveram um método para quantificar a quantidade de viés em cada observação individual, e depois calcularam a probabilidade do agrupamento não ser genuíno. Essa probabilidade, descobriram, é de aproximadamente uma em 500.

“Embora esta análise não diga nada, directamente, sobre a existência do Planeta Nove, indica que a hipótese tem uma base sólida,” diz Brown, professor de Astronomia Planetária.

O segundo artigo será publicado na próxima edição da revista Physics Reports. Fornece milhares de modelos computacionais da evolução dinâmica do Sistema Solar distante e uma visão actualizada da natureza do Planeta Nove, incluindo uma estimativa de que é menor e está mais próximo do Sol do que se suspeitava anteriormente. Com base nos novos modelos, Batygin e Brown – juntamente com Fred Adams e Juliette Becker da Universidade de Michigan – concluíram que o Planeta Nove tem uma massa aproximadamente cinco vezes a da Terra e um eixo orbital semi-maior na casa das 400 UA (Unidade Astronómica), tornando-o também potencialmente mais brilhante. Cada unidade astronómica é equivalente à distância entre o centro da Terra e o centro do Sol, cerca de 149,6 milhões de quilómetros.

“Com cinco vezes a massa da Terra, o Planeta Nove é provavelmente muito reminiscente de uma típica super-Terra exosolar,” explica Batygin, professor assistente de ciência planetária. As super-Terras são planetas com uma massa maior que a da Terra, mas substancialmente menor que a de um gigante gasoso. “É o elo perdido da formação planetária do Sistema Solar. Ao longo da última década, os levantamentos exoplanetários revelaram que planetas de tamanho similar são muito comuns em torno de outras estrelas parecidas com o Sol. O Planeta Nove será o astro homólogo mais acessível para estudar as propriedades de um planeta típico da nossa Galáxia.”

Batygin e Brown apresentaram a primeira evidência da existência de um planeta gigante que traçava uma órbita bizarra e altamente alongada no Sistema Solar exterior no dia 20 de Janeiro de 2016. Nesse mês, Brown e Batygin forneceram mais detalhes, incluindo restrições observacionais na localização do planeta ao longo da sua órbita.

Nos dois anos seguintes, desenvolveram modelos teóricos do planeta que explicavam outros fenómenos conhecidos, como por exemplo o porquê de alguns objectos da Cintura de Kuiper terem uma órbita perpendicular em relação ao plano do Sistema Solar. Os modelos resultantes aumentaram a sua confiança na existência do Planeta Nove.

Após o anúncio oficial, astrónomos de todo o mundo, incluindo Brown e Batygin, começaram a procurar evidências observacionais do novo planeta. Embora Brown e Batygin tenham sempre aceite a possibilidade de o Planeta Nove não existir, dizem que quanto mais examinam a dinâmica orbital do Sistema Solar, mais fortes parecem ser as evidências que o sustentam.

“A minha característica favorita da hipótese do Planeta Nove é que é testável observacionalmente,” diz Batygin. “A perspectiva de um dia vermos imagens reais do Planeta Nove é absolutamente electrizante. Embora a descoberta do Planeta Nove, visualmente, seja um grande desafio, estou muito optimista de que o iremos ver na próxima década.”

Astronomia On-line
1 de Março de 2019

[vasaioqrcode]

 

1635: Eis FarFarOut: o objecto mais distante do Sistema Solar

NASA/JPL-Caltech

Recorrendo a poderosos telescópios, uma equipa de cientistas do Instituo de Carnegie de Washington, nos Estados Unidos, encontrou o objecto mais distante da Terra até agora localizada no Sistema Solar – e vai muito para lá de Plutão.

A equipa, liderada pelo astrónomo Scott Sheppard, estava a tentar confirmar a presença de um planeta gigante, o mítico planeta que foi provisoriamente denominado de Planeta X ou Planeta Nove, quando se deparou com um marco espacial.

