1976: Achado único no Egipto pode revelar segredo da Grande Pirâmide de Gizé

(CC0/PD) The Digital Artist / pixabay

Em 1954, um grupo de arqueólogos egípcios descobriu um achado intrigante: vigas de madeira que pareciam ter sido cuidadosamente removidas num poço perto da base da Grande Pirâmide de Gizé.

A Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como a Pirâmide de Quéops (ou Khufu), é a mais antiga e maior das três pirâmides do complexo em Gizé do Egipto. Foi outrora a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – e agora é a única que resta. O segredo de como foi construída tem deixado os arqueólogos e cientistas perplexos.

No entanto, podemos estar finalmente no limiar da resolução deste mistério. Durante o documentário “Grande Pirâmide do Egipto: a Nova Evidência” do Canal 4, foi revelado como os arqueólogos estão a começar a aprender mais sobre esta antiga civilização.

O documentário de 2019 afirmou o seguinte: “A obtenção das 170 mil toneladas de calcário de alta qualidade para revestir a pirâmide foi o maior desafio de Khufu.” De acordo com o documentário, só podiam ser extraídas de pedreiras distantes num lugar chamado Tora. “Nunca ninguém soube ao certo quanta pedra foi trazida para Gizé para completar a construção em pouco mais de um quarto de século.”

A série fez referência a um achado feito por uma equipa de arqueólogos em 1954. Mas agora novas evidências estão a revelar que Khufu apenas pôde ter conseguido isso com uma frota de barcos especialmente construídos e marinheiros altamente treinados.

Num poço perto da base da pirâmide, um grupo de cientistas egípcios descobriu uma série de vigas de madeira cuidadosamente desmontadas. Na época, a descoberta pouco fez para iluminar os segredos da pirâmide.

Entretanto, os avanços modernos na tecnologia permitiram que os cientistas determinassem que as vigas eram os restos de um barco desmontado. O documentário acrescentou: “Hoje, ao pé da pirâmide, um achado único está a iluminar essa teoria”. Os pedaços de madeira são na verdade um barco desmontado — um navio cerimonial que Khufu comandaria na vida após a morte.

O achado oferece aos investigadores uma visão única sobre as embarcações que estavam em uso naquele período de tempo. Eissa Zidan, que supervisionou o projecto, acredita que este barco particular pode ter pertencido ao próprio grande faraó. “De acordo com a nossa análise, este é um resultado de 2.600 a.C.”, disse.

“Este é o mesmo período das pirâmides de Khufu, por isso sabemos que é o barco do rei Khufu”, disse Zidan, acrescentando que este é actualmente o projecto arqueológico número um, não só no Egipto, mas no mundo.

Noutros achados recentes, arqueólogos descobriram estátuas excepcionalmente bem preservadas e sarcófagos feitos de calcário de alta qualidade num cemitério recém-descoberto perto das pirâmides de Gizé. De acordo com os estudiosos, um dos túmulos mais antigos remonta a 2.500 a.C.

De acordo com as inscrições, o túmulo antigo contém os restos mumificados de dois homens — um sacerdote e um funcionário — que alegadamente viveram na época dos construtores das primeiras pirâmides. A maioria dos historiadores acredita que a Grande Pirâmide de Gizé foi construída durante um período de mais de 20 anos para o faraó Khufu, que foi enterrado numa tumba no seu interior.

Algo que sempre deixou os leigos e os cientistas perplexos é como uma antiga civilização que data de cerca de 2500 a.C. foi capaz de transportar seis milhões de toneladas de blocos de pedra para o local e montá-los para produzir uma estrutura grandiosa.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
14 Maio, 2019


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1234: Mistério da construção das Pirâmides do Egipto pode ter sido finalmente desvendado

CIÊNCIA

Hostelworld.com

As Pirâmides do Egipto são uma beleza arquitectónica e, milhares de anos após a sua construção, continuam envolvidas em mistério. Há muito que os arqueólogos se questionam como é que os antigos egípcios construíram aquela que é a maior pirâmide do mundo, a Grande Pirâmide.

Agora, e de acordo com uma nova descoberta arqueológicas, os especialistas podem finalmente desvendar parte do mistério, percebendo como é que os enormes e massivos blocos de pedra foram movidos.

Uma equipa internacional de cientistas – do Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO), no Cairo, e da Universidade de Liverpool, no Reino Unido – detectou os vestígios de um sistema que terá sido utilizado pelos egípcios para construírem as míticas pirâmides. De acordo com os cientistas, o engenho terá sido utilizado para transportar as pedras pesadas de alabastro por uma rampa íngreme.

O que resta do sistema foi encontrado numa antiga pedreira no deserto oriental do Egipto, em Hatnub, local onde os egípcios exploravam o alabastro. Segundo os especialistas, o sistema é datado de há 4.500 anos.

