2517: Encontrado no Peru um “sapo humanizado” com 3.800 anos que anunciava a chegada de água

CIÊNCIA

Ministério de Cultura do Peru

O Ministério da Cultura do Peru anunciou a descoberta de um “sapo humanizado” e uma cabeça antropomórfica, esculpida num mural de relevo e cuja idade é estimada em 3.800 anos.

A descoberta ocorreu na área de Vichama, localizada a norte de Lima, e considerada um dos sítios arqueológicos mais importantes do país sul-americano.

Ruth Shady Solís, directora da Zona Arqueológica de Caral (ZAC) do Ministério da Cultura, confirmou que os símbolos estavam localizados num dos edifícios públicos cerimoniais da época.

Segundo a interpretação do especialista, citada em comunicado, a cena representaria “o anúncio da chegada da água“. O sapo é considerado um ícone relacionado à chuva e à água do rio, essencial para a agricultura. Por outro lado, a imagem da cabeça humana ilustraria o homem que esperava água para dar continuidade à vida.

Os relevos da Vichama estarão relacionados com a escassez e a fome sofrida pelos habitantes da região, de modo que especialistas dizem representar a “memória do colectivo social sobre as dificuldades enfrentadas pela mudança climática, escassez de água e comida”.

Em 2018, também outras figuras foram descobertas nas paredes do distrito arqueológico, cuja extensão é de 25 hectares. Na parede, podiam ser vistosos relevos de quatro cabeças humanas com os olhos fechados cercados por duas cobras. Segundo Ruth Shady, “as cobras representam a divindade ligada à água, que filtra a terra e faz a semente germinar”.

Do ponto de vista do especialista, neste muro, os habitantes de Vichama representavam a fertilização da terra em tempos de luta contra a escassez de água. Além disso, Solís indica que o mural forma o espaço do salão cerimonial de um edifício público em Vichama, orientado para as terras agrícolas dos vales de Huaura.

Entre 3.800 e 3.500 anos atrás, foram construídos 22 complexos urbanos, com edifícios públicos, locais de encontro e sectores domésticos. A civilização caral floresceu entre os séculos XXX e XVIII a.C e é a mais antiga civilização dos estados pré-colombianos da América. Em 2009, a cidade sagrada de Caral-Supe foi declarada Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2019

 

1191: Arqueólogos revelam “guardiões” pré-hispânicos no Peru

CIÊNCIA

(h) Culture Ministry / EPA
Os “guardiões” de Chan Chan foram encontrados com máscaras de argila

No complexo arqueológico de Chan Chan, no departamento peruano de La Libertad, um grupo de arqueólogos descobriu um mural decorado, trazendo a descoberto 19 figuras esculpidas em madeira datadas de há 750 anos. 

A descoberta, anunciada pelo Ministério da Cultura do Peru em comunicado, ocorreu no passado mês de Julho, mas só nesta segunda-feira é que foi anunciada.

As esculturas de madeira, com cerca de 70 centímetros de altura, estavam cobertas com máscaras de argila. Os arqueólogos encontraram-nas alinhadas em espaços escavados no interior de uma parede do corredor cerimonial – durante séculos, estas figuras estiveram “escondidas” na cidadela pré-hispânica de Chan Chan.

O corredor está localizado em Utzh An ou Gran Chimú, um dos dez palácios murados que formam a cidadela, que é visitada por milhares de turistas de todo o mundo.

Segundo os especialistas, as figuras representam personagens antropomórficos que têm um ceptro – uma espécie de pequeno bastão – nas suas mãos e um objecto circular nas costas que pode representar um escudo.

“Supomos que sejam guardiões”, disse o arqueólogo Henry Gayoso, responsável pela equipa de arqueólogos que está a trabalhar no local, acrescentando ainda que as esculturas serão de uma época entre 1100 e 1300 d.C, o que faz destas as mais antigas figuras já encontradas neste complexo.

