2477: Cientistas encontraram uma nova forma de plástico que se parece com pedras

CIÊNCIA

Turner et al., Science of the Total Environment, 2019

Cientistas ambientais descobriram resíduos de plástico que se parecem com pedras. As amostras analisadas eram feitas principalmente de polietileno e polipropileno, materiais usados em sacos de plástico e embalagens.

Segundo o Science Alert, estes pequenos pedaços de plástico, chamados piro-plásticos, são criados quando o plástico é aquecido durante o processo de fabrico ou quando pedaços de plástico são derretidos por processos desconhecidos no ambiente. Estes são então desgastados da mesma forma que as rochas, deixando micro-plásticos por todo o lado.

“Os piro-plásticos são evidentemente formados a partir do derretimento ou da queima de plástico e são distintamente diferentes dos plásticos marinhos manufacturados (primários e secundários) em termos de origem, aparência e espessura”, escrevem os investigadores no artigo publicado na revista Science of The Total Environment.

“Uma vez que os piro-plásticos já foram recuperados em praias de Espanha e de Vancouver, isto mostra que não são um fenómeno regional, e suspeita-se que a sua distribuição seja generalizada”, dizem ainda.

A investigação foi levada a cabo pelo cientista ambiental Andrew Turner, da Universidade de Plymouth, no Reino Unido. Juntamente com alguns colegas, o investigador analisou quase 200 pedaços de plástico encontrados em várias praias de Whitsand Bay, na Cornualha; nas Órcades, arquipélago na Escócia; no Condado de Kerry, na Irlanda; e no noroeste de Espanha.

A equipa submeteu as amostras a testes e descobriu que eram feitas principalmente de polietileno (comummente usado em sacos de plástico e embalagens), polipropileno (plástico rígido também usado em embalagens e recipientes), ou uma mistura de ambos.

Além disso, a análise de fluorescência de raios-X revelou a presença de chumbo, muitas vezes acompanhada de cromo, o que implica a presença de cromato de chumbo, um composto que pode ser misturado com plástico para dar-lhe um tom amarelo, vermelho ou laranja.

O uso desta substância foi reduzido graças à Directiva de Restrição de Substâncias Perigosas (RoHS), adoptada em Fevereiro de 2003 pela União Europeia, mas as quantidades encontradas nestas amostras excedem os limites da directiva, o que implica que o plástico é anterior a esse ano.

E, de acordo com o Science Alert, é aqui que as coisas ficam verdadeiramente preocupantes. Algumas das amostras analisadas foram encontradas nos tubos de carbonato de cálcio do verme marinho Spirobranchus triqueter.

De acordo com os investigadores, isto sugere que os compostos do plástico podem ser parcialmente bio-disponíveis, ou seja, podem ser absorvidos pelo organismo. Desta forma, se o chumbo pode ser absorvido pelos vermes, também poderá estar nos seus excrementos ou ser passado para os predadores destes animais.

Os investigadores sugerem que se façam mais pesquisas para determinar quanto deste plástico camuflado está escondido por aí. Só então poderemos medir com precisão a quantidade de micro-plásticos e compostos perigosos que estão a libertar no ambiente.

ZAP //

Por ZAP
20 Agosto, 2019

 

2460: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019