Esta construção milenar foi encontrada numa plataforma inclinada que tinha, em ambos os lados, escadas e aberturas. Nessas aberturas, podiam encaixar-se colunas de madeira, nas quais se podiam enrolar cordas. Posteriormente, os pesados blocos de pedra – alguns com mais de duas toneladas – fixavam-se numa espécie de “trenó” de madeira.

Depois do engenho estar pronto, explicaram os cientistas, os construtores puxavam as cordas, deslocando os blocos através da plataforma com um declive de 20 graus.

“Este sistema é composto de uma rampa central ladeada por duas escadarias com vários buracos”, disse Yannis Gourdon, co-director da expedição arqueológica, ao Live Science.

Roland Enmarch, outro dos arqueólogos que participou na descoberta, explicou ainda que as cordas presas ao trenó funcionavam como um “multiplicador de força”, facilitando a subida do trenó até ao cimo da rampa.a

Anteriormente, os cientistas já pressupunham a existência de construções deste género, contudo, esta é a primeira vez que o engenho é encontrado. “Este tipo de sistema nunca foi descoberto em nenhum outro lugar antes”, disse Gourdon.

Yannis Gourdon/Ifao
Sistema de construção encontrado

Construção contemporânea do reino de Khufu

Gourdon disse ainda que, de acordo com as marcas de ferramentas encontradas e tendo também em conta duas inscrições de Khufu identificadas, os cientistas acreditam que o sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, o construtor da Grande Pirâmide.

“Como este sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, significa que durante o tempo de Khufu, os antigos egípcios sabiam como mover enormes blocos de pedra usando encostas muito íngremes. Portanto, poderiam tê-lo usado para a construção da sua pirâmide”, acrescentou o cientista.

A Grande Pirâmide é a maior das três Pirâmides de Gize, construídas para cada um dos três faraós – Khufu, Khafre e Menkaure. A Pirâmide de Khufu é a maior já construída no Egipto, tendo 146 metros de altura quando foi construída. A erosão e o vandalismo foram diminuindo a sua altura, que está agora em 138 metros.

A Grande Pirâmide é ainda a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única que permanece quase totalmente intacta. E, milhares de anos depois, as pirâmides continuam a revelar mistérios ainda por resolver.

ZAP // SputinkNews / LiveScience

Por ZAP
3 Novembro, 2018

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961: Descoberta uma das aldeias mais antigas no delta do Nilo (e é anterior às Pirâmides de Gize)

CIÊNCIA

A cidade encontrada terá cerca de 7 mil anos. Terá sio construída 2,500 anos das Pirâmides de Gize

Um grupo de arqueólogos desenterrou uma das aldeias mais antigas já encontradas no delta do rio Nilo, com vestígios anteriores ao tempo dos faraós, anunciou recentemente o Governo do Egipto.

O Ministério das Antiguidades do Egipto avançou que o local neolítico foi descoberto em Tell el-Samara, a cerca de 140 quilómetros a norte do Cairo, capital do Egipto.

O líder da equipa de arqueólogos, Frederic Gio, explicou que a sua equipa encontrou silos contendo ossos de animais e comida, indicando que havia humanos a habitar aquele sítio cerca do ano 5.000 antes de Cristo e cerca de 2.500 anos antes de serem construídas as pirâmides de Gize.

Durante as escavações, os cientistas encontraram também ferramentas de pedra e cerâmicas usadas pelos habitante da aldeia.

“Assentamentos da era neolítica nunca tinham sido descobertos nesta área até então, essa é a grande importância desta descoberta. A descoberta permite que os arqueólogos estudem as sociedades pré-históricas que viviam no delta do Nilo antes do governo da Primeira Dinastia do Egipto”, explicou Aiman Ashmawy, do Ministério das Antiguidades.

Os achados abrem portas para identificar e melhor compreender as comunidades pré-histórias que ocuparam o delta do Nilo milhares de anos antes do lendário Rei Menes unificar o alto e o baixo Egipto, fundando a primeira dinastia faraónica.

Os investigadores acredita, que as práticas agrícolas levadas a cabo na aldeia poderiam depender da chuva. Esta evidência pode ajudar a clarificar o desenvolvimento da agricultura baseada na irrigação, técnica que seria, mais tarde, praticada no delta do Nilo durante milhares de anos.

Os cientistas vão agora estudar o material orgânico encontrado no local para obter uma visão mais profunda do aparecimento da agricultura e da pecuária no Egipto pré-histórico.

Numa outra descoberta recente, uma equipa de arqueólogos descobriu que os egípcios começaram a mumificar deliberadamente os seus mortos muito antes do que se pensava. Foram encontradas evidências de mumificação precoce com cerca de 5,600 anos – também ainda antes da era dos faraós.