(h) Culture Ministry / EPA
O mural tem mais de 30 metros de comprimento

Relativamente ao mural, o Ministério da Cultura indicou que é a primeira vez que um corredor cerimonial completamente decorado com relevos em barro é encontrado em Chan Chan. A área decorada tem 33 metros de comprimento, onde predominam figuras de ondas e pergaminhos, destacando-se, especialmente, uma ornamentação zoomórfica, conhecida como “felino” ou “animal lunar.

Chan Chan, que significa “sol resplandecente” no idioma nativo, foi construída pela cultura pré-hispânica chimu entre os anos 900-1450 d.C. na costa norte do Peru, sendo a principal cidadela pré-hispânica de barro da América.

Este é um dos complexos arqueológicos mais importantes do mundo. Em 1986, a UNESCO reconheceu a área como Património Cultural da Humanidade.

Por ZAP
24 Outubro, 2018

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918: Arqueólogos descobrem relevo peruano com 3.800 anos

 

CIÊNCIA

(dr) Andina

O relevo encontrado em Vichama, no Peru, tem 3.800 anos, pertence a uma das mais antigas civilizações do continente americano e os arqueólogos pensam que retrata um período de seca e de fome que este povo sofreu.

De acordo com a Deutsche Welle, que cita a agência peruana Andiana, os arqueólogos descobriram um relevo antigo que pertence a uma das mais antigas civilizações do continente americano.

O mural, com um metro de altura e 2,8 metros de comprimento, tem aproximadamente 3.800 anos e é composto por cobras e cabeças de homem. Foi descoberto no litoral do sítio arqueológico de Vichama, a 110 quilómetros a norte de Lima, a capital do país.

Vichama é um dos pontos de escavação da recentemente descoberta civilização Caral, também conhecida como Norte Chico, e está a ser explorada por vários arqueólogos desde 2007.

A civilização Caral tem cinco mil anos, sendo uma das mais antigas do continente americano, e desenvolveu-se ao mesmo tempo que as prósperas civilizações da Mesopotâmia, do Egipto e da China. A população vivia no Vale do Supe, ao longo da costa norte-central do Peru.

Datada de 1800 e 3500 A.C., pensa-se que Vichama fosse uma comunidade de pescadores e uma das várias cidades dos povos Caral. O mural agora encontrado era feito de adobe, um material semelhante a argila do qual eram feitos tijolos e estava localizado no ponto de entrada de um salão cerimonial.

O relevo mostra quatro cabeças humanas, lado a lado, com os olhos fechados, juntamente com duas cobras que passam entre elas. Os animais apontam as suas cabeças para aquilo que parece ser um símbolo de semente humanóide que cava o solo.

Segundo o arqueólogo Ruth Shady, que supervisiona a escavação e anunciou esta descoberta, teoriza que as serpentes podem representar uma divindade da água que irriga a terra e faz as sementes crescerem.

Shady, citada pela DW, afirma que o relevo foi provavelmente feito no final de um período de seca e de fome, até porque outros relevos descobertos nas proximidades mostravam pessoas magras e desfiguradas.

A equipa acredita que a descoberta deste relevo reforça a noção de que estes primeiros humanos estavam a tentar retratar as dificuldades que enfrentavam devido à mudança climática e à escassez de água, o que teve um grande impacto na sua produção agrícola.

Até agora, já foram descobertas no local de escavação de Caral ruínas de 22 edifícios num espaço de 25 hectares, que remontam entre 1.800 e 1.500 A.C.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2018

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671: Revelado o misterioso código 3D com que os Incas comunicavam

Hostelworld.com
Caminho Inca – Machu Picchu (Peru)

O Império Inca (1400-1532 dC) é uma das poucas civilizações antigas que falava em múltiplas dimensões. Em vez de palavras ou pictogramas, os Incas utilizavam dispositivos de corda com nós, o quipo, para comunicarem complexas informações matemáticas e narrativas.