No passado dia 20 de Fevereiro, o cientista ia fazer uma apresentação sobre os resultados desta investigação, mas o evento acabou por ser cancelado devido ao mau tempo que assolou a capital norte-americana.

“Ontem nevou e eu, como não tinha nada que fazer, voltei a confirmar alguns dos nossos antigos dados“, começou por contar o especialista durante a apresentação, que se realizou no dia seguinte ao que estava inicialmente programado.

“Na verdade, encontrei este objecto na noite passada”, reiterou, referindo-se ao corpo espacial que, para já, é apelidado de FarFarOut. O objecto encontra-se a cerca de 140 unidades astronómicas do Sol (uma destas unidades é equivalente à distância média entre a Terra e o Sol). Ou seja, o novo objecto está 3,5 vezes mais longe do que Plutão.

A confirmarem-se os dados avançados por Sheppard, a descoberta vai ultrapassar uma outra realizada pela mesma equipa no ano passado, quando detectaram o objecto 2018 VG18 – também baptizado como FarOut -, que se localizada a 120 unidades astronómicas do Sol.

Segundo apontam as observações, é provável que o corpo tenha cerca de 500 quilómetros de diâmetro, o que significaria que o objecto em causa é um planeta esférico e anão. O corpo teria ainda uma tonalidade rosa, sugerindo que é rico em gelo.

As órbitas do FarOut e do “recordista” FarFarOut são as mais recentes descobertas de um projecto de investigação de uma década que analisa dados dos cantos mais distantes do nosso Sistema Solar. Para esta investigação, os cientistas recorreram a poderosos telescópios ópticos, entre os quais, o telescópio Blanco (4 metros de diâmetro), no Chile, e o telescópio Subaru (8 metros de diâmetro), localizado no Havai.

Os cientistas estão a explorar estes objectos longínquos do Sistema Solar para tentar compreender a influência gravitacional do misterioso (e ainda hipotético) Planeta X.

ZAP // SputnikNews / RT

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

1507: Os confins do Sistema Solar podem esconder algo mais do que o Planeta X

R. Hurt (IPAC) / Caltech
O Planeta X (ou Planeta 9) será um gigante gasoso semelhante a Úrano e Neptuno

Para lá do Sistema Solar, depois da órbita de Neptuno, há algo a acontecer. Objectos orbitam de forma excêntrica e o Planeta Nove pode explicar as suas excentricidades. Agora, uma equipa de cientistas apresenta uma nova hipótese para justificar as estranha movimentações. 

Nas extremidades do Sistema Solar, bem depois de Neptuno, existem alguns objectos que orbitam de forma diferente de tudo o resto e ninguém sabe ao certo porquê. De forma a explicar estas órbitas incomuns, vários astrónomos sugeriram a existência de um gigante, gélido e hipotético planeta, o Planeta Nove, também celebrizado com Planeta X.

Previsto pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em Janeiro de 2016, o Planeta Nove, dez vezes mais massivo do que a Terra, poderia interferir com a órbita destes objectos. Esta hipótese, apesar de ser bastante popular entre a comunidade científica, não convence todos os investigadores.

Uma nova pesquisa, levada a cabo por uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade Americana de Beirute, no Líbano, apresentou agora uma outra hipótese para estes objectos irregulares que, segundo sustentam, é mais plausível do que a existência de um nono planeta.

Os cientistas propõem a existência de um enorme disco formado por pequenos corpos gelados, cuja massa combinada excederia dez vezes a massa do Sol. Ou seja, em vez de um enorme objeto como o Planeta Nove, os cientistas teorizam sobre um disco com dimensões igualmente gigantes, mas composto por vários corpos.

Combinadas com um modelo simplificado do Sistema Solar, as forças gravitacionais deste disco poderiam explicar a arquitectura orbital irregular exibida por alguns destes objectos que moram para lá de Neptuno – e, por isso, foram baptizados como objectos transneptunianos (TNOs).

