1234: Mistério da construção das Pirâmides do Egipto pode ter sido finalmente desvendado

CIÊNCIA

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As Pirâmides do Egipto são uma beleza arquitectónica e, milhares de anos após a sua construção, continuam envolvidas em mistério. Há muito que os arqueólogos se questionam como é que os antigos egípcios construíram aquela que é a maior pirâmide do mundo, a Grande Pirâmide.

Agora, e de acordo com uma nova descoberta arqueológicas, os especialistas podem finalmente desvendar parte do mistério, percebendo como é que os enormes e massivos blocos de pedra foram movidos.

Uma equipa internacional de cientistas – do Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO), no Cairo, e da Universidade de Liverpool, no Reino Unido – detectou os vestígios de um sistema que terá sido utilizado pelos egípcios para construírem as míticas pirâmides. De acordo com os cientistas, o engenho terá sido utilizado para transportar as pedras pesadas de alabastro por uma rampa íngreme.

O que resta do sistema foi encontrado numa antiga pedreira no deserto oriental do Egipto, em Hatnub, local onde os egípcios exploravam o alabastro. Segundo os especialistas, o sistema é datado de há 4.500 anos.

Esta construção milenar foi encontrada numa plataforma inclinada que tinha, em ambos os lados, escadas e aberturas. Nessas aberturas, podiam encaixar-se colunas de madeira, nas quais se podiam enrolar cordas. Posteriormente, os pesados blocos de pedra – alguns com mais de duas toneladas – fixavam-se numa espécie de “trenó” de madeira.

Depois do engenho estar pronto, explicaram os cientistas, os construtores puxavam as cordas, deslocando os blocos através da plataforma com um declive de 20 graus.

“Este sistema é composto de uma rampa central ladeada por duas escadarias com vários buracos”, disse Yannis Gourdon, co-director da expedição arqueológica, ao Live Science.

Roland Enmarch, outro dos arqueólogos que participou na descoberta, explicou ainda que as cordas presas ao trenó funcionavam como um “multiplicador de força”, facilitando a subida do trenó até ao cimo da rampa.a

Anteriormente, os cientistas já pressupunham a existência de construções deste género, contudo, esta é a primeira vez que o engenho é encontrado. “Este tipo de sistema nunca foi descoberto em nenhum outro lugar antes”, disse Gourdon.

Yannis Gourdon/Ifao
Sistema de construção encontrado

Construção contemporânea do reino de Khufu

Gourdon disse ainda que, de acordo com as marcas de ferramentas encontradas e tendo também em conta duas inscrições de Khufu identificadas, os cientistas acreditam que o sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, o construtor da Grande Pirâmide.

“Como este sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, significa que durante o tempo de Khufu, os antigos egípcios sabiam como mover enormes blocos de pedra usando encostas muito íngremes. Portanto, poderiam tê-lo usado para a construção da sua pirâmide”, acrescentou o cientista.

A Grande Pirâmide é a maior das três Pirâmides de Gize, construídas para cada um dos três faraós – Khufu, Khafre e Menkaure. A Pirâmide de Khufu é a maior já construída no Egipto, tendo 146 metros de altura quando foi construída. A erosão e o vandalismo foram diminuindo a sua altura, que está agora em 138 metros.

A Grande Pirâmide é ainda a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única que permanece quase totalmente intacta. E, milhares de anos depois, as pirâmides continuam a revelar mistérios ainda por resolver.

ZAP // SputinkNews / LiveScience

Por ZAP
3 Novembro, 2018

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1206: Cientistas confirmam câmara secreta na Pirâmide da Lua

CIÊNCIA

haRee / Flickr
Complexo arqueológico de Teotihuacán que testemunha o esplendor da civilização Asteca.

Uma equipa de arqueólogos confirmou a existência de uma câmara e de um túnel secreto em baixo da Pirâmide da Lua, localizada no complexo arqueológico de Teotihuacán, a 50 quilómetros da Cidade do México.   

A descoberta, anunciada nesta quarta-feira pelo Instituto Mexicano de Antropologia e História (INAH), sugere que o espaço terá sido usado para rituais. De acordo com os cientistas, a câmara subterrânea está localizada a oito metros abaixo da pirâmide e tem 15 metros de diâmetro, sendo ainda ligada a um túnel que termina no sul da Praça da Lua.

Segundo a directora do projecto de conservação da Praça da Lua, Verónica Ortega, a equipa que localizou a câmara está agora a investigar se o espaço ritual estaria ligado ao “submundo”, dando sacramentalidade à antiga cidade.

“Estes grandes complexos de oferendas constituem o núcleo sagrado de Teotihuacan”.

Ortega explicou que o material que será encontrado nesta câmara poderá a ajudar a desvendar as relações desta antiga metrópole com outras da Mesoamérica – região cultural que se estendeu desde de o centro do México até a Costa Rica.