No entanto, e depois de mais de um século de estudo, somos ainda incapazes de decifrar completamente o código de quipo. O desafio da compreensão não está na falta de artefactos – há mais de 1.000 quipo conhecidos-, mas na sua variedade e complexidade.

O mistério foi finalmente desvendado o ano passado por Manny Medrano, então aluno da Universidade de Harvard, nos EUA, e Gary Urton, antropólogo da mesma universidade, que decifraram o mistério do sistema de cordas que nunca tinha conseguido explicar. Em Abril, Urton publicou em livro a explicação detalhada das descobertas dos dois cientistas.

Os investigadores foram confrontados com dezenas de milhares de nós amarrados por pessoas diferentes, para propósitos diferentes e em diferentes regiões do império.

Através de materiais disponíveis no local, como lã de camelo e algodão, os khipukamayuqs – quéchuas para os fabricantes de nós – codificavam dados administrativos, como números de censos e a alocação de impostos em sequências distorcidas nessas folhas de cálculo.

Os burocratas Incas utilizavam esses dados para controlar o maior império das Américas pré-Colombianas. Sabe-se desde há um século que os quipo contáveis seguem um esquema base de 10 nós – uma espécie de ábaco feito de corda. No entanto, estes nós quantitativos representam apenas dois terços das amostras que restam nos dias de hoje.

O terço restante dos nós – conhecido por narrativa de quipo – parece incluir informações narrativas codificadas de origem não numéricas, incluindo nomes, histórias e até filosofias antigas. Para os amantes de quebra-cabeças, a narrativa de quipo é uma dádiva de Deus.

Por que são os quipos tão difíceis de descodificar?

Normalmente aprendemos a contar na escola através de objectos – blocos de madeira, Legos ou outros brinquedos. As operações de somar e subtrair envolvem empilhar esses objectos ou contá-los com os próprios dedos. Só depois é que as operações realizadas com os dedos se transformam em fórmulas bidimensionais.

No entanto, com este método de aprendizagem podemos perder a nossa capacidade de observar números representados de forma diferente a esses símbolos abstractos. Ou seja: há alguma coisa sobre o símbolo “7” relacionada com o significado do número 7?.

Em sentido oposto, o código quipo dos incas para o 7 tinha um tipo especial de nó, feito através do envolvimento da corda numa série de loops – sete voltas, especificamente.

Já na narrativa de quipo, os nós podem ter sido usados como identificadores qualitativos para pessoas ou ideias – podemos considerar a forma como cada um de nós é identificado através de um número de telefone, segurança social ou morada.

Assim, e tendo em conta que os mesmos números podem significar simultaneamente quantidades, identidades ou uma combinação de ambos, torna-se extremamente difícil saber qual a categoria do número que estamos a observar.  Ou seja, um nó que sinaliza o número 3 reflecte uma contagem de 3, identifica um morador local ou talvez um sistema de código-postal.

Alguns cientistas sugeriram que os nós poderiam codificar uma linguagem silábica.

Somos ensinados desde tenra idade que a matemática e a linguagem são dois mundos distintos. Os Incas, em sentido oposto, criaram uma construção tridimensional – uma conquista de uma civilização complexa na forma de narrativa de cordas.

A linguagem através de quipo pode parecer estranha mas, os Incas, que eram os herdeiros de uma longa tradição de tecelagem com fios de algodão e camelídeos, eram únicos e altamente criativos na sua abordagem para documentar a linguagem.

quipo constitui um dos mais antigos repositórios de dados tributários do mundo, associado a nomes, faixas de impostos e informações sobre famílias através de nós.No império Inca, e depois da conquista espanhola em 1532, a verificação de dados tributários era uma realidade muito presente.

Este é capaz de ser o sudoku do mundo antigo, um quebra-cabeça avançado cheio de números e palavras, que nos faz repensar sobre as civilizações antigas. Talvez estas civilizações não fossem tão assim “primitivas”, pois ainda hoje nos deixam confusos sobre a forma como comunicavam.