Apesar de reconhecerem que este não é o primeiro estudo a explicar as órbitas irregulares destes objectos a partir da existência de um enorme disco, os cientistas notam que a investigação foi capaz de explicar as particularidades das órbitas tendo em conta a massa e a gravidade dos oito planetas que compõem o Sistema Solar.

O fascinante (mas invisível) Planeta X

“A hipótese do Planeta Nove é fascinante, mas se o hipotético planeta existiu realmente, não foi até agora detectado”, considerou o co-autor do estudo Antranik Sefilian, da Universidade de Cambridge, citado em comunicado.

“Quisemos ver se poderia haver se poderia existir outra causa – menos dramática e mais natural – para as órbitas incomuns que observamos em objectos transneptunianos (…) Se eliminarmos o Planeta Nove do modelo e permitirmos a presença de muitos e pequenos objectos espalhados por uma área ampla, as atracções colectivas entre esses mesmo objectos poderiam explicar as órbita excêntricas de alguns objectos transneptunianos”, disse.

Sefilian apontou ainda que o grande problema deste disco é que é quase impossível vê-lo na sua totalidade a partir do interior do Sistema Solar: “Embora não tenhamos evidências observacionais directas para o disco, nem para o Planeta Nove, continuamos à procura de outras possibilidades”, acrescentou.

Contudo, nenhuma hipótese é descartada e é até possível que ambos coexistam: “Também é possível que ambos sejam verdadeiros – pode haver um disco massivo e um nono planeta. Conforme vamos descobrindo novos TNOs, mais evidências vamos reunindo que podem explicar o seu comportamento”, rematou.

Tendo sempre debaixo de olho os vizinhos distantes de Neptuno, os cientistas continuarão a procurar avidamente a justificação para as suas órbitas irregulares, sejam estas fruto de um misterioso e nono planeta ou de um emaranhado de corpos celestes.

O novo estudo foi esta semana disponibilizado em pré-visualização no arquivo digital arXiv.

SA, ZAP //

Por SA
22 Janeiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

566: Objeto descoberto no sistema solar indica existência do Planeta Nove

Martin Kornmesser, The International Astronomical Union / Wikimedia

Os astrónomos especulam há alguns anos que um nono planeta pode orbitar o nosso astro-rei a uma grande distância, na fronteira do sistema solar. Embora não tenhamos encontrado evidências directas desse planeta ainda, mais uma descoberta fornece provas indirectas da sua existência.

Recentemente, os cientistas analisaram um objecto planetário com uma órbita incomum, chamado 2015 BP519, que apoia o caso de um nono planeta não descoberto.

2015 BP519 pode ser tão grande quanto um planeta-anão e orbita o sol num ângulo de 54 graus em comparação com quase tudo no sistema solar interior. Uma das principais teorias para explicar isso é que o Planeta Nove é responsável por tal desvio.

A procura pelo “Planeta Nove” começou em 2016. Enquanto os cientistas observavam um conjunto de objectos distantes no sistema solar, perceberam algo estranho: todos, mais longes do sol que Plutão, orbitavam a estrela num ângulo distinto diferente dos planetas internos.

As observações sugeriam que a influência gravitacional de um nono planeta estaria a alterar as órbitas desses objectos distantes – da mesma forma que pode estar a alterar a do objecto 2015 BP519.

Se o Planeta Nove realmente existe, é apenas uma questão de tempo até o encontrarmos.

No entanto, a tarefa não é das mais fáceis principalmente por causa da distância. O Planeta Nove é provavelmente várias vezes mais distante do sol que Plutão, o que significa que é apenas um ponto até mesmo para os nossos telescópios mais poderosos, além de ser escuro. Não ajuda em nada o facto de não sabermos exactamente onde fica.

Ainda assim, se estiver por aí, vamos nos deparar com ele eventualmente.

ZAP // HypeScience

Por HS
20 Maio, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=2d39cb27_1526834774900]