Além do túnel na Praça da Lua, os arqueólogos acreditam que haja uma outra entrada para a câmara localizada no lado leste. Esta descoberta confirmaria que a civilização de Teotihuacan reproduziu os mesmos padrões de túneis nos seus grandes monumentos.

Estudos e investigações anteriores já davam conta da existência desta câmara contudo, a sua confirmação só foi possível depois desta pesquisa que foi levada a cabo pelo INAH em colaboração com o Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autónoma do México.

A civilização de Teotihuacan surgiu mil anos antes dos astecas e viveu entre 100 a.C. e 650 d.C. Esta cidade é considerada a sede da civilização clássica no Vale do México. Na primeira metade do milénio d.C., chegou a ter 160 mil habitantes, tornando-a maior metrópole da América pré-hispânica.

Os costumes e tradições da cidade, que contavam, por exemplo, já com sistemas de canalização de água, influenciaram outros povos da região, como os maias, que habitavam montanhas situadas a mil quilómetros de Teotihuacan.

ZAP // Deutsche Welle

Por ZAP
27 Outubro, 2018

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915: Sacrifícios humanos achados na massiva pirâmide de cidade perdida na China

CIÊNCIA

(dr) Zhouyong Sun e Jing Shao
Foram encontrados na cidade seis poços com cabeças humanas decapitadas no interior

Um grupo de arqueólogos descobriu na China uma cidade “perdida” com 4.300 anos, que possui uma enorme pirâmide com pelo menos 70 metros de altura e que abrange 24 hectares na sua base.

Com uma área total de 400 hectares, esta era uma das maiores cidade do mundo na época. O seu nome original permanece desconhecido e, por isso, o espaço foi apelidado de Shimao, contam os investigadores no artigo publicado esta semana na revista Antiquity.

A pirâmide massiva estava decorada com símbolos antropomórficos que, de acordo com os investigadores, tinham provavelmente algum significado religioso. “Estas figuras podem ter adornado a pirâmide de degraus com um poder religioso especial, fortalecendo ainda mais o impacto visual que gera em quem a vê”, apontaram.

À volta da cidade e da pirâmide foram construídos uma série de muros e portões de pedra. Os 11 degraus que constituem a pirâmide são também feitos de pedra. Estas construções podem indicar que esta cidade precisava de se defender contra possíveis invasores.

No topo da pirâmide estava “escondido” um grande palácio, construído “em terra batida, com pilares de madeira e telha”, tendo também “um grande reservatório de água e vestígios relacionados com a vida quotidiana da época”.  

Os governantes da cidade viviam neste local, que funcionava também como zona de produção de artesanato e indústria.

“As evidências até agora encontradas sugerem que o complexo da pirâmide funcionava não só como um espaço de habitação para as elites que governavam de Shimao, mas também como um espaço para a produção artesanato e indústria”.

(dr) Zhouyong Sun e Jing Shao
Pirâmide de degraus. a) Segundo e terceiro degraus da pirâmide b) símbolos de olhos utilizados na decoração c) vista de alguns dos muros de pedra d) vista geral da pirâmide antes da escavação

Vestígios de sacrifícios humanos

No entanto, foi perto do portão a leste da cidade que foram descobertos os vestígios mais surpreendentes (e violentos): seis poços com cabeças humanas decapitadas.

Alguns do restos mortais encontrados podem ser de vítimas oriundas de outro sítio arqueológico localizado perto da cidade descoberta, chamado de Zhukaigou. Os investigadores sugerem que o povo de Shimao pode ter conquistado o local vizinho.

“A análise morfológica dos restos humanos sugere que as vítimas podem estar ligadas aos moradores de Zhukaigou, podendo indicar que foram levados para Shimao como cativos durante a expansão da organização política cidade”, sustentam os arqueólogos.

Os arqueólogos encontraram também objectos de jade inseridos entre os blocos que formavam as estruturas de pedra. Estes objectos, tal como os restos do sacrifício humano encontrados, dotaram a cidade com uma espécie de ritual e potência religiosa, explicam os investigadores no artigo.

Os arqueólogos sabiam da existência de Shimao já há muitos anos, mas acreditavam que esta cidade fazia parte da Grande Muralha da China, que tem uma secção localizada nas proximidades.

No entanto, foi só nos últimos anos, quando começaram as escavações, que os arqueólogos perceberam que Shimao é muito mais antiga do que a Grande Muralha – que começou a ser construída há cerca de 2.700 anos.

As investigações em Shimao continuam e, certamente, novas evidências serão descobertas e ajudarão a saber mais sobre os habitantes da cidade antiga e da sua fascinante pirâmide.

Por ZAP
25 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 3 erros ortográficos ao texto original)

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