Segundo a Tech Times, em Janeiro de 2018, Gary Urton e Manuel Medrano, antropólogos da Universidade de Harvard, os EUA, descobriram alguns documentos em San Pedro de Corongo, no Peru.

Nestes papéis, era revelada a forma como os conquistadores espanhóis forçavam os khipukamayuqs a narrar o seu sistema de khipus, enquanto um escriba os anotava em papel. Um dos documentos era um registo em espanhol com uma lista de recenseamento de 132 contribuintes, todos identificados pelo nome.

Os investigadores compararam o documento encontrado com seis khipus recuperados de um outro documento que estava enterrado na mesma área e descobriram uma correspondência: os nós dos khipus correspondiam às figuras listadas no documento espanhol.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
20 Junho, 2018

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597: Cientistas a um passo de descobrir a misteriosa origem dos Incas

Hostelworld.com
Caminho Inca – Machu Picchu (Peru)

Um grupo de pesquisadores do Peru acredita ter conseguido traçar as origens dos Incas através do DNA dos descendentes modernos dos seus imperadores.

Há centenas de anos que a civilização Inca fascina historiadores por todo o mundo, mas ainda muito pouco se sabe sobre a origem da maior civilização Pré-Hispânica das Américas. Um grupo de pesquisadores do Peru acredita agora ter conseguido traçar as origens dos Incas através do DNA dos descendentes modernos dos seus imperadores.

Todos os humanos carregam parte da codificação genética dos seus ancestrais e, frequentemente, os cientistas usam técnicas de genotipagem de DNA semelhantes às usadas neste estudo para determinar quais os genes herdados dos progenitores.

No caso da civilização Inca, esta análise foi estendida durante vários séculos. “É como um teste de paternidade, não entre pai e filho, mas entre os povos”, disse um dos pesquisadores, Ricardo Fujita, da Universidade de San Martin de Porres, no Peru, à AFP.

Existem duas lendas tradicionais comummente aceites sobre a origem desta civilização. A primeira acredita que os Incas são originários perto do Lago Titicaca, Puno, no sudeste do Peru; já a segunda, defende que a civilização descende de irmãos da região de Cusco, no centro do Peru.

Estes dois lugares, onde se acredita que possam ter surgido os primeiros Incas, foram fundamentais para a pesquisa. Os investigadores recolheram amostras de DNA dos habitantes de ambos os locais e, posteriormente, compararam a sua codificação genética com cerca de 3000 amostras de famílias actuais conhecidas como descentes de Incas.

De acordo com os investigadores, estes descendentes utilizados como amostra, também conhecidos como famílias “Panakas”, são a melhor ligação com o DNA da antiga nobreza Inca, pois a maioria dos cemitérios incas históricos e restos mumificados foram destruídos pelos conquistadores espanhóis que chegaram no século XVI.

Os resultados revelaram semelhanças genéticas entre as famílias Panakas e as que vivem em Puno e Cusco, mostrando que há alguma verdade nas lendas tradicionais. Mais do que isso: ambas as histórias podem até estar interligadas.

“Após três anos de rastreamento das impressões digitais genéticas dos descendentes, confirmamos que as duas lendas que explicam a origem da civilização Inca podem estar relacionadas”, explicou Fujita à AFP.

“Provavelmente a primeira migração veio da região de Puno e foi estabelecida em Pacaritambo por algumas décadas antes de ir para Cusco e fundar Tahuantinsuyo”, adiantou.

Tahuantinsuyo é o vasto império que os Incas governaram, estendendo-se desde o oeste da actual Argentina até ao norte da actual Colômbia – uma região com enormes dimensões para um povo que começou com pouco.

Algumas das conclusões preliminares foram publicadas em Abril, na Molecular Genetics and Genomics, mas os investigadores anseiam em voltar atrás  no tempo. Mesmo que as antigas múmias Incas tenham desaparecido para sempre, pode haver cemitérios onde restem ainda vestígios de DNA.