Nos últimos anos, o Egipto tem promovido descobertas na esperança de reavivar o turismo após a agitação que se seguiu à revolta popular de 2011.

ZAP // Lusa / SputinkNews

Por ZAP
4 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 10 erros ortográficos ao texto original)

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821: A Grande Pirâmide de Gizé pode concentrar energia electromagnética nas suas câmaras

Hostelworld.com
Pirâmides do Egipto

Uma equipa de físicos conduziu uma pesquisa teórica e descobriu que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egipto, pode concentrar energia electromagnética nas suas câmaras internas e sob a sua base.

Este enorme “aranha-céu”, construído sem computadores ou máquinas complexas, têm fascinado historiadores e arqueólogos durante séculos. Agora, com a recente pesquisa, pode trazer mais uma surpresa: concentração de energia electromagnética.

Uma equipa de físicos alemães e russos estudava as propriedades da Grande Pirâmide, quando descobriu que a construção pode concentrar energia electromagnética dentro das suas câmaras ocultas, focando as ondas electromagnéticas para dentro da zona inferior, na base da pirâmide.

Construída no planalto de Gizé, no terceiro milénio antes de Cristo pelo faraó Quéops, a Grande Pirâmide de 138,8 metros de altura é uma das maiores e mais altas estruturas construída pelo homem.

Durante os últimos dois séculos, cientistas descobriram quatro câmaras dentro da Grande Pirâmide. Numa delas, especula-se que existam os restos mumificados do próprio faraó Quéops; na segunda, estarão os restos mortais da sua esposa; a terceira será uma armadilha para invasores do túmulo e, por fim, a quarta foi descoberta pelos físicos.

Dentro dos corredores que conduziam à Câmara do Rei, existiam estranhos canais e estruturas que os cientistas modernos consideram ser elementos de um antigo “sistema de segurança”, que protegia o faraó contra os possíveis profanadores.

Andrei Yevlyukhin, coordenador da pesquisa da Universidade de São Petersburgo de Tecnologia da Informação, Mecânica e Óptica, disse que a Pirâmide de Quéops e as suas “primas” reúnem todo o tipo de propriedades “mágicas” – incluindo a capacidade de “concentrar energia cósmica” e outros fenómenos não científicos.

De acordo com os cientistas, que publicaram a pesquisa no Journal of Applied Physics no passado dia 20 de Julho, a Grande Pirâmide, assim como outras construções feitas pelo Homem, poderá actuar como um ressonador, focalizando e amplificando ondas proporcionais ao tamanho dos próprios objectos.

Na física, entende-se como um ressonador um dispositivo que replica uma ressonância ou um comportamento ressonante. Ou seja, é um dispositivo que oscila naturalmente a determinadas frequências – chamadas de ressonâncias -, com maiores ou menores amplitudes.

No caso em particular da pirâmide de Gizé, os cientistas examinavam ondas compreendidas entre 200 a 600 metros – o comprimento de onda  que muitas estações de rádio amadoras utilizam.

Através de um modelo computorizado da Grande Pirâmide, os cientistas bombardearam a construção com ondas de rádio para avaliar como interagiam com a totalidade da pirâmide e com os seus elementos em particular.

De acordo com os cálculos dos físicos, a pirâmide iria interagir com as ondas de rádio “amadoras”, acumulando a sua energia dentro da Câmara do Rei, redireccionado-a depois para a camada inferior, onde está localizada a 3.ª câmara. Esta interacção iria afectar sobretudo as ondas com um comprimento de 230 a 333 metros.

Os investigadores acreditam que a Grande Pirâmide e suas as “primas” podem ainda interagir mais intensamente com outros tipos de ondas, mas isso ainda precisa ser verificado.

Passo importante para o estudo de nano-partículas

Os egípcios estariam longes que pensar que esta peculiaridade no design fosse capaz de interagir com ondas electromagnéticas mas, na verdade, esta pesquisa pode ser importante para o estudo de nano-partículas no futuro.

“As aplicações de métodos físicos modernos e as abordagens para a investigação das propriedades das pirâmides são importantes e produtivas“, consideraram os físicos.

Embora esta pesquisa seja totalmente teórica e, por isso, seja difícil saber o que esperar, os cientistas esperam criar um efeito semelhante em nano-escala.

Os segredos desta estrutura secular podem ser usados para criar nano-partículas que focalizam a luz, e não as ondas de rádio, ajudando assim na criação de computadores leves e outros “aparelhos do futuro”.

“Escolhendo um material com propriedades electromagnéticas adequadas, podemos obter nano-partículas piramidais com uma promessa de aplicação prática em nano-sensores e células solares efectivas”, disse Polina Kapitainova, física da ITMO University, em declarações ao Science Alert.

Por ZAP
1 Agosto, 2018

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