As novas técnicas de ponta hoje aplicadas no estudo do DNA – que pode ter até milhares de anos – estão a trazer uma nova visão do passado, permitindo melhor compreender a maneira como as civilizações se espalharam e migraram ao longos dos séculos.

Quanto mais dados os cientistas conseguirem recolher, quer em tamanho da amostra, quer em períodos de tempo cobertos, mais clara se tornará a janela do passado. Podemos ainda aprender muito mais sobre origem do grande império inca.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
1 Junho, 2018

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394: Desvendado finalmente mistério da múmia extraterrestre chilena

(dr) E. Smith / Bhattacharya et al. 2018 / Genome Research
Ata, a pequena múmia “extraterrestre” encontrada no deserto do Atacama

Um estudo agora revelado permitiu concluir que a ATA, a pequena múmia chilena de aparência extraterrestre encontrada no deserto do Atacama em 2003, é o esqueleto de uma menina que nasceu prematura e com várias mutações genéticas.

Depois de no início do mês terem sido anunciados primeiros resultados de uma análise de ADN à misteriosa múmia de Nazca, no Peru, uma equipa de cientistas revelou agora detalhes sobre um outro mistério semelhante: a origem de ATA, a múmia chilena que nos últimos anos tem causado alvoroço na comunidade científica internacional.

Encontrada em 2003, no deserto do Atacama, a estranha forma do esqueleto, de apenas 15 centímetros, alimentou rumores de que seria extraterrestre. A hipótese foi rapidamente descartada pelos cientistas, mas várias questões permaneciam sem resposta.

O estudo da pequena múmia, cuja análise do material genético durou cinco anos, revelou que o esqueleto pertence a uma menina que teve várias mutações genéticas. Os resultados do estudo foram publicados esta quinta-feira no jornal Genome Research.

Segundo os investigadores, trata-se de uma criança prematura, que nasceu com diversas deformações nos ossos e crânio devido a uma série de mutações ligadas a nanismo e ao envelhecimento prematuro. Anteriormente, especialistas acreditavam que os ossos pertenciam a uma criança com idade entre seis e oito anos.

Os investigadores acreditam que Ata nasceu morta ou morreu logo após o nascimento. A análise revelou também que o esqueleto, encontrado no interior de uma bolsa de couro atrás de uma igreja, nasceu há menos de 40 anos.

Usando o ADN extraído da medula óssea da múmia, os investigadores fizeram uma análise completa do seu genoma, tendo conseguido determinar sem qualquer dúvida que a pequena múmia é humana, e até a sua origem geográfica. Ata é sul-americana, provavelmente da região andina.

De acordo com Garry Nolan, investigador da Universidade de Medicina de Stanford e um dos autores do estudo, a descoberta pode no futuro ajudar a descobrir tratamentos para pacientes com problemas nos ossos. “Talvez possa haver alguma forma de acelerar o crescimento dos ossos”, acrescentou o cientista, citado pelo The Washington Post.

Além do crânio visivelmente alongado e das cavidades oculares anormalmente grandes, uma das deformações mais notórias de Ata é o número de costelas: tem apenas 10 pares, quando o normal seriam 12.

“Todos nascemos com uma ou outra mutação. Tantas mutações como as que conseguimos identificar não são normais num só indivíduo, mas foi apenas uma questão de azar“, explica Garry Nolan.

ZAP // Deutsche Welle / Science Alert

Por ZAP
23 Março, 2018

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Autoridades tentam desvendar mistério da ‘bola de fogo’ que passou pelo Acre e caiu no Peru

Este artigo está escrito em português do Brasil

Uma bola de fogo cruzou o céu na cidade amazónica de Pucallpa, no norte do Peru. Ela desceu rapidamente e deixou um rastro branco no céu, durante o entardecer do sábado do último dia 27 de Janeiro.

“Olha o meteorito, olha o meteorito!”, gritou um morador local, como mostra um vídeo publicado no YouTube.

O objecto que passou em Pucallpa aterrou em Puno, também no Peru, a quase 2 mil km da cidade onde as imagens foram registadas em vídeo. Ninguém ficou ferido tampouco foram registados danos materiais.

A imprensa local descreveu o objecto como “uma bola de fogo incandescente”. Três dias depois, autoridades aeroespaciais do Peru tentaram decifrar exactamente o que era e de onde vinha.

Segundo as autoridades, não se trata de um meteorito. E não foi apenas um, mas quatro objectos que caíram em Puno.

Três objectos tinham forma esférica e o quarto parecia uma peça metálica irregular, de acordo com Gustavo Henríquez, secretário-geral da Comissão Nacional de Investigação e Desenvolvimento Aeroespacial do Peru (Conida, na sigla em espanhol).

Henríquez disse que o trajecto do objecto incandescente que passou por Pucallpa também foi observado no Acre, no Brasil.

Tanques de combustível?

Para o secretário-geral da Conida, o “mais provável” é que se trate de tanques de combustível de satélites. Uma comissão da agência aeroespacial foi enviada a Puno para investigar o caso.

Autoridades americanas, por sua vez, confirmaram à BBC Mundo que “um corpo do foguete russo SL-23 retornou à atmosfera em 27 de Janeiro de 2018 e passou sobre América do Sul (próximo do Peru) às 23h32 GMT (18h32 hora local) aproximadamente”.

A projecção foi feita pela agência americana que faz parte do Centro Conjunto de Operações Espaciais (JSpOC, na sigla em inglês), que monitora mais de 23 mil objectos na órbita da Terra.

© AFP Autoridades americanas dizem que o corpo de um foguete russo entrou na atmosfera do Peru no mesmo dia e horário em que a ‘bola de fogo’ cruzou o céu

A informação divulgada pelo governo dos EUA também está disponível no site da Aerospace, empresa que faz pesquisas científicas independentes desde 1960.

O corpo do foguete que voltou à Terra fazia parte de uma missão espacial para o lançamento do chamado AngoSat 1, o primeiro satélite de comunicações de Angola.

Em 26 de Dezembro do ano passado, a empresa russa RSC Energia, fabricante do satélite, lançou a missão a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. No entanto, nem a empresa nem a Roscosmos, a estatal aeroespacial russa, publicaram informação sobre os objectos encontrados no Peru.

Gustavo Henríquez afirma que o fato de não ter sido notificada do possível regresso desse foguete preocupa a agência espacial peruana.

© BBC A Aerospace, organização sem fins lucrativos que monitora o espaço, indicou que um objecto foi avistado regressando na atmosfera em 27 de Janeiro sobre Pucallpa

“Segundo convenções da ONU, esses avisos devem ser feitos para que as nações fiquem em alerta e para que o país responsável possa ressarcir eventuais danos”, observa.

Foi por isso, diz Henríquez, que foi aberta investigação junto à chancelaria peruana para tentar identificar as causas do incidente.

Perigoso?

© AFP Agência espacial peruana registou a queda de quatro objectos em Puno, no Peru.

Segundo o secretário-geral da Conida, as áreas onde os objectos aterraram foram isoladas porque, “se forem tanques de combustível de satélite, podem ser muito perigosos”.

“Normalmente eles carregam hidrazina, um propelente tóxico que, quando em contacto com o combustível, coloca vidas em risco”, disse ele.

No entanto, as imagens divulgadas pela imprensa peruana mostram que moradores locais chegaram a mover um dos objectos para revelar o buraco de 30 centímetros que ele deixou no solo.

Henríquez argumentou que, se for um tanque, as altas temperaturas da decida pela atmosfera podem ter feito o combustível evaporar. Ele diz que não se recorda quando objectos de lixo espacial caíram no território peruano.

“Se isso aconteceu, foi há muito tempo”, diz.

MSN notícias
31/01/2018
[N.W.]- Este artigo foi corrigido para português ibérico

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